Este não era seguramente o post, que eu algum dia, pensei poder escrever como último post do ano.

Lá por fora e depois de um ano de 2004 com os atentados de Madrid, com as eleições norte-americanas, com a guerrilha quotidiana no Iraque, com a morte de Arafat,
com a tentativa de ocidentalização na Ucrânia, muito mas mesmo muito haveria por escrever.

Cá por dentro, tivemos de tudo, desde um presidente indeciso que não dissolve quando o deveria ter feito, e que decidi dissolver quando tal era improcedente e criando um precedente enorme na governação daqui em diante. Só por isto e só isto daria “ pano para mangas “.

Mas nada disto, faz sentido ou quase nada disto faz sentido, depois do sucedido na manhã do dia 26 de Dezembro na costa do Índico.

Hoje, e a medida que o novo ano vai chegando de acordo com os fusos horários, algumas cidades substituíram o tradicional fogo de artifício por um silêncio sepulcral em memória da tragédia que um tsunami criou.

Hoje, o mundo e como o Venerável Manuel aqui em baixo escreveu, é claramente uma aldeia global, mas isto não basta parecer, tem que ser demonstrado.
E a melhor forma de demonstrar é ajudar, ajudar e reflectir.

Para todos vós, um bom ano de 2005.


Publicado por António Duarte 19:45:00 2 comentários Links para este post  



porque o mundo é mesmo uma aldeia global...



In these photos released Thursday, Dec. 30, 2004 by DigitalGlobe, the shoreline of Banda Aceh in Indonesia, is shown on June 23, 2004, above, and Dec. 28, 2004 below, after the tsunami attack. (AP Photo/DigitalGlobe)

...Ajude!

  • O Montepio Geral, em solidariedade para com as vítimas do sismo e maremotos que atingiram domingo o sudeste asiático, abriu uma conta destinada à recolha de donativos, anunciou a instituição bancária. Os donativos deverão ser feitos através de depósito ou transferência para a conta do Montepio Geral, com o NIB 0036 0088 99100039366 18.
  • A organização não-governamental Médicos do Mundo Portugal, que enviou quarta-feira uma equipa médica para o Sri Lanka a bordo de um avião com ajuda humanitária fretado pelo Governo, também pediu o apoio dos portugueses, que poderão fazer o seu donativo através do Banco BPI, com o NIB 0010 00009 4449990001 70, ou da Caixa Geral de Depósitos (CGD), com o NIB 0035 05510 0007722130 32.
  • Para apoiar a missão da Assistência Médica Internacional (AMI) na Ásia, os donativos deverão ser feitos através da conta da CGD 0001 030 003 830, com o NIB: 0035 0001 0003 0003 8306 2.
  • A UNICEF SOS Crianças da Ásia também tem uma conta aberta na CGD com o número 0127 028 241230 e o NIB 0035 0127 0002 8241 2305, assim como a CARITAS que tem a conta 0697 630 917 930, com o NIB 0035 0697 0063 0917 9308 2.
  • A Cruz Vermelha Portuguesa também pediu a ajuda dos portugueses que poderão fazer os seus donativos através de depósito ou transferência para a conta do Banco BPI com o NIB 0010 0000 137 222 70009 70 ou para a conta número 1-137222000009.
  • Também a TMN lança um repto aos seus assinantes. Enviem um SMS com a palavra "AJUDA" para o número 12700. Custa 1 euro e reverte na íntegra a favor da AMI, Cruz Vermelha e Médicos do Mundo. SMS "AJUDA" para 12700.
  • A Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) anunciou hoje a abertura de uma conta para ajudar as vítimas dos maremotos no sudeste Asiático. O dinheiro pode ser transferido para a conta do Montepio Geral com o NIB 0036 0093 99100067797 10.

Publicado por Manuel 18:52:00 0 comentários Links para este post  



sem ilusões...




2004 foi um ano mau
, péssimo, que o futebol, qual droga, de certa forma palatou [ler mais aqui]. Vale o desemprego andar baixo e as as taxas de juro serem as que são para garantir a paz social num país de brandos costumes. 2005 não será, pelo menos no seu início, melhor. Vai-se, suspeito, descer ainda mais fundo, antes de se começar a recuperar, se é que isso ainda é possivel, o tempo perdido.


Dito isto, um bom 2005.


Publicado por Manuel 17:16:00 1 comentários Links para este post  

O Diário de Notícias de hoje, numa hilariante prosa, tenta exumar a carreira política do Prof. Marcelo, enterrando-a ironicamente ainda mais. Alegadamente um grupo de cavaquistas tem-se reunido e quer Marcelo na liderança do PSD no day after. Eu leio, releio, e só me apetece rebolar a rir. Quantas vezes, quantas vezes, nos últimos meses, anos, já sairam notícias destas? Almoços, jantares, vagas de fundo ? E ainda há quem acredite... Diga-se, em abono de Marcelo, que desta vez o Professor aparenta estar inocente. A rapaziada da central de comunicação anda a perder qualidades.

Publicado por Manuel 11:23:00 0 comentários Links para este post  



pactologia

Parece que Jorge Sampaio, na mensagem de Ano Novo, vai defender um "contrato", vulgo "pacto", entre os maiores partidos sobre as chamadas questões "duras". Alguém verdadeiramente acha que as questões "duras" se podem resolver com propostas "moles"? Começa bem, não haja dúvida.

Publicado por João Gonçalves 1:14:00 1 comentários Links para este post  



o método de hondt

Mais uma vez tenho que tirar o chapéu ao Dr. Portas. Confesso que não percebia a lógica de o homem abandonar Aveiro, que entrega a Bagão Félix, e rumar, como cabeça de lista, para Viana do Castelo. Não percebia mas já percebi. É genial, tudo graças ao método de Hondt. Viana tem 6 deputados, actualmente 3 do PS, 3 do PSD... Não é dificil a Portas ser eleito, o PP ficou a escassos votos nas últimas legislativas de meter um deputado e o mediatismo de Portas há-de render..., pelo que o PP elegerá, com toda a probabilidade, em Viana do Castelo, metade, leram bem metade, dos deputados do PSD (3 - PS/2 - PSD /1 - PP), isto obtendo muito menos de metade dos votos deste. É o método... de Hondt.

Entretanto, para contrabalançar Manuel Pinho, porta voz para as finanças do PS, cabeça de lista em Aveiro, Portas faz mover Bagão Félix para Aveiro. Fá-lo na premissa de que faça o que fizer Marques Mendes o PP ganha. Ganha se Marques Mendes enlouquecer e se puser a defender com unhas e dentes a actual política do titular das finanças, ganha se Marques Mendes não o fizer com entusiasmo suficiente porque então o PP passa a ter o pretexto, definitivo, para poder declarar guerra aberta ao PSD, perante tão grave "queda de solidariedade". É a vida, é o que é...

Publicado por Manuel 17:04:00 4 comentários Links para este post  



o fim e o início

Está prestes a acabar a Quinta das Celebridades. Está prestes a começar a campanha eleitoral. Entre as tropelias do Eng. Pina Moura, em alta no PS, e do seu protegido, Mexia, mentor (!) do programa de governo do PSD, e as prelações do Sr. Frota e do Sr. Castelo Branco que venha o Diabo e escolha. Eu, confesso, sempre admiro mais o estilo declaradamente kitch mas genuinamente teatral do Sr. Castelo Branco que a gravitas estudada de Pina e da sua invenção António Mexia ... É esta a ditosa Pátria, nossa amada.

P.S. bom, bom era o Dr. Mexia ser cabeça de lista pela Guarda...

Publicado por Manuel 16:24:00 3 comentários Links para este post  

Depois da recusa de Manuela Ferreira Leite, convidada em nome da unidade (!), esta Venerável Loja está em condições de assegurar que também Henrique Chaves não será número dois das listas do PSD em Lisboa.

Publicado por Manuel 14:58:00 0 comentários Links para este post  



"Em teoria é tudo muito bonito, em campanha será bastante mais feio, forte e duro"


(...) Esta tendência acentua a fragilidade do PSD e castra a capacidade de pensar a política fora dos jogos locais e da realidade autárquica, as únicas sobre as quais existe experiência na direcção partidária. O partido está debilitado, entregue a dirigentes de secção promovidos a presidentes de distritais, que, desde que entraram na JSD, têm carreiras de profissionais políticos. Pensam que exagero? Publiquem e analisem os currículos, retirem-lhes os cargos públicos de nomeação governamental, ou de acesso por listas em lugares electivos e secundários - vereadores, membros de assembleias municipais, deputados do meio da lista - e vejam o que sobra de "vida" profissional. Estas pessoas nas direcções partidárias fazem aquilo que sempre souberam fazer: preservar o seu "espaço", que é também o seu emprego, para o que aliás não precisam necessariamente de "ganhar", basta-lhes permanecer numa quota razoável de poder e de cargos, que o estatuto de um partido nacional como o PSD tem garantidamente. (...)

José Pacheco Pereira in Público

Publicado por Manuel 12:21:00 0 comentários Links para este post  



"Coisas Estruturais"


Quando não há mais ideias ou sobretudo quando não há ideia nenhuma, nada como recorrer a conceitos "para-cinematográficos" para impressionar. O Fisco vai ter umas "brigadas de elite" para combater as famosas fraude e evasão fiscais, duas práticas consuetudinárias relativamente pacíficas entre nós. Agora calhou ao Serviço de Bombeiros e Protecção Civil vir a possuir umas "equipas de elite" para prevenir, presume-se, as labaredas. Ao insistirem nestas "brigadas", "equipas" ou noutras coisas similares de que as "fundações" são o exemplo mais nobre, os governos lançam na opinião pública a dúvida sobre a utilidade da administração e dos serviços públicos que os seus impostos sustentam. Para que servem tantos "serviços" e tantas "competências" e "atribuições" quando é preciso criar ao lado ou por cima qualquer coisa diferente para fazer o mesmo, perguntará o cidadão contribuinte? E a "reforma do Estado", algo que a coligação tão gloriosamente ia executar, afinal reduz-se ao conceito de "elite", metido agora à pressa em todo o lado? É de exemplos destes que Álvaro Barreto fala quando diz que "fizemos muitas coisas estruturais"?

in Portugal dos Pequeninos

Publicado por Manuel 7:04:00 1 comentários Links para este post  



"Castração"


A palavra castração é exacta para descrever o actual estado PSD. É espantoso como um partido que sempre soube reagir perante a possibilidade de chegar ao poder ficou parado frente à grande probabilidade de o perder.

Toda a gente perde muito tempo com Santana Lopes. Nos jornais, nas rádios nas televisões, os comentadores encartados e desencartados. Por mim, já escrevi aqui que Santana Lopes, felizmente para o país, é um problema do PSD. Todavia, quando tal escrevi ainda tinha a esperança de ver o PSD reagir e encontrar uma solução que lhe permitisse recuperar alguns dos estragos provocados pela sandice de Santana Lopes e da sua equipa.

Passado algum tempo, concluo que o PSD está mesmo manietado, sem capacidade de recuperação com toda a gente, no partido, a confiar numa coisa espantosa: na capacidade de "combate" do Pedro. Francamente! o homem até a ler os papéis que lhe dão se engasga... E quando fala de improviso só lhe vem lixo à boca!

Os profissionais do marketing político não fazem milagres e alguns, de tanto se esforçarem, acabam mesmo por conseguir os efeitos contrários ao que programaram.

Este PSD está mesmo castrado e isso não é bom para a democracia portuguesa, até porque, depois das eleições, os ajustes de contas não vão ser rápidos. Santana Lopes não é o único responsável. Quem o deixou chegar à liderança também vai ser julgado. Por quem? haverá gente limpa neste processo de destruição de uma força política com a história do PSD?

in A Toupeira

Publicado por Manuel 1:22:00 0 comentários Links para este post  



Publicado por Manuel 19:48:00 0 comentários Links para este post  

As pessoas não têm memória. Nem os novos, nem os velhos. Há muito, muito, tempo, ainda era o Prof. Cavaco primeiro-ministro, um então líder distrital apareceu num Congresso do PSD, que decorreu no Porto, no Palácio de Cristal, a propor em moção um referendo à regionalização. O Prof. Cavaco não aceitou. Muitos anos mais tarde, aquando, então sim de um simulacro de referendo a um simulacro de regionalização, esse mesmo personagem, Luís Filipe Menezes, confessava que afinal até nem era um regionalista. A sua proposta de referendo na era do Prof. Cavaco mais não era do que uma manobra, dizia ele, com vista a desconversar o PS. Ontem, o mesmíssimo Luís Filipe Menezes, paraquedista em Braga, virou regionalista outra vez. É pena. Não pelo Dr. Menezes Lopes de quem se espera tudo mas pelo tema. Porque uma reforma administrativa e política do país - da qual a regionalização faz parte mas não é o todo - é imperiosa e porque o assunto merece ser tratado com outra dignidade, e sobretudo com outra seriedade. [A este propósito ver ainda o editorial de Manuel Carvalho no Público]

Publicado por Manuel 14:49:00 0 comentários Links para este post  

Absolutamente notável, pelo retrato que dá da forma amadorística e casuística como é gerido o país, a entrevista de hoje de Álvaro Barreto ao Público. É só recados, recados e mais recados... Pelo meio já deu para perceber que a Petrocer já era.

Publicado por Manuel 11:44:00 3 comentários Links para este post  



Chicks for young children to pet are kept at the country's largest amusement park in Yongin, near Seoul, as Koreans prepare to celebrate the 'Year of Chicken' in 2005. (AFP/Jung Yeon-Je)

Publicado por Manuel 4:59:00 0 comentários Links para este post  



como ?

Menezes não esclareceu é se fica na câmara ou no Parlamento. Mas defendeu que é em Braga que «deve ficar a capital de uma região de cinco distritos que acabe com a desconfiança de que o Porto possa ofuscar o interior». O presidente da distrital, Virgílio Costa, disse que a escolha de Menezes se deve ao facto de ser «um homem conhecido da opinião pública e com experiência política».

do DN

Publicado por Manuel 1:35:00 3 comentários Links para este post  



Luis Delgado caiu na real
. Depois de dois textos lancinantes onde faz análise (?) política com base em perfis da astróloga Maia (!) eis que hoje o escriba se dedica a um exercício mais introspectivo e pessoal. Num exercicio penoso e certamente doloroso finalmente confessa-se e enumera aos leitores do DN quais os pecados, e logo os pecados, do santanismo e desta geração de políticos. Imperdível. Ainda o vamos ver a fazer um retiro espiritual num qualquer mosteiro budista um destes dias. O barão da PT paga, como nós pagamos o monopólio da PT.

Publicado por Manuel 1:25:00 1 comentários Links para este post  



"Realidade""


Sim, passava aqui frequentemente há vinte anos...
Nada está mudado — ou, pelo menos, não dou por isto —
Nesta localidade da cidade ...

Há vinte anos!...
O que eu era então! Ora, era outro...
Há vinte anos, e as casas não sabem de nada...

Vinte anos inúteis (e sei lá se o foram!
Sei eu o que é útil ou inútil?)...
Vinte anos perdidos (mas o que seria ganhá-los?)

Tento reconstruir na minha imaginação
Quem eu era e como era quando por aqui passava
Há vinte anos...
Não me lembro, não me posso lembrar.

O outro que aqui passava, então,
Se existisse hoje, talvez se lembrasse...
Há tanta personagem de romance que conheço melhor por dentro
De que esse eu-mesmo que há vinte anos passava por aqui!

Sim, o mistério do tempo.
Sim, o não se saber nada,
Sim, o termos todos nascido a bordo
Sim, sim, tudo isso, ou outra forma de o dizer...

Daquela janela do segundo andar, ainda idêntica a si mesma,
Debruçava-se então uma rapariga mais velha que eu, mais
lembradamente de azul.

Hoje, se calhar, está o quê?
Podemos imaginar tudo do que nada sabemos.
Estou parado físisca e moralmente: não quero imaginar nada...

Houve um dia em que subi esta rua pensando alegremente no futuro,
Pois Deus dá licença que o que não existe seja fortemente iluminado,
Hoje, descendo esta rua, nem no passado penso alegremente.
Quando muito, nem penso...
Tenho a impressão que as duas figuras se cruzaram na rua, nem então nem agora,
Mas aqui mesmo, sem tempo a perturbar o cruzamento.

Olhamos indiferentemente um para o outro.
E eu o antigo lá subi a rua imaginando um futuro girassol,
E eu o moderno lá desci a rua não imaginando nada.

Talvez isso realmente se desse...
Verdadeiramente se desse...
Sim, carnalmente se desse...

Sim, talvez...

Álvaro de Campos

Publicado por Manuel 22:58:00 0 comentários Links para este post  



Tsunami na Ásia
Informações úteis

Indicamos aqui um site que poderá ser útil quer para as autoridades portuguesas quer para as famílias que procuram informações acerca do paradeiro dos seus familiares que estão internados nos hospitais de toda a região de Phuket, Tailandia. Ver aqui. Este site reproduz nomes de todas as pessoas internadas nos hospitais de Phuket e infelizmente daqueles que padeceram já no hospital.

Os blogs, e esta Loja, também servem para isto.

Publicado por António Duarte 19:11:00 3 comentários Links para este post  


Uma raiva incontida

Deixem-me exprimir a minha indignação. Ante a tragédia, o horror, o sofrimento, as vidas perdidas aos milhares, a destruição de cidades inteiras, «portugas» chegavam a Bangkok, em bando, para férias de que não desistiam, alguns sorridentes na TV com comentários do género, «uma vez que já aconteceu, já não voltará a suceder agora», «já falei para o hotel está tudo bem e sempre podemos ir à praia». Que bom não é?

É a maltosa do «eu quero saber é do meu», a multidão da ganância, do egoísmo, da falta completa de humanidade, os que estão na vida para «curtir», nem que seja atropelando os outros.

São estes os que geram o país que temos e o mundo em que vivemos.

No rodapé da televisão, enquanto as imagens confrangedoras de devastação passavam, seguia uma «fita» noticiosa: «Madeira e Brasil são agora alternativas turísticas ao Oriente».

Uma raiva incontida atravessou-me a alma! Filhos da puta! Com todas as palavras: filhos-da-puta! É o mínimo que se pode dizer. Desculpem, eu detesto palavrões, mas não encontro palavras que melhor me sirvam. Filhos da puta!

José António Barreiros

Publicado por Manuel 16:19:00 3 comentários Links para este post  



Faltam 3 dias e 10 horas e 32 minutos...

... para a empresa ENI Portugal Investments SPA ser detentora se assim o desejar e de forma automática de 45,34 % do capital social da empresa Galp Energia.

Tudo porque, e apenas porque e conforme o acordo para-social celebrado em Maio de 2000, sob a égide do Engº António Guterres, entre tantas coisas, ficou escrito que...


Estabelece uma primeira fase de privatização da Galp Energia, até ao final do primeiro semestre de 2002. O acordo estabelece ainda que caso a privatização não aconteça a ENI Spa poderia exercer o direito de compra de mais 12 %, ficando tacitamente a Parpública obrigada a vender.


O primeiro erro, foi do EngºAntónio Guterres, que assinou um acordo que iria colocar a Galp Energia em caso de incumprimento por parte do Governo Português, nas mãos de um accionista estrangeiro, neste caso a Eni Spa.

O segundo erro, foi do Engº António Guterres novamente, pois toda a gente que uma operação IPO,está sempre subjacente ao comportamento dos mercados de capitais, que em Maio de 2000 já estavam em fase descendente e de correcção, face à bolha especulativa que rebentou em Março de 2000, ou seja em Maio de 2000 já se sabia que uma IPO de um sector estratégico como a Galp Energia poderia ser arrematado em baixa e com consequente quebra na receita apurada.

A ENI Spa nunca se opôs ao acordo parasocial, pois sabia de antemão que este lhe daria o controlo da empresa, ou via IPO – em bookbuilding – ou através da venda da Parpública pelo incumprimento do acordo.

Mas o Engº António Guterres, não quis abandonar o Governo e o pântano que ele próprio criou sem mais um erro, irresponsável e sobre o qual nunca se ouviu por parte deste governo uma clara chamada de atenção. Já com o país a preparar as eleições, o governo do Engº António Guterres - de gestão - decide unilateralmente, não realizar a IPO, sem que tenha obtido o acordo da ENI Spa para tal situação.

A origem deste tremendo imbróglio é quase inacreditável. O poder negocial e litigante que a Eni teve só existiu porque um Governo se comprometeu contratualmente a fazer uma Oferta Pública Inicial de acções cuja realização está dependente de factores que ninguém controla: os mercados internacionais.Como a sorte não quis nada connosco, ainda a tinta do acordo com a Eni SPA estava fresca e já as bolsas caiam sustentadamente, rebentada a bolha das dot.com.

O governo de Barroso com margem de manobra reduzida, conseguiu através de negociações e alegando as dificuldades no mercado de capitais, adiar o prazo para 31 de Dezembro de 2004, tendo conseguido o acordo da ENI Spa, para que esta não assumisse o controlo da empresa contra a vontade do Estado Português, introduzindo já em 2004 a milagrosa solução para o caso ENI / Galp :
  • EDP, ENI e REN tomam conta do negócio do Gás Natural por ajuste directo. È considerado como valor de referência 1.200 milhões de euros relativos aos activos da GDP, como valorização do negócio.
  • EDP e ENI são os únicos accionistas da nova GDP, denominada EDP Gás. A EDP ficará com 51 % (612 milhões de euros) e a ENI com 49 % (588 milhões de euros).
  • A ENI acorda em sair do negócio do petróleo através da venda das suas acções à PARPÚBLICA, dispondo a PARPÙBLICA de dois anos para pagar à ENI.
  • A aquisição, pela GALP, da posição da Iberdrola (4%), através da compra de acções próprias, comprometendo-se o accionista Estado a votar favoravelmente uma proposta de aquisição das participações da GDP na Tagusgás e na Beiragás, pela Iberdrola.

Ou seja se por um lado é efectuada a separação do negócio do Gás e do Petróleo, por outro lado, fica sem aparente explicação e uma vez mais sem que ninguém seja responsável pelos sucessivos rombos que o Estado português sempre que efectua uma reorganização da estrutura accionista da Galp Energia, senão vejamos :

  • A italiana ENI, aproveitou o erro do Engº Guterres, que vá se lá saber porque, e fez o negócio da China. Comprou os 22,34 % a Petrocontrol e os 11,00 % a Parpública. Pagou por eles 917 Milhões de euros.
  • A ENI recebeu 650 milhões pela saída. Mais 17 Milhões de dividendos. Mais 49 % da futura EDP Gás avaliada na totalidade em 1200 milhões de Euros. Os 49 % correspondem a 580 Milhões de Euros.
  • Num total de 330 Milhões de Euros de mais- valias directas e entrada num negócio mais lucrativo- do gás - do que o do petróleo em si.

Tudo corria bem até que a Comissão Europeia chumbou o processo de integração do gás. Sem ele não há EDP Gás para ninguém. Sem a EDP Gás , a ENI volta a ser accionista da Galp. E ao voltar no dia 1 de Janeiro pode obrigar a Parpública e vender os 12,00 % a preços de 2000, conforme acordado.

Para finalizar três perguntas em jeito de conclusão :

  1. Com o chumbo da Comissão Europeia da operação fica demonstrado, por um lado, o amadorismo profissional ainda que pago a peso de ouro - a consultadoria da operação foi principescamente paga -, e por outro a fina ironia, de o presidente da comissão que chumbou a operação ser a mesma pessoa que à altura era primeiro-ministro do governo que propos a operação.
  2. O famoso plano B, afinal não existia. Ou melhor existia e chama-se negociação directa com a ENI. De qualquer forma os portugueses tem direito a saber que nas três operações de reorganização empresarial da Galp Energia, as mais-valias conseguidas pelo grupo Petrocontrol e ENI ascende a 900 milhões de Euros. Todas ficaram isentas por decreto ministerial de imposto de mais -valias .
  3. A Petrocer continuará a fazer o seu papel de investidor qualificado, até que alguém se lembre de impugnar o concurso.

Publicado por António Duarte 13:35:00 0 comentários Links para este post  



O ano de 2004 - O mundo de A a Z
2ª Parte

Continuamos hoje a análise do mundo em 2004 :


  • E
    • Euro 2004 - Portugal acolheu um dos maiores eventos desportivos do ano. Em termos organizacionais, o país voltou a dar uma lição, com tudo a correr pelo melhor. Faltou a vitória de Portugal na final, num europeu onde a bandeira nacional ganhou contornos de símbolo nacional como nunca de viu. Hoje o país debate-se com o problema dos 10 estádios – elefantes brancos – que mandou construir e para a quase totalidade deles não há rentabilidade. Primeiro a festa, depois a preocupação.

  • F
    • Fahrenheit 9/11 – Provavelmente o primeiro filme político, feito com intuito de interferir directamente na campanha eleitoral americana, visando George Bush.

      Fidel Castro – O líder cubano permanece vivo, mas em 2004, caiu desamparado no chão. Um sinal que o castrismo está a perder fulgor. Mas e ao contrário do que muitos falam , o maior problema de Cuba não é hoje, mas sim “amanhã” quando no futuro se decidir quem pegará no país.

  • G
    • Google – O motor de busca responsável por este anuário lançou-se na bolsa em Nova York.

  • H
    • Haiti – A revolta contra Jean Bertrand Aristide , levou o caos e a violência ao Haiti. Em Fevereiro , Aristide renunciou ao cargo e refugiou-se na África do Sul.

  • I
    • Iustchenko - O líder ucraniano, recentemente eleito numa inédita 3ª volta das eleições ucranianas, marcou a parte final do ano de 2004. Depois de ter sofrido em plena campanha um atentado por via de envenenamento que o desfigurou por completo, Iustchenko, o líder pró-europeu, irá concerteza imprimir na Ucrânia um ritmo de crescimento e desenvolvimento que distanciará cada vez mais a Ucrânia da inóspita Rússia de Vladimir Putin.

    • Iraque - O país prepara-se para as primeiras eleições livres. Depois do tormento da invasão e dos atentados que quase quotidianamente sofre, hoje existem várias perguntas que o mundo inteiro faz. Onde estão as armas de destruição massiva e viverão melhor os iraquianos hoje. Um país que marcará certamente a agenda de 2005.

  • J
    • José Mourinho – O treinador de futebol do momento no mundo. Depois da campanha gloriosa à frente do FC Porto, segue-se uma carreira notável á frente do Chelsea em Inglaterra.

  • L
    • La Madonna – O grito de La Madonna foi roubado de um museu na Noruega. A corrente do expressionismo perdeu um dos seus maiores ícones.

  • M
    • Madrid – 07.39 do dia 11 de Março. Começaram um conjunto de 11 explosões na linha suburbana de entre Alcala de Henares e Atocha. 191 pessoas e perto de 1.500 feridos no atentado mais sangrento de toda a história da Espanha. Um conjunto de sentimentos invadiu os espanhóis. Inicialmente pensou-se na ETA, e o governo de Aznar alimentou a ideia, naquele que foi o erro que deitou a perder as eleições uns dias mais tarde. No dia seguinte saberia-se que afinal tinha sido uma célula da Al-Qaeda a perpetuar o dia 11 de Março.

    • Mars Express – A sonda Mars Express detectou sinais de água em Marte.

    • Muqtada Al Sadr – Não é um homem culto e muito menos um alto líder religioso . Mas é ambicioso e com 30 anos converteu-se no símbolo da resistência iraquiana e num ídolo do povo . Filho do ayatola Mohamed Al Sadr assassinado por Saddam em 1999, Muqtada liderou dois dos episódios mais sangrentos do pós guerra iraquiano. O seu segredo dizem foi saber canalizar as frustrações da população xiita mais pobre.

  • N
    • Nassyria - Cidade Iraquiana, escolhida por ter sido a cidade mártir para um elevado número de militares italianos, representa a revolta das milícias iraquianas contra a ocupação norte-americana. Poderíamos ter escolhido, Fallujah ou Sadr- City ou outra qualquer cidade iraquiana. Quem nos dera poder ter escolhido paz.

Amanhã terminamos a nossa revista pelo mundo de 2004.

Publicado por António Duarte 10:59:00 0 comentários Links para este post  



outra vez o bloco central...

Segundo o DN, as negociações com a italiana ENI para a resolução da questão do sector energético em Portugal vão ser concluídas «até final de Janeiro», citando o ministro das Actividades Económicas, Álvaro Barreto. O ministro disse ainda que «oportunamente» dará a conhecer «as conversações tidas com a administração da ENI», com a qual se reuniu na semana passada. Seria pertinente saber a posição do PS e do Eng. Sócrates sobre tão delicada matéria, isto, assumindo, claro, que o Dr. Pina Moura o deixa falar...

Publicado por Manuel 3:11:00 0 comentários Links para este post  

Eu sei que a guerra, a crise, e o diabo a quatro, desculpam e servem de justificação para muita coisa, mas o facto de o preço do gasóleo estar cada vez mais próximo do da gasolina, aumentando mais quando há aumentos e diminuindo menos quando os preços caem, é motivado por que peculiar regra de mercado? Aguarda-se uma explicação, se não deste governo, pelo menos do João Miranda, no caso de ser apenas o peculiar mercado lusitano a funcionar...


Publicado por Manuel 23:17:00 1 comentários Links para este post  

Fundamental, o balanço do ano televisivo por Eduardo Cintra Torres.

Publicado por Manuel 21:59:00 3 comentários Links para este post  


Marcelo veta Menezes em Braga

«Não lhe conheço uma avó que seja no distrito» afirmou o Presidente da Assembleia Municipal de Celorico de Basto

A notícia acima ainda não veio publicada no Expresso.

Publicado por Manuel 20:22:00 1 comentários Links para este post  



comptas por fazer...

Quinta-Feira passada o Ministro da presidência, Morais Sarmento, garantiu, no final da reunião do Conselho de Ministros, que o relatório da Inspecção Geral das Finanças sobre os motivos que levaram ao atraso do início deste ano lectivo, dados os erros na colocação de professores, iria ser divulgado nesse dia. Mas ao final da tarde, uma nota do gabinete de comunicação social do Ministério da Educação esclarecia que o relatório "é confidencial" e não pode ainda ser tornado público. Um bocadinho de transparência não fazia mal, pois não? Ou será que não se pode atrapalhar a campanha, mas a culpa não era de injfiltrados socialistas?...

Publicado por Manuel 19:19:00 1 comentários Links para este post  


O Público de hoje integra meia dúzia de folhas de publicidade à Polícia Judiciária. Quem a pagou? O Orçamento Geral do Estado? As empresas que fazem publicidade no pasquim e são fornecedoras de serviços e equipamentos à Polícia Judiciária? Para além desses equívocos, sobressai o mau gosto da frase garrafal da primeira página, a fazer lembrar outros tempos: 60 anos ao serviço da Nação. Se a moda pega...

in Direitos

Publicado por Manuel 19:04:00 2 comentários Links para este post  



esplendor na relva

O Sr. Relvas, ex secretário de estado da administração autárquica e actual secretário geral do PSD, presenteia, hoje, os leitores do Público com um inusitado desafio ao PS. A prosa pomposamente entitulada "A Regionalização divide, a descentralização une" é um bom resumo de tudo o que está mal no debate sobre a matéria. Mal, de um lado e doutro da barricada. O Sr. Relvas desafia agora o PS, e o Eng. Sócrates, a um novo referendo sobre a regionalização, não sem antes explicitar as alegadas virtualidades das suas reformas. Sejamos claros - o modelo de regionalização defendido em tempos pelo PS é tão imbecil como as reformas do Sr. Relvas. Ambos falham no essencial que é aproximar eleitores de eleitos e dar mais transparência à gestão da coisa pública. Se no modelo de regionalização do PS, com um mapa mirabolante, se criava um layer novo - as regiões - apesar de tudo democráticamente eleito, no do Sr. Relvas temos não um mas dois layers adicionais - as CCDRS e as áreas metropolitanas/ajuntamentos de munícipios - cuja democraticidade e escrutínio público são pouco menos que nulas. É fácil perceber a atracção do Sr. Relvas pelo seu modelo, tem todas as "vantagens" da regionalização e nenhum dos inconvenientes, afinal os autarcas adoram o modelo que no fundo mais não é do que uma espécie de "(Associação de) Municípios S.A.". É provável, expectável até, que o Eng. Sócrates, ou alguém por ele, vá dá dar troco ao Sr. Relvas. É assim que se nivela o discurso por baixo. O que infelizmente já não é provável é que a menos de um anos de autárquicas alguém com aspirações políticas apareça a dizer, alto e bom som, aquilo que é óbvio - que o problema não está nem na regionalização do PS nem na cosmética administrativa do PSD, mas sim na inadequação do actual sistema administrativo às realidades actuais. Que o problema está na existência de layers a mais, mal dimensionados, e sem qualquer espécie de controlo democrático. A defender uma reforma administrativa e territorial, a sério, que acabe com o mito deste municipalismo, que já mostrou não ser a cura para todas as panaceias. A propor uma reforma do sistema político que não passe por bandeiras mirabolantes mas que passe por coisas óbvias como limitar os mandatos presidenciais a um só (7 anos por exemplo) e autárquicos/regionais e por fórmulas que permitam uma real interação entre eleitores e eleitos. Com reformas que permitam, à inglesa, e depois de redimensionados, aos meta-minícipios/regiões/àreas metropolitanas/whatever cobrar impostos directamente, sem prejuizo do príncipio da subsidariedade, de modo a que o contribuinte saiba exactamente o que paga, a quem e para quê, e constate in loco da boa ou má aplicação dos fundos. Isto é debate, e reformas, a sério, o resto é puro folclore... O circo segue dentro de momentos. O défice também.

Publicado por Manuel 17:04:00 0 comentários Links para este post  



Uma metáfora...

Bem sabemos que Portugal vive há dois anos sob a égide do défice, bem sabemos que Manuela Ferreira Leite proibiu as autarquias de se endividarem por forma a reduzir a exposição do financiamento, até Sampaio diz que há vida para além do défice, mas aquilo que nós não percebemos é a razão pela qual, e exclusivamente para o Euro-2004, uma autarquia se tenha endividado acima da parcela do custo da obra ( Estádio+acessibilidades) que lhe estava imputado.

O Municipal de Aveiro custou com acessibilidades incluídas 49.474.858 euros. A autarquia de Aveiro a propósito do Euro recorreu a um empréstimo bancário de 49.939.895 euros....

A pergunta que se impõe, os 465.037 euros de diferença foram para onde ? e para quê ?

Publicado por António Duarte 15:09:00 2 comentários Links para este post  



Boa....

... "Leitura em Progresso", a que o Paulo Gorjão está a fazer. Há para aí muitos aprendizes de feiticeiro que deviam fazer o mesmo.

Publicado por João Gonçalves 13:46:00 0 comentários Links para este post  



O ano de 2004 - O mundo de A a Z
1ª parte

Iniciamos hoje uma revista sobre o ano que passou.

A primeira parte começa na letra A de Arafat e termina na letra D de Darfur.

  • A de...

    • Arafat – A Baraka que sempre acompanhou Arafat durante a sua vida, esgotou-se aos 75 anos. O temperamental presidente da alta autoridade palestiniana, resistiu a guerras, atentados, ao assédio israelita , mas sucumbiu a uma misteriosa doença num hospital de Paris, depois de 13 dias de indefinição sobre o seu estado de saúde. Morre sem ver concretizado dois sonhos : A instauração de um estado palestiniano e ser enterrado na Esplanada das Mesquitas. Enterrado com terra proveniente de Jerusalém, Arafat morre e tal como na vida, divide as opiniões.

    • Abu-Ghraib – Estabelecimento prisional do regime de Saddam, foi palco depois da queda do regime das maiores atrocidades cometidas por militares norte-americanos, contra prisioneiros de guerra. Ainda que um comandante norte-americano tenha afirmado desconhecer a convenção de genebra, a verdade é que Abu- Ghraib, fica na história de 2004.

    • Alargamento – No dia 1 de Maio nascia a Europa a 25. O maior alargamento de sempre da União Europeia, virada agora para leste, deixando no entanto de fora a Turquia. Mais 75 milhões de pessoas e mais problemas para Portugal. Com a negociação dos fundos comunitários a iniciar-se em 2005, para o próximo quadro comunitário de apoio, 8 países apresentam-se mais pobres que Portugal e serão certamente mais beneficiados em detrimento daqueles que não aproveitaram 18 anos de fundos comunitários.

    • Almudena – A catedral de Almudena converteu a apresentadora Letizia Ortiz na princesa das Astúrias. A sobriedade e a tristeza assim como uma intensa chuva marcou a cerimónia, o príncipe mais desejado de toda a monarquia europeia, casou-se com uma mulher comum e mortal como todas as que não tem sangue azul nas veias. Felipe diferente até na hora de escolher a sua companheira.

  • B de...

    • Beslan – Cidade com perto de 40.000 habitantes, na região da Ossétia do Norte, conheceu em Setembro o significado cruel da palavra terrorismo. Os rebeldes tchetchenos cercaram uma escola na abertura do ano lectivo, e a precipitação e falta de preparação das tropas russas fez o resto. Perto de 400 crianças perderam a vida.

    • Brando – O melhor actor de todos os tempos morreu em 2004. E por muito que pudesse escrever sobre Brando, há um frase que o imortaliza, o mito esse nunca morre.

    • Bush – O Presidente norte-americano foi reeleito e desta vez até teve mais votos. Contra algumas sondagens que davam Kerry como presidente, Bush ganhou as eleições porque democraticamente os americanos assim o quiserem. Bush foi julgado nas urnas pelo 11-S, pela guerra do Iraque e pelos caixões que não teimam em deixar de chegar ao país. O povo soberano escolheu Bush. O mundo talvez tivesse outro candidato.


  • C de...

    • Clonagem – No dia 12 de Fevereiro, surgiram as primeiras notícias relativas à obtenção de células mãe a partir de embriões humanos clonados.

    • Concorrência – Enquanto em Portugal, os monopólios como a PT fazem o que querem, como querem e quando querem, em Espanha a Telefónica foi multada em 53 milhões de Euros por impedir os operadores privados de terem acesso ao pré-fixo de marcação telefónica.


  • D de...

    • Darfur - O olhar da comunidade internacional que habitualmente se prende nas crises africanas dirigiu-se nos finais de Março para o Sudão. Depois de décadas de confrontos entre o norte (muçulmanos) e o sul (católicos), a precária paz que se vivia começou a agonizar em Darfur. Esta região afectada pela fome e pelo ataque de milícias governamentais sofre a maior crise humanitária com cerca de 100.000 mortos e 200.000 refugiados. O Olhar do Mundo em Darfur.


Amanha de E de Euro até N de Nassíria

Publicado por António Duarte 13:08:00 0 comentários Links para este post  



Thai astrologer Phinyo Phongchareon shows an audience a chart predicting Thailand's political outlook during a seminar on the country's astrology under the new government at Thammasat university in Bangkok, Thailand. Phinyo forecasting Thailand's fortunes in 2005 said it will be the year of the 'fighting cock', one with a weaker, less stable government, of stepped up use of force to quell the growing threat of Islamic militancy in southern Thailand, and the country could lose 'two prominent leaders', political or spiritual, in October. (AP Photo/Apichart Weerawong)

P.S. Por cá também temos disto. Basta ler hoje no DN Luis Delgado, aquele que dizia que havia 99% de probabilidades do dr. Portas e o dr. Lopes irem coligados às legislativas...

Publicado por Manuel 0:31:00 0 comentários Links para este post  

Magnitude 9.0



Publicado por Manuel 21:28:00 0 comentários Links para este post  



músicas

Ao que parece, o PSD adoptou como banda sonora da sua campanha a música que acompanha o filme Alexandre, o Grande. Já o PS preferiu a do Gladiador. A única explicação para a escolha do PSD só pode ser uma - de tão ocupados, ninguém viu o filme, ou então só ligaram ao nome da Angelina Jolie na ficha técnica. Escusado será dizer que enquanto o Gladiador limpou vários óscares, o Alexandre não passa de um flop, de bilheteira e não só (onde só se safam mesmo Angelina Jolie e Anthony Hopkins). Escolhas.

Publicado por Manuel 19:14:00 1 comentários Links para este post  



Uma leve Brisa...

A nossa Brisa, tem vindo sucessivamente a perder qualidades e o respeito pelo utilizador. Depois das pedras e dos lençois de óleo que surgem na estrada, depois da vaca que corria auto-estrada fora na A2 na zona da Marateca, a Brisa insiste que quando existem obras, o facto de as mesmas se encontrarem sinalizadas antecipadamente - algo que nem sempre é verdade - , é motivo mais que válido para que se continue a pagar portagem.

Quem nestes dias utiliza e nos próximos tempos utiliza a A1, já reparou que na zona de Santarém se encontra montado um verdadeiro estaleiro para que se possa proceder ao alargamento para 3 vias. Uma obra necessária e apenas mais cara porque os engenheiros que projectaram a obra inicial, esqueceram-se que um dia, o fluxo de tráfego seria maior, e como tal construiram os pilares dos viadutos junto á auto-estrada...uma questão de visão.
Mas, dizia eu, a Brisa insiste em cobrar portagem num troço, em obras, mesmo que para tal tenha que limitar a velocidade para 100 kms/hora.

Em última análise, ao optarem pelo conforto, comodidade e pela qualidade que as auto-estradas oferece


Ora uma auto-estrada em obras não oferece qualquer comodidade nem conforto...

Finalmente a anedota nacional ou se preferirem o roubo nacional...

Um cliente que entre na Ponte Vasco da Gama com destino ao Algarve, num veículo classe 1, paga 16,35 €. Se porventura o utilizador e por azar o cliente perder o título de portagem, e mesmo que na portagem de Paderne, diga que vem da Ponte Vasco Gama - o trajecto mais comprido possível de efectuar na A2 - é contemplado com o pagamento de € 47,00....

Sobre isto o site da Brisa nem uma palavra....

Publicado por António Duarte 18:39:00 3 comentários Links para este post  

1. Confesso perplexidade atrás de perplexidade com as confusões em torno da Caixa Geral de Depósitos. Parece que Vitor Martins não terá gostado do expediente usado pelo Dr. Bagão para embelezar o défice e, conjuntamente com a restante administração, se demitiu. Já foi, ao que parece, reconduzido (!) duas vezes em 48 horas, na própria quinta feira e ontem, dia de Natal pelo actual Governo. Continua-e sem se saber se fica ou sai. A CGD é só e apenas o maior grupo bancário indigena e é o garante da estabilidade do nosso sistema financeiro. No meio disto tudo há algo de verdadeiramente estranho - a Dr.a Celeste Cardona, essa mesma, pôs realmente o lugar à disposição em solidariedade com Vitor Martins ? Ela ?! Por causa do défice e do fundo de pensões ?... Aguardam-se cenas dos próximos episódios.

2. O Dr. Lopes, primeiro-ministro em exercício, fez a habitual comunicação natalícia ao país. Por uma vez podia passar uma imagem sóbria, de estadista, honrar o cargo mas não, não foi desta. [ver mais aqui]

3.
Parece que o Dr. Menezes, aquele que não ia ser mas depois voltou a ser recandidato à Câmara Municipal de Gaia, vai ser cabeça de lista do PSD às próximas legislativas por Braga depois de se ter falado em Aveiro. Escolha pessoal do Dr. Lopes. Reconheça-se que o líder interino do PSD faz tudo o que pode para descredibilizar o actual sistema político.

4
. O dr. Portas privatizou as OGMA por tuta e meia. Passe toda a prosápia do Dr. Portas é um negócio no minimo curioso. O Estado, vendedor, assume o passivo e vende as OGMA por uma verba que nem cobre 10% deste. O mais espantoso é que a horas do negócio ser fechado o que se pensava é que o passivo seria assumido pelo comprador. Por aqui aguardamos que o Ministério da Defesa torne pública toda a documentação relevante, afinal não haverá nada a esconder.

Publicado por Manuel 17:20:00 0 comentários Links para este post  



o pio do apito


CORRESPONDÊNCIA DO BRASIL. Resumo da história: uma semana antes da segunda volta das eleições municipais, o publicitário Duda Mendonça (conselheiro particular de Lula; responsável pela campanha, marketing e crê-se que ideologia do PT; responsável pela campanha de Marta Suplicy em São Paulo; proprietário da agência de publicidade que canaliza mais contratos vindos do governo, de Brasília ou de empresas estatais) foi preso num recinto de brigas de galos (rinha de galos, aqui), ilegais no Brasil. Telefonou a Lula e ao ministro da Justiça, mas ninguém pôde fazer nada – as lutas de galo são ilegais e ele estava lá. Marta Suplicy, entretanto, perdeu. O PT, pelo meio, não ficou bem visto. Um mês e meio depois, a notícia continua: dois dos polícias (Polícia Federal) que participaram na detenção de Duda Mendonça (e de mais um dirigente do PT, que também estava lá), foram afastados do Rio de Janeiro para um município do interior. Quanto ao responsável da delegacia que coordenou a actuação policial, foi agora demitido de funções sem explicação. «Permanece na delegacia», diz a Polícia Federal; mas foi demitido um mês e meio depois.

in Aviz
Do Brasil não vêm só os marketeiros do PSD. Vem muito mais. O aviso, premonitório?, é do Francisco José Viegas e fica aí, para memória futura.

Publicado por Manuel 14:00:00 0 comentários Links para este post  

A 2: está a passar "Do Céu caiu uma estrela", simplesmente um dos melhores filmes de todos os tempos. Serviço Público.

Publicado por Manuel 23:02:00 0 comentários Links para este post  



Pewit gulls are hand-fed by a visitor at Ueno Zoo in Tokyo on Christmas day, December 25, 2004. REUTERS/Toshiyuki Aizawa

Publicado por Manuel 16:10:00 0 comentários Links para este post  



O dia de fazer de conta

O feriado do Natal é um dia estranho. O movimento das ruas reduz-se ao indispensável. Os jornais não saem e as notícias dão lugar às missas. As criancinhas, para quem as tem, passam o dia a mostrar a todos os adultos da família os brinquedos da véspera. Come-se normalmente de forma alarve garantindo a não existência de "tempos mortos". Só o cinema e algum teatro são a excepção a esta incomodativa modorra. Faz-se, finalmente, um breve intervalo na "soap opera" da vida pública portuguesa. O ano, a dias de acabar, não teve nada de "espírito de Natal". Culmina, aliás, com a revisitação da velha "teoria da facada nas costas" retomada pelo mártir número um da já praticamente velha maioria. Para um ano absolutamente medíocre, eis um dia à sua altura. No quentinho das nossas casas ou de visita às casas dos outros, asseguremo-nos que nada se passa à nossa volta e façamos apenas de conta. Não foi isso que andámos afinal a fazer o ano todo?

Publicado por João Gonçalves 11:01:00 7 comentários Links para este post  


Dia de Natal

Hoje é dia de ser bom.

É dia de passar a mão pelo rosto das crianças, de falar e de ouvir com mavioso tom, de abraçar toda a gente e de oferecer lembranças.

É dia de pensar nos outros. coitadinhos. nos que padecem, de lhes darmos coragem para poderem continuar a aceitar a sua miséria, de perdoar aos nossos inimigos, mesmo aos que não merecem, de meditar sobre a nossa existência, tão efémera e tão séria.

Comove tanta fraternidade universal.

É só abrir o rádio e logo um coro de anjos, como se de anjos fosse, numa toada doce, de violas e banjos,

Entoa gravemente um hino ao Criador. E mal se extinguem os clamores plangentes, a voz do locutor anuncia o melhor dos detergentes.

De novo a melopeia inunda a Terra e o Céu e as vozes crescem num fervor patético.

(Vossa Excelência verificou a hora exacta em que o Menino Jesus nasceu? Não seja estúpido! Compre imediatamente um relógio de pulso antimagnético.)

Torna-se difícil caminhar nas preciosas ruas.

Toda a gente se acotovela, se multiplica em gestos, esfuziante.

Todos participam nas alegrias dos outros como se fossem suas e fazem adeuses enluvados aos bons amigos que passam mais distante.

Nas lojas, na luxúria das montras e dos escaparates, com subtis requintes de bom gosto e de engenhosa dinâmica, cintilam, sob o intenso fluxo de milhares de quilovates, as belas coisas inúteis de plástico, de metal, de vidro e de cerâmica.

Os olhos acorrem, num alvoroço liquefeito, ao chamamento voluptuoso dos brilhos e das cores.

É como se tudo aquilo nos dissesse directamente respeito, como se o Céu olhasse para nós e nos cobrisse de bênçãos e favores.

A Oratória de Bach embruxa a atmosfera do arruamento.

Adivinha-se uma roupagem diáfana a desembrulhar-se no ar.

E a gente, mesmo sem querer, entra no estabelecimento e compra. louvado seja o Senhor!. o que nunca tinha pensado comprado.

Mas a maior felicidade é a da gente pequena.

Naquela véspera santa a sua comoção é tanta, tanta, tanta, que nem dorme serena.

Cada menino abre um olhinho na noite incerta para ver se a aurora já está desperta.

De manhãzinha, salta da cama, corre à cozinha mesmo em pijama.

Ah!!!!!!!!!!

Na branda macieza da matutina luz aguarda-o a surpresa do Menino Jesus.

Jesus o doce Jesus, o mesmo que nasceu na manjedoura, veio pôr no sapatinho do Pedrinho uma metralhadora.

Que alegria reinou naquela casa em todo o santo dia!

O Pedrinho, estrategicamente escondido atrás das portas, fuzilava tudo com devastadoras rajadas e obrigava as criadas a caírem no chão como se fossem mortas:

Tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá.

Já está!

E fazia-as erguer para de novo matá-las.

E até mesmo a mamã e o sisudo papá fingiam que caíam crivados de balas.

Dia de Confraternização Universal, Dia de Amor, de Paz, de Felicidade, de Sonhos e Venturas.

É dia de Natal.

Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade. Glória a Deus nas Alturas.

Poema de Natal, António Gedeão



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Vimos, por este meio, agradecer a todos aqueles que, com a sua assiduidade, as suas críticas, indignações e apoio, assim como com as suas sugestões, têm permitido o sucesso continuado desta Grande Loja, e desejar-lhes um Santo e Feliz Natal, extensivo às respectivas famílias.

Publicado por Manuel 3:12:00 8 comentários Links para este post  



Humor Nobre



Cerca de 24 horas depois do início dos rumores, depois de várias manchetes e capas não desmentidas, o ministro do Ambiente, Luís Nobre Guedes, negou afinal hoje que alguma vez tenha ponderado a sua demissão do Governo, reafirmando que mantém a proposta de solução de tratamento mecânico e biológico dos resíduos sólidos urbanos da região Centro, em detrimento da construção de uma incineradora. Está tudo aqui. Estou para ver se por aqui alguém gasta uma letra que seja a tentar explicar mais este equívoco...

Publicado por Manuel 22:31:00 1 comentários Links para este post  


DEPRIMENTE: Clara Ferreira Alves ao Independente hoje: "Ando há anos a educar este povo". Não sei o que será pior: pessoas como esta estarem de facto convictas do que dizem ou o que dizem ser de facto verdade.

in Mar Salgado

Publicado por Manuel 20:17:00 1 comentários Links para este post  

Um destes dias, queixava-me amarguradamente de ter falhado este curso de pós-graduação. Uma alma amiga explicou-me que tal não fazia de mim nem um inculto, nem um selvagem, antes um rústico. Gostei da expressão, que seja um rústico, pois.

Publicado por Manuel 18:34:00 Links para este post  



dúvida...

Souto Moura, Procurador Geral da República, vai demitir, já com bastante atraso, Francisca Van Dunnen, "Coordenadora" do DIAP de Lisboa, ou vai esperar que ela se demita, como esta já confidenciou aos próximos, com estrondo, ajudada no marketing pelo lobby "B" ? Nestas coisas o timing é tudo, e a Chica leva bastante vantagem...

Publicado por Manuel 16:03:00 5 comentários Links para este post  



o ridículo ainda (não) mata...


PSD tem acordo pré-eleitoral com PPM e Partido da Terra

O PSD segue para as legislativas com um acordo pré-eleitoral com o Partido Popular Monárquico (PPM) e com o Movimento Partido da Terra (MPT), avança esta quinta-feira a RTP.

O anúncio deverá ser feito esta noite, por Pedro Santana Lopes, num jantar que reunirá os três partidos.

Na sequência deste acordo, cada um dos partidos (PPM e MPT) terá direito a dois deputados na próxima Assembleia da República.

segundo o Portugal Diário

Patético.

Publicado por Manuel 13:53:00 1 comentários Links para este post  

a anormal normalidade dos anormais

Às tantas, a meio do jogo Guimarães-Sporting (2-4 para a posteridade), a “aguerrida” “massa associativa” do Vitória insurgiu-se contra sabe-se lá o quê e desatou a arrancar cadeiras e a arremessá-las para dentro do “terreno de jogo”. Juntamente com as cadeiras, choveram isqueiros, moedas, porta-chaves e corta unhas, ao mesmo tempo que se ouvia um massivo bombardeamento de “impropérios”. No intervalo, “à saída para as cabines”, o árbitro teve que ser escoltado pela polícia de choque de escudos erguidos. Os “árbitros assistentes” também.
No fim do jogo, por alturas da “Flash-Interview”, o treinador da “equipa vimaranense”, ao ser confrontado com o comportamento da “sua massa adepta”, e questionado sobre se esperava “represálias por parte dos órgãos competentes da Liga”, afirmou, “serenamente”, que não - que nada de anormal se havia passado; que nada contrário ao que está estipulado “no regulamentos” se tinha verificado. Perante tal resposta, o jornalista, pois está claro, abandonou o assunto.

agora que isto está a acabar

Há que reconhecer que nem tudo foi em vão. Por exemplo, algumas expressões de uso meramente local foram adoptadas em pleno pelo léxico nacional. Estou a lembrar-me de santanice: um misto de sacanice com trapalhada. Ou de sacanagem com trapalhice.

Eduardo Nogueira Pinto

Publicado por Manuel 9:53:00 6 comentários Links para este post  



salon.com
"Eyes wide shut"



The world looked away when evil swept through Rwanda. Ten years later, a movie demands that we finally open our eyes.

Ler aqui.

Publicado por Manuel 1:34:00 1 comentários Links para este post  



alta mercearia...
...or an italian job

A Lusa avança que Joaquim Pina Moura, ex-ministro e actual Presidente da Iberdrola Portugal, vai ser nomeado membro do Conselho de Administração da EDP. Podia ser apenas um caso avulso, mais uma pirueta deste governo mas não é. more later

Publicado por Manuel 23:27:00 0 comentários Links para este post  



pequenos crimes entre amigos (act.)

É das regras: matematicamente, a única maneira de não se perder num casino é apostar sempre na jogada seguinte o dobro do que se apostou anteriormente (pressupondo fundos ilimitados...). Hoje à tarde, escrevia que o Dr. Portas tinha um problema no Dr. Bagão. Ora o Dr. Portas e o seu gurú, o Dr. Guedes, podem não perceber de números, mas sabem uma coisa ou outra de teoria de jogos. Agora à noitinha, ficámos a saber que o Dr. Nobre Guedes se picou com o Dr. Lopes. Demasiados voluntários para anunciar coisas a menos. O Dr. Lopes pôs-se a jeito, como habitualmente. O Dr. Guedes, e o PP, têm assim uma oportunidade soberana de fazer um hat-trick: fazem esquecer as trapalhadas do Dr. Bagão, humilham, e põem no sítio, o Dr. Lopes e o PSD, e marcam pontos numa área sensível e muito cara ao Eng. Sócrates - o Ambiente. Perverso, mas genialmente eficaz. [Ler mais aqui.]

P.S. a resposta à questão levantada por nós ontem sobre o Sr. Miguel Almeida, parece estar afinal no DN aqui... Nos entretantos, o Dr. Lopes rachou. Quem pode, pode.
P.S. 2. A Não perder os comentários, onde um expert em finanças públicas disserta sobre matemática orçamental...


Publicado por Manuel 21:20:00 12 comentários Links para este post  

Há factos menores que por ser Natal se calhar passam mais despercebidos. No mesmo dia em que se fica a saber que este Governo estourou 200.000 €uros com o já célebre encarte publicitário de propaganda ao Orçamento, ficamos a saber que esse mesmo Governo doou 20.000 €uros para a integração dos ciganos. Prioridades.

Publicado por Manuel 18:39:00 1 comentários Links para este post  

Marco António, o inenarrável Presidente da Distrital do Porto do PSD, que vai viver mais quatro aninhos à pala dos contribuintes, é citado pelo Público a afirmar...


Vamos procurar nomes que nunca envergonhem o Porto, mas vamos fazê-lo em todos os actos eleitorais. Até nas autárquicas. E há concelhos onde as listas vão ser aprovadas na distrital nome a nome. E não haverá nessas listas quem dá entrevistas que envergonham o partido e insultam os militantes com responsabilidades institucionais e políticas na vida autárquica.

Em suma, esta ameaça velada é um insulto às tradições do Partido Social Democrata, um insulto à liberdade de expressão e à democraticidade interna, além de mais um sinal de desespero de quem foi secretário de estado efectivo (ainda está por saber com que habilitações) por uns míseros quatro dias...

Publicado por Manuel 16:17:00 0 comentários Links para este post  

As coisas são o que são mas, por estes dias, Paulo Portas deve estar mesmo arrependido de ter tido a peregrina ideia de vender Bagão Félix ao Dr. Lopes como Ministro das Finanças... A brincar, a brincar, o Dr. Bagão, que tem revelado uma incontinência verbal notável, está-lhe a estragar todas as premissas em que ele se baseava quando decidiu correr sozinho.

Publicado por Manuel 14:54:00 0 comentários Links para este post  

João Miranda, um blasfemo, afirmou que ...


É uma má ideia usar o voto para punir a performance passada. Os eleitores devem decidir com base em conjecturas acerca da performance futura de cada candidato. O passado já passou.

Confesso que ainda não percebi se estava a falar a sério ou a gozar. Particularmente porque o mesmíssimo raciocínio pode ser usado para justificar a passagem administratativa dos estudantes.

Publicado por Manuel 13:55:00 3 comentários Links para este post  



Natal ou a derrota do pensamento

Mandam os costumes que se ofereçam coisas nesta época. A maldita tradição judaico-cristã que nos cruxifica diariamente, exige a mais radical hipocrisia. Eu, por norma, não ofereço nada ou muito pouco. Gosto, no entanto, de sugerir leituras. As que mais gosto, naturalmente. O excerto que coloco aqui de seguida pertence a um livro a que regresso amiúde. Não está "na moda" nem acabou de ser lançado. Tem o oportuno título de A Derrota do Pensamento e o seu autor é o filósofo francês Alain Finkielkraut (Dom Quixote, 1988). Serve para reflectir enquanto se deambula pelos corredores anónimos dos centros comerciais ou pelas ruas com luzinhas irritantes a tremeluzir por todo o lado. Passaram os anos porém a "mensagem", incómoda mas verdadeira, permanece.


Com a condição de trazer a assinatura de um grande estilista, um par de botas vale o mesmo que Shakespeare. E tudo em conformidade: uma banda desenhada que combima uma intriga palpitante com belas imagens vale o mesmo que um romance de Nabokov; o que as lolitas lêem vale o mesmo que a Lolita; um slogan publicitário eficaz vale o mesmo que um poema de Apollinaire ou de Francis Ponge; um ritmo de rock vale o mesmo que uma melodia de Duke Ellington; um bom jogo de futebol vale o mesmo que um bailado de Pina Bausch; um grande costureiro vale o mesmo que Manet, Picasso, Miguel Ângelo; a ópera de hoje - "a da vida, do clip, do jingle, do spot" - vale à vontade o mesmo que Verdi ou Wagner. O futebolista e o coreógrafo, o pintor e o costureiro, o escritor e o visualizador, o músico e o rocker são, com o mesmo direito, criadores. É preciso acabar com o preconceito escolar que reserva esta qualidade a alguns, e que mergulha os outros na subcultura. Ao desejo de humilhar Shakespeare, opôe-se assim o enobrecimento do estilista de calçado. Já não é a grande cultura que é dessacralizada, implacavelmente reconduzida ao nível dos gestos quotidianos realizados na sombra pelo comum dos homens - são o desporto, a moda, o ócio que forçam as portas da grande cultura. A absorção vingativa ou masoquista do culto ( a vida do espírito) no cultural (a existência costumeira) é substituída por uma espécie de alegre confusão que eleva a totalidade das práticas culturais à posição de grandes criações da humanidade.

Pensem nisto. "Have yourself a merry little christmas".

Publicado por João Gonçalves 13:32:00 2 comentários Links para este post  



Atirar a primeira pedra III

Muito interessante a desmontagem do tutano do encarte sobre o Orçamento feito pelo Pura Economia.

Como eu dizia, o governo correu novamente o risco do ridículo e obtem assim o resultado "com mérito e distinção".

Publicado por Rui MCB 13:31:00 2 comentários Links para este post  



Atirar a primeira pedra II

Como complemento ao texto anterior este outro do Estados da Nação.

Publicado por Rui MCB 13:15:00 0 comentários Links para este post  



Atirar a primeira pedra

Sim, talvez eu me possa indignar um bocadinho com a revista do orçamento que o governo pagou para sair hoje com alguns jornais. E a indignação virá muito mais da conjuntura política actual - a dois meses de eleições, com o governo em gestão, ter esta originalidade - do que do facto em si de se promover o orçamento na imprensa escrita.

Imagino que um governo possa recorrer aos media para sintetizar a lei do orçamento, nada de muito chocante desde que os custos da operação sejam conhecidos e o conteúdo não se fique pelo folheto propagandístico. Ainda assim preferia um maior investimento na melhoria da acessibilidade dos cidadãos a meios que lhes permitissem o acesso directo à lei.

O que me interessaria perguntar era se a dita revista trará valor acrescentado face ao que os jornais já decifraram? É um risco que o governo corre: fazer papel ridículo e apresentar mais uma prova de desperdício das parcas verbas públicas.

Não sei é se o PS que conta com Edite Estrela entre os seus executivos de topo terá os telhados bem protegidos para vir falar de cátedra.

Mas quem é que ainda se lembra do que se passou em Sintra nas últimas eleições autárquicas com uma célebre revista da Câmara Municipal onde figuravam imagens de campanha da então presidente (ver aqui e aqui)? Até houve sub-sequente condenação em tribunal...

É por estas e por outras que há muito tempo por aqui defendo que há matérias e percursos políticos que devem, no mínimo, ser sujeitos a quarentena sob pena de se transformarem em exemplos que destroem a tão preciosa integridade de quem quer ser crítico e apresentar-se como alternativa. Por isso não me venham agora acusar de deslealdade orgânica ou coisa que o valha, a mim também.

Fazer este sublinhado é fundamental para manter a minha integridade e um mínimo de coerência. Algo que eu gostaria ver ser tentado com mais afinco pelos nossos políticos.

Publicado por Rui MCB 11:51:00 3 comentários Links para este post  


Sobre o encarte de hoje

Não foi Jorge Sampaio, não foi Henrique Chaves, não foi o orçamento, não foi a falta de coordenação política, nem sequer o défice de credibilidade. O governo caiu porque acreditava genuinamente que o “povo” é parvo. Porque se julgavam muito melhores, porque se julgavam mais "espertos" que os outros. Constato hoje que insistem no mesmo erro.

[Rodrigo Moita de Deus]

PS: Temo que no dia 20 de Fevereiro, quando tiverem que arrumar os caixotes, continuem sem perceber esta explicação tão simples.

in Acidental

Publicado por Manuel 10:23:00 0 comentários Links para este post  

Ouço o senhor Edir Macedo, perdão o Dr. Bagão, no Jornal Nacional da TVI. Um chorrilho de lugares comuns a fazer lembrar o discurso de um pregador da Igreja Universal do Reino de Deus. Isso, e muita hipocrisia, amnésia e defaçatez. Agora a culpa é de Manuela Ferreira Leite, que cativo verbas em 2003 de 2004. O Dr. Bagão, o beato, declarou-se surpreendido com a prática como se não tivesse feito o mesmo enquanto Ministro da Segurança Social já para 2005... Detalhes. O circo segue dentro de momentos .

Publicado por Manuel 20:15:00 2 comentários Links para este post  



Juanita, a three-month mutt, dressed as Santa Claus is carried along a street in Porto, in northern Portugal, during a Santa Claus march, Sunday, Dec. 19, 2004. More then five thousand people dressed as Father Christmas marched in the second Portuguese city. (AP Photo/Paulo Duarte)

Publicado por Manuel 19:03:00 1 comentários Links para este post  



A conjuntura - pelo INE

A informação económica sobre os principais parceiros comerciais de Portugal aponta para a manutenção do perfil de abrandamento do crescimento económico. No plano interno, o indicador de clima económico estabilizou em Novembro, após três meses de abrandamento contínuo, e o indicador de actividade, com informação até Outubro, permaneceu em desaceleração, o que se observa desde Junho passado.

A informação quantitativa disponível revela um arrefecimento generalizado aos principais sectores de actividade. Ainda assim, o consumo privado apresentou alguma aceleração, que não aparece reflectida na confiança dos consumidores e dos empresários do comércio a retalho.

O indicador sobre o investimento estabilizou em Novembro, depois de ter apresentado evoluções menos desfavoráveis nos três meses anteriores. Os dados sobre o comércio externo, com informação até Setembro, revelam novos abrandamentos em ambos os fluxos, mantendo as importações um ritmo de crescimento superior ao das exportações. No mercado de trabalho, o indicador de emprego apresentou uma evolução ligeiramente menos desfavorável em Outubro, mas as expectativas dos agentes económicos agravaram-se mais uma vez em Novembro.

A inflação acelerou 0,4 pontos percentuais, por via de movimentos no mesmo sentido tanto na componente de bens como na de serviços, atingindo uma taxa de 2,5%.


in INE - Síntese Económica de Conjuntura

Publicado por Rui MCB 17:37:00 0 comentários Links para este post  



O dr. Lopes e o Dr. Bagão desconversaram numa comunicação ao país. Não é isso que me interessa agora. O que eu quero saber, e o Público pode plagiar-me à vontade se quiser, é o que estava a fazer no local dessa conferência de imprensa, em posição de destaque, um senhor chamado Miguel Almeida. Para quem não se lembra o boy foi chefe de gabinete do Dr. Lopes na CML, esteve para ser seu chefe de gabinete neste Governo, mas foi resguardado para Presidente do Conselho de Administração da EGF, uma empresa do Grupo Águas de Portugal, com salário e regalias a condizer. Certamente que o dito cujo não esteve na comunicação ao país na qualidade de Presidente do Conselho de Administração da EGF, e custa a acreditar que tenha estado na qualidade extra de assessor político do Dr. Lopes até porque tal parece formalmente incompatível com o outro tachito. Convinha investigar...

Publicado por Manuel 14:30:00 1 comentários Links para este post  


As Notícias que Nunca Saem na Primeira Página
(nem na última...)



Mohammed al-Durra é nome de poema e é também o nome do rapaz da foto. Vezes sem conta, as televisões mostraram-nos as imagens do rapaz aterrorizado e assassinado pelos impiedosos israelitas num dia de Setembro do ano 2000. Mohammed al-Durra foi capa de todos os jornais, assunto de todas as conversas e transformou-se num mártir e símbolo da nova Intifada palestiniana.

Talal Abu Rahma, o cameraman que captou os dramáticos momentos da morte da criança, acumulou prémios, entre eles o de "Best Cameraman of the Year", o "Prémio da Comunicação Cultural Norte-Sul", o Rory Peck Award e a Medalha de Bravura da Associação de Jornalistas Palestinianos.

Mais tarde, quase ninguém viu um documentário de uma cadeia de televisão alemã que demonstrou que o rapaz não podia ter sido morto pelas balas de Israel. Eu vi. Foi na SIC-Notícias, uma noite qualquer em 2002 ou 2003. A verdade inconveniente porque politicamente incorrecta é que o mártir palestiniano não teria sido morto por balas de Israel mas por balas palestinianas. Outros testemunhos apontavam no mesmo sentido. A notícia teve pouco impacto para lá das fronteiras de Israel. Encontrar notícia pró-Israel na Europa é como ver bom futebol no Estádio da Luz: só se vier de fora.

Levantaram-se então dúvidas sobre o cameraman. Do local onde ele se encontrava deveria ter sido capaz de perceber que os tiros que mataram Durra não poderiam ter sido disparados pelos soldados de Israel. No entanto, o laureado Talal até assinou um testemunho sobre o assunto.

O que se passou afinal? Um jornalista do Wall Street Journal garante que estamos em presença de uma falsificação: "it was nothing but a hoax". E conta-nos a história da manipulação, que teve total cobertura da cadeia de televisão France 2.

Talal Abu Rahma já se retratou e desmentiu o seu próprio testemunho e já passaram 20 dias sobre o assunto. E por cá? Nada nos nossos jornais... Afinal, o que é que interessa a verdade se a verdade contraria as nossas convicções?

no jaquinzinhos

Publicado por Manuel 12:02:00 1 comentários Links para este post  



Os Extremos do Nada

O novo conceito político que definiria o nosso País, se não fosse o lodaçal que é e alguém se predispusesse a teorizar o charco, teria que ser o de EXTREMO CENTRO.

Não há político minimamente no activo que, encarando as eleições de Fevereiro, não venha tentar conquistar este universo de escriturárias e donos de fiat's e renault's que é a misteriosa faixa eleitoral chamada, o Centro. Aqui reúnem-se as almas cálidas que decidem sempre os destinos deste pagode. De padeiros a banqueiros anicham-se os homens dos expedientes, ávidos, espertos, esfregando mãos e contratos, venha quem venha. A estes juntam-se também a maioria silenciosa que, de facto, é Portugal. Os indecisos, os corda-bambistas, os castigadores, as costureiras, etc., enfim, a verdadeira nação do Fado. (troquem as vogais e têm aquilo que verdadeiramente quis dizer).

Contrastando com a fuga dos desertos extremistas, (extrema direira e butões de punho (PP) e extrema esquerda, punhos (PCP) e problemas capilares (BE)) que não conquistam esta nação de babões bamboleantes nasce assim o novo eleitor alvo, o alvíssimo Extremo Centro , razão das insónias por 2 meses dos dois estarolas que querem poder dizer a partir de Fevereiro; "a bola é minha"... sentados, no insofismável CENTRO DO NADA.

Publicado por Visconti 10:19:00 0 comentários Links para este post  



insónia



Sem sono, ligo a TSF e estremunho. Parece que o Diário Económico cita o Dr. Bagão a alegar uma perigosa conspiração da banca, BPI e CGD, esta convém recordar é um banco pertença do Estado e com uma Administração novinha já nomeada por este governo onde até está a Dra. Celeste Cardona, que terão boicotado os planos do Governo de conter o déficit. Ouve-se e nem se estranha.

Publicado por Manuel 5:37:00 2 comentários Links para este post  



s t o p

Ia escrever qualquer coisa sobre o Dr. Barroso, aquele que se pirou para a Comissão Europeia. Ia, mas já não vou. Lembrei-me que este é um espaço para toda a família.

Publicado por Manuel 2:16:00 0 comentários Links para este post  



há dias assim...


Publicado por Manuel 1:00:00 Links para este post  

Como muito boa gente também eu não gosto especialmente do Dr. Cadilhe, é a pose, a panache, até, imaginem, a mulher, mas, e há sempre um mas, justiça seja feita, ele tem-se esforçado na API, que deve ser das poucas boas ideias desta maioria. Acontece que a API não existe no vácuo. Espero que o Rodrigo, depois de se ter informado sobre os resultados, que os há, corrija o tiro... Assim é demagogia barata.

Publicado por Manuel 20:44:00 5 comentários Links para este post  

Segundo a TSF fontes próximas do Dr. Rui Rio, primeiro vice-presidente do PSD, terão revelado que este terá sabido que o Dr. Lopes ia condecorar a saca-rolhas o Futebol Clube do Porto, hoje, na pessoa do Sr. Pinto da Costa, pela comunicação social. Mais, classificaram o evento, adiado, de eleitoralista. Nos entretantos Rui Rio, coerentemente, ainda não se demitiu, nem vai demitir, dos cargos que ocupa no PSD, e permanece uma dúvida, uma única dúvida, se a condecoração apressada fosse ao Major Valentim e ao Boavista, a indignação das fontes próximas seria a mesma ?

Publicado por Manuel 19:32:00 1 comentários Links para este post  

A notícia vem seca, depois do chumbo ao negócio do gás...


A Comissão Europeia chumbou a proposta do governo português para ceder temporariamente o direito de exploração de alguns imóveis do Estado, disse hoje fonte do gabinete do primeiro-ministro.

O Executivo queria transferir para um consórcio privado a exploração temporária de alguns imóveis do Estado, para com isso obter receitas extraordinárias e manter o défice orçamental abaixo dos três por cento do Produto Interno Bruto (PIB).

No entanto, o Eurostat recusou a operação e o Governo pode agora ficar com o problema de arranjar receitas extraordinárias capazes de garantirem que o défice fique dentro do limite estabelecido por Bruxelas.

A ideia do Executivo era encaixar uma receita com essa transferência de direito para os privados, para a partir de 2006 o Estado passar a pagar uma renda aos privados pela utilização dos mesmos edifícios.

... mas é de fácil tradução - neste momento este governo não tem receitas extraordinárias para manter o défice abaixo dos 3%. Em suma, apesar das múltiplas declarações do Dr. Lopes, da comunicação ao País do Dr. Bagão, a 10 dias do final do ano, este Governo não tem plano B, para conter o défice. Para os mais distraídos recorda-se que o problema vem de trás e não pode ser imputável à dissolução da Assembleia da República. Isto não é incompetência, isto é irresponsabilidade pura e dura. Não estivesse o governo demitido e em QUALQUER país normal esta era mais uma boa razão para o demitir. Ah, o Presidente da Comissão Europeia é o José... Barroso.


Publicado por Manuel 17:40:00 0 comentários Links para este post  



Teoria da Memória Parca

Uma das razões da falta de balizas morais, sociais e até culturais do nosso País é a leveza com que, mudando os nomes e quadros funcionais das instituições, se perde memória e toda uma plataforma de identidade nacional. Dou 1 exemplo e uma ressalva:

Qualquer governo que tome posse, trata logo de redefinir os institutos, as empresas públicas, etc. numa tentativa de mostrar "atitude" e "ideias" que na maioria das vezes redunda em custos inglórios e apagamento de percursos feitos, passado, história.

Em países como a Inglaterra, ou França, é factor de estabilidade social o facto de se ter criado lastro social nestes campos. Alguém pode dizer; "o meu avô já tinha sido administrador/cabo/recepcionista/etc. de tal e tal instituto, ou empresa pública".

Em Portugal em cada legislatura nacional, regional ou camarária é um ver se te afinfas às remodelações, renomeações, reagrupamentos seguidos dos habituais e inumeráveis renascimentos de departamentos, destacamentos e outros que tais adocicamentos da "coisa" pública.

A memória de todos nós ganha um borrão de apagamento.

Sr. futuro primeiro-ministro,

Ministre uns minutos a meditar sobre isto, evite a mais que certa e iminente remedicação nominativa do País. Os nomes e as estruturas precisam também elas de estabilidade. São importantes, mais do que as aberturas dos telejornais mendigam, por mais absurdo e louco que, eu sei, pareça.

Publicado por Visconti 15:11:00 0 comentários Links para este post  



O Tango

Há uns anos, num filme muito conhecido, alguém dizia que quando um cão não abana a cauda, trata-se de pôr a cauda a abanar o cão. Não sei se José Sócrates viu o filme ("Wag the Dog"/"Manobras na Casa Branca"), mas o facto é que ele está a cumprir a estratégia à risca, e a ganhar. De uma campanha eleitoral para umas eleições legislativas esperam-se grandes ideias, linhas de rumo, estratégias claras e concretas, isto quando elas existem. Quando não existem, bem, quando não existem pode sempre contar-se com o determinismo e casmurrice do adversário. Sócrates relançou o tema da co-incineração, e toda a gente foi atrás. A táctica não é nova, e funciona. Acontece que se o tema serve ao líder do PS, que mostra firmeza (?!), manifestamente não serve a uma campanha que se quer(eria) séria e esclarecedora. Percebe-se que quem ainda não tem ideias alinhavadas queira ganhar tempo com faits-divers, não se percebe é que tudo quanto seja partido parlamentar vá a correr atrás desses mesmos faits-divers, a não ser que afinal todos esses partidos parlamentares só saibam viver, também eles, de faits-divers. Sejamos claros, a co-incineração é uma questão importante, uma questão importante no âmbito de uma política global para o ambiente, não isoladamente, mas não é o cerne dos problemas do País. Eu quero é ouvir o Eng. Sócrates falar sobre a Reforma da Segurança Social, da Administração Pública, do Déficit, eu quero é saber contra que lobbies é que o Eng. Sócrates está verdadeiramente disposto a lutar. É claro que, enquanto não há ideias (há ?) sobre o essencial, se vai discutindo o acessório...

Publicado por Manuel 11:07:00 0 comentários Links para este post  

Os niveis de iliteracia e analfabetismo funcional dão no que dão. Manifestamente Luis Delgado, autor embevecido desta luminosa prosa no DN, nunca ouviu falar em Waterloo.

Publicado por Manuel 4:45:00 3 comentários Links para este post  


Em Lisboa decorre um jantar com Sócrates, e quem está na mesa de honra? Um tal independente que em tempos andou pela bandas do Durão Barroso e que agora é apresentado como troféu da nova vaga, um tal Valadares Tavares, que ainda em Setembro passado estava a fazer a "radiografia do país" na Universidade de Verão do PSD (Link).

in
Jumento

Todos Diferentes, Todos Iguais...

Publicado por Manuel 20:41:00 8 comentários Links para este post  



Ar puro, precisa-se!

Daqui a dois meses, temos eleições! Para escolher quem nos representará no Parlamento e quem nos governará, executando políticas de ensino, saúde, economia, justiça e as suas múltiplas declinações . A escolha para preencher os 230 lugares sentados do Parlamento, far-se-á entre listas de nomes que são apontados pelos directórios dos partidos.

Há muito que se discute a qualidade dos nossos políticos e políticas e se critica a falta delas. É até um lugar comum, dizer que em Portugal os políticos são maus - como se a excelência fosse regra e essa guarda avançada da sociedade, a excepção triste.

Entre os estudiosos do fenómeno avultam empiristas que debitam as suas teses em crónicas de fim de semana e há doutorados que as expôem em entrevistas de hora e meia, em conversas fragmentadas.

Neste grupo, anda Marques Bessa, professor do ISCSP e que na semana passada, em entrevista ao O Diabo, aviltrava, perguntado sobre o modo de erradicar a mediocridade da política...

Schumpeter, historiador e ministro da economia austríaco da década de 30, teorizou sobre a mediocridade na política. Seguindo a sua teoria, a mediocridade na política pode ser extinguida( sic) com a despartidarização da política abrindo esta actividade a outros quadrantes da sociedade , movimentos e associações cívicas, estabilizadas e com credibilidade. (...) Schumpeter constatou a dependência das elites das estruturas do Estado dos partidos, prevendo a sua degradação inexorável. Robert Michaels com a sua "Lei de Ferro da Oligarquia" quando tentou encontrar democracia no partido social democrata que investigou, deparou-se com uma forte ditadura partidária que só admitia para os postos-chaves quem muito bem entendia.
A seguir, à pergunta “Reformar o sistema político a fundo seria uma solução?, o prof. responde...
Uma reforma política profunda poderia dar uma certa saúde à democracia portuguesa, mas isso nenhum partido quer porque trucidaria valores próprios dos partidos. Como reparará, as forças políticas só falam no bem do partido, ou seja, no seu bem próprio, como ganhar as eleições, como explorar as fraquezas alheias, etc. Está errado: deviam pensar o que é que convém ao interesse do país e o que é que podemos fazer mais ou corrigir o que os nossos antecessores fizeram! Mas realmente o que fazem na prática, é ocupar lugares deixados vagos e continuarem na mesma política chã.

Depois de ler isto, apetece colocar estas questões a um Sérgio Sousa Pinto ou a um Marco António... sim, porque a um Marques Mendes, já não valeria sequer a pena.

Vasco Pulido Valente, esta semana, dizia a O Independente algumas coisas sobre o assunto.

Independente- Num artigo que escreveu há pouco tempo enumerava uma série de razões para termos maus políticos. Uma delas explicava que a política pode ser “uma vadiagem reconhecida e glorificada que atrai os piores”. Estava a pensar em termos abstractos ou era um diagnóstico concreto da realidade portuguesa?

Vasco Pulido Valente - Nem uma coisa nem outra. Estava a dar a lista das razões tradicionais que se tem apontado sucessivamente em Portugal, desde que há governos representativos, para termos maus políticos. Uma delas é que a política é uma actividade má que atrai as pessoas más. Malformadas, desonestas, corruptas.

Ind.- Isto vem na sequência de um artigo que Cavaco escreveu no “Expresso” sobre os políticos incompetentes...

VPV- Não, não. O professor Cavaco escreveu sobre os maus políticos portugueses. Essa é uma polémica muito antiga. É uma ideia muito velha que começa com Saint Simon no século XIX e que continua com Comte. Comte foi talvez, até mais que Marx, uma grande influência no pensamento político português. Por um lado, pelo “parti-pris” que tinha com os políticos que o levava a desejar uma sociedade dirigida por tecnocratas. Essa influência também se nota pela crença de que a melhor maneira de desenvolver economicamente uma sociedade é educar as pessoas. São ideias muito antigas e desactualizadas.

Ind
.- Vamos por partes. Porque é que um político não precisa de ser um técnico competente?

VPV
- O político tem é que ser capaz de gerir as forças sociais de maneira a introduzir certas reformas e ser capaz de escolher as reformas certas. Isso é que é o bom político. Um bom ministro das Obras Públicas não precisa de saber fazer pontes. Precisa de saber se se deve fazer a ponte ou não, onde é que se deve fazer e que espécie de ponte. Depois precisa de saber transmitir às pessoas a necessidade da ponte. Mas não tem que saber como é que se faz a ponte.

Ind
.- E porque é que a educação não é fundamental para o desenvolvimento do país?

VPV
-Nós temos dezenas de milhares de licenciados no desemprego. E já temos muita gente com mestrados também no desemprego.Uma das principais razões pelas quais temos tão maus resultados no ensino secundário e taxas de abandono tão altas é que a economia não os quer. Claro que a principal causa foi a massificação do ensino.Mas se houvesse mercado eram os próprios alunos que desde muito cedo tinham interesse em qualificar-se.Como não há uma relação visível entre o mercado de trabalho e a educação, esta começa a ser considerada quase desnecessária.

Ind-A solução poderia passar por tornar a educação numa coisa elitista?

VPV
- Uma educação completamente democratizada deve ter instituições elitistas. Nunca se pode fazer é aquilo que se fez em Portugal, que foi acabar com todas as instituições de elite. Deixa de haver um metro. E todos os sistemas de ensino precisam de ter um metro.Aquilo a que se chama em Portugal instituições de excelência não o são.Deixámos de ter um metro.Veja, por exemplo, que com tantos constitucionalistas ilustres continua a haver buracos na Constituição e se o primeiro-ministro tivesse abandonado funções, como ele chegou a ponderar com uma irresponsabilidade totalmente devastadora, que sempre foi a dele, aliás, criava-se uma crise constitucional gravíssima.
(...)

Ind
- Mas, fazendo parte da elite intelectual portuguesa, não deveria ter um papel de mudança mais activo?

VPV
- O problema não é de pessoas mas das instituições políticas portuguesas que promovem a escolha da mediocridade. Os círculos eleitorais actuais são enormes e favorecem a entrada na política das pessoas que querem tratar dos seus negócios. No Parlamento, onde se sentam 230 deputados, bastaria que lá estivessem 50 para funcionar em pleno.Todas as decisões são tomadas pelos chefes dos grupos parlamentares, os outros estão lá para se sentaram e levantarem quando os mandam. Os outros deputados não estão lá para dizer nada e ninguém espera que eles digam nada. Nem sequer sabemos o
nome dessa gente. Esta carreira política que não promove o mérito não atrai e não pode atrair ninguém de qualidade. Isto não é novo: o Eça conta que em algumas casas da burguesia os políticos não eram recebidos porque as senhoras tinham nojo.

Ind.- Foi membro do Governo e deputado. Chegou a ser político?

VPV
- Durante o período da Aliança Democrática, em 1978/80, a política era a minha profissão. Em 1995 estive lá durante escassos três meses e meio.
Ind.- Os círculos uninominais seriam uma solução para trazer os melhores para a política?

VPV- As coisas podem ficar ainda pior com um Parlamento cheio de Valentins Loureiros e de Avelinos Ferreira Torres,mas nesta República já percebemos que os que lá estão não servem; então, vamos experimentar outros. Os círculos uninominais põem as pessoas mais à prova e permitem que se assumam mais responsabilidades. Penso, por outro lado, que só membros eleitos dos partidos deviam eleger o respectivo chefe porque só eles têm responsabilidades perante o povo.Os delegados dos partidos são eleitos por pequenas maiorias que não representam ninguém e não têm qualquer responsabilidade perante o eleitorado. Estão lá para decidir que empreiteiro constrói a escola e a rotunda.As pessoas são eleitas chefes por serem as melhores segundo a máquina partidária e mais susceptíveis de ganhar as eleições. Não são os melhores que são escolhidos para defender os interesses do país e esta situação repele as outras pessoas a entrarem na política.

Hoje, no Público, um grupo de Docentes da Faculdade de Economia do Porto - Paulo Amaral de Sousa, José Peres Jorge, Maria do Rosário Moreira, Rui Henrique Alves e Samuel Alves Pereira- escreviam em colectivo, um artigo com algum interesse sobre a matéria, onde, além do mais, diziam...
Para nós, como para John Galbraith - esse grande economista de Harvard que tão profundamente estudou o Poder -, existe uma mais preponderante fonte de poder: a organização. É que ainda nenhum estudo ou inquérito foi feito para que se apurasse o número e a qualidade de todos aqueles que tomam (ou tomariam) a iniciativa individual de se aproximar da política e que são, pura, simples e literalmente, esmagados nas suas mais nobres pretensões por essas gigantescas máquinas que são os aparelhos partidários. Como podem aqueles jovens, os mais capacitados, os mais sonhadores, os mais tocados pela vocação política - que os há ainda muitos - combater sozinhos a barragem intransponível que enfrentam nas portadas dos partidos? Como podem eles se levam como únicos aliados os seus ideais? O pé do elefante é demasiado pesado mesmo para a mais determinada formiga... Por vezes apelam à participação destes sonhadores, sim, mas apenas para fazer número, para fazer de figurantes, em jantares e em festividades do partido...

É aos líderes que compete fazer cair estas barreiras. Têm essa responsabilidade patriótica, esse dever cívico. No entanto, no discurso político oficial e oficioso destes não se lobriga o menor vislumbre de intenção ou de planos de promoção da qualidade no seio das organizações que dirigem. Se eles não tomam a iniciativa de facilitar o acesso de gente de qualidade aos partidos, quem mais a poderá tomar? Os melhores bem que podem acorrer todos aos partidos... mas de lá todos vêm recambiados, pois que não vão em grupo organizado, ou sequer em grupo. Se estivessem organizados, constituiriam uma força política e o problema de que padece a nação portuguesa não existiria.

Talvez o escrutínio público pressione os líderes a deixar vingar os mais competentes nos partidos. Por isso, aqui fica uma palavra de repto à comunicação social: perguntem aos dirigentes partidários, todos os dias, todos os meses, todos os anos, nas televisões, nas rádios, nos jornais, pelas medidas que tomaram, nesse dia, nesse mês, nesse ano, para promover a vinda de novos valores para a vida política. “


Não estou a ver como é que o PS e o PSD, num futuro condicional, vão mudar o ambiente político, expurgando-o dos espectros que lhe empestam o ar... e por isso vamos continuar a ler cronistas, professores e comentadores a lamentarem o ar que respiram.

Não será tempo de fazer entrar ar puro, como diz um outro para aí?!

Publicado por josé 18:38:00 1 comentários Links para este post  



Vasco Ppulido Valente
"A Dúvida de Cavaco"


Cavaco pergunta se em 2015 ou 2020 vamos ficar ao lado da França e da Alemanha ou ao lado Roménia, Bulgária, Estónia, Letónia, Lituânia e Polónia. Por outras palavras, Cavaco pergunta se vamos ficar na "verdadeira" Europa, a do Ocidente, ou, como sempre, vamos continuar à margem. Boa pergunta, velha pergunta. O actual desespero do país não deriva no fundo da estagnação económica (tivemos pior), nem da crise política (tivemos muito pior). O que nos preocupa, o que nos rói é o "atraso", a "distância" que aumenta e nos separa da "civilização". Queríamos ser como "eles" são "lá fora" e até, um breve momento, pensámos que seríamos, mas parece agora que não somos, nem nunca seremos. Esta humilhação, esta catástrofe, desabou invariavelmente sobre Portugal, quando, a seguir a um período de amargo isolamento, a comunicação com a Europa (repito com a do Ocidente, o nosso modelo) foi intensa e fácil, e permitiu a esperança de um país "regenerado" ou "modernizado" ou "renovado", que se recusou a nascer. Em 1851, depois do absolutismo e das guerras civis, durante o "fontismo", Portugal sonhou ardentemente com a Europa. Quinze anos mais tarde, o sonho estava desfeito e, em seu lugar, já se instalara um abatimento, um desprezo e um azedume, que Eça exprimiu melhor do que ninguém e fez dele o escritor perene da língua. A Pátria "decadente" não passava, afinal, de uma coisa risível. E à volta dessa "coisa" mesquinha e sem destino, a República e a Ditadura tornaram a levantar a muralha da China. A ideia da Europa era interdita; era uma veleidade sem sentido. Com o "25 de Abril", Soares, primeiro, e Cavaco, depois, ressuscitaram a grande fantasia nacional. Desta vez, sim. Portugal pertencia oficialmente à Europa, Portugal ia mesmo "sair da cauda da Europa". O "fontismo" trouxera a "ordem" e o comboio. O "cavaquismo" trouxe virtuosamente o Estado Previdência e a auto-estrada. O país, no essencial, não mudou. Em pouco tempo, afogado em dívidas, caía na sua habitual tristeza e esbracejava à procura de uma salvação qualquer. Infelizmente, hoje não há sequer um Eça para contar a história.

in Público

Publicado por Manuel 16:30:00 1 comentários Links para este post  

Sou um inculto, confesso, um perfeito selvagem, mas agora percebo porquê. Tenho uma deficiente formação académica, falhei esta pós-graduação da Universidade Lusófona...


Curso de Formação/Especialização em relacionamento Pessoal em Sociedade

  • 1 – Objectivos

    Proporcionar o desenvolvimento de capacidades de relacionamento interpessoal e de comunicação, de direcção de pessoas, bem como implementar as capacidades de prototipagem rápida e de desenho de modelos a seguir em situações de convívio em sociedade.

  • 2 – Destinatários

    Todos os interessados na arte de viver em sociedade especificamente em assuntos de bem receber, etiqueta e protocolo bem como apresentação e imagem.

  • 3 – Metodologia

    Expositiva e participativa através da constituição de grupos para aplicação das componentes teóricas em casos práticos.

  • 4 – Conteúdo Programático

    • Módulo I – Imagem - Pessoal
      • No masculino e no feminino:
      • Vestuário formal e informal.
      • Situações especiais, actos de cerimónia.
      • Integração e ascensão social.
    • Módulo II – Etiqueta e protocolo
      • No dia-a-dia, no espaço público.
      • Protocolo oficial e empresarial.
      • Actos públicos, religiosos, desportivos e sociais.
      • Banquetes e congressos.
    • Módulo III – Saber receber/eventos sociais
      • Informal, semi-formal, formal e super-formal.
      • Tipos de refeição.
      • Deveres dos convidados.
      • Eventos sociais-saber organizar.
      • Particulares e profissionais.
    • Módulo IV – Regras de convivência em familia
      • Educação básica das crianças.
      • Primeira sociabilização na escola e relação com os professores.
      • Primeiro contacto das famílias, preparação para o casamento, cerimónia civil, religiosa e a festa.
      • Luto.
  • 5 – Duração

    32 horas
    Regime pós-laboral (sextas-feiras das 18.30h às 22.30h; sábados das 9h às 13h).

  • 6 – Realização

    De 16 Janeiro a 7 de Fevereiro de 2004

  • 7 – Local

    Biblioteca Victor de Sá da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias,
    Av. Do Campo Grande, nº 380 B, Lisboa

  • 8 – Número de participantes

    Máximo de 20

  • 9 – Certificado
    Será emitido um certificado

  • 10 – Formadora

    Paula Bobone

Publicado por Manuel 13:32:00 6 comentários Links para este post  

Marques Mendes descobriu que não há diferenças entre o Eng. Sócrates e o Dr. Lopes. O problema é que tem razão.

Publicado por Manuel 11:14:00 7 comentários Links para este post  

A nossa classe política, particularmente a que até quer choques tecnológicos, devia ler com muita atenção este artigo da BBC.

Publicado por Manuel 22:54:00 2 comentários Links para este post  

Um Ucraniano foi baleado e roubado por jovens portugueses. Se tivesse sido ao contrário era manchete, assim é uma nota de rodapé.

Publicado por Manuel 22:19:00 1 comentários Links para este post  

O Dr. Lopes, primeiro ministro demitido, líder do PSD e candidato deste Partido às próximas legislativas, deu esta noite uma entrevista à TVI, entrevista essa conduzida por Constança Cunha e Sá. Única perplexidade, o facto de a entrevista ser transmitida a partir da Residência oficial do Primeiro-Ministro. Quanto ao resto, tudo dentro do esperado, desde o absoluto rigor e profissionalismo da entrevistadora até à monumental lata do Dr. Lopes, que andou sempre à volta da tese da incubadora, se bem que agora com novas roupagens, já com cicatrizes e facadas à mistura. Quanto ao resto, demagogia, demagogia e mais demagogia, até "nem nunca pediu para ser Primeiro-Ministro". Nem com bruxas de Valbom ou Pais de Santo d'Além-Mar o Dr. Lopes convence quem quer que seja que tem uma ideia, um desígnio sequer para o País; terá muitos para ele, para o País não tem. Não vou falar das alegadas reformas que não deixaram o Dr. Lopes fazer, até porque não mencionou a única digna desse nome, mas não deixa de ser relevante que se tenha referido a Henrique Chaves, ao seu ministro Henrique Chaves, como alguém de quem a imprensa - sempre a fixação na imprensa - dizia ser politicamente inexistente. Sem querer, o Dr. Lopes fez o retrato fiel do seu Governo - algo que de facto nunca existiu, muito menos funcionou, como ente único. Por piedade também não vou falar, e não é da Irlanda, é dos números aqui do lado, de Espanha...

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O Correio da Manhã traz hoje uma prosa que se inícia assim...


O ministro das Finanças, Bagão Félix, autorizou os serviços ficais a notificarem a Liga, a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e os clubes para liquidarem as dívidas relacionadas com o ‘Totonegócio’. O montante, que ronda os 21 milhões de euros, terá que ser pago até ao final do ano.

Bem aventurado país este onde até para alguns contribuintes, especiais, serem notificados, é preciso a autorização e o visto do ministro da tutela, e não me digam que é da burocracia. Dito isto, é evidente, até pelas verbas envolvidas, que não se trata de nenhum esforço de tapar o défice, temos isso sim uma política de terra queimada que visa trazer à superfície casos polémicos e assim entalar o Eng. Sócrates. Não vale também a pena, a ser verdade o referido na notícia, comentar a compatibilidade desta com declarações recentes de Vasco Valdez, ex secretário de Estado dos Assuntos Fiscais de Durão Barroso, que referiam os donos da bola como contribuintes exemplares... De qualquer modo, e apesar do tal apoio, já mencionado, do Sr. Pinto da Costa espera-se, sem ilusões, uma reação de José Sócrates, daquelas silenciosas q.b.

Publicado por Manuel 19:30:00 0 comentários Links para este post  

Parece que o PS do Porto estará aberto ao apoio, que nunca é inocente, muito menos gratuito, de Pinto da Costa nas próximas autárquicas. Tudo muito conveniente. Para ficar perfeito, só falta mesmo o Eng. Sócrates anunciar que o Dr. Ferro será o seu próximo Ministro da Justiça. Há gente que não tem emenda.

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Vasco Pulido Valente
"Disciplina e Autoridade "


Quando a direita se apanha num aperto ou, por qualquer razão, se acha prejudicada, o primeiro remédio que lhe ocorre é reforçar a autoridade. O mal está sempre na falta ou na fraqueza da autoridade. O bem está sempre na autoridade absoluta e de preferência pessoal. Basta ver como esse velho instinto veio agora à superfície. Paulo Portas foi à televisão e não parou de fazer o elogio da disciplina: da disciplina do seu partido, dos seus ministros, dos seus deputados. Não há de facto virtude como a disciplina. Sobretudo se é ele a mandar. Com preocupações mais mundanas, Luís Nobre Guedes quer um referendo constitucional. Para quê? Para fazer do Presidente um ornamento inerme e concentrar o poder na maioria (na maioria do PSD e do CDS, como se compreenderá). Mas para que essa maioria ande direitinha e não caia na asneira de se dividir, a comissão política do PSD proibiu opiniões (coisa perigosa) no seu grupo parlamentar. Daqui em diante só se permitirá uma opinião, a opinião do chefe, e quem discordar dela - olho da rua. Melhor ainda: a comissão política do PSD exige a cada deputado um impecável "comportamento" profissional, político e privado e um zelo sem limites pelo ente supremo do partido (calculo que se estabelecerá uma polícia, necessariamente secreta, para a devida vigilância). Isto, este exército de eunucos, que pareceria suficiente ao cidadão comum, não chega a Rui Rio. Rio lamenta que o poder político seja hoje "fraquíssimo", muito mais fraco do que durante a ditadura do saudoso prof. Salazar. Rio deseja do coração um poder político capaz de eliminar ou, pelo menos, submeter os poderes fácticos. Sem esse poder, avisa ele, o país não é "governável". Para se tornar "governável", precisa presumivelmente (embora Rui Rio não se alargue sobre o assunto) da milagrosa aparição de um Salazar democrático e talvez de um bocadinho de censura e pancada. O Salazar original costumava observar - e não se enganava inteiramente - que os portugueses, quando por inadvertência caem na democracia, começam logo à procura de maneiras de a subverter. A nova direita de Santana e Portas voltou, como era fatal, a essa nobre tradição. No fundo, voltou à sua verdadeira natureza.

in Público

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A imprensa deste fim de semana perorou languidamente sobre a ilegalidade latente caso se confirme que alguns magistrados distintos da nossa praça eram, ao arrepio da lei, bem pagos por leccionarem, e legitimarem, a Universidade Portucalense, presentemente em liquidação. Um caso a não perder de vista.

Publicado por Manuel 13:25:00 0 comentários Links para este post  



A one-month-old dolphin named Zeus swims beside its mother, Mancha, at the Madrid Zoo December 17, 2004. Zeus weighed 12 kilos and measured 90 centimeters long when born on November 4, and is expected to nearly double its weight in its first two months of life. REUTERS/Paul Hann

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Humor Negro, ou a ineficácia dos ataques preventivos...


Atendendo a notícias hoje publicadas na Comunicação Social, vêm a Direcção do Boavista F.C. e a Administração da Boavista F.C., Futebol, SAD, informar o seguinte:

1. Desconhecemos totalmente o facto de, supostamente, o Presidente destas Instituições ter sido alvo de escutas telefónicas;

2. Caso o tenha sido, mais uma vez é violado o Segredo de Justiça, pelo que, conforme fizemos em casos anteriores, apresentaremos a devida participação junto do Sr. Procurador-Geral da República contra quem praticou tal crime.

3. Quanto à matéria descrita, é falsa, pelo que os autores de tais notícias serão judicialmente responsabilizados.

4. Aguardamos serena e tranquilamente pelo desenrolar do processo em causa, cujos contornos e objectivos se começam a tornar evidentes.

5. No entanto, que fique muito claro:
Caso se venham a verificar as diligências futuras anunciadas em tais notícias no dito processo, provada ficará a total promiscuidade entre a Comunicação Social e os Agentes da Justiça relacionados com este caso, que não poderão deixar de ser responsabilizados por tal situação.

6. Aliás, hoje mesmo o Presidente destas Instituições remeteu cartas aos titulares do Processo, disponibilizando-se para qualquer depoimento que entendam necessário, pois, até ao momento, jamais foi chamado a fazê-lo.

7. Quanto ao mais, reafirmamos que o sucesso desportivo desta Instituição, que está na génese destas notícias e da sua envolvente, se deve exclusivamente à qualidade e profissionalismo do seu Grupo de Trabalho e, se dúvidas houvesse, o facto de o processo em causa existir há já oito meses ainda mais prova tal realidade, dada a nossa actual classificação. Reafirmamos ainda que todas estas situações e notícias ainda nos conferem mais vontade de lutar para engrandecer estas Instituições, com a dignidade e resistência que sempre tivemos contra quem, sem conseguir, nos tenta menorizar.

Porto, 17 de Dezembro de 2004

A Direcção do Boavista F.C.

A Administração da Boavista F.C., Futebol, SAD

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Men walk as day breaks in Havana, Cuba on Friday Dec. 17, 2004. (AP Photo/Dario Lopez-Mills)

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um epitáfio

O dr. Rui Rio terá afirmado um destes dias, a propósito do affaire Apito Dourado e do Presidente do Futebol Clube do Porto, qualquer coisa como... "Não quero falar de futebol, até por decoro face ao actual momento, mas acho que a prática me tem vindo a dar razão. Já tinha ouvido falar no Bernard Tapie e no Gil y Gil...". Na resposta, Pinto da Costa, colando-se ao PS, promete uma intifada (liderada ou não por ele) contra Rui Rio, nas legislativas e autárquicas. Tudo isto é triste, tudo isto é fado, porque, infelizmente, nos dias que correm já pouco resta do Rui Rio do Toto-Negócio. Rui Rio é, por estes dias, um político cinzentão, parte integrante do sistema. Associou-se despudoramente a Valentim Loureiro (ficava-lhe bem, mas com limites, estar grato por ter tido condições para concorrer à Câmara do Porto) na sua cruzada cega contra Menezes, não percebendo o óbvio - acabou transformado num Menezes de sinal contrário, facto que o célebre abraço entre os dois demonstrou à exaustão. E, sobretudo, esqueceu algumas coisas básicas que tão bem soube no passado, como que às vezes é preferível perder para se ganhar (ou manter a alma). Agora, e sem qualquer espécie de decoro, associou Pinto da Costa a Tapie e Gil y Gil por causa do Apito, mas é esse mesmo Apito que já ouviu o Major, e já foi ao Metro e até, em cortesia, à Câmara do Porto, que também está incontornavelmente associado a ele. Não consta que tenha sido Pinto da Costa que tenha mantido o Major no Metro do Porto, ou na Junta Metropolitana - foi antes Rui Rio. Talvez a julgar que sobrevivia, Rui Rio suicidou-se politicamente, talvez seja essa a solução para se manter mais uns anos à tona. Pela parte que me toca, gostava mais do outro Rui Rio, do da refiliação, que foi Secretário Geral e se fartou de Marcelo e do Aparelho, do inconformado, do lutador, do perdedor incontinente, se gostava. Dito isto, as coisas são o que são, o meu Rui Rio morreu. Viva Rui Rio.

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Consta que vai ser publicada nos próximos dias uma curiosa e dramática entrevista de José Luis Arnaut num conhecido semanário, o mesmo que, por sinal, trará também mais uma pungente sondagem, daquelas que tanto afligem o Sr. Relvas... Confesso que aguardo ansiosamente a explicação que José Luis Arnaut vai dar para o facto de uma missiva sua ao Eng. Álvaro Barreto ter chegado primeiro à primeira página de um diário que à secretária do destinatário... Não lhe perguntarem isso é, isso sim, um caso flagrante de promiscuidade.

Publicado por Manuel 21:50:00 1 comentários Links para este post  



"Uma História Portuguesa"


O sr. Carlos Silvino começou a depôr no julgamento do processo "Casa Pia". Para além de confessar a autoria de crimes de natureza sexual executados com menores entregues à tutela do Estado, Silvino contou igualmente parte da sua história. Entrou menino para a instituição e ainda menino foi alvo de violações e de tratos afins. Aos catorze anos passou-lhe pela cabeça suicidar-se. Desde funcionários a professores, até ao padre da "casa", todos, segundo o depoente, o sujeitaram, a ele e a outras crianças, às maiores violências de índole sexual. A estratégia da sua defesa passou também por implicar os restantes arguidos deste processo. Esta "história portuguesa" nada tem de edificante nem deve ser motivo de exaltação para qualquer das partes. Ela é reveladora da profunda miséria humana e moral que se esconde nas profundezas de uma sociedade hipócrita, beata e moralista como é a nossa. Pensar-se que esta monstruosidade ocorre dentro das paredes de instituições públicas, criadas precisamente com propósito de proteger e tutelar quem lá está dentro, torna tudo infinitamente mais dramático. Carlos Silvino, simultaneamente vítima e carrasco, é apenas um exemplo infeliz de uma situação demasiado incómoda porque demasiado verdadeira. O Portugal "moderno", começado a construir ainda sob o olhar complacente de Marcello Caetano nos anos 70 e "transformado" pela "democracia" a partir dos anos 80, oculta estas perversões debaixo das promessas de redenção política e cívica de todas as proveniências. São quistos gerados no corpo da própria engrenagem oficial e oficiosa, laica ou religiosa. Não nos iludamos. Continua-se a preparar para a não-vida dezenas de Carlos Silvinos entregues a organismos públicos. A incúria, disfarçada por um assistencialismo primário e demagógico, não garante nenhuma espécie de protecção para estes deserdados, desde cedo abandonados à sua má sorte. Toda a "psicologia" do mundo não cabe no universo torturado destes meninos precocemente envelhecidos. Carlos Silvino, com maior ou menor sinceridade, conta uma história que nos devia fazer corar de vergonha. Porém, no quentinho da época mais cínica do ano e prenhe de "bons sentimentos", quem é que tem tempo para se lembrar do "outro" que se está a afundar mesmo ali ao nosso lado?

in Portugal dos Pequeninos

Publicado por Manuel 19:35:00 1 comentários Links para este post  



washington times
Coming geopolitical quakes

Para ler, e meditar, aqui.

Publicado por Manuel 17:11:00 0 comentários Links para este post  

O Sr. Miguel Relvas, ainda secretário-geral do PSD, faz publicar hoje no DN uma curiosa prosa onde apela à transparência. Trasparência nas sondagens, isto é. Ficamos a aguardar, até por via das espantosas conclusões do Tribunal Constitucional, que na próxima semana Miguel Relvas venha também apelar à transparência noutras frentes, como sedes emprestadas, espaços cedidos, beneméritos que pagam materiais de campanha e cedem meios logísticos, etc e tal... Que venha apelar e que dê o exemplo, a não ser que o PS se adiante, se é que o Dr. Coelho deixa...

Publicado por Manuel 14:50:00 0 comentários Links para este post  



Polémica sanitária no Parlamento da Madeira



Ao fazer o número habitual de circo, Alberto João Jardim esperava dominar placidamente as almas dos deputados, interrompendo ciclicamente, ou melhor, caciquelicamente. Esperava isto...



Saiu-lhe em vez um episódio que os Ingleses denominam de "and the shit hit the fan"...



Com o líder socialista a acusar um dos boys do rei do Carnaval de ter saído da pobreza assim, ora vejam...


Publicado por Visconti 13:56:00 1 comentários Links para este post  



Debates decadentes

Vindo daqui, deste blog de culto, o postal "Decadência", sai directamente das páginas de A Queda de um Anjo, novela camiliana por excelência, satírica qb e romântica por feitio. Actualíssima também, no tema; e preciosíssima nos ensinamentos linguísticos que nos faltam para colorir um discurso cinzento.

A transcrita passagem de camiliana, refere-se a um debate parlamentar, no Parlamento dos finais do séc XIX, entre um deputado vindo das bandas de Trás-os- Montes de seu nome Calisto Elói, o herói da novela e ultra preparado na leitura dos clássicos e neo-clássicos e um dr. Libório impante de verve, ainda mais gongórico que o legitimista das berças.


(...)Eu queria-me entender com o sr. Deputado, a fim de tirarmos algum proveito deste debate; mas S.Excª, pelos modos por me ver assim minguado de afeites poéticos, acoima-me de absurdidade, e despreza-me!...Valha-me Deus! Se o sr. dr. Libório me não lançasse da sua presença com tamanho desamor, havia de perguntar-lhe por que foram Atenas e Roma bem morigeradas quando pobres, e corrompidas quando ricas e luxuosas. Havia de perguntar-lhe que artes e ciências progrediram entre os Sibaritas e Lídios, povos que a mais elevado grau de luxo subiram. Havia de perguntar-lhe por que foi que os Persas acaudilhados por Ciro, cortados de vida áspera e privada do necessário, subjugaram as nações opulentas. Havia de perguntar-lhe por que foram os Persas, logo que se deram às delícias do luxo, vencidos pelos Lacedemónios.A suprema verdade, sr. Presidente, a verdade que os arrebiques da retórica não sofismam é que, à medida que os impérios antigos se locupletavam, o luxo ia de foz em fora, e os costumes a desbragarem-se gradualmente, e o pulso da independência a quebrantar-se, e os cimentos das nações a estremecerem. Depois, era o cair do Egipto, da pérsia, da Grécia e Roma.

Camilo Castelo Branco, "A Queda dum Anjo"

Agora, para contraste, tirado das páginas do Jornal de Notícias de hoje, o relato circunstanciado de um outro debate parlamentar, de ontem, desta vez na nossa pérola do Atlântico, onde um eleito por décadas rege os destinos da região, contreito à democracia e refeito deste tipo de garbo linguístico...

Jacinto Serrão, que interpelava o vice-presidente do Governo Regional, a determinado momento foi "provocado" por Alberto João Jardim. O presidente do PS respondeu e disse que o discurso do presidente do Governo Regional "não dava para acordar um rinoceronte" - Jardim no discurso de abertura da discussão do programa de Governo falou durante mais de duas horas. A partir desse momento, Jaime Ramos reagiu, afirmando que Jacinto Serrão é um "burro e um gatuno" . E rematou "Rinoceronte és tu, que estavas a dormir". Na altura, as provocações substituíram o debate político, sem que o presidente da Assembleia pudesse pôr termo à situação. O diálogo entre os dois políticos era feito num tom muito alto e sem nenhuma formalidade. "Antes de vires para o Poder estavas a vender sifões de retrete e andavas de jerico. Agora és milionário e não sabes como. Onde arranjaste o dinheiro?", afirmava Jacinto Serrão. Jaime Ramos repetiu várias vezes que o líder do PS Madeira era "um gatuno e um burro".

Só nos restaria rir, se o assunto não fosse sério e exemplo do mais despudorado despautério!
Todos acham piada, desvalorizam o episódio e continua a boçalidade, sem qualquer consequência.

Para o carnaval, falta pouco mais de um mês. Porém, parafraseando outro blog de culto, há sítios em que o carnaval é todos os dias...

Publicado por josé 11:29:00 1 comentários Links para este post  



Alice ao Espelho...


Enganos

Há momentos em que é preciso guardar os estatutos e fechar os códigos. Em que se torna urgente uma reflexão em que a boa-fé e a boa-vontade permitam uma avaliação moral dos procedimentos. Os magistrados formam uma casta que, do ponto de vista da opinião pública, deambula nos territórios da impunidade. Da impunidade criminal, ou disciplinar, ou social. Se de facto não é assim, a verdade é que, às vezes, o parece.

A justiça alimenta-se do seu próprio gigantismo: dos seus túneis, dos seus segredos, dos seus rituais e dos seus ridículos. Vive para si e para a ideia que de si mesmo constrói. O poder de que é depositária não é uma virtude mas um orgulho. Uma espécie de pecado venial, feito à base de normas e desvarios.

Os magistrados não dialogam: discutem. Ou impõem. Talvez por isso, o direito que se faz não seja, socialmente, perceptível. O cidadão desconfia e com razão. Não há um que seja que não tenha uma estória, sua ou alheia, em que o dislate judicial se confunde com a injustiça.

Há uns meses, a Ordem dos Advogados trouxe à baila uma Galeria dos Horrores Judiciários. Juízes e procuradores encolheram os ombros, como se nada daquilo lhes dissesse respeito. Passaram por cima, numa vocação esquizofrénica que vai de magistrado em magistrado até ao delírio corporativo.

É certo que não estavam lá todos os horrores: faltaram, pelo menos, os que eu conheço. Aqueles que, se calhar, eu nunca direi – por razões de oportunidade. Na justiça, a denúncia nunca é oportuna. Na justiça, o silêncio é uma estranha maneira de cultivar a inteligência. Ou a sobrevivência.

Falta à justiça uma ética. Falta aos magistrados um pouco mais de pudor. O que falo são generalidades, com os riscos das injustiças que daí decorrem. Sei das excepções, muitas mas isoladas. Sei dos que acreditam, ainda que de um modo envergonhado. Todavia, o tempo parece estar a contento dos outros, dos que fazem do dever de reserva uma reserva de enganos.

in Direitos

Publicado por Manuel 1:11:00 3 comentários Links para este post  

Eu sei que não tem nada a ver mas em nome da transparência e da credibilidade do regime seria muito útil que PS, PSD, PP, BE e PC tornassem públicas, em tempo real, as suas contas de campanha assim como a identidade dos beneméritos...

Publicado por Manuel 23:39:00 2 comentários Links para este post  



alerta dourado

parece que Octávio L., o ainda jornalista do Correio da Manhã, tornado célebre por gravar as suas conversas com o mundo e depois "perder" as cassestes das mesmas, mudou a sua atenção do Processo Pio para o Apito Dourado. Pelo menos foi visto à pesca algures na zona norte por estes dias. A Grande Loja ainda não sabe se foi revistado nem tem notícias do transvio de mais cassetes.

Publicado por Manuel 22:32:00 0 comentários Links para este post  

O secretário de Estado adjunto do Ministério da Administração Interna, Paulo Pereira Coelho, que esteve na origem do pedido de demissão do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC), afirmou-se "envergonhado" com o organismo, que acusa de desconhecer "que riscos existem em Portugal e com que meios os pode combater". O secretário de Estado Paulo Pereira Coelho vai recorrer aos tribunais contra a difusão, hoje, de declarações suas que diz terem sido «gravadas clandestinamente» durante uma reunião de trabalho. Em suma, o secretário de Estado adjunto do Ministério da Administração Interna, Paulo Pereira Coelho, tem um discurso para consumo público e um outro para consumo privado, algo a que se costuma chamar hipocrisia. Já agora, que é que a criatura fez no Governo, que foi, haverá algo de que terá sido realmente responsável ?...

Publicado por Manuel 20:59:00 0 comentários Links para este post  


(...) Feitas as contas, o acordo tem, para o CDS, todas as vantagens. Garante-lhe o poder sem precisar de o regatear, no caso de a direita obter votos e deputados suficientes para isso. E, acima de tudo, dá-lhe o conforto de minimizar o efeito, potencialmente devastador, do voto útil no PSD.

Quanto a Santana, as possíveis vantagens da desvinculação do CDS e das listas separadas, na tentativa de não perder votos ao centro, são anuladas pelo acordo de Governo. Nenhum eleitor de centro-direita descontente com o desempenho da actual maioria votará no PSD sabendo que a mesma maioria vai governar depois de 20 de Fevereiro. E aqueles que eventualmente oscilem entre o PSD e o CDS, ou hesitem entre as personalidades de Santana e Portas, sentir-se-ão mais livres para votar no CDS, sem que o seu voto prejudique a solução de Governo que pretendem.

Em suma, o «cada um por si» parece um bom negócio para Paulo Portas. Quanto a Santana Lopes, é bem possível que, ao pôr o PSD a reboque do CDS, pague sozinho - ou pelo menos que pague mais cara - a factura destes três anos de Governo.

Fernando Madrinha, Expresso Online

Publicado por Manuel 18:49:00 0 comentários Links para este post  



Critica de Televisão

A minha televisão é cinzenta, esquálida e grande. Muito a amo, ela, com límpida luz me traz a alegria do mundo.

Críticada a forma, venha o conteúdo, por tópicos. Hoje...

Humor

Um programa da RTP fez a biografia do humor em Portugal e convidou personalidades como Raul Solnado, Nicolau Breyner, Nuno Artur Silva ou Almeida Santos (!).

Eu assistí à coisa com a mesma estranheza de estar vendo a História de Portugal contada por sacerdotes russos, em russo, ou a História da Lírica por jogadores do Belenenses no final do encontro com o Benfica.

Publicado por Visconti 17:54:00 8 comentários Links para este post  



As SCUTs...e o amanhã ?

As Scuts ou Shadow Tolls, termo técnico inglês que define um sistema de portagens sem custos para o utilizador, foi introduzido em Portugal sob a égide do Eng.º Guterres, e numa lógica que rompe com o modelo até então definido para a construção/exploração de vias rápidas e auto-estradas em Portugal.

Para que não fiquem dúvidas, defendo o princípio do utilizador-pagador mas reconheço nas Scuts alguns méritos assim como algumas críticas, sobretudo no campo da execução financeira, e dos riscos associados.

Como diz implicitamente e bem o blog Irreflexões , a sociedade portuguesa, das SCUTS, apenas conhece o seu efeito visível e de impacto monetário nos bolsos do contribuinte que quando utiliza a auto-estrada, paga ou não.

Discutir de uma forma coerente as SCUTS, é assim relativizar sobre os seus custos e raramente a sociedade portuguesa tem sido colocada à prova, com questões sobre a verdadeira utilidade em termos de criação de riqueza nacional com estradas sejam elas SCUTS ou não, e se hoje estar na moda é ser contra as SCUTS ou a favor delas, ao menos que nos expliquem a nós, algo mais do que o conceito associado.

O processo SCUT não é mais que uma vã tentativa de se erguer obra sem possuir recursos financeiros para tal alongando no tempo esses custos, diluídos de uma forma que extravasa o modelo tradicional, através de um mecanismo de cobrança virtual com um ponderador de flutuação de tráfego no futuro e com fortes restrições durante o período da concessão na construção e beneficiação de vias principais adjacentes.

Em primeiro lugar e porque falamos de estradas, importa perceber qual era e qual é hoje a verdadeira necessidade de construirmos auto-estradas de uma forma alargada e extensível a todo o país. Serão as estradas, elemento hoje indispensável ao desenvolvimento do país.

Foram-no de facto na década de 80, quando nem entre Lisboa e Porto, a ligação estava completa. Hoje e para uma país pequeno como o nosso, quer em dimensão quer em economia, o retorno que se obtêm pelo investimento público é algo que vem sendo mais difuso, face as externalidades que lhe estão associadas.
Logicamente que se deve continuar a investir em estradas, mas e atendendo ao quadro abaixo :

Percebemos que as SCUTS são mais caras, custo esse que se repercute a longo prazo, ao invés do modelo tradicional. O exemplo gritante é a SCUT da Beira Interior, onde a mesma estrada custa sensivelmente mais 600 milhões de euros em regime SCUT do que efectuada em forma tradicional.

Dando uma vista de olhos em gráficos das três Scuts citadas, chegamos à seguinte conclusão :

  • Scut da Beira Interior


  • SCUT da Costa de Prata
  • SCUT do Algarve



As SCUTS na sua versão original deveriam ser vistas como uma forma de discriminação positiva, mas transformaram-se num autêntico elefante branco e a pagar em vários anos.

Em segundo lugar, um dos argumentos mais utilizados para defender as Scuts, passa pela capacidade ou não do Estado possuir recursos e/ou restrições orçamentais que lhe permitam efectuar a obra. Por outras palavras, se a obra tiver mesmo que ser realizada, o que o regime SCUT permite é fazer a obra, sem onerar no imediato mas sim onerando a longo prazo.

Assim e no caso português, qualquer tentativa de análise que envolva o Estado Português não é exequível, uma vez que o Estado não possui capacidade para se endividar em tal grandeza.

Pior, parece ser o facto de como atesta o quadro abaixo, e recordo apenas para as três SCUTS acima indicadas, o Estado português ter que dispender, nos períodos assinalados os seguintes montantes:



O quadro acima mostra-nos que no período de 2011-2015, o Estado terá que pagar pelas SCUTS mais 155 Milhões de Contos do que se optasse pelo regime tradicional. Por outras palavras o Estado terá que "arranjar" no período 2011-2015 cerca de 750 milhoes de euros em receitas acrescidas para suportar o custo das SCUTS.

Parece-me a mim evidente, que a aceitação pública do dever de pagar de impostos apesar de depender em elevado grau da demonstração da qualidade das despesas que o esforço dos contribuintes permite ao Estado realizar, não pode servir como argumento para que se realizem obras desta envergadura e com este impacto financeiro futuro, sem pelo menos acautelar os riscos que lhes estão associados.

Ora, tal pensamento, ainda se torna mais relevante quando as SCUTS acarretam despesa pública.

Em terceiro lugar, o maior erro no projecto SCUTS, passa pelo impacto no rebatimento da estratégia do Plano Nacional de Desenvolvimento Económico e Social (PNDES) sobre o domínio da política de acessibilidades.

Quando em 1996 começou a ser discutido, e quando cedo se percebeu que a alta qualidade em domínio de transportes requerido como o TGV, um novo aeroporto e novas estradas, tal investimento não se coadunava com o método tradicional de disponibilização de serviços públicos de mobilidade implicando a realização de grandes infra-estruturas num curto período de tempo.

Ora, para um país como o nosso que só hoje discute o projecto TGV e que aparentemente adiou o novo aeroporto, porque que razão decidiu em 1996 , construir cerca de 1.100 kms em regime SCUT ?

Em quarto e último lugar, os riscos associados ao regime SCUT não são assim tão despreziveis quanto pareça.

  • Risco de flutuação de tráfego
  • Risco associado à construção
  • Risco associado ao rendimento obtido nas SCUTS
  • Risco Político que determine o rendimento nas SCUTS

Como já por aqui falamos, o Estado ao enverdar pelas SCUTS, está a criar o elefante “Lusoponte II“. Assumindo contratualmente a responsabilidade de que por ano passarão por determinada estrada um determinado número de automóveis. Ora isto induz nas restantes redes viárias controladas pelo Estado e sobretudo naquelas que possam surgir como alternativas, um natural desleixo do Estado na sua manutenção, por forma a induzir os condutores a entrarem nas SCUTS.

Um dos dilemas do governo de António Guterres, na pessoa de João Cravinho, era porque razão não há apenas concessão com portagem real. Isto é, porque razão deve o Estado-melhor, a generalidade dos contribuintes dentro da mesma geração – substituir-se aos utilizadores no pagamento dos serviços rodoviários prestados?

A resposta parece ser simples. Os contribuintes dentro da mesma geração e sobretudo e mesmo admitindo que os contribuintes da próxima geração sejam mais ricos que os da geração actual, não podem de forma alguma financiar via orçamento geral de Estado algo que não só não gera rendimento duradouro para a sociedade, como compromete no futuro investimentos esses sim necessários em devida altura.

Mesmo que seja defensável o investimento em estradas, não é da forma em que gerações futuras ficarão com um encargo enorme, sem terem sido elas as responsáveis por tal decisão.

Poderemos dizer porque razão hão-de as gerações de hoje pagar por utilizações que servirão as gerações futuras ?

A resposta é dada no mesmo sentido, porque hão-de as gerações de amanhã pagar pelos erros dos governantes de hoje ?

Publicado por António Duarte 17:41:00 3 comentários Links para este post  

Jipes e monovolumes vão pagar tarifas [nas portagens] classe 1. Nos monovolumes ainda pode ser interpretado piedosamente como um incentivo às famílias numerosas, mas os jipes ? Porquê os jipes, Senhor? porque é que se vai ter de pagar mais para os jipes pagarem menos ? Há por aí alguma alminha caridosa que explique ?...

Publicado por Manuel 15:54:00 1 comentários Links para este post  



Acordo, mas qual acordo ?

Anda tudo entretido a falar do acordo pós eleitoral entre o PSD e o PP mas parece que ninguém leu o texto do dito cujo. É que o texto do mesmo apenas impede as partes de se coligarem com outrem que não elas, mas nada diz sobre viabilização de Orçamentos, detentes parlamentares, etc, etc, etc... E não me venham dizer que foi por acidente, pressa ou esquecimento, porque não foi.

Publicado por Manuel 11:30:00 0 comentários Links para este post  



Olha quem fala - take 2...

Há por aí uma onda de indignação por um ex assessor do Dr. Barroso, David Dinis, agora a editar política no Diário Económico, ter feito a célebre entrevista ao Dr. A. Morais (Sarmento). Veio, obviamente, a inevitável cantilena da promiscuidade entre políticos e jornalistas à baila. O tema é premente, o pretexto manifestamente infeliz. Em primeiro lugar porque qualquer jornal em Portugal se pelaria por aquela entrevista, em segundo lugar, porque ela, a entrevista, não consubstancia qualquer situação de promiscuidade - estamos a falar afinal - convém recordar - de declarações em on não de fugas cirúgicas e anónimas e em terceiro, porque o autor da entrevista, o tal que foi assessor do Dr. Barroso, até escreve num blog (bastava usar o google Dr. Pacheco, se é que percebe onde quero chegar...) onde são bem patentes as suas opiniões pessoais sobre o actual status quo (uma pista - não parece morrer de amores nem pelo Dr. Lopes nem pelo boxeur), etc, etc, etc... É claro que os factos não interessam nada quando o que está em causa é o tiro ao alvo, questiúnculas pessoais ou apenas uma boa história. Como todos os moralistas de serviço sabem muito sabem promiscuidade é outra coisa , mas isso é um pequeno detalhe não é ?

Publicado por Manuel 20:54:00 9 comentários Links para este post  

A Cofina era candidata à compra da 2: «e com muito empenho» e só não a adquiriu porque «os proprietários de outras estações deram garantias ao Governo». Quem o diz é Emídio Rangel numa entrevista que parece ter passado desapercebida ao Diário de Notícias. Seria útil saber da natureza dessas tais alegadas garantias, como também seria útil saber o que pensa o PS do caso...

Publicado por Manuel 19:02:00 1 comentários Links para este post  



"Amar-te-ei até te matar"...



Esta noite, em directo para todo o país...

Publicado por Manuel 17:50:00 2 comentários Links para este post  


Ao mesmo tempo que a ópera bufa penosamente se arrasta, há um homem que ri. Ele chama-se Aníbal Cavaco Silva e espera vir a ser eleito Presidente da República em 2006. E espera vir a sê-lo num país incapaz de formar maiorias parlamentares estáveis. Isso sim, seria bonito: um Presidente cheio de vontade de intervir e cheio de motivos para o fazer. Ainda para mais reforçado pela decomposição simbólica do parlamento e do governo, e pela jurisprudência sampaísta.

Sempre me disseram que não há ninguém mais parecido com o General Eanes do que o Prof. Cavaco. O mesmo estilo, o mesmo arqui-inimigo (Mário Soares), os mesmos votantes (os que saíram do PS para o PRD e depois deram duas maiorias absolutas a Cavaco). Um Presidente Cavaco, com o país a implorar estabilidade, seria a grande derrota histórica de Mário Soares. Cavaco faria, afinal, o que ele (o presumível Pai da democracia portuguesa) nunca teria conseguido fazer: governar durante dez anos a partir do governo e, depois, mais dez a partir da Presidência (coisa que Soares nunca conseguiu porque Cavaco - ele mesmo - se apoiava em maiorias absolutas).

há uma maneira de evitar esta perversão institucional: uma maioria clara no próximo parlamento. De direita? De esquerda? Já pouco me importa. E de uma vez por todas, uma maioria que se decida a fazer aquilo que há muito tempo já deveria ter sido feito: a criação de um sistema eleitoral maioritário que garanta vitórias claras e decisivas.

Luciano Amaral


O ódio (?) tem destas coisas - Cega. É certo que não veremos o Dr. Lopes , ou alguém por ele, a gritar que se não votarem nele, que ao menos deêm uma maioria absoluta ao Eng. Sócrates mas, fica sempre o mas...

Luciano Amaral não percebe que o problema não é Cavaco, nem é crível que o natural de Boliqueime seja assim tão cínico quanto o pinta. O problema, com reforma do sistema eleitoral, ou sem reforma do sistema eleitoral, são os partidos tal como se apresentam de momento. Se chegar a PR, e se chegar chegará com um resultado esmagador, porque concorrendo o Eng. Guterres não será candidato, tomem nota, Cavaco sê-lo-á porque teve a confiança esmagadora dos Portugueses. E a palavra chave aqui é confiança. E agora ninguém confia nem no PS nem no PSD. Ainda ontem gúrus económicos próximos da área socialista (Vitor Bento e João Ferreira do Amaral) defendiam a criação de uma agência independente (leia-se fora da órbita dos partidos) para tratar de questões orçamentais de fundo. É este, e não o prof. Cavaco, o problema de fundo da política portuguesa - Credibilidade. E como não se confia na oferta do poder político, que é má, de refugo e incompetente, há a tentação dos independentes, dos treinadores de bancada, de grupelhos como o Compromisso Portugal. Ora se a transparência dos partidos políticos é pouca, não há rigorosamente qualquer accountability de quem se posiciona de fora do jogo tentando-o condicionar. O problema não é novo mas tem solução.

E depois há algo que escapa ao bom do Luciano - se Sócrates não tiver maioria, e aquando da regeneração do PSD, há um excelente antidoto aos alegados intervencionismos do Prof. Cavaco em Belém - um Bloco Central que se entenda com vista a fazer todas as reformas e mais alguma, doa a quem doer, a não ser que o problema do Luciano seja mesmo esse - que seja afinal Cavaco a impor esse mesmo acordo de Bloco Central...

Publicado por Manuel 14:45:00 2 comentários Links para este post  



"E a Terra tremeu"


Santana Lopes entrou determinado no Palácio de Belém, formalizou junto do Presidente da República o pedido de demissão e a terra tremeu. Não é a primeira vez. Não é a primeira vez que um primeiro-ministro se demite. Não é a primeira vez que o Presidente aceita. E não é a primeira vez que o país fica aos solavancos.

Quando o sismo está emplena actividade, não é a primeira vez que, em busca do epicentro, lá se encontram empresários, gestores e banqueiros. Os interesses...

Foi isso que o doutor Portas veio agora denunciar: o poder económico ajudou a derrubar o poder político. Sim sim, o Portas da direita, não o irmão que luta por uma revolução mais suave, nas fileiras bloquistas do doutor Louçã.

A História deste país está repleta de situações em que o poder económico conspira e o poder político cai. Este Governo já andava há muito a queixar-se, nas entrelinhas, de supostas manobras de bastidores. O ministro das Finanças. O próprio primeiro-ministro.

Mas ninguém atacou a promiscuidade entre os mundos dos negócios e da política como o ministro de Estado da Defesa decidiu agora fazer. Assim, de uma forma tão frontal, tão sem «papas na língua», só Marcelo Rebelo de Sousa, no famoso Congresso de Tavira, de Abril de 1998.

Era Portas seu parceiro numa nova AD, só que na oposição. Agora Portas é ministro e não insinua. Sabe do que fala, portanto, quando afirma que este Governo estava a tratar da delinquência fiscal como nenhum outro e a banca não deixou.

Por muito menos, Ricardo Salgado revelou-se então «chocado» com o professor Marcelo e considerou as suas declarações «absolutamente infames». Belmiro de Azevedo foi à RTP dizer que o então líder do PSD deveria ser «erradicado da política nacional».

Desta vez, ou muito nos enganamos, todos vão protestar com o livro de cheques. Porque os «interesses» de quem o doutor Portas agora se queixa são os mesmo que, na última campanha eleitoral, ajudaram o seu partido a pagar as contas.

Acontece que, em desespero, Paulo Portas decidiu recorrer ao populismo mais deplorável que a direita portuguesa até hoje usou. Ele, mais às descaradas que o seu parceiro de coligação, estão dispostos a tudo. Incluindo trocar amigos por votos.

Causando um enorme prejuízo ao país. Porque se não há transparência nos bastidores da política, têm de levar as suas palavras às últimas consequências e dizer, ipsis verbis, que interesses e com que interesses andaram a lidar.

Ele, mais do que Santana. Porque, se os «interesses» se irritaram só nos últimos quatromeses, é o doutor Portas que tem de responder à pergunta óbvia: o que terá acontecido nos dois anos anteriores, de que forma o seu Governo pagou o sossego dos «interesses»?

O guterrismo, o mesmo poder que segundo Marcelo andava com os grupos económicos ao colo, morreu aos pés da elite financeira e empresarial. Destes movimentos, de conspirações e quedas, ainda vamos tendo registos. Dos movimentos contrários, das cumplicidades e ascensões, os historiadores não obtêm registos.



Sérgio Figueiredo in Jornal de Negócios

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"Conclusão a sucata !... Fiz o cálculo"


Conclusão a sucata !... Fiz o cálculo,
Saiu-me certo, fui elogiado...
Meu coração é um enorme estrado
Onde se expõe um pequeno animálculo...

A microscópio de desilusões
Findei, prolixo nas minúcias fúteis...
Minhas conclusões práticas, inúteis...
Minhas conclusões teóricas, confusões...

Que teorias há para quem sente
O cérebro quebrar-se, como um dente
Dum pente de mendigo que emigrou ?

Fecho o caderno dos apontamentos
E faço riscos moles e cinzentos
Nas costas do envelope do que sou...

Álvaro de Campos

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conversões cirúgicas...



Sejamos claros. O Governo do PSD e CDS mereceu ser despedido por indecente e má figura.


António Ribeiro Ferreira(!), Diário de Notícias

Por este andar na noite de 20 de Fevereiro nem o Luis Delgado alguma vez foi santanista...

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A prenda de natal perfeita para o Dr. Lopes.

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accountability, Eng.o Sócrates, accountability Dr. Arnaut...

Para amortizar investimento feito na remodelação do recinto que foi palco do Euro2004 a Câmara de Leiria quer vender (!), para requalificação urbana, bancada do estádio.

É claro que não há qualquer risco do Eng. Sócrates afirmar, agora, que, face à situação económica, o Euro'2004 foi um erro, do qual se penitencia, e que não foi assim tão estratégico quanto isso... Todos diferentes, todos iguais. Portugal até ficou em segundo.

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O deficiente funcionamento do vocabulário das instituições

Diz o novel Presidente da Protecção Civil que apresentará um plano para sismos no dia da “comemoração do grande terramoto de Lisboa”. Comemoração? É possível “comemorar” uma hecatombe com milhares de mortos? Haverá um fogo de artifício no Terreiro do Paço ou um banquete solene no palácio do Marquês de Pombal?

Bem sei que é um lapso. Também calculo que só por lapso a senhora da Meteorologia não conseguiu “falar com o Algarve”.

O país esteja sereno que esta gente é de confiança.

Rodrigo Moita de Deus

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Dias Loureiro é, bom, é Dias Loureiro. É tão bom, tão magnânimo, que só não é líder do PSD, e Primeiro-Ministro porque... não quer. Isto (!) disse-o ele próprio, com as letrinhas todas, este fim de semana à TSF. Presunção e água benta cada um toma a que quer. É provável que o Abramovich lusitano, que renegou Cavaco para ir tratar das couves com o Dr. Lopes esteja preocupado com o seu futuro político. Provável e compreensível. Mas uma coisa desde já garanto, não há qualquer hipótese de Dias Loureiro vir a ser líder do PSD, no day after, numa qualquer lógica de unidade ou ponte entre santanistas (leia-se o eixo Rui Gomes da Silva/Nuno Morais Sarmento) e reformistas... Não há. Mas foi uma boa tentativa...

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O Francisco José Viegas teme que fique tudo na mesma no futebol indígena dada a natureza das acusações ao Sr. Pinto da Costa, e mais teme que a coisa vá parecer ridícula daqui a uns meses. Teme mal. Porque mesmo que tudo desse em nada, jamais tudo voltará a ser o que era...

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O retrato perfeito de um país...

Hoje o País foi atingido por um sismo de 5.5 graus na escala de Richter, felizmente sem gravidade. Segundo a SIC/Notícias o Instituto Nacional de Meteorologiasoube do abalo quando vocês [os jornalistas] começaram a ligar para cá”. “E no Algarve, o abalo atingiu o Algarve?”, perguntava o jornalista. “Não sei. Não consigo falar para lá”, respondeu a senhora. Os portugueses podem estar tranquilos. A Lusa está a acompanhar a situação. Ao menos uma instituição que funciona...

Publicado por Manuel 15:48:00 0 comentários Links para este post  



tudo escrito nas estrelas...

  • O Dr. Sampaio finalmente lá falou à Pátria. Sem surpresas foi igual a ele próprio. Justificou, mal, a viabilização do Orçamento/2005 com os aumentos dos funcionários públicos (!) mas justificou bem, embora tardiamente, a sua decisão de correr com esta legislatura. A mim não me interessam os exercícios de comparação com a fase terminal do consulado do Eng. Guterres, não me interessam mesmo. Não sendo de esquerda, acho perfeitamente natural, e até motivo de orgulho, que o grau de exigência que se aplica a um governo do PSD seja muito maior que o que se exige a um do PS, afinal é esse o desígnio histórico do PSD - não ser menos mau, mas sim ser o melhor. E independentemente do que se passou, ou deixou de passar, na fase final do Guterrismo, independentemente do que Sampaio, então, fez, ou deixou de fazer, o facto é que a situação era na melhor das hipóteses lastimável. É claro que neste país há uns pensadores que confundem liberalismo com anarquia, e como "não há tradição" de imputação de responsabilidades andem por aí em gritos de clamor contra a decisão de Sampaio. De uma forma coreograficamente pouco feliz, estamos afinal a falar de Sampaio, o facto é que o PR abriu um novo capítulo na política portuguesa - um governo não mais é inimputável. Embora seja de bom tom dizer-se que a decisão de Sampaio, e este seu discurso, beneficiam o PS e José Sócrates, o facto é que todo o discurso de Sampaio tem, a prazo, um e um só corolário - Anibal Cavaco Silva. O PR apelou à continuidade das reformas iniciadas e ao início das que faltam e como resposta teve algumas horas depois José Sócrates a afirmar que manteria as SCUTs. Tivesse a liderança do PS coluna vertebral e estaleca, e seria o PS a denunciar o descalabro das contas públicas e a prometer fazer o que tivesse que se feito - e sabe-se muito bem o que é - para as rectificar, mais, pediria o voto de confiança do País para isso mesmo, mas o PS não tem estaleca. Assim vamos ter o PSD com a tese do oásis, o PP com a tese do garante da estabilidade, e o PS com a tese das reformas sem dor. Não se vai lá assim, muito menos se se conquistam maiorias absolutas. O português médio já percebeu que as reformas, ainda que dolorosas, são precisas, o Português médio já percebeu que elas são mesmo imperiosas. A classe política em exercício é que ainda não percebeu que só lhe era conveniente falar verdade, falar claro. Há é claro um homem que já percebeu - Anibal Cavaco Silva, um homem, de que mesmo não gostando, ou não tendo gostado, em quem confiam, de quem só esperam ouvir a verdade, sem paninhos quentes ou contemplações. É claro que é mais simples afirmar que o Dr. Sampaio fez um favor ao Dr. Sócrates mas, bom, se assim foi, foi tão grande como o que o Dr. Barroso fez ao Dr. Lopes...

  • Há alturas em que se consegue ver claramente a grandeza ou pequenez de alguns personagens... Manuel Monteiro, por estes dias, mostrou claramente a sua grandeza e sentido de estado. Aqui, não excluia entendimentos com o PS (o operário Jerónimo também não) e aqui já não se importava de correr ao lado do Dr. Portas (!) e do Dr. Lopes. O Dr. Monteiro é afinal lixo político sem reciclagem possível.

  • No sábado o Governo do Dr. Lopes demitiu-se. Num País de comentadores de bancada não faltou quem achasse bem, que era bem jogado, sobretudo porque poucos o terão previsto. Por aqui já se escreveu que o Dr. Sampaio não esteve especialmente bem na forma mas, seria de esperar algum sentido de responsabilidade nas partes, quiçá sentido de Estado. Mas não, andam todos a brincar com base em formalismos, e só em formalismos... Já hoje o Público diz-nos que o Dr. Lopes queria libertar-se do agrilhoado das tarefas governamentais, o tal que por vezes obrigava a que o protocolo fosse contornado já que sempre é mais interessante ver um desfile da Moda Lisboa que jantar com o PR de Moçambique, para assim melhor se dedicar à campanha eleitoral. No final o bom senso imperou. Isto diz muito do Dr. Lopes. do temperamental Dr. Lopes.

  • Afinal parece que não vai haver coligação PSD/PP. Parece, mas ainda não há a certeza. É algo que também diz muito das partes, de como o conjuntural, as sondagens, a táctica se sobrepõe à estratégia, aos projectos. E é sobretudo uma óptima notícia para aqueles que já se preocupam com as presidenciais e sobre como vai ser o day after no centro-direita. Na prática o PP virou cavaquista por mais irónico que isso seja, já que vamos ter o Dr. Portas a encarregar-se de fazer o serviço sujo de recordar, minuto sim, minuto sim, que a instabilidade estava toda no PSD do Dr. Lopes, isto durante a campanha, por um lado, e por outro a fazer um discurso suficientemente demagógico e irresponsável, Bagão oblige, durante a mesma campanha para que, independentemente dos votos que tenha, e eu acho que até tem condições para subir, ninguém o leve a sério no dia seguinte.

  • Parece que há por aí muito barrosista feliz com o triste fim do Dr. Lopes e com a superior inteligência do ex maoista, mais, já preparam o regresso do Dr. Barroso para daqui a 10 (!) anos. Mas não nos assustemos, o Dr. Barroso também não vai chegar ao final do mandato na Comissão Europeia. Está tudo escrito nas estrelas.

Publicado por Manuel 13:09:00 1 comentários Links para este post  


A "MAIORIA" Este episódio ainda por concluir das listas conjuntas ou não conjuntas, vem demonstrar uma coisa. Ninguém está disposto a dar a cara por estes dois anos e tal de "coligação" e a apresentar conjuntamente contas ao "povo". No estertor, ninguém quer identificar-se politicamente com a "maioria". Barroso foi o primeiro a fugir, com o aplauso de Sampaio. Santana e Portas continuaram para sustentar uma "obra" virtual na qual, pelos vistos, não acreditam. Portas sozinho andará por montes e vales a pregar a sua gravidade e a sua "estabilidade". A todas as horas lembrará que não partiu dele, o "leal companheiro", a desgraçada instabilidade que irritou o Presidente. Santana irá "de porta em porta" fazer o papel do desgraçadinho, atacando tudo e todos, a começar pelo seu partido. Falará exclusivamente de si próprio como aquele a quem todos negaram a oportunidade de regenerar a Pátria. Com ele não há derrotas anunciadas nem impossibilidades definitivas. Se não der agora, ele volta depois para tentar Belém. A campanha eleitoral anuncia-se violenta e medíocre. A "maioria" estará durante o dia no governo de gestão e à noite desfaz-se em propagandas separadas. Quando um dia se fizer a contabilidade desta combinação fracassada, não sobrará pedra sobre pedra. Nem uma nota de rodapé, afinal, merecem.

in Portugal dos Pequeninos

Publicado por Manuel 9:43:00 0 comentários Links para este post  



"Conselho de Amigo"
Da Blogoesfera


Caro José Sócrates,

Permita-me que lhe envie um conselho público.

  • [1] Se eu estivesse no seu lugar informaria de imediato os portugueses que todas as nomeações, feitas por um eventual Governo PS que saia das eleições de Fevereiro, serão politicamente legitimadas com base na competência técnica e não na mera posse de cartão do PS.

  • [2] Se eu estivesse no seu lugar informaria de imediato os portugueses que todas as nomeações, feitas por um eventual Governo PS a partir da sua posse, serão feitas sob condição de cessarem em caso de novas eleições legislativas, sem custos para o Estado.

    Caso opte por ignorar o meu conselho, desde já lhe posso garantir que será uma questão de tempo até ser acusado de promover jobs for the boys.

in Irreflexões

Publicado por Rui MCB 13:33:00 7 comentários Links para este post  



e quando um tipo pensava que já tinha visto tudo...

A isto chama-se levar baile. Nem mais, nem menos.

Publicado por Manuel 23:49:00 0 comentários Links para este post  



Tudo isto é triste, tudo isto é fado..



Publicado por Manuel 21:50:00 1 comentários Links para este post  


"O PEDRO" E OS SEUS AMIGOS O dr. Dias Loureiro é alguém que adquiriu, sabe-se lá bem porquê, um estatuto "senatorial" dentro do PSD. Apresenta-se, desde que Marcelo saiu, como o "tutor" político dos líderes e é chamado a pôr "água na fervura" sempre que a incontinência alarve substitui a frieza das circunstâncias. Na audiência com o PR foi ele, e não o 1º vice-presidente de Lopes, Rui Rio, quem falou, et pour cause. Paredes meias com isto, Dias Loureiro deu uma entrevista à TSF onde falou de "intimidades" partidárias. Explicou ao "Pedro" que o melhor mesmo era ele demitir-se, coisa que "o Pedro" acompanhou, referindo que "eles" não lhe perdoavam não ter sido "legitimado". Aliás, segundo Loureiro, "o Pedro" teria desejado eleições quando Barroso se foi embora. O problema estava, pois, todo resumido na "passagem de testemunho" deste para "o Pedro", qualquer coisa parecida como que entre "um pai e um filho mais velho". Sem querer, Dias Loureiro pôs o dedo na ferida. No seu confortável gabinete de Bruxelas, Durão Barroso tem motivos para sorrir quando olha para o seu país, lembrando o sempre saudoso Mao Tse Tung: tudo debaixo dos céus está um caos, a situação é excelente. As eleições de 20 de Fevereiro - é bom não o esquecer - também servem para julgar Durão Barroso e a sua irresponsável fuga. Se Barroso, algo perversamente, desejava decapitar Santana Lopes, é grave que se tenha "servido" de um país inteiro e do governo da nação para o fazer. Eu suspeito que a "ascensão" do "Pedro" não foi inocente. Lopes nunca foi um verdadeiro ersatz de Durão Barroso. Se alguém tinha obrigação de saber o que na realidade "valia" Pedro Santana Lopes, esse alguém é inequivocamente Barroso. Os milhares de portugueses que, nos "idos de Março" de 2002, confiaram em Durão Barroso contra a pusilanimidade então instalada, têm agora razões de sobra para o punir, a ele e à sua involuntária marioneta. Sozinho ou acompanhado, "o Pedro", esse grande triunfador eleitoral, como não se cansam de repetir os "comentadores", vai agora para onde ele mais gosta, a estrada. Carrega não apenas a sua cruz, mas também a do "outro". Os amigos são mesmo para as ocasiões. Não é, Pedro?

in Portugal dos Pequeninos

Publicado por Manuel 16:11:00 1 comentários Links para este post  



Alberto Caeiro
"XXI - Se Eu Pudesse"


Se eu pudesse trincar a terra toda
E sentir-lhe um paladar,
Seria mais feliz um momento ...
Mas eu nem sempre quero ser feliz.
É preciso ser de vez em quando infeliz
Para se poder ser natural...

Nem tudo é dias de sol,
E a chuva, quando falta muito, pede-se.
Por isso tomo a infelicidade com a felicidade
Naturalmente, como quem não estranha
Que haja montanhas e planícies
E que haja rochedos e erva ...

O que é preciso é ser-se natural e calmo
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
Pensar como quem anda,
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
E que o poente é belo e é bela a noite que fica...
Assim é e assim seja ...

Alberto Caeiro

Publicado por Manuel 11:15:00 2 comentários Links para este post  



An Octopus searches for its next victim in the Mediterranean sea near Fethiye. (AFP/Tarik Tinazay)

Publicado por Manuel 22:18:00 0 comentários Links para este post  



ai sim ?!...


Dias Loureiro já tinha aconselhado Santana a demitir-se

isto é aquilo a que se chama humor negro. Não é por acaso que o Manuel Joaquim é considerado o Abramovich lusitano...

Publicado por Manuel 17:14:00 1 comentários Links para este post  



as caneladas...

... com a habitual candura e subtileza de Paulo Pinto Mascarenhas já começaram aquí.

Note-se que o que está em causa não é a revelação de factos hipoteticamente verdadeiros. É a sua recolha e colecção para posterior divulgação cirúgica deles, ou de partes deles, quando mais convém, como mera arma de arremesso. Ora, o objectivo de todo e qualquer combate político não pode, não deve, ser apenas o de demonstrar que o outro lado é tão mau, ou pior, como o nosso... Bem vindos ao Pântano, whatever it takes.

Publicado por Manuel 16:32:00 0 comentários Links para este post  

Vai ser curioso ouvir Sampaio a falar ao País. Confesso que a minha curiosidade maior reside em saber, face nomeadamente ao último "mal entendido" subjectivo entre o Eng. Barreto e o Dr. Portas, se o Governo se vai manter afinal em funções ou se vai também ele ser demitido, passando a governo de gestão. Quanto ao resto, suspeito que as reacções às explicações de Sampaio por parte da presente maioria, nas horas que se lhe seguirão, farão parecer a Dra. Ana Gomes (lembram-se?) uma absoluta moderada... Entretanto, e para os mais distraídos, O Independente publicou a base matemática das exigências do Dr. Portas e do PP para a existência de uma coligação pré-eleitoral, que ninguém se espante pois se assim o PP conseguir, se quiser, um acordo que lhe permita segurar os actuais 14 deputados, mesmo caso a coligação tenha resultados na casa dos das últimas Europeias...

Publicado por Manuel 14:50:00 0 comentários Links para este post  



crónica de uma selvajaria pseudo-jornalística...

Às vezes confunde-se tudo. Porque sim. Confunde-se a teoria com a prática, enfim treina-se da bancada, dão-se palpites para aqui, palpites para ali. Pelo meio debate-se, exprimem-se ideias, aclaram-se pontos de vista, que pouco interessam porque se no início era a teoria, no fim já será, só e apenas, o alegado caso concreto, este ou aquele, porque sim. Não interessa que em abstracto todos possam ter razão, e que em concreto as coisas tenham que ser feitas, o que parece interessar (?) é apenas que haja o relato de uma boa guerra (!). É pena, mas é normal, não é ?

Publicado por Manuel 11:25:00 0 comentários Links para este post  



Iceberg à vista ?

O título deste post deveria ser similiar ao título do filme " Eyes wide shut", mas porque uma análise económica nunca deve ser influenciada por um combate político, e porque ainda há quem veja "rosas", onde começam a surgir espinhos, nada como basear-nos em factos e deles e só apenas deles deduzirmos as nossas intuições de pensamento económico

1. Contribuição para Crescimento do PIB


Ao analisar esta série , desde o 2º trimestre de 2003 até ao 3º trimestre de 2004 ( 6 períodos ), é possível percebermos duas situações :

  • Quanto mais o PIB cresce, menor é a contribuição da procura externa líquida para o mesmo crescimento. Aliás o facto ocorrido no 3º Trimestre de 2004, demonstra que a curva da contribuição da procura interna, faz o mesmo trajecto que a do PIB.
  • A contribuição da procura interna para o crescimento do PIB, é de tal forma brutal, que em 2004 nos 3 trimestres já decorridos ela cresce acima do valor do crescimento do PIB. Descontando o efeito negativo da procura externa temos o crescimento do PIB.

Por muito que se pode querer dar a volta e sem colocar nada nem ninguém em cheque, nem sequer atribuir responsabilidades a quem quer que seja, ver neste modelo de crescimento algo que possa ser considerado como sustentável e desejado, é algo que me recuso a partilhar.

Primeiro porque quando a procura interna cresce acima do PIB, e é esta a variável que se assume em terreno positivo, falamos de imediato em aumento da taxa de endividamento. Algo que penso também concordarmos ser negativo para a economia.

Ora esta situação de a procura externa contribuir negativamente para o crescimento económico, é algo estrutural e não conjuntural. Não é um problema do governo A,B ou C, mas sim dos seguintes factos :

  • Falta de competitividade dos produtos portugueses de uma forma geral, sobretudo e associado com as históricas desvalorizações que o escudo sofria, por forma a induzir uma competitividade inexistente.
  • Falta de uma estrutura produtiva interna, capaz de suportar os choques assimétricos da procura interna na busca de produtos e serviços, aquando do aquecimento desta.
  • A razão pela qual as importações decaem quando o PIB diminui, explica este último ponto. Um diminuição da actividade económica, induz uma diminuição do consumo e como tal das necessidades de produção interna.

Depois, outra consequência de uma procura externa líquida negativa, leva a um aumento do défice comercial, e consequentemente a um aumento das necessidades de financiamento externo. Ou seja, a procura interna é satisfeita com financiamento interno. O aumento do défice comercial, com aumento das necessidades de financiamento externo.

Nada disto é empírico. São factos que a economia portuguesa têm. Ora aos Doutores Anónimos que pelas caixas de comentários nos têm presenteado com interpretações legítimas - ainda que usadas por Santana Lopes em debates televisivos recentes - , uma primeira pergunta : Concordam com o crescimento baseado á custa do financiamento interno e externo ?

2. O Estado e o défice

Não me vou alongar muito, porque os valores necessários ao cumprimento dos 3,00 % são sobejamente conhecidos. Os valores e a forma como os conseguir.

No entanto, não deixo de realçar o quadro abaixo, que reflecte o crescimento das despesas com pessoal em %, face ao crescimento do PIB. Quando as despesas com pessoal crescem acima do PIB, há algo que não está muito bem. Pior aumentam as necessidades de financiamento do sub-sector Estado.



3. O Investimento

O investimento rompeu pela primeira vez no 3º Trimestre de 2004, para taxas positivas.

Um bom sinal sustentado em três maus indicadores :

  1. O galope das obras públicas em ano de pré-eleições autárquicas.
  2. O recurso ao crédito para compra de habitação
  3. A diminuição drástica das previsões de encomendas de maquinaria



Por outras palavras, um investimento que não tem sido capaz de gerar emprego. Pior a taxa de desemprego aumenta, agora que está descontado o efeito sazonal do verão. Cifra-se em 6,8 % , o valor mais elevado nos últimos 2 anos. Por consequência aumentam as contribuições do Estado para o fundo de Desemprego e diminuem as contribuições dos assalariados para a segurança social e para os diversos fundos de pensões.

Os estabilizadores automáticos deixam de funcionar e entramos em ruptura orçamental.

Depois, ainda há quem se justifique com a história dos preços da gasolina com factor indutivo do aumento das importações. Se somarmos a diminuição no último ano das vendas da gasolinas que atingiu no 3º trimestre de 2004, quase 7,00 % a forte valorização do euro face ao dólar durante o ano de 2004 ( valia hoje mais 18 % o euro desde o início do ano ), e se a isto diminuirmos a subida do preço do petróleo em dólares, que hoje está em valores no mercado internacional ( 12 % mais caro que no início do ano ), rapidamente chegamos à conclusão que quem justifica as importações e o seu comportamento com as gasolinas, esqueceu-se que lá fora em Londres, o barril de Brent transacciona-se em dólares e em operações forward com completa cobertura câmbial do risco associado.

Depois, ainda há quem diga que está tudo bem e vamos no bom caminho...

Publicado por António Duarte 9:12:00 14 comentários Links para este post  



Todos diferentes, todos iguais...

Segundo a edição d' O Independente que vai ser posta amanhã à venda Ferro Rodrigues deixou como herança no PS uma dívida de 3 milhões de €uros, cerca de 600 000 contos. Dívida esta ao BES e ao BCP...

Publicado por Manuel 23:32:00 2 comentários Links para este post  



This artist's conception, by the firm Drexler-Guinand-Jauselin AG Architects, is one of 454 'Olympic Landmark' designs presented at the Arsenal Pavillon in Paris December 7, 2004. The Paris 2012 organization launched an international architecture competition open to designers as part of the Paris bid to host the 2012 Olympic Games. REUTERS/Drexler-Guinand-Jauselin AG Architects

Publicado por Manuel 21:11:00 0 comentários Links para este post  



o exercício do contraditório...
"processo bizarro", "ambiental" ou "conjuntural" na terminologia do PP?...


Barreto desmente Portas quanto ao contrato com a Bombardier

O ministro de Estado e das Actividades Económicas, Álvaro Barreto, negou esta quinta-feira que tenha sido assinado o contrato para a construção dos novos blindados do Exército nas instalações da Bombardier, desmentindo as declarações da passada quarta-feira do ministro da Defesa Nacional e Assuntos do Mar, Paulo Portas.

Portas garantiu que o consórcio austríaco Steyr-Daimler-Puch irá fornecer 320 blindados com rodas Pandur, cujo fabrico seria assegurado nas instalações da Bombardier, na Amadora.

Esta quinta-feira, tanto a Bombardier como o grupo austríaco negaram a assinatura de um acordo para a construção de blindados em específico nas instalações da Amadora. A única garantia avançada é a manutenção dos postos de trabalho de cerca de 190 empregados da Bombardier.

in Diário Digital

Publicado por Manuel 18:28:00 3 comentários Links para este post  



Olhó PIB fresquinho!...


O Produto Interno Bruto (PIB) português cresceu 0,8% em termos reais no 3º trimestre de 2004 relativamente ao período homólogo. Esta variação, que corresponde a um abrandamento face à verificada no trimestre anterior (1,8%), é o resultado do comportamento das Exportações de Bens e Serviços e da procura interna. O contributo da procura externa líquida para o crescimento homólogo do PIB foi mais desfavorável do que no trimestre anterior, pese embora o abrandamento verificado nas Importações de Bens e Serviços.

in INE

Acresce que...

Face ao período anterior, o PIB português recuou 1,2% em volume no 3º trimestre de 2004, após os crescimentos elevados registados nos dois trimestres anteriores.

Variação homóloga positiva; variação em cadeia negativa.

Já que anda tudo entretido com cenários eleitorais apresento-vos um cenário económico.

Se por ventura a média dos últimos três anos do PIBpm (em preços constantes, base 1995), referente ao quarto trimestre, for uma boa aproximação ao valor do quarto trimestre deste ano (tão boa como tería sido para prever o valor hoje divulgado), teremos nova variação em cadeia negativa (cerca de -0,4%), ou seja, lá teremos de novo a "recessão técnica".

E quem diz a média dos últimos três anos, diz dos últimos quatro, cinco, seis...

Ainda fiz mais umas contitas "confirmatórias" deste exercício altamente falível, mas acho que para aqui estes resultados bastam.

Daqui a três meses, com a divulgação dos próximos dados do PIB trimestral, espero confirmar a falibilidade desta contita.

Retoma? Pois...

Publicado por Rui MCB 17:57:00 3 comentários Links para este post  

Segundo o Portugal Diário o CDS-PP continua a não perceber as razões que levaram Jorge Sampaio a dissolver o Parlamento e a convocar eleições antecipadas. «Depois de termos ouvido as razões do Presidente da República, saímos daqui [Palácio de Belém] sem perceber a decisão», afirmou António Pires de Lima, aos jornalistas, após a delegação do CDS-PP ter reunido com o chefe de Estado por mais de meia hora.

«Foram-nos apresentados motivos ambientais, razões conjunturais, o que não nos parece que constitui causa suficiente para dissolver o Parlamento», repetiu o porta-voz dos populares, que acrescentou que os populares ficaram a saber as razões do Presidente da República que levaram a «este processo bizarro».

Curiosamente, ou talvez não, Nuno Morais Sarmento, o tal que achava virtuais quaisquer cenários de dissolução, veio hoje dar uma lacrimejante entrevista ao Diário Económico. Infelizmente as análises à dita tem-se ficado pela terminologia aplicada a Jorge Sampaio (o qual diga-se com tanta inépcia é cada vez menos suspeito de favorecer o PS...) e não tem relevado o essencial; É que Morais Sarmento confessou que que Santana Lopes tinha afinal ponderado demitir-se depois da saída de Henrique Chaves. Pois...

Entretanto, e em nome do contraditório, Nuno Morais Sarmento já se veio desmentir a si próprio na TSF. "Toda a gente sabe como são os títulos dos jornais", diz agora. Catraiada.

Publicado por Manuel 17:01:00 0 comentários Links para este post  



Mensagem do Bastonário aos Advogados

Caro(a) Colega


Está a terminar o mandato para que os Colegas me elegeram há três anos. No dia 6 de Janeiro darei posse ao novo Bastonário, em quem deposito as maiores esperanças de que possa ter um mandato de realizações a favor do Estado de Direito e da Advocacia. Para isso precisa do apoio de todos os Colegas, independentemente da vossa opção de voto nas eleições.

Infelizmente esta mensagem não é apenas de despedida. É também para vos dar conhecimento de uma carta aberta anónima feita por Juízes Portugueses (e que não foi objecto de qualquer reacção critica da Associação Sindical respectiva) em que se ofendem os Advogados portugueses, a sua Ordem e o Ministro da Justiça. A referida carta aberta e a posição do Ministro em sequência, estão disponiveis no portal da Ordem aqui e merecem leitura. Peço-vos que nos contactos regulares que têm com Magistrados Judiciais (que felizmente na sua esmagadora maioria sabem que a Ordem dos Advogados sempre defendeu a independência do Poder Judicial) realcem a nossa solidariedade institucional com os nossos Colegas Juízes, e por isso o nosso desgosto e revolta pelas cobardes afirmações anónimas da citada carta aberta.

Aproveito esta oportunidade para a todos agradecer os apoios, as sugestões e as críticas que de tantos de vós recebi. Peço que me desculpem se não fui capaz de fazer mais e melhor pela Advocacia Portuguesa, mas podem crer que o tentei até ao limite das minha energias.

Desejo a todos um Feliz Natal na companhia dos que vos são queridos, que o ano de 2005 seja para cada um de realização pessoal e profissional e possamos assistir à melhoria do sistema judicial.


Até sempre, meus Colegas.

Com muita estima do

José Miguel Júdice

Publicado por Nicodemos 16:20:00 1 comentários Links para este post  



O Dossier Secreto da Galp Energia
A história da Petrocontrol

No dia em que a comissão europeia chumbou , como se esperava a aquisição da GDP- Gás de Portugal pela EDP e pela ENI Spa, importa levantar um conjunto de questões já aqui afloradas e vamos diariamente explicar a todos os nossos leitores.

Antes de nos debruçarmos sobre a privatização propriamente dita, vamos antes olhar aos largos milhões de euros que o Estado Português já esbanjou, em sucessivas operações de privatização.

A Galp Energia foi constituída a 22 de Maio de 1999, mediante o Decreto Lei 137-A/99 , no contexto de reestruturação do sector energético português, ficando inicialmente com o nome de “ Galp Petróleos e Gás de Portugal SGPS S.A", mudando para a sua actual designação em 13 de Setembro de 2000.

A Galp Energia foi criada como uma empresa de capital público a 100 % que agruparia as participações sociais estatais nas sociedades Petróleos de Portugal S.A. – Petrogal, GDP Gás de Portugal e Transgás S.A. Na resolução do Conselho de Ministros nº77-A/99 de 1 de Julho estabeleceu-se o valor do capital da Galp Energia como 458.000 Milhões de Escudos – 2.284 mil milhões de Euros.

Assim em 22 de Maio de 1999 tínhamos o seguinte organigrama :


O processo de privatização da Galp Energia arranca com a aprovação do Decreto Lei 261-A/99 de 7 de Julho, assinado pelo Profº Drº Sousa Franco e è regulamentada pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 140-A/99, de 20 de Novembro, consistiu num aumento do respectivo capital social, mediante a emissão de novas acções reservadas à subscrição pelos accionistas da PETROGAL e da TRANSGÁS e a realizar, em primeira linha, por conversão das suas participações nas mesmas sociedades.

A criação da GALP e a definição dos termos das duas fases do processo de reprivatização da GALP resultaram da adopção, por parte do Estado, de um modelo organizativo para o sector energético português que privilegiava a articulação e gestão integrada dos subsectores do petróleo e do gás natural.

Até aqui, nada de novo.

Em 16 de Setembro de 1999 concretizaram-se os detalhes da primeira fase de privatização de acordo com o estabelecido no decreto lei 261/99.

Quantificou-se o aumento de capital da Galp energia em 65.417.170 acções, passando o capital social da companhia para 829.250.635 euros , equivalente a 165.850.127 acções ao preço nominal de 5 euros cada acção.

Entrando assim no capital social da Galp Energia os seguintes accionistas :

  • Petrocontrol subscrevendo 55.294.432 acções , passando a deter uma participação de 33,34 %, o máximo que permitia o decreto lei 261-A/99.
  • A EDP adquire 5.420.361 acções , ficando com 3,27 % da Galp Energia.
  • A Caixa Geral de Depósitos subscreveu 4.556.657 acções , representando 2,75 %.
  • A Portgás e Setgás adquiriram 72.905 acções cada uma.

No mesmo diploma fica tacitamente estabelecido que os accionistas agora entrados, não podem num prazo de 5 anos transmitir as acções, salvo consentimento do Estado Português.


A entrada da Petrocontrol no capital da Galp Energia, resulta em primeiro lugar do falhanço das negociações com a francesa Total em 1992, e no mesmo ano de 1992 a Petrocontrol tomou a parte dos franceses. A Petrocontrol era uma «holding» que reunia os interesses privados na Petrogal e dela eram accionistas, directa e indirectamente, o Grupo Espírito Santo, Patrick Monteiro de Barros, Banco Totta, Grupos Mello, Amorim e Parfil, a Fundação Oriente e o empresário Manuel Boullosa.

A Petrocontrol chegou uma posição de minoria de bloqueio na Galp, já «holding» de controlo da Petrogal e da Gás de Portugal/Transgás. Quando o Estado quis vender 15% do capital da Galp, os italianos da ENI mostraram interesse, mas numa participação superior. Os accionistas privados portugueses da Petrocontrol venderam a sua posição, com a aprovação do Estado, como era, aliás,obrigatório.

Com a aprovação do decreto lei 21/2000 de 1 de Março, inicia-se a segunda fase de privatização , em que ficaria especificado uma venda directa de acções por parte do Estado nos tramites previstos na Lei Quadro das Privatizações ( lei 11/90) .

A aludida lei, no seu artigo 6º, definia as distintas modalidades possíveis para a privatização de empresas públicas, indicando que estas se realizariam preferencialmente através de concursos públicos, oferta pública de subscrição e ou colocação em bolsa. Mesmo assim era contemplado o ajuste directo, sempre que e passando a citar “ o interesse nacional ou a estratégia definida para um sector o exija ou quando a situação económica ou financeira da empresa o recomende” .

Assim é todo legítimo, afirmar que a segunda fase de privatização, não terá tido a transparência necessária e adequada, uma vez que a mesma foi realizada pelo ajuste directo a determinados sócios pré seleccionados ?

Em 16 de Março de 2002, estabelecem-se todos os detalhes da segunda fase de reprivatização :

  1. O Estado vende 24.877.159 acções da Galp Energia, que representam o máximo permitido de 15 %.
  2. Os compradores são a Iberdrola que adquiriu 6.634.005 acções equivalentes a 4,00 % e a ENI Portugal Investments SPA – filial da ENI , que compra 18.243.514 acções , que corresponde a 11,00 %.
  3. Iberdrola e ENI Portugal Investments SPA, podem no futuro adquirir mais acções.

Logicamente que num quadro em que o capital social de uma empresa se encontra totalmente subscrito, um accionista só poderá entrar, quando outro decidir sair. As negociações com a ENI Portugal Investments SPA, conduzidas em grande parte por um cunhado do Engº António Guterres na altura num banco suíço, mas foi de facto Joaquim Pina Moura que terá arranjado o parceiro ENI Spa. A forte valorização da posição da Petrocontrol na Galp resultou, em grande parte, da integração do negócio do gás neste universo,um modelo desenhado em 1998 pelo então ministro da Economia, Joaquim Pina Moura, e que na altura motivou divergências de opinião entre os accionistas privados da petrolífera.

Tudo porque a Petrocontrol, que detinha 45% da Petrogal, viu a sua participação na ‘holding’ petro-gasista diminuir para 33,34%. Os privados entraram na Petrogal em 1992 e logo detectaram um buraco superior a 50 milhões de euros nas suas contas. Em 1994, um outro buraco de 100 milhões permitiu à Petrocontrol renegociar as condições da segunda fase de privatização.

Assim, e como a ENI queria mais que os 15 %, ficou acordado que a Petrocontrol venderia a totalidade da sua participação no capital da petrolífera portuguesa, negociando e bem a sua saída. Dos 33,34 % que possuía , 22,34% iriam para a ENI Portugal Investments SPA e 11,00 % para a EDP-Electricidade de Portugal.

A ENI Portugal Investments SPA controlaria 33,34 % ( 22,34 % da Petrocontrol mais 11,00% do Estado ) e a EDP ficava com 14,27 % ( 11,00 % da Petrocontrol mais os 3,27 % que detinha desde 1999).

Dentro das várias questões sempre aliadas à transparência ou à falta dela , sabe-se que a Petrocontrol estava sujeita ao regime de indisponibilidade previsto na resolução de conselho de ministros 119/99 de 16 de Setembro, que impedia o mesmo de transferir as acções antes do final de 2004.

O Estado português autorizou expressamente esta operação e a Comissão Europeia viria a fazer o mesmo em 29 de Junho de 2000.

Questionando-se por isso os resultados seguintes pela Petrocontrol :

  1. Comprou em 1992 a participação de 33,34 % pagou 439 Milhões de Euros.
  2. Vendeu à ENI ( 22,34 % ) e EDP ( 11,00 % ) por 963 Milhões de Euros.
  3. Mais valia realizada : 525 Milhões de Euros

Mandavam na altura as boas regras de transparência que todas as mais-valias sejam tributadas, sobretudo se conseguidas num espaço superior a 12 meses. O Eng.º Guterres isentou esta mais-valia abdicando de 165 milhões de euros. A isenção terá sido concedida na condição de os ganhos serem reinvestidos.

E terá sido com o encaixe em vista que os primeiros privados da Galp venderam. Uma possibilidade criada pela orientação estratégica definida pelo Executivo socialista e que privilegiava a entrada de um parceiro internacional para a Galp, em detrimento da manutenção de um núcleo duro de accionistas nacionais. Na altura o presidente da Petrocontrol era Diogo Freitas do Amaral.

Foi estabelecido o preço de 17,43 Euros por acção, atribuindo assim, em 1999, aquando da alienação acima explicada da Petrocontrol à ENI, um valor à Galp de 2 891 Milhões de Euros. Este preço foi pago pela ENI e pela Iberdrola pelas acções do Estado e pela ENI e EDP pelas acções da Petrocontrol.

Ou seja neste primeiro capítulo questiona-se, o que fez um accionista de referência que durante 2 anos, conseguiu ganhar 525 milhões de euros. O Estado foi assim lesado directamente em 165 milhões de euros que poderiam ter servido para atenuar o défice da economia portuguesa.

A tudo isto o Engº Guterres nada respondeu.

A comissão parlamentar constituída para o efeito arquivou o processo.

Amanhã : O Dossier Secreto da Galp Energia - A ENI e a vendetta dos fratellos de Palermo

Publicado por António Duarte 16:03:00 0 comentários Links para este post  



Apito Dourado
juízes da Liga sob suspeita


Os juízes que integram a Comissão Disciplinar da Liga Portuguesa de Futebol Profissional deverão estar sob suspeita no âmbito da operação «Apito Dourado».

A proibição de Pinto da Costa de contactar com os elementos da Comissão Disciplinar da Liga indicia, segundo o «Diário de Notícias», que os magistrados também poderão estar envolvidos no processo.

Recorde-se que já em Setembro o procurador do Ministério Público encarregue do inquérito, Carlos Teixeira, dava conta, em resposta a um parecer encomendado por Valentim Loureiro aos professores Manuel Costa Andrade e Jorge Figueiredo Dias, da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, de «uma conversa telefónica entre Valentim Loureiro e um decisor da Comissão Disciplinar da Liga».

Em causa estaria um inquérito disciplinar ao antigo jorgador portista Deco, que atirou as suas botas ao árbitro Paulo Paraty, após ter sido expulso. Tal conversa indicia, segundo o MP, um crime de tráfico de influências imputado a Valentim Loureiro,

De acordo com o MP, a vantagem para o major traduziu-se em não ver a Liga posta em causa por um eventual recurso de Pinto da Costa para o Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol.

A Comissão Disciplinar da Liga é composta pelos juízes desembargadores António Fernando Gomes da Silva (presidente) e Alberto Manuel Gonçalves Mendes e ainda pelos juízes de Direito Frederico João Lopes Cebola e Pedro Maria Cardoso Gonçalves Mourão, todos vogais.

O procedimento criminal contra juízes desembargadores teria de correr no Supremo Tribunal de Justiça. Tratando-se de juízes de primeira instância, a investigação deve correr no Tribunal da Relação.

in Portugal Diário

Publicado por Manuel 13:37:00 2 comentários Links para este post  



O Novo Código da Estrada
Mais do mesmo !!

O novo código da estrada foi aprovado ontem em conselho de ministros.

As grandes alterações prendem-se com as multas e o seu valor pecuniário, sendo que a maioria das alterações verificadas não são do conhecimento público generalizado. Ora num país com a taxa de sinistralidade que todos conhecemos e que todos, aparentemente, nos envergonhamos, esperavamos mais e melhor, muito melhor.

A mensagem que Daniel Sanches quis fazer passar ontem, foi que todos já sabemos das alterações do código da estrada e que ele foi publicamente divulgado. Por outras palavras, ele Daniel Sanches quer eliminar o denominado período de vacatio legis, normalmente de um mês, e que medeia o tempo entre a promulgação e a entrada em vigor.

Não estou contra o endurecimento das leis. Acontece que este novo código não endurece lei nenhuma e é na sua medida ridículo. Ridículo por que endurecemos as coimas sem endurecermos as leis.
  • Onde estão por exemplo as medidas de apreensão imediata do veículo aquando de condução com efeitos de alcool.
  • Onde estão as medidas para combater os veículos sem seguro nas estradas portuguesas.
  • Onde estão os programas de desincentivo à condução nocturna, como por exemplo a cidade de Barcelona efectuou, onde os taxistas e os estabelecimentos de diversão nocturna, transportavam gratuitamente os seus clientes.
  • Onde estão as medidas de controlo de velocidade ? E a aplicação do controlo da velocidade média em auto-estrada ?
  • Onde estão as condenações prometidas pelos atropelamentos seguidos de fuga do condutor ? Nos últimos 5 anos, apenas 11 condutores foram condenados , e só 3 cumpriram efectivamente a pena.

Quantos de nós sabemos efectivamente que aos encartados após a data de 01 de janeiro de 2005, teremos que...


  • Usar o famoso "ovo estrelado" na rectaguarda do veiculo sempre que conduzirem ?
  • Obrigatoriedade de jogo suplente de luzes
  • Obrigatoriedade de depósito imediato do valor mínimo da coima no acto da passagem do auto ?
  • Estacionamento em cima de uma passadeira, transforma-se em contra-ordenação grave ?

O novo código da estrada, que deveria ter entrado em vigor em Setembro de 2003, tratando-se um projecto do PS, não traz infelizmente nada de novo às estradas portuguesas. A lógica de bloco central enveredou pelo caminho mais fácil, que é a ida directa aos bolsos dos portugueses, mesmo que isso custe vidas mesmo ao lado.

O ministro da administração interna não o disse, quiçá por vergonha, mas nos últimos 5 anos, desde a entrada em vigor da carta cumulativa por infracções, apenas 7, repito 7, portugueses ficaram sem carta por terem ultrapassado o número de contra-ordenações permitidas.

Se somos assim tão maus condutores, porque permite o novo código da estrada, que um indíviduo que seja "apanhado" com um valor superior a 1,2 g/litro numa noite possa, no dia seguinte, ir a esquadra buscar o seu carrinho, enquanto o processo corre em tribunal.

Isto para não falar, claro, na falta de coragem em mexer nos valores mínimos permitidos. Todos se recordam da falta de coragem do governo de Guterres, que perante as manifestações de vinhateiros de todo o país, recuou perante o valor dos 0,2 g/l. São escolhas que se fazem, e de uma forma rude e cruél na altura o governo de Guterres preferiu o vinho à vida.

Pensei que mesmo com todos os problemas de capacidade dos políticos portugueses em serem de facto políticos, o tema dos acidentes de viação fosse algo em que já tivessemos atingido uma determinada maturidade para o discutir. Enganei-me redondamente.

O que continua a interessar são os números, neste caso as multas. O que interessa a quem vai tirar a carta saber ler um mapa das estradas ou um GPS ? O que interessa a quem conduz é por exemplo saber trocar um pneu, algo que ninguém mas mesmo ninguém ensina na instrução.

Publicado por António Duarte 13:00:00 0 comentários Links para este post  



Num modesto segundo andar a contar vindo do céu...

A Dona Milú, do 15ºG do edifício Oeiras na Amadora, morreu carbonizada porque a corporação local de bombeiros só possui escadas até ao 10º andar. Consta que a Dona Milú, além de muito crente em Deus, pagava devotamente a contribuição autárquica. A Dona Milú, além do juro, do spread, da duração do contrato, deveria ter negociado com o banco uma grade de Redbull.

Publicado por Nino 10:55:00 7 comentários Links para este post  



sobre o pinto dourado


PAÍS DAS BESTAS: O dragão-mor televisivo, Miguel Sousa Tavares, que cospe fogo regularmente também na imprensa ( "A Bola" e "Público"), já anunciou o caminho: a segunda fase da operação "Apito Dourado" é uma tramóia de águias e leões lisboetas que por acaso puseram a PJ, o Ministério Público e os Tribunais a trabalharem para alimentar os seus nefandos intentos.

É este mesmo dragão-mor que passa a vida a chorar-se nas páginas dos jornais contra a inexistência de investigações à corrupção. Eu não sabia era que essas investigações, para não irritar o cospe-fogo, tinham de ser criteriosamente escolhidas. Está-se sempre a aprender com estes corajosos e polemistas opinadores.

FNV in Mar Salgado


Ser portista não é ser "Dragão"

Ontem o Estádio do Dragão aplaudiu Mourinho à sua entrada em campo. Aplaudiu de pé, de forma civilizada e inteiramente merecida. Mourinho agradeceu e acenou para o público que, com ele e com os jogadores do Futebol Clube do Porto, ajudou um clube português a sagrar-se campeão da Europa.

Custa a crer que isto que estou a relatar não seja da mais elementar normalidade.
Infelizmente, não é.

Ou melhor. Infelizmente, esta atitude de cerce de 40 mil portistas é a atitude civilizada e curial de uma cidade evoluída e ocidental. Grata ao trabalho de alguém que ajudou a que todos tivessem um pouco mais de alegria e orgulho.

Só surpreende e é notícia este bonito momento, porque não corresponde à face pública do clube.

Os adeptos do FC Porto, graças a incompreensíveis e impunes atitudes de meia-dúzia de arruaceiros de bancada e dirigentes, levam por tabela com rótulos que não merecem.
Ficou assim mais uma vez provado, que ser portuense e ser portista, não significa ser "dragão", no pior dos sentidos que a expressão contem. Ou seja, significa que nem todos (ou quase nenhuns) dos que se sentam semanalmente no estádio do Dragão estão dispostos a aceitar pacificamente a atitude pouco civilizada e as opiniões idiotas de alguns outros, em nome de todos.

Se pensarmos que naquele momento Pinto da Costa continuava detido no Tribunal (e tendo em conta a sua relação e declarações recentes sobre Mourinho) os aplausos ganham ainda outro significado e mostram que o Futebol Clube do Porto é de todos os portistas e muito mais da cidade do que do senhor Pinto da Costa ou dos SuperDragões.

O Futebol Clube do Porto é, por isso, uma "pessoa de bem", na minha perspectiva, eventualmente lesada (e pode vir a sê-lo ainda muito mais) por um corrupto e meia-dúzia de amigos seus, oriundos do sub-mundo da prostituição e da corrupção mais básica e reles de que há memória na Europa do Futebol.

O exemplo dado pelos adeptos do Futebol Clube do Porto (sem que a veja como uma censura ao seu actual presidente) é, na minha perspectiva, um bom indício de que o FCP tem pulmões para respirar muito além de Pinto da Costa, de Mourinho, de uma má época ou de um mau treinador.

Quanto à carreira de Pinto da Costa fica também provado que nem todos engolirão sempre tudo o que provém da sua deformada mente. Nem todos aceitarão pacificamente sempre o que dele provém.

É também a prova de que o povo sabe muito bem distinguir as coisas. Que sabe premiar e penalisar independentemente do que querem que faça. E se Mourinho foi aplaudido, muito mais poderemos pensar que a influência política de Pinto da Costa nos adeptos do Futebol Clube do Porto é abaixo de zero.

O aplauso a Mourinho, na ausência de Pinto da Costa, é um sério aviso à navegação e, a mim (além de me remeter, naquele momento, para a cabeça de Fernandez, quase ingratamente esquecido na sua entrada em campo) é também uma prova de que o que escrevi em tempos se começa a cumprir. Lentamente, é certo, mas haverá já alguns dos que aplaudiram que colocarão intimamente a questão de se não será melhor começar a pensar em vasculhar os bolsos de Pinto da Costa... antes de males piores.


Publicado por Manuel 22:40:00 3 comentários Links para este post  



corajosos q.b.

apareceu finalmente o texto integral da "Carta Aberta (anónima) de alguns Juízes ao Ministro da Justiça" online... Não aparece é a única coisa que verdadeiramente interessa - a lista de subscritores, se é que vai aparecer e se é que em on vai haver algum. A guerrilha segue dentro de momentos.

Publicado por Manuel 20:45:00 0 comentários Links para este post  



fantasmas do bloco central...


num momento em que tanto se fala de Camarate convinha lembrar que na época era a AD (PPD/CDS/PM) que governava.

in Jumento

Publicado por Manuel 18:12:00 0 comentários Links para este post  



A minha avaliação monetária

  • Senadores da República

    • Mário Soares - Euro (UE)
    • Freitas do Amaral - Dollar (USA)
    • Cavaco Silva - Libra (Reino Unido)
    • António Guterres - Vatu (Vanuatu)
  • PSD

    • Marques Mendes - Yen (Japão)
    • Manuela Ferreira Leite - Franco (Suiça)
    • Durão Barroso - Lek (Albânia)
    • Santana Lopes - Pa’anga (Tonga)
  • PS

    • João Cravinho - Dollar (Austrália)
    • Manuel Alegre - Coroa (Dinamarca)
    • José Sócrates - Taka (Bangladesh)
    • João Soares - Riel (Camboja)
  • PCP

    • Carvalho da Silva - Yuan (China)
    • Carlos Carvalhas - Peso (Cuba)
    • Jerónimo Sousa - Dong (Vietname)
    • Bernardino Soares - Won (Coreia do Norte)
  • CDS/PP

    • António Lobo Xavier - Dirhan (Emiratos Árabes Unidos)
    • Pires de Lima - Pula (Botswana)
    • Narana Coissoró - Rupia (India)
    • Paulo Portas - Tenge (Casaquistão)
  • BE

    • Miguel Portas - Dollar (Nova Zelândia)
    • Fernando Rosas - Coroa (Noruega)
    • Francisco Louçã - Kina (Papua Nova-Guiné)
    • Luís Fazenda - Dinar (Sudão)
  • Autarcas

    • Rui Rio - Dollar (Canadá)
    • Carmona Rodrigues - Coroa (Suécia)
    • Mesquita Machado - Afghani (Afeganistão)
    • Narciso Miranda - Peso (Colômbia)

Publicado por Nicodemos 16:34:00 0 comentários Links para este post  

Há uns tempos estreou um filme, made in Portugal, com a sua piada. Chamava-se "Portugal S.A.". Podia ser um bocado kitch, abarrocado, o que quer que se lhe queira chamar, mas fazia pensar. Retratando um Portugal muito distante do das novelas da TVI e das revistas cor de rosa não foi exactamente um sucesso... Abaixo segue script de um outro filme, qualquer dia rodado num país perto de sí.


(...) E chegou a hora de fingir que se fazia mais alguma coisa, já que falhado o primeiro round era chegada a hora de mostrar serviço. Decidira assim recorrer, outra vez, para cima alegando que certos membros do colectivo por força de decisões passadas não eram idóneos. Mas o nosso advogado era um humanista, sabia que tinha que o fazer mas mesmo assim custava-lhe. Vai daí escreveu uma carta a cada um dos visados pedindo-lhes desculpas sentidas pela técnica usada e assegurando-os que não era nada de pessoal e que jamais lhe passou pela cabeça atentar contra a honorabilidade deles. Estavam todos afinal no mesmo barco. (...)

Publicado por Manuel 11:20:00 0 comentários Links para este post  



"Relógio, morre"


Quem vende a verdade, e a que esquina?
Quem dá a hortelã com que temperá-la?
Quem traz para casa a menina
E arruma as jarras da sala?

Quem interroga os baluartes
E conhece o nome dos navios?
Dividi o meu estudo inteiro em partes
E os títulos dos capítulos são vazios...

Meu pobre conhecimento ligeiro,
Andas buscando o estandarte eloqüente
Da filarmônica de um Barreiro
Para que não há barco nem gente.

Tapeçarias de parte nenhuma
Quadros virados contra a parede ...
Ninguém conhece, ninguém arruma
Ninguém dá nem pede.

Ó coração epitélico e macio,
Colcha de crochê do anseio morto,
Grande prolixidade do navio
Que existe só para nunca chegar ao porto.

Fernando Pessoa

Publicado por Manuel 0:37:00 1 comentários Links para este post  



slate.com
Células estaminais; uma "solução" pior que o problema ?...



Publicado por Manuel 16:57:00 2 comentários Links para este post  



sobre o SIStema...

Vai grande a algazarra sobre no SIS... Normal, já se vê, fruto da reestruturação recente e da nomeação de Domingos Jerónimo como "Patrão", pouco, das secretas, normalíssimo, gestão corrente, lá se foi o bloco central no SIS, sim, porque uma boa parte do problema é mesmo esse. O que no meio desta normalidade toda não se percebe lá muito bem é porque sendo as mudanças decorrentes da nomeação de Domingos Jerónimo este não tenha sido, aparentemente tido nem achado, assinando de cruz, também não se percebe porque raio é que quem presta esclarecimentos à plebe não é Margarida Blasco, não é Domingos Jerónimo, não é o Primeiro-Ministro mas sim Guilherme Silva, lider parlamentar do PSD... Também não se percebe porque razão, sendo normais e correntes causaram tanta polémica no seio do próprio SIS ao ponto de terem levado a Dr.a Blasco a retroceder... Ou se calhar percebe-se tudo, e o problema é mesmo esse.

Publicado por Manuel 13:38:00 3 comentários Links para este post  



A woman who turned to eBay to auction off her father's ghost asked buyers to show some restraint as bidding reached the 14,000 dollar-mark over the weekend in a media-driven frenzy(AFP/Illustration)

Publicado por Manuel 7:03:00 1 comentários Links para este post  



Se és de esquerda, vota Santana

Sampaio, num violento ataque aos serviços públicos, enlutou o Natal de milhares de Portugueses, despedidos a breve trecho sem justa causa e sem precedência de processo disciplinar, espoliados de uma carreira conseguida a pulso, muitos deles velhos demais para ingressarem num outro partido.

Publicado por Nino 22:47:00 2 comentários Links para este post  

Será que a ambulância do INEM, que terá sido desmontada para que o seu conteúdo permitisse instalar uma espécie de mini-hospital de campanha, numa certa residência oficial de um certo hipocondríaco, já começou a ser reconstruída ?

Não terá sido tal atitude, a ter de facto ocorrido (porque custa a acreditar na decisão de desafectar uma ambulância da sua normal actividade), no mínimo, abuso de poder? Quantos terão sido penalizados por ela? Há contas, números? Alguém terá medido as consequências? E se morreu alguém ?

Publicado por Manuel 18:21:00 8 comentários Links para este post  



A vingança do chinês

Eis um dos argumentos que Sampaio pode alegar quando fundamentar a dissolução da maioria...


Nas nossas democracias europeias costuma haver crises políticas, a vantagem das democracias é que se consegue sempre pelo jogo institucional encontrar as melhores soluções


José Barroso, 6 de Dezembro, de passagem por Lisboa

Publicado por Viúva Negra 16:55:00 0 comentários Links para este post  



Um erro de avaliação estratégica

Esta é para o Paulo (a propósito desta e desta, entre outras).

Como já aqui disse (e, particularmente, no Adufe), o cenário do PS ter de assumir-se como alternativa governativa passou a estar em cima da mesa de forma iminente desde que Durão Barroso decidiu que concorreria à Comissão Europeia.

Ferro Rodrigues saiu pelos motivos conhecidos e desde então o PS teve uma das mais originais campanhas eleitorais internas para o cargo de Secretário-Geral. Na minha opinião a campanha esteve muito próximo do preto e branco, servindo para sublinhar dois ou três pontos de distinção ideológica e de estilo. Nesse sentido foi uma lufada de ar fresco.

Como então sugeri, haveria, no entanto, todo o interesse para o país e para o PS que a discussão fosse além do socialismo de cada candidato e haveria todo o interesse em que progressivamente, ao longo da campanha, cada um se comprometesse com opções concretas sobre o que faria caso chegasse a primeiro-ministro. E foi Sócrates quem mais alto clamou ser candidato a primeiro-ministro caso vencesse...

Recordo-me de a dada altura ainda a campanha ir no início, ter por aqui notado saber-me a pouco o que via e ouvia de Sócrates. Recordo-me também (espero não estar a ser traído pela memória) de teres, Paulo, demonstrado alguma confiança em como até ao fim da campanha esse debate, esse maior esclarecimento vir ainda a ocorrer. Ele não quereria gastar todas as munições logo no início...

Contudo, o que ficou foi o “choque” tecnológico proposto por Sócrates logo em inícios de Agosto; a única bandeira agitada que retive e que ainda este fim-de-semana foi retomada. A oportunidade de umas primárias elucidativas cumpriu os seus objectivos apenas no plano estritamente “político”. A concorrência era tão fraca que Sócrates não precisou de usar mais argumentos ou simplesmente não os tinha? Eis uma pergunta que Sócrates permitiu que ficasse para a posteridade.

Ganhas as eleições ainda havia tempo para o resto, não era esse o tempo para assumir compromissos (rupturas?) afirmou Sócrates.

Muito bem… O pior é que chegados à concretização da tal “iminência” de ter de assumir a alternativa, a imagem que prepassa é que tudo está por fazer; reforça-se o empenho no rendimento mínimo, na defesa das SCUTS e dos PPR’s e...

Feita a desmontagem mais superficial permito-me uma outra que é coerente com o que aqui me tem "indisposto" com o Sócrates, entravando a minha motivação em ir em seu apoio.

Há quanto tempo pensará Sócrates concorrer um dia a Secretário-Geral? Não acredito que seja ideia de 2004. Não terá nestes anos anotado num qualquer caderninho ideias de sua própria lavra, até pela experiência de Governo que teve? Não há nada que tenha sublinhado como aspecto a corrigir que pudesse apresentar como distinção inicial, como caracterizador de si próprio enquanto candidato a Primeiro-Ministro? Ou será tudo tão congeminatório que nada poderá servir-lhe de auxilio público perante os eleitores internos e externos? Haverá tutano em José Sócrates? Mais uma pergunta que ainda perdura e que seria seguramente bem aproveitada não fosse o seu opositor primordial quem é: o paradigma da incredulidade, Pedro Santana Lopes.

Com base nestas mesmas constatações, atrevo-me a dizer, vens agora imputar (em boa companhia reconheço)