
Publicado por Manuel 21:42:00 1 comentários Links para este post
Nem tudo é assim tão mau...
...pois se Durão Barroso aproveitar o facto de ocupar a Presidência da Comissão Europeia para fazer pela Europa o mesmo que fez pelo país há uma forte hipótese de, dentro de pouco tempo, a Europa estar na cauda de Portugal.
Publicado por António Duarte 14:58:00 1 comentários Links para este post
«Quero dizer-vos»
Não deixo de ouvi, pois, com alguma indulgência que só a experiência concede, aqueles que não entendem que a leitura que faço dos poderes do atribuídos pela Constituição ao Presidente da República e o modo como exerço essas funções não estão sujeitos a flutuações conjunturais, pois assentam numa concepção duradoura, profunda e consistente que tenho do cargo e do seu papel no nosso sistema constitucional.
O País precisa de reformas, não necessita de crises políticas artificiais ou de conflitos institucionais.
Da minha parte, entendo que, na prossecução do interesse nacional e atento às grandes questões que afectam o presente e o futuro dos Portugueses, o Presidente da República deve ser um factor de união e mobilização, de referência nacional, de moderação e arbitragem; nunca um elemento acrescido de perturbação e instabilidade ou um fautor de clivagens, rupturas ou crises artificiais, não sustentadas no sentimento maioritário dos Portugueses.
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Publicado por Carlos 14:23:00 1 comentários Links para este post
E tudo o vento levou...
Muito, mas mesmo muito se tem falado, sobre a verdadeira bomba que eclodiu no decorrer do Euro-2004. A princípio começou por ser um mero boato, desmentido convenientemente pelo próprio, mas com o passar do tempo, percebeu-se que não era apenas um boato e que tinha o seu que de fundamento. Durão Barroso primeiro-ministro de Portugal, futuro presidente da Comissão Europeia.
Se por um lado, percebo a alegria e o sentido de Estado de todo um certo PSD, por outro lado não posso deixar passar em claro, o facto de a ida de Durão para Bruxelas, trazer para Portugal consequências a montante e jusante. A começar pelo próprio governo, que nos diz respeito a todos, e ao PSD que diz respeito aos seus militantes.
Alguns quadrantes da nossa política, afirmam que tal será motivo de orgulho nacional, e que Portugal poderá beneficiar disso. Beneficiar como ? Um Presidente da Comissão Europeia, deverá manter a imparcialidade, de forma a gerir o equilíbrio nas discussões. O facto de termos um português à frente não é imediatamente garante de orgulho. Os franceses hoje não se orgulham de Jacques Santer à frente da Comissão Europeia. O facto de Durão ser PCE, apenas será prestigiante para o país se o seu trabalho à frente do mesmo o deixar com créditos suficientes para tal. Não é a pessoa que engrandece os actos mas sim os actos que engrandecem as pessoas e os cargos que elas representam. E isto ninguém sabe ainda. Mas se julgarmos os anos que Durão leva de primeiro-ministro, os problemas que teve em Portugal, rapidamente chegamos à conclusão que um mau primeiro-ministro poderá converter-se num indiferente presidente da comissão europeia. Polémico, porque alguma Europa não lhe perdoa a fotografia dos Açores. Pouco rigoroso, porque os países pequenos não lhe perdoam o seu aparente desvio na questão do PEC, e do seu cumprimento, ao defender os incumpridores. Tudo isto joga contra Durão Barroso no dia que assumir o cargo. Tudo isto e mais o facto de ter sempre defendido (?) Vitorino como o seu candidato.
A verdade é que por exemplo a Espanha, com Javier Solana bem colocado na corrida, rapidamente preferiu ter um comissário com peso do que este como candidato a Presidente da Comissão. E conseguiu hoje que o mesmo Solana fosse reconduzido na pasta.
O problema é mais grave ainda porque abandonando Durão o governo, ainda que por razões diferentes de Guterres, é um facto que abandonou, fica em Portugal um governo para formar.
E a agora a pergunta mais difícil de todas - Que legitimidade tem o PSD para escolher o governo? Bom todos sabemos que os governos não são sufragados, mas sim escolhidos por entre o partido mais votado. Mas com um resultado eleitoral fraco nas últimas eleições, uma mudança de executivo deveria ou não conduzir a eleições antecipadas?
Por um lado, sim. Legitimava-se nos portugueses a escolha de quem queriam como governo. Colocava-se nos partidos, em todos, a noção que os portugueses nas urnas poderiam ser mais exigentes que nunca. Eu por exemplo jamais votaria no PSD, sendo do PSD, com Santana Lopes como cabeça de lista. E as razões são simples, pois de Pedro Santana Lopes, não se lhe conhece uma obra que tenha começado e a tenha concluído. De finanças pouco ou nada percebe e tem um claro défice democrático na forma de fazer as coisas. Pode até dar um bom entertainer nos congressos do PSD, mas o país precisa de alguém que fale pouco e faça mais. E Santana Lopes, basta ver por Lisboa, pouco ou nada tem feito.
Por outro lado, não. E este não entenda-se resume-se à estabilidade política que o país precisa.
Mas, a verdadeira questão é se a situação da passagem administrativa de Santana Lopes para primeiro-ministro causa menos instabilidade do que a convocação de eleições antecipadas.
A mesma passagem de Santana Lopes a Primeiro-Ministro faz-me lembrar quando os alunos passam a uma cadeira na faculdade...
... as chamadas passagens administrativas; passam mas não percebem nada da matéria, e assim se contribui para o baixo nível educacional da política portuguesa.
Publicado por António Duarte 13:17:00 4 comentários Links para este post
oásis de lucidez
A função de presidente da Comissão Europeia não é mais importante do que a de primeiro-ministro de Portugal
João Salgueiro
Publicado por Manuel 13:03:00 0 comentários Links para este post
um pouco mais de azul...

Aya Kato, campaign girl for Japanese brewer Suntory, admires the world's first 'blue rose' developed by the company during a press conference in Tokyo. The company created the blue rose which has blue pigment by implanting the gene that leads to the synthesis of blue pigment from pansy.(AFP/Toru Yamanaka)
N.A. agora só falta fazerem leite natural, de preferência gaseificado, e com sabor a Coca-Cola...
Publicado por Manuel 12:22:00 1 comentários Links para este post
pias questões...
Na sua edição de ontem o pasquim 24 Horas, o tal que tem na sua direcção um certo sobrinho de um dos nossos mais dilectos leitores, resolveu fazer mais uma capa sobre o caso pio. E fê-lo num exercício de revisionismo e demagogia absolutamente escabrosos, abaixo de todos os príncipios éticos e deontológicos que dev(er)iam reger a classe jornalistica.
A defesa do Pedroso alegou publica e repetidamente da impossibilidade de certas práticas que são imputadas ao deputado socialista serem "mecanicamente" impossíveis de terem sido realizadas pela razão pura e simples de que o mesmo usaria um aparelho nos dentes que impossibilitaria as mesmas. Nas alegaçãos presenmtes no recurso apresentado pelo Ministério Público tal alegação é inequivocamente desmontada, a par de muitas outras - como por exemplo a da "falta" de memória das vítimas que, não tendo retrovisor, ainda assim a tinham bem melhor que a da ex-esposa do acusado que só se lembrava de um único sinal que (agora) já não existe... - ora que faz o 24 Horas ?
Bem, faz capa informndo a humanidade que a equipa capitaneada por João Guerra tinha explicado - no dito recurso - à juiza como se pratica "sexo oral". O pequeno detalhe de a inócua "explicação" arrasar por completo quer a tíbia argumentação da juíza quer os mirabolantes argumentos da defesa é uma minuência que pouco importou ao 24 explicar...
Na passada sexta-feira, José Manuel Fernandes, director em exercício do Público, espantava-se com as discrepâncias de algumas decisões, em instâncias diferentes, sobre casos que envolvem invariavelmente gente poderosa e influente nomeadamente o caso pio e o Caso Moderna. A certo ponto proclama mmesmo urbi et orbi...
Mas não é natural a sucessão de tantas contradições, pelo que é necessário dizer alto o que muitos dizem baixo: há demasiada incompetência e uma quase total falta de controlo de qualidade
Presume-se que o ainda director do Público deva ter dado uma olhada ao já citado recurso do MP de que o Público publicou aliás tímidos extractos, presume-se até que José Manuel Fernandes concorde com a tese defendida no Glória Fácil, um destes dias por João Pedro Henriques que clraividentemente escrevia ...
Um dia destes – depois do jogo com a Rússia, antes do jogo com a Espanha – a “esmagadora maioria” (TSF dixit) dos jornalistas portugueses que acompanham a selecção decidiu autografar uma camisola da equipa e oferecê-la a Scolari. Um gesto (televisionado, fotografado, em suma, noticiado, portanto público) que o próprio muito apreciou, evidentemente.
Discordei e discordo. A minha opinião é certamente, irrelevante – e, por isso mesmo, não me custa nada emiti-la. Tinha-a prometido, ei-la.
1. Este tipo de iniciativas permite pôr em causa, muito legitimamente, o distanciamento crítico dos jornalistas face ao seleccionador. Nem eu nem ninguém no universo dos consumidores de informações quer isto, suponho. Os jornalistas não fazem parte da selecção. Estão de fora e é aí que devem estar. A credibilidade do trabalho jornalístico passa também por cuidar da aparência dessa credibilidade – e não só do seu conteúdo. A história da mulher de César também se nos aplica.
2. Serei eu pela manutenção de uma relação de hostilidade permanente entre os jornalistas e os seus interlocutores? Não sou. Acho até contraproducente, na maior parte dos casos. Mas entre isto (a hostilidade) e o que se passou (a aparência de um excesso de companheirismo) há um ponto de equilíbrio, que me parece ter sido ultrapassado.
3. Por mais difícil que seja, os jornalistas não têm de se associar ao fervor nacional que rodeia a selecção. Retratam esse fervor – não fazem parte dele, pelo menos enquanto desempenham funções profissionais de cobertura das actividades da selecção (o que era o caso). Admito que seja mais confortável ir com a maré. Que até dê mais audiências. Mas isso já está para lá do jornalismo. Já só é “infotainment”. É nisso que se transformaram os relatos de rádio, por exemplo (o que não é de hoje, muito pelo contrário). Mas convém que o exemplo não se alastre aos outros “media”. Chegado aqui, deixem-me perguntar: teria a oferta sido feita se Scolari tivesse na mó de baixo? Resposta: Sei apenas que não foi.
4. Um gesto destes tem outro problema: uma manobra de grupo desta dimensão torna os jornalistas menos independentes não só em relação ao visado (Scolari) como, sobretudo, em relação uns aos outros. Ou seja, dilui a concorrência “inter pares”, que é uma das melhores garantias da qualidade do jornalismo. Além do mais, coloca na posição de ostracizados (maus da fita, ovelhas negras, o que se queira) os que decidiram, com todo a legitimidade, não alinhar. É injusto.
5. Enfim, numa palavra: não havia necessidade.
João Pedro Henriques falava da seleção, mas não se aplicará tudo o que ele escreveu à cobertura militante, e quase sempre parcial, tendenciosa e unilateralista do Público ao caso casa Pia ?
Qual foi afinal o destaque dado pelo Público às alegações do MP quando comparado com os rios de dislates e absolutos fretes - porque não há outro nome - de António Arnaldo Mesquita aos seus "amigos" ? Onde esteve da parte do Público o exercício ao contraditório ? Será que José Manuel Fernandes não se lembra de algumas das prosas que assinou e doutras que abalizou?
Por uma questão de coerência José Manuel Fernandes devia era pedir desculpa aos seus leitores e - enquanto ainda é director - despachar o Mesquita para a crítica cinematográfica, aí pelo menos todos saberiamos que falaria só e apenas de fição.
A indignação de Fernandes para o facto de haver "opiniões para tudo" no sistema judicial português tem ainda uma outra pitada de ironia - é que essas opiniões "alternativas" só tem espaço para respirar porque a comunicação social - como o Público - pura e simplesmente não cumpre o seu papel. Cumprisse e haveria certamente menos desplante para certas tomadas de posição...
Ainda sobre a Casa Pia uma nota sobre Ferro Rodrigues - a criatura só não terá acusada pela única e exclusiva razão de que os crimes perpretados de que seria (co-)autor já teriam prescrito. Será que ninguém no PS percebe a gravidade disto ? Será que não percebem que Ferro será sempre uma marioneta telecomandada por terceiros, quiçá até potências estrangeiras ? Ou é precisamente por Ferro não mais poder passar de uma marioneta nas mãos de terceiros, que subitamente já todos os apoiam no seio do PS para PM ? Ressalva-se a sobriedade, já demonstrada aquando do caso Pedroso, de José Lamego...
Publicado por Manuel 11:25:00 4 comentários Links para este post
"Cabeças Decepadas"
Li num blog, que não cito mas toda a gente sabe qual seja, que o Ministério Público estava sem cabeça e que as melhores preparadas "ascendiam" ao STJ.
Já ouvi na posse de um juiz conselheiro que fora magistrado do Ministério Público que, efectivamente, se "ascendia ao STJ".
Li num semanário, não há muito, um cronista, que não percebia nada do assunto, afirmar, com ares de entendido e ameaçador, que era preciso, ou quem, metia o Ministério Público na ordem.
Li no mesmo semanário que o Ministério Público não sabia o que fazer aos seus membros que deambulam pelo futebol e que, com certeza, até nem seria ilegal, lá estarem, desde que...as remunerações fossem simbólicas.
Li noutro jornal, de modo aprofundado, um professor universitário, a dizer que a presença dos magistrados no futebol, em termos remunerados (as tais senhas de presença) era coisa inaceitável.
Li ainda noutro jornal um cronista injuriar publicamente, e da forma, mais iníqua, o PGR.
Li noutro texto que o Ministério Público se afirmou sobretudo nos anos oitenta pela qualidade dos seus magistrados, "pela magnífica preparação de muitos dos seus agentes"
Li noutro texto que o Ministério Público estava aí para defender as liberdades fundamentais, as garantias dos cidadãos, inclusive a liberdade de expressão, de crítica, de opinião, opondo-se aos ditos delitos de opinião.
Li noutro jornal um procurador-geral da República afirmar que "...a palavra é um instrumento que deve ser utilizada pelos magistrados e que ninguém nos pode recusar a palavra..."
Li no Livro da Vida que, no fim do ano, estamos cansados. De tudo.
Li nos jornais que o primeiro ministro arranjou um tacho no exterior e abandonou o país que jurou salvar da tanga e que iria até ao fim do seu mandato.
Li nos jornais que o futebol nos vai salvar de tudo. Se se ganhar, ficamos sem desempregados, a bendita retoma retoma-se, os pensionistas passam a receber pensões dignas e os funcionários públicos vão ser aumentados uns cêntimos nos vencimentos congelados.
Li no tal Livro da Vida que tanto se me dá como se me dê. Quer haja cabeças ou não haja, quer se perca ou se ganhe no futebol, que haja primeiro ministro ou não haja. O que é que isso tem a ver com o nosso quotidiano de cidadãos chamados a cumprir o "dever cívico" de votar em quem nos desgoverna em todos os sectores?
Alberto Pinto Nogueira
Publicado por josé 10:38:00 2 comentários Links para este post
"Azuis os montes"
Terça-feira, Junho 29, 2004
Azuis os montes que estão longe param.
De eles a mim o vário campo ao vento, à brisa,
Ou verde ou amarelo ou variegado,
Ondula incertamente.
Débil como uma haste de papoila
Me suporta o momento. Nada quero.
Que pesa o escrúpulo do pensamento
Na balança da vida?
Como os campos, e vário, e como eles,
Exterior a mim, me entrego, filho
Ignorado do Caos e da Noite
Às férias em que existo.
Ricardo Reis
Publicado por Manuel 23:40:00 0 comentários Links para este post

A newborn Caribbean flamingo chick sticks its head out of its mother's plumage Monday, June 28, 2004, at the San Diego Zoo. The San Diego Zoo is celebrating the birth of several flamingos, marking the first hatching in several years. The Zoo's flamingo lagoon recently underwent a major renovation thanks to a donation from Audrey Geisel and the Dr. Seuss Foundation. In honor of Geisel's support, the zoo has named the first-born flamingo chick 'Audrey.' (AP Photo/San Diego Zoo, Ken Bohn)
Publicado por Manuel 21:23:00 0 comentários Links para este post
todos diferentes, todos iguais ?
No PS, exceptuando Lamego, ninguém quer Congresso; O prazo de validade de Ferro que acabava em Outubro, prolonga-se assim indeterminadamente (é tão imoral como a ascensão eventual a PM do Lopes pela porta do cavalo) . Isto não é muito diferente do que leva o aparelho laranja a querer entronar à viva força Santana. O raciocínio é aliás rigorosamente o mesmo.
A diferença é que se no PS há uma mera voz dissonante no PSD há já várias das bases às cúpulas... E nesse detalhe vai uma grande diferença.
Entretanto dia sim, dia sim, lá parecem fontes anónimas, do santanismo profundo, a tentarem açaimar António Borges. Que Diabo, tanto temor porquê ?
Publicado por Manuel 18:38:00 1 comentários Links para este post
imperdível...

... não ouvir Jacinto Lucas Pires à TSF
Publicado por Manuel 15:59:00 0 comentários Links para este post
Jorge Sampaio já decidiu

Publicado por Carlos 15:15:00 1 comentários Links para este post
e a fuga está consumada...

Publicado por Manuel 12:50:00 2 comentários Links para este post
No
e fresca!
US doctors debate refusing treatment to malpractice lawyers
Animosity between doctors and medical malpractice lawyers has reached such a pitch in the United States that the American Medical Association last week debated a motion proposing that doctors should refuse medical treatment to such lawyers, their families, and employees except in emergencies.
Aconselha-se a leitura do resto da notícia - o jornal até é sério!
N.A. À atenção do "nosso" Pinto Nogueira e restantes juristas, e ao interessante grupo no Incursões ;-)
Publicado por off-line 2:51:00 1 comentários Links para este post
"Supreme Court" arrasa justiça "Cuba Libre" de Bush: detidos em Guantanamo podem recorrer aos tribunais dos EUA.
Segunda-feira, Junho 28, 2004
Como se esperava, o Supreme Court acaba de decidir, por confortável maioria (6-3) que os tribunais federais dos EUA têm jurisdição sobre os casos dos alegados terroristas detidos na base de Guantanamo (Cuba).
Numa decisão histórica para a afirmação do primado do Estado de Direito, o Supreme Court, sem julgar, para já, do mérito de qualquer dos casos, veio afirmar que beneficiam daquela jurisdição os cidadãos estrangeiros, detidos num território estrangeiro sob controlo do governo federal norte-americano, ainda que este não detenha soberania sobre o referido território.
Esta decisão arrasa os argumentos da administração Bush que procuravam colocar os detidos em Guantanamo num verdadeiro “limbo” jurídico e judiciário, à revelia do direito internacional e da Constituição dos EUA e sem possibilidade de controlo jurisdicional independente e imparcial das detenções e subsequentes “processos”.
Contrariando esta perigosa deriva securitária e totalitária, a decisão agora proferida engrandece a justiça e a democracia norte-americanas, reafirmando que a luta contra o terrorismo internacional pode e deve ser feita dentro da legalidade internacional e com observância dos princípios do Estado de Direito, sob pena da destruição dos valores pelos quais alegadamente estamos a lutar.
Com a devida vénia, transcrevem-se extractos da notícia hoje publicada pelo The Washington Times...
Guantanamo prisoners have access to court
Washington, DC, Jun. 28 (UPI) -- The U.S. Supreme Court ruled 6-3 Monday that U.S. courts have jurisdiction over terror suspects being held at the U.S. base in Guantanamo Bay, Cuba.
The ruling is a major blow to the Bush administration, which said the prisoners were beyond the reach of the courts.
(…)
A U.S. appeals court ruled the courts do not have jurisdiction of the detainees, but the Supreme Court reversed.
The high-court majority said the federal courts' jurisdiction extends to aliens being held in foreign territory controlled by the United States, even if this country does not have "ultimate sovereignty."
The Supreme Court did not rule on the merits of the detainees' cases, only that they have the right to bring them to court.
Aditamento (2004-06-29): Ver aqui a decisão proferida no caso Rasul v. Bush.
Publicado por Gomez 19:02:00 1 comentários Links para este post
elucidativo...
já toda a gente percebeu que qualquer solução para sair da pocilga em que Barroso deixou cair a situação política actual terá que passar impreterivelmente pelo PSD (reinventado claro está).
O triste espectáculo, para e arranca, dado pelo PS (quer por Ferro quer por Sócrates e onde só se salva o quixotesco e liliputeano Lamego) nos últimos dias e horas é a todos os títulos lamentável...
Publicado por Manuel 18:14:00 0 comentários Links para este post
sinais...

a malta Acidental está a perder a compostura, mais do que o habitual, e a aparentar sinais de manifesto e evidente nervosismo. Isso é bom, muito bom...
Publicado por Manuel 16:48:00 2 comentários Links para este post
A receita... ou o regresso ao primado das ideias.
José Manuel Durão Barroso poderá ainda ganhar a Europa (!?) mas já perdeu definitivamente o País.
Não há discurso, lágrima ao canto do olho, apelo ao orgulho nacional que permita esconder o que já é óbvio - Barroso vendeu tudo e todos em função única e exclusiva dos seus interesses pessoais. Talvez no fundo ainda sinta um certo orgulho por depois dele ocorrer o caos, um certo gozo por o poder que "entregou" ao Santana lhe poder vir a escapar mas o facto incontornável é que Barroso se portou como um escroque - um burlão de esquina.
Mas as coisas são o que são e o que conta agora é o futuro. O nosso futuro colectivo e não o futuro de meia dúzia de ilustres pilha-galinhas que já se anteveêm com o Rei na barriga, pense o que pensar o país, façam o mal que fizerem à Democracia e às contas públicas.
Já comparam Santana a Berlusconni mas não há mais errada comparação...
Santana é o nosso Hugo Chavez, o nosso demagogo iluminado de serviço, o nosso populista residente. Substimá-lo como o faz algum PS, e algum PSD, na premissa do day-after e do quanto pior melhor é um erro de proporções históricas. Porque não é por as linhas férreas precisarem de uma reforma que se vai deixar alegremente descarrilar um comboio - um comboio onde estamos todos nós ...
Abominar Santana não significa que automaticamente que toda a gente que não se revê na criatura seja automaticamente recomendável...
...por uma vez, o País, e o PSD em particular, não se devem perder a discutir nomes, indices de reconhecimento popular, resultados de sondagens... O país e o PSD não podem perder uma oportunidade única de discutir tudo! Mas mesmo tudo.
Em vez de um nome apenas, uma equipa, um líder, um projecto, uma visão! Para explicar claro aos portugueses que não se conserta este país com falinhas mansas, sem sacríficios e com espectáculos de circo megalómanos. Para dizer que serão precisos verdadeiros sacríficios - alguns duros - mas que o resultado compensará. Para dizer que nada se consegue sem trabalho, que não há receitas nem mezinhas milagrosas... E depois eleições!
Eu sou daqueles que acreditam que os portugueses se colocados entre uma boa (e bem explicada) opção e uma má opção escolherão a melhor opção.
Digam o que disserem as sondagens, os gurús da imagem, os que dizem que não se deve falar claro, muito menos dizer a verdade.
Publicado por Manuel 15:54:00 5 comentários Links para este post
Um Português...
Deux valises en carton sur la terre de France
Un Portugais vient de quitter son Portugal
Comme tant d'autres il est venu tenter sa chance
Le Portugais qui a quitté son Portugal
Ici le soir parmi tous ses amis
Il cherche un peu d'espoir
Tandis qu'ils font le cercle autour de lui
Il joue sur sa guitare
Il chante des fados des airs traditionnels
Le Portugais qui a quitté son Portugal
Sous les toits il entend la pluie tomber du ciel
Il fait si beau chez lui dans son pays natal
Là-bas une fille l'attend depuis des mois
Chaque soir elle lui écrit
Pour elle jamais au monde il n'y aura
Personne d'autre que lui
Deux valises en carton sur la terre de France
Un Prince s'éloigne dans le brouillard matinal
C'est à la fille qui l'attend là-bas qu'il pense
Ce Portugais qui rentre enfin au Portugal
Ce Portugais qui rentre enfin au Portugal
la la la la ...
Linda de Suza
Publicado por Carlos 14:38:00 1 comentários Links para este post
Nova corrida; nova viagem!
Este político envergonhado,lembrou-se agora que estamos “acediados” pela anomia!
Depois de anos e anos, a assistir ao derrame do prestígio que a política ainda contém, ensacando o crude viscoso com colheres de sobremesa nas intervenções na TSF, ocorreu-lhe, abruptamente, clamar pela hora da virtude e denunciar a obscenidade do espectáculo do mal!
E que mal será este que não é nomeado?
A gente interroga-se e finca-se numa ideia: o que transparece da governação e dos caminhos que aí levam.
Já se recupera Sá Carneiro, e os ensinamentos apócrifos, para levantar a ideia de Portugal, acima do partido e até da democracia. E ainda bem. Mas sabe a rebate de última hora, depois das corridas e viagens. E desta vez corre o risco de perder o combóio, pois está longe e anunciou retiro na sinecura.
Pode dizer-se que mais vale tarde do que nunca; porém, a escrita na água de JPP deixa entrever o fundo lodoso de um pântano nunca drenado.
Quando Guterres saiu, escreveu-se que fugia de um pântano, porque assim caracterizara a cena política em que então se via protagonista. Na verdade, nem se sabe a que pântano se referia e por isso se especulou durante estes anos. Se ele ao menos tivesse nomeado o pântano...ficaríamos a saber melhor as coordenadas das águas pestilentas e a proximidade de areias movediças. Mas não disse. Recolheu a Penates e por lá ficou a remoer os meses, sem tugir ou mugir.
Com estes governantes, um novo estilo se anunciou: neste Portugal de marinheiros, começaram por denunciar os anteriores contra-mestres da barcaça, como incompetentes e esbanjadores e ao navegarem à vista, esquecerem os grandes rumos.
Para se abastecerem de víveres para nova corrida, nova viagem, e evitar o pântano, cortaram na soldada dos marujos e grumetes, aumentando porém a dos intendentes, com promessas aos oficiais. O resultado está à vista: desmoralização do pessoal que puxa o barco. E piratas à vista!
Se ainda, ao menos, os actuais contra-mestres tivessem bússola ou sextante afinado, e mostrassem o rumo certo, talvez pudessem navegar à bolina. Assim, olham para a bola! Ora bolas!
Publicado por josé 12:20:00 2 comentários Links para este post
Especial Euro 2004 (XXII)
A República Checa reforçou a sua liderança do Ranking Grande Loja, ao merecer um 19 no encontro com a Dinamarca.
Os checos exibem agora uma média de 18,25, decorrente de um 16, um 18, um 17 e um 19, para além de uma bonificação de 0.50 e outra de 0.25.
A Dinamarca baixou para o sétimo posto, sendo penalizada pelo 14, nota que se situa abaixo da média que os nórdicos haviam mantido até agora.
Ranking GRANDE LOJA:
1.º República Checa - 18,25
2.º Suécia - 17,50
3.º Holanda - 17,25
4.º Inglaterra - 17,25
5.ª Portugal - 17,00
6.ª Grécia - 16,25
7.ª Dinamarca - 16,00
8.ª França - 16,00
9.ª Itália - 16,00
10.ªEspanha - 15,33
11.ªAlemanha - 15,00
12.ªCroácia - 14,33
13.ªRússia - 14,00
14.ºLetónia - 13,67
15.ªSuiça - 12,67
16.ªBulgária - 12,67
Publicado por André 3:55:00 0 comentários Links para este post
e o delírio continua...
Domingo, Junho 27, 2004
... aqui, enquanto depois de Marques Mendes, e no Público mais logo, Manuela Ferreira Leite também se demarca, sem ambigiudades, da farsa. Entretanto Paulo Teixeira Pinto ensandeceu de vez pondo porventura a mercearia à frente do País mas enfim...
Entretanto, já fora do caixão, Pacheco voltou à forma de antigamente; Bem vindo de Volta!
Publicado por Manuel 23:36:00 1 comentários Links para este post
Especial Euro 2004 (XXI)
Poder checo nas meias finais...
A República Checa confirmou favoritismo e bateu a Dinamarca por um claro 3-0. O conjunto de Brueckner voltou a fazer uma exibição poderosa e mostrou ser, neste momento, o principal candidato ao título.

O resultado é um pouco enganador, uma vez que os dinamarqueses fizeram uma boa primeira parte. Mas na hora da verdade, esta equipa nórdica - que se destacava como uma das que melhor futebol estava a praticar - baqueou perante uma República Checa simplesmente mortífera.
Nedved, Poborsky, Koller e, sobretudo, Milan Baros fizeram mais uma demonstração de força colectiva. Baros é já o melhor marcador do Euro, com cinco golos, e marcou em todas as partidas em que participou (está a um jogo de igualar o recorde histórico de Platini).
Os checos fizeram um jogo quase perfeito: cilindraram o adversário no momento decisivo e maravilharam os espectadores com uma segunda parte de luxo. Merecem, por isso, o primeiro 19 deste Euro. A Dinamarca fica-se por um 14.
Publicado por André 22:42:00 0 comentários Links para este post
uma questão de memória...
Em tempos Pedro Santana Lopes foi um grande defensor da implementação de eleições directas no seio do PSD, único método que segundo ele daria legitimidade real ao líder eleito.
Hoje, agora, impõe-se perguntar - se ocorressem directas, no PSD, ou no País teria Santana alguma hipótese ?
Todos sabemos a resposta... Mas com o apoio dos Mexias, Ricardos Salgados e Vaz Guedes deste mundo que interessa a coerência ? Que interessa que até sindicatos e "pequenos" patrões estejam unidos em uníssono contra?...

Uma última nota de elogio para Luís Marques Mendes, a única voz verdadeiramente lúcida que até hoje se fez ouvir no topo do PSD... (almas a tentarem sair de caixões onde se meteram voluntaria e conscientemente não contam neste ranking)
Publicado por Manuel 18:04:00 0 comentários Links para este post
(mais) um detalhe...
A notícia quase que passa desapercebida no meio do turbilhão voraz do golpe de estado em curso mas não é de somenos importância. Pela pena do duo dinâmico Carlos Tomás/Tânia Laranjo, que por uma vez fizeram serviço público, pode ler-se hoje no JN...
A Polícia Judiciária alertou a Procuradoria-Geral da República para o facto de não existirem provas suficientes para proceder às detenções do apresentador de televisão Carlos Cruz e do médico Ferreira Dinis. Num documento entregue na secretaria da Procuradoria-Geral, logo após as prisões dos dois arguidos do processo de pedofilia na Casa Pia, Adelino Salvado avisou Souto de Moura para a fragilidade dos indícios existentes.
Antes das detenções, num relatório feito por Artur Pereira, director da Directoria de Lisboa da PJ, que tutelou, no início, a investigação - foi ele que interrogou, por exemplo, Teresa Costa Macedo, antiga secretária de Estado da Família, Felícia Cabrita, Pedro Namora e o alegado braço-direito de Carlos Silvino -, o próprio Adelino Salvado foi informado do ponto da situação da investigação e ficou a saber que nem sequer se tinham comprovado os suspostos contactos entre os arguidos.
Sem elementos de relevo
"Pese embora o facto de, antes das detenções, terem sido interceptadas linhas telefónicas respeitantes a pelo menos dois dos arguidos (Carlos Cruz e João Dinis), não foi colhido - tanto quanto nos foi informado pela coordenadora Rosa Mota - qualquer elemento de relevo. Por outro lado, e segundo a mesma fonte - a coordenadora -, eram desconhecidos alguns elementos essenciais e básicos em qualquer investigação e, nomeadamente nos autos em causa, como sejam as localizações das residências onde os abusos terão sido cometidos, as identificações dos seus proprietários ou locatários, a existência de relações interpessoais comprovadas entre os arguidos, a falta de realização (mormente aquando das detenções de Carlos Cruz, Ferreira Dinis e Hugo Marçal) de buscas domiciliárias e em escritórios dos visados, a recolha e tratamento da facturação dos seus telemóveis e análise dos próprios telemóveis", escreveu Artur Pereira no relatório que enviou ao seu responsável máximo.
Com base nessa informação, Adelino Salvado redigiu um segundo documento que mandou entregar na Procuradoria-Geral da República. E a conclusão da missiva é elucidativa: "Tudo visto e em resumo, afigurasse-se legítimo enformar as seguintes conclusões: desde o início sempre foi intenção do sr. procurador (João Guerra, procurador-adjunto do Ministério Público que dirigiu as investigações do processo de pedofilia na Casa Pia) afastar qualquer intervenção hierárquica da PJ e, aparentemente, também do Ministério Público, na investigação a decorrer."
E o director nacional da PJ vai mais longe: "Assim, reafirmando o desconhecimento sobre os termos em que evoluiu a investigação, será de manifestar a máxima inquietação pela forma como a mesma se encontra a ser conduzida, nomeadamente em sede de fundamentação probatória, tanto em relação aos arguidos detidos (na altura em que esta carta foi enviada a Souto Moura apenas Carlos Cruz e Ferreira Dinis), como a outros indivíduos, já mencionados nos autos."
Resumindo - à margem da Constituição, à margem da Lei, fica-se de viva voz a saber - outra vez - que temos hoje uma Polícia Judiciária que faz tudo sozinha - investiga, julga e arquiva sem dar contas a ninguém. Ser dar contas, i.e. excepto claro à vernerável irmandade...
Até quando, Senhor, até quando ?
Publicado por Manuel 16:48:00 2 comentários Links para este post
pobre europa...
José Luís Arnaut será o chefe de gabinete de Durão Barroso na Comissão Europeia...
Publicado por Manuel 15:59:00 3 comentários Links para este post
o retatro possível de um certo país...

Publicado por Manuel 14:38:00 0 comentários Links para este post
"O charlatão"
Numa rua de má fama
faz negócio um charlatão
vende perfumes de lama
anéis d'ouro a um tostão
enriquece o charlatão
No beco mal afamado
as mulheres não têm marido
um está preso, outro é soldado
um está morto e outro f'rido
e outro em França anda perdido
É entrar, senhorias
a ver o que cá se lavra
sete ratos, três enguias
uma cabra abracadabra
Na ruela de má fama
o charlatão vive à larga
chegam-lhe toda a semana
em camionetas de carga
rezas doces, paga amarga
No beco dos mal-fadados
os catraios passam fome
têm os dentes enterrados
no pão que ninguém mais come
os catraios passam fome
(É entrar,...)
Na travessa dos defuntos
charlatões e charlatonas
discutem dos seus assuntos
repartem-s'em quatro zonas
instalados em poltronas
Pr'á rua saem toupeiras
entra o frio nos buracos
dorme a gente nas soleiras
das casas feitas em cacos
em troca d'alguns patacos
(É entrar,...)
Entre a rua e o país
vai o passo dum anão
vai o rei que ninguém quis
vai o tiro dum canhão
e o trono é do charlatão
(É entrar,...)
É entrar, senhorias
É entrar, senhorias
É entrar, senho...
Sérgio Godinho (c/ música de José Mario Branco), “Os Sobreviventes”, 1971.
Publicado por Gomez 11:18:00 1 comentários Links para este post
Ferro, Sócrates, Marcelo ou Santana serão o melhor que o sistema tem para dar ao país?...

Publicado por Manuel 2:54:00 1 comentários Links para este post
Especial Euro 2004 (XX)
O 17 atribuído a Holanda e Suécia mantém os escandinavos no segundo posto, com a mesma média da líder República Checa. No entanto, a eliminação da Suécia nos quartos-de-final poderá ter comprometido as suas aspirações de vitória no Ranking Grande Loja, dado que os quatro jogos que faltam trarão, certamente, boas notas e mais bonificações.
A Suécia termina a sua prestação com excelentes notas em todos os jogos: 18+17+16+17, com a bonificação de 0.50 por ter vencido o grupo C.
Os holandeses é que subiram do quinto para o terceiro posto, passando a ter uma bela média de 17,25 (16+17+17+17 com duas bonificações de 0.25). Esta subida custou a perda de um posto para Portugal, que baixou do quarto para o quinto lugar. Pode ser que na quarta à noite consigamos entrar, finalmente, nos três primeiros...
Ranking GRANDE LOJA:
1.º República Checa - 17,50
2.º Suécia - 17,50
3.º Holanda - 17,25
4.º Inglaterra - 17,25
5.ª Portugal - 17,00
6.ª Dinamarca - 16,58
7.ª Grécia - 16,25
8.ª França - 16,00
9.ª Itália - 16,00
10.ªEspanha - 15,33
11.ªAlemanha - 15,00
12.ªCroácia - 14,33
13.ªRússia - 14,00
14.ºLetónia - 13,67
15.ªSuiça - 12,67
16.ªBulgária - 12,67
Publicado por André 1:34:00 0 comentários Links para este post
Especial Euro 2004 (XIX)
É a Holanda!
Sábado, Junho 26, 2004
Já é conhecido o nosso adversário para a meia-final de quarta à noite (19.45 horas, em Alvalade): chama-se Holanda.
Depois de um jogo disputado até à última gota de suor, a laranja foi mais feliz e derrotou a Suécia nas grandes penalidades.
Mesmo sem golos, foi um belo jogo: com períodos alternados de domínio, sendo que qualquer cenário teria sido aceitável. A Suécia acabou o prolongamento ao ataque e com duas bolas na trave, mas foi penalizado pela estratégia excessivamente calculista que adoptou durante os 90 minutos.
A Holanda procurou mais o risco, foi mais ofensiva, embora tenha denotado, em vários aspectos, algumas fragilidades que Portugal poderá conseguir explorar.
Temia mais a Suécia, muito fria e organizada, mas também é verdade que a Holanda apresenta melhores argumentos ofensivos. Será a Holanda e a ideia forte a reter é que é mesmo possível chegar à final.
Para passarmos, teremos que ser, no mínimo, tão brilhantes como fomos com a Inglaterra. Menos do que isso pode não chegar.
Na despedida sueca e na festa holandesa, ambos merecem um 17
Publicado por André 22:21:00 0 comentários Links para este post
A hora da Verdade ou um polígrafo avariado...
actualizado às 23.30
As últimas horas tem-se revelado verdadeiros testes à capacidade, vulgo estômago, de cada um, sobretudo daqueles que ainda acreditam que todas as notícias vindas a público não podem passar de polígrafos avariados.
Assim, é mentira que para Ministro da Justiça tenha sido convidado o advogado de Paulo Portas no caso Moderna, ex-bastonário da Ordem dos Advogados, Pires de Lima. Também é mentira que tal solução tenha sido encontrada depois de a solução Fernando Negrão ter sido "vetada" (!) por Adelino Salvado que se terá recusado a ser chefiado por um juíz de primeira instância. É ainda mais mentira que por causa das mentiras anteriores Negrão vá afinal para a Administração Interna.
É igualmente mentira que para Ministro das Finanças, tenha sido convidado Miguel Cadilhe o qual ainda ambiciona acumular o cargo com a pasta da Economia, mas não digam nada ao Mexia porque é mentira....
É igualmente mentira que, durante do dia hoje, António Capucho tenha sido convidado por Pedro Santana Lopes para assumir a pasta dos Assuntos Parlamentares e tenha recusado..
Publicado por António Duarte 21:36:00 1 comentários Links para este post
"Chicken Run"
Assim que se começou a desenhar a real possibilidade de Durão Barroso vir a presidir à Comissão Europeia, a maioria dos analistas e comentadores políticos, mesmo os insuspeitos de terem grandes simpatias pelo PM português, assumiram, em uníssono, que essa nomeação constituiria motivo de orgulho e prestígio para Portugal. Isto, apesar de quase todos também reconhecerem que a presidência de Barroso apenas era possível por se tratar de um dirigente de um país periférico e sem influência. Querem estes comentadores significar, no meu entender, que não ter influência e ser periférico é prestigiante e motivo de orgulho.
E, de tantas vezes repetida, a afirmação de que a nomeação de Barroso para PCE é motivo de orgulho nacional, passou a ser ideia por quase todos aceite e indiscutível.
Eu, pelo contrário, penso que assim não é.
A nomeação de Barroso, quando muito, é motivo de orgulho para o próprio que, mais uma vez, demonstrou ser um político calculista e manobrador, circunstâncias que em política, ao contrário da ética, constituem qualidades apreciáveis.

Ao mesmo tempo, outros analistas afadigaram-se a propagandear que a nomeação do PM seria muito importante para os "intereses portugueses", esquecendo-se de referir que o PCE não é um representante do país de origem, mas sim o presidente de um órgão colegial de dezenas de membros e, enquanto tal um moderador com possibilidades muito limitadas de poder favorecer os interesses de qualquer país, inclusive o seu.
Passar estas ideias do "prestígio" para o nosso País e do "interesse nacional", contudo, são muito importantes para Barroso poder justificar a saída do governo.
Assim, não haveria quebra de compromissos eleitorais, não haveria fuga a responsabilidades, haveria apenas a continuação da defesa abnegada dos interesses nacionais embora em cenário diferente.
Eu, contudo, alma insensível a tanta abnegação, apenas consigo ver na saída de Barroso uma fuga...
E, para quem durante dois anos tanto criticou Guterres, uma fuga ainda mais desonrosa que a deste.
Publicado por Nicodemos 18:20:00 1 comentários Links para este post
acerca da farsa...
Pedro Santana Lopes pode ter toda a legitimidade formal deste mundo para poder ser nomeado Primeiro-Ministro por Jorge Sampaio. Não tem pinga de legitimidade política e moral. Ponto final e parágrafo.
O único cenário credível e plausível é a ocorrência de eleições antecipadas. Não é um problema de saber se constitucionalmente Santana pode ou não subir ao poleiro - como alguns querem fazer crer - porque de facto pode. O problema é que Barroso não morreu, fugiu apenas, e ninguém pode dizer, dê as voltas quer der, que votou em Santana para Primeiro Ministro.
A única solução credível é a marcação de eleições antecipadas e a ocorrência a curto prazo de Congressos extraordinários quer no PS (a mera hipótese de Ferro - o tal que só não foi indiciado por práticas pedófilas por o prazo de dedução de acusação às mesmas ter prescrito - poder vir a ser PM provoca vómitos) quer no PSD, tudo o resto é uma mera farsa.

Face à monumental chico-espertice de Durão, percebe-se o dilema de Sampaio, finalmente faz-se luz sobre a ida de Santana ao beija-mão à Maçonaria (linda "Democracia" esta que temos...) mas ... Portugal não são apenas estes "senhores".
Um Governo liderado por Portas, com Portas a MNE, Mexia na Economia, Rui Gomes da Silva na Defesa, o PP na Administração Interna e por aí fora é uma visão do inferno.
Não vale a pena perorar muito sobre como se chegou a isto porque se chegou; cinismo de uns, calculismo de outros, o facto é que as coisas são como são.
Resta saber quanto tempo vai passar até que alguns percebam que não podem ser por silêncio, conforto ou omissão cúmplices objectivos de uma farsa.
Publicado por Manuel 17:16:00 2 comentários Links para este post
Só para aguçar o apetite...
... Sabiam que sempre que o europeu se realizou num ano terminado em '4', a equipa da casa saiu vencedora?
Foi assim em 1964: organizado pela Espanha e vencido pela Espanha; e em 1984: organizado pela França e vencido pela França.
Será que é para repetir em 2004?...
Publicado por André 10:12:00 1 comentários Links para este post
(ir)responsabilidade política à portuguesa...

Vasco Pulido Valente julga mal. Não está tão só quanto julga!
Publicado por Manuel 5:12:00 2 comentários Links para este post
Eu peão me confesso... jogo do lado da Vontade
Se as notícias de que Durão Barroso será o próximo presidente da Comissão Europeia podem deixar alguns portugueses cheios de orgulho, a verdade é que muitos dos que hoje sentem orgulho são os mesmos que ontem diziam que ele Durão Barroso, era um péssimo primeiro-ministro, que não possuía sentido de responsabilidade e que o poder lhe tinha caído nas mãos, fruto do abandono ou fuga em frente de António Guterres.
Na altura, todo o país criticou o sentido de irresponsabilidade que Guterres teve ao abandonar o barco, como consequência de um mau resultado do partido nas autárquicas e nas eleições seguintes o eleitorado decidiu “premiar” o PSD com a vitória. Durão Barroso era para alguns o homem errado no lugar certo, com a agravante da hora ser a errada.
Passados, quase dois anos e meio, de uma política muitas vezes contraditória, de reflexos feitos à custa de golpes e contra golpes, de várias crises internas no governo, mas à custa de uma coligação que manteve várias vezes, vários ministros, que nunca lá deveriam ter posto os pés. Não foram poucas as vezes que o ouvimos falar em sacrifício, “apertar o cinto”. A verdade é que por culpa de uma política económica contraccionista, que afectou o investimento privado e a procura interna, o país mergulhou numa recessão. Durão pediu calma, e disse várias vezes para confiarmos na sua política e no seu Governo, pois ao meio da legislatura as coisas mudariam.
A verdade é que dois anos e meio depois, Durão, e na primeira oportunidade, abandonou o país. Como se não bastasse abandonar o país, deixou o mesmo a mercê de quem nunca esteve, não está e nunca estará preparado para tomar o pulso ao país.
Não partilho, e ainda que se possa pensar, que ser presidente da comissão europeia (PCE) seja automaticamente um prestígio para Portugal, apenas pelo simples facto de o seu presidente ser português. Pura mediocridade no pensamento. O facto de Durão ser PCE, apenas será prestigiante para o país se o seu trabalho à frente do mesmo o deixar com créditos suficientes para tal. Não é a pessoa que engrandece os actos mas sim os actos que engrandecem as pessoas e os cargos que elas representam. <>Nesta lógica a Jorge Sampaio terá restado o papel figurado de besta.
Besta porque ou matava o sonho de Barroso ou ficava na história como cúmplice de um governo sombra, que mete medo à própria sombra.
E se Durão abandonou, tal e qual Guterres, o País, ao país pergunta-se agora o seguinte.
Será preferível um português medíocre à frente de uma Comissão Europeia ou um conceituado e astuto comissário de uma pasta como a defesa ou as relações internacionais que por acaso nasceu em Portugal?
Se usarmos o argumento ainda que medíocre do "prestígio", obviamente que Durão terá trilhado o caminho certo, para esses medíocres. Se usarmos a cabeça, e pensarmos não no prestígio, mas naquilo que efectivamente poderemos fazer, e que alguém poderá fazer por Portugal, então e instintivamente escolheríamos a segunda via.
O problema, é que aqui também há terceira via. Deveria ter desconfiado que algo se passava quando numa conferência sobre "ética", promovida pela Maçonaria (!), Santana Lopes fez referências ao Pacto de Estabilidade e Crescimento. Ele que nunca falou de economia. Santana pode ter experiência de autarquia mas ainda assim e pela forma como geriu o túnel do Marques e a Figueira deixa-me apreensivo.
O problema aqui não é Santana mas sim a sua ingerência. O problema aqui não é Durão ter abandonado mas sim o país ter-se, durante dois anos, colocado economicamente no vermelho, tudo em nome da consolidação orçamental e tudo em nome do PEC. Ao contrário de Santana Lopes, várias vezes defendi aqui o propósito de cumprirmos os 3,00% de limite. Ao contrário de Durão, discordei muitas vezes da forma como isso estava a tentar ser conseguido. A verdade é que não foi com a consolidação orçamental que Durão ganhou prestígio em Portugal. Simplesmente porque não o conseguiu.
Mas pior abandona no meio da legislatura o seu “projecto”, tudo em nome, do "prestígio do país. Na lógica acima referida, Durão embarcou pela mediocridade. Nada que nos surpreenda.
O pior de tudo isto é que o próximo governo foi decidido “Na Sacramento à Lapa”, com várias ingerências e conquistas. O famoso calculismo de um certo PSD, onde muitos ainda à espera ou simplesmente à margem, por terem uma ideia diferente do que se perspectiva ser este governo. Tudo em nome do "prestígio".
Ninguém certamente me responderá, mas a verdade é que não me sinto conformado com a situação. Não me conformo que os poucos resultados de rigor de Manuela Ferreira Leite, sejam, hoje abandonados à custa do facilitismo. Não me conformo que tenham sido dois anos perdidos e onde todos os sacrifícios foram em vão.
Decididamente quero acreditar que neste país, existem pessoas capazes de se soltar das amarras e enfrentar o “animal”. Isso sim seria prestigiante. Não em termos de conquista individual mas sim em nome do futuro de um Portugal responsável, economicamente e socialmente mais rico.
E se a coragem depender das forças das tropas aos generais que estão “encasernados” lembrem-se de um lado está a mediocridade e irresponsabilidade. Do outro está a vontade e o querer um futuro para Portugal, diferente do que infelizmente temos assistido.
Agora, caros "generais" é só escolher por que tabuleiro jogar.
N. A. O processo Galp Energia está emperrado na Comissão Europeia. A mesma tem dúvidas quanto ao papel da Iberdrola neste processo e no futuro papel da EDP Gás. António Mexia já é falado para Ministro da Economia...
Publicado por António Duarte 4:02:00 5 comentários Links para este post

N.A. - artwork d' O Barnabé
Publicado por Manuel 2:05:00 1 comentários Links para este post
acerca dos pilha-galinhas - um exemplo ...
anda toda a gente excitada, a fazer cálculos e contas enquanto se prepara o day after com garrafas de champgne...
para quem dúvidas tivesse não só sobre a estirpe moral de Barroso, da sua entourage, e da que se lhe vai seguir, atente-se nos elevados príncipios morais de um dos mais destacados apoiantes do futuro - ao que parece - primeiro-ministro Pedro Santana Lopes...
A Distrital social-democrata do Porto pondera a hipótese de vir a aceitar que Manuel Seabra seja o cabeça de lista do partido para a Câmara de Matosinhos. Isto num cenário em que o líder concelhio do PS não possa ser, de facto, candidato pelo seu partido, tal como parece ser a orientação da Direcção Nacional dos socialistas.
O exemplo perfeito da amoralidade e falta de príncipios. O exemplo perfeito da ética e valores da "geração" no poder...
Onde estão os senadores da República ? onde estão os Homens bons ?
o Lopes, o Rui Gomes da Silva e GOLada fandanga associada é o melhor que o PSD tem para dar ao País ?
Há um exército silencioso à espera de uma alternativa credível - no seio do PSD - a Santana e Portas ... Só faltam os generais...
Publicado por Manuel 0:13:00 1 comentários Links para este post
Especial Euro 2004 (XVIII)
Sexta-feira, Junho 25, 2004
O triunfo grego sobre a França projectou os helénicos para a primeira metade da tabela. O conjunto de Rehhaggel está agora em sétimo lugar, com 16,25 (18+15+13+17 com duas bonificações de 0.25)
A França desceu do sexto para o oitavo posto, com uma nota final de 16,00 (18+15+16+13, com uma bonificação de 0.50 por ter ganho o grupo B).
Portugal mantém-se em quarto lugar, com 17,00 e todas as condições para subir ainda mais na classificação...
Ranking GRANDE LOJA:
1.º República Checa - 17,50
2.º Suécia - 17,50
3.º Inglaterra - 17,25
4.ª Portugal - 17,00
5.ª Holanda - 16,92
6.ª Dinamarca - 16,58
7.ª Grécia - 16,25
8.ª França - 16,00
9.ª Itália - 16,00
10.ªEspanha - 15,33
11.ªAlemanha - 15,00
12.ªCroácia - 14,33
13.ªRússia - 14,00
14.ºLetónia - 13,67
15.ªSuiça - 12,67
16.ªBulgária - 12,67
Publicado por André 23:26:00 0 comentários Links para este post
Uma choldra
Jorge Sampaio, em nome da estabilidade, parece determinado em afastar a única solução democrática na sequência do abandono do Governo por Durão Barroso - a realização de eleições antecipadas.
E, de uma penada, faz um favor ao PSD, ao PP e ao PS - aos dois primeiros prolongando, generosamente, o seu tempo de vida governativo; ao segundo, dando-lhe tempo para se preparar internamente para a tomada do poder.
E o país que se dane - no entender de Sampaio não merece mais, nos próximos dois anos, que aguentar a dupla de opereta Santana Lopes/Paulo Portas, a quem este país, da direita à esquerda, jamais daria os votos suficientes para governar Portugal!
Que palavras tão certeiras nos deixava aqui há pouco o Carteiro:
... ao contrário do crédito que demos ao valorosos jogadores, temos muito pouco mais a quem dar crédito. Não nos revemos em quem nos lidera, nem em quem, previsivelmente, venha a governar-nos.
Neste país, mesmo quem não votava no Presidente da República eleito acabava por se rever nele enquanto último reduto de bom senso nos momentos politicamente mais difícieis.
Até esses tempos acabaram.
Resta-nos o futebol, pelo menos até à próxima quarta feira.
O tempora! O mores!
kamikase inincursões
Publicado por Manuel 22:33:00 1 comentários Links para este post
Especial Euro 2004 (XVII)
Escândalo!...
E este Euro lá vai seguindo de surpresa em surpresa...
Depois de Espanha, Itália, Alemanha e Inglaterra, eis que também a França ficou pelo caminho. A campeã em título perdeu a oportunidade histórica de ser a primeira selecção a vencer dois europeus seguidos e foi eliminada pela Grécia por 1-0. Um golo de Charisteas selou o sonho helénico.
O jogo foi atípico: os franceses tentaram pegar no encontro, mas cedo se percebeu que não estavam num dia positivo. Esta selecção gaulesa mostrou-se sempre muito dependente do génio de Zidane e revelou-se uma enorme desilusão.
Muito práticos e organizados, os gregos confirmaram ser a surpresa da prova. Fizeram um jogo semelhante àquele que lhes permitiu baterem Portugal e justificaram pleno a passagem às meias-finais. Espera-lhes a República Checa ou a Dinamarca.

Os gregos levam 17, os franceses ficam-se por um 13
Publicado por André 22:13:00 0 comentários Links para este post
pior é(ra) impossível...
Depois de Guterres pensou-se que pior era impossível e saiu-nos na rifa Barroso.
Agora, e na secretaria, sem qualquer legitimidade eleitoral ou democrática, querem-nos impingir Santana Lopes como Primeiro-Ministro.
Uma visão do Inferno, é o que é!...
Publicado por Manuel 19:46:00 0 comentários Links para este post
se...
... Sampaio em nome do sacrossanto interesse e orgulho (!) nacionais deixar que Barroso se pire para a Comissão Europeia sem convocar de imediato legislativas antecipadas estaremos a assistir, seja quem for o sucessor indigitado por Barroso, e sejam quais forem as anuências de conveniência dos partidos do regime, à maior denegação da Democracia de que há memória na História recente de Portugal !
Publicado por Manuel 17:34:00 1 comentários Links para este post
Francisco José Viegas - "O meu mau carácter (O cantinho do hooligan)"
Eu não tenho coração para penaltis. Nem para penaltis dos outros, quanto mais dos portugueses. Durante o Euro, vi jogos em vários lugares – anteontem estava no Rio, a assistir à eliminação da Alemanha por uma das mais deliciosas equipas deste campeonato, a República Checa. No barzinho de Copacabana que tinha a televisão ligada, os apoiantes da Alemanha eram tratados como «argentinos». Não havia pior insulto. Ontem vi o jogo em Salvador, era feriado de São João na Baía e eu vi isso como um mau sinal, as pessoas estavam desmobilizadas. Esperei que a selecção portuguesa estivesse mais mobilizada. Esteve, sim, mas teve fases (nem vou falar disso, mas acho que esteve bem e que Scolari também mexeu bem na equipa). Sofri à antiga portuguesa.
Eu não gostava de Beckham; agora gosto bastante. Gosto quando ele falha, quando ele falha seja o que for, um passe, um salto para trás, mas de penaltis nem se fala – gostei que ele falhasse aquele. Também gosto muito quando Vassel falha seja o que for. Vejo-o fazer um lançamento lateral e apetece-me que ele falhe estrondosamente ou parta um braço (depois pode recompor-se); quando se trata de um penalti, então, o meu coração rejubila.
Mas eu não tenho coração para penaltis. Aliás, eu não devia ter coração para jogos destes. Foi emocionante mas teve fases. Teve aquela fase em que não se sabia até onde ia o nosso ataque; teve depois a fase em que não se sabia até onde ia a nossa resistência. E teve, então, a fase em que não se sabia até onde ia a minha resistência. Foi até ao fim, até ao penalti de Vassel; depois levantei-me e ia desistir, quando Ricardo marcou o seu penalti. Eu não tenho coração para penaltis: quando há jogos destes nem vale a pena falar de tácticas, de falhanços, de jogadas perdidas. Eu estava preparado para um Rooney fantástico, exuberante, perigoso, com o dobro do talento de Beckham, o que não era difícil. Mas também me esquecia de dizer que gosto quando Rooney sai lesionado a meio de um jogo contra Portugal. Gosto quando ele se lesiona ao voltar-se para o lado, quando parte um dente a mastigar pastilha elástica, ou se engasga a beber água. Gosto bastante quando acontecem desgraças dessas num jogo que vai a penaltis.
Num jogo destes, todos temos o direito de ter mau carácter, de querer que Scholes fique careca, que Cole tropece nas próprias pernas, que aquele adepto inglês de cara pintada e com asas inglesas caia num precipício e que Owen tenha um ataque de urticária.
E portanto foi a vitória da rapaziada contra os metrossexuais. Nunca desistiram. Tiveram momentos em que jogaram menos bem, mas isso não me interessa. E até ajudo a meter os ingleses nos aviões. Com uma chuva de manguitos. Um hooligan é um hooligan.
in Aviz
Publicado por Manuel 16:07:00 0 comentários Links para este post

A tornado forms in the sky above Aken, south of Berlin, in this picture taken June 23, 2004. Around 100 buildings were partially destroyed after a tornado raged through the east German region of Saxony on late Wednesday evening. REUTERS/Holger Otto
Publicado por Manuel 14:19:00 0 comentários Links para este post
A cópia do dia.
Aqui há uns meses, um dos mentores do blog Blasfémias, escreveu que havia um segredo bem guardado na Justiça portuguesa.
Parece-me bem que o director do Público pegou na deixa e começa, ele mesmo, a levantar a ponta do véu...
A Justiça a Funcionar ?
Um dos lugares comuns mais repetidos cada vez que se conhecia uma reviravolta no processo da Casa Pia foi o que isso demonstrava que, afinal, em Portugal a Justiça sempre funcionava. Formalmente, o lugar comum é certeiro: as reviravoltas resultavam regra geral da apreciação de recursos por tribunais superiores e o direito de recorrer é um dos alicerces da Justiça. Na substância, contudo, confrontámo-nos com situações em que pessoas estiveram presas sem que tal se justificasse, ou que foram libertadas sem que se percebesse bem porquê. O que significa que a "justiça a funcionar" foi produzindo injustiças.
Esta semana foi conhecido o recurso do Ministério Público relativo ao não pronunciamento de Paulo Pedroso e a decisão do Tribunal da Relação sobre o Caso Moderna. E mais uma vez se fica perplexo. O primeiro é de uma enorme violência para com a juíza do Tribunal de Instrução responsável pela decisão e permite perceber como os seus critérios foram completamente distintos dos adoptados por outro juiz que serviu no mesmo tribunal, o mediático Rui Teixeira. Já a decisão da Relação no Caso Moderna quase que destrói a sentença do tribunal de primeira instância, nuns casos inocentando quem fora considerado culpado, noutros reduzindo fortemente as penas. Para os que pensavam que o primeiro tribunal tinha querido fazer do caso - em que a montanha parira pouco mais do que um rato... - um exemplo de punição de poderosos, eventualmente exagerando nas penas, esta sentença foi uma vitória. Já para o Ministério Público foi uma derrota que suscitou a Maria José Morgado, procuradora na Relação de Lisboa, uma declaração surpreendente: "o crime de administração danosa é muito difícil de provar" pelo que... "há opiniões para tudo".
"Opiniões para tudo" na administração da Justiça? Já tínhamos ouvido formas mais elegantes, no mínimo, de evocar a falibilidade dos juízes. E formas menos cruas de dizer aquilo que muitos começam a pensar: que a nossa Justiça é, muitas vezes, uma lotaria. Que depende do juiz que se apanha. Da habilidade do advogado. Ou da inépcia do acusador público. Para não falar das falhas na investigação criminal.
De facto, havendo "opiniões para tudo", compreendem-se melhor as reviravoltas do processo da Casa Pia ou a forma como a Relação destruiu a sentença da Moderna. Mas também se compreende, por exemplo, como é que noutro caso famoso, o que envolveu o antigo governador de Macau Carlos Melancia, este foi absolvido da acusação de corrupção passiva e, no mesmo tribunal mas algumas portas ao lado, os que estavam acusados de serem os seus corruptores foram condenados.
É natural que os juízes cometam erros, é natural que os recursos revertam decisões anteriores, é natural que tudo isto seja o "normal funcionamento da Justiça" já que os homens, todos os homens, são falíveis. Mas não é natural a sucessão de tantas contradições, pelo que é necessário dizer alto o que muitos dizem baixo: há demasiada incompetência e uma quase total falta de controlo de qualidade no sistema judicial, onde os juízes funcionam mais como uma corporação que protege os incompetentes do que como uma profissão onde o mérito seja critério de evolução na carreira. Ora isso é que já não é "normal funcionamento da Justiça"
José Manuel Fernandes
Publicado por josé 11:02:00 2 comentários Links para este post
A golpada, ou porque o que é que o não serve para Portugal não pode servir para a Europa...
Com um país anestesiado pelo Euro'2004 há cada vez mais sinais de que poderemos estar prestes a assistir a uma autêntica golpada. Seguindo a lógica do máximo denominador comum (i.e. o mais mau possível) há - segundo parece - de facto condições para que Durão Barroso possa ser o próximo presidente da Comissão Europeia. Mais, Barroso já começou a preparar o terreno - com a aquiescência irresponsável de Sampaio - e se tiver espaço fugirá.
Eu que não sou exactamente um Europeista puro e duro não desejo tão mal à Europa para a querer liderada por alguém tão medíocre como José Manuel Durão Barroso. Se Barroso não serve para governar Portugal - e não serve - muito menos serve para ser a face da Europa.
De nada valem os argumentos ditos patrióticos - já ensaiados n' O Independente desta semana - Barroso é mediocre seja no PSD, no Governo ou na Comissão Europeia e ponto final.
A fuga - porque é disso mesmo que se trata - de Barroso para a frente é inadmíssivel por todas as razões e mais uma - Barroso, que foi eleito para consertar as guterradas do seu antecessor, tem que prestar contas! Prestar contas pelo que fez, pelo que não fez e pelo que deixa fazer. Barroso já reabilitou a imagem de Guterres q.b. e conseguiu o quase impossível que era pantanizar ainda mais este País.
Deixar que Barroso fuja é corroborar que em Portugal o "crime" compensa. Mais, e se fugir mesmo só há um cenário realista e que mantém a legitimidade democrática do Governo - eleições antecipadas (com um Congresso a sério do PSD de permeio). Todos sabemos o que seria e como seria uma passagem de testemunho informal...
Pelo acima (d)escrito, e pelo que não se pode escrever, por Portugal e pela Europa - Barroso na Comissão Europeia nunca!
Publicado por Manuel 4:48:00 1 comentários Links para este post

A seven-month old baby with a genetic mutation that boosts muscle growth is seen in an undated black and white image released by the New England Journal of Medicine (news - web sites) on Wednesday June 23, 2004. The discovery, reported in Thursday's New England Journal of Medicine, represents the first documented human case of such a mutation. The boy's mutant DNA segment was found to block production of a protein called myostatin that limits muscle growth. (AP Photo/New England Journal of Medicine, HO)
Publicado por Manuel 3:43:00 0 comentários Links para este post
Especial Euro 2004 (XVI)
A partir dos quartos-de-final, actualizamos, jogo a jogo, o Ranking Grande Loja que, em função das notas que atribuimos, fará a classificação final (que não será, forçosamente, a mesma da classificação real do Euro)
Como seria de esperar, o êxito português frente à Inglaterra fez a nossa selecção subir do sétimo para o quarto posto. A Inglaterra ficou fora, mas os quatro 17 consecutivos garantem-lhe ainda o terceiro lugar, com 17,25 (os 0.25 são da bonificação por ter ficado em segundo no grupo B)
Portugal soma um 14, um 16, um 17 e um 18. Dá uma média de 16,25. As bonificações (0.50 por ter ganho o grupo e 0.25 por ter passado às meias-finais) atiram os portugueses para o quarto posto, com 17,00.
Aguardemos que alterações este ranking terá com os restantes três jogos dos quartos-de-final...
Ranking GRANDE LOJA:
1.º República Checa - 17,50
2.º Suécia - 17,50
3.º Inglaterra - 17,25
4.ª Portugal - 17,00
5.ª Holanda - 16,92
6.ª França - 16,83
7.ª Dinamarca - 16,58
8.ª Itália - 16,00
9.ª Grécia - 15,58
10.ªEspanha - 15,33
11.ªAlemanha - 15,00
12.ªCroácia - 14,33
13.ªRússia - 14,00
14.ºLetónia - 13,67
15.ªSuiça - 12,67
16.ªBulgária - 12,67
Publicado por André 3:12:00 0 comentários Links para este post

Kushi, a 52 day old Sumatran tiger cub, rests on a keepers shoulders at Ragunan Zoo in Jakarta, June 24, 2004. The Sumatran tiger is the last-sub species of tiger found in Indonesia and estimates suggest that there are only 400-500 left in the wild. Kushi is the sole survivor of a litter of two born at the zoo. REUTERS/Darren Whiteside
Publicado por Manuel 1:38:00 0 comentários Links para este post
Especial Euro 2004 (XV)
O Rui Costa era aquele que já não valia nada, não era?
Quinta-feira, Junho 24, 2004
Pois é. Os profetas da desgraça que se apressaram a augurar o desastre andam tão baralhados que muitos deles foram festejar para as ruas a passagem de Portugal para as meias-finais do Euro 2004.

A selecção portuguesa assinou esta noite a melhor exibição de todas as que se mostram no grande evento do futebol europeu já realizaram desde o início do torneio. A única
selecção que jogou quase tão bem foi a República Checa diante da Holanda.
Mas este duelo entre Portugal e Inglaterra encheu as medidas aos amantes do bom futebol. Foi f-a-n-t-á-s-t-i-c-o!! Nas notas que a Grande Loja tem dado desde o início, Portugal quase chegou ao primeiro 19. Fica-se pelo 18, apenas por aquela desatenção imperdoável a cinco minutos do dim do prolongamentom, quando o mais difícil já estava feito. Depois de um jogo memorável, com uma reviravolta no marcador, era uma pena deixar fugir o pássaro. Felizmente, a fortuna soube ser justa e deu a vitória a Portugal nas grandes penalidades.
Há tanto para dizer que o melhor é organizar a análise desta partida por tópicos. Aqui vão eles:
1. Portugal tem feito um europeu em plano ascendente: começou com uma derrota, embora mostrando já nesse primeiro jogo ter armas para dar a volta; com a Rússia ganhou, atacou bem, mas faltou-lhe ainda alguma organização de jogo; com a Espanha assinou já uma bela exibição, embora tenha voltado a cometer de ligação entre os sectores que poderiam ter deitado tudo a perder; com a Inglaterra, chegou finalmente ao plano da excelência: só dois erros, que custaram o sofrimento de só resolver a coisa nos penalties. Mas no jogo jogado, Portugal foi muitíssimo superior à Inglaterra.
2. A chave da vitória voltou a estar na enorme alma que Scolari conseguiu incutir na equipa. Sem esse factor, Portugal teria desacreditado a meia-hora do fim. A nossa equipa carregou nos ombros 86 minutos sempre a perder e nunca desistiu de ser feliz. Saiu premiada, porque percebeu que, ao longo de toda a partida, jogou melhor e procurou mais a sorte.
3. Scolari voltou a acertar em cheio nas substituições. Com a Grécia, as melhores unidades saíram do banco ao intervalo: Deco e Cristiano Ronaldo. Com a Rússia, Rui Costa entrou para marcar; com a Espanha, Nuno Gomes saltou do banco para resolver; hoje, Simão e Postiga entraram. O primeiro centrou, o segundo cabeceou para o empate. Rui Costa também saiu do banco e marcou um golo soberbo - talvez mesmo, o melhor do Euro até agora.
4. E por falar em Rui Costa... Não foi sobre ele que tantos disseram que já estava acabado? Que não tinha lugar na selecção? Que já não podia com uma gata pelo rabo? Que era 'uma vergonha' continuar a pô-lo a jogar só pelo estatuto que possui? Que já estava velho? Que dirão esses autênticos peritos em futebol depois de ver aquele golo fabuloso que o reggista do AC Milan apontou em pleno prolongamento? Será que depois disto, ao menos depois disto, essas pessoas descobrem, finalmente, que NÃO PERCEBEM NADA DE FUTEBOL??

5. Entendamo-nos: É um facto que Rui Costa talvez já não tenha andamento para estar 90 minutos ao mesmo nível; totalmente de acordo em pôr Deco titular da selecção (tem-no merecido inteiramente). Mas é preciso que as pessoas comecem a perceber que uma equipa se faz com opções, com alternativa, e um maestro como Rui Costa é sempre uma mais-valia. Rui Costa é o segundo jogador português mais cotado da sua geração. Quando se transferiu da Fiorentina para o AC Milan, tornou-se no quarto jogador mais caro do Mundo. Será que as pessoas não têm memória ou falam e... não pensam?? Era escusado terem que engolir tantos sapos...
6. Em matéria de.. deglutição de sapos, a Grande Loja, no que se refere à selecção nacional, está perfeitamente à vontade: é um facto que já criticámos muito Scolari e as razões que nos levaram a fazê-lo mantêm-se válidas. Continuamos a achar que Vítor Baía daria mais segurança à baliza do que Ricardo. Mas no resto, o tempo tem-nos dado razão: sempre defendemos a titularidade de nomes como Ricardo Carvalho, Deco e mesmo Maniche (que talvez tenha sido o golpe de asa de Felipão na convocatória e em todo este Euro). E para quem tem memória curta (a maior parte das pessoas que opina sobre futebol em Portugal), recordamos que depois da derrota com a Grécia fomos das poucas vozes a dar o benefício da dúvida à selecção.
7. «A equipa de Scolari esteve abaixo do que lhe era exigido mas convém referir, logo de início, que o balanço não nos parece ser tão negativo como o resultado deixa antever. Claro que lá voltamos a estar reféns dos últimos jogos, das contas de máquina calculadora na mão e, malfadada sina lusa, proibidos de cometer deslizes na recta final. Mas a verdade é que se houve jogo em que Portugal teve azar, muito azar, foi neste com a Grécia.
A equipa das quinas criou, sobretudo nos últimos 25 minutos de jogo, oportunidades mais do que suficientes para sair vencedora. Mas nunca pôde jogar de forma serena e tranquila. Começou o encontro nervosíssima, foi vítima de um erro infantil (inexplicável?) de Paulo Ferreira - logo ele, que quase nunca erra - e quando começou a desenvolver o futebol de que mais gosta, já estava a perder por 0-1.
E não nos podemos esquecer que do outro lado estava uma Grécia muito forte, muito organizada, que pode surgir como a grande surpresa deste grupo A. Os gregos aproveitaram ao milímetro quadrado as falhas portuguesas e mostraram ser um conjunto muito pragmático, com uma defesa consistente (Seitaridis fez um grande jogo, o FC Porto, de facto, não dorme...) e um contra-ataque venenoso».
Scolari, que já tive a oportunidade de criticar veementemente nesta Venerável Loja, não me parece ter, desta vez, grandes culpas no insucesso - foi corajoso a lançar Ronaldo e Deco logo no início da segunda parte e estes mostraram-se as melhores unidades potuguesas nessa metade. O seleccionador não teve medo de mudar o sistema a meio do jogo e foi com dois pontas-de-lança que Portugal se mostrou mais perigoso.
O golo obtido no fechar do pano traz uma réstia de esperança. Não nos deu qualquer ponto, mas num grupo tão equilibrado como este, quem sabe se não nos será útil nas contas finais a fazer dia 20...»
(post publicado após a derrota com a Grécia)
8. E antes da encontro decisivo com a Espanha:
«Os pessimistas profissionais que descansem, talvez a Espanha esteja um pouco mais forte do que Portugal. Mas um jogo é um jogo e um cenário de qualificação é perfeitamente possível. Ganhar a esta Espanha está ao alcance de Portugal, desde que a selecção esteja ao seu melhor nível (o que já não acontece há mais de um ano...). Mas nós, portugueses, bem sabemos que é nestas alturas que conseguimos surpreender tudo e todos».
9. Como vêem, a Grande Loja acreditou desde a primeira hora neste sucesso português. No jogo com a Inglaterra, ele deveu-se, em grande parte, às fantásticas exibições de jogadores como Deco, Cristiano Ronaldo, Ricardo Carvalhio (esse é sempre...), ou Maniche. Como já referi, os três que saltaram do banco entraram muito bem. E acima de tudo, fica a ideia de uma nova mentalidade portuguesa, que o FC Porto de Mourinho já foi mostrando nos últimos dois anos: é possível ganhar a qualquer equipas, desde que se esteja concentrado, se seja rigoroso, que se acredite até ao fim.
Talento não nos falta. Faltava-nos, até há uns dias, fio de jogo, mas Scolari foi inteligente e aproveitou a máquina do FC Porto (o meio-campo da selecção, neste momento, é o triângulo mortal Deco-Costinha-Maniche)
10. A propósito, sobre o falhanço de Costinha, ao oferecer o golo a Owen (muito mérito do avançado inglês, atenção), dizemos precisamente o mesmo que dissemos quando Paulo Ferreira ofereceu o golo a Karagounis: um erro não pode apagar jogos e jogos ao mais alto nível. É claro que Costinha deve continuar no onze.
11. A Inglaterra beneficiou desse erro e pôs-se a ganhar muito cedo. Mas essa vantagem acabou por inibir os britânicos de explorarem o ataque (sendo que é esse o sector mais forte). A lesão de Rooney desincentivou ainda mais os ingleses a procurarem o golo e confesso que me surpreendeu a aparente facilidade com que Portugal pegou no jogo. A batalha do meio-campo foi, claramente, ganha por nós. Com excepção de Lampard (que grande jogador!), os restantes homens de combate perderam o norte perante a superioridade técnica portuguesa.
12. O jogo foi intensíssimo, de parada e resposta. Será, certamente, recordado no futuro, na história dos Campeonatos da Europa. Chegámos às meias-finais e agora tudo é possível. O facto de estarmos a jogar cada vez melhor, de jogo para jogo, e, claro, o facto de estarmos a jogar em casa, podem ser trunfos preciosos. Entre Suécia e Holanda, preferia a Holanda, mais ao alcance do jogo português. Os suecos têm um colectivo mais coeso e um ataque quase tão temível como os holandeses. Qualquer um deles será difícil, mas qualquer um deles será possível de bater. Aconteça o que acontecer, Portugal já fez um grande europeu.
13. Contas feitas, Portugal merece 18 (quase, quase 19...); a Inglaterra um 17 (o quarto consecutivo)

Publicado por André 23:01:00 1 comentários Links para este post
Goodbye Mr. Eriksson...

Publicado por Manuel 22:26:00 0 comentários Links para este post
Quem é que teve a desfaçatez de dizer uma coisa destas ?...

A inverosimilhança não pode decorrer da filiação partidária dos referidos indivíduos ou da circunstância de terem sido membros do Governo do País
Espera-se uma reacção do constitucionalista...
Publicado por Carlos 18:34:00 0 comentários Links para este post
o controleirozinho...
Vão comentar para casa
Não, aqui no Acidental não aceitamos, nem aceitaremos jamais, comentários alheios. Sobretudo por razões higiénicas, em defesa da língua portuguesa e contra os mentores da democracia popular. Basta dar uma volta pelas caixas dos outros para tirar daí a ideia. [PPM]
# posted by PPM : 2:56 PM
Paulo Pinto Mascarenhas assume-se como uma espécie de Pina Moura acidental dos tempos modernos, um censor arrebitado que não confia nos seus próprios "camaradas" ao ponto de não lhes ceder sequer a possibilidade de postarem directamente n 'O Acidental. Apenas PPM tem esse previlégio, não vá alguém escrever sobre o que não deve... O anacrónico personagem faz lembrar o Governo Chinês e as suas tentativas de "controlar" a Net; se por um alado reconhece que esta é fundamental ao ponto de establecer o seu próprio estaminé por outro lado ainda não percebeu o signifivado, e implicações, da palavra Liberdade.
Paulo Pinto Mascarenhas é um paradoxo, mas um paradoxo exemplar daquilo que passa por certas cabecinhas, à esquerda e à direita... Já não mandam, já não controlam, já não definem o que se escreve ou deixa de escrever...
Publicado por Manuel 15:01:00 1 comentários Links para este post
"Ei-lo em todo o seu esplendor"
Ei-lo, mais uma vez nas bocas do mundo: o sistema. A funcionar, claro. Em todo o seu esplendor.
«Caso Moderna: O Tribunal da Relação de Lisboa absolveu todos os arguidos do caso Moderna, à excepçao de José Braga Gonçalves e de Pedro Garcia Rosado, a quem, no entanto, baixou substancialmente as penas.
O acórdão divulgado, ontem, pelo Tribunal da Relação não causou estranheza aos advogados de defesa. O facto do processo ter tido presos preventivos, três dos quais agora absolvidos, "é normal". Também consideram que faz parte do "sistema", um tribunal superior ter uma decisão diferente.
"Os juizes mais velhos sabem mais e têm mais experiência do que os juizes mais novos e menos experientes". E que é, apenas isso, e não que a Justiça não funciona, "que as pessoas devem pensar" diz António Soares da Veiga, mandatário de Sousa Lara, num súbito acesso de cordialidade paternalista.
Marinho Pinto (na SIC Notícias), também muito apaziguado, acha igualmente tudo muito compreensível: os juizes mais novos andaram no CEJ, onde não aprenderam direito constitucional, por isso não respeitam a lei suprema e os direitos do homem nas suas decisões, ao contrário dos mais velhos, mais sabedores.
Pois eu já começo a descrer que haja sistema-sociedade democrática, que sobreviva com uma justiça a funcionar assim: não há caso mediático em que as decisões dos tribunais de 1ª instância e das instâncias superiores não sejam, em pontos importantes, totalmente contraditórias!
Algo vai mal no Reino da Dinamarca e, pelos vistos, a solução pode ser um Ovo de Colombo: trazer os ilustres "mais velhos" à 1ª instância e acabar com os recursos, assim se ganhando em acerto e celeridade decisórios e, para mais, poupando-se dinheiro aos contribuintes deste pobre País da Tanga.
in Incursões pela pena certeira da kamikaze
Publicado por Manuel 12:17:00 0 comentários Links para este post
com as letrinhas todas...
A sucessão de fenómenos (par)anormais que recorrentemente tem ocorrido na Justiça Portuguesa, nomeadamente num certo patamar, (e cito apenas dois casos - o caso "Moderna" e o caso Pio) começam a justificar, imperiosamente, uma investigação apurada ao universo paralelo dos poderes fácticos em Portugal e muito particularmente ao mundo da Maçonaria.

Se, por mera hipótese académica, um juíz é maçon e faz parte de um colectivo encarregue de avaliar um caso high profile que envolva Veneráveis Irmãos seus - hipoteticamente seus superiores lá na Loja a quem deve obdiência, o termo usado é mesmo esse "obdiência" - é licito esperar que esse juíz seja imparcial, sabendo-se como da natureza do método de progressão hierárquica e do tipo de trabalhos que a catalizam?...
E se esse mesmo magistrado, quadro público ou governante, por absurdo, tiver funções de relevo ou tela em orgãos de investigação criminal ou serviços de informação será lícito esperar independência e objectividade ?
Se um magistrado tem, estatutariamente, restrições à sua actividade pública como aceitar, e tolerar, que possa, na maior, pertencer a organizações e sociedades secretas com um poder, de facto, infinitamente superior ao de qualquer partido político, ou organização pública, e sob as quais não existe qualquer espécie de escrutínio público?
Ou será que fenómenos de tipo P-2 é só em Itália?...
Publicado por Manuel 7:37:00 9 comentários Links para este post
Especial Euro 2004 (XIV)
Balanço da primeira fase
Terminada que está a primeira fase do Euro, a Grande Loja faz aqui, como prometido, uma análise mais alargada sobre o que já aconteceu, projectando expectativas para os sete jogos que faltam.
Jogo a jogo, fomos dando notas às exibições de cada equipa. Como todas têm três jogos (oito delas ficam-se por esses três, as oito que passaram vão voltar a exibir-se no torneio) aqui se apresenta o Ranking Grande Loja:
Nota: Os vencedores de cada grupo levam uma bonificação de 0.50; os segundos têm um bonus de 0.25
Grupo A:
1.º Portugal, 6 pontos 14+16+17 (+0.50)
Média = 16,17
2.º Grécia, 4 pontos 18+15+13 (+0.25)
Média = 15,58
3.ª Espanha, 4 pontos 16+15+15
Média = 15,33
4.ª Rússia, 3 pontos 14+13+15
Média = 14,00
Grupo B:
1.º França, 5 pontos 18+15+16 (+0.50)
Média = 16,83
2.º Inglaterra, 5 pontos 17+17+17 (0.25)
Média = 17,25
3.º Croácia, 2 pontos 13+16+14
Média: 14,33
4.ª Suiça, 1 ponto 13+12+13
Média: 12,67
Grupo C:
1.º Suécia, 5 pontos 18+17+16 (+0.50)
Média = 17,50
2.º Dinamarca, 5 pontos 17+16+16 (+0.25)
Média= 16,58
3.ª Itália, 5 pontos 16+17+15
Média = 16,00
4.ª Bulgária, 0 pontos 11+13+14
Média = 12,67
Grupo D
1.º República Checa, 9 pontos, 16+18+17 (+0.50)
Média = 17,50
2.º Holanda, 4 pontos 16+17+17 (+0.25)
Média = 16,92
3.º Alemanha, 2 pontos 16+14+15
Média = 15,00
4.º Letónia, 1 ponto 14+15+12
Média = 13,67
Curiosidades:
-- A República Checa foi a única selecção a obter o pleno: 3 jogos, 3 vitórias. Curiosamente, começou sempre a perder e conseguiu sempre dar a volta
-- A Inglaterra e a Suécia são o melhor ataque da prova, com oito golos marcados. Seguem-se a República Checa e a França, com sete
-- Itália, Dinamarca, Portugal e Espanha foram as melhores defesas da primeira fase, com dois golos sofridos; a Bulgária foi, obviamente, a selecção mais batida: nove tentos
Ranking GRANDE LOJA:
1.º República Checa - 17,50
2.º Suécia - 17,50
3.º Inglaterra - 17,25
4.ª Holanda - 16,92
5.ª França - 16,83
6.ª Dinamarca - 16,58
7.ª Portugal - 16,17
8.ª Itália - 16,00
9.ª Grécia - 15,58
10.ªEspanha - 15,33
11.ªAlemanha - 15,00
12.ªCroácia - 14,33
13.ªRússia - 14,00
14.ºLetónia - 13,67
15.ªSuiça - 12,67
16.ªBulgária - 12,67
Observações:
-- A Grécia parece ser a menos cotada das oito quarto-finalistas: é a única que não aparece nos oito primeiros deste nosso ranking. A Itália, mesmo eliminado, entra no oitavo lugar, em grande parte devido à boa exibição na primeira parte com a Suécia;
-- Portugal aparece prejudicado por aquele primeiro jogo, mas mantém uma boa média, a curta distância dos cinco primeiros;
-- A República Checa confirma-se, também aqui, como a grande vencedora desta primeira fase mas, tal como temos insistido, Suécia e Dinamarca são um caso sério. A Inglaterra beneficiou do seu jogo de ataque e do facto de mesmo no encontro que perdeu (com a França) ter merecido um excelente 17
-- Suiça e Bulgária repartem a lanterna-vermelha; a Letónia conseguiu mais um valor que as outras duas selecções menores deste Euro, graças ao empate frente à Alemanha
Publicado por André 3:04:00 0 comentários Links para este post
referendar ou "apenas" baralhar e dar de novo...
A ideia de Referendo traz-me à memória as tentativas falhadas, e ainda recentes, dos referendos sobre a regionalização e a interrupção voluntária da gravidez.
Falhadas , não porque o meu ponto de vista tenha prevalecido mas, porque a adesão, a participação dos portugueses e a forma como os governantes da época lidaram com os dois referendos ficarão para sempre associada a um misto de nexo sem causalidade.
Os referendos, ainda que não vinculativos, exigiam aos portugueses, cansados de manifestarem vontade em participar mais activamente na vida política, apenas que votassem.
Ao Governo em questão, pedia-se na questão da IVG, cuidado na forma como se colocava de um lado ou de outro. A questão da IVG é delicada e merece decidamente uma reflexão na sociedade portuguesa, isenta de hipocrisias e de falsos moralismos. A tudo isto o primeiro-ministro da altura, prometeu abster-se em voto, deixando a decisão para os portugueses.
Na questão da regionalização, cometeram-se demasiados erros, desenharam-se mapas em função do número de cargos que se queriam empreender, sendo que o pecado capital aqui foi primeiro desenhar e só depois explicar quais os benefícios de descentralizar.
Mas e porque referendar significa, muito casuísticamente, submeter a sufrágio algo de importante e delicado o nosso governo de coligação ter-se-á lembrado que tinha chegado a hora de referendar, nada mais, nada menos que a nova Constituição Europeia.
Perdida que foi a importante jornada de campanha para umas eleições, curiosamente... europeias para clarificar alguns aspectos importantes relativos a nova Europa, para discutir abertamente com o país num diálogo franco, quais as implicações da nova Constituição Europeia na sociedade portuguesa e não só, perdida que foi essa oportunidade, entendeu o Governo referendar algo que muito dificilmente conseguirá explicar, por muito crente que seja a convicção de quem explica.
Ainda que exista um compromisso entre os vinte cinco membros da UE de que deverá haver referendo desde logo se levanta a questão da pergunta que vai ser escolhida.
Alguns sábios deverão durante algumas semanas reunir-se e chegar à conclusão que a única pergunta que garante hipoteses de o SIM ganhar não pode fugir das linhas desta...
Está esclarecida, livre e conscientemente a favor da Constituição Europeia ?
O problema, que já Guterres enfrentou, trata-se de um problema de memória e ao qual Jorge Sampaio decidiu hoje dar novo alento. Diz Jorge Sampaio que
Deve haver um momento em que uma consulta sobre a questão europeia deve ser feita, e que foi "dos muito poucos" a entender que o Tratado de Maastricht devia ter sido objecto de uma consulta popular.
Por muito diferente que possam ser as convicções, ou somos a favor do projecto europeu ou somos contra, pois a terceira via que o PP envereda, apenas traz problemas de consciência aos seus dirigentes. Consciência não pelo que disseram no passado, mas por aquilo que hoje são obrigados a assinar em nome de uma coligação.
E é exactamente esse pequeno facto, levantado por Jorge Sampaio, que me deixa de todo desiludido.
Ao fim de 18 anos de pertencermos a União Europeia, ao fim de 18 anos de recebermos fundos comunitários, e perdoem-me aqui o facto de assumir o meu europeísmo, é que achamos que deveriamos referendar a integração europeia? Se na altura refenderar o Tratado de Amesterdão soava a má língua pois a moeda única para além de constar no Tratado de Roma, ratificado por Portugal na adesão, constava em objecto e procedimentos no Tratado de Maastricht, que Portugal e bem, ratificou, referendar Maastricht na altura, como diz hoje Jorge Sampaio ser um segredo quase só seu, e ainda bem que assim o é, seria o desacreditar de Portugal num projecto europeu.
Hoje referendar a constituição europeia, constítui não um retrocesso na matéria europeia mas sim um sinal de imaturidade política.
Imaturidade porque um país atento não deixa passar 18 anos para alertar que se deveria referendar a integração europeia.
Imaturidade porque um Presidente da República, de um Estado membro de pleno direito, deveria ser o primeiro a alertar para o problema, se realmente ele existir.
Não que referendar seja mau, antes pelo contrário, mas sim porque, primeiro discute-se, depois referenda-se, tudo isto antes da aprovação. E como uma casa quando vai no telhado não se lhe podem mudar as escoras...
Ainda que mal pergunte, mas se o "Não" ganhar, e com eleições autárquicas três meses depois, o que fará o Governo? Respeita a vontade dos eleitores e coloca-se à margem do processo europeu, ou pelo contrário não respeita a vontade dos mesmos, e arrisca-se a ganhar apenas as autarquias de Gondomar e Águeda ?
Publicado por António Duarte 0:34:00 0 comentários Links para este post
está bem entregue a CGD... ou novas iterações do filme "todos bons rapazes"
O Ministério Público mandou extrair certidões das declarações de Mira Amaral, ex-ministro da Indústria e Energia, e do seu ex-assessor, António Mocho. É que um deles mentiu, ontem, ao tribunal, e o MP quer que a questão seja apurada, para eventual procedimento criminal, já que depunham sob juramento.
O ex-ministro disse que só soube que a dívida do Estado russo aos empresários do calçado de Oliveira de Azeméis tinha sido cobrada por Moura Santos, atráves "de notícias dos jornais", em 1996.
António Mocho garantiu que soube dessa cobrança através do próprio ministro, em 1994, quando foi solicitado a preparar uma visita oficial do primeiro-ministro, Cavaco Silva, à Rússia.
Mira Amaral assumiu que a questão dos nove empresários do Norte o trazia "preocupado" e até contou ter tentado, através de Moura Santos - um empresário "experiente no mercado do carvão" - trocar a dívida russa por esse combustível. (...)
Sobre a carta de agradecimento que recebeu dos três industriais que se sentam no banco dos réus, disse julgar que aquela "gentileza" se referia à tentativa de trocar a dívida por carvão, garantindo desconhecer, que, nessa altura, já aqueles três credores haviam recebido 900 mil dólares.
Recorde-se que Moura Santos e estes três industriais são acusados , por terem forjado um documento em que a IT - a empresa que detinha a titularidade da dívida - cedia a capacidade de cobrança à empresa de Moura Santos. Receberam parte e não o repartiram com os restantes industriais. Moura Santos garante que desconhecia que o documento fosse falso e afirma ter cobrado apenas um milhão de dólares.
in JN
N.A. este Moura Santos é o célebre cunhado do ex Guterres...
Publicado por Manuel 0:05:00 0 comentários Links para este post
Especial Euro 2004 (XIII)
Porta-aviões alemão foi mesmo ao fundo...
Quarta-feira, Junho 23, 2004
A Alemanha junta-se a Itália e Espanha e entra para o lote das maiores decepções deste Euro 2004.

Os germânicos necessitavam de vencer a República Checa, mas nem com um adversário já descansado e a poupar-se para os quartos-de-final, nem mesmo assim os teutónicos conseguiram o que precisavam.
Ballack, o único talento técnico de uma equipa longe, tão longe, das suas antecessoras históricas, deu um pouco de esperança aos alemães, ao apontar um grande golo. Mas os checos voltaram a revelar-se como uma das melhores selecções do Euro e deram e viraram o resultado a seu favor.
O conjunto de Brueckner foi o único a conseguir o pleno de vitórias na primeira fase e lança-se como um forte candidato ao título.
O festival de golos falhados pelos alemães levaram Voeller ao desespero. Mais eficazes, os checos mereceram, totalmente, mais este triunfo. Ficam com 17, enquanto os alemães se despedem com um 15
Na outra partida que fechou o grupo D, a Holanda bateu, sem dificuldades, a Letónia, por 3-0, beneficiando da vitória dos checos para terminar em segundo lugar. O domínio da laranja foi total. Os holandeses mereceram o apuramento, pois souberam mostrar um futebol bem mais atraente do que o alemães.
A Holanda recebe 17, a Letónia termina com 12
Publicado por André 21:51:00 0 comentários Links para este post
Lealdade e Crítica
..tal estrutura hierárquica nunca poderá permitir que se instale no Ministério Público uma administrativização e uma rotina, pouco consentâneas com o estatuto de magistrado...
Procurador Geral da República, discurso no 25º Aniversário do Estatuto do Ministério Público
No exercício de funções públicas o funcionário deve actuar com lealdade.
Na semântica estrutural, "lealdade" traz-nos a ideia de que se actua, no mesmo exercício, de harmonia com os compromissos funcionais assumidos, ou seja, que se cumpre rigorosamente o juramento havido no momento em que se inicia um cargo.
Não é diferente o sentido legal do conceito. De facto, segundo as normas...
...O dever de lealdade consiste em desempenhar as ...funções em subordinação aos objectivos do serviço e na perspectiva da prossecução do interesse público...
É assim para um qualquer funcionário e é assim, por maioria de razão, para um magistrado.
A lealdade é devida à Comunidade, impõe uma certa e determinada forma de exercer as funções em que se está investido, tendo-se sempre em atenção os objectivos concretos de certo serviço, tendo-se sempre em devida conta o que se chama de interesse público.
É isto, afinal, que consta da Constituição da República, em termos muito sintéticos.
Do que se disse, tem de inferir-se que, seja por força da Constituição, seja por força da lei ordinária, a "lealdade" não é conceito que se encaixe nas relações entre superiores e inferiores hierárquicos,antes deve ser vista como exercício probo da função em prol da Comunidade - o funcionário não está ao serviço do superior hierárquico, antes ao serviço do Estado, do interesse público, dos objectivos para que foi gerado o serviço onde desenvolve a sua actividade.
Também os magistrados, designadamente os do Ministério Público, estão, como não podia deixar de ser, sujeitos ao dever de lealdade, no sentido que se traçou, muito sumariamente, supra.
Nem poderia ser de outro modo, se se tiver em conta as funções atribuídas a esta magistratura pela Constituição e respectivo Estatuto.
Sendo o Ministério Público uma magistratura hierárquica, daí decorre que os colocados em grau inferior estão sujeitos às ordens e instruções da respectiva hierarquia, quando legais e transmitidas de modo legal.
Como se passa na Administração Pública, a "lealdade" não é, aqui,aferida relativamente a nenhum superior, antes relativamente às funções que se levam a efeito. E é bom acentuar tal matéria, pois, não poucas vezes, se tem visto confundir serviço público com serviço público tal como o entende o superior hierárquico.
Serviço público é noção, para efeitos do Ministério Público, que a Constituição define, que o Estatuto define, que outras leis definem. O superior hierárquico não tem competência para o definir, tê-la-á apenas no momento em que, legitimamente, transmite uma ordem ou instrução, prevalecendo a sua interpretação sobre a do inferior hierárquico.
Verdadeiramente interligado com a lealdade encontra-se o são espírito de crítica que constitui, em democracia, não só um direito, mas, do mesmo passo, um dever. E que não fere, nem poderia ferir em nada, a tal lealdade.
Num estado democrático, as críticas devem ser benvindas, sempre que elaboradas com substância, erradas ou não, pois é da síntese de opiniões que melhor se formam os espíritos e melhor se orientam os serviços.
Criticar não pode ser visto como maledicência, como um acto inaceitável, antes como o exercício são da cidadania que, como a toda a gente, compete aos magistrados. Da própria Carta Deontológica do Serviço Público consta a promoção de "um saudável espírito crítico" entre funcionários, quanto mais entre magistrados.
De facto, mal iria uma democracia onde os magistrados se demitissem do direito de crítica, de livre expressão, de manifestar a sua opinião.
Com as restrições legais ditadas pela natureza das funções que exercem, os magistrados são cidadãos de corpo inteiro, com os mesmos direitos e deveres de qualquer outro cidadão.
Por tudo, que vem no tempo exacto a afirmação do PGR que encima o presente texto, na linha do que, há anos, afirmou Cunha Rodrigues
...diria sempre que a palavra é um instrumento que deve ser utilizado pelos magistrados...e que ninguém nos pode tirar a palavra...
Tudo, igualmente, a propósito dos 25 anos do Estatuto do Ministério Público que há dias se celebrou.
Alberto Pinto Nogueira
Publicado por josé 20:06:00 0 comentários Links para este post
a alfaiataria...
Muito atarefado o SIS por estes dias. Dizem que termina afanosamente a outra metade da operação de cartografia iniciada nos tempos idos de Jorge Coelho, MAI...
Publicado por Manuel 17:45:00 0 comentários Links para este post

A high wave lashes a fishing port in Aki, western Japan Monday, June 21, 2004. A large typhoon lashed western Japan with heavy rains and powerful winds Monday, grounding airplanes, stalling ferries, and forcing hundreds to evacuate their homes. (AP Photo/Kyodo News)
Publicado por Manuel 14:12:00 0 comentários Links para este post
"wag the Telmo"...
O arrazoado apresentado por Telmo Correia para justificar que a solo o PP elegeria o mesmo número de eurodeputados que elegeu coligado com o PSD é de tal forma imbecil - descabelada e inverossímil - que não pode deixar de ser encarado como um puro insulto a quem quer que seja destinada tal mensagem. Mais, a simples existência do dito arrazoado é ainda reveladora de um um facto verdadeiramente perturbador - o grau de indigência política e mental que grassa em certos circulos de iluminados que pura e simplesmente julgam toda a gente pela bitola por que não se julgam a sí próprios - que é tomar tudo e todos por parvos.
Talvez o grande sonho de Telmo Correia e quem sabe de Portas seja num grande auditório - estilo "Aula Magna" - todo pintado de branco e proclamarem "o tecto desta sala é preto" e verem tal proclamação votada por unanimidade e aclamação...

A isto, caros leitores, chama-se fascismo!. Nem mais, nem menos, pois quando os números não se adaptam à Verdade pode-se sempre adaptar esta aos números...
Publicado por Manuel 11:24:00 7 comentários Links para este post
Fátima Felgueiras gostava de chapéus assim...

Hats of all shapes and colours are worn at the Royal Ascot race meeting. Fayr Jag landed the Group One Golden Jubilee Stakes on the final day of Royal Ascot a year to the day after he had to settle for a deadheat in the Wokingham Stakes.(AFP/File/Martyn Hayhow)
Publicado por Manuel 2:28:00 1 comentários Links para este post
Especial Euro 2004 (XII)
Gelo nórdico nos quartos e... "Porca Miseria"
Terça-feira, Junho 22, 2004
Consumada a surpresa - a Itália está mesmo fora do Euro!
Houve justiça e as duas melhores selecções do grupo C passaram à fase seguinte. Apesar dos grandes jogos da República Checa e de Portugal, insisto na ideia de que Dinamarca e Suécia foram, até agora, as equipas mais sólidas e que melhor futebol praticaram. Os dinamarqueses tinham feito um jogo enorme frente à Itália; os suecos estiveram muito bem nos dois primeiros jogos.
Desta vez, bastava um empate a 2-2 para ambas passarem e... foi isso mesmo que aconteceu. As nuvens de dúvidas que os italianos levantaram não fazem qualquer sentido. Quem viu o Dinamarca-Suécia sabe que se assistiu a mais um excelente jogo. Não ao nível das outras jornadas, o que é normal, porque a jornada de decisão implica sempre um jogo mais táctico e calculado. Mas viram-se quatro grandes golos e o resto é conversa fiada.

Em vez de criticarem, os italianos deviam olhar para si próprios. Foram a maior decepção do Euro até agora. Tinham que ganhar à Bulgária, de preferência por muitos e só conseguiram ficar em vantagem aos 93 minutos! Diante da selecção mais fraca do campeonato...
É mesmo caso para dizer... Arrivederci, Italia!!
Na jornada de fecho do grupo C, a Itália merece um 15, a Bulgária 14, Suécia e Dinamarca ficam com 16
Publicado por André 22:44:00 0 comentários Links para este post
"Criminologia comparada"
Moita Flores costuma aparecer em diversos meios de comunicação, como comentador de ocasião de assuntos judiciários e não só.
É daquelas pessoas que os media erigiram em ícones do sound byte, sempre que algo estranho surge no mundo judiciário.
Assim, aparece regularmente nos comentário das pantalhas, a par de outros notáveis como o desembargador Eurico Reis ou aqueloutro jurista, versado em direito comercial, e que é presidente, e único associado conhecido, do Fórum Justiça e Liberdade.
Custa um pouco escrever que é um cromo da pantalha, arriscando uma depreciação envolvente, mas tal se deve à imagem de personagem de tv, de dimensão plana, só relevada à custa de uma natural bonomia que também lhe empresta a simpatia irrecusável que costuma afastar a má língua.
Por isso, evito comentar a sua apregoada categoria de "criminologista" ou a sua sempiterna associação à PJ, como "ex-inspector".
É de facto, um personagem simpático, assemelhando-se notória e perigosamente a outro bom-serás que dá pelo nome de "inspector" A.Varatojo, também afamado criminologista e que costumava resolver charadas e descobrir mistérios policiais, na revista Plateia e agora o faz na Internet, aquí.
Hoje, n 'O Diabo, o "ex-inspector da PJ e criminologista" Moita FLores, em artigo de última página, escreve...
Desde sempre que a Polícia Judiciária tem sido governada por magistrados, ou juizes ou do Ministério Público. Facto que nunca espantou ninguém , e até era compreensível, antes do MP ser o detentor exclusivo da direcção da investigação criminal.
Desde que à PJ foram retirados estes poderes no domínio da investigação deixou de fazer sentido este imperialismo "magistratural" porque, não trazendo nada de novo à gestão funcional da investigação, antes tem sido um palco de tensões , conflitos e por vezes confrontos mais apaixonados ora entre magistrados e polícias ora entre as duas magistraturas.
Não faz sentido. Nenhum magistrado, por mais competente que seja, possui por via de formação, melhor apetrechamento técnico para gerir uma Polícia melhor do que os próprios polícias. Aliás, a actual lei orgânica consagra essa possibilidade , ou seja, de ser um funcionário de carreira a chegar ao topo da hierarquia. Porque investigando a PJ por ordem, direcção e controlo do MP, que sobra ao poder policial para resolver?
Gerir meios e homens, racionalizar e proporcionar condições técnico-tácticas adequadas ao cumprimento das diligências, intensificar esforços para a concretização de melhorias científicas no campo da prova material, adaptar a realidade que gere às exigências decorrentes da complexidade deste ou daquele processo.
Ora, que se saiba, de táctica, técnica e funcionalidade da investigação criminal sabem os polícias- por isso é que são polícias e não magistrados- e, como há muito venho defendendo, não faz sentido que sejam estranhos a esta realidade, muitos em agressão com ela, a maior parte sem a perceber, que se instala no poder da PJ durante três anos com mais ou menos comodismo, com mais ou menos arrogância, com mais ou menos servilismo, com mais ou menos ambição para as suas carreiras pessoais e depois usa esse palco para todo o género de dislates.
Há muito que isto estaria resolvido se houvesse coragem política para por as coisas em ordem. Sobretudo quando não se passa uma única semana em que não surjam queixas sobre a falta de magistrados nos tribunais. Se fossemos percorrer toda a administração pública e contar as dezenas deles que ocupam lugares que podiam ser ocupados por funcionários, até mais capazes, com certeza que sobrariam umas boas dezenas para despachar processos que se arrastam como moluscos pelas secretarias judiciais.
Este problema do “poder policial”, como num aparente lapso, lhe chama o intitulado "criminologista", foi tema dos discursos ontem proferidos no Auditório 2, da Gulbenkian, por Cunha Rodrigues e também Souto Moura, a propósito dos 25 (26) anos do Estatuto do MP.
Ambos se interrogaram sobre o modelo de articulação entre a PJ e o MP, enquanto entidades que investigam a criminalidade, evidenciando as contradições que ao longo dos anos se foram sedimentando.
Estas contradições fundam-se na própria lei processual que confere ao MP o poder de dirigir um Inquérito e às polícias uma autonomia táctica e técnica para actuarem enquanto investigam os factos de um Inquérito que supostamente o MP dirige.
O MP é um corpo de mil e poucos magistrados que por todo o país exerce a acção penal em exclusividade.
Segundo Cunha Rodrigues, ao não se assegurar na prática, ao MP, a colaboração das polícias, sem complexos, está-se a alimentar um corpo sem membros!
O "criminologista" Varatojo, perdão, ex-inspector Moita Flores, tem alguma razão ao defender que a polícia é que sabe do ofício e que
Gerir meios e homens, racionalizar e proporcionar condições técnico-tácticas adequadas ao cumprimento das diligências, intensificar esforços para a concretização de melhorias científicas no campo da prova material, adaptar a realidade que gere às exigências decorrentes da complexidade deste ou daquele processo
...é assunto do foro interno da PJ ou de outras polícias!
Mas então, como se configura a investigação dos crimes pela polícia, com a direcção dessa investigação pelo MP?!
Para cumprimento da lei processual penal, tendo em conta as carências de meios que afligem toda a gente que investiga em Portugal, parece que não se pode andar muito longe disto:
A polícia colaborar estreitamente como o MP, cumprindo decisões desta entidade e obrigando essa colaboração a uma nova atitude de cooperação assídua e pessoal entre inspectores, agentes e magistrados do MP.
Tal afigura-se possível com a lei actual e tem sido pontualmente posto em prática. O último caso em que tal sucedeu, foi em Gondomar, no caso do Apito Dourado.
Há, por isso, um exemplo que mostra o que pode ser feito com a lei actual e sem qualquer problema de maior.
Bastará por isso, e por enquanto, uma nova atitude, uma nova sensibilização de magistrados, inspectores e agentes para a colaboração no processo. Tal significa o esbater de egos e o abandono de prerrogativas balofas em que alguns magistrados por vezes incorrem. Tal significa ainda a noção clara de que a descoberta da verdade material se consegue com empenho e boa vontade e uma desejável lealdade entre quem dirige e quem investiga. Da parte das polícias, aliás, nunca vi falta dessa qualidade elementar. Já o mesmo não se pode dizer de quem dirige o Inquérito. Por comodismo ou desinteresse, alguns magistrados remetem para aquela a incumbência do “delega-se a investigação” e por isso as coisas se vão arrastando de equívoco em equívoco. É assim também que aparecem depois os “criminologistas” a defender abertamente o “poder policial” !
Por outro lado, o processo de Gondomar, dirigido pelo MP e investigado no terreno pela PJ, mostrando o caminho viável e a solução à mão de semear, também demonstrou à saciedade onde reside o mal do sistema - não é certamente nas bases, mas sim na cúpula dirigente da PJ e até no próprio DCIAP.
Parece-me tal assunto, um “case study” e a prova de que essas entidades ainda não se aperceberam das virtualidades do sistema, continuando na mais benévola das hipóteses, a laborar em equívocos que só dão argumentos aos criminologistas do tipo do simpático A. Varatojo e que, apesar de toda a bonomia, são de outro tempo - daquele em que se lia a Plateia e a Crónica Feminina!
Outros diriam, do tempo do "fascismo”.
Publicado por josé 17:41:00 4 comentários Links para este post
"Pobre Criatura"
Aqui fica mais um postal, de um colaborador devidamente identificado e que desta vez assume o pseudónimo do jornal onde pode ser lida a notícia a que se refere no texto...
Juro que me tinha jurado nunca mais falar no Homem. Sobretudo porque ele não merecia o tempo que se perde num naco de fraca prosa, como é a minha.
Há, porém coisas e situações que nos empurram para o abismo e eu, que sou de "abismos", não resisto a certas provocações. Não me contenho. Não posso. Faz-me mal à saúde física e mental.
O patético de certas conjunturas funciona de alavanca à revolta intestinal, à revolta de tudo quanto mexe, como se uma ventania abalasse os alicerces do edifício mais sólido.
Ora, penso eu, que um homem público tem de ter uma postura pública, tem de apresentar-se com dignidade de modo a respeitar-nos, a respeitar as funções públicas que exerce, a respeitar-se a si próprio.
Não digo que assuma um porte catequético, farisaico e hipócrita, como aqueles a que nos vão habituando alguns que exercem funções que não são deles, antes do Estado, ou seja, da Comunidade. Não se lhes exige que vistam Armani, Carolina Herrera, ou outro costureiro internacional que pagam com o cartão de crédito fornecido pelo respectivo orçamento do ministério onde exercem o poder que têm por seu.
Todos, contudo, temos o direito de lhes exigir que se comportem, publicamente, com o decoro, elegância e firmeza que lhes impõe o cargo que, em representação do povo, vão exercendo. Até serem substituídos, pelo voto directo, ou pelo voto de outros.
Pois vem esta lengalenga de encontro ao estupor que me atacou quando, há dias, li num jornal o seguinte:
...eu sou uma pobre criatura, que ocupa um pobre lugar...
Não acreditei que aquilo, vindo donde vinha, não era para acreditar. Era o jornal a reinar. Mas não era, estava mesmo entre aspas e fui vigiando o diário nos dias seguintes, à espera de um desmentido que não surgiu.
Das duas três, como soe dizer-se: ou a "criatura" estava a fazer moça das dezenas de milhares de leitores, ou falava o que sentia, era "uma pobre criatura" que "ocupa um pobre lugar...".
Avancei, então, nas minhas pobres cogitações e disse-me que a "criatura", pelo "pobre lugar" que ocupava não tinha o direito de me gozar daquele modo, a mim que sou cidadão que paga impostos para lhe pagarem o vencimento e não só. A mim e a tantos outros cidadãos.
Mais à frente, cogitei ainda que o "pobre lugar" não merecia ser tratado daquela forma por quem o ocupava.
Que iriam pensar os elementos da corporação que a "pobre criatura" chefia, ao saberem que eram chefiados por uma "pobre criatura" que considerava o lugar de topo um "pobre lugar"? Que eram eles, então?
Os dias foram correndo e nada se passou, o "pobre lugar" continua ocupado pela mesma "pobre criatura".
Devo confessar, sendo sincero, que, desde há muito, não penso coisa diferente do personagem em causa, mas jamais teria o arrojo de o dizer pela minha boca, não vá ser isso entendido como ofensivo. O Homem tirou-me as palavras da boca, ou do teclado, como ora é mais comum.
O que eu estranho é que se viva num país onde dirigentes com tamanha responsabilidade se permitam afirmações sem nexo e demonstrativas bastante de que não deviam nunca ocupar lugares de relevo, por falta de perfil, como para tudo se exige nesta terra que foi de poetas e ora é de não se sabe o quê.
Parabéns, Dr.Adelino Salvado. V. Excª comoveu-me.
"Jornal de Notícias, 19 de Junho de 2004"
Publicado por josé 16:31:00 0 comentários Links para este post
"Ministério Público"
Há vinte e seis anos, o Ministério Público rompia com o cordão umbilical que sempre o ligara e fazia depender da magistratura judicial.
Eram, teoricamente, separadas as magistraturas, todavia, na prática quotidiana, o Ministério Público não ia além de uma magistratura menor, o "saco" onde a magistratura judicial se abastecia, sendo que os delegados do procurador da República seriam os futuros juízes e os escalões superiores do Ministério Público eram escolhidos de entre aqueles que o poder político entendia serem os melhores de entre os juízes.
Para os que viveram esses tempos bem conturbados resta ainda a memória de firmarem, no dia a dia dos tribunais , a nova estrutura orgânica e as novas funções da magistratura do Ministério Público.
Coisa e tarefa que não foram, nem de perto nem de longe, fáceis de levar a bom porto.
Sem saudosismos melosos, não pode deixar de se lembrar magistrados como Arala Chaves, Cunha Rodrigues, Mário Torres, Artur Maurício, Herculano Lima, Vítor do Carmo, homens de estatura superior que, com o seu contributo nestimável, foram verdadeiros líderes, cada qual no seu campo de acção,para que o novo Ministério Público vingasse, tomasse forma e avançasse intrepidamente na defesa da legalidade democrática e no exercício, de forma constitucional, da acção penal.
Celebrou-se, há dias, o 25º aniversário do novo Ministério Público.
Não me atrevo a fazer balanços, nem sequer tendo dados de facto para o efeito, mas atrevo-me a dizer que a escolha por esta magistratura foi reconfortante.
Atrevo-me, porém, a dizer que, com este Ministério Público, o país tem um corpo de magistrados que, sobremodo na área penal, área da sua especial intervenção, garantem os direitos e liberdades individuais, agem como órgão de justiça, tendo abandonado, apesar de muitas calúnias, aquele espírito de um Ministério Público como "implacável acusador", um Ministério Público que procura, de todo o modo, a condenação, em vez da realização da Justiça e do Direito.
Suponho, contudo, que, no actual momento, esta magistratura se encontra num momento histórico de viragem. Nada é perene e muito menos na vigente sociedade sempre em mutações constantes: o que era válido de manhã, torna-se inválido á tarde e muito mais à noite.
Não estarei muito errado (quem sabe?) se disser que o Ministério Público terá de repensar a forma como se relaciona com a Polícia Judiciária, como deve estar ligado com ela, ou não deve, de conceder o seu contributo sério e devidamente matutado para alterações profundas nesta área tão sensível e que é da investigação criminal.
Que o Ministério Público terá (?) de repensar a forma de reorganização e funcionamento, de modo calmo e seguro, das procuradorias-gerais distritais, estruturas essenciais, mas que, ao que sei, necessitam, a breve prazo, de serem repensadas. Tranquila, mas seguramente. Extorquindo burocracias e exercendo uma hierarquia de competências.
Que o Ministério Público terá de repensar a estrutura e funcionamento dos DIAPs, a sua interligação com a PJ e demais órgãos de investigação criminal.
Que o DCIAP terá de ser repensado e reorganizado, aperfeiçoando-se e optimizando-se ao máximo a sua interligação com a PJ.
Quando, em 1979, foi publicada, com a anotação, a então dita Lei Orgânica do Ministério Público, o procurador-geral distrital do Porto, teve a oportunidade de escrever, em jeito de prefácio, que a lei em causa era um instrumento relevante para todos os que procuravam "uma Justiça digna", mas que esta só se conseguia pela qualidade de trabalho dos magistrados do Ministério Público.
Eram, evidentemente, tempos menos tempestuosos, mais voluntaristas e as exigências ao Ministério Público e Justiça em geral seriam, de certeza, muito menores.
Voltamos sempre ao mesmo: melhor organização de tudo, mais racionalização de meios, melhor e mais profunda preparação cultural e política dos magistrados, cultura constitucional, mais humildade e grande abertura, no quadro legal, à Comunicação Social e aos outros. Numa só palavra: Humanismo.
Alberto Pinto Nogueira
Publicado por josé 14:50:00 0 comentários Links para este post
"Sinais dos Tempos" ou apenas "Pagodes Chineses"
Seria fácil pegar num dos últimos relatórios de execução orçamental da DGO, e conjugado com os resultados de conjuntura do INE e do Banco de Portugal, e chegar à conclusão que, de facto, a tão ansiada, mil vezes proclamada por espíritos Delgados deste país, retoma está finalmente à porta. O que não sabe bem e não convém muito dizer, não vá o povo ficar triste, agora que ainda por cima a selecção ganha e alguns ministros falam por detrás dos patrocinadores oficiais do certame, talvez na secreta esperança, que esse mesmo certame, lhe dê imunidade às palavras por vezes pouco acertadas que vociferam.
Como dizia acima, o que não sabe bem é se estes sinais são provocados pelo certame ou não. Uma coisa sabe-se de certeza a economia portuguesa continua a padecer dos mesmos problemas estruturais que sempre padeceu. Uma oferta interna incapaz de satisfazer a procura interna sempre que esta acelera, e consequente aumento do défice comercial.
Também na parte da execução orçamental surgem agora no PSD, alguns recados à política orçamental do governo da coligação, e as revisões do PEC. Que o PEC tinha obrigatoriamente que ser revisto era um facto, ainda que surgissem várias correntes. Não como Pedro Santana Lopes, que defendeu em pleno convívio entre a Maçonaria, uma revisão do PEC menos economicista e mais social.
E ele que deveria saber que a constituição europeia, dá plenos poderes aos chamados países grandes, ou se preferirem, os incumpridores, para controlarem o PEC.
Mas a retoma tem destas coisas - todos opinam assim que há sinais, como que se tentando recolher dividendos e todos se calam, ou quase todos, sempre que o vermelho domina uma qualquer folha de um indicador qualquer.
À beira do Verão, com o Europeu a durar até 4 de Julho, temo que a ressaca do euro apenas se sinta lá para Outubro. Até lá e à boa maneira portuguesa o país viverá em autogestão, primeiro com o Euro como pano de fundo a servir de encantamento aos eventuais protagonismos que os causídicos públicos deste país queiram assumir, depois e quando as bandeiras saírem das janelas estaremos no Verão, e nesta época, a Assembleia da República costuma premiar os deputados com 30 dias de férias. É a chamada governação aberta gerida na Praia dos Tomates.
Nada de novo, claro.
Publicado por António Duarte 12:50:00 1 comentários Links para este post
Ainda a bola a saltitar ou de novo «a força de bloqueio».
A propósito de uma acção (ou várias?) instaurada(s) pelo Ministério Público num Tribunal Administrativo contra o Instituto do Desporto de Portugal e, alegadamente, vários clubes de Futebol profissional, José Luís Arnaut afirmou...Qualquer um pode pedir, por razões de dúvida, necessidades de protagonismo ou outras, esclarecimentos sobre matérias sobre as quais tenha dúvidas. Contudo, esse é um assunto que não causa qualquer preocupação ao Governo, sendo que também estou certo que o anterior Governo, quando assinou os contratos, fê-lo de forma consciente e transparente.
O responsável governamental pelo Euro'2004, atrapalhado pelo impacto que tal iniciativa processual possa ter em pleno Campeonato Europeu de Futebol, apressou-se a desvalorizar um problema que até parece sério.
Com efeito, é bom que se possa saber se os contratos de construção ou remodelação de estádios de Futebol foram subscritos de acordo com a lei, designadamente no âmbito de contratos-programa, em que fiquem salvaguardadas as condições da sua utilização pela comunidade, em geral.
Caso contrário, será importante esclarecer porque razão tal não aconteceu?
O ministro em causa veio invocar a existência de pretensos pareceres jurídicos que teriam permitido ao anterior governo (do PS) a celebração dos ditos contratos, pela forma como o foram
Pela primeira vez, um membro deste Governo concede que o trabalho do seu antecessor foi louvável. Curiosamente, logo, numa matéria que suscitou a apreciação contenciosa (judicial), pelo Ministério Público.
O responsável governamental pelo Euro'2004, em vez de menosprezar a iniciativa do Ministério Público – que, longe de pretender protagonismos, deve querer suscitar a apreciação judicial da legalidade de contratos públicos milionários que envolvem dinheiro dos contribuintes – deveria ter tido uma reacção de humildade e transparência, admitindo com naturalidade o escrutínio judicial de tal tipo de negócio.
E pensava eu que foi o PSD que se «opôs» ao Totonegócio!...
P.S. Enquanto um Ministro (ele é ministro de quê?) se permitir dizer coisas destas, não nos podemos admirar do que se passa na Polícia Judiciária.
mangadalpaca©
Publicado por Manuel 0:45:00 4 comentários Links para este post

The world's first known identical twin koala babies are shown to the public by their keepers for the first time at the University of Queensland Koala Sanctuary in Brisbane. (David Gray/Reuters)
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Especial Euro 2004 (XI)
Espera-nos a Inglaterra...
Segunda-feira, Junho 21, 2004
Foi preciso esperar até ao último quarto de hora dos dois jogos da derradeira jornada do grupo B para sabermos, com alguma certeza, quem iria passar. A França bateu a Suiça por 3-1 e venceu o grupo. A Inglaterra derrotou a Croácia por 4-2 e conquistou o segundo posto.
Assim, os ingleses defrontam Portugal nos quartos-de-final (quinta-feira, 19.45); a França bate-se com a Grécia por um lugar nas meias-finais (sexta-feira, 19.45)
A equipa de Eriksson voltou a depender muito do miúdo Wayne Rooney.

Ainda não completou 19 anos (é o mais novo marcador da história dos campeonatos europeus), mas é já a referência da selecção inglesa. Apontou quatro golos (dois deles no duelo desta noite), liderando a lista dos melhores marcadores.
A Croácia entrou melhor, fez o 0-1, mas a Inglaterra voltou a surpreender pelo seu bom jogo ofensivo. Virou o marcador e venceu, com relativa facilidade, po 4-2.
Deste jogo, há a retirar algumas conclusões, que ganham redobrado interesse, senos lembrarmos que a Inglaterra será o adversário de Portugal:
-- o ponto mais forte é o ataque. Mas isso não significa só os avançados. É que esta equipa de Eriksson ataca com todas as suas unidades do meio-campo para a frente. Scholes está em grande forma; Beckham vai somando bons centros; Gerrard e Lampard são dois esteios do meio-campo, aliando força e boa leitura de jogo; Rooney e Owen fazem uma dupla letal.
-- se os ingleses arrasam no plano concretizador (oito golos em três jogos fazem da Inglaterra a selecção mais produtiva deste Euro), faltará alguma consistência defensiva. David James voltou a ter a responsabilidades nos golos sofridos (não por acaso, chamam-lhe em Inglaterra David 'Calamity' James...); a falta de Rio Ferdinand ainda não foi verdadeiramente compensada e John Terry é um bom central, mas não estará na sua melhor condição.
-- Falta saber se Eriksson conseguirá, nos dias que sobram para o duelo com Portugal, obter uma melhor ligação entre a defesa e os outros dois sectores. Esta Inglaterra parece ser a melhor dos últimos 10/15 anos, mas isso pode não chegar, se nos lembrarmos que, geralmente, os ingleses falham nos momentos cruciais. Esperemos que tal volte a acontecer na partida de quinta-feira...
No Inglaterra, 4-Croácia, 2, os ingleses levam 17, os croatas ficam-se por um 14
Quanto à França, e apesar de ter ganho o grupo, voltou a não convencer no plano exibicional. É certo que com esta selecção, as exigências se colocam a um nível demasiado elevado, mas os franceses parecem ter beneficiado de alguma sorte, ao conseguirem ganhar o grupo. Com a Inglaterra, só o génio de Zidane salvou a derrota, mesmo ao cair do pano; com a Croácia, o empate foi muito lisonjeiro.
Desta vez, a França saiu em vantagem (golo de Zidane), mas a Suiça empatou seis minutos depois. Um novo golo suiço afastaria a França, e os gauleses chegaram a tremer um pouco.
Na segunda parte, a superioridade técnica dos franceses veio ao de cima - e Henry apareceu, finalmente, neste europeu a um nível minimamente condizente com o seu enorme valor.

Ainda assim, o tipo de jogo português acaba por ter mais hipóteses com uma equipa como a Inglaterra (mais solta e virada para o ataque, o que nos concede mais espaços) do que com a França. Por muito que esteja em baixo, esta França tem uma enorme experiência de grandes momentos, e faz um futebol em tudo idêntico ao nosso: baseado na força do seu meio-campo e nas trocas de bola rápidas, utilizando o fino recorte técnico de alguns dos seus executantes.
No jogo França, 3-Suiça,1, os franceses merecem 16, os suiços um 13
Publicado por André 23:28:00 1 comentários Links para este post
António Mexia já está a caminho da PT...
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Sampaio no País nas maravilhas...
A sessão comemorativa dos 25 anos do Estatuto do Ministério Público que hoje ocorreu em Lisboa, e onde a Grande Loja esteve bem representada fica marcada por dois discursos emblemáticos e reveladores, do actual status quo, o do Procurador-Geral e o de Jorge Sampaio.
Souto Moura, com a humildade que lhe é reconhecida, veio dizer que o "mundo da justiça", leia-se o MP, tem convivido com "evidentes dificuldades" à crescente mediatização do sector.
É um começo para quem lida com um universo onde também se pensa que
a esmagadora maioria dos magistrados não precisa da comunicação social para fazer bem o seu trabalho, para progredir na carreira, em suma, para se realizar profissionalmente
...só que se Souto Moura já percebeu que há um problema não é de todo líquido que a percepção que já tem do mesmo abarque toda a amplitude e complexidade da matéria...
Com efeito, o MP não pode estar dependente da boa ou má formação jurídica da comunicação social, da boa ou má fé dos agentes informativos ou, muitas vezes, até da sorte.
Tal como à mulher de César não basta parecer séria tambem ao MP não pode bastar fazer bem o seu trabalho na penumbra dos seus gabinetes. Tem que ser claro e inequívoco, para a população, que não só o MP faz bem o que lhe compete como é - de facto - o seu legítimo representante no que à defesa dos seus direitos diz respeito. Tal é fundamental para a sanidade do nosso Estado Democrático.
A Magistratura não pode ser encarada como um modo de vida quase monástico, hermético e distanciado das realidades mundanas mas antes como algo aberto, no sentido em que está próxima, de uma forma acessível e compreensível, dos cidadãos.
Dito isto, a última coisa que o sistema judicial precisa é de, tal como nos clubes de futebol, passar a ter, tribunal a tribunal, mediadores - porta-vozes - entre os agentes judiciais e a comunicação social. A hipotética criação de um layer adicional apenas vai aumentar os níveis de ruído já existentes e não iria resolver um único problema de raíz. Uma decisão judicial - qualquer que seja - tem que ser defensável, e compreensível, per se, e pelos seus autores.
Não faz sentido por um lado que nas faculdades de direito e no CEJ - cujo director anda há já algum tempo a pedir para ser demitido - não se estude adequadamente a nova realidade social dos qual os media são indissociaveis e, por outro lado que por parte da classe establecida, e que é suposto manter-se up to date, não haja uma clara adaptação - em massa - à realidade presente.
Por outro lado o dito atrás não impede que a PGR deva, e tenha que, ter uma politica¸de comunicação eficaz e coerente que tem que ultrapassar em muito a actual "reactividade"...
Já o Presidente da República fez um discurso ao nível a que sempre nos habituou, desta vez sem grandes comoções, que vale pelo que foi dito, pelo que não foi dito e pelo timing em que foi dito.
Sampaio bem disse que
não vale a pena fazer-se a demagogia de afirmar que só a inclusão de notáveis suscitou a intervenção dos responsáveis no alerta para as disfunções do sistema, quando o Presidente da República privilegiou, desde o início do seu primeiro mandato, a abertura do ano judicial, para, sessão a sessão, ir chamando a atenção para os males da Justiça, designadamente na área criminal
...mas desgraçadamente esqueceu-se de referir e enunciar a sua própria evolução discursiva sobre a matéria...
Mas não se esqueceu de enunciar pérolas como que ...
O último ano veio evidenciar como é frágil a nossa cultura dos direitos fundamentais e como os agentes da Justiça, sem excepção, esquecem, com demasiada frequência, a comunidade de valores essenciais que lhes cabe promover e cedem, amiúde, a meras preocupações de defesa de estatuto e de posições relativas de poder
e que relevam de facto para uma questão pertinente mas que lhe passou ao lado - é que sendo ele, Sampaio, o Supremo Magistrado da Nação tal aplica-se antes de mais a ele...
Esquecendo por momentos este lapso à Frei Tomás deliciemo-nos com a elipticidade de algo como ...
uma particular atenção ao reforço, nos vários níveis, da estrutura hierárquica do Ministério Público que, descentralizando responsabilidades, torne mais eficaz o funcionamento e o desempenho e controlo de cada grau e evite indesejáveis afunilamentos e fulanizações.
...ou com a inocência de uma frase como...
...ninguém de bom senso pensará que a frágil cultura dos direitos fundamentais se tenha manifestado apenas por se tratar de notáveis ou de poderosos.
Jorge Sampaio com certeza nunca ouvir falar no sr. João Cebola - o único empresário português preso por não descontar à segurança social e fuga ao IVA (e para pagar aos seus trabalhadores), etc, etc... Jorge Sampaio de novo com a candura que o caracteriza não se esqueceu de referir um ...
adequado regime de responsabilização, que proteja os cidadãos contra os danos injustificadamente causados pelo sistema de administração de Justiça.
Algo que curiosamente já existe. Ora atendendo que não consta que a decisão de não pronúncia de Paulo Pedroso seja já definitiva, o GOL não é a TRL e vice-versa supõe-se, e atendendo a que o mais mediático caso que se conhece de "injustiçados" que desejem ser ressarcidos é o de Paulo Pedroso não deixa de ser manifestamente infeliz esta preocupação - neste momento - do Presidente da República. Mas, como disse o conhecedor, e por experiência própria, Cunha Rodrigues...
dossiers envolvendo personalidades do mundo político perturba(ra)m enormemente as relações de poder.
Quem sabe, sabe...
Publicado por Manuel 19:44:00 2 comentários Links para este post
economia "política"
Artur Santos Silva deu hoje uma interessante e lúcida entrevista onde além de fazer o balanço da sua herança no BPI aproveita para elogiar o sucessor indigitado - Fernando Ulrich. Ora tal como Ulrich também Mira Amaral foi vice-presidente do BPI antes ser indigitado para CEO da CGD. Curiosamente, e dos tempos do BPI, Mira e Ulrich mal se falavam e detestavam-se mutuamente mas uma dúvida é lícito colocar - tendo sido Mira vice presidente do Conselho de Administração de um banco privado alguma vez um conjunto de accionistas (privados) o elegeria para Presidente do Conselho de Administração de qualquer Banco que se preze ? Se não, que é a resposta mais lúcida, o que faz o homem na Caixa Geral de Depósitos, apenas o maior banco português ?...
Entretanto observamos com interesse os meandros das negociações para a venda da Seguros & Pensões por parte do BCP...
Publicado por Manuel 15:58:00 1 comentários Links para este post
Procurador-geral da República diz que dimensão da crise da justiça pode ser manipulada
Souto Moura reconhece as "evidentes dificuldades" entre media e justiça
Lusa
O procurador-geral da República, Souto Moura, reconheceu hoje que o "mundo da justiça" tem convivido com "evidentes dificuldades" à crescente mediatização do sector, nomeadamente devido à má preparação dos tribunais .
"A presença sistemática da justiça na comunicação é uma realidade recente, para a qual os tribunais, em geral, estão mal preparados", disse Souto Moura, que falava na sessão comemorativa dos 25 anos do Estatuto do Ministério Público, em Lisboa. Contudo, ressalvou, as dificuldades de relacionamento são também "agravadas por aspectos que se ligam mais aos profissionais da comunicação social".
"Refiro-me à ilusão de que a formação jurídica é desnecessária para reportar bem os casos em tribunal, refiro-me à forma como a informação é tratada, com ou sem intencionalidades específicas, e deixo já de fora toda a problemática do segredo de justiça e suas violações", sublinhou Souto Moura, apontando o dedo aos jornalistas.
Souto Moura admite que a "justiça tem de conviver com a comunicação social" e, por conseguinte, sugere Souto que a mediação entre os dois sectores seja feita através de "serviços criados para o efeito".
O procurador-geral da República condenou ainda os "julgamentos públicos", recordando que o "funcionamento moroso e ritualizado da justiça cria a tentação de se passar a administrá-la fora do sistema, antecipando-se condenações ou absolvições através dos 'media'".
"Com todos os defeitos que o serviço prestado pela justiça presentemente revela, retirá-la dos tribunais, do espaço físico e procedimental onde funciona, pode servir uma meia dúzia de pessoas, mas não serve com certeza a comunidade", afirmou, lembrando que "a esmagadora maioria dos magistrados não precisa da comunicação social para fazer bem o seu trabalho, para progredir na carreira, em suma, para se realizar profissionalmente".
Sobre a crise do sector da justiça, Souto Mouta avisou que a sua dimensão pode ser manipulada, bem como o "grau de insatisfação vivido" e considera que "constituirá um erro crasso fazer projecções a partir de um outro processo concreto com características completamente inusitadas", numa alusão ao processo Casa Pia.
"Trata-se de um processo cujo início coincidiu com um clamor e revolta, que grassavam de alto a baixo pelo país, todos clamando em uníssono por justiça. Trata-se de um processo em que não se procurou, mas em que se deparou com gente importante. Gente com poder e que o usou de diferentes maneiras. Trata-se de um processo que investigou crimes que despertam sentimentos exacerbados na população e que foi alvo de um tratamento mediático, como nunca se vira até então", disse.
Quanto à relação entre o Ministério Público e o órgãos de polícia criminal, Souto Moura defende que compete a cada magistrado, "caso por caso, assegurar o ponto de equilíbrio segundo o qual se possa afirmar que a direcção do inquérito continua na sua mão, mas, ao mesmo tempo, a eficácia das investigações não seja prejudicada por tudo quanto está implícito naquela direcção".
Publicado por Manuel 14:11:00 10 comentários Links para este post

Tammy, a 16-year-old domestic cat, relaxes after participating in the Hawaiian Humane Society's annual Petwalk around Magic Island and Ala Moana Park in Honolulu, Hawaii, June 20, 2004. Tammy is owned by Grace Yoshioka, 76, of Kaneohe, Hawaii who carried her pet cat on her shoulders during the entire walk for their annual participation in the fundraiser. Animal lovers and pets from all over Oahu came out for the for leisurely walk, costume contest and tail wagging competition. REUTERS/Lucy Pemoni
Publicado por Manuel 10:21:00 1 comentários Links para este post
El Mundo - "Siniestro total"
MADRID.- Empezó avasallada por la urgencia de Portugal y acabó dominando cuando era ella la que se achicharraba. El caso es que esta vez no superó ni siquiera la primera fase al caer con su vecina (0-1) en un partido en el que le valía un simple empate. Un gol de Nuno Gomes en el arranque del segundo acto condena a España a su lugar de tradición en la alta competición: el purgatorio de los 'favoritos' que nunca se confirman.
Se reeditó un clásico archileído e intemporal, que va por incontables ediciones. Pero esta vez ni árbitros ni gaitas que valgan: será la incapacidad genética de los futbolistas bajo esta bandera para manejarse en situaciones de alto riesgo y de entrenadores que dicen tenerlo muy claro y acaban con empanadas mentales. ¿O será que canjeamos los colores de club por los patrios 15 días cada 4 años y creemos ser los mejores y además unos campeones? Otra cosa es la cuestión de la identidad. España, a diferencia de Alemania, Italia, Holanda etc etc no tiene modelo propio: no sabe a lo que juega por encima del sabio de turno que ocupe el cargo.
Empezó mandando la urgencia de Portugal, que empotró a una España sin agresividad en su área, la achicó, la desnudó casi por completo al quitarle la pelota. La aplicación del motor diesel de Figo por la izquierda, el altísimo rendimiento de Cristiano Ronaldo pegado al linier derecho y el dinamismo febril por el centro del geniecillo de la lámpara, Deco, fueron de manual, barriendo de lado a lado todo el frente de ataque. Mención especial requiere la actividad de dinamitero del ex marginado luso, un carpanta que cuando tocó balón abrió grieta tras grieta con pases al hueco o por su inventiva en el regate. Ni Albelda ni Xabi Alonso, sonámbulos, le hicieron frente.
Portugal siempre dio la sensación de meter una velocidad más que sus vecinos ibéricos, reducidos a la nada ante el intenso despliegue en rojo y verde, incapaces de poner una pausa ante tanto ritmo. Menos mal que esos vecinos no disponen de uno de esos imponentes centrodelanteros para convertir lo que inventa su tridente de atrás. Pauleta es un tirillas que vive del error ajeno, pero no un rompedor de área, un animal de costumbre con el gol.
España no supo encontrar el balón en la primera mitad y cuando lo tuvo en la segunda fue porque no le quedó más remedio, se lo dejaron prestado. Se desintegró al tener cortadas las líneas de abastecimiento: Xabi Alonso y Albelda no dieron abasto ni abastecieron. El Raúl más confuso que se recuerda, bajaba y bajaba, pero la llave del laberinto seguía perdida porque los extremos estuvieron sellados. La línea de doble presión portuguesa con los pegajosos Maniche y Costinha al mando, en la que incluso se incrustaba Pauleta, estuvo perfectamente sincronizada en los apoyos. El balón dividido siempre cayó en un portugués.
A Joaquín le esperó Nuno Valente, que debe haber estudiado cada pieza de sus bicicletas, enseñando siempre su lado más fuerte. Lo dejó seco, porque las pocas veces que lo esquivó soltó la patada y listo, como ocurrió en la otra orilla con Vicente, superado por Miguel en uno y otro campo. Aún así, los de Sáez se sacudieron el letargo en alguna conexión aislada de Alonso con Torres. Raúl mandó a la basura un par de acciones dignas de mejor fin y el propio Torres pifió un remate limpio de córner. En el área española, el debutante Juanito, siempre atento, apagó muchos fuegos. Sobrevivir, como no se debe, en el alambre con tiros milagrosamente rechazados.
En el segundo acto, ya con Portugal con menos resuello y con Figo abrigado por el centro, España cometió el error de creerse indemne a la desgracia, la señora que siempre le persigue con saña. La sensación era bajo control cuando el madridista conectó de primera en la frontal con el recién entrado Nuno Gomes. El delantero del Benfica se revolvió en un palmo y enganchó un sopapo raso que mandó a España a llorar sus penas al purgatorio de siempre.
Los de Sáez respondieron como los boxeadores sonados, rabiosos, pero con la cabeza ausente de lógica dentro del campo, la misma que le faltó a Sáez fuera. A la siguiente, el Raúl más torpe imaginable se enredó de mala manera con otro cabezazo limpio y Torres, tras un preciso desmarque de ruptura, estrelló en el palo el magistral pase de Albelda al interior. Las desgracias se amontonaron y las prisas, los fantasmas empezaron a visitar la cabeza del técnico.
Luque salió por Joaquín, ¡en la derecha!, y nada más entrar despilfarró una soberbia jugada de tiralíneas que mereció premio gordo. Su vaselina sobre Ricardo no llevó ni la dirección ni la fuerza adecuadas porque su pierna derecha es de palo, le sirve de apoyo, nada más, y Sáez pasó por alto ese pequeño detalle. Tan Increíble como ridículo.
Imposible tener peor suerte cuando Scolari fortificó aún más su dique de contención. Las ocasiones, el empalme de Vicente, el cabezazo de Juanito al palo, se amontonaron a la misma velocidad que los delanteros. España en versión desesperada. Como repite machaconamente el cuento, nunca ganó a un anfitrión en un torneo de los grandes (el último gol data del Brasil 50 con una derrota por 6-1) y siempre se cayó con y sin honor cuando más ilusión despertaba. Al final, todo estaba perdido, todo hijo de vecino volcado en primoroso desorden, aunque los portugueses no hurgaron más en nuestra impotencia histórica al fallar varias contras de fiesta. Punto y final de otra apología del desastre.Siniestro total
ÁNGEL GONZÁLEZ
MADRID.- Empezó avasallada por la urgencia de Portugal y acabó dominando cuando era ella la que se achicharraba. El caso es que esta vez no superó ni siquiera la primera fase al caer con su vecina (0-1) en un partido en el que le valía un simple empate. Un gol de Nuno Gomes en el arranque del segundo acto condena a España a su lugar de tradición en la alta competición: el purgatorio de los 'favoritos' que nunca se confirman.
Se reeditó un clásico archileído e intemporal, que va por incontables ediciones. Pero esta vez ni árbitros ni gaitas que valgan: será la incapacidad genética de los futbolistas bajo esta bandera para manejarse en situaciones de alto riesgo y de entrenadores que dicen tenerlo muy claro y acaban con empanadas mentales. ¿O será que canjeamos los colores de club por los patrios 15 días cada 4 años y creemos ser los mejores y además unos campeones? Otra cosa es la cuestión de la identidad. España, a diferencia de Alemania, Italia, Holanda etc etc no tiene modelo propio: no sabe a lo que juega por encima del sabio de turno que ocupe el cargo.
Empezó mandando la urgencia de Portugal, que empotró a una España sin agresividad en su área, la achicó, la desnudó casi por completo al quitarle la pelota. La aplicación del motor diesel de Figo por la izquierda, el altísimo rendimiento de Cristiano Ronaldo pegado al linier derecho y el dinamismo febril por el centro del geniecillo de la lámpara, Deco, fueron de manual, barriendo de lado a lado todo el frente de ataque. Mención especial requiere la actividad de dinamitero del ex marginado luso, un carpanta que cuando tocó balón abrió grieta tras grieta con pases al hueco o por su inventiva en el regate. Ni Albelda ni Xabi Alonso, sonámbulos, le hicieron frente.
Portugal siempre dio la sensación de meter una velocidad más que sus vecinos ibéricos, reducidos a la nada ante el intenso despliegue en rojo y verde, incapaces de poner una pausa ante tanto ritmo. Menos mal que esos vecinos no disponen de uno de esos imponentes centrodelanteros para convertir lo que inventa su tridente de atrás. Pauleta es un tirillas que vive del error ajeno, pero no un rompedor de área, un animal de costumbre con el gol.
España no supo encontrar el balón en la primera mitad y cuando lo tuvo en la segunda fue porque no le quedó más remedio, se lo dejaron prestado. Se desintegró al tener cortadas las líneas de abastecimiento: Xabi Alonso y Albelda no dieron abasto ni abastecieron. El Raúl más confuso que se recuerda, bajaba y bajaba, pero la llave del laberinto seguía perdida porque los extremos estuvieron sellados. La línea de doble presión portuguesa con los pegajosos Maniche y Costinha al mando, en la que incluso se incrustaba Pauleta, estuvo perfectamente sincronizada en los apoyos. El balón dividido siempre cayó en un portugués.
A Joaquín le esperó Nuno Valente, que debe haber estudiado cada pieza de sus bicicletas, enseñando siempre su lado más fuerte. Lo dejó seco, porque las pocas veces que lo esquivó soltó la patada y listo, como ocurrió en la otra orilla con Vicente, superado por Miguel en uno y otro campo. Aún así, los de Sáez se sacudieron el letargo en alguna conexión aislada de Alonso con Torres. Raúl mandó a la basura un par de acciones dignas de mejor fin y el propio Torres pifió un remate limpio de córner. En el área española, el debutante Juanito, siempre atento, apagó muchos fuegos. Sobrevivir, como no se debe, en el alambre con tiros milagrosamente rechazados.
En el segundo acto, ya con Portugal con menos resuello y con Figo abrigado por el centro, España cometió el error de creerse indemne a la desgracia, la señora que siempre le persigue con saña. La sensación era bajo control cuando el madridista conectó de primera en la frontal con el recién entrado Nuno Gomes. El delantero del Benfica se revolvió en un palmo y enganchó un sopapo raso que mandó a España a llorar sus penas al purgatorio de siempre.
Los de Sáez respondieron como los boxeadores sonados, rabiosos, pero con la cabeza ausente de lógica dentro del campo, la misma que le faltó a Sáez fuera. A la siguiente, el Raúl más torpe imaginable se enredó de mala manera con otro cabezazo limpio y Torres, tras un preciso desmarque de ruptura, estrelló en el palo el magistral pase de Albelda al interior. Las desgracias se amontonaron y las prisas, los fantasmas empezaron a visitar la cabeza del técnico.
Luque salió por Joaquín, ¡en la derecha!, y nada más entrar despilfarró una soberbia jugada de tiralíneas que mereció premio gordo. Su vaselina sobre Ricardo no llevó ni la dirección ni la fuerza adecuadas porque su pierna derecha es de palo, le sirve de apoyo, nada más, y Sáez pasó por alto ese pequeño detalle. Tan Increíble como ridículo.
Imposible tener peor suerte cuando Scolari fortificó aún más su dique de contención. Las ocasiones, el empalme de Vicente, el cabezazo de Juanito al palo, se amontonaron a la misma velocidad que los delanteros. España en versión desesperada. Como repite machaconamente el cuento, nunca ganó a un anfitrión en un torneo de los grandes (el último gol data del Brasil 50 con una derrota por 6-1) y siempre se cayó con y sin honor cuando más ilusión despertaba. Al final, todo estaba perdido, todo hijo de vecino volcado en primoroso desorden, aunque los portugueses no hurgaron más en nuestra impotencia histórica al fallar varias contras de fiesta. Punto y final de otra apología del desastre.
Publicado por Manuel 3:43:00 0 comentários Links para este post
Especial Euro 2004 (X)
Portugal, Portugal!
Contra tantas previsões, e para baralhar certas mentes que têm uma enorme tentação para o pessimismo, Portugal conseguiu mesmo o apuramento para os quartos-de-final.
A Grande Loja, que desde o encontro com a Grécia foi avisando que a coisa não estava assim tão má, felicita a selecção nacional por um apuramento justíssimo e por esta vitória diante da Espanha. Foi suada, beneficiámos de uma pontinha de sorte, mas está muitíssimo bem entregue.
Depois de ter tudo ter corrido mal com a Grécia, desta vez o essencial correu bem. Portugal marcou na altura certa - numa fase em que, de facto, a esperança começava a esmorecer - e teve alguma sorte pelo facto de não ter sofrido qualquer golo nas três ocasiões flagrantes que a Espanha criou nos minutos seguintes. Valeram-nos um poste (remate de Fernando Torres), a barra (que travou um cabeceamento) e, claro, a cabeça de Ricardo Carvalho, que roubou o empate à Espanha já quase em cima da linha.
O central do FC Porto fez, uma vez mais, um jogo fantástico. Cortou tudo, quase não fez faltas, salvou-nos de situações de perigo e saiu a jogar com firmeza e oportunidade. É um jogador de excepção - já não é só o melhor central português. É mesmo capaz de ser, neste momento, o melhor jogador português.

Depois da boa reacção espanhola, e com o tempo a passar, Portugal soube recompor-se e retomou as rédeas da partida. E até podia ter dilatado a vantagem - em dois cabeceamentos de Costinha, num remate de Nuno Gomes, ou no remate de Maniche que um defesa espanhol corta sobre a linha de golo.
Contas feitas, Portugal até teve mais ocasiões para dilatar do que a Espanha para empatar. Independentemente disso, a vitória portuguesa foi justíssima, porque a nossa equipa revelou-se, ao longo dos 90 minutos, um conjunto mais sólido, que trocou melhor a bola e se mostrou mais ofensivo e empreendedor.
No plano individual, há vários nomes a destacar. Logo de início, o autor do golo decisivo - Nuno Gomes. A Grande Loja tinha referido esse aspecto ontem, Pauleta não está bem. O açoriano desaparece do jogo e o seu instinto matador parece ter-se esfumado.
Tínhamos advogado a titularidade do benfiquista em detrimento do avançado do PSG. O decorrer do jogo deu-nos razão - Nuno entrou para resolver; Pauleta passou ao lado do duelo, enquanto esteve em campo.
E que golo fez o ponta-de-lança do Benfica! Numa jogada de altíssimo recorte técnico, Figo passa a Nuno Gomes e quando todos esperavam a tabelinha, Nuno faz uma rotação perfeita (a fazer lembrar um golo que apontou há uns meses em Milão, para a Taça UEFA) e atirou para o êxito.
Mas há vários outros destaques, Ricardo Carvalho, claro, que para nós foi o melhor em campo; Deco voltou a ser o maestro do meio-campo; Jorge Andrade fez cortes oportuníssimos; Nuno Valente e Miguelderam conta do recado nas laterais, secando os perigosos extremos espanhóis, Joaquin e Vicente.
E agora? Agora, tudo pode acontecer. Portugal soube reagir ao desaire do primeiro jogo e ainda foi a tempo de vencer o grupo A. Em função do extremo equilíbrio que tem pautado este europeu, o sonho de estar na final é perfeitamente legítimo.
Aconteça o que acontecer, uma coisa está já garantida: a selecção deixará uma boa imagem no Euro'2004 organizado por nós. E é caso para perguntar, fechado que está o grupo A, olhando para a classificação final, com que cara estarão os julgadores sumários que profetizaram a desgraça depois do jogo com a Grécia? O que têm eles a dizer-nos?
Por que é que só sabemos viver com o tudo e o nada?
No rescaldo do quentíssimo Portugal, 1-Espanha, 0, a nossa selecção merece um 17, a Espanha fica-se pelo 15
Bem tínhamos dito que esta Espanha não nos convencia. Quanto a Portugal, tem feito um Euro em curva ascendente - começou com um 14, subiu para um 16 e no terceiro jogo já mereceu 17. A média portuguesa começa a estar ao nível dos principais candidatos ao título...
No outro jogo do dia, os gregos festejaram a qualificação, com uma... derrota frente à Rússia. Os russos chegaram ao 2-0, resultado que daria o apuramento aos espanhóis, mas um golo grego serviu para o apuramento, embora não tenha evitado a derrota à equipa de Otto Rehhaggel.
Bem tínhamos avisado que este grupo ia ser tão equilibrado que talvez fosse decidido por um golo...
A Rússia leva 15, a Grécia um 13.
Publicado por André 2:05:00 0 comentários Links para este post
Aljubarrota revisitada
Domingo, Junho 20, 2004
(...)
E, por que mais aqui se amanse e dome
A soberba do immigo furibundo,
A sublime bandeira Castelhana
Foi derribada aos pés da Lusitana.
Luís Vaz de Camões, "Os Lusíadas", Canto IV, 41.
Publicado por Gomez 21:43:00 1 comentários Links para este post
agora só contínua a faltar tudo o resto...

Publicado por Manuel 21:41:00 2 comentários Links para este post
Um Limiano vintage
Uma poesia de António Feijó, nascido em Ponte de Lima, em 1859, e cuja obra esgotada há sessenta anos foi agora reeditada, pela Editora Caixotim, do Porto, com apoio da Câmara de Ponte de Lima. Tem prefácio de Cândido Oliveira Martins, docente na Universidade Católica e natural de Ponte de Lima.
O AMOR E O TEMPO
Pela montanha alcantilada
Todos quatro em alegre companhia,
O Amor, o Tempo, a minha Amada
E eu subíamos um dia.
Da minha Amada no gentil semblante
Já se viam indícios de cansaço;
O Amor passava-nos adiante
E o Tempo acelerava o passo.
– «Amor! Amor! mais devagar!
Não corras tanto assim, que tão ligeira
Não corras tanto assim, que tão ligeira
Não pode com certeza caminhar
A minha doce companheira!»
Súbito, o Amor e o Tempo, combinados,
Abrem as asas trémulas ao vento...
– «Por que voais assim tão apressados?
Onde vos dirigis?» – Nesse momento.
Volta-se o Amor e diz com azedume:
– «Tende paciência, amigos meus!
Eu sempre tive este costume
De fugir com o Tempo... Adeus! Adeus!»
António Feijó, Sol de Inverno, 1922
Este poema que li pela primeira vez em 1977, está inscrito num painel de azulejos, colocado em 1976, na Fonte da Vila de Ponte de Lima que fica na Praça da República, rodeada por um jardim. A fonte, de planta circular, foi construída em 1936 pela Câmara Municipal de Ponte de Lima .
É um poema (poesia, talvez se diga melhor) que nos dá a ler a metáfora terrível de um oráculo e é um desafio a quem está apaixonado. Uma paixão, dura quanto tempo?! Três anos, quatro?! E depois ? O Tempo...
Assim o li então e assim o continuo a ler.
Publicado por josé 19:06:00 2 comentários Links para este post
Exame no CEJ...
Um aluno a fazer um exame oral:
- O que é uma fraude?
Responde o aluno:
- É o que o sr. professor está a fazer.
O professor muito indignado:
- Ora essa, explique-se...
Diz o aluno:
- Segundo o Código Penal comete fraude todo aquele que se aproveita da ignorância do outro para o prejudicar.
N.A. CEJ - Centro de Estudos Judiciários
Publicado por Carlos 17:45:00 1 comentários Links para este post
Porque hoje é dia de "guerra"
Bom dia,
Hoje é dia de guerra. E como é dia de guerra, tudo tem que estar preparado ao pormenor. A Grande Loja não sabe se os jogadores de futebol são leitores deste espaço de reflexão (desconhece-se, aliás, se são leitores de alguma coisa que não seja A Bola, o Record e O Jogo). Em todo o caso, deixamos aqui uma fórmula para a guerra, cedida pelo imortal Sun Tzu...

A guerra é baseada na astúcia. O exército tem de avançar quando se torna vantajoso e alterar a situação através da dispersão e concentração de forças. Quando em campanha, ser rápido como o vento. Quando em marcha lenta, majestoso como a floresta. Quando na ofensiva, violento como o fogo. Quando imóvel, firme como uma montanha. Quando oculto, indescernível como a sombra. Quando em movimento, certeiro como um raio.
Publicado por Carlos 12:27:00 0 comentários Links para este post
aconteça o que acontecer hoje ao fim da tarde...
...nem o mundo acaba nem Portugal passa a ser, de um instante para outro, um País mais desenvolvido, com uma economia competitiva, sem défices, sem desemprego e a ter um Governo e um Estado decente...

Para se sair do real pesadelo que é a situação deste País é preciso, muito mais, mais que bandeirinhas nas janelas e uma ou outra vitória na bola...
É preciso perceber que não há remédios fáceis, mézinhas milagrosas ou curandeiros virtuosos. É preciso que o País perceba que só com o esforço, sacríficio e empenho de todos se "conserta" este País, e seria bom que esse mesmo País se unisse também para coisas, e causas, um bocadinho mais substantivas que o futebol por muito bem que ele possa fazer por uns instantes à nossa auto-estima.
Um jogo de futebol demora cerca 90 minutos. A esperança média de vida dos nossos filhos já não anda muito longe dos 90 anos... É nestas alturas que é bom pensar no que são prioridades...
Dito isto, que ganhe
Publicado por Manuel 9:20:00 2 comentários Links para este post
deve ser esquema de finaciamento partidário, até tresanda a finaciamento partidário mas são todos tão bons rapazes...
A Madeira vai pagar, ao longo dos 25 anos de contrato, quase o quadrúplo do que recebeu antecipadamente da Vialitoral SA pela concessão da exploração e manutenção da ligação rodoviária da zona sul da ilha.
(...) Uma auditoria operacional à concessão, realizada pela secção regional do Tribunal de Contas - com o objectivo de avaliar as responsabilidades assumidas pela região e as contrapartidas por ela obtidas, assim como a qualidade dos serviços da concessionária - apurou que em 2002, primeiro ano das SCUT, o orçamento regional pagou a esta concessionária 44,6 milhões de euros.
A manter esta cobrança média no período do contrato, a Vialitoral receberá um total de 1.115 milhões de euros, ou seja, mais 446 por cento do que pagou pela concessão. Ainda em 2002, além do pagamento das portagens, o governo regional acompanhou o terceiro aumento de capital da Vialitoral subscrevendo acções no valor de 225 mil euros.
O capital inicial de 100 mil euros da Vialitoral SA foi totalmente subscrito e realizado pela região que posteriormente admitiu a participação de privad. Em Dezembro desse ano a estrutura accionista, com um capital social de 18,75 milhões de euros, tinha a seguinte composição: Região Autónoma da Madeira (20 por cento), Somague Engenharia SA (7,2 por cento), Somague Concessões e Serviços SA (4,8 por cento), Construtora do Tâmega SA (15,2 por cento), Tecnovia-Madeira (7,2 por cento), Zagope - Construções e Engenharias SA (7,2 por cento), Tecnorocha (7,2 por cento), Avelino Farinha & Agrela (12,2 por cento) e as entidades bancárias BPI, BCP, BES e Banif, com 4,75 por cento cada uma. Algumas destas construtoras têm por parceiros na Madeira influentes políticos-empresários do PSD e, com a venda da Somague ao grupo Sacyr, esta empresa espanhola passou a participar na concessionária insular.
in Público
Publicado por Manuel 5:19:00 1 comentários Links para este post
Especial Euro'2004 (IX)
Algumas ideias antes do grande duelo
Todos estamos ansiosos para saber o que acontecerá no Portugal-Espanha.
O Venerável Irmão António já explicou aqui, e muito bem, os cenários que a matemática nos poderá colocar. No nosso caso, a coisa é fácil de antecipar - temos que ganhar e... ponto final.
A Grande Loja, que nestas alturas tenta sempre ter uma visão distanciada e racional, gostaria de expor quatro ou cinco ideias que são capazes de nos ajudar, a todos, a viver da melhor forma este grande momento.
Assim, e antes de desenvolver outros cenários, queria referir aqui os seguintes pontos...
- Logo após a derrota com a Grécia, tentámos pôr água na fervura dizendo que nem tudo estava perdido. Jogámos mal? Jogamos sim, senhor. Mas nada que não se corrigisse e havia, sobretudo, que perceber os méritos do adversário.
- A segunda jornada deu-nos razão; a Grécia confirmava solidez impondo empate com a Espanha; Portugal corrigira grande parte dos erros e, sob uma pressão descomunal, não vacilou e bateu a Rússia por 2-0 (sendo que os números poderiam ser mais expressivos)
- Scolari teve uma emenda decisiva, ao fazer várias alterações na equipa. Culpa do seleccionador por só ter percebido agora, mas mérito por ter sabido mudar para melhor. A teimosia de Felipão custou-nos três pontos. É muito em três jogos, mas pode ser corrigível.
- A Espanha não está, sublinho, não está tão forte como se tem escrito e dito. Teve imensos problemas para bater a Rússia. Só o fez por 1-0 e nós conseguimo-lo por 2-0. Empatou com a Grécia e nós perdemos por um. Onde está, expliquem-me, essa «enorme diferença» entre espanhóis e portugueses? Sinceramente, não a vejo.
- Os pessimistas profissionais que descansem, talvez a Espanha esteja um pouco mais forte do que Portugal. Mas um jogo é um jogo e um cenário de qualificação é perfeitamente possível. Ganhar a esta Espanha está ao alcance de Portugal, desde que a selecção esteja ao seu melhor nível (o que já não acontece há mais de um ano...). Mas nós, portugueses, bem sabemos que é nestas alturas que conseguimos surpreender tudo e todos. Resta acreditar que o seremos pela positiva...
- Do ponto de vista das opções, parece-me que o bom resultado com a Rússia ajuda a resolver muitas dúvidas. A base deve manter-se a mesma e as tais «uma ou duas alterações» de que Scolari falou não são muito difíceis de adivinhar. Apesar de Miguel ter estado muito bem, Paulo Ferreira deve voltar ao onze - defende melhor que o benfiquista e pela frente apanhará um Vicente endiabrado.
Mas há uma outra alteração que faríamos - Nuno Gomes no lugar de Pauleta. O açoriano não está em forma. O jogo não chega às suas zonas e ele desaparece do mapa. Nuno Gomes, apesar de ser muito perdulário dentro da área, consegue estar muito mais em jogo, ganhando espaços e trocando muito bem a bola com os médios-ofensivos. Num jogo como este Portugal não pode dar-se ao luxo de ter um ponta-de-lança fantasma. Os golos têm sido marcados pelos médios e, por isso, há que reforçar a aposta num avançado mais móvel e mais útil ao estilo de jogo português.

- Por tudo isto, o onze poderá ser: Ricardo; Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho, Jorge Andrade e Nuno Valente; Costinha e Maniche; Figo, Deco e Simão; Pauleta (ou Nuno Gomes).
- Cristiano Ronaldo é a arma secreta a lançar a meio do jogo, para baralhar as contas ao adversário. Simão, menos efusivo, é mais consistente para começar. E quando houver mais espaços, lá entra o menino-prodígio do Manchester United para fazer o centro para o golo que nos dará o apuramento... Quem Sabe?...
Publicado por André 3:31:00 0 comentários Links para este post
Justiça a "jacto" - depressa e bem...
Um adepto inglês condenado quarta-feira a dois anos de prisão em Portugal pelo seu envolvimento em actos violentos em Albufeira foi libertado após a sua chegada a solo britânico, sexta-feira, devido a um problema processual, informou hoje fonte oficial.
O indivíduo "foi condenado pela justiça portuguesa, mas o juiz libertou-o de imediato, para que fosse expulso", disse à agência AFP uma porta-voz do ministério britânico do Interior: "Se um prisioneiro é libertado, nós não podemos encarcerá-lo novamente em solo britânico".
Para que Gary Mann, um bombeiro inglês originário do Kent (Sul de Inglaterra), pudesse ser aprisionado na Grã-Bretanha, a justiça portuguesa "teria antes de mais que prendê-lo em Portugal e depois transferi-lo", sublinhou a responsável.
"Isto é apenas um caso isolado, não queremos provocar um incidente diplomático", acrescentou a porta-voz, sublinhando que o adepto incorre em Inglaterra numa interdição de frequentar estádios.
Publicado por Manuel 2:42:00 0 comentários Links para este post
As contas do Euro'2004 - todos os cenários
O Euro'2004, tem tido aqui na Grande Loja, um acompanhamento perfeito, pela pena do Venerável Irmão André, que todos os dias, nos faz, a resenha do dia.
Numa altura em que a máquina de calcular é o melhor amigo dos portugueses, a Grande Loja, antecipa aqui, as contas de um europeu, onde quando estão concluídas 2 rondas nos 4 grupos, só a fantástica República Checa está apurada, e apenas duas selecções (Rússia e Bulgária) estão eliminadas, o que diz bem, da competitividade deste Europeu.
- Grupo A - O grupo da Padeira de Aljubarrota
Tudo se joga em volta do agora bélico Espanha-Portugal.- Grécia - Se ganhar é sempre apurada. Se empatar é sempre apurada. Se perder pelo menos por 2-0 e Portugal ganhar à Espanha pela diferença de um golo apenas, passam Portugal e a Espanha.
- Portugal - Apenas a vitória interessa. Onde está Nuno Alvares Pereira ?
- Espanha - A vitória e o empate dão o apuramento. A derrota dá o apuramento se for pela margem mínima de diferença e a Grécia perder pelo menos por 2-0 com o Rússia.
- Grupo B - Nem só de alcool vive um hooligan
Aqui tudo mais fácil. Quem ganhar os jogos passa.- Inglaterra-Croácia - Quem ganhar passa.
- França-Suíça - Quem ganhar passa.
- Hipótese A - Se houver empates em ambos os jogos passam Inglaterra e França.
- Hipótese B
- Suíça - Só passa se ganhar. 1-0 chega.
- França - Só não passa se perder. Mesmo por 1-0 apanha logo o avião.
- Cróacia - Só passa se ganhar. Qualquer outro resultado e avião para Zagreb na porta 10.
- Inglaterra - Só é eliminada se perder.
Ou seja todas as equipas dependem apenas delas. Podemos muito bem ter Suiça e Croácia nos quartos de final. Mas, e se houver empates ?
Aqui, está um verdadeiro berbicacho. A Itália não depende apenas dela própria.
- Itália - Só tem hipoteses se ganhar à Bulgária. Outro resultado diferente da vitória dá o afastamento. Mas mesmo assim, ganhando pode não passar. Está sempre dependente do resultado da Suécia-Dinamarca.
- Dinamarca-Suécia - Quem ganhar passa, e é primeiro do grupo. Mas se o jogo terminar empatado levantam-se as seguintes hipoteses...
- Empate a 0-0 na Dinamarca-Suécia e vitória da Itália - Passam a Suécia e a Itália.
- Empate a 1-1 na Dinamarca-Suécia e vitória da Itália. A Itália só passa se ganhar por 3-0.
- Empate de 2-2 ou mais na Dinamarca-Suécia e vitória da Itália. Passam a Suécia e a Dinamarca, mesmo que a Itália ganhe por 10-0.
Como terminam 3 equipas empatadas, o critério de desempate de números de golos marcados nos confrontos entre equipas empatadas, dá 3 golos à suécia, 2 à Dinamarca e apenas 1 à Itália.
Por isso, se os nórdicos decidirem como que por artes mágicas empatar 2-2, enviam a squadra azzura para Itália.
Com uma fantástica equipa, República Checa, já apurada e em primeiro lugar do grupo, resta apenas 1 vaga para 3 equipas. E as coisas estão complicadas para Letónia e Holanda.
- Letónia - Só se apura se ganhar o jogo à Holanda e a Alemanha não ganhar à já apurada República Checa.
- Holanda - Se ganhar o jogo à Letónia e a Alemanha empatar ou perder apura-se. Se empatar o jogo e a Alemanha perder não marcando golos, a Holanda apura-se devido ao critério de golos marcados. O empate holandês e a derrota da Alemanha só não dá apuramento aos holandeses se os alemães perdendo, marcarem mais 3 golos que os holandeses.
- Alemanha - Se ganhar o jogo apura-se directamente. Se empatar apura-se desde que o jogo Letónia-Holanda termine empatado. Se perder apura-se desde que jogo Letónia-Holanda termine empatado e a Alemanha marque mais três golos que o empate verificado no Holanda-Letónia.
Boa Sorte a todas as equipas.
Publicado por António Duarte 1:13:00 0 comentários Links para este post
oops...
Sábado, Junho 19, 2004
La nueva «lista A» incluía anoche al ministro de Exteriores francés y ex comisario europeo, Michel Barnier, y a dos portugueses, el comisario europeo de Justicia e Interior, Antonio Vitorino, y el primer ministro, José Manuel Durao Barroso. El francés presentaba el «inconveniente» de que un representante de un país grande, y encima del preponderante eje franco-alemán, despierta demasiadas suspicacias entre una mayoría de Estados. «Si hubiera nacido en Charleroi (en Bélgica), ya sería presidente», ilustró un alto funcionario. Y Vitorino es socialista, cuando la orientación del nuevo presidente debería estar teóricamente en línea con el resultado de las pasadas elecciones europeas, que ganó el PPE.
Publicado por Manuel 23:54:00 0 comentários Links para este post
Especial Euro 2004 (VIII)
A decepção alemã e um f a n t á s t i c o República Checa-Holanda
Nenhuma dúvida - o grupo D proporcionou-nos o melhor jogo do Euro até agora - talvez mesmo o melhor jogo do ano - o República Checa, 3-Holanda, 2
A Grande Loja, que já há vários meses colocou os checos no lote dos principais favoritos à vitória, confessa ter ficado deliciada com a demonstração de poder colectivo que esta equipa revelou.
Não é por acidente que uma equipa consegue reverter um resultado de desvantagem de 0-2 diante da Holanda. Foi preciso ter solidez e agressividade ofensiva. Nedved provou que está mesmo no lote restrito dos predestinados; Milan Baros, Poborsky, Rosicky e Smicer foram outros artífices de uma reviravolta histórica.
A República Checa tornou-se, com esta vitória, a primeira selecção a estar qualificada sem precisar do terceiro jogo. Todos os restantes sete apurados para os quartos terão que sofrer até ao apito final da última jornada.
A Holanda começou muito bem e parecia ter tudo a seu favor. Mas a equipa de Advocaat voltou a acusar um desequilíbrio - ataca muito bem, mas não sabe defender com inteligência. Tem óptimos jogadores, mas falha no colectivo.
Quem não pôde ver, tente arranjar uma cassete - é que os amantes do bom futebol não podem perder este fantástico jogo, disputado até ao último segundo de forma poderosa, alegre e vincadamente ofensiva.
Depois do que vimos nesta partida, a República Checa destaca-se, sem favor, como uma séria candidata a chegar à final (tal como prevíramos há uns largos meses...)
Os checos levam 18, os holandeses 17, o que dá uma soma de 35 num total de 40. Grande jogo.
Num plano totalmente diferente, a Alemanha foi a maior decepção do Euro até agora. Fez um péssimo jogo frente à Letónia - diante da equipa teoricamente mais fraca da prova (na prática isso não está a confirmar-se), os alemães, que precisavam de vencer, empataram a 0-0 e não mostraram ter armas para sonhar com mais.
Colectivamente podem ser organizados, mas esta Alemanha está longíssimo de grandes equipas que chegou a ter há bem poucos anos. Já no jogo com a Holanda - no qual, apesar de tudo, estiveram bem melhor - mas já nesse encontro havíamos notado grandes dificuldades de construção ofensiva. Falta uma referência no ataque, como foi Klinsmann, Riedle, Alofs, ou... Voeller, que é hoje um seleccionador angustiado. Muito angustiado.

A Alemanha fica-se por um 14, a Letónia merece um 15
Publicado por André 22:06:00 0 comentários Links para este post
Não há "fórmulas mágicas", nem são precisas......
Os autarcas sociais-democratas vão pedir ao Governo "uma atitude rápida e eficiente" para inverter o descontentamento mostrado pelos portugueses para com a coligação PSD/CDS-PP nas eleições europeias do passado domingo.
O presidente da Comissão Política Nacional da associação dos autarcas sociais-democratas, Arménio Pereira, disse hoje que "os resultados [das eleições europeias] foram um sinal evidente de descontentamento e é urgente alterar a estratégia com uma atitude rápida e eficiente para se inverter esta tendência".
"É preciso encontrar uma fórmula mágica para cumprir com as expectativas dos jovens", disse Arménio Pereira, considerando a juventude e o ambiente como duas áreas fundamentais nas quais o Governo deveria intervir, subscrevendo as declarações já feitas nesse sentido pelo ministro da Presidência, Nuno Morais Sarmento.
O apelo à descoberta de uma fórmula mágica não é surpresa para quem sempre se habituou a depender de milagres maiores ou menores... embora não deixe de ser um sinal claro de desespero mas também de realismo face às reais capacidades de Durão Barroso.
Competência, seriedade, muito trabalho e abnegação, a existência clara de um projecto e uma linha de rumo e de uma política concreta de reformas, devida e previamente explicadas aos portugueses, é a fórmula, que de mágico não tem nada, de que o País precisa.
O que é porventura mirabolante, e aponta mais para o caminho do pesadelo, é como é que foi possível ter no topo dos dois Partidos do arco do regime gente de tão baixa estirpe e tão fraca categoria.
Ferro, o tal que anunciou que era recandidato a líder do PS para na quinta-feira seguinte implorar que não se falasse mais no assunto, não tem manifestamente as qualidades pessoais e políticas mínimas para ser Primeiro-Ministro.
Quanto a Durão os resultados, ou a ausência deles, estão à vista.
A grande questão é saber durante quanto tempo, quer no PS, quer no PSD, vai imperar a mediocridade. O PS tem Congresso daquí a uns meses, o PSD anda a precisar de um extraordinário, e desta vez a sério...
Publicado por Manuel 17:39:00 0 comentários Links para este post

A two-day-old baby Hartmann's zebra rests under the protective care of its mother on the Serengeti Plain, Friday June 18, 2004, at Busch Gardens Tampa Bay in Tampa, Fla. The baby, whose sex is still unkown was born Wednesday June 16, and is the 18th in the endangered mountain zebra herd. (AP Photo/Busch Gardens Tampa Bay, Aimee Jeansonne Becka)
Publicado por Manuel 14:12:00 0 comentários Links para este post
"O preço certo em €uros" ou a ineficiência das autoridades...
Desde que Portugal na passada quarta-feira ganhou à Rússia, levando a decisão do apuramento para o último jogo contra a Espanha, que o mercado negro dos bilhetes em Portugal recebeu um novo alento.
Ainda que a UEFA e a Sociedade Euro-2004 tenham, em devido tempo, alertado para as dificuldades que teriam em comprar bilhetes no chamado “black–market“, a verdade é que as coisas são tão fáceis e claras que até espanta.
Na parte detrás de um bilhete do Euro'2004, encontra-se mencionado o seguinte “A entrada no estádio só é autorizada mediante a apresentação deste bilhete e prova de identificação com fotografia”. O que não deixa de ser uma grande mentira, pois quem como eu compra bilhetes na federação, tem no seu bilhetinho, “Federação Portuguesa de Futebol”, pelo que deverá ser díficil em caso de dúvida as autoridades constatarem que o espectador se chama “Federação Portuguesa de Futebol”...
Mas o pior é que mais à frente o bilhete diz-se pessoal e intransmissível. Ora hoje ao abrirmos qualquer jornal português temos anúncios de dimensões, semelhantes a dos profetas milagrosos que tudo curam, com números de telefone.
Tendo em conta que a venda ilegal de bilhetes é crime, e que as únicas detenções efectuadas foram flagrantes delitos pela PSP, de que está à espera a Polícia Judiciária de pegar no telefone e ligar para lá ? Não sabem falar inglês?...
Publicado por António Duarte 9:22:00 0 comentários Links para este post
A Grande Loja e o serviço público....
Publicado por Carlos 1:08:00 2 comentários Links para este post
e ele pode ?...
"Vou clarificar, uma vez mais, as águas: eu sou uma pobre criatura, que ocupa um pobre lugar e que não pode demitir ninguém. As pessoas que ocupam cargos de direcção na PJ fazem-no em comissão de serviço. Uma pessoa é convidada, aceita e exerce enquanto quer e enquanto pode"
Adelino Salvado in JN
Publicado por Manuel 0:10:00 2 comentários Links para este post
"Apophis"
Sexta-feira, Junho 18, 2004
Tomem nota, a coligação entre o PSD e o PP acabou. Durante mais uns tempos talvez se mantenham as aparências num equílibrio cada vez mais instável mas nada mais...

Ah, e Barroso foi aquele que acusou Guterres de ter fugido lembram-se ?...
Publicado por Manuel 23:25:00 2 comentários Links para este post
Especial Euro 2004 (VII)
A confirmação do poder nórdico e os transalpinos em perigo
Suécia e Dinamarca foram as grandes vencedoras do dia e apresentam-se, agora, como as favoritas à qualificação no grupo C

À tarde, os dinamarqueses bateram, como se esperava, os búlgaros por 2-0. Ainda que não tenham jogado tão bem como tinham feito diante dos italianos, os comandados de Morten Olsen voltaram a mostrar uma enorme qualidade e colocaram-se em posição privilegiada para conseguirem a qualificação para os quartos.
A Dinamarca leva 16 (o que mantém uma excelente média, após o 17 no primeiro jogo), a Bulgária fica-se por um 13 e está, obviamente, eliminada.
No Dragão, no jogo mais esperado do dia, Itália e Suécia protagonizaram um dos melhores duelos até ao momento deste europeu. Os transalpinos sabiam que só a vitória lhes interessava. Mas a Itália, tendo obviamente grandes nomes nas suas fileiras, não está habituada a jogar ao ataque.
Os suecos bateram-se de igual para igual, mas a equipa de Trappatoni fez um excelente final de primeira parte e justificaram a vantagem ao intervalo.
Quando todos pensavam que os italianos tinha a coisa controlada, a Suécia surpreendeu, chegando ao empate, através de um golo brilhante de Ibrahimovic a cinco minutos do fim.
Num grande jogo, italianos e suecos merecem ambos um 17

... E quem diria que a Itália chegaria à terceira jornada correndo o risco de não passar mesmo vencendo a Bulgária?..
Publicado por André 22:44:00 1 comentários Links para este post
gossip do Euro`2004
Enquanto cá pelo burgo anda tudo doido com a hipótese de Portugal conseguir no domingo a qualificação para os quartos de final, tendo para isso que ganhar à selecção espanhola podendo inclusive mandá-la para casa mais cedo, em Espanha as desconfianças sobre o arbitro de domingo, atingem proporções dantescas.
Não sabemos se os arqueiros britânicos que estavam no meio do quadrado, e que alguns manuais de história decidiram ignorar, estarão presentes. Não sabemos sequer se a Padeira de Aljubarrota irá surgir.
O que sabemos é no dia 20 de Junho se celebra o 23º aniversário da última vitória portuguesa sobre a Espanha. Uma boa oportunidade para o nº 23 da selecção Lusa (Postiga) poder bater o nº 23 da selecção espanhola (Casillas).
Publicado por António Duarte 20:02:00 2 comentários Links para este post
os black hats do Bloco de Esquerda...
Como em tudo na Vida, também na Política, muitas vezes a grande questão é qual é o limite ?
Até onde se pode ir ?
Até onde é legítimo ir ?
Quem define o bom senso ? Estas questões deveriam ser mera retórica mas não são ...
Sem surpresas a aplicação informática do Ministério da Educação que gere a colocação de professores continua não só a funcionar mal como - tal como quase tudo o que está online pelo Estado - tem falhas várias de segurança ...
Protestar é legítimo, reclamar também, exigir responsabilidades ainda mais mas explicar urbi et orbi como na prática sabotar todo o processo de colocação (não é liquido que as falhas ocorridas per si pusessem em causa todo o processo) como fez o Bloco de Esquerda é pura irresponsabilidade típica de catraiada de infantário... Junte-se a isto o masoquismo de David Justino e do seu Ministério da Educação e temos um bom retrato de uma certa classe política.
Publicado por Manuel 19:30:00 0 comentários Links para este post

Aurora, a giant Pacific octopus, sits around her eggs, the small white specks in the photo, at the Alaska SeaLife Center in Seward, Alaska, Wednesday, June, 16, 2004. The octopus began laying eggs last weekend by dribbling them down the sides of her tank. Aquarists at the center will be looking for a darkening in the eggs to indicate the development of baby octopuses. If the eggs are fertile, they could produce young in two or three months. (AP Photo/Alaska SeaLife Center, Jason Wettstein)
Publicado por Manuel 18:37:00 0 comentários Links para este post
"O Acossado"
O ministro-adjunto do primeiro-ministro, José Luis Arnaut, atribuiu, esta sexta-feira, a «necessidades de protagonismo» a queixa apresentada pelo Ministério Público (MP) junto do Tribunal Administrativo e Fiscal contra a Sociedade Euro´2004, Instituto Nacional do Desporto, Benfica, Sporting, FC Porto, Boavista e Guimarães, por alegadas irregularidades nos contratos de financiamento dos estádios para receber o Campeonato Europeu de Futebol.
«Qualquer um pode pedir, por razões de dúvida, necessidades de protagonismo ou outras, esclarecimentos sobre matérias sobre as quais tenha dúvidas. Contudo, esse é um assunto que não causa qualquer preocupação ao Governo, sendo que também estou certo que o anterior Governo, quando assinou os contratos, fê-lo de forma consciente e transparente», afirmou José Luís Arnaut, na conferência de imprensa que serviu para fazer o balanço da primeira semana de EURO 2004.

Alguém que confunde com "necessidade de protagonismo" o mero recordar de que a Lei é para cumprir, que não hesita em usar uma conferência de imprensa de um evento nacional para objectivamente pressionar um orgão vital do sistema de Justiça violando claramente as premissas da separação de poderes não pode, ou não devia, ser Ministro em nenhum Estado de Direito do Mundo. Mas estamos, afinal, em Portugal e o Zé Linhas deixou-se apenas entusiasmar pela forma como as coisas (es)correm pelo Ministério da Justiça e pelas bandas da PJ...
Publicado por Manuel 16:36:00 0 comentários Links para este post
The roof is on fire...
Do "24 Horas"...
«Bastonário defende ex-presidente do Conselho de Arbitragem da FPF»
«Júdice entra no "Apito Dourado"»

Publicado por Carlos 15:02:00 0 comentários Links para este post
a cópia do dia...
A cópia de hoje, é este postal, escrito pelo António Do Portugal Profundo.
Até quando?
Que mistério é este de todos reprovarem a forma de fazer política, mas os processos anti-democráticos se manterem? Se todos se queixam da cristalização e corrupção das elites dirigentes, como é possível que o sistema sobreviva e se reproduza?
A substituição das elites e a mobilidade socio-política vertical são raras. Contudo, os dirigentes de topo e dos níveis intermédios resistem e os dos níveis mais baixos usam processos ainda mais viciosos do que os precedentes. Há uma "alternância" rotativa que garante empregos e remunerações para quem está no poder e na oposição, no poder político ou nos media, nas empresas públicas ou nas empresas "estratégicas" onde os políticos (que não Estado) detém uma golden share.
Desde que se consiga a polivalência no poder, as ideias não interessam. Por isso, vemos os socialistas liberais, os democratas cristãos liberais, os comunistas sociais-democratas, os trotskistas liberais, os conservadores liberais e os liberais intervencionistas... As ideias são pratos adornados mas sem sabor para servir mornos ao povo crente na improvisação dos cozinheiros.
Para sustentar a fragilidade política, as direcções alienadas agregam os chefes e servos dos media e - novidade! -, agora que o sistema se degradou mais ainda, os magistrados e membros de presumidos grupos de pressão lisonjeados pelas portas franqueadas e tratamento igual. Passa-se da divisão dos poderes à comunhão no poder. Mas o povo de parte.
O afastamento das elites políticas em relação ao povo é a maior causa das convulsões políticas. Teoricamente, tendo em conta o alheamento dos dirigentes políticos face ao povo, cuja vontade deveriam representar, o conflito estaria em curso. Mas nota-se, principalmente, uma resistência ao voto, o lamento e a maledicência inconsequente. Não há participação nos partidos que acham corrompidos, nem tentativas de tomada do poder interno por grupos organizados, nem o lançamento de novas organizações por gente nova.
Andamos, então, temerários, mas com estreito apoio, sobre o fio da navalha que nos fere a esperança. Até quando suportaremos a faca?
Publicado por josé 11:51:00 5 comentários Links para este post
Acontecimento histórico...
Justiça portuguesa criticada por ser demasiado rápida.
Publicado por Gomez 10:48:00 3 comentários Links para este post
posta restante...
Pelo correio, recebemos um postal de um "toxicoindependente", devidamente identificado. Aqui fica....
Dr. Salvado,
Excelência:
Quis o meu destino madraço que queimasse os dias nas Avenidas frondosas do Casal Ventoso, com umas visitas esporádicas ao Lagarteiro, um bairro chique, de vivendas e piscinas da cidade Invicta, construído pela nova e competente edilidade de Rui Rio.
Que Ventoso se chame "ventoso" eu apanho, agora que se chame "invicta" à cidade faz-me confusão, sobretudo depois daquela coisa com a Grécia no passado sábado. Mas se V. Excª quer assim, que seja. Quem sou eu, habitante de Ventoso/Lagarteiro para discordar?
Pois, saiba V. Excª que, entre chutos, charros e umas cervejolas para melhor preparar a ressaca, lá fui vivendo, com a tal "merda na algibeira" como canta o Rui Veloso, um herói dos chutantes e dos charros, embora, mais tarde, lá tenha ido no dia 10 de Junho receber a medalhinha de bom comportamento nacional e pátrio.
Confesso que vivia calmamente, tranquilamente, como sucede a quem não tem nada, nem sonhos, nem ambições, só quer dormir de dia e chutar à noite.
Um dia destes, estando eu curtindo uma futebolada na tasca mais rasca do Casal, vejo V. Excª na TV. Estava zangado connosco, com a malta toda e fiquei apavorado. Se V. Excª estava tão zangado, berrando que a polícia que é sua "mete medo", evidentemente, que estava tramado. Lá ia mais uns tempos prá choça que é o lugar fatal dos que se chutam e metem uns charros.
Ocorreu-me arranjar um advogado, já não daqueles que a gente topa a falar muito bem e difícil na televisão, mas ao menos um advogadozito estagiário que me fizesse esta petição. Não foi fácil, pois os advogados querem estar de bem com a sua polícia.
Pronto. Combinámos que eu pedia apoio judiciário naqueles serviços do Bagão Félix, o causídico fazia a carta, como fez, mas não estava para ter problemas com a polícia que mete medo. Ele fazia a carta, mas eu assumia, assinava. E cá estou, Excelência.
O advogado disse que, se eu queria ser informado sobre o "medo", devia perguntar ao Sr. Dr. Salvado:
- a) O que é um desembargador, não é um juiz que desembarga e, se é, o que está a fazer na polícia?
- b) Por que é que, sem explicações claras, apesar de muito ter falado, não explicou aos deputados a expulsão da Maria José Morgado que até estava a fazer um bom papel?
- c) Por que é que despediu os investigadores do Apito naquele processo da terra dos ourives?
- d) Quem é que colocou a substituí-los, ou quer ajudar a "abafar" o caso, por tocaram gente importante da sua cor política?
- e) Quando é que despede aquele director, que prendeu os familiares do colega do Porto, e lhe veio tomar o lugar e logo se pôs a injuriar a polícia judiciária ?
- f) Se a maioria de 33% que nos desgoverna se opôs a que fosse ouvido na AR a requerimento da minoria de 70%, não se achou com obrigação moral de explicar e justificar o que anda a fazer?
- g) V. Excª gosta mais de ser polícia, ou juiz que é independente, não recebe ordens da ministra da injustiça, ou é só pelas mordomias, para ter carro do Estado, telefones, amiguinhas, ajudas de custo por tudo e nada e aproveitar umas benesses na antiguidade pare se reformar mais depressa?
- h) Se toda a gente lhe "dá em cima", como continua, sabendo que os seus polícias estão fartos da sua autoritarite e perseguiçõesinhas?
Pronto, Sr. Dr. Desembargador, não pergunto mais que é muito para a minha tolinha de "toxicoindependente" e para a sua de juíz fora de tempo. Além disso, como não pago, o defensor acha que já escreveu muito.
Pode responder, por e-mail para toxicoindependente arroba CasalVentoso.com ou pt.
"ToxicoIndependente"
Publicado por josé 10:02:00 6 comentários Links para este post

A new specie of fish is seen in this undated photo released June 17, 2004. Brazilian scientists have discovered a new species of fish related to the shark family that has been swimming the seas since the dinosaur age, a researcher involved in the project said on Thursday. The fish, which is a kind of chimaera, or ratfish, is about 12 inches to 16 inches (30cm to 40cm) long, has large, wing-like fins, a whip-like tail and exposed nerves along its body that help it navigate in the deep, dark waters where it lives. REUTERS/MOVI-UNIVALI/Rafael de Alcantara Brandi/Handout
Publicado por Manuel 5:03:00 3 comentários Links para este post
o divino censor...
Enquanto se fala da possível venda do ramo comunicacional da PT (um perfeito disparate do ponto de vista estratégico e mesmo financeiro, diga-se) o jet set dos oligopoliozinhos da nossa comunicação social alarma-se com um pequeno grande "drama".
Pinto Balsemão, por quem não nutrimos grandes amores, tem no entanto uma grande virtude - às vezes lembra-se que já foi um verdadeiro jornalista.
Assim aquando da publicação pelo Expresso de uma primeira peça menos simpática para o consórcio Carlyle & Associados, e relacionada com o dúbio processo de revenda da participação da ENI na GALP, Balsemão ignorou estoica e olimpicamente os insistentes pedidos directos de Ricardo Salgado para por o Expresso na "linha", pelo que nas semanas seguintes o Expresso lá continuou a dar eco a algumas das preocupações e alertas desta Venerável Loja. Como retaliação Ricardo Salgado, e com a polidez habitual que se lhe conhece, não faz a coisa por menos e promete cumprir a ameaça prévia - asfixiar a Impresa desviando para outras pastagens a larga parte do budget publicitário do universo BES que lhe era destinada... Um pequeno episódio que diz muito sobre muita coisa, e explica ainda mais coisas.
Publicado por Manuel 2:31:00 3 comentários Links para este post
Vasco Pulido Valente - "Barroso"
Ao contrário do que se previa, a abstenção não chegou aos 70 por cento; e a diferença entre a Esquerda e a Direita e o PS e a Coligação foi a maior de sempre. Admito que me enganei. A primeira sondagem tornou logo ridícula a velha cerimónia na televisão com toda a gente a fingir que tinha ganho. Era óbvio que o país, que votara (38 por cento), votara em massa contra o governo. Não havia habilidade ou desculpa que pudessem disfarçar este facto bruto. Agora, Durão Barroso está perante um quase impossível exercício de salvamento. Precisa de uma «retoma», e de uma «retoma» forte, e ela, se vier, não virá a tempo. Muito provavelmente, o desemprego continuará a crescer. E o défice real não promete melhorar em 2004 e 2005. Resta a remodelação. Barroso preside a um bando de nulidades nunca visto num governo do PSD: o que lhe põe um problema. Uma limpeza geral é para ele próprio um atestado de incompetência e uma condenação em grosso, e em detalhe, da política que ele dirige e representa. Meia limpeza (cinco ou seis ministros) não convence ninguém. Mas mesmo supondo que Barroso consegue uma remodelação qualquer (pelo que ela vale), fica fatalmente o caso irresolúvel da dra. Manuela. Se não a substituir, para os portugueses, nada mudou. Se a substituir, para os portugueses, capitulou. Não há escapatória. Como não há também maneira de escapar a Portas. Por um lado, o «centro» e uma grande parte do PSD não querem Portas. Por outro, sem ele, cai o governo. Levar a coligação até 2006 parece um suicídio; e não a levar é um suicídio. No meio deste patético labirinto o dr. Barroso espera com certeza um milagre. Espera mal. A trapalhada que armou, com irresponsabilidade e presunção, já não se conserta. O país manifestamente não confia nele.
in Diário de Notícias
Publicado por Manuel 0:18:00 3 comentários Links para este post
Especial Euro 2004 (VI)
A redenção inglesa e a surpresa croata
Quinta-feira, Junho 17, 2004
Ao sexto dia, a Inglaterra venceu finalmente. E fê-lo logo por um claro 3-0.
A Grande Loja já o tinha destacado aquando do França-Inglaterra. E a tendência confirmou-se em pleno - atenção ao miúdo... Wayne Rooney!

Tem 19 anos. É baixo, gordo e tem cara de mau. Mas apesar de todos estes defeitos, joga muito. Mesmo muito. Tem uma raça impressionante. É rápido, lutador, perspicaz e oportuno. Marcou dois golos, esta tarde, à Suiça, abrindo o caminho para o êxito da selecção de Eriksson.
A Suiça parece mesmo ser a selecção mais fraca deste Euro (talvez ainda mais do que búlgaros e russos).
Os ingleses sobem para 17, os suiços baixam para 12
Mais à noite, a França reunia quase todo o favoritismo, diante de uma Croácia que havia desiludido no primeiro jogo.
Os gauleses entraram melhor, marcaram primeiro e, ao intervalo, pareciam ter a coisas controlada. Mas os croatas reagiram muito bem: deram a volta ao marcador e só não venceram porque Trezeguet viu-lhe ser validado um golo irregular (dominou a bola com a mão antes de rematar para a baliza).
Já depois do 2-2, os croatas estiveram pertíssimo de chegar ainda ao 3-2. A França foi, por isso, uma frustração neste segundo jogo: Henry parece em baixo de forma e Zidane nem sempre solta a genialidade.
Por tudo isto, a Croácia leva um 16 e a França um 15
Este Euro-2004 está a ser mesmo equilibrado... Não dá para destacar uma selecção favorita ao título, entre as várias pretendentes. Julgo que só mesmo no final da primeira fase será possível estabelecer uma análise mais concreta sobre quem estará em melhor posição para vencer na fase decisiva.
Por agora, só dá mesmo para identificar os pretendentes ao título. Assim, temos - Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Itália, Suécia, Dinamarca, Alemanha, Holanda e República Checa. 10 das 16 finalistas, portanto...
Publicado por André 23:38:00 1 comentários Links para este post
euro-quê ?
Num dos seus melhores textos dos últimos tempos, José Pacheco Pereira no Público - aquele jornal simpático onde se reza minuto sim, minuto sim para que Manuela Ferreira Leite vá para Bruxelas de modo a assim ficarem sem censor, digo Director - faz uma análise fria e objectiva da situação política actual. Digo fria, mas se calhar deveria dizer mesmo gelada.
E que nos diz Pacheco ? ...
(...) É pois uma luz premonitória sobre o futuro do PSD coligado que estas eleições lançam. As coligações fazem-se por similitudes de política, por programas do governo comuns, por resistência face a alianças adversárias que assumam também a forma de coligações, em todos os casos a partir de um mínimo denominador comum. Esse denominador comum pode ser tanto mais mínimo quanto maior for o sentido de urgência e necessidade. Seria errado dizer-se que não existe um mínimo denominador comum na aliança PSD-PP, mas seria ainda mais errado presumir que ela se faz muito acima do mínimo. É uma aliança que tem razões puramente tácticas e que se centra em criar condições instrumentais para o exercício do poder. Havia outras formas de as garantir, como um acordo parlamentar, e ter passado de um acordo parlamentar, único necessário, para uma coligação de Governo foi a mestria do PP na noite eleitoral das últimas legislativas.
Sendo as coisas como são, a coligação é um facto da vida até 2006. Agora se se propõe uma aliança estratégica a longo prazo, já ouvi falar em 2012 (e porque não para a eternidade?), então estamos a falar de outra coisa. Estamos a falar de uma fusão de facto de dois partidos.
Não é difícil de prever em que condições a coligação se pode desfazer: depois de uma derrota eleitoral nas legislativas em que os dois partidos corram coligados. Nesse cenário, a coligação será a primeira vítima; Durão Barroso, a segunda; a coesão do PSD, a terceira. O período de tumultos que se seguirá colocará em confronto os que pretenderão fundir os dois partidos numa liderança populista e os que pretenderão salvaguardar a independência política e estratégica do PSD. Não estou certo de quem ganha.
Em paralelo n'O Acidental onde aterrou uma cabeça que parece pensante - Eduardo Nogueira Pinto - discutem-se os prós e contras quer da coligação de Direita para as Europeias quer da miscenização do PSD com o PP.
O texto de Pacheco e as reflexões acidentais tem em comum um ponto - a Europa. N 'O Acidental o grande ponto de clivagem parece ser em torno de euro-qualquercoisa, e Pacheco estranha que não haja eurocéticos a sério em Portugal, facto que acha uma manifesta anormalidade.
A questão, como habitualmente, é bem mais simples e deveria fazer gelar de vergonha muito boa gente...
Faz todo o sentido trazer para a praça pública um debate ideológico, sofisticado e sem dúvida importante sobre um tema como a Europa mas só e apenas depois de as bases que sedimentam esse mesmo debate - conceitos políticos, económicos, estratégicos, etc... - estarem perfeitamente definidas.
Ora, se há coisa que não há é definições políticas em Portugal. A Esquerda e a Direita são mais chavões que outra coisa por culpa única e exclusiva dos intervenientes. A política em portugal não se pode confinar às pantominas do Professor Marcelo e às acrobacias do Bloco, é preciso muito mais. Apresentar ou defenfer uma "ideologia" não é necessariamente sinónimo de populismo, demagogia, simplificações patetas ou uso e abuso dos chavões du Jour é apenas, e só, sinónimo de ter um projecto, um rumo claro com objectivos bem definidos...
Esse Projecto, esse Rumo e esses Objectivos, até agora, não existem nem no PS nem no PSD, muito menos no PP... Ora sem projectos, e sem propostas concretas, para arrumar a casa por dentro como querem estas alminhas que os portugueses se preocupem, a sério, com o condomínio ?
Publicado por Manuel 19:17:00 0 comentários Links para este post

Three-year-old dog Spitzerich wears a traditional Bavarian hat in Hailing, near the southern German town of Straubing, June 17, 2004. Hildegard Bergbauer designs traditional Bavarian dirndl and leather trousers known as Lederhosen and combined her profession with her love of animals in a new traditional collection for dogs. REUTERS/Michaela Rehle
Publicado por Manuel 17:52:00 0 comentários Links para este post
Consta por aí que o Senhor Director Nacional da Polícia Judiciária, Juiz Desembargador Adelino Salvado, já tem "explicações" muito concretas sobre as causas últimas da campanha (!) em curso contra a sua pessoa por via das muitas e racionalíssimas acções por ele perpretadas na PJ. Não vamos entrar nos detalhes, até porque isto é um blog para toda a família, mas apenas dizemos que a propagação de tais teorias já não é um caso de polícia, é simplesmente um caso clínico...
Chris Patten daria um excelente Presidente da Comissão Europeia, nem Europeista a mais nem europeista a menos, da mesma forma que Vitorino continuará a dar um excelente Comissário, se não chegar mesmo numa segunda fase, em que as primeiras linhas forem vetadas pelos grandes, a Presidente da Comissão...
Como daria certamente um excelente líder do PS, por muito que isso custe a Eduardo Ferro Rodrigues. Mas há mais, convém recordar a este Governo que decidir não reconduzir António Vitorino, sem ter nada seguro à vista, é um erro crasso, e atentatório ao interesse nacional, já que Vitorino, mesmo não chegando a Presidente da Comissão Europeia, pode facilmente manter a pasta que já detém na Comissão - uma das mais estratégicas...
Publicado por Manuel 15:44:00 0 comentários Links para este post
"Engana-me que eu gosto"
Há uns tempos atrás ouvimos vários responsáveis de empresas petrolíferas a operar em Portugal e inclusive membros do governo afirmar que a culpa da subida do preço dos combustíveis em Portugal se devia, única e exclusivamente, à escalada de preços nos mercados internacionais e não a tão afamada liberalização do mercado de combustíveis.
Facilmente se comprovava, ainda que o mercado petrolífero funcione com aquisições para entregas em 90 dias e 181 dias, que tais afirmações faziam sentido. No decorrer do mês de Maio, com o petróleo nos valores mais altos de sempre, os operadores portugueses, não hesitaram em imediatamente repercutir no consumidor final, esse aumento. O governo ainda sem perceber o significado da palavra consolidação orçamental, sabe que não pode baixar a taxa de incidência do ISP nos combustíveis.
Após o anúncio da OPEP em aumentar a quota de produção diária em dois milhões de barris, o preço do brent em Londres baixou de 38 dólares para 35 dólares ontem.
Seria por isso de esperar, e porque o sentido de descida se tem verificado constante nos últimos 7 dias, um repercutir dessa mesma descida nos preços finais em Portugal.
Ao contrário dos aumentos verificados de 3 cêntimos e de 2 cêntimos aquando da alta do petróleo, a única descida verificada não chegou a um cêntimo.
Apetece mesmo dizer... Menos ais, Menos ais, queremos muito mais
Publicado por António Duarte 13:06:00 5 comentários Links para este post
Especial Euro 2004 (V)
Finalmente, Portugal!
Depois de quase uma semana de angústia e frustração, eis que, ao quinto dia, o grande vencedor foi mesmo... Portugal!
A selecção nacional não podia perder, se quisesse continuar a sonhar com a passagem aos quartos-de-final. Um empate saberia a pouco, mas mantinha o sonho vivo. Mas no momento da verdade, a selecção soube estar à altura e justificou, em pleno, o triunfo por 2-0.
Não foi um grande jogo, mas também ninguém poderia exigir isso. O momento era de grande tensão, tendo em conta as elevadíssimas expectativas que se criaram em torno da selecção, perder todas as esperanças logo à segunda ronda era mau demais para ser verdade.
Scolari soube perceber que tinha muitas coisas a mudar totalmente de acordo em tirar Fernando Couto, Rui Costa e Rui Jorge do onze, em favor de Ricardo Carvalho, Deco e Nuno Valente. A aposta passava por aproveitar a máquina do FC Porto, habituada que esteve a lidar com pressões altíssimas nas últimas duas épocas. Mas um outro exemplo veio baralhar um pouco esta leitura: a troca de Paulo Ferreira por Miguel. Confesso que em relação a esta mudança, franzi o sobrolho. É certo que o agora lateral-direito do Chelsea tem culpas na derrota com a Grécia, mas - que diabo - Paulo Ferreira fez apenas um jogo mau entre dezenas e dezenas de actuações em excelente plano no FC Porto.
Mas o decorrer do jogo deu razão a Scolari: Miguel esteve muito bem e parece ter agarrado o lugar. Sem ter feito uma exibição de encher o olho, Portugal foi quase sempre superior à Rússia.
O trabalho psicológico parece ter funcionado e a nossa equipa entrou de forma muito seguro e concentrada. O golo apontado por Maniche aos 7 minutos foi crucial para que tudo rolasse dentro dos planos.
Os russos mostraram-se muito mais macios do que os gregos tinham sido no jogo inaugural. Foi relativamente fácil conservar a vantagem, mas o segundo golo tardava e a impaciência começou a tomar conta da nossa selecção. Mais uma vez, Felipão acertou nas substituições: Rui Costa encheu o espaço que existia no meio-campo ofensivo no segundo tempo (como mereceu ter marcado aquele segundo golo!); Ronaldo voltou a entrar muito bem para desequilibrar (foi dele o passe para o tento de Rui Costa); Nuno Gomes entrosou-se muito mais no jogo da equipa do que um Pauleta estranhamente só e desligado do trabalho do meio-campo.

Deco fez um jogo de esforço e pautou o ritmo da nossa equipa; Figo fez uma primeira parte em plano de excelência e só começou a sentir cansaço já depois da hora útil de jogo; Ricardo Carvalho deu uma segurança defensiva muito maior, fazendo dupla quase perfeita com Jorge Andrade (que enorme jogo fez o central do Corunha!)
Tudo somado, Portugal merece um 16 (só não é mais porque houve alguns períodos de sombra que há que corrigir, para conseguirmos atingir um plano de excelência frente à Espanha). A Rússia fica-se por um 13.
No outro jogo do dia, a Espanha voltou a não convencer-me em pleno. Atacou mais, mostrou garra, mas tem enormes dificuldades de concretização. Morientes abriu o activo, mas a Grécia, quando menos se esperava, chegou ao empate e colocou-se em óptimas condições de apuramento. A selecção de Otto Rehaggel tem uma coesão impressionante: defende muitíssimo bem e apresenta um contra-ataque venenoso. Ambas ficam com um 15 neste jogo.
Publicado por André 3:04:00 2 comentários Links para este post

Koalas, an iconic symbol of Australia, face extinction as rapid urbanization along the eastern seaboard destroys their fragile habitat, environmental aclockquoytetivists have warned. The Australian Koala Foundation has written to the government urging it to declare the koala a vulnerable species after a survey of 1,000 koala habitats found 30 percent no longer had a koala in them and 60 percent had suffered widespread destruction. A baby koala hangs onto it's mother's back during feeding time at Sydney's Taronga Zoo in this June 25, 2001 file photo. Photo by David Gray/Reuters
Publicado por Manuel 1:58:00 1 comentários Links para este post

Heads up! : Three tiger cubs are displayed by zookeepers after their birth at the zoo of Pessac, south-eastern France. (AFP/Patrick Bernard)
Publicado por Manuel 0:10:00 1 comentários Links para este post
nulo questio
Quarta-feira, Junho 16, 2004
O primeiro-ministro, Durão Barroso, não é candidato à presidência da Comissão Europeia, como foi sugerido hoje pelo líder do Partido Popular Europeu (PPE), o belga Wilfried Martens, garantiu o gabinete do chefe de Governo, reafirmando o apoio de Portugal a António Vitorino.
"O primeiro-ministro não é candidato e o Governo português apoia a candidatura de António Vitorino à presidência da Comissão Europeia", sublinhou a mesma fonte, numa reacção a declarações do presidente do PPE, sobre uma eventual entrada de Durão Barroso na corrida para chefiar o executivo comunitário.
Quem é que terá vendido ao homem que uma acrobacia destas tinha alguma chance de convencer alguém ?...
Publicado por Manuel 22:19:00 0 comentários Links para este post
contra-excursão ao Aniversário do Estatuto do MP
Devido ao insucesso que a excursão do Incursões teve, a Grande Loja resolveu organizar uma.
Pretendeu-se aliar uma componente cultural a uma cerimónia de aniversário. Fica aqui o programa.
Programa para excursão aos 25 anos do Estatuto do MP
- Dia 20 Junho
- 9 horas - Partida. Estão contratados 15 autocarros.
- 10 horas – Paragem para pequeno-almoço na área de Serviço de Antuã. Animação cultural a cargo do Grupo de «Zés Pereiras – Unidos da Paróquia»
- 14 Horas – Paragem na Área de Serviço da Mealhada. Almoço: Leitão e «happy-hours» de Cerveja (Patrocínio Sagres)
- 17 Horas – Paragem na área de Serviço de Aveiras – Lanche… Sandes de Presunto e Vinho Alvarinho (Patrocínio, Adega Cooperativa de Melgaço)
- 20 Horas – Chegada a Lisboa, Mosteiro dos Jerónimos. Animação Cultural a cargo de Zé Antunes e Manuel Silva (cantares ao desafio)
- 22 Horas – Jantar no Restaurante «David da Buraca». No final, segue-se uma noite de fados, com interpretações de Camané, Tó-Mané e Zé-Mané.
- 24 Horas – A partir daqui, cada um sabe de si.
- Dia 21 de Junho
- 10 Horas – Cerimónia de abertura, presidida pelo Presidente da República – Fundação Calouste Gulbenkian, auditório 2. Quem não estiver interessado em ouvir um discurso de 30 páginas, decorrem nas salas 5, 6 e 7 campeonatos de matraquilhos, sueca e king.
- 11,15 Horas – Intervenção de José Narciso Cunha Rodrigues - «O Ministério Público, os passos da autonomia». Mantêm-se os campeonatos de matraquilhos, sueca e king nas salas 5, 6 e 7. Mas convém ouvir o Cunha Rodrigues… Intervenção do Prof. Jorge Figueiredo Dias - «O Ministério Público, os debates do presente». Despachem-se que as inscrições para os campeonatos terminam ao meio-dia.
- 12,30 Horas – Finalmente uma Pausa. Está reservada uma mesa no Bar (quatro, no máximo cinco, cadeiras para debate sobre a comunicação de Jorge Figueiredo Dias). Animação cultural com o rancho folclórico do «Grupo Desportivo e Cultural de Águeda»
- 15 Horas – Início de uma série de intervenções claramente a evitar. Nos jardins da Fundação há bifanas e frango no churrasco. Cerveja e vinho para todos (são os mesmos patrocinadores)
- 16,30 – Encerramento com intervenção do Procurador-geral, Souto Moura. Convém estar lá, pelo sim pelo não, nunca se sabe…
- 18 horas – Viagem de Regresso, com paragem em Belém, Águeda e Gondomar.
Publicado por Carlos 20:55:00 12 comentários Links para este post

A harbor seal peers at sea kayakers in the water off Henry Island, near Roche Harbor, Wash. Many species in the San Juan Islands and the Salish Sea shy away from humans in noisy boats, but people in quiet, motorless kayaks have a chance to have upclose and personal encounters with seals, birds and orcas, or killer whales. (AP Photo/Elaine Thompson)
Publicado por Manuel 20:12:00 0 comentários Links para este post
este não é coxo...
Paulo Pedroso dá hoje uma entrevista ao JN. O facto por sí só não é relevante nem traz nada de particularmente novo. Pedroso tinha pura e simplesmente de aparecer por estes dias com pompa e circunstância para abafar o impacto dos recursos que entraram na Relação contrariando a sua não pronúncia ...
Há no entanto dois minúsculos detalhes nesta entrevista que não podem deixar de causar alguma perplexidade por assim dizer ...
JN - Fica a ideia, da leitura do despacho, de que os testemunhos relacionados com outros arguidos foram desvalorizados, com exclusão dos seus...
P. P. Não sou a pessoa mais indicada para analisar o despacho. O que está em causa é uma coisa que para mim foi óbvia desde a noite de 21 de Maio de 2003. Eu dizia ao meu advogado, Celso Cruzeiro, quando me foi mostrada a fotografia usada para me reconhecer, que só não podia ser ele porque tinha barba.
É que tal se se divulgasse a tal fotografia urbi et orbi para todos podermos aferir da sua alegada "má qualidade" ?
mais à frente ...
P. P. (...)Depois, dizem que teria um sinal que não tinha. Espero meses por um exame médico que podia ter sido feito quando ainda estava na prisão. Se a declaração foi feita num momento em que eu ainda estava preso, porque não me fizeram o exame médico no dia seguinte? Julgo que a forma como a questão depois aparece é profundamente elucidativa de algo que eu não estou em condições de publicitar.
JN - Como é que surge a informação?
Aparece através de um telefonema anónimo, na véspera do exame, directamente para o gabinete do senhor procurador João Guerra. Apenas gostaria de deixar a minha perplexidade, porque o senhor procurador assistiu ao exame, interveio no exame e nunca fez qualquer pergunta aos peritos sobre essa possibilidade. Foi depois de receber o relatório que a dúvida se lhe colocou.
Ora consultado o Processo pode ler-se a dado passo...
(...) as dicromias melânicas tal como algumas alterações patológicas do revestimento cutaneo podem ser removidas através de raio laser. (...) No caso em apreço, a ter existido a mancha hiperpigmentada descrita no quesito (...)
Em suma, o Dr. Paulo Pedroso não saberá o que é um Quesito?...
É um detalhe, apenas mais um...
Publicado por Manuel 18:49:00 2 comentários Links para este post
o rugido do tambor...

Quem pode, pode, pensa ele por entre mais duas goladas de whisky velho com gelo...
A sua aliança estratégica com o outro, o que foi encostado no outro lado, começa a dar frutos. Os irmãos ajudaram é certo, mas ele agora sabia o suficiente - e tinha os papeis - para poder impôr a sua vontade.
As outras duas estavam atadas, e o primeiro obrigado a engolir em seco, e aqueles que duvidaram da sua capacidade de resistência estavam finalmente em sentido. Dava-lhe gozo ver aquela gente toda - esses políticos que sempre desprezou - a rebolarem-se e a contorcerem-se para que a sua vontade fosse feita.
Sentia-se um deus enquanto sabereava mais uma golada ao mesmo tempo que via o Espanha-Grécia, mal ele sabia o que estava ainda para vir...
Publicado por Manuel 17:15:00 0 comentários Links para este post
"Tonite - Boxing Day"
Ainda que o silêncio das autoridades portuguesas seja de ouro, ainda que nunca Albufeira tenha tido tanta publicidade como a que tem tido nos últimos dois dias no mundo inteiro, é de salientar as seguintes declarações que estão em pleno contraste...
At the moment however we are viewing it as the sort of problems that might be encountered in any busy beach resort where people have been drinking too much.
Uefa Spokesman
Those involved in continuing violence in Portugal "bring shame on our country"
Tony Blair.
Logo à noite, no sítio do costume, a terceira ronda.
Publicado por António Duarte 15:00:00 0 comentários Links para este post
Desabafo de quem vai à Luz
Demoramos 5 anos a realizar o sonho de organizar a competição. Se logo à noite frente à equipa da Rússia, não ganharmos, o interesse de toda uma nação engalanada com bandeiras e símbolos nacionais na competição, durou uns míseros 5 dias.
Que os onze que entrem em campo, saibam perceber que mais que uma vitória de equipa, está em causa, o sacrifício de um país.
Publicado por António Duarte 14:51:00 5 comentários Links para este post
O poder, ou a sensação de estar a perdê-lo
Está mesmo aí a surgir. Quer queiramos quer não, o espírito pirómano que alguns elementos deste país teimam em querer manter vivo, o desleixo igualmente de alguns habitantes, que não cuidam daquilo que é deles, depois na hora da aflição, acham que a culpa é sempre de outros, como se esses outros, tivessem responsabilidades sobre aquilo que não é deles.
O tema dos incêndios em Portugal, foi desde há muito tempo, utilizado para politicamente, marcar uma agenda. O ministro, normalmente o da administração interna, que tutela os bombeiros e serviços de protecção civil, sabe que um verão mais aziago em matéria de incêndios, pode ditar o fim da sua brilhante prestação governativa até então. Tudo porque os incêndios, queimam aos olhos de televisões sedentas de informação, com coberturas em directo e exploração da desgraça até ao mais ínfimo slow motion. Afirmações houve que ficaram na história acerca dos incêndios e épocas houve onde uns telemóveis oferecidos aos pastores que hoje ninguém sabe onde estão, os telemóveis claro, foram alvo de mediática cobertura. Tivemos granadas, trovões , as vagas de calor e os picos de corrente eléctrica. Tivemos quase tudo menos a responsabilidade de quem de facto tutela.
Ao ler hoje as afirmações de Figueiredo Lopes, fiquei como que estarrecido.
Serei eu o responsável político, mas não me demito, se este ano, tivermos um ano igual ou pior que o ano passado em matéria de incêndios.
Será possível depois de tudo o que ouvimos, dos livros brancos que foram feitos sobre o assunto, das promessas que ele mesmo, Figueiredo Lopes, fez, que o próprio admita que as coisas podem ser iguais ou piores que o ano passado?.
Mas pior que admitir o aludido em cima, è afirmar que está de pedra e cal.
N.A. - As declarações de Figueiredo Lopes, surgem na Revista, publicada hoje, dos Bombeiros de Portugal.
Publicado por António Duarte 11:54:00 0 comentários Links para este post
Coloca-se aqui mais um postal, enviado por um colaborador devidamente identificado.
Senhora Ex-Ministra da Justiça,
V.Excª sabe que nós, os cidadãos, estamos prenhes de razão quando, baixo e alto, afirmamos que o cargo que exerce não exerce. Ou seja: V.Excª paira no mundo dos políticos inexistentes que não contam para nada. Não se lhe conhece um decreto, um decreto-lei, um despacho que não venha do seu anterior colega na pasta. Apenas da autoria de V.Alteza aqueles "despachos" a nomear técnicos muito competentes para ocupar em lugares sobre matérias de que não cheiram um centavo. Mas pronto,fez isso, empregou alguns apaniguados.
Desde que se encontra no seu modesto gabinete e para lá segue de metro, como democrata de raiz que é, nunca teve uma opinião sobre as ditas crises da justiça, nunca informou nada, salvo aquela coisa dengosa de arranjar "um colinho" para as crianças desamparadas que, sem colo e sem casa, continuam desamparadas. Chegou a hora de ir embora ou de mandar alguém embora, mostrando, finalmente, que é, vagamente,ex-ministra da justiça. Que toma uma atitude. Refiro-me, Srª ex-ministra, ao iluminado que nomeou para chefiar a Polícia Judiciária.
A senhora sabe, toda a gente sabe, que o "chefe" não chefia nada e, como medíocre que é, só faz uma coisa: afasta os competentes que lhe ofuscam a incompetência. Se as guerras fossem só aí, nada mal, enfim, a gente já sabe como é "cá na casa". Mas não é, e isso já assume foros de relevância.
É que, o seu "subordinado" (será?), ao proceder como toda a gente vê que procede, boicota a investigação criminal, não permite que se descubram crimes, é pactuante e, deste modo, gozando da confiança da ex-ministra da injustiça,acaba por torná-la cúmplice dessas atropelias todas. Pergunte na judiciária, faça um inquérito, mesmo daqueles que o desgoverno faz para demonstrar que somos todos umas bestas por não votarmos nele e irmos votar noutros. Uma sondagem, srª ex-ministra.
Mas vá lá, não faça sondagens que isso é basista e democrático. Faça outra coisa: ordene ao seu inferior hierárquico que vá à AR, onde V. Excª tem a maioria e que, aí, perante todos, os seus e os outros, respectivamente,os bons e os maus, explique aquela coisa insólita das mudanças e bailados na PJ do Porto. Pergunte que razões se impuseram para tantas alterações, pergunte quem vai investigar o que outros, com eficácia,estavam a investigar.
Aquele processinho que inclui gente da sua banda governamental. Se não faz isso, então, ficamos mesmo a pensar que houve e há golpe, que querem fazer o jeito que é o que penso e muita gente pensa. A Srª ex-ministra não lê, ao menos, os jornais? Pois leia, Srª ex-ministra, leia e vai ver que toda a gente diz isso claramente ou às escondidas. Ficamos assim combinados: a ex-ministra manda o dono da judiciária à AR, este explica tudo muito explicadinho nós todos respiramos de alívio porque o patrão virou, finalmente, um homem competente na investigação criminal. Se até para esse epígono de PP, a ex-ministra carece de coragem, então, então que vá embora, mesmo sem decreto presidencial.
Inspector da PJ
Publicado por josé 9:35:00 4 comentários Links para este post
Especial Euro 2004 (IV)
Duelo de opostos entre uma laranja ofensiva e a máquina alemã
Os holandeses bem podem suspirar de alívio - se não tivessem o melhor ponta-de-lança do Mundo, talvez tivessem perdido o confronto com os germânicos. Mas Van Nistelrooy estava lá e na única oportunidade que teve para facturar, fez o que melhor sabe fazer na vida - marcar golos!

O Alemanha, 1-Holanda, 1 foi o grande jogo do dia 4 deste Euro português. O empate acaba por ser justo e traduz um duelo de opostos: a Alemanha, muito compacta e coesa, continua a ter um colectivo fortíssimo, mas não conseguiu disfarçar a crise de talentos. Só mesmo Ballack consegue dar um toque de classe a uma equipa de pouca técnica mas enorme rigor táctico. E o escasso número de jogadas de ataque produzidas pela formação de Voeller não deixa de ser preocupante para quem pretende lutar pelo título.
No pólo oposto, a Holanda dispõe de algumas pedras de eleição e exibe um poder ofensivo de fazer inveja a qualquer um. Mas falta ser... uma equipa. Dick Advocaat esteve os últimos meses à procura do modelo e parece que ainda não encontrou. Mesmo assim, a laranja teve o mérito de saber reagir à situação de desvantagem e fez uma segunda parte bastante superior aos alemães.
Naquele que terá sido um dos três jogos mais competitivos desta primeira jornada (os outros foram o França-Inglaterra e o Itália-Dinamarca), o Alemanha-Holanda teve num empate o desfecho mais lógico — mas é justo reconhecer que os holandeses terminaram o jogo com um maior élan.
Tudo somado, Holanda e Alemanha arrancam o Euro com um 16
No outro jogo do dia, a República Checa bateu a Letónia por 2-1, confirmando o seu favoritismo. Mas não se pense que os checos tiveram vida fácil. A Letónia marcou primeiro, numa jogada de contra-ataque e só depois de muito, muito atacar, a formação de Brueckner lá conseguiu dar a volta ao texto. Nedved, Poborsky, Smicer e Heinze mostraram estar em boa forma e podem levar a República Checa bem longe neste europeu.
Para já, os checos arrancam com um 16, os letões com 14
Publicado por André 2:52:00 0 comentários Links para este post
a capitulação do nóvel Embaixador...
Terça-feira, Junho 15, 2004
19:00 (JPP)
AGRADECIMENTO
Agradeço a todos os que me têm felicitado pela nomeação para a Missão permanente na UNESCO. É um lugar de responsabilidade que aceitei com muito gosto e que me vou esforçar por cumprir o melhor que sei e posso. Como é óbvio, depois de tomar posse, e dada a natureza do cargo, não tem qualquer sentido continuar a ter um papel activo no comentário político. Já de há algum tempo tenho estado a preparar essa situação nos órgãos de comunicação social onde colaboro. Escreverei sobre outras coisas, sempre que tenha oportunidade, e continuarei o Abrupto dentro desses condicionalismos.
É um silêncio que desejei e escolhi, após anos e anos de voz muitas vezes solitária. Haverá outros caminhos e certamente outros tempos.

Apesar da incoerência, apesar de alguma arrogância e por vezes petulância, Pacheco Pereira, de quando em vez, era umas da poucos vozes que ecoavam no Deserto.
Em vez de regressar ao Parlamento Português - para o qual foi eleito - escolheu perder o pio num exílio dourado fazendo companhia ao "Angolano" Falcone, sem desprimor para a UNESCO note-se.
Ora as pessoas e os políticos também se definem pelas opções e escolhas que fazem.
Publicado por Manuel 22:38:00 4 comentários Links para este post
A Leonor Beleza - uma mensagem de solidariedade
Há muitas e boas razões para não se gostar de Leonor Beleza, há montes e montes de pontos por onde se pode criticar - porventura com justiça - a senhora mas o espalhafato mediático que se está a fazer à volta da eventual detenção de um filho de Leonor Beleza por participação num "problema" que atinge milhares e milhares de famílias portuguesas, e que nunca foi cabalmente discutido a sério e sem demagogias, é pura e simplesmente escabroso.
Com o à vontade de quem, nestas páginas, já zurziu - e bastante - em Leonor Beleza, fica aqui, e agora, a solidariedade para com ela enquanto mãe. Para memória futura.
Publicado por Manuel 21:01:00 13 comentários Links para este post

Jerboa ears! : A keeper of the zoo of Magdeburg holds a long-eared jerboa (Euchoreutes naso), in the eastern town of Halle. (AFP/DDP/Jens Scheutler)
Publicado por Manuel 19:35:00 1 comentários Links para este post
A derrota eleitoral da coligação PSD/CDS-PP foi hoje abordada no Conselho de Ministros, com o primeiro-ministro, Durão Barroso, a transmitir uma mensagem de «forte crença» na política seguida pelo Governo, declarou o secretário de Estado da Presidência.
«O primeiro-ministro apresentou ao Conselho uma análise do acto eleitoral e a mensagem fundamental que transmitiu foi de confiança, solidariedade e de forte crença nas acções que este Governo desenvolveu e que continuará a desenvolver», afirmou Domingos Jerónimo, quando questionado acerca dos resultados eleitorais obtidos pela coligação «Força Portugal» no domingo passado.
É claro que é preciso recordar que o grau de confiança de Barroso nos membros do seu Governo - hoje - é o mesmo que tinha nos instantes anteriores a ter despachado sumariamente Amilcar Theias... É a vida.
Publicado por Manuel 18:06:00 0 comentários Links para este post
Um Milagre...
... um texto, com pés e cabeca, n 'O Acidental...
Cuidado, porque o povo nem sempre é sereno
É muito perigosa a ideia de que o resultado das europeias trouxe, ao menos, uma coisa boa, sendo essa a mais que provável manutenção de Ferro Rodrigues à frente do PS até às legislativas e o consequente aumento da possibilidade de vitória da coligação ou do PSD. É perigosa porque parte de um pressuposto optimista, mas (ou por isso mesmo) falso, de que o povo ‘vota sempre ‘bem’, sendo que o ‘votar bem’, aqui, é não votar em Ferro Rodrigues.
O povo, em determinadas situações – que poderá bem ser a que iremos ter nas próximas legislativas – vota, bem ou mal, contra. Contra quem está no governo, sem ter tanto a noção de que esse voto contra é, ainda, um voto a favor do partido ou da pessoa em quem vota para votar contra. A democracia nem sempre premeia o mérito, até porque, às vezes, prefere castigar o demérito (ou aquilo que na óptica da maioria eleitoral merece ser castigado, ainda que em certas outras ópticas, não maioritárias, seja muito meritório).
Independentemente das virtudes (menos) e dos defeitos (mais) de Ferro Rodrigues enquanto líder, arriscamo-nos a que ele, por estar no sítio certo, na altura certa, venha a ser o próximo Primeiro-Ministro. E esse cenário, ainda que hipotético, assusta-me.
Assim, não confiando na bondade do povo e como me interessa bem mais o País do que os partidos, sentir-me-ia muito mais descansado se Ferro fosse substituído por outro no PS: um Jaime Gama, um António Vitorino, alguém que, apesar de ser um mais forte candidato, não tornasse a vitória do PS numa verdadeira desgraça.
Tenho para mim que, à frente dos partidos de onde é possível saírem primeiros-ministros (PSD e PS), é sempre melhor estarem bons políticos. E, no caso do PS os mais competentes para governar são, por sinal, os menos à esquerda.
[Eduardo Nogueira Pinto]
Publicado por Manuel 17:14:00 3 comentários Links para este post
Slate
"A Moral Chernobyl - Prepare for the worst of Abu Ghraib."
Christopher Hitchens
In a recent public debate, so I was told, an American officer referred to the Abu Ghraib scandal as a "moral Chernobyl." You might think that this was overstating matters, even if in one important sense—because Chernobyl was morally an accident, albeit in some ways a "systemic" one—it is actually understating them.
But get ready. It is going to get much worse. The graphic videos and photographs that have so far been shown only to Congress are, I have been persuaded by someone who has seen them, not likely to remain secret for very long. And, if you wonder why formerly gung-ho rightist congressmen like James Inhofe ("I'm outraged more by the outrage") have gone so quiet, it is because they have seen the stuff and you have not. There will probably be a slight difficulty about showing these scenes in prime time, but they will emerge, never fear. We may have to start using blunt words like murder and rape to describe what we see. And one linguistic reform is in any case already much overdue. The silly word "abuse" will have to be dropped. No law or treaty forbids "abuse," but many conventions and statutes, including our own and the ones we have urged other nations to sign, do punish torture—which is what we are talking about here at a bare minimum.
So far, the press has focused on the questions "who knew" and "how far up did it go?" I'm equally interested in the question of how far down it has gone and how widespread it is. As Seymour Hersh has pointed out, the original imperative for harsh measures came from a Defense Department, and by extension a White House, that was under intense pressure to get results in the battle against al-Qaida and felt itself hampered by nervous lawyers. Almost the whole of public opinion is complicit in this, as is shown by the fury over the administration's failure to pre-empt the Sept. 11 assault: a pre-emption that would almost certainly have involved some corner-cutting in the interrogation room.
Many, many people must have fantasized about getting Osama Bin Laden into some version of an orange jumpsuit and then shackling him for a while to the wrong end of a large pig. It's not very far from that mass reverie to "Hey, Mustapha, you're gonna get to really know this porker" and similar or worse depravities. So in a distressing sense—of course you can all write to me if you like and say that you never even thought about it—we face something like a collective responsibility, if not exactly a collective guilt.
However, this very voyage to the pits may be of some moral use. Nobody has yet even suggested that the disgusting saturnalia in Abu Ghraib produced any "intelligence" worth the name or switched off any "ticking bomb." How could it? It was trashily recreational. But this doesn't relieve the security forces of democratic countries from their sworn responsibility to protect us—yes us, the very people who demand results but don't especially want to know the full price of our protection.
I have a historical example to offer. In the early 1970s, there was a gigantic scandal in England over the torture of Irish Republican detainees. (Harold Evans, then editor of the Sunday Times, deserves credit for printing the facts in spite of immense government pressure not to do so—or not to do so without being accused of "helping the terrorists.") The resulting outrage led to a commission of inquiry chaired by a judge named Sir Edmund Compton. His report took a dim view of some of the methods used but said that these did not amount to "torture," at least in most cases, because those inflicting them had not derived any pleasure from doing so. At the time, I thought this must be some kind of a sick joke, perhaps derived from Monty Python or the rigors of English boarding school. ("I didn't really enjoy it, Sir." "Oh well, that's all right, then. Carry on, Perkins.") However, the government did tell the army to stop it, and it pretty much did stop, and the terrorists didn't win.
They didn't win because their idea of bombing a large Protestant community into joining a united Catholic Ireland was a bit mad to begin with. And they also didn't win because security methods became tremendously more professional. Skill, in these matters, depends on taking pains and not on inflicting them. You make the chap go through his story several times, preferably on video, and then you ask his friends a huge number of tedious questions, and then you go through it all again to check for discrepancies, and then you watch the first (very boring and sexless) video all over once more, and then you make him answer all the same questions and perhaps a couple of new and clever ones. If you have got the wrong guy—and it does happen—you let him go and offer him a ride home and an apology. And you know what? It often works. Only a lazy and incompetent dirtbag looks for brutal shortcuts so that he can get off his shift early. And sometimes, gunmen and bombers even have changes of heart, as well as mind.
Yes, but what about the ticking bomb? Listen: There's always going to be a ticking bomb somewhere. Some of these will go off, and it's just as likely to be in my part of Washington, D.C., as anywhere else. But we shall be fighting a war against jihad for decades to come. And the jihadists will continue to make big mistakes based on their mad theory. And they are not superhuman: They can be infiltrated, bribed, and turned. You don't have to tell them what time of day it is, or where they are, or when the next meal will be served. (Though it must be served.) But you must not bring in that pig or that electrode. That way lies madness and corruption and the extraction of junk confessions. So even if law and principle didn't enter into the question, we sure as hell know what doesn't work. The cranky Puritan voice of Sir Edmund Compton comes back to me down the corridor of the years: If it gives anyone pleasure, then you are doing it wrong and doing wrong into the bargain.
Christopher Hitchens is a columnist for Vanity Fair. His latest book, Blood, Class and Empire: The Enduring Anglo-American Relationship, is out in paperback.
Publicado por Manuel 16:38:00 1 comentários Links para este post
Ana Manso aderiu ao PP ?
António Capucho, membro do conselho nacional e presidente da Câmara de Cascais, reconhece que "não estava à espera" de um tão mau resultado eleitoral e defende uma "remodelação, não por razões de imagem, mas porque de facto há necessidade de reforçar algumas áreas concretas", recusando-se a especificar. Sobre a campanha eleitoral, sublinha que "começou desastrosamente para o PSD devido a questiúnculas despropositadas de responsáveis do CDS que ultrapassaram todos os limites" e lamenta que a coligação não tenha conseguido "mostrar que o CDS não é um partido anti-europeu".
Publicado por Manuel 16:00:00 0 comentários Links para este post
aguarda-se uma reação acidental...
O PSD elegeu sete deputados, o PP dois. O PSD tinha nove deputados, o PP dois. O grande perdedor da coligação é o PSD. Esta contabilidade política real funciona como um ácido no PSD.
A coligação ajudou a enfraquecer o Partido Popular Europeu, partido em que os deputados do PSD se integram. Sendo agora menos no PPE (sete em vez de nove) dificilmente conseguirão quer através do método de Hondt, quer de negociações, obter cargos relevantes para os portugueses, mesmo apesar da maioria PPE do próximo Parlamento Europeu (PE). Pelo contrário, os dois deputados do PP que se integram noutro grupo político europeu (o PP foi expulso do PPE) , a União para a Europa das Nações, mantêm a mesma força política, mas, como seu grupo conta menos no PE, isso é irrelevante. No seu conjunto, a representação nacional onde mais conta, no PPE, está mais fraca.
Embaixador José Pacheco Pereira.
Publicado por Manuel 15:28:00 1 comentários Links para este post
"É o pau, é a pedra..."
Até ao momento, o dispositivo de segurança preparado para os eventos do Euro 2004 merece destaque pela positiva (descontado o folclórico raid da PJ Porto já aqui abundantemente referido...) e não há incidentes de maior a registar.
Quem se deslocou à Luz para assistir ao temido França – Inglaterra, por exemplo, pôde observar uma invulgar eficácia e articulação operacional entre as diversas forças de segurança, que em muito terá contribuido para a normalidade vivida no estádio e seus acessos, mesmo depois da inesperada derrota da selecção inglesa nos últimos minutos do jogo.
Mas as incipiências lusas em matéria de risk assessment, planeamento e feitura do trabalho de casa, não deixaram de saltar à vista. Como referiu o “Público” de ontem...
...calhou em sorte a malta querer ver mesmo o jogo. Porque não faltavam "armas" para começar uma "guerrilha": desde ferros, paus, bocados de madeira à mão de semear e calhaus, muitos calhaus, tudo podia servir de tentação ao mais pacato "hooligan"
Na verdade, não se compreende como é possível que os terrenos na envolvente do Estádio da Luz, atravessados pelos adeptos à entrada e à saída, estejam literalmente pejados de “munições” de alto calibre, prontas a ser usadas por quem queira começar uma batalha campal. Limpar este “entulho” daria imenso trabalho e despesa. Não é obra que se inaugure ou à qual se promovam visitas guiadas, logo não está nas prioridades da mediática autarquia da capital. Se coisa der para o torto, será mais fácil e mais barato arranjar um qualquer bode expiatório.
Entretanto, aos espectadores continuam a ser zelosamente confiscadas as tampas das garrafas de água de plástico. Arremesso de projecteis, só no final do jogo...
Publicado por Gomez 13:58:00 2 comentários Links para este post
Protocolo/Futeboleiro
De um estimado colaborador, devidamente identificado como "vae victis", fica o seguinte postal...
Em boa hora, as entidades públicas competentes decretaram o Euro/Futebol como um projecto nacional, de modo a que ninguém duvidasse de que, pelo menos aí, toda a nação lusa estava de acordo. Sem necessidade de votos, de eleições, ou de referendos.
Nesta conformidade, os lusos também entenderam que as ditas entidades públicas se tinham posto de acordo no que dizia respeito a essa missão histórica que nos foi, mais uma vez, concedida pelo nosso destino colectivo.
Enganaram-se.
Enquanto a nação se entendia nas ruas e ruelas de Portugal, alegrando tudo quanto era sítio com a exibição alegre da bandeirinha da pátria, como lhes fora imposto por decreto presidencial e decreto-lei do governo, os ditos poderes públicos desentendiam-se, como é uso, por razões de "interesse nacional". Conectado com o Euro/Futebol.
Uma questão de cadeiras, de cadeiras VIP, de cadeiras não tão VIP, de cadeiras menos VIP.
São assim os nossos governantes - falam simpaticamente se a TV filma, são arrogantes se as câmaras estão longe, tratam de mediocridades de cadeiras se supõem que ninguém dá conta.
Pois isso aconteceu mesmo na inauguração desse acontecimento sebastiânico determinado pela UEFA e cumprido pelos lacaios do país.
Estava tudo determinado antes, como compete a um protocolo sério, bem organizado, onde cada um, pelo valor social e financeiro que exibe, tem a cadeira correspondente.
Na hora da verdade, chegaram ministros a mais, penduras a mais e já não havia lugares a respeitar. As personalidades, zangam-se, protestam, querem estar todas nos lugares de relevãncia, tanto mais que, no domingo há eleições.
Madail e o patrão da UEFA, ressabiados, ameaçam ausentar-se antes do acontecimento. Ministros exigem o lugar correspondente ao dinheiro "deles" que desembolsaram para o Dragão, o presidente toma o sítio mais brilhante. Acabam todos por se desentender, mas logo se entendem. São pessoas de bem, civilizadas, ou seja, gente do futebol - tudo gente séria.
Lá bem ao centro, com direito próprio, Valentim Loureiro, ao lado, mesmo ao lado do Sr. Presidente. Valentim não se sentou como Homem do futebol mas como "presidente da Junta Metropolitana do Porto...".. É ver os jornais de domingo último.
No fim, ninguém falou - os políticos, do futebol,e não só, só falam alto na hora da vitória, na derrota calam-se, não querem ser confundidos com ela.
"Vae Victis".
Publicado por josé 10:31:00 3 comentários Links para este post

A lion licks a block of ice to beat the heat at a zoo in Hyderabad, 160 km (100 miles) from Karachi June 14, 2004. Residents burnt tires to protest against a power breakdown in the city where temperatures rose up to 45 degrees Celsius (113 degrees Fahrenheit) on Monday forcing people to stay at home. REUTERS/Akram Shahid
Publicado por Manuel 6:54:00 0 comentários Links para este post
um pósfácio sobre as Europeias...
- Ainda que ninguém o queira admitir, Anibal Cavaco Silva é, do centro prá direita, o grande vencedor destas Europeias. Foi ele e mais ninguém que deu alguma chama a uma campanha onde o PSD profundo se inibiu de vir a terreiro defender Portas.
Cavaco demonstrou, mais uma vez, não só que não precisa do PSD para nada como que o inverso não é necessariamente verdade. Mas o impacto de Cavaco (falou-se das reformas deste por oposição às reformas ausentes deste Governo) demonstrou ainda outra evidência à exaustão - a mediocridade de Durão Barroso, um líder que se tolera, e engole, mas que não se respeita... - Vai por aí uma grande algazarra devido à alegada deslealdade de sectores do PSD para com o PP por haver agora haver - sempre houve aliás - quem queira distâncias do PP.
Tivesse o PSD um líder forte e o PSD governaria a solo e em minoria e caberia a Portas o ónus de demonstrar a sua responsabilidade de mostrar à Pátria o seu amor ao País e não a pratos de lentilhas... Quanto à questão da deslealdade propriamente dita, por muito contorcionista que seja, Portas é a última pessoa na Via Láctea com autoridade para acusar terceiros de deslealdade, e por aqui me fico - hoje. - Há quem se espante por o PS ter conseguido 38% nas últimas legislativas e veja nisso uma maior complacência do eleitorado para com a esquerda assim como outras extrapolações mais ou menos dúbias. Recorda-se que o adversário de Ferro foi o "entusiasmante" Durão Barroso...
- No microscópico PND a farra promete. Os dias de Monteiro já foram e agora a luta é entre o blogosférico Carlos Abreu Amorim e os catequizados pelo enigmático Adelino Maltez. A autópsia promete...
... À distância Adriano Moreira não pode deixar de sorrir.
P.S. 1. Agora que já passaram as eleições quando é que PSD e PP vão encarar de frente um problema chamado Avelino Ferreira Torres?...
P.S. 2. Paulo Pedroso, pelos mesmos dias em que entram no Tribunal da Relação de Lisboa dois recursos (um do Ministério Público e outro da defesa das vítimas) contrariando a sua despronunciação no âmbito do Processo Casa Pia, achou por bem - e a Comissão de Ética nada viu de errado - retomar o seu lugar no Parlamento. Acto inocente dirão uns, pressão insustentável sobre o poder judicial ao tentar transformar a decisão (extraordinariamente fundamentada...) da juíza num facto absolutamente consumado dirão os mais lúcidos... A desfaçatez absoluta como habitualmente...
Publicado por Manuel 1:45:00 1 comentários Links para este post
A retoma segundo "São Barroso" ou apenas a visão de um crente
A liturgia de hoje fala da parabóla de São Barroso aos gentios, onde prometendo incessantemente a retoma, um dos gentíos terá questionado o mestre em pleno concílio.
Mestre em vez de me dares o peixe, ensina-me a pescar.
Com o devido respeito pelas sagradas escrituras uma análise aos últimos números da economia portuguesa poderia perfeitamente cingir-se a este pequeno preâmbulo.
Primeiro, porque a nossa economia saiu de facto do vermelho mas de uma forma que a mais pequena derrapagem poderá conduzi-la novamente lá.
Segundo, porque, tal e qual no passado, não saimos do vermelho porque resolvemos os nossos graves problemas estruturais mas sim porque conjunturalmente, as economias europeias estão de facto a crescer e com isso arrastam os seus parceiros onde se incluiu naturalmente Portugal.
Não é igualmente desprezível o efeito do Euro-2004 na economia, nomeadamente na criação de emprego temporário, que poderá de certa forma explicar uma parte do crescimento do consumo privado.
Os números divulgados pelo INE, na passada quarta-feira, ainda que oportunamente se possa questionar o porquê de um relatório referente ao 1º trimestre, ser apenas divulgado no dia 09 de Junho - isto é em vespéras de eleições - quando o mesmo INE revela até ao dia 15 de cada mês as contas do mês anterior, não trazem assim tantas boas notícias como alguns golfistas deste imenso campo de golfe nos querem fazer passar.
Primeiro, é um facto que no 1º trimestre crescemos 0,1%. É igualmente verdade que é preferível crescermos 0,1% do que estarmos no vermelho. Mas isto não foi novidade, até porque se sabia que a economia portuguesa haveria de apresentar um crescimento real da economia de 0,5 % por trimestre, embora dado o saldo negativo que transporta de 2003 o mesmo ficará pelos 0,8 % no final do ano. Portugal registou o maior declínio do PIB junto da Europa dos 15 em 2003 e este facto não nos deve deixar orgulhosos. A verdade é que já na segunda metade dos anos 90 a procura interna, que vinha a ser aquecida pela “excessiva” animação da entrada do Euro e consequente controlo sobre as taxas de juro que não se verificaram, não teve o devido acompanhamento do lado da oferta.
Uma acumulação de défices sucessivos e uma incoerente aposta no Estado como motor da economia quando a economia possuia ganhos acumulados capazes de aguentar reformas de contra-ciclo, que iriam concerteza catapultar a economia.
E crescemos devido única e exclusivamente ao facto de a procura interna ter contribuído no 1º trimestre de 2003 de forma negativa em 4,6% para a queda de 1,4% registada nesse trimestre, contra a subida de 0,9% da procura interna no 1º trimestre de 2004.
Aliás uma análise rápida a evolução da procura interna por trimestre por comparação à contribuição da procura externa desde o 1º trimestre de 2003 revela que afinal o discurso de Manuela Ferreira Leite durante dois anos, não se realizou. Todos estamos lembrados, que a aposta deste governo era que a retoma fosse puxada pelas exportações. Pura falácia que serviu para enganar meio mundo e outro meio ainda acreditava quando via que o défice da balança comercial com países terceiros diminuia. A verdade é que assim que a nossa economia acelerou a procura interna, a insuficiência de matérias primas e produtos manufacturados, obrigou as mesmas empresas nacionais a recorrer as importações para satisfazer o circuito produtivo. Afinal já há 20 anos que assim é e, infelizmente, este Governo não mudou nada. Tal facto é bem vísivel no gráfico abaixo onde se denota que à medida que o PIB vai crescendo a contribuição da procura externa vai diminuíndo....
O consumo privado cresceu de facto 2,1% em volume no trimestre referido, ou 1,6 % em termos homológos, e tal se deveu ao facto das famílias terem aumentando o consumo de bens de consumo duradouro. Uma notícia positiva passa pelo investimento que há 8 trimestres que não pisava terreno positivo tendo crescido homologamente 0,6%. Um sinal que, repito pode, muito bem, advir dos investimentos no evento Euro/2004.
Mas vamos agora ao que o INE, vá-se lá saber porquê, não divulgou em vespéras de eleições europeias.
Primeiro, o desemprego. No primeiro trimestre de 2004, Portugal registou 6,4% de taxa de desemprego, uma subida face à taxa média de desemprego verificada em 2003 que foi de 6,3%. Dada a actualização da população residente o 1º trimestre de 2004 fecha com o mais elevado valor de habitantes desempregados desde janeiro de 2003 - cerca de 347 000.
Segundo, a inflação. A pedra de toque deste governo. De facto a inflação tem vindo a situar-se nos 2,7%. Já várias vezes aqui falamos do mecanismo da curva de Phillips. Elementar. Não se trata de uma vitória da política económica, apenas o ajuste normal de uma economia. Esta redução da inflação é explicada tanto por factores de ordem interna, como por factores de enquadramento externo da economia portuguesa. Os factores de ordem interna referem-se ao fraco crescimento económico, que permitirá aliviar um conjunto de pressões do lado da procura, que terão afectado, nos últimos anos, a evolução dos salários e dos preços no consumidor (em particular, no caso dos serviços).
A desaceleração dos salários nominais, observada em 2003, deverá continuar em 2004 e 2005 o que conjugado com crescimentos da produtividade mais próximos da média histórica determinará um crescimento reduzido dos custos unitários do trabalho. Também os factores externos deverão contribuir para a redução da inflação, com os preços dos bens importados a crescerem moderadamente em 2004 e 2005, reflectindo as hipóteses de evolução dos preços internacionais de matérias primas.
Depois, a calinada de Deus Pinheiro, ao afirmar que Portugal ainda durante este ano irá crescer acima da média comunitária. Portugal, como disse, deverá crescer em 2003 entre os 0,5% e o 1,0% quando a média comunitária se situará nos 2,0%. Sem sequer questionar se eventualmente lhe terão mostrado o gráfico ao contrário ou se ele sabe que quaisquer 2,0% estarão sempre acima de 1,0%.
Crescemos, de facto, e no final do ano vamos apresentar um saldo positivo do PIB. Mas crescemos como crescemos no passado.
Sem definir o problema estrutural da nossa economia, que à parte de um ligeiro toque no mercado laboral, nada de signicativo foi feito. Com uma agravante - este ano vamos precisar novamente de receitas extraordinárias para cumprir o limite dos 3,00%.
Os actuais níveis de endividamento das empresas e dos particulares colocam restrições do investimento e do consumo privados. Adicionalmente, a necessidade inadiável de consolidação orçamental e o declínio progressivo transferências da União Europeia traduzem projecções, na hipótese de uma contracção da componente pública da procura interna, cuja concretização também tenderá a condicionar o crescimento do Produto.
Com tudo isto, uma pergunta que se impõe - Eu que entrei na blogoesfera apelidado como ortodoxo puro e duro face a Manuela Ferreira Leite, pergunto legitimamente o que está a senhora ministra a fazer ? Ainda não percebeu que as diferenças entre este “seu” modelo e o modelo que foi seguido pelos socialistas não existem e que o modelo actualé afinal exactamente igual?
Crescer devido à expansão do consumo privado, ao endividamento das famílias no recurso à crédito, é crescer de tal maneira torto, que ao primeiro sopro de crise na economia europeia, caímos como um baralho de cartas, e penso que todos já percebemos que está na hora de mudar de parceiro....
Já estou farto de marcar bolas cheias ao adversário...
Publicado por António Duarte 0:35:00 8 comentários Links para este post

Not so sluggish - A sea-slug from the Flabellinidae family swims in the depth of the Mediterranean sea in the Turkish Mediterranean town of Kas. (AFP/Tarik Tinazay)
Publicado por Manuel 23:45:00 0 comentários Links para este post
Especial Euro 2004 (III)
Poder nórdico no auge
O dia 3 do Euro 2004 foi totalmente nórdico. Primeiro foi a Dinamarca, que secou a Itália com um 0-0 inesperado. No melhor jogo do Euro até agora (ainda melhor do que o França-Inglaterra de ontem, apesar de não ter tido golos), os dinamarqueses surpreenderam - fizeram um belo jogo, trocando muito bem a bola. Ganharam espaços em zonas onde os italianos, geralmente, não facilitam e criaram mais oportunidades que os transalpinos.
A selecção de Trappatoni saiu satisfeita com um empate que, antes da partida, seria muito mau para os italianos. Mas o decorrer da partida mostrou uma superioridade escandinava que não estava no programa.
Este Itália, 0-Dinamarca, 0 provou que o Euro vai ser hiper-equilibrado. A Dinamarca merece um 17, a Itália um 16
No jogo da noite, surgiu a primeira goleada do torneio. A Suécia confirmou credenciais (no sorteio, entrou no pote dos cabeças-de-série) e bateu a Bulgária por um claríssimo 5-0

O resultado é um pouco enganador, porque na primeira meia-hora até foram os búlgaros a mostrarem um futebol mais agradável. Mas o poder físico dos suecos, aliado ao talento de Ibrahimovic e ao instinto concretizador de Henrik Larsson deram à Suécia um triunfo inesquecível.
Ganhar por 5-0 numa fase final de um europeu é um feito assinalável. Atenção à Suécia e atenção também à Dinamarca. A partir de hoje, entram, de pleno direito, no lote dos pretendentes ao título.
A Suécia entra no Euro com 18, a Bulgária com um 11
Publicado por André 21:46:00 0 comentários Links para este post
bioética - o "admirável" mundo novo...

Publicado por Manuel 19:32:00 1 comentários Links para este post
caciques locais - a limpeza que tarda...
Narciso Miranda, António Preto, José Mota, Orlando Gaspar, Isaltino Morais, Luís Filipe Menezes, José Mota, Fernando Seara, Mesquita Machado, Cruz Silva, Nuno Cardoso, Alberto João Jardim, Adelino Ferreira Torres, Francisco Assis, António Saleiro, Carlos Pinto, José Raul dos Santos, Fernando Gomes, Valentim Loureiro, Mário Almeida, Manuel Seabra, Daniel Campelo, Pedro Santana Lopes, Joaquim Raposo, Marco António, Fátima Felgueiras, e outros que tais...
Publicado por Manuel



