Eduardo Prado Coelho: o intelectual que vai ao Lidl só para não se irritar

De um modo sub-reptício, há pequenas contrariedades que fazem parte desse quotidiano e que nos irritam epidermicamente.(...) Vou ao supermercado, e em alguns (nem todos) dão-me sacos que eu tento abrir num combate vão. Experimento tudo, as unhas e os dentes, mas eles permanecem herméticos como um poema de Mallarmé. Exausto, peço auxílio à funcionária.

Termino com algo que regularmente me atenaza o juízo: o invólucro que amorosamente envolve o CD ou o DVD. Alguns têm uma tira que é suposto designar a linha de vulnerabilidade. Mas a verdade é que estou ali dez minutos em luta com as várias reentrâncias, até que se abre um universo novo que me dá acesso a Beethoven.

in Público

Publicado por Nino 22:44:00 9 comentários Links para este post  



As coisas que se aprendem


Com as resoluções de Conselho de Minstros...

o Estado português assumiu o compromisso de enviar uma força terrestre de escalão companhia, com cerca de 160 elementos, para o teatro de operações do Afeganistão.

Publicado por irreflexoes 18:27:00 0 comentários Links para este post  


A young boy enjoys the company of two seals at Sydney's Taronga Zoo. An Australian researcher had found the males of two seal species in Antarctica woo potential mates by singing complex melodies.(AFP/File/Torsten Blackwood)

Publicado por Manuel 17:30:00 0 comentários Links para este post  



um tiro em cheio

Sobre os fabulosos conceitos de Justiça Social do presente Governo, aplicados à "nova" lei das rendas, é fundamental ler o que se diz aqui e aqui.

Publicado por Manuel 15:59:00 1 comentários Links para este post  



É por estas e por outras que estamos no estado em que estamos.

Augusto M. Seabra, no Público de hoje, chega, a propósito de um apoio concedido pelo BPI à fundação de Serralves, à seguinte conclusão "… o exemplo de Serralves não pode ser repetido mecanicamente, que o capital não é elástico”. Mais à frente afirma o “acordo indicia que no ministério (cultura) se está a fazer a gestão do sufoco e não política cultural – e no caso mesmo a hipotecar instituições".

Não estaria aqui preocupado em destacar esta linha de raciocínio, não fosse ser o entendimento mais ou menos reinante que, ao contrário do capital privado, o público é elástico, podendo, por assim dizer-se, repetir-se mecanicamente, desde que a propósito de uma política pública, por muito significativa e importante que o seja.

Adenda
: Parece que na CdM se (re)encontrou o caminho.

Publicado por contra-baixo 13:11:00 0 comentários Links para este post  



Pequenos crimes entre amigos

O argumento de que se deve despenalizar o cheque sem provisão para aliviar o sistema judicial é uma falácia. Tal medida levaria apenas à transferência dos processos da esfera penal para a cível.

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Pode?

A justiça ser administrada pelos próprios aos próprios? Pode. Com os resultados que se vêem.

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Faleceu Emídio Guerreiro. O país fica mais pobre, paz à sua alma.

Publicado por Manuel 19:27:00 5 comentários Links para este post  



silly season ?

Sopra-se aos jornais que um concurso é anulado por suspeitas de conluio de (todos) os concorrentes e a seguir faz-se um ajuste directo precisamente com esses mesmos concorrentes, arrebentam meia dúzia de botijas de gás e logo se fala de engenho explosivo, de cada vez que as conversas descambam para temáticas mais dolorosas para a governação logo se saca, à José Eduardo Moniz, de um tema fracturante, para entreter, sejam os casamentos gay, o aborto ou coisa parecida para debater e ou querer alegadamente debater.

Acontece que o país não precisa assim tanto de temas e causas fracturantes ou bombásticas, precisa simplesmente de concordar consigo próprio em duas ou três questões essenciais.

  • Que há uma crise (grave)
  • Que essa crise diz respeito a nós todos e não apenas aos vizinhos do lado
  • Que a solução da mesma também passa, e passa mesmo, por todos nós, e cada um.

A cidadania também é isto, é ser sério e não apenas fingir que nos preocupamos, delegando a indignação e a solução em terceiros indeterminados, com greves e manifs aqui, ali e acolá.

- algures - uma maioria silenciosa, uma que não se revê nos Avelinos deste mundo, mas ainda não se viu. Por muito confortável que seja fazer greves ou votar nesses mesmos Avelinos (porque apresentam resultados) talvez esteja chegada a hora de fazer opções. De participar activamente na vida cívica, de mudar Portugal.

Publicado por Manuel 17:15:00 5 comentários Links para este post  

sinais.

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país real

Podia ser apenas um retrato do inferno mas não, é o retrato do país real, de uma autarquia real, de um autarca modelo. Vigarices monumentais, milhões desviados, empresários coagidos a pagar dízimos milionários, há de tudo, e para todos os gostos. Passa-se numa pequena Câmara do interior e foi o JN quem prestou o serviço público (aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui). Obviamente que Ferreira Torres é um herói - o PP até o entronizou seu senador...

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Falando de coisas sérias

Passou largamente desapercebida e pouco comentada uma prosa levada à estampa, ontem, no DN e rubricada por um ilustre Doutor em Direito.

Diz Carlos Blanco de Morais, sobre uma eventual consagração em lei dessa ideia disparatada de que quem nasce em solo português deve ter nacionaldiade portuguesa, que...

Assim, jovens criminosos estrangeiros que presentemente são passíveis de expulsão para os territórios de origem deixariam no futuro de o poder ser, depois de devidamente "carimbados" com a nacionalidade portuguesa.

Por outro lado, a imposição do novo critério do jus solis convidará a uma "invasão" de Portugal por ilegais que aqui virão ter filhos "portugueses" e que não poderão ser expulsos do País, já que a Constituição proíbe que os pais possam ser separados dos filhos.

Será, finalmente, que os patrocinadores da revisão legal calcularam a possibilidade de novas manifestações, como a do Martim Moniz, virem a passar de 500 para 5000 participantes, já nos próximos anos?

A defesa da tese do sangue versus o solo com estes argumentos é uma infelicidade, especialmente num cultor do direito. Aliás, e como seria de esperar, o texto caiu particularmente bem aqui e noutros locais do género.

Publicado por irreflexoes 13:32:00 12 comentários Links para este post  

Democracia com limites

Recomenda-se uma pequena visita ao blogue preferido da
extrema-esquerda para aferir o espírito democrático de um dos principais dirigentes do Bloco de Esquerda, Daniel Oliveira. Aparentemente, o ex-assessor de imprensa do Bloco está de saída do blogue por si criado por discordar da opinião - legítima e, digo eu, acertada - de um dos barnabés mais recentes, Bruno Cardoso Reis
.
Talvez o melhor seja citar o Daniel:
O Barnabé era para mim um espaço de opinião alternativo, que debatia com outros e se batia pela hegemonia da linguagem política e cultural. Um espaço plural, mas um espaço. Dirão: plural, mas com limites? Exactamente! Plural o suficiente para contrariar as tendência monolíticas de toda esquerda, com os limites suficientes para ser mais do que uma tertúlia

Imaginem o Bloco no poder...

n' os pássaros

Publicado por Manuel 9:53:00 0 comentários Links para este post  



As Presidenciais

Têm tudo a ver com o post anterior. A esquerda carece de uma figura capaz de se debater com dignidade - já para não falar em ganhar - a Cavaco Silva.

Na ausência de António Guterres e António Vitorino, cada qual por seus motivos, a esquerda confronta-se com uma de três possibilidades:

  1. Um candidato digno mas sem possibilidades reais de ganhar - Almeida Santos, Manuel Alegre, entre outros. Em suma, alguém que esteja disposto a candidatar-se e correr, sabendo sempre que não ganhará nunca.

  2. Freitas do Amaral - Sou dos que nunca perdoaria ao PS tal opção. Em 1986 era apenas uma criança em termos políticos mas lembro-me bem da fractura no país, no leve sentimento de inquietude que se sentia em certos meios de esquerda. Lembro-me dos sobretudos verdes usados como um quase uniforme pela falange de apoio do Dr. Freitas do Amaral.

    Lembro-me de ver, na Av. de Roma, as caravanas dos sobretudos e dos casacos de peles preparadas para as comemorações e do alívio que perpassou pelos meus familiares quando os viram, cabisbaixos, retornar a suas casas. Mário Soares tinha derrotado Freitas do Amaral por uma unha negra e contra todas as expectativas. Desde esse dia que sou de esquerda. Porque isso é - também - combater homens como Freitas do Amaral. Independentemente da pele que vistam em dado momento.

  3. Mário Soares - Uma má escolha. Eu sei que não parece, especialmente para quem o ouve falar, mas o senhor tem mais de 80 anos. Será possível exigir-lhe (mais) este sacrificio? Face à opção 2) o velho leão poderá sentir-se tentado a vir a terreiro. Mas é sempre um erro: se ganha, será um Presidente limitado pela sua própria idade, perdendo o estatuto de senador que tem vindo a cultivar desde 1996; se perde, mancha uma carreira política com uma derrota no ocaso da vida.

Em suma, a esquerda não tem como ganhar as presidenciais nem como ganhar com elas seja o que for.

Os anos de convivência entre José Sócrates e Cavaco Silva serão uma realidade em breve.

Espero - ardentemente - estar enganado.

post em stéreo

Publicado por irreflexoes 2:27:00 19 comentários Links para este post  



Da pressão mediática

Resultam muitas coisas erradas.

Lançar para a praça pública a questão do referendo ao aborto nesta altura resulta menos de uma intenção séria e ponderada e mais da necessidade de capitalizar politicamente a maioria de esquerda, em rampa de lançamento para um ciclo eleitoral decisivo (autárquicas e presidenciais).

E para obscurecer o facto de o Governo, em termos políticos, estar tão obcecado com o défice como em tempos esteve Manuela Ferreira Leite. Então, como agora, muito por causa da falta de capacidade para falar de outras coisas.

A questão é, contudo, daquelas que, pela sua intrínseca qualidade de fracturantes e tendo em conta o que se passou há sete anos, merecia mais respeito. A bem de uma consulta com significado real. Seja a resposta sim ou, novamente, não.

post em stéreo

Publicado por irreflexoes 1:01:00 1 comentários Links para este post  



Desafio

Nós somos socialistas, somos inimigos do sistema económico capitalista actual que explora o fraco, com os seus salários injustos, com a consideração do ser humano em função da sua riqueza e propriedade em vez da sua responsabilidade e realização. Estamos fortemente determinados a destruir este sistema.

Que político de esquerda é o autor deste texto?

Publicado por Nino 20:33:00 11 comentários Links para este post  



ler os outros...

Erros, Peripécias, Asneiras e Distrações

Alguns apoiantes ferrenhos do governo extinto dos doutores Lopes e Portas desenvolvem uma intensa indústria de caça às trapalhadas do governo actual, para mostrarem não só que há duplicidade nos media – evidência das evidências – mas também similitudes na governação de baixa qualidade. Terminam sempre com ar vingativo: e então o sr. Presidente a estes não dissolve? Para além do masoquismo inerente ao exercício, mostra uma forma muito particular de ressentimento.

Esta enumeração das trapalhadas é uma pura distracção que nunca levará o governo Sócrates a conhecer o mesmo destino do de Santana Lopes, pela simples razão que há uma diferença abissal que separa os dois. O de Sócrates tem uma forte legitimidade eleitoral, formal e real, e não a perdeu, pelo contrário a reforçou, com as medidas de política que tomou. E, por muitas voltas que se dê, erros, peripécias, asneiras, distracções, mesmo quando semelhantes, não vão dar ao mesmo resultado porque não tem a mesma dimensão nem são vistas pelas pessoas isentas como sendo da mesma natureza.

Os erros, peripécias, asneiras, distracções, do governo anterior iam ao coração do poder, directamente aos lugares cimeiros da governação e eram vistos como extensões da identidade e do estilo dos governantes. Mais: eram potenciados na primeira pessoa, por ditos e eventos, que punham em causa a competência do governo na sua condução central, e encontravam todos os dias novas justificações para que a suspeita de incompetência fosse mais do que isso, mas sim uma realidade.

Culminaram na campanha eleitoral negativa, cujos contornos ainda não se conhecem completamente, no culto de personalidade absurdo do “menino guerreiro”, e foram consolidados depois pelo modo como se soube ter sido tratada a questão dos “sobreiros” (refiro-me ao plano político) e matérias como o orçamento de estado. Tudo isto deixou os respectivos partidos mergulhados numa crise de credibilidade, de que só sairão com muita dificuldade, e para a qual a caça às trapalhadas simétricas não traz nenhuma contribuição. Esta atitude aponta mais para a continuidade das trapalhadas originais e mostra um entendimento da política como um jogo de pingue-pongue, infelizmente muito comum no Parlamento.

A crítica a este governo tem muito por onde se fazer, mas tem uma condição sine qua non para ser eficaz e merecer ser ouvida: a de se demarcar das trapalhadas do governo anterior sem ambiguidades, nem desculpas, nem simetrias.

José Pacheco Pereira

Ainda de Pacheco convinha pensar nisto, antecipadamente.

Publicado por Manuel 16:29:00 6 comentários Links para este post  



Um país à beira...do fundo !

Não foi o orçamento rectificativo que colocou o país no fundo. Nem tão pouco o orçamento de um governo demissionário que o presidente da república fez questão de aprovar, não fosse a função pública ficar pouco mais de 3 meses sem aumentos, para afinal hoje se perceber, que os funcionários públicos continuam com os aumentos congelados.

É mais difícil elaborar um OER, com a despesa a decorrer, do que partindo do regime de duodécimos. Talvez daí a dificuldade em acertar a despesa.

O problema de Portugal, não é o défice de 4,1 % ou de 3,2 % ou 6,83 %
. Para ser sincero para com que lê, o verdadeiro défice do Estado, é superior a 10,0 %. Porque aos 6,83 %, devem somar-se os resultados financeiros negativos das autarquias, resultantes também dos níveis de endividamento, bem como o das empresas estatais ou públicas, que se alimentam por via de empréstimos à banca ou por despesas no PIDDAC, sem de facto consolidarem para efeitos de apuramento do défice.


O problema de Portugal, repito não é a dimensão do défice, que como disse, até se encontra sub-dimensionado, mas sim a forma de Portugal, actuar em 3 importantes vectores, crescendo sustentadamente acima da zona euro, criando emprego, e onde se assista ao mesmo tempo não a uma redução da despesa pública, mas sim a uma qualificação da despesa pública. E esse tem sido um problema de Portugal nos últimos 10 anos.


O peso do Estado na Economia, excessivo como é o nosso caso, não é prejudicial, per si. Ele é prejudicial, porque toda uma máquina improdutiva, assenta e existe, para que a mesma máquina possa existir. Fosse o Estado uma máquina lucrativa, produtiva, e ninguém ousaria em questionar o peso do Estado.


É óbvio que o governo do Eng.º Sócrates tem em conjunto com os seus pares, um trunfo escondido, e que iludirá em Dezembro, a comissão europeia e a opinião pública. Quer no Pacto de Estabilidade levado a Bruxelas, quer no OER, não foi levado em linha de conta actualização do PIB. Sim porque o governo prevê que o PIB cresça 0,8 % em 2005. E este ?lapso?, irá baixar o rácio Défice/PIB, não porque se tenha assistido a uma descida da despesa, mas sim porque o PIB aumentou. Em Dezembro de 2005, a manter-se o crescimento previsto, o défice não será de 6,2 %, mas sim de 5,7%.


O problema, é que nessa altura, a caravana passa, e os cães aplaudem. E nada mudou.

Num plano fiscal, alude o governo à famosa directiva da poupança, à criação de mecanismos para evitar a lavagem de dividendos, mas nos últimos anos, as melhores lavagens de dividendos tiveram o cunho da PT, e no que à directiva da poupança diz respeito, o governo perdeu toda a credibilidade nesta matéria, quando deixou a CGD, abrir uma sucursal em Macau, território fora do âmbito da directiva, e onde portugueses e não só, poderão continuar a depositar o seu dinheiro, como o Estado a continuar a não receber os impostos sobre juros devidos e assim percebemos que o impacto da directiva será...NULO!

E aqui as responsabilidades não são apenas dos depositários. Mas sim do governo que sendo dono de um banco, permite que esse banco, defraude os cofres do Estado, em largos milhões de euros por mês.

Olhar para o orçamento rectificativo, não é infelizmente transparente, nem tão pouco me parece verdadeiro, por muito que isso custe ao Eng.º. No campo das receitas, não se percebe como uma máquina fiscal desajustada, aliada ao claro sinal promovido pelo governo em aumentar o IVA ? incentivando a fuga fiscal ? vai conseguir cobrar no IVA 200 milhões nesse mesmo combate.

No ISP, não obstante a gasolina aumentar todos os meses, e a incidência de imposto ter aumentado, o governo estima cobrar menos 197 milhões, do que o estimado no OE 2005. Menos sentido faz, se percebermos que para Bagão, o petróleo ainda estava em 37 dólares o barril e para Campos e Cunha, o mesmo já está nos 50 dólares. Mesmo que de uma quebra da procura se tratasse, a verdade é que entre 2003 e 2004, houve uma quebra de 7 % na procura, e a receita fiscal aumentou. É assim que se pretende pagar as SCUTS?

A prova que este orçamento não resolve o problema de Portugal, está na quebra prevista face a 2004, em termos de IRC. È verdade que a taxa desceu, mas é verdade que as empresas estão a lucrar oficialmente menos, porque a dinâmica em que assenta a cobrança, está errada.
Se dúvidas existissem, no orçamento da verdade, o desemprego não para de subir. Se fosse um orçamento de verdade, dizia-se que em 2006, o mesmo, desemprego, entenda-se, será de quase 10,0 %...oficialmente!
Mas em termos orçamentais, e para a maioria dos economistas, a solução perfeita, seria um reset, às contas do Estado, sobretudo às da despesa, e começar tudo de novo sem uma estratégia. Se pensarmos bem, nem precisamos de detalhar a despesa pública, para percebermos qual é o nosso verdadeiro problema.

Dos 35.859 milhões de euros que compõem a despesa do Estado, 74,43 % vão para despesas sociais, 19,74 % para funções gerais de soberania e apenas 5,83 % para funções económicas.

Suficiente para assustar? Não porque o problema do país passa ao lado, do acréscimo de 200 Milhões de euros que o OER decidiu entregar a despesas com formação profissional. Num total, gastamos 1,174 mil milhões de euros ano, em formação profissional, e somos conhecidos por ter os trabalhadores menos qualificados. Isto não foi assim apenas em 2004 e agora em 2005. Tem 10 anos. O resultado da política de formação profissional tem servido apenas para enriquecer alguns, e dar um acréscimo aos rendimentos disponíveis dos formandos, sem que daí venha uma verdadeira qualificação para o país.
Na educação por exemplo gastamos, o mesmo proporcionalmente que alguns países ricos da OCDE em % do PIB, e temos o nível de escolaridade conhecida, e que não nos levará a lugar algum.

Quando ali em cima, me referia a qualificação na despesa pública, era por exemplo aqui que queria chegar.

Os sucessivos governos ainda não perceberam, que a captação de investimento directo estrangeiro não surge só porque o país gasta, fortunas em formação profissional, mas sim porque há problemas estruturais, que ninguém quer resolver.

Perante isto, o ministro das obras públicas, entende, ser este o momento de lançar o aeroporto da OTA, apenas e só porque há fortes compromissos imobiliários assumidos, arruinando o resto que ainda falta, por mais duas décadas.

Bem diz Medina Carreira, quando fala, na injustificada necessidade em continuar o Estado a suportar juros bonificados. São 400 milhões de Euros. E as despesas com os gabinetes de ministros da republica da Madeira e dos Açores, acrescidos dos gabinetes dos ministérios que ascendem na sua totalidade a 600 Milhões de Euros?
Os juros bonificados poderiam acabar, e a segunda ser reduzida pelo menos para metade, já que só a Madeira e os Açores levam 400 Milhões em conjunto, para realizar funções que outros poderiam realizar.

O orçamento não é o da verdade. E mesmo que rompa com um embuste anterior, não resolve o verdadeiro embuste, a que o país se encontra sujeito.Todos os esforços que temos vindo a ser sujeitos em termos de restrição orçamental, com inerentes custos na economia, conduziram o país onde ?
O verdadeiro problema, é exactamente esse...a estratégia de longo prazo, que assumidamente não existe.

Publicado por António Duarte 15:25:00 3 comentários Links para este post  

Não restam muitas alternativas a Marques Mendes que não passem, a prazo, pela retirada da confiança política a Miguel Almeida...

Publicado por Manuel 15:19:00 1 comentários Links para este post  



Intransigência?

Publicado por Visconti 13:05:00 0 comentários Links para este post  

Uma das peculiaridades dos orçamentos de Manuela Ferreira Leite e Bagão Félix foi a de cativar parte das verbas relativas à contribuição do Estado para a Segurança Social inscritas no orçamento dos serviços. Como é fácil de perceber, a inscrição desta verba nos orçamentos é automática, pois está directamente indexada em percentagem às rubricas de remunerações certas e permanentes. Fontes bem informadas garantem-me que, por causa destas cativações, há por aí muita contribuição para a Segurança Social devida pelo Estado à própria SS. Esta situação, para além de ser um mau exemplo para as empresas, a quem até ao dia 15 do mês seguinte ao das remunerações se exige o cumprimento desta obrigação contributiva, é um bom exemplo de como se andou a “disfarçar” despesa pública obrigatória. Não admira pois que no OER o seu valor aumente, receando mesmo que ainda esteja aquém do real. Pela minha parte, entendo que o seu combate deve começar desde logo por se assumir todos os encargos em sede de orçamento para, a partir daí, se cortar naquilo aonde é efectivamente possível ou, em alternativa, passar a dispor de recursos, escassos por natureza, de outra forma que implique menos despesa, mas sem comprometer um nível de serviço público que já adquiriu contornos civilizacionais. Se me querer alongar muito, trago à colação o exemplo de uma junta de freguesia na área do grande Porto que recentemente visitei e que, entre outras manifestações de eficácia e eficiência, reduziu substancialmente a despesa com a limpeza urbana, com a contratação directa de pessoal para o serviço, em vez de pagar mensalmente a uma empresa privada para o fazer. Sublinho que a questão aqui não é de natureza ideológica ou de princípio, trata-se até de uma junta PSD, sendo tão-somente profissional. Na realidade é apenas um presidente de junta que, por formação, profissão e honestidade intrínseca, prima pela boa gestão em geral e, em particular, pela dos seus recurso humanos. Um exemplo, como muitos outros que deve haver por aí, a ter em conta.

Publicado por contra-baixo 11:07:00 2 comentários Links para este post  



ABC da cidadania - versão Bloco de Esquerda

Num acampamento destinados aos jovens, o Bloco de Esquerda tem no menu um workshop, no mínimo, original. Chama-se «técnicas de desobidiência civil». A ideia é ensinar aos mais novos o «básico» para puderem estar preparados para o futuro. Sobretudo, para as futuras manifestações que a comunidade estudantil promete para os próximos tempos.

Os jovens do Bloco de Esquerda reúnem-se no próximo mês de Julho. O nome «técnico» deste workshop está incluído num programa «artístico». José Soeiro do Bloco de Esquerda explicou ao PortugalDiário que esta actividade «consiste basicamente em ensinar as técnicas de desobediência civil». Aprender a fazer «boicotes», «ocupação de espaços públicos», «como se comportar numa manifestação» e «como resistir a uma agressão policial» serão alguns dos temas abordados. E necessários para os dias de contestação que correm.

A desobediência civil é «uma forma de luta utilizada desde o tempo de Ghandi», diz José Soeiro, e recorda que em Portugal tem sido utilizada pelos jovens universitários, nomeadamente «no combate às propinas, quando os estudantes invadiram vários senados nas universidades».

Segundo os manuais dedicados ao assunto, «a desobediência civil corresponde a uma tradição de violação não violenta e pública da lei, concebida para chamar a atenção para leis ou políticas injustas».

Este tema está incluído nos «workshops artísticos» que integram o acampamento do Bloco, e é já o segundo ano em que o curso é ministrado.

Na senda da irreverência característica do Bloco de Esquerda, um workshop em desobediência civil é «obrigatório» para ingressar nas fileiras da contestação.

Portugal Diário

Publicado por Manuel 0:21:00 6 comentários Links para este post  



sentido de responsabilidade

O responsável máximo pela proteção cívil no concelho do Porto, o presidente da edilidade, resolveu sossegar a plebe daquela cidade assustada com a derrocada de um prédio naquela cidade aventando, antes do tempo e sem qualquer dado concreto ue o sustente, a hipótese de aquela ter sido causada por uma bomba.

Publicado por Manuel 0:15:00 2 comentários Links para este post  



preto no branco

a propósito de problemas de comunicação e enquanto na RTP1, no Prós e Contras, se debate a perene Crise, o Paulo Gorjão, mais papista que o Papa, sugere candidamente que Sócrates aceite a demissão imediata de Campos e Cunha. Por muito infeliz e deprimente que seja o episódio de hoje, mais até pelos malabarismos justificativos encontrados para o contextualizar que pela matéria em si - só o célebre anexo estava mal, não a documentação que, e em que se, suportava- , não me parece que haja motivos que sustentem a demissão do ministro das finananças, por agora. Bem ou mal, e condicionado pelas directivas de Sócrates, Campos e Cunha é dos poucos que no governo tem tentado fazer de facto alguma coisa, e estou à vontade porque não concordo com a maioria das decisões tomadas. Demitir agora Campos e Cunha seria um acto de refinada hipocrisia e ainda maior irresponsabilidade, porque não só não antevê ninguém disponível (Vitorino não quer...) como seria um prémio aos parasitas deste Governo que não mexem uma palha para não se queimarem - troupe à cabeça da qual aparecem o mirabolante Manuel Pinho e o inenarrável Ministro das Obras Públicas. Despachar Campos e Cunha agora é deitar mais um ano fora, preto no branco.

Publicado por Manuel 23:26:00 1 comentários Links para este post  



Isenção e PGR

Recentes posts no nosso colega Incursões abordaram uma putativa tentativa de substituição do PGR antes do final do mandato. Não sei se essa tentativa existiu ou não, mas a questão merece uma madura reflexão. Uma questão fundamental, na minha óptica, é saber para que serve o PGR e qual deve ser o seu perfil.

Quanto a mim, o PGR, enquanto máximo dirigente do MP, deve reunir duas condições fundamentais: primeiro, ser um coordenador eficaz da máquina; depois, ser isento e impermeável a pressões externas, designadamente do poder político. Quanto ao preenchimento da primeira condição, não depende apenas do indivíduo, uma vez a nossa arquitectura constitucional estabeleceu um sistema de pesos e contrapesos que, por vezes, não são fáceis de gerir. Quanto ao segundo requisito – a independência é uma condição absolutamente fundamental e, aí, dependerá mais do indivíduo do que das circunstâncias. Tenho para mim que o actual PGR preenche inteiramente o segundo requisito, mas experimenta muitas dificuldades na vertente da direcção do MP, ao contrário, aliás, do seu antecessor que era conhecido por dirigir a máquina com grande eficácia.

A direcção do MP
, contudo, não deve ser confundida com um intervencionismo excessivo na vida de todos e de cada um dos sectores e agentes do MP e, por exemplo, a avocação de inquéritos, deve ter um carácter excepcional e não o objectivo de cercear quaisquer investigações. Ou seja, o PGR deve ser um garante da eficácia mas, simultaneamente, da autonomia interna do MP.

Neste aspecto, tenho para mim que Souto Moura tem cumprido satisfatoriamente, não concordando com os ilustres comentadores que afirmam que ele “não pôs ordem no MP” ou que é apenas uma figura decorativa.

O grande problema de Souto Moura é ter-se fechado demasiado num inner circle de meia dúzia de hierarcas, pouco dados à mudança e que pensam, erradamente, que escondendo-se numa espécie de casulo poderão resistir melhor às investidas externas.

Esta insuficiência, contudo, é ultrapassável e os próximos tempos dirão se Souto Moura compreendeu ou não as lições dos recentes acontecimentos que eu, confesso mais uma vez, não sei se foram acontecimentos ou não.

A grande vantagem de Souto Moura, por outro lado, reside na sua capacidade de resistir a pressões externas. Não que as enfrente de peito aberto, que o seu feitio afável não estará para aí virado mas, com maior ou menor subtileza, o que interessa é que, na prática, tem sabido resistir a elas, como o demonstra o caso Casa Pia que o próprio classificou como case study.

Esta impermeabilidade de Souto Moura valeu-lhe a hostilidade de boa parte da classe política, designadamente do actual poder socialista. Daí que a tentativa do seu afastamento, se não foi já tentada da forma descrita nos posts, não deixará de se colocar mais cedo ou mais tarde, no limite em Setembro de 2006 quando terminar o mandato.

Não me desagrada a ideia, referida por alguns comentadores, que o próximo PGR pudesse ser um não magistrado, como forma de abrir mais o MP à sociedade e combater mais eficazmente certos afloramentos corporativos que muitas vezes se verificam. Contudo, receio que, no contexto em que nos movemos, com uma excessiva partidarização da vida política, seja missão impossível esperar que um “civil”, qualquer que ele seja, nomeado pelo poder político, consiga reunir as qualidades de isenção e de impermeabilidade a pressões que o cargo exige.


Assim, apesar de todas as dificuldades e insuficiências de Souto Moura, penso que é preferível apostar no certo, do que embarcar em aventuras de que se desconhece a saída.

É por isso que, em minha opinião, nos tempos conturbados que se avizinham, é uma tarefa patriótica apoiar a recondução do Dr. Souto de Moura como Procurador-Geral da República.

Publicado por Nicodemos 22:33:00 2 comentários Links para este post  



e acabaram as trapalhadas...

pese o voluntarismo - louvável - da ministra da educação continuam a passar-se fenómenos estranhos nas escolas portuguesas... Atente-se na missiva que se transcreve recebida por email.

Além dos exames do 12.º ano e dos exames de Português e de Matemática do 9.º ano, estão a decorrer exames para os alunos autopropostos que não obtiveram aprovação no 9.º ano de escolaridade.

Graças ao choque tecnológico, sexta-feira chegou às escolas, por fax, um Despacho que obrigava todos os alunos autopropostos do 9.º ano a realizarem um exame de Educação Visual na segunda-feira seguinte.

Sendo impossível convocar os professores vigilantes dentro do prazo legal de 48 horas, não restou às comissões executivas das escolas outra alternativa que não fosse socorrerem-se do choque tecnológico para solicitarem por telemóvel a alguns professores a sua disponibilidade e boa vontade para fazerem a vigilância do exame.

Por volta das 11 horas da manhã de segunda-feira, os alunos terminaram o seu exame de Inglês. E sem saberem de nada, foram informados que teriam de fazer um exame de Educação Visual às 11:30, trinta minutos depois...

Sucede que os alunos do 9.º ano tiveram ao longo do ano lectivo apenas uma de duas disciplinas, em regime de opção: ou Educação Tecnológica ou Educação Visual.

Ignorando esta realidade, o doutíssimo Ministério da Educação obrigou os alunos que não tiveram a disciplina de Educação Visual durante o corrente ano lectivo a realizarem um exame nesta disciplina, com um pré-aviso de 30 minutos, com conteúdos programáticos teórico-práticos leccionados ao nível do 9.º ano. Escusado será prever quais serão os resultados...

Felizmente, acabaram as “trapalhadas” do Governo anterior!... Ufa!

Publicado por Manuel 22:07:00 2 comentários Links para este post  



Retrato de um país

Profícua barafunda do trânsito matinal a que oferta o compasso diário dos Sinais de Fernando Alves na TSF. Hoje, um ensaio imperdível sobre a estética penetra.

Publicado por Nino 21:45:00 1 comentários Links para este post  



mundo novo


US scientists have succeeded in reviving the dogs after three hours of clinical death, paving the way for trials on humans within years.

Pittsburgh's Safar Centre for Resuscitation Research has developed a technique in which subject's veins are drained of blood and filled with an ice-cold salt solution.

The animals are considered scientifically dead, as they stop breathing and have no heartbeat or brain activity.

But three hours later, their blood is replaced and the zombie dogs are brought back to life with an electric shock.

continua aqui

Publicado por Manuel 19:08:00 3 comentários Links para este post  



arriscarmo-nos uma e outra vez ao repetir do pior da história...

A intelectualidade tem assistido divertida, Ferreira Torres, agora em trânsito do Marco de Canavezes para Amarante, é da província, o major Loureiro, dos subúrbios do Porto também. A intelectualidade prefere o colarinho branco, seja ele de Isaltino, de Judas ou até de Carrilho. Não interessa o que se faz, sempre por uma boa e nobre causa, desde que se faça a coisa com "classe". O problema de Ferreira Torres, passem os pequenos mal entendidos com a justiça, é pois um de classe, Avelino é um grunho, foi para a quinta das celebridades não para as páginas de uma qualquer revista bem cor-de-rosa, não tem bom gosto, não sabe falar, Avelino é pimba, os outros acham(-se) que não.

Este fim de semana Avelino falou ao povo de Amarante e o que disse deveria fazer pensar. Falou da obra que diz ter feito no Marco de Canavezes (e tão bem autopsiada há poucas semanas na revista dominical do Público), falou das piscinas, muitas, dos pavilhões gimnodesportivos, bastantes, falou da bola e dos bombeiros, e o povo de Amarante ao que parece aplaudiu.

Não falou da pobreza, do analfabetismo, do desemprego e da iliteracia que transformam o Marco de Canavezes num dos concelhos mais subdesnvolvidos do país e da €uropa dos 15, não falou porque para ele isso não conta, ele deu-lhes obra(s) e isso é o que fica, o resto ...

O discurso gongórico e pitoresco de Ferreira Torres é o resumo de tudo o que está mal neste Portugal, é a apologia do betão, da obra (fácil) pela obra, do cimento sobre a pessoa humana, é a apologia das estatísticas (pelos menos de umas em deterimento de outras) sobre a qualidade de vida real, é, ironicamente, um discurso muito de esquerda - matiz albaneza - já que enfoca a obra - abstracta, grandiosa (!?), colectiva - em deterimento dos benefícios gerais e reais das mesmas.

Avelino definiu a métrica porque se ganham e perdem eleições autárquicas em Portugal - mais obra, a peso, por mais inútil que esta seja. Só um cepo pode achar que o Marco precisa de tantas piscinas, ou de tantos pavilhões gimnodesportivos, os indíces de utilização falam por sí, mas não é a obra, obra ?

Sem o querer Avelino Ferreira Torres fez, este fim de semana, um prestimoso serviço à democracia e ao país. Explicou cabalmente porque é que o actual sistema político - nomeadamente na sua componente autárquica e municipalista - está condenado ao fracasso, e não serve. Mostrou - com desenhos - como só com uma clara responsabilização das autarquias/regiões, maiores, mais ágeis e em muito menor número, capazes de cobrar impostos (poll taxes) e por essa via competirem entre si, é que se resolverá de vez a irracionalidade que grassa por esse país fora. Se os habitantes do Marco sentissem, desde há muito, que era dos seus parcos bolsos e não de um qualquer saco indescriminado que saia o pilim para os delírios de Avelino, então desde há muito que Avelino teria sido corrido, assim como nunca é com o dinheiro deles, é com o da cidade, do Porto e de Lisboa, e se é mal gasto pelo menos - dizem eles - é mal gasto lá, na terreola deles.

Mas Avelino mostrou mais, muito mais. Mostrou a verdadeira lógica que rege os país das EXPOs, dos Euros, e das corridas de carripanas antigas... Avelino é o país, sem gravata, sem perfume e sem discursos ou uma mulher bonita para mostrar, e o país ainda não deu mostras de se querer livar de todos os seus Avelinos.

Em Amarante acham - apesas dos ses - que ele garante resultados, como em Gondomar se acha que o Major apresenta resultados, como em Felgueiras, como em Oeiras, como em tanto munícipio por esse país fora. Convinha de uma vez por todas perceber o porquê desta percepção, que é real. Não o perceber é arriscarmo-nos uma e outra vez ao repetir do pior da história...

Publicado por Manuel 18:39:00 13 comentários Links para este post  



They're here!

LONDRES.- David Beckham podría enfrentarse a una batalla legal con el creador de nueve de sus tatuajes por querer emplear sus dibujos en una campaña publicitaria, según publica el diario "Daily Mirror". El artista corporal Louis Molloy, que entre otros tatuajes diseñó el gran ángel protector que Beckham lleva grabado en su espalda, asegura que es el propietario de los derechos de autor de sus imágenes y que demandará al futbolista si se lucra con ellas.

in El Mundo

Publicado por contra-baixo 17:11:00 0 comentários Links para este post  



as coisas são o que são...

Enquanto não são esclarecidas as gaffes no Orçamento rectificativo e não é apresentado um novo Orçamento de Estado Rectificativo Rectificado (OERR) nada, para levantar a moral, como ouvir o Dr. Pinho, esse mesmo que ainda é Ministro da Economia, no DE, a dizer que o plano tecnológico está virtualmente pronto (sic). Entretanto alguns espantam-se com as acrobacias do presente OER e já começam a antecipar o óbvio - que desde os tempos do barrosismo, pelo menos, que, no PIDDAC (que só deveria ser (?) despesa de capital), estão contabilizadas rúbricas salariais e custos administrativos que nada têm a ver com o esforço de investimento... Um detalhe que tem escapado ao Dr. Frasquilho, que nem foi secretário de estado à época e que agora vai ser muito conveniente para o PS tentar salvar a face. Deja vu. Afinal o outro, o Dr. Lopes tinha dito que ia andar por aí - anda mesmo.

Publicado por Manuel 15:08:00 6 comentários Links para este post  

Não me parece particularmente perspicaz exigir liminarmente o cumprimento de promessas eleitorais que, e bem, se consideraram, ao tempo em que foram exaradas, demagógicas e inexequiveis. Mais honesto, sensato e eficaz seria exigir simplesmente e ao Eng. Sócrates, também por vias delas, mas não só por causa delas, eleito Primeiro Ministro, que pedisse com toda a humildade simplesmente desculpa aos portugueses e que reconhecesse que estava errado.

Publicado por Manuel 14:58:00 7 comentários Links para este post  



Casa da Música (VI)

(cont.)
Em torno da Casa da Música [Porto] criou-se a expectativa de que, em função da dinâmica criada à volta da sua construção, inauguração e actividades, iriam chover os patrocinadores interessados em investir no projecto uma parte dos seus orçamentos de marketing e publicidade. Quero desde já dizer que, por muito prestígio que trouxesse às empresas, nunca acreditei muito que tal viesse a acontecer pela simples razão que os eventos de cariz cultural raramente atraem a atenção dos meios de comunicação social para que seja garantida a visibilidade de marcas e produtos que, como se sabe, é o meio pelo qual se mede o retorno do investimento em patrocínios, tendo-se como referência o valor que seria dispendido em anúncios nas TV(s) para obter o mesmo resultado. Assim, restava a possibilidade de atrair a sponsorização para operações de relações públicas e de responsabilidade social por parte das empresas, algo que, no entanto, não se vê a acontecer, exceptuando na semana de inauguração. Razões para o facto (1) em Portugal ainda não existe uma cultura instalada de patrocinar actividades culturais; (2) por se ter dispensado o contributo para a gestão da CdM de uma boa parte do ainda solvente tecido empresarial da região Norte; (3) pelo facto de a CdM não ter actualmente uma outra forma de gestão que não seja a corrente, baseada na imprescindibilidade de ser o Estado a financiá-la no presente e no futuro numa percentagem superior a 90% do seu orçamento (os restantes 10% com muita sorte serão atingidos com a venda de bilhetes); (4) provavelmente, por não ter sido ainda posta praticada uma política de found raising planeada pelos peritos na matéria, o que, caso a CdM estivesse no 3º sector, estaria obrigatoriamente na primeira linha das preocupações dos seus governantes e gestores, sendo até muito provável que estes fossem também escolhidos em função das suas capacidades para conseguir financiamentos diferenciados.

Nota: questionou-se aqui a natureza do mecenato exclusivo do Millennium/BCP ao Teatro S. Carlos e aos museus de Arte Antiga e Soares dos Reis. Em dois comentários foi reforçada a ideia que tal operação é de uma legalidade discutível face ao actual quadro legal. Pese embora a falta de certezas acerca do assunto, dado que se prevê a revisão da lei do Mecenato, acrescentamos aos contributos já aqui dados em tempos, uma sugestão que vá no sentido de se permitir também associar às contrapartidas fiscais, alguns ganhos de imagem, pois, pese embora mecenato seja por princípio gratuito, o apelo ao reconhecimento social não pode deixar de ser exteriorizado através da sua publicidade, dito de outra forma, os ganhos de imagem que os investidores possam vir a beneficiar estando associados a um projecto cultural não compensam o investimento em publicidade, necessitando-se por isso que lhes seja acrescido o benefício fiscal.

(cont.)

Publicado por contra-baixo 14:23:00 1 comentários Links para este post  



Défice(s) II

Um mérito que poderá ser reconhecido ao OER é de se assumir em sede orçamental a existência de um défice oculto e de uma dívida que tem de ser paga. Continuar a agir como se esta não existisse, ou disfarça-la com contabilidades criativas, é que não me parecia ser o melhor caminho. Resta agora esperar pelas medidas com efeitos a médio e longo prazo para contrariar a evolução da despesa pública, sendo certo que no curto prazo não resta outra alternativa que não seja assumir e pagar as contas em atraso e as que vão aparecer já a seguir com recurso a mais endividamento, ao aumento dos impostos e, eventualmente, à venda de algum património, nomeadamente aquele cuja posse e manutenção representa mais despesa para o Estado português.

Publicado por contra-baixo 13:10:00 0 comentários Links para este post  



O Embuste ainda continua...

A apresentação de um orçamento rectificativo(OER) numa sexta-feira às 22 horas, não é comum, e terá acontecido, porque desde a primeira hora dificuldades técnicas na elaboração do mesmo associado ao facto de pretender evitar, que o mesmo fosse alvo de elaboradas análises, nos mais diversos jornais de fim de semana.

Os erros que o OE-rectificativo apresenta permite assim que, segundo Sócrates, o embuste orçamental continue, até que os técnicos do gabinete do ministro das finanças, cuja dotação orçamental ascende a quase 5 milhoes de euros, consiga desfazer o erro.

Ora, para um OER, e do lado das receitas, regista-se, que 517 milhões de euros, surgirão do combate a fuga e evasão fiscal, 250 Milhões de euros como resultado da subida da taxa que irá ocorrer no IVA. Algo que sinceramente não parece exequível.

No OER-2005, o investimento surge com uma dotação de 450 Milhões de euros, algo que no documento enviado a Bruxelas não surge dessa maneira.

Outra contradição, que necessita de ser explicada, surge no lado da despesa, e numa altura que são conhecidos cortes com despesas com pessoal, o OER, faz aumentar a rubrica de despesas com pessoal, passando de 20.181,60 para 21.344,30, que se traduz numa subida de 5,2 % face ao OE-2005.

Temo que o embuste orçamental, não acabe com o OER apresentado, mas sim que o mesmo OER, se converta ele próprio num embuste.

Publicado por António Duarte 11:32:00 3 comentários Links para este post  



De interresse mesmo para os que são contra a globalização

Informação prestada no sítio da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas aos viajantes incautos que pretendam deslocar-se aos países muçulmanos.

Nos países muçulmanos e orientais, o viajante deparará com culturas muito diferentes da ocidental, devendo observar as regulamentações locais relativas ao vestuário e formas de comportamento. O consumo de drogas e de bebidas alcoólicas é geralmente punido com pesadas penas de prisão.

Tenha também sempre presente que as suas atitudes poderão beneficiar ou prejudicar a imagem de Portugal.

Publicado por Nino 7:31:00 4 comentários Links para este post  



As medidas e as ideias

O regresso de Alberto Pinto Nogueira, com um postal endereçado a uma certa morada, na Praça do Comércio.


O Sr.Ministro da Justiça, com a pompa própria de quem enuncia uma medida fundamental para debelar a morosidade da Justiça, e seguindo a proclamação na Assembleia da República do próprio Primeiro Ministro, decretou, por resolução do Conselho de Ministros, a redução das férias judicias.

As estruturas sindicais das magistraturas desenterraram o machado de guerra já que, publicitaram, as férias se destinavam sobretudo ao estudo de processos complexos e a pôr em dia o que não fora possível pôr-se.

O Ministro, que é o poder, pecou pela arrogância, imprópria na democracia, pelo populismo fácil e, no fundo, pretendeu, e talvez tenha conseguido, descredibilizar ainda mais a Judicatura e o Ministério Público.

Estes embarcaram no bote, não foram capazes de aceitar, com humildade, que as férias judiciais, tal como estão, são, pelo menos aparentemente, um privilégio, algo que, como tal, se não pode aceitar em democracia. Despeitados, manifestaram-se impotentes para, publicamente, demonstrar que a redução das férias judiciais está para a redução da morosidade da Justiça, como a venda de aspirinas nos hipermercados está para a melhor saúde dos cidadãos.

Com estas e outras, já toda a gente percebeu que o Ministro da Justiça empochou toda a formação marxista que apregoava, aliás com brilho, quando gastava os fundilhos das calças nos bancos da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.

Alberto Costa tem tácticas, medidas, falecem-lhe, sem dúvida, ideias que constituem a estratégia. Dá guarida ao choradinho gasto da falta de meios, ao invés de traduzir uma melhor gestão dos que tem e existem, sem ser capaz de os enquadrar melhor ao serviço de uma política que sirva a administração da Justiça .

O Ministro parece que não percebeu, ou não percebeu mesmo, que pode tomar muitas medidas concretas, mesmo que seja o “arranjo” da substituição do procurador-geral da República. Todavia, mesmo com todas as medidas, se estas não obedecerem a um plano rigoroso e bem delineado, a uma estratégia, o ministro pode reduzir as férias, criar mais vinte ou cem lugares de juízes, substituir os dirigentes da Polícia Judiciária e por aí além. Ao cabo de algum tempo, tudo estacionará, como sempre tem estacionado, por falta de visão política, por carência de ideias. Mudar implica determinar para onde se quer ir e para fazer o quê. O Ministro quer fazer o mesmo, mas mais depressinha. Em boa verdade, a actual equipa do Ministério da Justiça faz lembrar aqueles autarcas que tapam buracos nas vésperas de actos eleitorais, buracos que, em vindo o Inverno, ficam de novo às escâncaras.

E se, com estes, se poderá complacentemente abanar a cabeça, já tanto se não pode fazer quando se trata de um Ministro da República.

Deste se espera, e exige, que defina com rigor, firmeza, e também clareza, as grandes linhas de certo sector da vida social.

E que deixe as mercearias para os burocratas do respectivo ministério.

É nas grandes linhas, nos objectivos, numa palavra, na estratégia, que o ministro naufraga porque a não tem.

Alberto Costa, completamente desenquadrado do lugar onde o meteram, sem políticas que se vejam para Justiça, desprovido de ideias, deveria dar lugar a outro, que alguns haverá, concede-se, mesmo nas catacumbas do partido a que pertence.

Que venha, mas com ideias. Com programa. Com política.

Alberto Pinto Nogueira

Publicado por josé 22:52:00 6 comentários Links para este post  



Extrema-esquerda europeia financia terrorismo no Iraque

Who's funding the insurgents in Iraq? The list of suspects is long: ex-Baathists, foreign jihadists, and angry Sunnis, to name a few. Now add to that roster hard-core Euroleftists.

Turns out that far-left groups in western Europe are carrying on a campaign dubbed Ten Euros for the Resistance, offering aid and comfort to the car bombers, kidnappers, and snipers trying to destabilize the fledgling Iraq government. In the words of one Italian website, Iraq Libero (Free Iraq), the funds are meant for those fighting the occupanti imperialisti. The groups are an odd collection, made up largely of Marxists and Maoists, sprinkled with an array of Arab emigres and aging, old-school fascists, according to Lorenzo Vidino, an analyst on European terrorism based at The Investigative Project in Washington, D.C. "It's the old anticapitalist, anti-U.S., anti-Israel crowd," says Vidino, who has been to their gatherings, where he saw activists from Austria, Denmark, Germany, and Italy. "The glue that binds them together is anti-Americanism." The groups are working on an October conference to further support "the Iraqi Resistance." A key goal is to expand backing for the insurgents from the fringe left to the broader antiwar and antiglobalization movements.

in U.S. News, via Letters from Elise

Publicado por Nino 22:46:00 7 comentários Links para este post  



Chega de violência

Guardas prisionais impedem fuga de três reclusos em Coimbra.

É preciso acabar com o sentimento de impunidade dos guardas prisionais perante a discriminação, a prepotência, os abusos e a arbitrariedade sobre grupos sociais fragilizados.

Publicado por Nino 21:48:00 2 comentários Links para este post  



a táctica e a estratégia

Perdas e Ganhos

Todos os "comentadores" esperaram pela apresentação do orçamento rectificativo na sexta-feira. O governo, na senda do silêncio pedagógico que constitui o seu modo mais conhecido de falar, aguardou a chegada da noite e, cerca das 22 horas, entregou o dito orçamento na Assembleia da República. Nada disso impediu que alguns serões televisivos fossem preenchidos a "analisar" o documento e as suas propostas. A crédito do governo fica, aparentemente, a coragem de defender um diploma sem travestismos nem fórmulas mágicas. Ou seja, como tem sido amplamente divulgado, se não se fizesse nada, o défice rondaria os 6,8% no final do ano. Com as "medidas" que o orçamento rectificativo contempla, prevê-se uma redução de cerca de 0,6% nesse défice. Conta-se ir diminuindo até 2008, altura em que não seriam ultrapassados os miríficos 3%. Acontece que, por causa destes escassos zero vírgula seis, o governo e o PS andam por aí a ser impiedosamente chamuscados. Não teria sido preferível - já que tem que ser feito, e o governo e o PS inevitavelmente chamuscados- fazer "o mal" todo de uma vez e, preferencialmente, bem feito? Perpassou de imediato a ideia de que é demasiada "parra" para tão pouca "uva", sobretudo à custa do aumento do IVA a partir de Julho. É que nada ou muito pouco vai ajudar daqui em diante. O preço do petróleo, o impasse europeu, a má gestão do "dossier" autárquico, a excitação corporativa, a ansiedade da opinião pública e a necessidade de sobrevivência da que se publica, tudo isto resulta numa mistura explosiva que rebentará, mais tarde ou mais cedo, à porta de Sócrates. E Sócrates está exactamente como Barroso no início, com a diferença que este tinha uma ministra das Finanças com maior "autoridade" política. Como demonstra um estudo do Instituto de Ciências Sociais, coordenado por António Barreto e divulgado esta semana na Casa de Mateus, o eleitorado move-se por objectivos de curto prazo, o que justifica o que assistimos desde Dezembro de 2001 até ao último 20 de Fevereiro em matéria de resultados eleitorais. Não foi nada de excessivamente "profundo" que concedeu a maioria absoluta ao PS há uns meses (a deriva "santanista" e a falta de confiança no PSD e no governo, no essencial). Cada vez mais pesa a contingência no modo de decisão do "povo". O governo tem de contar com ela, sem abdicar de exercer a autoridade democrática, com sentido de oportunidade e de utilidade. Só assim estará apto a perder muito prova

João Gonçalves

Publicado por Manuel 18:54:00 1 comentários Links para este post  

Por estes dias são notícia apreensões atrás de mega-apreensões de droga em Portugal. Agulhas em palheiro, já que não consta que o preço na rua do produto tenha aumentado, que apenas relevam o papel fundamental que o nosso País tem como grande porta de entrada de substâncias ilícitas no continente €uropeu. No dia em que o nosso ministro da defesa já se preocupa com um fim possível da independência nacional não deixa de ser relevante recordar o papel fundamental que os novíssimos submarinos terão no combate ao tráfico e na defesa da nossa zona costeira e ZEE... Com uma fração do gasto, unidades de supérfície, mais leves, rápidas e ágeis, coadjuvadas por meios aeronavais e uma boa rede de radares seriam porventura miuto mais eficientes e infinitamente mais productivas. Ou não ?

Publicado por Manuel 17:42:00 5 comentários Links para este post  



A 255-year-old Aldabra-Seychelles tortoise eats a leaf from a zookeeper in a zoo in Calcutta June 24, 2005. Authorities claimed that the amphibian first lived in a vast open garden near Calcutta for 125 years before it was moved to the zoo 130 years ago. The tortoise, which lives in a rocky enclosure with a small pond, would be given a name and a refurbished home soon, the zoo authorities said. REUTERS/Jayanta Shaw

Publicado por Manuel 16:05:00 0 comentários Links para este post  



closet technocrat

O João Morgado Fernandes com a lábia que lhe é reconhecida resolveu contestar a minha defesa de uma reforma a sério no sistema político argumentando...

Seja português. Diga não à «reforma»

Portugal tem uma saúde abaixo de cão. A justiça é uma lástima. Da educação é melhor nem falar. O tecido produtivo é uma imensa gargalhada.

Há culpas da estrutura, do sistema, em tudo isto. Mas o fundamental são as pessoas. O pior da educação são as pessoas que a fazem, o que torna a justiça uma inexistência são os seus agentes. A economia só mudará quando empresários e trabalhadores entenderem qual é o seu papel.

O Manuel [GLQL] insiste na reforma (eu acho que ele quer dizer revolução, mas tem medo da palavra...) do sistema político. É um discurso gasto, este. Desculpabilizador, porque assenta sempre nos outros. Ineficaz, porque nenhuma reforma seria suficiente.

Eu acho que Portugal só será um país decente quando tiver melhores portugueses (não apenas políticos, nem principalmente políticos...). Melhores cidadãos, melhores profissionais. Os melhores políticos virão por arrasto. Querer o contrário é pedir a Lua.

E isto só se faz com trabalho. Não há volta a dar.

Não vou sequer pereorar sobre se o João percebeu o verdadeiro alcance do que escreveu
, mas não posso deixar de registar a candura implícita nas suas palavras. Existindo também um problema de competência e competências o facto é que a existência desta na sociedade civil não resolve automaticamente os problemas, e tanto não resolve que há por aí uns ditos liberais que se pudessem acabavam com o Estado, que para eles não serve para nada. O cerne da questão está em conseguir que as pessoas sejam cometentes e empenhadas não só para sí, naquilo que lhes diz directamente respeito, mas tambémcom e para com os outros, para a comunidade. O João parece ignorar que um dos problemas da sociedade actual, e maior que o da falta da competência, porque ainda vai havendo gente dedicada e competente, é o do egoismo, um egoismo cego e atroz que afasta as pessoas umas das outras, numa espécie de múltiplos apartheids sociais, culturais, económicos e até locais, é este egoismo aliás que torna também muitos (ainda mais) incompetentes, porque se estão nas tintas, a borrifar para isto ou aquilo. Isto só se resolve com uma inclusão de todos na sociedade plena, inclusão esta que terá de passar imperiosamente por novas fórmulas que reduzindo o overhead da máquina do Estado aumentem a eficácia deste e o grau de envolvimento e participação neste de todos os cidadãos. Pensar de outra forma é ignorar o verdadeiro problema, porque o problema é político e social, é um de cidadania, antes de ser apenas e só um de competências "técnicas". Quem diria que o João Morgado Fernandes, esse mesmo, era afinal um tecnocrata ?

Publicado por Manuel 12:44:00 5 comentários Links para este post  



QED

Ruidosa conspiração de silêncio

Impressionante foi silêncio geral sobre a declaração do Presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, de que os titulares de "cargos de responsabilidade" deveriam revelar a sua vinculação a associações como a maçonaria. Como explicar esta estranha "conspiração de silêncio", a começar pelas próprias organizações maçónicas?

Vital Moreira

Publicado por Manuel 12:33:00 7 comentários Links para este post  



Lisboa

As notícias sobre a morte política de Manuel Maria Carrilho tem sido grandemente exageradas. Há, é certo, milhentas razões para se malhar no homem mas convinha não perder o contexto global de vista. Hoje, o Expresso publica uma sondagem onde Carmona Rodrigues aparece com 8 pontos percentuais de avanço sobre Carrilho (41/33) e Maria José Nogueira Pinto com 4%, mas atendendo a que a dita sondagem foi feita apenas um dia depois da apresentação da candidatura de Nogueira Pinto e atendendo à performance de Cardona de cada vez que abre a boca, comparável pela negativa à do intelectual socialista (vide a última entrevista dada a O Independente, uma ode à imbecilidade) parece sóbrio e espectável admitir que o PP tenha de novo um resultado, no final e nas próximas sondagens, comparável ao de há quatro anos atrás - cerca de 10%, pelo que automática e rapidamente teremos Carrilho e Cardona empatados (ou suficientemente próximos para ficarem dentro da margem de erros das sondagens). O a Carrilho e a monumental lata deste poderiam levar um crente a prever que também à esquerda haveria transferência de votos, para o PC e para o BE mas... convém não esquecer dois ou três dados. Em primeiro lugar, o facto de Carrilho se apresentar de facto a fazer campanha a solo, apesar do PS, além do PS e mesmo contra o aparelho do PS é uma faca de dois gumes, por um lado expõe-no em demasia, mas por outro separa-o dos outros políticos (que não sabem vestir bem, viver bem, que não são cultos, que não tem vida, etc) além de o afastar muito convenientemente do descontentamento com a governação socrática diminuindo assim o impacto potencial de votos de protesto que poderiam erodir o eleitorado tradicional chucha, podendo em tese aproximá-lo de públicos a quem a política e os políticos não diriam a priori nada, mas que lêem revistas cor de rosa e se poderão rever na visão também ela colorida que Carrilho - o alegado outsider - tem do mundo e da cidade. Por outro lado e pesem os temores socialistas - hoje bem expressos no DN - o problema deles não é Carrilho perder as eleições, antes pelo contrário. Se as ganhar, sem a ajuda do aparelho, com o desdém deste, sem grandes ideias, sem uma vaga de fundo, e apenas e só com a ajuda de um publicitário - o marketeiro Edson Athaíde - o PS, e em bom rigor a democracia portuguesa, terão um grande e muito sério problema. E neste momento, convém não esquecer, Carrilho, o tal que agora é de bom tom menosprezar mas que sabe muito bem o que está a fazer, ainda tem todas as hipóteses de ganhar.

Publicado por Manuel 11:48:00 5 comentários Links para este post  



Governo aposta na concertação social

Agentes têm ordem explícita de apenas intimidar passageiros em caso de goradas tentativas pacíficas de assalto

Corpo Especial de Polícia Suburbana à paisana assegura desde ontem ordem pública na Linha de Sintra, a contento dos manifestantes que se concentraram há uma semana no Martim Moniz. Por seu lado, o sindicato dos gangs da Grande Lisboa acatou o pedido do ministro da saúde para distribuir dois ansiolíticos a cada passageiro antes da desinfestação das carruagens, levada a cabo por profissionais certificados, como prevenção da histeria, um problema de saúde pública que poderia ter graves repercussões sobre a saúde do turismo. De modo a suster o défice, foi também acordado a entrega aos cofres do Estado de 21% do proveito ilíquido do total das transacções comerciais (os utentes da CP trocam uns míseros bens pela sua vida) e o congelamento da carreira de bandido até ao final da legislatura, excepto se beneficiar de imunidade parlamentar.

Publicado por Nino 22:43:00 1 comentários Links para este post  



O Embuste (II)

As declarações de Jorge Sampaio, relativamente ao comportamento da banca, e á suposta oposição corporativa que este sector impõe face aos investimentos que as empresas privadas, pretendem realizar, merece, antes do fim-de-semana, uma reflexão :

  • O Embuste que Jorge Sampaio acusa, a banca, de promover ao incentivar a contratação de empréstimos sobretudo ao consumo, deveria ter merecido do Governador do Banco de Portugal, uma reflexão :

Ou a banca portuguesa promove o embuste, e o Banco de Portugal como entidade de supervisão da actividade bancária, tem que actuar, ou então a banca não promove embuste, e a bem da normalização do sector, Vítor Constâncio deveria ter desmentido Jorge Sampaio, recusando qualquer prática ilegal em todo o sector bancário.

Sendo verdade que para Jorge Sampaio, as regras prudenciais, os grandes riscos de crédito ou as provisões constítuidas, não devem passar de conceitos meramente académicos, é um facto que a supervisão do Banco de Portugal, assenta nestas condições, toda e qualquer actividade de supervisão à banca portuguesa.

Portanto. Ou Constâncio que até estava presente, confirma a prática de embuste, reconhecendo que a instituição que governa, não está atenta e é em parte conivente ou então desmente categoricamente o Exmo Presidente da República.

Aguardam-se desenvolvimentos, recordando que há uns anos, uma frase " vende-se gato por lebre", originou uma queda astronómica, na bolsa de valores de Lisboa.

Publicado por António Duarte 16:30:00 5 comentários Links para este post  



Um futuro triste

A Europa está na iminência de se tornar num gigantesco lar da terceira idade. Os jovens preferem cuidar de cães que pejam de excrementos os jardins onde putativas crianças deviam correr e saltar. Os animais podem aguardar passivamente no quarto que os donos se levantem pelas duas da tarde. Não competem pelos mimos da mamã que lhes prepara e leva o pequeno-almoço à cama. E, se ainda assim pesar a responsabilidade, sempre os podem despejar tranquilamente na berma da auto-estrada.

Publicado por Nino 16:00:00 5 comentários Links para este post  



Revisionismo

Os Nazis negam o extermínio de milhões de judeus durante o holocausto.

Os Bloquistas negam os massacres de Pol Pot no Camboja, o terrorismo islâmico e a criminalidade crescente nas metrópoles portuguesas.

Publicado por Nino 13:37:00 7 comentários Links para este post  



O sono tranquilo de alguns juízes

Em França, Patrick Gateau, um condenado a prisão perpétua em 1990 pelo roubo e brutal assassínio de um transeunte em Lyon em 1984, foi libertado condicionalmente por ordem de um juiz em 2003. Na semana passada, aos 48 anos de idade, em parceria com Serge Mathey de 26 anos, planeou e consumou o assassinato de Nelly Crémel, uma mãe de família de 39 anos, durante o seu quotidiano jogging, de forma tão desapiedada que os médicos legistas pasmaram ao realizar a autópsia da vítima.

Publicado por Nino 10:10:00 1 comentários Links para este post  



Bloco de Esquerda diz que "arrastão" foi "fuga de jovens de carga policial"


Baseando-se no relatório do Comando da Polícia de Segurança Pública de Lisboa e no testemunho de um filho de um membro da Assembleia Municipal de Lisboa, que obrigavam a uma "análise à luz de novas informações", a deputada Ana Drago afirmou que "não houve "arrastão", houve talvez furtos, mas o que aconteceu foi uma fuga de jovens de uma carga policial indiscriminada".

in Público

Publicado por Nino 8:32:00 11 comentários Links para este post  



Debates num país dito do terceiro mundo

Ação policial com show de TV


Em meio a um novo escândalo do governo Lula, o "financiamento" oferecido pelo PT aos parlamentares da denominada base aliada, conforme confessado pelo deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ), parte da atenção dos leitores foi roubada pela Operação Cevada, movida contra os dirigentes da empresa de bebidas Schincariol, levada a efeito por força-tarefa composta pela Secretaria da Receita, Polícia Federal e Ministério Público Federal.

Diversamente do que se vê nos programas policialescos da TV, que em geral mostram operações policiais envolvendo autores de delitos menos sofisticados, normalmente sem amigos importantes e advogados caríssimos, viu-se agora uma megaoperação envolvendo centenas de agentes policiais e fiscais, preparada após meses de investigações, que incluíram interceptações telefônicas, o que permitiu saber quem eram e como atuavam os envolvidos na bilionária operação de dano ao patrimônio público – o ao erário – praticada há anos pela empresa que ocupa fatia expressiva do mercado de cervejarias no país.

É bom que se informe que a empresa já tinha contra si, nas pessoas de seus dirigentes, ações penais por crimes tributários, entre outros, em curso na Justiça Federal local.

Em casos nos quais os flagrados no cometimento de crimes não são os integrantes de um dos grupos dos três Ps – pobres, pretos e prostitutas – logo surgem manifestações indignadas contra a ação policial e, nos dias correntes, não raro são atribuídas as iniciativas a partidos políticos e/ou interesses político-eleitoreiros. Lembre-se o episódio da prisão do marqueteiro petista Duda Mendonça, numa rinha de briga de galos no Rio, considerado uma operação tucana. Aos não habituados à vida autenticamente republicana, ação policial ainda é expediente político, entendido no seu pior sentido, e não no original.

Um jeitinho, uma ajuda

Conforme matéria publicada na revista Época desta semana (nº 370, de 20/6/05), a Operação Cevada levou à prisão não só os responsáveis pela empresa Schincariol como também servidores públicos que prestavam auxílio nas operações destinadas a evitar a incidência e recolhimentos de tributos federais e estaduais. Foram atingidos também escritórios de advocacia – os crimes são cada vez mais sofisticados e demandam conhecimento de diferentes sistemas legais –, chegando-se a descobrir ligações com ex-ocupantes de altos postos da administração pública federal, além de parlamentares estaduais.

Há fartos indícios do cometimento de crimes tributários – que podem ter sua punibilidade extinta pelo pagamento do tributo –, além de outros necessários para realizá-los (como a corrupção) e/ou acobertá-los (como o tráfico de influência), sem contar o de evasão de divisas e lavagem de dinheiro, que permitem garantir os ganhos monetários dos delitos, abrigados em paraísos fiscais.

A empresa, que não pagava os impostos devidos, teve crescimento fenomenal em pouco tempo, conquistando fatia expressiva do mercado consumidor de cervejas. As campanhas publicitárias milionárias expressam a pujança empresarial. E por falar em publicidade, bastante curiosa a relação mantida com alguns veículos, como revistas semanais. Segundo a matéria da Época, das interceptações realizadas percebeu-se a relação da empresa com a imprensa: "blindava-se" os periódicos semanais, ou seja, adiantavam-se valores que garantiriam capas de revistas em prol da posição da empresa que mantém disputa com a gigante AmBev.

Numa demonstração cabal de que ninguém consegue crescer tanto sem ajuda, pois muita fraude é necessária para não se pagar impostos por tantos anos, pelas interceptações telefônicas se verificou que deputados eram contatados para desfazer eventuais embaraços causados pelas fiscalizações tributárias. Ou seja, ninguém consegue ser vilão sozinho.

"Forças ocultas"

Assim se dão os negócios em Pindorama: para se ganhar muito ilegalmente, outros também precisam ser contemplados. A via escolhida, mais freqüente, é o da corrupção (art. 317 do Código Penal: solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem. Pena: reclusão, de um a oito anos, e multa), e do tráfico de influência (art. 332 do Código Penal: solicitar, exigir, cobrar ou obter, para si ou para outrem, vantagem ou promessa de vantagem, a pretexto de influir em ato praticado por funcionário público no exercício da função. Pena: reclusão, de dois a cinco anos, e multa).

E quando são flagrados os corruptores e/ou os beneficiários da ação criminosa, que não integram nenhum dos grupos dos três Ps mencionados, não faltam as manifestações de indignação contra "arbitrariedades", "exageros", "exibicionismo da Polícia Federal", não raro manifestadas por advogados famosos por serem defensores de réus com posição social, econômica e política de destaque no cenário nacional.

Os flagrados em situação de difícil explicação, quando não impossível, argumentam que empresários dão emprego! Ora, o que mais pretendiam? Ter empregados sem salários? Trabalho escravo é crime! – se bem que essa modalidade de "emprego" ainda é bastante praticada, tendo sido encontrada em propriedades de parlamentares, como Inocêncio de Oliveira (PMDB-PE), ou acobertada por ocupantes de cargos eletivos.

Na Operação Cevada que levou à prisão os integrantes da família Schincariol, responsáveis, portanto, pelos acertos e desacertos da atuação empresarial, não demorou a surgir quem vislumbrasse "forças ocultas nessa ação". Ora, pergunto ao leitor que tem descontado na fonte, de seu salário, o imposto de renda, e paga a cerveja com todos os impostos embutidos no preço: o que esperaria de empresários que escolheram como forma de crescimento fraudar habitualmente o fisco e são flagrados?

Diante do montante de impostos sonegados e todos os crimes cometidos para colocar a salvo os rendimentos assim auferidos, acredita o leitor que esperariam os fraudadores, comodamente em casa, serem chamados a prestar contas diante da Justiça? Salvatore Cacciola anda por onde mesmo?

Valor pedagógico

Diante do número de pessoas envolvidas, e da natureza de suas condutas, atuando em diferentes estados, as autoridades policiais e fiscais envolvidas tinham que atuar em um único momento para evitar comunicação entre os integrantes da quadrilha (art. 288 do Código Penal: associarem-se mais de três, em quadrilha ou bando, para o fim de cometer crimes. Pena – reclusão, de um a três anos).

As diligências de buscas e apreensões, bem como as prisões, têm previsão legal (art. 240 do Código de Processo Penal) e são autorizadas pelo juiz por onde tramita o procedimento investigatório, quando é ouvido o Ministério Público, se não for este próprio o requerente da medida, o que pode ser feito pela autoridade policial que conduz o inquérito. Providência grave, é determinada quando fundadas suspeitas existem de que provas do crime possam desaparecer.

Tais providências legais podem acontecer antes mesmo de iniciada a ação penal com o oferecimento da denúncia – a acusação formal – pelo Ministério Público. Conforme o noticiado, foram encontradas numerosas placas falsas dos caminhões utilizados no transporte das mercadorias, de sorte a fraudar a fiscalização estadual; notas fiscais e computadores que melhor poderão demonstrar como se praticavam as fraudes; expressivo volume de dinheiro em espécie tanto em cofre da empresa como na residência dos proprietários da empresa, o que sempre chama a atenção: valores que não podem ser recebidos em cheques porque não podem passar por bancos...

Embora haja veículos da imprensa que critiquem a divulgação pela Polícia Federal, o fato é que esses mesmos veículos mandam seus profissionais para a cobertura do evento. Se a imprensa não publicasse, se as emissoras de TV não enviassem usas equipes, como poderia a Polícia Federal fazer um show? Por que esses fatos não podem ser informados aos leitores?

Se as polícias de um modo geral sempre são acusadas de inoperantes, por que a Polícia Federal não pode levar ao conhecimento da sociedade como está cumprindo a sua missão? Se a impunidade é sempre mencionada como responsável por tantos dos males que acometem o país, por que ações que visam exatamente diminuir essa chaga social não podem ser divulgadas? Se o governo federal tenta tirar dividendos da atuação da Polícia Federal, isso não deve ser razão para menosprezar os resultados obtidos. A isto acrescente-se o valor pedagógico da atuação das instituições públicas.

Sangria de recursos

A publicidade de tais eventos ajuda a impedir que tudo vá parar debaixo do tapete. Talvez escape do conhecimento dos leitores, não habituados a certos procedimentos administrativos, que muitas autuações de auditores da Receita Federal, no que pese o cuidado na realização das fiscalizações para corretamente enquadrar as cobranças tributárias, podem ser reduzidas a nada na instância do Conselho de Contribuintes.

Diante da magnitude dos delitos e das provas coletadas na Operação Cevada, cumpriria à imprensa acompanhar o desenrolar dos recursos administrativos que, certamente, serão apresentados pelos titulares da empresa para derrubar as autuações já lavradas e a serem lavradas contra ela. Ou, então, se não serão contempladas com alguma nova norma que a livre de suas dívidas tal qual se deu em relação a Fiat e aos franqueados da McDonald’s, no governo FHC, conforme noticiado há poucas semanas. Em Pindorama tudo é possível.

Portanto, caro leitor, não parece ser mais do que exercício de retórica e jogo de cena a estupefação de uns e outros contra a Operação Cevada, como a do advogado da empresa, conforme publicado no jornal Folha de S.Paulo (19/6):
"Trataram esses meninos [os donos da Schincariol, todos maiores] como se fossem bandidos. É algo inaceitável".

Inaceitável? Inaceitável é a perpetuação da sangria de recursos que poderiam ser destinados à melhoria da qualidade de vida de milhões de brasileiros, entre eles os próprios empregados da Schincariol.

Ana Lúcia Amaral - Procuradora regional da República, associada ao Instituto de Estudos "Direito e Cidadania" (link original)

Publicado por Carlos 0:30:00 0 comentários Links para este post  



e entretanto aqui ao lado...

O Presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, anunciou hoje um plano que disponibiliza 2800 milhões de euros para promover a investigação, no qual participam sete ministérios.

Aumentar o investimento público e privado em investigação, reduzir a burocracia, promover investigadores e aumentar a sociedade da informação foram os principais objectivos do plano apresentados por Zapatero na cerimónia de lançamento no Palácio de la Moncloa, noticia a edição online do “El Mundo”.

Com o plano “Compromiso Ingenio 2010”, o Governo espanhol ambiciona chegar aos dois por cento do Produto Interno Bruto (PIB) em investigação até 2010 e colocar Espanha entre os dez primeiros países da União Europeia (UE).

O plano, para melhorar a gestão das políticas de investigação e afectar mais eficientemente os recursos, dispõe de três instrumentos: CENIT (projectos co-financiados em 50 por cento pelo sector privado e público, mobilizando mil milhões de euros nos próximos quatro anos), CONSOLIDER (dedicará 1500 milhões de euros nos próximos quatro anos) e AVANZ@ (aumentar a percentagem de empresas que utilizam o comércio electrónico).

Para conseguir reduzir a burocracia será criada nova legislação e serão alteradas a Lei dos Contratos Públicos e da Orgânica das Universidades, explica a edição online do “El País”. Esta semana, a comunidade científica espanhola exigiu que o Governo mantenha as suas intenções de duplicar os fundos destinados à investigação. Actualmente, Espanha investe em investigação 0,5 por cento do PIB.

Público Online


Por cá passe a retórica recorrente num choque tecnológico que ninguém sabe o que é o que interessa é dar que fazer aos empreiteiros com obras públicas faraónicas como o TGV...

Publicado por Manuel 19:59:00 4 comentários Links para este post  



Um novo órgão de soberania

O Correio da Manhã conta-nos hoje a história de...

três titulares de cargos políticos – Jorge Lacão, do PS, Pedro Duarte e Castro de Almeida, do PSD – foram perdoados de infracções de trânsito que praticaram, ao abrigo de uma circular do Comando-Geral da GNR.

Contactado pelo jornal, o brigadeiro António Francisco Marquilhas, alegadamente responsável pela circular em causa, explicou...
Tratou-se de uma circular feita por um órgão de soberania, a GNR, em atenção a outros órgãos de soberania. A participação feita em sequência à infracção nunca implicou o perdão automático da multa.

Pelo que se sabe, várias editoras estão já a recolher os manuais de Direito Constitucional, de modo a introduzirem nos livros esta alteração à arquitectura do Estado de Direito.

Publicado por Carlos 19:28:00 3 comentários Links para este post  

Anda por aí muito crente a vaticinar a reforma política do Dr. Jorge Coelho face à espectável performance autárquica do PS. A teoria é boa, o homem teve todo o espaço, todos os poderes, logo terá de assumir o desaire, que será quase de certeza o PSD continuar a ser o maior partido português. Acontece que esperar semelhante humildade do Dr. Coelho, que sabe mais a dormir que muitos dos seus criticos de ocasião acordados, é puro lirismo. Coelho será o primeiro a ser solidário com Sócrates e o primeiro a exigir a solidarieade de Sócrates, ou traduzindo, onde muitos veêm uma oportunidade de se livrar de Coelho este vê antes uma oportunidade soberana de domesticar Sócrates e se livrar dos que pensam poder facilmente livrar-se dele...

Publicado por Manuel 18:40:00 4 comentários Links para este post  



prioridades

O João Morgado Fernandes e o João Gonçalves não gostaram da manif dos polícias, um queixa-se que vai perdendo o respeito à autoridade, outro recorda o PREC. No Porto, e perante uma audiência selecta onde pontificava o sr. José Oliveira, braço armado do Major Valentim e personagem central do affair Dourado, Pinto Balsemão julgou ter descoberto a pólvora, o militante número um do PSD, Pinto Balsemão, alertou para a falta de grandes causas que devolvam ambição e orgulho, o défice, só por si, "não basta", ressalvou, apontando como prioridade a reforma da Justiça.

Aos três escapou o essencial. O facto é que desde há muito que existe - transversal à sociedade e a todos os sectores desta - um sentimento de desprezo, mais ou menos contido, quando não é de raiva, para com os políticos e a política. A política é vista como uma actividade pouco respeitável, nebulosa, como um meio de enriquecimento mais ou menos ilícito onde - com mais ou menos nuances - s(er)ão todos iguais e incompetentes. Em tempo de crise económica e de cortes cegos é natural e expectável que este sentimento só se agudize.

Não acreditando nos políticos, que é suposto representarem-nos a todos nós, não se acredita no sistema, e não se acreditando no sistema não se acredita em nada e desconfia-se de tudo. A lentidão da justiça associada a episódios pouco recomendáveis como o tratamente de favor - para não dizer mais - com que a olho nú o Dr. Pedroso foi tratado no caso pio faz com que até sistemas independentes do político como o judicial sejam confundidos com este por parecerem tomar também eles decisões políticas, segundo critérios e lógicas políticas.

Assim se chega ao pântano em que nos encontramos. Ora, enquanto não se perceber que enquanto não se encontrarem fórmulas estáveis de reintegrar toda a gente no sistema, de a fazer sentir, e não apenas quando é cortejada para ir votar, importante, relevante e tida em conta, enquanto não se reinventar o nosso sistema político de forma a este poder contar sempre com os melhores, e não com o refugo, nada, mas nada de essencial mudará.

Podem-se discutir reformas cirúgicas aqui, ali e acolá, mas enquanto o problema de fundo, que é também um de confiança, que é a relação dos portugueses com o sistema não for resolvido, nada se resolverá. Curiosamente não vejo por aí a falar seriamente de uma reforma - e digna desse nome - do nosso sistema político... Têm medo de abir uma caixa de pandora, não percebendo que já estamos todos é dentro de uma.

Publicado por Manuel 16:37:00 6 comentários Links para este post  

O Millennium BCP é o mecenas exclusivo dos museus de Arte Antiga, em Lisboa, e Soares dos Reis, no Porto e do Teatro S. Carlos. Quem previa a possibilidade de contribuir para um deles (e eu conheço pelo menos uma empresa que levava a sério a intenção de ser mecenas de um dos museus) esqueça, pois há quem detenha o exclusivo de poder doar. Esta via, compreensível do ponto de vista de quem recebe o donativo e de quem o dá, embora neste caso menos, é de uma legalidade no mínimo questionável, pois impede à partida que outros contribuintes possam dispor de uma parte do seu rendimento, afectando-o a uma estrutura da sua preferência, e este é um direito que me parece estar consagrado no Estatuto do Mecenato que não prevê a possibilidade de recusa do contributo e que consagra de forma expressa a impossibilidade de mais contrapartidas para além do benefício fiscal que é usufruído. Um assunto a estudar com mais profundidade e, creio, a ter em conta numa futura revisão desta lei.

Publicado por contra-baixo 16:13:00 4 comentários Links para este post  



sobre a eficácia...

Alberto Costa, o tal que ainda é Ministro da Justiça, quer uma PJ mais eficaz, que apresente mais resultados, os quais na sua óptica se traduzem simplesmente em mais condenações. Mas disse mais, disse até que a eficácia da PJ não se avalia nos media.

À superfície pode ser-se tentado a concordar com esta visão simplista das coisas, mas tal seria um erro, e um erro crasso. Os números, e as estatísticas, não são tudo, longe disso. Começando pelo fim, bem ou mal, os media espelham a realidade, e é também através destes que a população se apercebe dela, não perceber isto, e não contar com isso, é pura e simplesmente inadmíssivel nos tempos que correm. Uma coisa é não investigar para os media, outra coisa - bem diferente - é ignorá-los e por via disso ignorar todo um país. Regressando aos números, estes - convém recordar - são perigosos e muitas vezes redutores; atente-se ao problema dos incêndios, uma diminuta percentagem destes é responsável pela quase totalidade da área ardida, que interessa pois ? uma elevada percentagem de investigação/condenações nos mini-incêndios (que garantem números vistosos) ou um enfoque claro nas causas dos grandes incêndios (que estatisticamente pesam tanto na cabeça do sr. ministro quer tenha artido 1 hectare ou mil) ? Pois é, pois é...

Publicado por Manuel 15:47:00 2 comentários Links para este post  

Leio e releio a Visão desta semana, leio e releio o proclamado (!) Watergate português, e cada vez mais me convenço, deve ser do calor, de que nada daquilo faz sentido, as datas, a lógica, a contextualização, nada, rigorosamente nada, não que não haja culpados mas não consigo deslumbrar inocentes. Talvez seja só mais um fait diver, dos de parada alta, mas mantenho a minha, o Eng. Sócrates ainda se arrisca a ter sérios dissabores graças ao voluntarismo - só - dos seus amigos. É certo caro jmf, que a procissão ainda vai no adro, por exemplo, ainda não ouvi esse grande expert em questões de segurança interna - o Ângelo Correia do PS, o Dr. Coelho pronunciar-se sobre o caso...

Publicado por Manuel 15:15:00 3 comentários Links para este post  



Promete oferecer-nos uma presidência histórica (assim deixemos)

In my time as Prime Minister, I have found that the hard part is not taking the decision, it is spotting when it has to be taken. It is understanding the difference between the challenges that have to be managed and those that have to be confronted and overcome. This is such a moment of decision for Europe.
The people of Europe are speaking to us. They are posing the questions. They are wanting our leadership. It is time we gave it to them.


Hoje fiquei com vontade de votar no Tony Blair. Sem tempo para mais (de momento) recomendo-vos vivamente a leitura deste discurso político:
Tony Blair's SPEECH TO THE EUROPEAN PARLIAMENT
23 JUNE 2005 (requer acrobat reader)


Cá para mim, este é um dos motivos porque Gordon Brown terá de ter um pouco mais de paciência no seu desejo de subsitituir Tony Blair. Um lider político, oportuno, sem papas na língua nem grandes floreados, directo ao assunto. Uma miragem nos nossos dias. Deste Tony Blair gosto muito.
(.)

Publicado por Rui MCB 14:24:00 2 comentários Links para este post  

Vital Moreira, lúcido outra vez, a verbalizar o cada vez maior desconforto de muito boa gente com a performance de... Jorge Sampaio.

Sempre defendi o direito do Presidente da República a "externalizar" as suas opiniões sobre assuntos de interesse nacional, como componente essencial da sua missão constitucional. Mas tal direito não pode ser banalizado em improvisos mais ou menos espontâneos sobre tudo o que vier a talhe de foice. Contenção, equilíbrio e "gravidade" qb devem pautar essa vertente da função presidencial.

Publicado por Manuel 12:47:00 3 comentários Links para este post  



RAVE (I)

Já se pode dizer, qual é a sociedade de advogados que vai ganhar o concurso de assessoria jurídica, do projecto RAVE - Rede de Alta Velocidade, ou ainda é segredo ?


Pista : 595 á hora !

Post em
Dolby Virtual

Publicado por António Duarte 10:41:00 0 comentários Links para este post  



Autárquicas no Portugal Extinto

Autárquicas de 2001:
Penamacor, concelho raiano com cerca de 7000 residentes e mais de uma mão cheia de freguesias. Nas últimas autárquicas foi um dos raros concelhos onde uma lista de independentes venceu as eleições, interrompendo assim o pleno de vitórias obtido pelo PS desde o 25 de Abril. Venceu a lista de Domingos Torrão, um antigo militante socialista que não conseguira os favores da distrital para ser designado candidato oficial do partido.
Quando houve que decidir onde pôr o voto na determinação das forças no seio da associação nacional de municípios, alinhou pelo bloco do PSD/PP, contribuindo para a eleição de Fernando Ruas. Quanto ao resto, foi presidente de câmara e apresenta-se de novo a escrutínio.


Autárquicas de 2005:
Leio no blogue Penamacor que Domingos Torrão fez as pazes com o PS e será o candidato oficial do Partido (levando toda a equipa para a nova chancela). Na outra banda (coligação PSD/PP) o candidato será, nada mais nada menos, que um actual vereador socialista.

O Jorge Sanches, um dos autores do blogue (em que também colaboro, recorde-se) deu como título às chamadas de atenção para as notícias que relatam estes factos: "Política à Penamacor".
Caro amigo, quantas freguesias, vilas e cidades deste país não se encaixarão, com maiores ou menores ajustes, neste mesmo tipo de "dialéctica"?

As autárquicas não são eleições partidárias na grande maioria dos concelhos (os vestígios ideológicos que ainda temos a nível nacional esfumam-se nas autarquias) e começo a desconfiar que, onde as eleições mantêm um pendor partidário - nas grandes cidades e em alguns cada vez mais raros feudos "sociológicos/geracionais" muito bem localizados no interior do país - os eleitores prestavam um melhor serviço a si próprios se esquecessem a símbolo e dedicassem algum tempo a recordar a sua vida no concelho nos últimos anos e a ouvir criticamente o que lhe oferecem os vários candidatos. Conheço com mínimo detalhe o que se passa em Castro Daire (feudo PSD) e a lição assenta também na perfeição.

Os prostitutos polítcos, de que se falava nos comentários do post do Jorge, em concelhos como Penamacor, não são os Domingos Torrões deste país, mas antes as "marcas"-partido. E são-no desde o momento em que nos querem fazer crer que há umas outras eleições além das autarquias: aquelas em que se contam cromos no final da noite, cromos que pertencem a cadernetas muito diferentes.

Também aqui os políticos que temos tendem a falar para um e sobre um país virtual. Em suma, também por aqui, o espaço para alguém que tenha coragem para ser diferente na forma de encarar e execer a política continua a aumentar.
(.)

Publicado por Rui MCB 0:27:00 0 comentários Links para este post  

Correia de Campos ainda é ministro da Saúde. É do calor, Sócrates ainda não teve tempo de lavar as mãos.

Publicado por Manuel 21:32:00 8 comentários Links para este post  



wag the dog

Quando o cão não abana a cauda, põe-se a cauda a abanar o cão. Por cá a vida imita a arte, é ver o número da Visão desta semana com ...


A história de uma conspiração

Como elementos ligados ao gabinete de Santana Lopes tentaram envolver Sócrates no escândalo judicial do Freeport. Pode ser o Watergate português.

talvez agora se perceba um pouco melhor isto e isto... Para o filme ficar completo falta falar das contra-conspirações, e, quem sabe, outra vez, de sobreiros e afins. É a vida.

Publicado por Manuel 19:11:00 1 comentários Links para este post  



De foice na mão

Mais um ano sem ar condicionado em muitas urgências hospitalares para ajudar a conter o défice.


Os distritos de Castelo Branco e Portalegre encontram-se sob o segundo alerta mais importante (laranja) devido às altas temperaturas, sendo esperadas "consequências graves em termos de saúde e mortalidade", avisou hoje a Direcção-Geral da Saúde (DGS).

O organismo informa que, além destes dois distritos, encontram-se em alerta amarelo (terceiro na escala de cinco) os de Bragança, Vila Real, Viseu, Guarda, Santarém, Lisboa, Setúbal, Évora, Beja e Faro.

in Público

Publicado por Nino 18:09:00 1 comentários Links para este post  



Petição pública a Santana Lopes

Sem mandato, mas em nome deste desgraçado povo que é o nosso roga-se ao anterior Primeiro-Ministro que observe, com rigor, a popular expressão "Muito ajuda quem não atrapalha", e pare de fazer coisas destas.

A petição está aberta a assinaturas nos comentários, tendo como fonte uma dica do (também) nosso António.

Post em stéreo

Publicado por irreflexoes 17:21:00 6 comentários Links para este post  



a frase...

a Europa deve investir em empregos e não em vacas

Tony Blair

Publicado por Manuel 17:12:00 2 comentários Links para este post  

É normal ver os economistas a apelarem a mais cortes na despesa. Não é tão normal ver os economistas explicarem o porquê da necessidade de corte da despesa pública. Menos normal ainda é ver economistas a explicarem como aplicariam os recursos que, neste momento, se consomem com a despesa pública primária. O combate à despesa pública só será eficaz na medida em que se demonstrar o elevado custo de oportunidade que esta representa para o País. Não vale pois a pena explicar aos agentes da administração pública e aos contribuintes em geral que tem de fazer sacrifícios se, a acompanhar os corte na despesa ou o aumento da receita, não forem dados a conhecer, em simultâneo, investimentos e projectos que no curto e médio prazo representem mais riqueza e não uma oportunidade de mais consumo. Ter os recursos, tal como as maiorias absolutas, não chega, é preciso saber o que se vai fazer com eles.

Publicado por contra-baixo 15:22:00 8 comentários Links para este post  



remodelação à vista.


Publicado por Manuel 13:58:00 0 comentários Links para este post  



eureka!

S0bre os tentáculos discretos, ou nem tanto, da maçonaria Vital Moreira descobriu finalmente a pólvora. Já não era sem tempo.

Publicado por Manuel 13:31:00 1 comentários Links para este post  



"Falhanço"

Ficámos a saber duas coisas más. A primeira não é propriamente uma novidade e é, de longe, a mais grave. Trata-se da economia. Façam as contas às vezes que nos falaram na "retoma" nos últimos três anos. Não existe "retoma" nenhuma e, bem pelo contrário, a economia portuguesa, pindérica e dependente de outras que não "arrancam", está em estado comatoso. Ainda ontem, no carro, ouvi o sr. ministro da Economia a prometer "inovação" e "desenvolvimento". O dr. Pinho pretenderá fazer isto com quem e em que economia? É, realmente, um dos mais pesados mistérios deste governo. Depois vêm as eternas finanças e o "programa" do dr. Campos e Cunha. Bruxelas, em mais um momento de demonstração da sua inequívoca pulsão controleira, já avisou que este "programa" não chega. Ou seja, o dr. Cunha terá de se espremer - e, por tabela, tentar espremer-nos - para arranjar mais receita e cortar a fundo na despesa. Como aqui se avisou repetidamente, este governo jamais teria um minuto de estado de graça. Não imaginei, apesar do meu pessimismo estrutural, que atingisse tão rapidamente um "estado de desgraça" que, diga-se de passagem, não é tanto seu quanto do país e da sua endémica miséria. Tudo somado, não vaticino uma longa estadia aos ministros da Economia e das Finanças nos respectivos postos. Os tempos que aí estão requerem capacidade e legitimidade políticas fortíssimas. Por exemplo, e até pela sua experiência europeia, o "negas" dr. Vitorino poderia perfeitamente ter ficado nas Finanças nesta fase inicial da legislatura na qual se exige maior investimento - estritamente político - de afirmação da estratégia governamental, partindo do princípio que ela existe. Manuela Ferreira Leite, uma excelente "técnica", "quebrou" justamente no combate político e por causa da sua "teimosia" técnica. Ousar contornar o círculo vicioso imposto por Bruxelas, tem um custo que só a política pode pagar. Para além disso, sabe-se também que é a "economia", em estado de devastação, que "paga", a final, o "arrastão" financeiro. Como disse na TVI o Miguel Sousa Tavares, até Jorge Sampaio, à medida que se aproxima do final do mandato, vai percebendo o tremendo falhanço a que presidiu pacatamente durante dez anos. Esse falhanço tem um nome e pinta-se a vermelho e verde quando, na realidade, devia pintar-se de vergonha.

in Portugal dos Pequeninos

Publicado por Manuel 13:19:00 0 comentários Links para este post  



O Embuste !

Jorge Sampaio encheu-se de coragem no final da sua legislatura, e acusou ontem o sector bancário de nada fazer pelo país. Como se grave não fosse, ainda sugeriu que muitas vezes a mesma banca promove o embuste, na contratação de créditos ao consumo, crédito automóvel ou no crédito á habitação.

A questão é simples para Jorge Sampaio. As empresas precisam de financiamentos, é necessário capital de risco, torna-se necessário apostar em projectos de inovação. E aqui Jorge Sampaio, afirma “Há oposição da banca no que respeita a arriscar alguma coisa para as empresas que querem inovar” e " a banca faz pouco pelo país".

Em primeiro lugar, o sector bancário directo é responsável pela criação directa de mais de 100.000 empregos. O sector da banca responde pela criação directa de 500.000 empregos. Mais de 500.000 famílias portuguesas, tem o seu sustento por via, da simples existência do sector bancário.

Durante anos, foi o próprio Estado, esse mesmo Estado, que cometeu os maiores erros para com o sector bancário. Primeiro foram as nacionalizações. Depois a impossibilidade da comercialização de determinados produtos, como o crédito à habitação, que estavam restringidos aos bancos do Estado.

Finalmente, e já com Jorge Sampaio como presidente da república, dele não se ouviram lamentos contra o Estado, pelo facto deste obrigar o pagamento de salários da função pública, de pensões, da domiciliação das contas das tesourarias da direcção geral do Tesouro, da venda de bilhetes da Expo 98, da venda de bilhetes do jogo da Santa Casa da Misericórdia, apenas num só banco...a Caixa Geral de Depósitos.

Muitas destas situações, hoje já estão “liberalizadas”, mas durante anos a fio, o próprio Estado, foi o principal agente limitador da prestação de serviços por parte da banca, criando um monopólio, assente no banco do regime.

É obviamente uma questão de posicionamento do Estado.

Mas o mesmo Estado, não pode acusar todo um sector de nada fazer pelo país, se durante anos, esteve quase impossibilitado de o fazer pelo próprio Estado.

Em segundo lugar, e ainda bem, a banca prima pela maximização do lucro. Ao contrário do Estado, e deste mesmo governo que Sampaio tanto apoia, que alinha com as suas medidas retraccionistas, no arrefecimento da economia. O mesmo arrefecimento na economia, que há-de encostar as empresas à parede.

O problema não está na falta de apoios á inovação.
Eles existem, e seria fastidioso enumerá-los aqui, mas Sampaio deveria conhece-los.
O problema está em na forma como os empresários se posicionam, na forma como eles procuram as oportunidades de negócio, na forma como arriscam.
Não é certamente por falta de apoios da banca, que a Zara, líder espanhola no sector do vestuário, não é portuguesa. Não foram os embustes que a banca promove, que impediram, os espanhóis de possuírem a única empresa no Algarve de produção de sumo de laranja. Não foram as prestações com pagamento diferido a 4 anos, que impediram, os empresários têxteis do Vale do Ave, de em vez de reorganizarem o sector, adquirirem veículos topo de gama e moradias no Algarve, á parte do destino que foi durante anos dado, aos fundos recebidos para formação profissional e para reorganizações empresariais.

Ora a banca, que se saiba, directamente não recebeu fundos comunitários alguns. Não desperdiçou aquilo que outros fizeram. Talvez por isso hoje, os lucros da banca sejam hoje motivo de inveja, pelo resto do país. A banca pode não ser um poço de virtudes, mas está muito distante de ser um palco de atrocidades cometidas, perante os cidadãos indefesos.

Se há alguém que contribuiu positivamente durante anos, o crescimento económico, esse alguém foi o sector da banca. Se houve alguém que durante anos, impediu a livre concorrência no sector bancário, esse alguém foi o Estado, preso a determinados interesses. Alguns dos projectos de inovação que deram o país a conhecer-se lá fora, estão precisamente no sector bancário, de quem são claro exemplo a rede Multibanco e os serviços por eles prestados, ou os pagamentos por via verde.
Ora se o problema é a inexistência de iniciativa privada, talvez Sampaio, devesse olhar para o país que lidera, e reparar na burocracia necessária para criar uma empresa. Na excessiva tributação que é pedida às empresas, quase que convidando as mesmas a optar por um regime fiscal menos transparente. O problema não é da banca. Parte do problema está em Bélem, mesmo que não exista vida para além do défice.
Embuste, é não reconhecer que o problema de Portugal não está num sector, mas sim num Estado despesista, desorganizado e mal conduzido.
Embuste, é não perceber que o problema de Portugal não é o défice, mas sim a falta de crescimento da economia e da criação do emprego.

Embuste, são os assessores que Sampaio, tem na sua Casa Civil, nos seus gabinetes e serviços afins, que consomem no orçamento geral de Estado para 2005, quase 14 Milhões de Euros, e que não conhecem por exemplo os PIN –Projectos Interesse Potencial Nacional, em grande parte financiados pela banca nacional, e que servem de bandeira ao governo para o seu famoso plano tecnológico.

Embuste, é a suposta pretensão de Sampaio, em pretender abrir linhas de crédito na banca - naquilo que constitui um ataque claro e despropositado ao sector - de forma generalizada, sem qualquer rigor, como se de um segundo orçamento geral de estado se tratasse.
Embuste, é confundir capital de risco com as prestações de capital e juros decorrentes de uma renda ou de um financiamento bancário. Embuste é Sampaio de uma forma despropositada querer retornar aos tempos do antigamente. Obrigar a banca, a emprestar dinheiro, aumentar o endividamento das empresas, sem quaisquer critérios, para que daqui a uns anos, se chegue á conclusão que afinal, metade dos projectos não tinham ROI´s ou TIR´s atraentes, para a economia nacional.
Se é um modelo de crescimento com base no endividamento que Jorge Sampaio, pretende, então já o poderia ter dito. É que a economia portuguesa recusa-o. Da mesma forma como o lentamente vai recusando o que o Presidente da República afirma.

Embuste é a personagem que nos últimos 10 anos habitou em Belém.


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Publicado por António Duarte 12:12:00 5 comentários Links para este post  



Para os interessados, nunca é demais saber mais qualquer coisa

O cérebro delas até pára (link original)

Quando elas gritam “Meu Deus, estou nas nuvens!”, o mais provável é que estejam mesmo. Um estudo realizado na Universidade de Groningen, na Holanda, concluiu que no momento do orgasmo há partes do cérebro da mulher que param e a catapultam para a paz total.

A descrição desse estado depende da imaginação de cada uma, mas o estudo garante que as áreas do córtex feminino relacionadas com o medo e a emoção são desactivadas, conduzindo a mulher para um patamar de libertação único.

Mas não acontece sempre. “Para a mulher atingir o clímax, tem de abstrair-se dos medos e das ansiedades”, explica Gert Holstege, responsável pela experiência. Ele e os colegas desenvolveram o estudo ligando ‘scanners’ ao cérebro de homens e mulheres entre 19 e 49 anos, enquanto eram sexualmente estimulados pelos respectivos parceiros.

Se por um lado o estudo conclui que a desactivação de parte do cérebro da mulher é meio caminho andado para o orgasmo, em relação ao homem os ‘scanners’ pouco descobriram – apenas que o cérebro masculino está muito mais activo durante uma relação sexual.

Para a neurologista Raquel Gouveia, este é um estudo curioso e inovador, mas ainda assim longe de ser surpreendente. “Parece-me lógico. Aquilo que conclui está de acordo com o conhecimento actual do cérebro do homem e da mulher, que são muito diferentes do ponto de vista funcional."




Publicado por Carlos 23:42:00 5 comentários Links para este post  



sobre a crise que ainda não começou...


NEW YORK, June 21 (Reuters) - The market will test whether consumers can handle $60 crude, although the level might need to approach $70 to whittle down demand, famed oil investor Boone Pickens said on Tuesday.

"I think people are scratching their heads as to whether the world will accept $60 like it did $50," Pickens told the Reuters Energy Summit. "You could go to $70, but at some point it's going to cost on the demand side." "Sixty may slow everything down."

Despite promises of output increases worldwide, Pickens predicted global production should steady around 84 million barrels per day (bpd) in the fourth quarter and about 2 million bpd in projected demand will need to be shed.

© Copyright Reuters Ltd. All rights reserved. 06/21/2005 11:34

[ver também aqui]

Publicado por Manuel 18:50:00 3 comentários Links para este post  



Ad campaign poster from the Polish Tourist Office(PTO). In a tongue-in-cheek dig at the French fear of eastern European competition, the Polish tourist board is using the image of a handsome plumber to promote Poland as a holiday destination (AFP/PTO-HO)

Publicado por Manuel 18:19:00 4 comentários Links para este post  



As conversas, as cerejas e as investigações criminais

Têm em comum algumas coisas. De facto, costuma dizer-se que as conversas são como as cerejas, porque atrás de uma ideia vem outra e flúem com uma lógica própria, normalmente não pré-determinada. O mesmo se passa com as investigações criminais.

Com ou sem o auxílio de elementos gráficos é fácil concluir que o lento desenrolar do processo em que se fará – espera-se – a escalpelização do que se passou em Fevereiro começou por ser uma investigação à violação do segredo de justiça.

E pode dizer-se isto sem assombro, desde logo, porque era essa a face visível, cognoscível, da problemática em causa. Depois, porque a constituição como arguidos dos responsáveis de órgãos de comunicação social é indício certo de que é essa a génese do processo. E, por fim, porque nada nos garante que já alguém tenha sido constituído arguido por outra coisa qualquer.

Por outro lado é importante esclarecer que, quando se investiga o possível cometimento do crime p.p. pelo artigo 371.º do Código Penal não é possível lançar mão de escutas telefónicas como meio de obtenção de prova o que não é, em bom rigor, caso de parecer ou deixar de parecer, é tão somente o que resulta do artigo 187.º do Código de Processo Penal.

Se dessa investigação inicial surgiram, como é noticiado, outras suspeitas às quais correspondem ou corresponderam tipos diferentes e diligências adicionais, é uma outra questão. Acessória.

A ser verdade o que diz o Expresso, Miguel Almeida foi constituído arguido no âmbito de um inquérito que tem início com a suspeita da prática de um crime de violação do segredo de justiça. Com que ramificações ulteriores o tempo o dirá. Uma delas, que está relacionada com a falsificação de documentos, nem é citada pelo Expresso, embora tenha sido em tempos noticiada.

As notícias de 11 e 18 de Fevereiro destinavam-se mesmo a causar estragos na votação do PS. Pareciam na altura, e cada vez parecem mais, uma manobra de propaganda baixa, típica de pessoas que não sabem o que é uma democracia.

É certo que falhou. Mas não se pode acusar, sem mais, o PS de ter deixado fazer coisa nenhuma.

Tentar envolver o PS nesta sujeira só pode ser fruto de uma tentativa de, ao dividir o mal pelas aldeias, minorar o impacto público que poderá ter o envolvimento de altos dirigentes do PSD numa manobra destinada a, sejamos francos, defraudar os resultados eleitorais. Não resultou e ainda bem. O País não é Lisboa e para vergonhas basta uma. É preciso lembrá-lo?

O PS não tem, tanto quanto é possível apreender, nenhuma quota nesta embrulhada. Poderá ter – tem, disso podem ficar descansados – em muitas outras, mas não nesta.

E José Sócrates pode ter muitos telhados de vidro – há quem diga que tem, eu não sei, não sou nenhum illuminati, nem maçon, nem supranumerário na Opus Dei, nem tenho acesso a outras fontes previligiadas de informação – mas parece que este não é um deles.

A ver vamos. E até ver, a única relação perigosa de José Sócrates com o processo em causa resulta, literalmente, de uma fotomontagem amadora.


Nos entretantos, como diz este povo que é o nosso, será talvez de serenar e deixar a justiça funcionar. A verdade acima de tudo. Ainda que estrague uma boa história.

Já agora, falta investigar o crime de violação do segredo de justiça que deu origem à notícia do Expresso. Pelo sim pelo não. As investigações criminais, como se disse, são como as cerejas, e a fonte destas últimas notícias pode ser, surpreendemente, alguém que não pertença ao PS.

Publicado por irreflexoes 16:24:00 5 comentários Links para este post  



Síntese Económica de Conjuntura

Maio de 2005

A informação disponível sobre as economias externas que mais influenciam o desempenho do país continua a dar sinais pouco favoráveis. No plano interno, o indicador de actividade económica abrandou em Abril, à semelhança do que sucedera no mês passado, e as indicações mais recentes do indicador de clima para Maio continuaram a ser de agravamento. O consumo privado desacelerou em Abril, fruto dos contributos negativos de todas as suas componentes, excepto da alimentar, que estabilizou. No investimento, o indicador de FBCF intensificou em Maio a quebra verificada no mês anterior, o que resultou do agravamento observado nas componentes de material de transporte e de construção. Os dados do comércio internacional até Março revelaram um abrandamento das trocas neste mês, com particular intensidade no caso das exportações. A informação de Maio relativa ao mercado de trabalho aponta para um ligeiro agravamento da situação, excepto as expectativas dos consumidores que foram mais optimistas. A inflação em Maio foi de 1,8%, menos 0,3 p.p. do que no mês anterior, devido ao forte abrandamento dos preços dos bens, principalmente dos combustíveis, enquanto os serviços aceleraram. A inflação subjacente atingiu um novo mínimo histórico (1,2%).

Relatório completo aqui (INE)

Publicado por Rui MCB 16:15:00 0 comentários Links para este post  

But on the basis of a new study, a team of political scientists is arguing that people's gut-level reaction to issues like the death penalty, taxes and abortion is strongly influenced by genetic inheritance. The new research builds on a series of studies that indicate that people's general approach to social issues - more conservative or more progressive - is influenced by genes.

New York Times

Está descoberta a última obsessão do politicamente correcto. Não há certo nem errado, bom nem mau, vem tudo de trás, dos genes... Relativismo q.b.

Publicado por Manuel 15:38:00 2 comentários Links para este post  



(sem) Rodriguinhos

A propósito desta posta certeira do Coutinho Ribeiro, no Incursões, tamb;em acerca desta e disto, reproduzem-se abaixo as anotações do nosso Venerável Irmão José à mesma...

Ah, valente! Assim é que é falar, ou, no caso, escrever!

Agora, subindo um pequeno degrau na seriedade do comentário:

A insinuação que se vai sentindo da parte da magistratura, e de encontro aos políticos que nos afadigam, quanto a mim, tem alguma razão de ser.

Este ministro e alguns outros deste governo, trazem vom eles um pecado original de que ainda não se livraram e esse pecado teve a sua origem no porcesso da Casa Pia.

As pessoas atentas, desconfiam que alguma medidas mais afoitas contra os "privilégios" dos magistrados radicam subliminar ou abertamente, numa resposta a uma putativa afronta. Foi isto tmbém que se disse na reunião de Coimbra, por alguns dos presentes.

Essa afronta advém da circunstância de se ter preso um político importante e do círculo fechado de poder. Advém ainda de se ter escutado ao telefone alguns outros (muitos, infelizmente) e de o poder judicial ter, por uma vez e abertamente, mostrado a sua carta de alforria naquilo que é essencial: a independência!

Digam o que disserem esses políticos que estiveram e estão na berlinda e outros que andam nos seus arredores, a verdade é que não gostaram; não toleram a afronta e verem um qualquer Rui Teixeira a entrar-lhes casa adentro e levar um dos seus, provocou a maior vergonha da nossa história recente e constitucional:

a recepção apoteótica, como se de um preso político se tratasse, nas escadarias da AR.

Não me lembro em toda a história recente de um episódo tão lamentável de desrespeito tão flagrante a um princípio da divisão de poderes que devia ser sagrado e que - valha a verdade- para alguns continua a ser.

É aqui que entronca o problema da autonomia do MP e a independência dos juizes!

Sem esta independência que se traduz na sujeição de cada juiz apenas à lei e aos ditames da sua consciência, sem obediência a lojas maçónicas, igrejas profanas, locais de reza e de culto ou até clubes de futebo, isto para não falar na famiglia e amigos, não há justiça verdadeira. Há simulacros dela e aproximações.

Porém, tendo em conta a história de Macau que aqui tem sido contada; o conteúdo de certas conversas telefónicas em que alguém despreocupadamente se estava a c**** para o segredo de justiça e o interlocutor entendia muito bem, parece-me que esta independência está efectivamente ameaçada.

Digamos abertamente e sem medos:

este governo e estas pessoas querem diminuir a independência dos juizes e restringir a autonomia do MP!

É isso que resulta dos sinais que temos vindo a observar é isso um sinal de uma vergonha inominável para o nosso regime democrático: ver quem sempre o defendeu, a atacá-lo agora por motivos pessoais.

Quem é que eles vão escolher para futuro PGR?!

É óbvio e não precisa de nenhuma especulação metafísica: querem alguém que não os incomode demasiado e se possível lhe apare o jogo em certas de determinadas circunstâncias.

Alguém que lhes atenda o telefone e os receba imediatamente e não lhes faça como este fez, ao ser perguntado pelo caso do Pedroso: "já não posso fazer nada. O caso já passou para o JIC".

É assim que se responde a esta gente, mas há gente,- muita gente mesmo- que não gosta nem quer isto.

Preferem o controlo da situação, mesmo que isso signifique a violação dos mais elementares princípios de legalidade estrita. No caso o da separação de poderes.

O executivo tendencialmente julga-se o Rei dos poderes.

Provavelmente fundado na legitimidade democrática do voto, julga-se acima dos demais.

Só posso questionar: como se escolhem políticos em Portugal?!

Como se escolhem os directórios partidários?

Como se fazem as listas de deputados?!

A resposta a estas perguntas, permite uma afirmação: tenham vergonha, senhores políticos e respeitem a autonomia e a independência dos tribunais, porque ainda é aí que reside a réstea de credibilidade e confiança que o povo vai tendo.

[original aqui ]

Gostaria de pensar que é assim que as coisas se passam.

Mas não penso, pelos motivos que podem ser escrutinados por todos.

A tentação de mudar a lei processual penal, ainda no tempo de Durão Barroso, com o inacreditável projecto do PS, não deixa lugar e margem para dúvidas.

A posição pública de alguns "senadores" da política, que fizeram romagens a S. Bento para se prevenirem e desagravarem das putativas ofensas do actual PGR também é coincidente com essa deriva e será a meu ver indesmentível.

O poder político que agora está, tributa necessariamente a essa corrente, aquilo que lhe é pedido (exigido): cercear o poder judicial, incluindo nele o MP, impedindo e limitando as escutas, as buscas e as diligências de prova e formas de procedimento, sob pretextos que me parecem falsos.

Pergunta-se: só agora descobriram o que antes propuseram como medidas de grande e evidente vantagem para o "combate á criminalidade"?

Reparem que não estou a fazer processos de intenção! Estou a apontar o caminho que me parece evidente e que as coisas levam.

As escutas telefónicas reveladas em violação de segredo de justiça, provam-no!
Só não vê quem não quiser ver.

O PS traz esse pecado original consigo e seria bom que não trouxesse. Mas é impossível um baptismo redentor, neste caso.

Daí que continuemos a assisti a esta guerra surda e não declarada.

[original aqui]

Publicado por Manuel 15:06:00 1 comentários Links para este post  



ainda Cunhal...

Finado o Dr. Cunhal pairam por aí as mais curiosas teses, parece que os portugueses o respeitam, o admiram, e se curvam perante a sua memória e a sua coerência. Infelizmente os portugueses, pelo menos aquela minoria que de vez em quando ainda pensa, ainda não perceberam o básico. O dr. Cunhal morreu celebrado como uma estrela pop, como um velhinho simpático que apesar de ter defendido umas ideias eventualmente estranhas e perigosas até tinha piada, porque as defendeu até morrer, o dr. Cunhal era visto da mesma forma, rigorosamente da mesma forma, que certa esquerda via o falecido Papa João Paulo II - simpático e com piada, nada mais. Mas morto a coisa mudou. Subitamente de icône pop Cunhal foi promovido a herói, talvez até o merecesse mas, foi-o por todas as razões erradas. Num mundo onde tudo é relativo, onde tudo é volátil, onde a coerência é, tal como a traição, uma mera questão de datas, quer-se vêr em Cunhal um referencial de estabilidade, um exemplo até, esquecendo-se ou relativizando-se a substâancia daquilo que (coerentemente) se defendeu, admira-se Cunhal porque este seguiu o seu rumo, imune à história, e aos factos, até ao fim. Será legítimo admirá-lo também por isso mas talvez conviesse pensar se não é afinal essa mesma, pragmática e resignada, linha de raciocínio que leva alguma plebe a atravessar-se uma e outra vez por heróis como João Jardim, Valentim Loureiro, Isaltino Morais ou Fátima Felgueiras, afinal também eles se dizem coerentes, também eles se julgam fadados de uma missão, também eles se julgam imunes aos factos, às leis e ao sistema e até vitimas das história.

O problema é que quando já não se acredita em nada e em quase ninguém se acaba a canonizar todo e qualquer um que acredite - firmemente - em alguma coisa e esteja disposto a tudo ou quase para o conseguir.

É um péssimo sinal, e acreditem que Cunhal, o tal que traduziu magistralmente o Rei Lear, não quereria, nem ele, um país eum mundo assim. Uma coisa é o fascínio e o respeito, outra, bem diferente, e a adulação, o branqueamento e a graxa...

Publicado por Manuel 14:58:00 5 comentários Links para este post  



mau sinal

O dr. Rui Gomes da Silva, Venerável ex Loja do Sino, hoje alegremente no Grande Oriente Lusitano, ex braço direito, para não dizer armado do Dr. Lopes, regressou à ribalta, n 'O Diabo, não que alguma vez tenha saído da política. O facto de ainda haver quem lhe dê corda e o leve até a sério não é apenas uma má notícia para o dr. Mendes, é, isso sim, uma péssima notícia para a democracia portuguesa. Significa tão somente que em Portugal há muito boa gente que considera que de facto para atingir determinados fins se justificam todos os meios.

Publicado por Manuel 14:32:00 1 comentários Links para este post  



directas ?

Às alminhas que no seio do PSD defendem as directas em nome de uma alegada maior democraticidade interna (!) talvez não fosse má ideia olharem para o triste, deprimente, para não dizer decadente, espectáculo que está a ser dado - por estes dias - pelo CDS/PP...

Publicado por Manuel 13:25:00 1 comentários Links para este post  



"O VIH em África e Karol Wojtyla"


Uma das maiores acusações que fazem a João Paulo II refere-se à postura deste perante o uso do preservativo. Muitos insistem em culpar Karol pela epidemia da Sida em África: "ah e tal, se ele tivesse aprovado o preservativo"...

Falemos de factos. De acordo com a UNAIDS cerca de 2/3 dos seropositivos/doentes com SIDA vivem em África. Por exemplo, na Swazilandia, um pequeno país com apenas 2 milhões de pessoas, a taxa de incidência de VIH é de 42%. Curiosamente neste país, a percentagem de católicos é somente de 5%. No Botswana, onde a taxa de incidência de VIH é de 37%, apenas 4% da população é católica. Na África do Sul, onde 22% da população são seropositivos ou doentes com SIDA, os católicos representam uns meros 6%. Karol teria assim uma influência tão grande sobre os não católicos?

Não devemos esquecer que as taxas de incidência da SIDA resultam de comportamentos de risco como a poligamia e de crimes como a violação de mulheres e raparigas.

Um bom exemplo é o do Uganda. O governo implementou um programa baseado na doutrina católica e no regresso aos valores tradicionais: promoveu sobretudo a abstinência e a monogamia. E só em último caso, aconselhava o uso de preservativo (ABC program). As taxas de incidência de VIH baixaram de 15% (em 1991) para 5% (2001).

Curioso como um programa de baixo custo teve uma eficácia apreciável, enquanto que em muitos outros países ocidentais com programas de alto custo não se conseguem resultados tão positivos.

Karol tinha razão. A abstinência e a monogamia são as armas mais eficazes em relação ao VIH. O ser humano também tem a responsabilidade de controlar os seus impulsos e adoptar comportamentos mais saudáveis, especialmente quando a sua sobrevivência está em risco. O preservativo é útil na luta contra a SIDA, mas mais importante é a mudança de atitudes e de comportamentos de risco.

in Letters from Elise

Publicado por Nino 12:27:00 9 comentários Links para este post  



entre a realidade e a farsa

O João, aparte continuar sem sentido de humor - levou a sério (!) a parte das audiências, até que diz coisas com nexo. O problema é que parece continuar a não perceber o quão o seu discurso é parecido com o do comandante da orquestra do titanic. Se vai continuar tudo sempre na mesma ou não também depende muito dele, de mim, de nós todos. A não ser que o João entre a realidade e a farsa, prefira viver na farsa. Não lhe faço essa injustiça. De mais a mais já o bom povo dizia que de tantas vezes o cântaro ir à fonte um dia...

Publicado por Manuel 19:43:00 2 comentários Links para este post  



estados de alma socialistas

José Sócrates terá feito tudo o que podia mas Sónia Fertuzinhos é, e até ver, outra vez a líder das mulheres socialistas. Em declarações à agência Lusa, a candidata derrotada, a vereadora da câmara de Oeiras Maria Manuela Augusto, contestou este resultado, defendendo que não é baseado "em factos reais", e adiantou que ainda hoje vai recorrer para a Comissão Nacional de Jurisdição do PS.

Publicado por Manuel 18:57:00 0 comentários Links para este post  

Numa iniciativa da campanha eleitoral de Francisco Assis, vai haver hoje um debate na Alfândega sobre “Culturas no Porto”. Antevendo facilmente que Rui Rio vá ser o alvo de todas as críticas por causa do deserto cultural em que a cidade do Porto se tornou, e de que ele é o grande responsável por causa da sua estreiteza de visão do que é uma política cultural de cidade, fico muito curioso para ver o que é que alguns dos agentes culturais oradores no debate vão dizer sobre o actual momento da Cultura em Portugal pois, em relação à forma como está a ser conduzido o dossier da atribuição de subsídios governamentais ao teatro na região Norte (cidade do Porto inc.), alguns deles já manifestaram críticas bastante duras ao MC. A acompanhar in loco com interesse, para ver como é que Francisco Assis se vai aguentar, sendo certo que demonstra coragem ao expor desta forma um flanco algo desprotegido, o que não deixará de ajudar a sondar aquele que será o seu pensamento e acção num quadro de relacionamento institucional tanto com o poder central, como com os agentes culturais da cidade.

Publicado por contra-baixo 18:34:00 5 comentários Links para este post  



choque petrológico

60 dólares o barril.

Publicado por Manuel 18:00:00 0 comentários Links para este post  



Visões do Inferno

Should we sound the alarm for a worldwide epidemic that might not occur? There is no choice with the avian flu emerging from Asia. Last week's disclosure that an Indonesian man tested positive for the bird flu that has already killed more than 50 people in Southeast Asia was just the latest chilling news about the disease. Should it develop certain genetic changes, international health experts warn, bird flu could spark a global pandemic, infecting as much of a quarter of the world's population and killing as many as 180 million to 360 million people - at least seven times the number of AIDS deaths, all within a matter of weeks.

This is utterly different from ordinary flu, which kills between 1 million and 2 million people worldwide in a typical year. In the worst previous catastrophic pandemic, in 1918, more than 20 million died from the Spanish Flu. That's more than the number of people who died from the Black Death in the Middle Ages, and more people killed in 24 weeks than AIDS killed in 24 years.

[continua]

Publicado por Manuel 17:57:00 1 comentários Links para este post  



freeport - um desenho

Não haverá por aí uma alminha caridosa que explique como é que apensas (!?) a um processo de de violação do segredo de justiça aparecem menções de escutas telefónicas, de encontros, etc ? É afinal o que diz o Expresso da semana passada...

AGENTES da Polícia Judiciária de Setúbal, jornalistas do semanário «O Independente» e da revista «Tempo» e um advogado foram constituídos arguidos no inquérito instaurado pela Polícia Judiciária, por causa de fugas de informação sobre o inquérito ao caso Freeport. Além de violação de segredo de Justiça, as suspeitas são ainda de corrupção e tráfico de influências, com instrumentalização da PJ e da imprensa, constando já do processo escutas telefónicas e fotografias, que indiciam contactos entre agentes e jornalistas.

É que das duas uma ou o que está em causa não é exactamente a violação do segredo de justiça - e não me parece que possa ser dada a amplitude dos meios usados - ilegais para aquela tipologia de crime, sendo que se houve violação do segredo de justiça então é porque haveria alguma coisa investigável - ou, pois, ou alguém soube a tempo e horas da marosca toda e deixou andar, porque até era útil e conveniente (só um cepo é que poderia achar que aquilo, naquele momento seria prejudicial para o PS) libertando agora a coisa para memória futura.

Eu quero acreditar que há uma terceira explicação, porque se não houver há que convir que é tão grave o que os amigos do Dr. Lopes tentaram fazer como aquilo que os outros deixaram de facto
fazer porque os gajos [os amiguinhos do Dr. Lopes] eram uma cambada de burros e até dava jeito...

Publicado por Manuel 16:49:00 0 comentários Links para este post  



Breves apontamentos sobre o Caso Freeeport

Andei que tempos, desde Fevereiro, a chatear a cabeça aos poucos que me lêem com a seguinte questão...

Ou o "caso" Freeport existe, caso em que se espera o desenrolar das investigações, sendo ou não José Sócrates Primeiro-Ministro ou não existe e foi um mero frete feito por alguém no MP ao PSD, caso que mereceria, ele próprio, investigação disciplinar e penal.

Agora que Miguel Almeida, assessor (rectius, chefe de gabinete) de Santana Lopes, foi constituído arguido no inquérito ao crime de violação do segredo de justiça subjacente às notícias que tornaram pública a investigação sobre José Sócrates no caso Freeport talvez se perceba melhor a insistência e a dúvida.

Os relatados encontros entre
jornalistas, inspectores da PJ , Miguel Almeida e o advogado Bello Dias, ex-sócio do ex-ministro do PSD Rui Gomas da Silva são, no mínimo, preocupantes.

A ser verdade o que se expende no Expresso, a utilização da PJ, enquanto órgão de investigação criminal, ao serviço de interesses partidários, pretendendo-se, através da actuação da mesma, produzir um trambolhão súbito do PS na fase finalíssima da campanha eleitoral para as legislativas, significa que está tudo em causa e já não se pode confiar em nada.

É por todas estas razões que é muito importante que se esclareça tudinho.

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Publicado por irreflexoes 16:27:00 8 comentários Links para este post  



Carrilho

Anda por aí muita gente, bem pensante, indignada com o Dr. Carrilho, já o comparam - pasme-se - ao Dr. Jardim. Tudo baseado num equivoco.

O Dr. Carrilho era porreiro quando distribuia benesses e subsídios, ainda mais porreiro era quando se deixava usar, mas já não é porreiro, nada porreiro, quando quer usar, sem dara nada em troca. A raiz do equivoco é que de facto Carrilho vê os agora seus críticos, incluindo uma boa parte da imprensa, rigorosamente da mesma forma - como um produto, como um meio - que estes sempre o viram a ele.

Carrilho, o intelectual, é a forma, a imagem e, bem ou mal, o agora candidato à CML acha-se no direito de se gerir - e à sua família - como se lhe aprouver. Carrilho é um pouco como aquelas modelos de cara laroca que acham que podem vir a ser actrizes... Realisticamente Carrilho não fez mais nem menos substancialmente que outros já fizeram. Vende-se, vende um conceito, de modernidade (?), de família (?), é afinal um producto.

Atacar em excesso Carrilho, e pelos lados errados, pode ter efeitos contraproducentes, pode vitimizá-lo, e à família, dar-lhe carisma, e quiçá transformá-lo numa espécie de peronzito à portuguesa.

Seria infinitamente mais eficaz e productivo deixar o sabonete Carrilho, e respectiva família, em paz e concentrar baterias no Carrilho intelectual desmontando ou rebatendo as ideias deste. É claro que este último caminho vende menos papel e dá mais trabalho, pior obriga a pensar a sério, mas não sendo seguido apenas prova que de facto e na essência Carrilho e os seus críticos são é iguais.

Publicado por Manuel 16:10:00 0 comentários Links para este post  



o essencial e o acessório

O João Morgado Fernandes, em busca de audiências e de uma boa polémica, acha que eu ando a ler os jornais errados.

Espanta-se com o episódio Ascenso Simões e indigna-se com a estranha relação entre a candidatura do PS à Câmara de Oeiras, a do PP à da Câmara de Lisboa e a provedoria da Santa Casa da Misericórdia. Acha até - pasme-se - que eu lhes devia dar importância.

Um e outro são fait divers vulgares, como vulgares são os personagems. Eu percebo que o João se espante com a monumental imbecilidade do secretário de estado (e logo do Dr. António Costa), afinal, em abstracto até simpatiza(va) com eles, e terá tido a sua quota parte de ilusões, mas já não percebo o espanto em relação a Lisboa e à Santa Casa. Os acordos e as pontes entre o CDS/PP e o PS vem de longe (não por acaso Campelo está reabilitado), na lógica de ensandwichar o PSD, e esta convergência convém a todos, ao PS que arranja (ao PP) um candidato forte (?) à direita de Cardona Rodrigues para permitir a Carrilho respirar, a Maria de Belém que vai para a SCML e à própria Nogueira Pinto que sai, descansada não saindo, e deixando lá uma amiga, e outra vez ao PS que fará tudo para uma vitória de Isaltino de modo a embaraçar Mendes.

Em suma absolutamente normal, como é absolutamente normal que se escreva sem risco de desmentido que a recente dança de cadeiras an PJ foi mais c0mplexa que o esperado devido à necessidade de não ferir susceptibilidades no PS e não só...

O que já não me parece nada normal é o absoluto pudor em aclarar uma das histórias mais mal contadas dos últimos tempos - o affair Freeport. Sejamos francos - a coisa tresanda por todos os lados, e o Prof. Marcelo - qual abutre à procura de toda e qualquer oportunidade - já o percebeu.

Convinha é que não se exagerasse, se é que já não se passou inapelavelmente das marcas. Afinal, se no caso Moderna se perorou, e alegou, que a incompetência e má gestão não eram crimes, também aquí ainda se vai alegar que a estupidez ilimitada também o não será, particularmente se, e quando, se tornar ainda mais óbvio que havia muita gente a contar, e a cobrar e a capitalizar, à custa dessa mesma estupidez.

Eu diria mesmo, correndo o risco de falar antes do tempo, que seria muito pouco edificante este governo vir a cair por causa deste episódio, e não, não é pelas razões que se possam pensar.

Publicado por Manuel 15:38:00 1 comentários Links para este post  

Rui Rio passeou-se no "Diga Lá Excelência" (joint venture 2:/RR/Público). Face a uma dupla de entrevistadores notoriamente mal preparados Rio brilhou. O problema é que qualquer candeia alumia no escuro. Rui Rio não soube, ou não quis, apresentar um projecto claro, global e diferenciador, para o Porto, para a área metropolitana e para o Norte do País, não soube apresentar uma visão concreta - de longo prazo - que passassse por algo mais que a mera gestão corrente, o tapar buracos aqui e alí, e o explorar das debilidades, mais que muitas, da oposição. Em tempos eu gostava do Dr. Rui Rio, daquele que se estava nas tintas para saber se as pessoas gostavam ou não dele e que se preocupava é em saber se tinha ou não razão. O novo Rui Rio, produto do marketing refinado é um incompreendido, um patinho feio, um humanista, tão humanista que é incapaz de se demarcar de Valentim Loureiro e de se associar ao veto da recandidatura deste a Gondomar imposto por Marques Mendes. Eu não sei o que acha agora o Rui Rio que combateu o totonegócio do novo Rui Rio de rosto humano, eu sei que não gosto, o outro podia ser díficil, pouco tragável mas era definitivamente genuíno...

E - no entanto - se votasse no Porto não tinha mais ninguém em quem votar. Deprimente.

Publicado por Manuel 15:22:00 5 comentários Links para este post  



Objectivo nº 1: vitimar o Secretário de Estado da Educação

Publicado por contra-baixo 15:17:00 0 comentários Links para este post  



Sobre a competitividade

Fui fazer compras ao supermercado (Lidl) e não pude deixar de reparar, em grande destaque, com uma campanha de vinhos - Chile, Argentina, Califórnia, África do Sul, Austrália, França, Itália e Portugal, os vinhos portugueses eram - de longe - os mais caros. Obviamente comprei Coca-Cola.

Publicado por Manuel 15:14:00 2 comentários Links para este post  

Felizmente a greve dos professores acabou por ser um fiasco, apesar de uns quantos alunos não terem podido realizar os seus exames. Pode ser que, com este resultado, os professores e os sindicatos, em vez de entrarem em negação, repensem outras formas de luta, quiçá mais eficazes, que não greves cirurgicamente marcadas para dias de exames que custam milhões. Estas deverão passar, não por tratar o Estado como um patrão ganancioso pois não é essa a sua natureza, mas sim pela exigência a este de uma resposta profissional aos males da Educação, explorando as contradições e os exemplos de incompetência de quem a gere em Portugal. São estes que deverão ser o alvo e não os alunos que são quem acaba por ficar prejudicados e, no limite, o próprio sistema de ensino público que cada vez mais dá sinais de ser ingovernável, para gáudio dos estabelecimentos de ensino privados que, assim, também acabam por não precisar de subir muito a sua fasquia de qualidade por falta de concorrência.

Publicado por contra-baixo 14:58:00 0 comentários Links para este post  



Sobre a manifestação

da extrema-direita no passado fim-de-semana e para que não se tente dourar a pílula, um dos organizadores, que até tem blog, escreveu o seguinte trecho revelador...

O Presidente Judeu e a sua mulher marroquina estiveram pela 3x ao lado dos macacos na Cova da Moura, os nacionalistas estiveram na Baixa ao lado dos comerciantes.

E sim, há mais.
Post em stéreo

Publicado por irreflexoes 13:28:00 3 comentários Links para este post  



Americanos desconheciam que condutores de carroças podiam concorrer

Monteiro no pódio. Eis uma bofetada de luva branca em todos aqueles que vilipendiaram a ambição da Nova Democracia. Agora imaginem se aquele homem tão elegante tivesse uns pneus michelin. Teria ganho concerteza a corrida.

Adenda: os condutores que alinharam esta manhã no grande prémio de fórmula um à hora no IC 19 rejubilaram com a notícia. Inclusivamente os que já só possuem pneus e cheques carecas.

Publicado por Nino 9:33:00 1 comentários Links para este post  



Mais medidas de contenção do défice

A comparticipação total de medicamentos apenas se manterá para aqueles que provarem, através da declaração de IRS, ter rendimentos ao nível do salário mínimo. Alguns milhares de empresários em nome individual e ex-presidentes do Benfica que vivam com uma mão à frente e um helicóptero atrás.

Publicado por Nino 7:36:00 5 comentários Links para este post  



Alerta máximo

Foram registados cinco sismos de fraca intensidade nos últimos dois dias em Ponte de Lima. A Protecção Civil do Largo do Rato teme que Daniel Campelo liberte bruscamente a qualquer instante os contornos sinistros do acordo que o levou a viabilizar os dois orçamentos de Estado do Governo socialista.

Publicado por Nino 6:52:00 1 comentários Links para este post  



Parceria estratégica

Portugal e Polónia assinam acordo de cooperação científica e tecnológica. A Polónia concede os cientistas e os projectos, Portugal disponibiliza as empregadas de limpeza e as esfregonas.

Publicado por Nino 22:09:00 1 comentários Links para este post  



Lisboa em festa

A polícia portuguesa desvendou sem dificuldade o misterioso caso de Carcavelos. O arrastão fazia parte afinal da cerimónia de inauguração oficial da segunda edição do Rock in Rio Lisboa, expectada desde a morte de três agentes da autoridade na Amadora durante os ensaios de Inverno. Em relação aos próximos meses, a organização do festival prevê um crescimento da afluência de público, mesmo porque este nem precisa de se deslocar: são os próprios artistas que o surpreendem nos locais mais inusitados da capital. Se um dia destes deparar com um bando de adolescentes no interior do seu carro, sorria e tenha o sangue-frio de lhes pedir um autógrafo.

Publicado por Nino 18:32:00 6 comentários Links para este post  



Ensaio sobre a cegueira

José Saramago visitou esta semana a ilha de Cuba, a convite do ministro da cultura local, com o objectivo de apresentar a sua preclara obra "Evangelho segundo Jesus Cristo". Além da reiterada subscrição do regime de Fidel Castro, o Nobel teceu, como é seu apanágio, alguns comentários aziagos sobre o estado do mundo, de cariz filosófico e político. Sobressaltado, exigiu com veemência a extradição da Venezuela do anticastrista Luis Posada Carriles, acusado por Havana de actos de terrorismo, alegando tratar-se de um "acto de justiça elementar", pois "um terrorista tem que ser julgado pelos seus crimes". Isto, claro, dependendo de que lado da barricada se posicione, porque se a luta se revelar virtuosa, como aquela capitaneada pela Al-Qaeda contra o imperialismo americano, o terrorista granjeia elogios e poemário evocativo desmedido.

Publicado por Nino 17:12:00 2 comentários Links para este post  



Pense

E se o seu filho fosse espancado? Que acontecia?

Publicado por Nino 16:27:00 0 comentários Links para este post  



Primeira remodelação governamental à vista


ASCENSO SIMÕES MANDOU RETIRAR DAS BANCAS EDIÇÃO DE JORNAL REGIONAL DE VILA REAL - Governante corrige entrevista

Resta saber se é demitido ou se se demite.

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Apostilha - Não interessa se sou de esquerda e próximo do PS. Também não interessa se era um pequenino jornal local. Também não quero saber o que é que estava ou deixava de estar combinado com o jornalista. Sendo que um jornalista digno não se sujeitava a nada do género.

E o facto de se tratar "" do Secretário de Estado com a tutela dos bombeiros diz-me outra coisa: numa época de fogos, o senhor achou que andar a reescrevinhar as suas próprias entrevistas era mais importante. Não é para isso que se lhe paga.

Publicado por irreflexoes 19:01:00 7 comentários Links para este post  



O país mais democrático do mundo

O Iraque é o único país do mundo onde as urnas nunca encerram. No tempo de Saddam ainda se estabeleciam curtos interregnos para seleccionar os candidatos mais aptos. Actualmente, qualquer Iraquiano é um boletim de voto ambulante, livre de se inscrever uma cruz antes de dobrar em quatro.

Publicado por Nino 18:52:00 0 comentários Links para este post  



Função "de luxe"

Irregularidades no uso de despesas de representação, de telemóveis ou acumulação de funções, foram algumas das coisas apuradas pela Inspecção Geral de Saúde numa auditoria às administrações hospitalares. Outras inspecções-gerais podiam seguir este exemplo para verem as surpresas que as esperavam. Cada vez mais sou adepto da divulgação pública dos resultados destes trabalhos e de uma forma que todos os cidadãos entendam, em vez de ter de se esperar por embrulhados relatórios - lidos, relidos e mexidos por uma multidão funcionária -, e cheios de incompreensíveis jargões que acabam inevitavelmente adormecidos em gavetas ministeriais.

Despesa Pública

Publicado por João Gonçalves 12:59:00 1 comentários Links para este post  



Um destino ao alcance de todos

O orçamento do novo governo contempla uma linha de crédito especial para que todos os portugueses que, habitualmente, não passam férias no Algarve possam, em contrapartida, passar as passas do Algarve durante todo o ano.

Publicado por Nino 10:16:00 1 comentários Links para este post  



o senhor que se segue ?...

MAXmen.

...se Alberto Costa não se afundar primeiro. Nos entretantos Macau, sempre Macau.

Publicado por Manuel 19:15:00 1 comentários Links para este post  



A monarch butterfly (Danaus plexippus) is seen on a flower at the butterfly garden of the Metropolitan Zoo and Botanical Garden in Budapest, Friday, June 17, 2005. There are about 500 specimens of 56 species in the garden that are seen during the summer time. (AP Photo/MTI, Tamas Kovacs)

Publicado por Manuel 16:50:00 0 comentários Links para este post  



Amadorismos

No Público de hoje vem a notícia de um abaixo-assinado entregue ao dr. Rui Rio, pedindo que o valioso violoncelo Montagnana usado por Guilhermina Suggia, e actualmente na posse da autarquia, seja confiado à guarda da Casa da Música. Pessoalmente, também me parece óbvio que estando o instrumento em condições de ser tocado o seu lugar deverá ser aonde possa ser tratado como um elemento vivo do nosso património e não como uma peça de museu mais ou menos escondida. Agora, parece-me que os promotores do abaixo assinado erraram o alvo, este não deveria ser o dr Rio mas sim o administrador liquidatário da CdM – eng Couto dos Santospois é a quem, por enquanto ou por muito tempo, cabe a decisão de pretender ter ou não ter o instrumento à guarda da CdM e sobre isto, e pela notícia, não se depreende sequer que tenha sido consultado. Eu percebo o asco dos promotores do abaixo-assinado ao dr. Rio, o meu não é menor, mas daí a serem amadores na forma, parece-me um erro que, mais uma vez, o actual presidente da câmara do Porto saberá capitalizar a favor da sua imagem de vítima da perseguição de grupos de interesses.

Publicado por contra-baixo 15:04:00 4 comentários Links para este post  

Foi preciso morrer Cunhal para Vasco Pulido Valente regressar à sua melhor forma. Imperdível.

Publicado por Manuel 14:52:00 0 comentários Links para este post  



Um Estado demagógico...

Portugal durante anos a fio, foi um dos principais fornecedores de mão-de-obra pela Europa, Estados Unidos e Canada. Autênticas vagas de imigração ilegal á luz do regime vigente no país, e as histórias do bidonvilles e das malas de cartão correram mundo.

Mas a história haveria de se encarregar de inverter a situação. De país exportador de mão-de-obra passamos para país importador de mão-de-obra. Nada de mal, a não ser o facto, de muita dessa mão-de-obra, chegar ao país sem quaisquer condições, vivendo em luxuosos “bidonvilles” em bairros como a Cova da Moura, trabalhando na construção civil, sujeitando-se á extorsão, que as máfias promotoras da imigração lhes defiam pelos restos dos dias.

Mas, em Portugal, há um estigma. Há uma certa franja da classe política, que revendo-se ou não, nas minorias, nos imigrantes, e nas suas políticas, utiliza esta questão como arma de arremesso, sem perceber que algumas medidas, apenas iriam beneficiar, essas mesmas minorias, esses mesmos imigrantes.

Não é apenas a questão de Carcavelos e do arrastão que correu mundo, nem dos assaltos na linha de Sintra, nem a morte dos polícias na Cova da Moura, nem tão pouco estes eventos, surgiram porque a polícia é branda, não usa coletes á prova de bala, ou tão pouco por que se sente naturalmente de mãos atadas por um código de actuação, e por uma política de segurança interna, cega, com naturais conexões á uma justiça que de cega pouco ou nada têm.

Entenda-se que este é um problema social, mas acima de tudo um problema político. Tudo começa pelo civismo, cada vez mais em desuso. Pela responsabilização, onde a generalidade da classe política dá um exemplo claro de como tornear as leis, transpondo este sentimento nos degraus abaixo.

O problema não é racial. E enquanto não se entender isto, não se entenderá nada. Recordo-me de um cidadã de nome Vuvu Grace, que por não possuir passaporte ficou retida na Portela. Recordo-me de ir à embaixada do Canada, e ter que contar a minha vida toda, mostrar contas bancárias, para poder ter um visto de entrada no país. São diferenças abismais, na forma não como os países se protegem da imigração, mas sim na forma como os países responsabilizam os vários agentes, desde polícias, turistas, imigrantes até á própria população.

Sendo verdade, que grande parte dos bairros clandestinos surgiu pela pena dos promotores de um processo de descolonização, não é menos verdade que o Espaço Schengen, e a abertura das fronteiras, tornou Portugal um país vulnerável.

Não perceber que ao afirmar que os que chegam apenas tem alojamento nas parcas barracas, não é uma questão racista, mas sim uma questão de integração, é não perceber nada deste problema. Não perceber que os imigrantes só chegam, porque a maioria dos portugueses entendeu que possui um estatuto que não se coaduna com cimento e tijolo nas mãos, é não compreender rigorosamente nada deste problema. Não perceber que muitas vezes são as próprias autarquias que tem interesse na proliferação de barracas, para depois poderem aderir aos programas pagos por todos nós, para efectivamente se construir casas novas, e “desviar” algum dinheiro para outros programas mais ou menos transparentes, é não entender nada.

Os imigrantes alimentam uma máfia que sobrevive á custa destes. Vivem muitos deles em bairros degradados e sem condições de trabalho, criam-se guetos e fomenta-se a criminalidade.

Tudo isto aconteceu, e acontece hoje, porque Portugal não tem uma política de imigração capaz de defender os seus interesses como país, fomentando ele próprio Estado, a situação dos imigrantes.
E Como se resolve este problema ?

Assim, por uma política de imigração mais rígida, mas ao mesmo tempo, defensora dos interesses de todos:

  • A entrada em Portugal para cidadãos fora do Espaço Comunitário, passará a estar sujeita a uma quota, que é definida anualmente, conforme as necessidades do país.
  • Inversão no processo de recrutamento. A entidade empregadora, solicita á polícia local e ao SEF, a emissão de uma licença de trabalho, para o cidadão estrangeiro, mediante a apresentação de um contrato de trabalho, bem como a definição clara do terminus desse contrato.
  • O cidadão X, ao chegar ao aeroporto, deverá estar munido de bilhete de avião de volta com a data nunca superior a 7 dias ao final do contrato de trabalho, do contrato de trabalho, e da identificação clara, de quem e para quem vai trabalhar. Entrega o passaporte á polícia, e é lhe passado um documento de identificação temporário.
  • A entidade empregadora fica responsável durante a estadia, por todos os actos praticados pelo trabalhador, tendo o trabalhador durante a sua estadia direito a seguro de saúde, cabendo à entidade patronal, disponibilizar alojamento, e refeições diárias.

Estas medidas que até parecem simples, permitem terminar com a contratação ilegal de imigrantes, fomentar uma melhor política de imigração, dar aos imigrantes melhores condições de trabalho.

Obviamente, que um dos erros tem sido a forma branda com que se tem lidado com este fenómeno. Muitas vezes cai-se no erro, de associar imigrantes à criminalidade. Mas é um facto indesmentível, que a criminalidade, surge como forma de os guetos se mostrarem á sociedade. Também aqui, e correndo enormes riscos, a verdade passa por uma maior e melhor qualificação das polícias com mais e melhores meios para actuação. Por serviços de informações que não se circundem ao espaço web e ao recorte de jornais.

Mas também por uma responsabilização por parte de quem não sendo português, por cá habita, trabalha e vive.

Assumir a deportação, não é um problema racial, nem pode ser entendido como tal, mas sim como um forma de responsabilizar. Assumir a deportação de imigrantes não pode ser visto, como uma discriminação de um Estado, mas sim como uma arma efectiva de demonstrar a todos, que em Portugal existem leis, que as mesmas são para cumprir, e que não as cumprir, deve ser punido.

O problema é que em Portugal, há toda uma classe política a quem interessa esta questão.

As autarquias porque recebem fundos do Estado para reabilitação, aos partidos políticos que intentam ganhar votos com esta questão sem nunca a discutirem, e a alguns empresários que escondidos nas capas dos compromissos Portugal, alimentam as próprias máfias, ao contratarem imigrantes.

E quando se tenta discutir isto, é mais fácil enviar atoardas para o ar, do que parar para pensar, e exigir responsabilidades, não só da criminalidade mas acima de tudo, da forma como o próprio Estado incentivou a entrada de imigrantes por espaços curtos, sabendo que depois nao necessitaria deles.

Publicado por António Duarte 14:48:00 10 comentários Links para este post  



Défice(s)

Fala-se de défice público com o significado de este ser o saldo (-) entre receita e despesa orçamental. Acontece que também há défice, porque muita despesa é realizada à margem do orçamento, sendo que neste campeonato os vencedores são o ministério da saúde – os médicos por exemplo, não perguntam primeiro se a despesa com a comparticipação do Estado no preço de um medicamento, nas análises clínicas ou nas sessões de fisioterapia tem cabimento no orçamento do Ministério da Saúde, e os institutos públicos em que uns quantos despachos do presidente ou do director geral criam encargos na ordem de grandeza dos milhões, mesmo não havendo dinheiro para isso. Esta é um realidade com a qual todos os Ministérios têm lidado de forma mais ou menos avestruza, sabem que existe e, se nuns casos – com o da Saúde - não é controlável, noutros é ilegal, e sendo ilegal, logo não existe(!), tal também não tem sido fonte de grandes preocupações para quem a autoriza ou para quem é cúmplice (caso das tutelas) na despesa, pois praticamente não existem em Portugal grandes exemplos do apuramento de responsabilidades por ilícito financeiro.
Ontem pareceu-me que a ex-ministra Ferreira Leite, ao dizer na Tv que o défice de 6,83% não existe, porque foi calculado tendo em conta as intenções de despesa dos ministérios, ignorou a existência de um défice oculto, se calhar por apurar ainda, que tem sobretudo a haver com as necessidades reais e não com meras intenções que devem ser controladas pelo Ministro das Finanças, pondo ainda mais a nu esta realidade muito pouco esclarecida, o que em nada ajuda à resolução do problema financeiro do País e no qual a drª Ferreira Leite tem a quota parte de responsabilidade na sua existência, ao determinar no seu tempo um conjunto de cortes cegos que muito pouco efeito prático tiveram na despesa real, que, como se sabe, continuou ou a ser realizada ao mesmo ritmo, e que, obviamente, em qualquer altura vai ter de ser assumida e paga pelo Estado. A par disto, afirmou que, consigo, sempre que saiu um funcionário, não entrou mais nenhum, sabendo nós que não foi bem assim.

Publicado por contra-baixo 13:37:00 4 comentários Links para este post  



"Braço direito de Santana Lopes arguido na revelação do alegado envolvimento de Sócrates no caso Freeport"

Eu sei que o João Morgado Fernandes é fiel ao DN mas, se lesse as edições de hoje da Sábado ou o Público talvez, com um bocadinho de esforço, e co-adjuvado por uma boa dose de cafeína, percebesse que já se passou da fase das previsões. Agora não se trata de saber se mas sim quando... E não, caro João, isto não é fim, nem sequer o início....

O relativismo, a resignação e o cinismo também passam, e muito, por já não se acreditar em (que não se vá passar) nada.

Entretanto, caro João, imagine só que o Major Valentim pôs o lugar na Liga dos Clubes à disposição e até nem se recandidata...

Publicado por Manuel 12:50:00 4 comentários Links para este post  

Talvez a Dr.a Ferreira Leite afinal perceba alguma coisa de política, pelo menos se se entender a política como um mero exercício acrobático, amoral e relativista onde vale - literalmente - tudo.

Aparte quando desmontou a deriva demagógica deste governo acerca do fim dos previlégios, invocando nomeadamente o caso concreto do presente ministro das finanças, onde foi simplesmente brilhante, Ferreira Leite desiludiu todos aqueles que a viam, apesar de tudo, como algo mais, como estando num patamar superior, à rasquice política caseira. Hábil a gerir as palavras, esteve com Durão, mas... aceitaria ser primeira-ministra em lugar de Santana mas... aceitaria ser líder no último congresso mas... a Dr.a Manuela revelou-se - no mínimo - profundamente cínica, para não dizer mais. Cínica e irresponsável, porque das duas uma ou se leva a sério ou não leva. E se levasse, se de facto estava tão consciente do caos - inevitável e espectável, e não era preciso ser leitor desta Loja - tinha agido e não apenas tossido. Como é possivel afinal levar alguém a sério quando esse alguém afirma candidamente ter ponderado candidatar-se a lider mas não o fez apenas porque outrém o queria ser e era seu amigo ? Sejamos claros, ou a Dr.a Ferreira Leite tinha um projecto para o país ou não tinha, e se o tinha, então, parece-me óbvio que se acreditasse minimamente nesse mesmo projecto, este e o país seriam sempre, e em qualquer circunstância, superiores a qualquer questão pessoal, mesmo de amizade (e com gestos de amizade como os de ontem não é díficil ao Dr. Mendes preferir alguns inimigos).

Ao ter revelado que ponderou avançar e que (ainda) não o fez, da forma que o fez ontem, a Dr.a Manuela passou a imagem de alguém frio, cínico e calculista, de alguém mais preocupado com factores terceiros que com o futuro do PSD e do País. Curiosamente foi este mesmo calculismo e cinismos que a mesma Dr.a Manuela criticou em tudo e todos no Verão passado aquando do golpe de estado que levou o Dr. Lopes ao poder. Mas isso é claro é passado, agora quem está predestinado não é o Dr. Lopes mas sim ela própria, um oceano de diferença.

Assim vai longe, o País e o PSD é que se calhar não.

Publicado por Manuel 12:28:00 4 comentários Links para este post  



Uma palavrinha apenas

Para Manuela Ferreira Leite. Dos muitos disparates que disse ontem não falo. Registo apenas que considerou a subida do IVA como uma má medida. Agora. Quando a tomou disse que era boa. Incoerências normais na vida pública portuguesa. Tristeza.

Publicado por irreflexoes 11:45:00 10 comentários Links para este post  



Sem procuração ...

e muito menos plenos poderes mas com inteiro sentido do dever, na sequência daquela interrogação de há pouco prevejo já aqui, para satisfação do JMF, que o Independente está para acabar, ou melhor, já acabou. Pelo menos na versão Internet.

Eu sei que não sou o Manuel (louco mas não tanto). Mas a esta hora terá o meu amigo de se satisfazer com o que há. Despreocupe-se, portanto.

Publicado por irreflexoes 10:07:00 2 comentários Links para este post  



Nem carne nem peixe, antes pelo contrário

Os iluminados líderes desta nossa Europa tomaram a pior decisão possível sobre o "futuro" da chamada Constituição Europeia.

Porque, e convém sermos claros, esta decisão significa que os franceses e holandeses vão ser chamados segunda (e terceira, e quarta, e quinta, sabe-se lá) a pronunciarem-se, sendo a pergunta feita tantas vezes quantas as necessárias até que, cansados, digam que sim.

É que, juridicamente, o texto em causa só entra em vigor se ratificado nos 25 Estados-membros.

Isto de per se já é grave. Mais grave ainda é assumir que os povos europeus que ainda não procederam à ratificação são acéfalos seguidistas que votarariam agora não, mas que votarão sim daqui a um ano ou dois, pressupõe-se que depois de franceses e holandeses terem sido devidamente formatados para o sim pelos respectivos governantes.

A Europa feita assim, por imposição, nunca será a minha Europa. Nem a minha nem a de muitos outros. Descanse o Governo da nação que eu, por mim, não me esquecerei desta graça daqui a um ano (ou dois) quando me chamarem a votar. Sendo certo que, com o caminho que as coisas levam, o governo da nação poderá até ser, já, outro.

Publicado por irreflexoes 6:37:00 0 comentários Links para este post  



À atenção

da Dr.ª Inês Serra Lopes. O povo trabalhador gostava de conseguir aceder à edição on-line do Independente, isto é, sem ser a edição da semana passada.

Publicado por irreflexoes 6:35:00 0 comentários Links para este post  



Um dia espantar-se-ão com a justiça popular

As imagens que a SIC esta noite difundiu de alguns assaltos recentes na linha de comboio Lisboa-Sintra evidenciam que passámos de um país de brandos costumes a um país de brandos cardumes, pois a palavra de ordem contemporânea é assentir colectivamente com a inexorabilidade de ser assaltado, agredido e aterrorizado a qualquer hora do dia, como se finalmente estivessemos a expiar uma culpa ancestral de toda a miséria que grassa no mundo. Obviamente que, entregando de bandeja os transportes públicos a bandidos e delinquentes, com o beneplácito de humanistas de prosa, os precatados cidadãos tenderão a trocar a rapidez dos comboios suburbanos pela segurança dos seus automóveis, adensando as já de si compactas filas de trânsito, premendo a insustentável construção de vias suplementares desaguando na Capital.

Publicado por Nino 22:50:00 7 comentários Links para este post  



Esquerda-chique não frequenta praias de pobres


O Bloco de Esquerda acusou hoje o líder parlamentar do CDS-PP, Nuno Melo, de assumir uma posição “xenófoba e preconceituosa” sobre o incidente do fim-de-semana passado na praia de Carcavelos, ao propor alterações ao Código Penal e defender que é os criminosos que devem ser punidos e não as autoridades policiais ao agirem.

in Público

Publicado por Nino 20:51:00 9 comentários Links para este post  



"Um caso de sucesso educativo"

De um leitor devidamente identificado recebemos, por email, a seguinte parábola...


Algures no Portugal continental e europeu, numa escola pública igual às demais, ontem, numa reunião de avaliação, um aluno igual a milhares de outros por esse País fora, que pouco mais fez durante todo o ano lectivo do que estar de “corpo presente” nas aulas, foi classificado com quatro níveis inferiores a três (não digo “quatro negativas” porque é proibido usar a expressão, por imposição do doutíssimo Ministério da Educação...).

O aluno estaria, assim, reprovado (perdão “não aprovado”, porque tal termo é pedagogicamente incorrecto, psicologicamente traumatizante e também proibido pelo Ministério da Educação...).

Como o pensamento pedagógico dos iluminados construtores do Sistema Educativo Português está já completamente entranhado na mentalidade e na conduta dos professores, houve que arranjar maneira de salvar o petiz da reprovação (perdão, da “não aprovação”...).

Logo duas solícitas professoras se disponibilizaram para tão piedosa missão: uma de Matemática e outra de Francês. O aluno nunca tivera ao longo de todo o ano lectivo uma única positiva (perdão uma “classificação de nível três”...) e tinha média de 40% em todas as provas escritas realizadas... 40%... Mas, de uma penada só, passou de quatro negativas (perdão “quatro níveis inferiores a três”...) para duas negativas e de reprovado (perdão, “não aprovado”...) para “admitido” ao exame do 9.º ano de escolaridade...

Escusado será dizer que o aluno para transitar para o 10.º ano só tem agora que se levantar da cama nas manhãs de segunda e de quarta-feira, comparecer na respectiva escola e assinar a folha da prova de Português e de Matemática. Como o exame vale apenas 25% na classificação final, basta-lhe estar presente na prova e escrever o seu nome, o que por si só é algo já muito meritório... Com efeito, 0% no exame equivale a Nível 1. Somado ao Nível 3 que prodigamente lhe ofereceram, o jovem está “passado” (perdão, “transitará de ano”...). No fim-de-semana pode gozar umas “merecidas” e retemperantes férias na praia, depois de nove meses em que se esforçou ao máximo para fazer o menos possível...

O que se passou algures, ontem, numa escola portuguesa, aconteceu seguramente em mais mil escolas de Portugal, com dois ou três alunos pelo menos em cada uma das turmas. Isto falando só de classificações artificialmente alteradas à última da hora nas reuniões de avaliação, sem considerar que, por todo o País, pelo menos um terço dos níveis 3 atribuídos vale verdadeiramente 2...

Na estatística nacional este é mais um caso de retumbante sucesso educativo... E é isso que verdadeiramente interessa..., o sucesso estatístico!...

Quando, daqui a umas semanas ou meses, soubermos os resultados (catastróficos) de tais exames, que em nada influirão no sucesso estatístico dos alunos, que passarão como sempre passaram desde que entraram na escola, sem esforço e sem conhecimentos..., ouviremos as desculpas já preparadas há muito: que foi a primeira vez que se realizaram exames no 9.º ano..., que houve um instabilizador atraso no início do ano lectivo por causa do falhanço na colocação de professores..., que os alunos não se esforçaram porque sabiam que a classificação do exame não influiria na classificação final...

Esperemos para ver...

Por acaso, não foi perspectivando os tenebrosos resultados que aí vêm que, todos em profícua colaboração, Ministério da Educação, Professores, Encarregados de Educação e Alunos, conseguiram que tais exames, em vez de 30, valessem apenas 25%, por forma a disfarçar a trágica realidade educativa portuguesa e a assegurar, pelo menos por mais um ano, a continuação do artificial sucesso estatístico?...

Publicado por Manuel 19:42:00 7 comentários Links para este post  



lá longe, muito longe...

O Aviz, do Francisco José Viegas, faz hoje 2 anos. Além de registarmos a efeméride não podemos deixar de notar que é praticamente o único blog a falar a sério do terramoto que se abateu sobre a vida política brasileira, o do mensalão - pacotes regulares de luvas pagas pela maioria presidencial de Lula e do PT a deputados e partidos da oposição de modo a manter as coisas adoçadas para o poder instalado, isto até com publicitários - sempre a imagem - à mistura.

É longe, é no Brasil e até há quem veja a coisa num registo humorístico e redutor já que mete uma certa esquerda...

E por cá ? Que aconteceria se se examinasse a sério, ao nível do estado e das autarquias, as extraordinárias convergências, os grandes financiamentos partidários (60/40 ou 70/30), os grandes pactos de regime, e de silêncio, as grande obras públicas, as grandes empresas públicas, os grandes grupos, financeiros e não só, as grandes construtoras ou as grandes sociedades de advogados ? Obviamente que não aconteceria nada, rigorosamente nada.

Só quem nunca andou nestas coisas é que pode pensar que não é urgente reformular todo o sistema de financiamento partidário, dado que a democracia tem custos que caberia ao Estado assumir plenamente. Infelizmente, neste vórtice demagógico de cortar regalias a eito falar em financiamento exclusivamente, ou quase, público de partidos é uma absoluta heresia. As pessoas esquecem-se que o saco azul em Felgueiras só atingiu a dimensão que atingiu porque os artistas de tão metódicos guardaram os papeis todos, ora não me parece que sejam os únicos a fazê-lo.

Felgueiras arrebentou por uma mera questão de saias, resta saber porque futéis razões um destes dias vão andar todos, como o Lula, a acender velinhas e a fazer de conta que nunca suspeitaram de nada...

Publicado por Manuel 17:51:00 2 comentários Links para este post  



Chamem-lhe Groucho


Trotski considerava que a União Soviética se tornara num Estado de trabalhadores degenerado, controlado por uma burocracia não-democrática - derivada, no entanto, da própria classe operária - que teria eventualmente de ser derrubada por uma 2ª revolução política que restaurasse o caráter democrático da revolução socialista, ou, então, degenerar ao ponto de regressar ao capitalismo.


I mean, Bruxo.

Publicado por Visconti 17:21:00 4 comentários Links para este post  



(mais) um monumental tiro no pé...

Parece que a Dr.a Ferreira Leite vai, logo à noite, explicar-se ao país na RTP. Conhecida que é a habilidade política da senhora antevejo o Prof. Marcelo a esfregar as mãos de contente face aos mais que prevísiveis danos que invariavelmente irão ser causados, à posteriori e na sequência da dita entrevista, à proto-candidatura presidencial do Prof. Cavaco. Atendendo a que não se antevê um mea culpa, pelo que ficou por fazer, e pelo que não houve coragem de exigir a Durão que deixasse (?) fazer, atendendo a que não é crível que a Dr.a Manuela esteja numa de fazer marcação cerrada ao Dr. Mendes, preparando o pós autárquicas, e as tais directas, na linha de um artigo recente do Dr. Menezes no Público, não se percebe sinceramente a atitude de Ferreira Leite. Mas, as coisas são o que são e a vaidade continua a ser o meu pecado favorito...

Publicado por Manuel 15:43:00 4 comentários Links para este post  



choques tecnológicos...

Cell Phones Taxed, Used To Plug Parking Meters

One local government has instituted a tax on cell phones while another enables citizens to use their cell phones to pay for parking meters, according to two news reports posted this week.

The city council in Alexandria, Virginia this week approved a tax on cell phones, according to the Washington Post. And Coral Gables, Florida has launched a system by which residents can use their cell phones to plug parking meters from afar, according to the Associated Press.

The Alexandria tax will be $3 per month on bills of more than $30 or 10 percent on monthly bills that are less than $30, the Washington Post reported.

The Post said that the idea came to William D. Euille one day while he was sitting in his car.

"I was just sitting in my car at the intersection. I looked around at 15 or 20 other cars, and everybody had a cell phone," the Post quoted Euille as saying. The tax is expected to raise $1.7 million dollars in the 2006 fiscal year, according to the Post.

Coral Gables, which is a Miami suburb, has established a system in which users dial a phone number, then dial a special number assigned to their specific parking spot, according to an Associated Press report. The meter fee plus a $.25 fee, is then charged to their credit card bill.

When people sign up, they enter their credit card number, e-mail address, phone number and license plate number, according to the Associated Press report. E-mails are sent for transactions and users can check on-line for usage reports, according to the report. The service is offered by Toronto-based PayMint, according to the Associated Press.

When users leave the parking spot, they must call the number back and, literally, stop the meter from running. The Associated Press said that the program, which was recently launched, has more than 250 subscribers already.

in MobilePipeline

Por cá, bem, por cá, brinca-se às novas tecnologias.

Publicado por Manuel 15:10:00 4 comentários Links para este post  



Má ideia!

Em Lisboa, nada que não se resolvesse com uma concentração de caras conhecidas das telenovelas à porta do Palácio Nacional da Ajuda a vociferar em directo para as Tv(s). Enquanto aqui

Publicado por contra-baixo 14:58:00 0 comentários Links para este post  



Boa ideia!

O economista Augusto Mateus desafiou ontem as associações de empresários portugueses a deixarem de ser financiadas por fundos do Estado, à excepção daqueles que recebem para as missões empresariais públicas, para criar uma mentalidade empreendedora em Portugal.

in O Comércio do Porto

Publicado por contra-baixo 14:34:00 0 comentários Links para este post  



eufemismos...

A União Europeia mantém "contactos diplomáticos técnicos" com o movimento radical palestiniano Hamas, que está incluído na lista das organizações terrorista.

"Mantivémos contactos diplomáticos técnicos com o Hamas, mas isso não significa uma mudança da política europeia em relação ao movimento, que continua a figurar na lista das organizações terroristas da União Europeia", indicou à agência AFP um responsável da União Europeia, sob anonimato.

Público - última hora

O relativismo também é (d)isto.

Publicado por Manuel 13:08:00 1 comentários Links para este post  



A montanha pariu um rato

Afinal o "arrastão" de Carcavelos foi um mero produto mediático. É o que dizem as fontes no terreno, citadas pelo Público:

"Apesar do susto provocado pelo "arrastão" e das "dezenas de roubos" mencionados na altura, a verdade é que só uma queixa foi concretizada na esquadra de Carcavelos!"
"Sempre foi comum juntarem-se vastos grupos nas praias de onde depois divergiam pequenos núcleos de oito ou dez indivíduos que particavam assaltos. Concluímos que na sexta-feira aconteceu o mesmo, só que devido às centenas de pessoas que se encontravam na praia o fenómeno tomou outras proporções. De um grande grupo de 400 ou 500 pessoas só 30 ou 40 praticaram ilícitos", afirma o responsável do Comando da PSP de Lisboa."

"Para o superintendente Oliveira Pereira, os assaltos também terão sido decididos na altura na praia e não fruto de uma organização mais elaborada que levasse centenas de pessoas a Carcavelos com intuitos criminosos."
Post em stéreo

Publicado por irreflexoes 12:18:00 4 comentários Links para este post  



Breve apontamento para os incautos

A notícia do Público intitulada "Défice do Estado diminuiu 14,2 por cento no início do ano face a 2004 " não significa qualquer melhoria estrutural nas contas públicas nem deve ser levada à conta de boa gestão do PS ou - Deus nos livre - méritos do orçamento de Santana Lopes e Bagão Félix.

Simplesmente, a receita cresceu mais do que a despesa, muito por causa de um aumento na arrecadação de IVA gerado pela saída da recessão técnica e consequente aumento do consumo privado. O aumento da taxa para 21% tratará de provocar a retrocessão do processo. Portanto, nada de optimismos.

Ademais, o que realmente interessaria era observar uma redução de despesa. Isso seria motivo para contentamento.

Por fim, e como se pode ver pelo gráfico, a melhoria é apenas ligeira, representando pouco mais do que uma gota de água no oceano das contas públicas.




Post em stéreo

Publicado por irreflexoes 12:17:00 0 comentários Links para este post  



Real Politika

Ela: Já não percebo nada!
Ele: Então?
Ela: A semana passada andavam a gozar com o Governo por causa do Freitas do Amaral, não era?
Ele: Mais ou menos.
Ela: O homem dizia que deviamos fazer uma pausa mas era só a opinião dele, certo?
Ele: Certo.
Ela: Depois de tanta acusação de desgoverno, agora só ouço falar em pausas por todo o lado, todos querem fazer pausas!
Ele: Pois.
... silêncio...
Uns minutos depois:
Ela: Preciso de um tempo. Temos que dar um tempo.
Ele: Hã?!
Ela: Cá para mim essa tal de Europa anda a pular a cerca com alguém.
Ele: Ah!
Ela. Ainda não percebi é quem é que vai fazer de corno...
Ele: Não sejas a última a saber...
Pausa.
(.)

Publicado por Rui MCB 1:11:00 2 comentários Links para este post  



Bom demais para ser verdade

Eu não vi, nem li, mas disseram-me que no final do julgamento de Michael Jackson o júri esclareceu publicamente porque tomou a decisão de absolver o cantor e o procurador do Ministério Público norte-americano também prestou contas aos cidadãos pelas posições que tomou. Como isto me parece completamente surreal numa democracia, não acreditei.

Publicado por Carlos 0:47:00 1 comentários Links para este post  

Justiça à Portuguesa ?

Publicado por Manuel 19:11:00 0 comentários Links para este post  



pois...

Luto Nacional 2

Agora sei que a cidade do Porto terá, um dia, uma Rua Dr. Alberto João Jardim.

in Jaquinzinhos

Publicado por Manuel 17:33:00 1 comentários Links para este post  



Casa da Música (V)

Na página oficial da Casa da Música encontramos no seu lado esquerdo uma referência aos “agrupamentos residentes”, abrindo a hiperligação descobre-se que o único agrupamento residente que lá está é o Remix Ensemble. Tudo estaria bem, se não fosse o facto se o RE não ser, pela sua natureza, um agrupamento residente, mas sim um mero serviço ou marca da CdM, criado pela CdM e financiado exclusivamente pela CdM, pelo que a estar em algum lado nunca deveria ser no espaço dedicado àqueles agrupamentos pois deles, em bom rigor, não deveria fazer parte. Desconhece-se, inclusive, se a própria CdM tem actualmente alguma política para a criação de residências permanentes ou temporárias no edifício, no tempo da administração de Manuel Alves Monteiro havia essa intensão, tendo-se alviterado na altura a possibilidade de o agrupamento Drumming ser uma estrutura residente da CdM, o que (é)ra de toda a utilidade para um grupo com provas dadas, que passaria a ter as condições de excelência para poder trabalhar o seu repertório, apesar do reconhecimento unânime da qualidade do trabalho que está a produzir, o que, por nós, não deixaria de ser considerado serviço público.

Um pequeno parêntesis, não me move contra a CdM em geral e ao RE em particular, em relação ao edifício na altura certa fomos dos que também elogiaram a sua construção, destacando pela positiva a sua inauguração. Em relação ao RE, consideramos que este, é o projecto mais inteligentes que em torno da CdM se desenvolveu e que, entendo, é aquele que, do ponto de vista de projecto artístico, melhores condições tem para se destacar pela positiva, parecendo-me (porque não tenho elementos para ser mais conclusivo) que, a par de alguns projectos educativos desenvolvidos por Fausto Neves, foi dos poucos que, desde o início, foi trabalhado de modo a constituir efectivamente uma mais valia patrimonial, ainda que intangível, para a CdM. Move-me sim, e de facto, a falta de rigor na utilização do conceito de residência que, a não ser utilizado de forma despicienda o que seria igualmente lamentável por ser um sinal de que não se tem a noção do que se anda a fazer, parece-me, não tem outro intuito que não seja o de tornar a realidade RE em algo efémero, temporário, desligado aparentemente da CdM, podendo esta, em qualquer altura, dele se descartar, extinguindo-o por mera decisão, fazendo tábua rasa dos muitos milhares de euros gastos, e bem, a criar um agrupamento de altíssimo nível, através de um repertório específico e com intérpretes de qualidade, promovendo-o de forma a que, a nível nacional e internacional, seja já uma marca implantada no mercado, porque não usar esta palavra, da música contemporânea, gerando um conjunto de externalidades positivas, decorrentes do enorme valor acrescentado da sua prestação.

Uma última nota acerca do RE, entendo que este agrupamento num futuro mais ou menos longínquo poderia vir a ser de facto e de direito, não esquecer, um agrupamento residente da CdM, esta, contudo pressuporia a sua autonomização jurídica como um ente colectivo, associando-lhe uma operação de MBO ou eventualmente uma cessão da sua exploração ou trespasse, por exemplo a uma editora discográfica internacional ou a uma agência de artistas, ficando a CdM com a propriedade da marca RE, garantido ao mesmo tempo a residência deste no edifício ao qual não deixariam de estar associados um conjunto de espectáculos como contrapartida da residência ou a custos francamente interessantes do ponto de vista da gestão.

(cont.)

Publicado por contra-baixo 15:46:00 2 comentários Links para este post  



E o Pol Pot? Este combatente, este amigo!

Os combatentes da Liberdade

Cunhal é considerado um deles por ter combatido Salazar e isso é dogma indiscutível.

Há que pensar na reabilitação de Hitler, que combateu Staline...

LR in Blasfémias


Ontem na rtp memória as palavras de Cunhal no debate com outro na altura "abolidor das classes" tem um discurso nada longe disto , ora vejamos...

1975 - Pol Pot declares 'Year Zero' and directs a ruthless program to "purify" Cambodian society of capitalism, Western culture, religion and all foreign influences in favour of an isolated and totally self-sufficient Maoist agrarian state. No opposition is tolerated.

Foreigners are expelled, embassies closed, and the currency abolished. Markets, schools, newspapers, religious practices and private property are outlawed.

Members of the Lon Nol government, public servants, police, military officers, teachers, ethnic Vietnamese, Christian clergy, Muslim leaders, members of the Cham Muslim minority, members of the middle-class and the educated are identified and executed.

Towns and cities are emptied and their former inhabitants are deemed "April 17th people" or "new people". The country's entire population is forced to relocate to agricultural collectives, the so-called "killing fields". Inmates exist in primitive conditions. Families are separated. Buddhist monks are defrocked and forced into labour brigades. Former city residents are subjected to unending political indoctrination. Children are encouraged to spy on adults.

An estimated 1.5 million are worked or starved to death, die of disease or exposure, or are summarily executed for infringements of camp discipline. Infringements punishable by death include not working hard enough, complaining about living conditions, collecting or stealing food for personal consumption, wearing jewellery, engaging in sexual relations, grieving over the loss of relatives or friends and expressing religious sentiments.

Não muito longe do País que teríamos. Preto no Branco.

Publicado por Visconti 15:02:00 5 comentários Links para este post  



Fim

Quando eu morrer batam em latas,
Rompam aos saltos e aos pinotes,
Façam estalar no ar chicotes,
Chamem palhaços e acrobatas!

Que o meu caixão vá sobre um burro
Ajaezado à andaluza...
A um morto nada se recusa,
E eu quero por força ir de burro!


Mário de Sá Carneiro

Publicado por contra-baixo 14:18:00 0 comentários Links para este post  



Macau, claro!

Saiba mais um pouco sobre a biografia não autorizada de Alberto Costa, Ministro da Justiça.

Moral da história : preparem-se os senhores magistrados, pois o Ministro ABC entende que se funcionários superiores do Ministério - apenas na sua qualidade de cidadãos - os contactarem, através de amigos, nas suas residências, para discussões «académicas» sobre temas integrantes do objecto de processos de que sejam titulares com arguidos presos, visando modificar-lhes o ponto de vista que mantenham sobre os casos, isso é conduta legal e não censurável.

saiba tudo no Incursões

Publicado por Manuel 12:46:00 1 comentários Links para este post  



A lucidez e a sabedoria

O Jornal de Notícias, através de Joaquim Forte, entrevistou Emídio Guerreiro por ocasião da morte de Álvaro Cunhal.

A entrevista dispensa comentários. Apenas um: aos 105 anos, Emídio Guerreiro revela uma lucidez que muita gente nova nem sequer percebe.

[Jornal de Notícias] Qual é a recordação que o professor Emídio Guerreiro tem de Álvaro Cunhal?

[Emídio Guerreiro] Conheci-o, pessoalmente, bastante tarde, já quase no fim do meu exílio (de 42 anos, durante o Estado Novo), alguns anos antes do 25 de Abril de 1974. Conheci-o em Argel, no momento da Terceira Conferência da Frente Patriótica de Libertação Nacional. Desde daí, na verdade, não tive mais relações nenhumas com Cunhal. A não ser políticas, visto que ele era chefe de um partido e eu de outro (Secretário-Geral do PPD). Foram relações entre políticos, pautadas por um tom institucional para evitar atritos entre as duas formações.

JN- Como político, que importância atribui ao papel que ele desempenhou?

EG- Álvaro Cunhal foi um estalinista e morreu estalinista. Temos de lhe fazer justiça. Foi um homem que nunca mudou de ideias. Enaltece-lhe a coerência, como muita gente... Essa coerência, para mim, é uma catástrofe. O facto de ser coerente com um bandido como era o Estaline não beneficia nada a personalidade do Cunhal. Isso pode ser sinal de fundamentalismo.

JN- Fala-se muito, agora que Cunhal morreu, se ele terá sido um vencedor ou um perdedor no tabuleiro da política nacional e até internacional.

EG-Foi um perdedor, sem qualquer dúvida. Teve que se exilar e esteve preso. Esteve ao serviço da União Soviética até ao 25 de Abril e depois continuou, como estalinista, a servir a lógica da URSS. Isso não quer dizer que eu não tenha uma grande, ou melhor, uma certa consideração pelo papel político do Álvaro Cunhal.

JN- Ele foi responsável por organizar um partido que veio da clandestinidade.

EG- Julguei, quando vim para Portugal, a seguir ao 25 de Abril, que ia encontrar um partido comunista organizado, com estruturas. Não, não havia partido comunista. Havia, sim, meia dúzia de pessoas que se sacrificaram, no partido, que sacrificaram até a vida, mas o grande PC, que eu julguei que existia em Portugal, não existia. A mim, interessa-me o aspecto geral da política portuguesa. O que é que o ele (PCP) fez na política portuguesa. Eu estava convencido, como lhe disse, que grande parte das pessoas, pelo menos a classe trabalhadora, fazia parte do PCP.

JN - Não reconhece o papel do PCP, por exemplo, na defesa dos trabalhadores?

EG - É claro que o PCP teve e tem o seu programa político e social, tem lugar na política portuguesa. Mas esteve sempre muito confundido. E muito à imagem do Cunhal. Mesmo depois de ele ter deixado de exercer funções no PCP, creio que os continuadores não deixavam de o consultar, para saberem a sua opinião e até para certas decisões.

JN - Acha que foi uma figura marcante do século XX?

EG
- Foi uma figura marcante em Portugal. E nada mais. A meu ver.


Publicado por josé 11:56:00 9 comentários Links para este post  



Reino de Portugal, dos Algarves e da Cova da Moura

Marques Mendes, o candidato a primeiro-ministro do PSD, manifestou-se indignado com o eventual impacto negativo dos incidentes de 10 de Junho sobre o turismo internacional, desdobrando-se em diligências que preservem a segurança nas praias do Algarve. Jorge Sampaio, o Presidente dos Portugueses, absteve-se de comentar verbalmente, preferindo simbolicamente visitar e saudar a Cova da Moura, reduto de alguns pescadores que participaram na faina de Carcavelos, um gesto que o catapulta como favorito para a presidência da CPLP. Finalmente, só ainda nenhuma figura cimeira da política nacional se solidarizou com os banhistas aterrorizados.

Publicado por Nino 22:27:00 2 comentários Links para este post  



Perguntas com respostas

meses e meses que me interrogava...

Freeport

Existiu um "caso" com este nome? Existiu, no remoto mês de Fevereiro deste ano. A vertigem mediática produz este tipo de esquecimento colectivo.

Repito o que disse logo a seguir às eleições...
Ou o "caso" Freeport existe, caso em que se espera o desenrolar das investigações, sendo ou não José Sócrates Primeiro-Ministro ou não existe e foi um mero frete feito por alguém no MP ao PSD, caso que mereceria, ele próprio, investigação disciplinar e penal.

A resposta
parece que está a ser dada.

É por estas e por outras que, diz-se, somos o povo da Europa que menos liga à política.

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Publicado por irreflexoes 14:51:00 1 comentários Links para este post  



O que é a "tropa"?

Do Editorial de ontem (Tropa Fandanga) de Sérgio Figueiredo sobre as Forças Armadas (FA)...

Nem interessa agora lembrar que a nossa tropa é a única dos países civilizados que consom quase dois terços do Orçamento da Defesa em salários e pensões.

Talvez a reacção do editorialista seja inspirada por alguma declaração menos pensada de algum "sindicato" das FA, não sei, mas tirando essa eventual atenuante apetece-me dizer algo... - declaração de interesses: tenho familiares nas ditas.

Se eu retirar qualquer capacidade operacional às FA, em termos de instrumentos de guerra (pode até ser apenas no combustível), e ficar com as FA nos quartéis para poupar o orçamento, em que é que as FA gastam dinheiro? Pelas minhas contas, em salários ... Por outro lado, quantos dos países civilizados são efectivamente comparáveis com Portugal, país que, recorde-se, esteve em guerra até 1974 com o consequente sobredimensionamento das FA, na altura, e das pensões das ex-FA, agora? O custos da guerra ainda não acabaram, pois não.

Julgo não estar muito longe da verdade com este cenário. Suponho até que a situação não seja mais desequilibrada porque as operações internacionais onde estamos envolvidos (invenção de António Guterres mantida, e bem, desde então, remember?) têm exigido algum investimento em fornecimentos e serviços externos como o aluguer de viaturas ou de armamento (já para não falar do bacalhau para as consoadas)!

Seriamente, convinha saber se o desequilíbrio apontado por Sérgio Figueiredo se deve ao excesso de salários e de direitos face ao que se passa nas FA de outros países (tinha mesmo muita piada esta comparação!), ou antes a esta aberração que têm sido as Forças Desarmadas que temos tipo perante o patrocínio desleixado do Estado.

Posso estar enganado mas parece-me haver gente demais que têm na ideia uma "tropa" ainda sobre-dimensionada, ainda colonialista, a viver num outro mundo, o dos favorecidos (a dualidade de que fala Sérgio Figueiredo). Nesse sentido, a história dos submarinos enquanto gritante desperdício de recursos escassos, serviu de arma de arremesso, pretexto adicional para cegar quem deveria ver mais além. Não vi nenhum movimento generalizado de entusiasmo com os submarinos entre os militares, antes pelo contrário... Pareceu-me que a sensação de se tratar de dinheiro precioso mal gasto, foi tão popular entre os militares quanto entre a populaça, mas pode ter sido só impressão minha...

As FA não precisam de quem se sacrifique por elas na praça pública, defendendo uma dama impopular. As FA são, até decisão em contrário, parte do Estado e devem ser estruturadas e pensadas como tal. Devem existir, ou não, perante uma decisão nacional, tomada por todos, com a máxima urgência, assumida em permanência. E merecem a mesma dignidade que se exige a qualquer serviço público.

Em termos práticos algumas sugestões...
  • (re)defina-se a missão e os objectivos para as FA nesta situação de emergência nacional/orçamental, garantindo os meios para a operacionalidade de uma percentagem mínima(máxima!) do quadro de pessoal profissionalizado;
  • Questione-se a razoabilidade da relação quantitativa entre os diversos níveis hierárquicos existentes nas FA e imponham-se restrições até que a pirâmide hierárquica seja clara e não semi-invertida permitindo uma autêntica tropa de generais;
  • Conclua-se, com urgência, a instalação do sistema de contabilidade público em todas as unidades, bem como, o plano de concentração/encerramento de unidades;
  • Aproxime-se a segurança social das FA ao regime geral da função pública, particularmente na assistência na doença;
  • Aceitem-se, reconheçam-se e valorizem-se as especificidades da função da FA e assuma-se o regime de reserva (passagem a reserva possível a partir dos 55 anos) e a idade da reforma (possível a partir dos 60 anos) em vigor entre os militares como vantagem/atracção adicional para o ingresso na carreira militar. A menos que se queira uma absoluta originalidade mundial de ter artilheiros, pilotos, maquinistas a reformarem-se aos 65 anos!
  • Avalie-se o sucesso do actual modelo em termos de capacidade de atracção de quadros competentes para a carreira profissional.
  • Que se deixe de chamar tropa aos militares dos três ramos das Forças Armadas, há qualquer coisa de jocoso e preconceituoso que se dispensa, particularmente quando se vê "a tropa fandanga" num editorial de um jornal.
(.)

Publicado por Rui MCB 13:00:00 14 comentários Links para este post  



Mau... Afinal tinha um feitiozinho abrupto...



O que dirá Le Cherne disto?

Publicado por Visconti 12:42:00 1 comentários Links para este post  



o fim.

A coisa surgiu discreta no Expresso.

AGENTES da Polícia Judiciária de Setúbal, jornalistas do semanário «O Independente» e da revista «Tempo» e um advogado foram constituídos arguidos no inquérito instaurado pela Polícia Judiciária, por causa de fugas de informação sobre o inquérito ao caso Freeport. Além de violação de segredo de Justiça, as suspeitas são ainda de corrupção e tráfico de influências, com instrumentalização da PJ e da imprensa, constando já do processo escutas telefónicas e fotografias, que indiciam contactos entre agentes e jornalistas.

Recorde-se que, no inquérito às circunstâncias em que foi licenciado o centro comercial Freeport, em Alcochete, está em causa, entre outros aspectos, a actuação de José Sócrates quando era ministro do Ambiente. O caso foi iniciado e publicitado em plena campanha eleitoral e tem ainda contornos pouco definidos. Mas segundo fontes judiciais, os jornalistas poderão ter sido usados, ao ser-lhes passada informação, por terceiros, ainda não constituídos arguidos e que terão servido de intermediários na divulgação do caso.

O inquérito - que está a ser conduzido pelo director-adjunto Paulo Rebelo - tem como arguidos dois inspectores do departamento da PJ de Setúbal (responsáveis pela investigação do Freeport), um advogado, a directora e um jornalista do semanário «O Independente», o editor e o presidente do conselho de administração da revista «Tempo». O caso tem ainda muitos aspectos por esclarecer, havendo nomeadamente indícios de que entre os agentes e os jornalistas poderá ter havido ainda a actuação de terceiros, com ligações políticas, ainda não constituídos arguidos.


Era tudo demasiado estranho desde o início e, mais uma vez muitas dúvidas se levantam, sobre o que é, sobre o que parece, sobre o que se publica, sobre a verdades e as meias-verdades. Desde há muito que se sabe que em Portugal as verdades não são para se dizerem, para se revelarem, em Portugal as verdades acenam-se, e é só. Por estes dias ficou-se a saber que os portugueses não se interessam por política, não se interessam nem querem interessar, é tudo demasiado sujo, demasiado nebuloso, os bons demasiado confundíveis com os maus...

Entretanto O Independente acabou, sem honra nem glória mas acabou. Talvez venha a ser recauchutado, pelo eterno lobby de Macau quem sabe, mas O Independente acabou. E acabou não por causa destas acrobacias do freeport, mas por causa da (não) reacção à edição desta semana que passou. , sem recurso a documentos de origem dúbia, em on e com as letras todas um autarca, o de Benavente, a terra dos sobreiros, lançava no ar dados que no mínimo exigiriam respostas cabais de... José Sócrates.

A ironia é que por causa de uma notícia falsa que visava atingir Sócrates e que apenas lhe cimentou a maioria absoluta já ninguém pensa, mesmo quando a notícia, é - tudo o indica - verdadeira, já que não vi ninguém a desmentir o autarca.

Quanto a Serra Lopes, Inês acabará os seus dias a escrever biografias, de José Braga Gonçalves, prestes a regressar à liberdade, quem sabe.

N.A. Deu-me para ilustrar esta posta com uma foto do Dr. Lopes, esse mesmo, porque sim.

Publicado por Manuel 12:33:00 1 comentários Links para este post  



Ignorância ou má-fé?

A crónica de Clara Ferreira Alves na revista do Expresso desta semana (sem link gratuito disponível), para além de ser um claro exercício de economias de escala, sendo largamente construída sobre um texto que a autora já tinha publicado antes (este), confunde os regimes das reformas dos políticos e das reformas dos funcionários públicos.

Se tal confusão é deliberada trata-se de má-fé, ao induzir os leitores em erro absoluto. Se, ao invés, é fruto da ignorância é caso para dizer que, numa matéria em que a dimensão jurídica é predominante, se esperava mais de uma licenciada em direito pela Universidade de Coimbra.

Em todo o caso, para alguém que anda "há anos a educar este povo", é pouco, muito pouco.

Registe-se ainda que o nojo da coisa pública que afecta parte dos cronistas da praça não é mais do que uma fachada útil para a durinha realidade das contas por pagar. Vituperam publicamente quem trabalha a troco de dinheiros públicos mas não se abstêm de os receber (com um esgar contrafeito, porventura), quando a ocasião se apresenta. É o caso da Directora da Casa Fernando Pessoa, antiga porta-voz da Expo'98 e co-autora de uns documentários sobre Cardoso Pires, O'Neill e Saramago pagos pela RTP. Entre outras coisas.

Numa coisa Clara Ferreira Alves tem razão: este país não a merece.

Post em stéreo

Publicado por irreflexoes 12:08:00 2 comentários Links para este post  



... não perceber nada

António Costa - apesar da boa imprensa - está-se a revelar um dos maiores flops deste Governo. Lamento, mas é um facto, e o facto do seu maior adversário interno no seio do PS ser Jorge Coelho, que lhe move aliás uma guerra sem quartel, não menoriza ou relativiza minimamente as evidências. António Costa é Ministro de Estado e da Administração Interna, como Ministro de Estado a sua presença é virtualmente inaudivel e como MAI, bom como MAI, já se enrolou numa série de piruetas estranhas a propósito dos incêndios (é aliás de bom tom esperar que o que Estado acabe por pagar nos ajustes directos que fez - sabe Deus como - depois de ter anulado uns certos concursos - em que pomposamnte soprou à imprensa que havia marosca, e se havia irá haver processo judicial ?... - seja de facto menos do que pagaria por via dos concursos anulados, porque senão, enfim... ), e agora por estes dias faz de conta que o que se passou em Carcavelos não é nada com ele. Acontece que o que se passou em carcavelos tem tudo a ver com ele, não tanto por causa do caso concreto e da necessidadade de intervenção das forças de segurança, mas porque é um excelente pretexto para se tentar perceber para que servem os serviços de informações. A prevenção e a proactividade nestes casos deveriam ser fundamentais e ainda está para se perceber como é que ninguém deu por nada, ninguém reparou em nada, ninguém topou nada, numa movimentação que de espontânea não teve nada.

A esta hora António Costa já devia ter explicado o que falhou nos serviços de informação, aliás com equipas frescas nomeadas por ele, e que medidas pretende tomar para que a lacuna não se repita. Existe desde há muito a percepção de que as secretas servem para tudo, menos para aquilo que deveria verdadeiramente ser o seu papel, infelizmente o Dr. Costa ainda não fez - nem disse - rigorosamente nada que contrariasse essa manifesta evidência.



Ainda sobre o arrastão e pese a psicose
latente, e basta andar estes dias de autocarro ou táxi e ouvir os sussurros, o problema tem pouco ou nada a ver com a imigração, aliás absolutamente fundamental para o regular funcionamento do país, tem antes tudo a ver com um problema puro e duro de integração, nosso e deles. Muitos não os veem como portugueses que são, não lhes reconhecem especificidade e identidade cultural que a tem, encostando-os, e acantonando-os, em autênticos guethos. Não pasma que tenha acontecido o que aconteceu, surpreende é que tenha demorado tanto tempo. Não perceber isto é não perceber nada.

Publicado por Manuel 12:01:00 10 comentários Links para este post  



Sócrates bate Santana

O Governo socialista realizou 1094 nomeações nos primeiros dois meses e meio de mandato, número que ultrapassa as 1034 nomeações feitas pelo Executivo de Santana Lopes no período comparável, avançou o Jornal de Negócios.

Destas mais de mil nomeações, 866 são para os gabinetes, segundo a pesquisa efectuada pelo jornal. Outras nomeações correspondem a decisões políticas ou «à habitual dança de cadeiras entre gestores públicos».

Em termos gerias, o Ministério das Finanças é o que mais nomeações efectuou até agora, com 112 pessoas indicadas pelo gabinete do ministro e dos secretários de Estado, adianta o Jornal de Negócios. No entanto, se análise for feita por governante, chega-se à conclusão de que é o próprio primeiro-ministro, José Sócrates, que mais nomeações efectuou.

Feitas as contas, são 12,7 por dia as nomeações feitas por este governo socialista até agora. No entanto, as nomeações feitas pelo actual executivo ainda ficam aquém das feitas pelo Governo de Durão Barroso, que após cinco meses em funções - quando foi efectuado o primeiro balanço - tinha já efectuado 1260 nomeações, das quais 940 para gabinetes.

O número de nomeações para os gabinetes deve ainda aumentar consideravelmente nos próximos dias, explica o jornal. Até porque já se verificaram algumas situações de adjuntos ou assessores inicialmente nomeados para gabinetes que depois foram nomeados para cargos na Administração Pública, o que faz com que seja necessário nomear novas pessoas para os substituir. Esta é, aliás, uma prática recorrente dos Governos anteriores.

in Portugal Diário


Publicado por Manuel 9:57:00 1 comentários Links para este post  



Cunhal sentado à direita de Estaline, o pai dos povos

A morte revigora a fé dos camaradas no comunismo. Não há espírito burguês que resista à ditadura dos vermes.

Publicado por Nino 21:50:00 1 comentários Links para este post  

Há uns tempos experimentei no tempo de uma posta rápida divagar sobre uma via para a organização das relações de trabalho no nosso tempo, de si extremamente complexas. Nela se atirava, ainda que com os pés, uma hipótese de liberalização dos despedimentos em contratos laborais que não estão sujeitos aos mecanismos e às regras da contratação colectiva. Hoje, no suplemento de Economia do Público, leio um interessante artigo da jornalista Ana Navarro Pedro sobre a influência que o modelo dinamarquês está a ter junto do primeiro-ministro do governo de direita francês, Dominique Villepin. Este modelo, recorrendo ao resumo da notícia, comporta em si a grande facilidade de despedimentos para as empresas e uma forte regulação do mercado de trabalho através de acordos colectivos ou de empresas, negociados entre os sindicatos e o patronato, ficando o Estado com o papel de acompanhamento dos desempregados e de lhes proporcionar reformas antecipadas, abstendo-se de qualquer outro tipo de intervenção, como, por exemplo, a de fixar um salário mínimo nacional que passa a ser combinado entre patrões e sindicatos. É uma medida que tanto agrada aos sectores mais conservadores da sociedade que tende a destacar a liberdade das empresas, como poderá agradar aos sectores mais progressistas pois faz apelo e implementa um sindicalismo muito forte e entregue a si próprio sem a figura paternal do Estado. Não sei se é do dia, mas tenho cá um palpite que Álvaro Cunhal iria descobrir neste modelo de um Estado ausente nas relações de trabalho as condições ideais para fazer valer o seu projecto de sociedade, com a probabilidade de o indivíduo encontrar só no colectivo o meio para a defesa da sua dignidade no mundo do trabalho e não através de uma individualidade levada ao extremo na competição com os seus pares ou do puro lacaismo.

Publicado por contra-baixo 15:17:00 0 comentários Links para este post  



O sorriso

Creio que foi o sorriso,
sorriso foi quem abriu a porta.
Era um sorriso com muita luz
lá dentro, apetecia
entrar nele, tirar a roupa, ficar
nu dentro daquele sorriso.
Correr, navegar, morrer naquele sorriso.


Eugénio de Andrade

Publicado por contra-baixo 11:05:00 1 comentários Links para este post  

faleceram vasco gonçalves, álvaro cunhal e eugénio de andrade. paz à sua alma.

Publicado por Manuel 10:16:00 2 comentários Links para este post  



Adeus, camaradas!

Morreu Álvaro Cunhal, nonagenário. Fez obra, deixou obra, inspirou pessoas e "colectivos" e nos dias que se seguem, muita gente falará, escreverá e debitará as suas opiniões sobre a figura pública e privada do falecido que foi camarada de alguns líder de outros e adversário de muitos.
Não deixa indiferença, na sua partida.
Situo-me entre os adversários, desde sempre. Tirando esta declaração de interesses, como muita gente, não conheci a pessoa privada, mas conheci os dizeres públicos e as declarações e discursos em toada coerente e constante.
Sobre isso, muito foi dito e escrito e tem interesse para polémicas com alta dose de esterilidade, aproveitando-se geralmente a oportunidade para ginasticar ideias e argumentos.
Conheço um antigo camarada de luta clandestina, que foi próximo de Álvaro Cunhal e que participou activamente na fuga deste, de Peniche.
Vive recluso, algures numa aldeia do Minho e é um indivíduo notável, pela cultura verdadeira, pela afabilidade e sensibilidade e pela fidelidade e coerência aos princípios ideológicos que tal como o líder agora falecido, nunca abandonou.
É médico e chama-se Plácido e nada mais direi sobre o homem.
O que conta e fala dos tempos de clandestinidade, chega para se perceber o clima particular em que viveram os dirigentes clandestinos do PCP e é o suficiente para perceber que era um clube fechado, restrito a uns quantos e que moldou para sempre o espírito e a personalidade dos seus membros de dicados à causa.

Nesse clube, havia os "nós" e os "eles"; os camaradas e os fascistas e tal dicotomia vinha já do tempo anterios à grande guerra contra o fascismo.
Em Portugal, criaram uma cultura própria, ligada a pessoas e movimentos clandestinos e enraizada nas leituras da bíblia marxista-leninista e autores seguidores e propagandistas da fé.
Há uma linguagem própria, entre os prosélitos, cuja descodificação cada vez se torna mais difícil aos profanos e que morrerá fatalmente com o "desaparecimento físico" que a "lei da vida" imporá naturalmente.
Nesse clube, restrito qb, cabem essencialmente os camaradas ateus e alguns de fundo religioso. Percebe-se tal coexistência pacífica, porque existe alguma compatibilidade: o modo de organização do sanctum sanctorum é idêntico e os segredos da fé partilham-se em segredo tácito.
Provavelmente, será esse o único modo de entender a constância e a coerência na crença num mundo melhor, feito sob receitas antigas e perdidas e que sempre que se tentaram aplicar desvirtuaram o cardápio.
Não obstante as evidências de que essas receitas estragam as iguarias prometidas, continua a haver quem acredita na sua bondade intrínseca e quem nunca tenha abandonado a fé nas virtualidades das vitualhas imaginadas.
O falecido Álvaro Cunhal era um deles, como o é o seu camarada de partido, a quem me referi. O romantismo e o idealismo nunca morrem quando a fé é de nascença.
E entre esse romantismo avulta também o da homenagem aos adversários ideológicos. É por isso que aqui planto o clebrado poema do autor de