acerca da farsa...

Pedro Santana Lopes pode ter toda a legitimidade formal deste mundo para poder ser nomeado Primeiro-Ministro por Jorge Sampaio. Não tem pinga de legitimidade política e moral. Ponto final e parágrafo.

O único cenário credível e plausível é a ocorrência de eleições antecipadas. Não é um problema de saber se constitucionalmente Santana pode ou não subir ao poleiro - como alguns querem fazer crer - porque de facto pode. O problema é que Barroso não morreu, fugiu apenas, e ninguém pode dizer, dê as voltas quer der, que votou em Santana para Primeiro Ministro.

A única solução credível é a marcação de eleições antecipadas e a ocorrência a curto prazo de Congressos extraordinários quer no PS (a mera hipótese de Ferro - o tal que só não foi indiciado por práticas pedófilas por o prazo de dedução de acusação às mesmas ter prescrito - poder vir a ser PM provoca vómitos) quer no PSD, tudo o resto é uma mera farsa.



Face à monumental chico-espertice de Durão, percebe-se o dilema de Sampaio, finalmente faz-se luz sobre a ida de Santana ao beija-mão à Maçonaria (linda "Democracia" esta que temos...) mas ... Portugal não são apenas estes "senhores".

Um Governo liderado por Portas, com Portas a MNE, Mexia na Economia, Rui Gomes da Silva na Defesa, o PP na Administração Interna e por aí fora é uma visão do inferno.

Não vale a pena perorar muito sobre como se chegou a isto porque se chegou; cinismo de uns, calculismo de outros, o facto é que as coisas são como são.

Resta saber quanto tempo vai passar até que alguns percebam que não podem ser por silêncio, conforto ou omissão cúmplices objectivos de uma farsa.

Publicado por Manuel 17:16:00  

2 Comments:

  1. Alexandre said...
    Rui Gomes da Silva e essa corja toda de sabujos... que país de merda este em que cenários dantescos como este se podem consubstancializar!
    TeresaSantiago said...
    A que Maçonaria se referem? Ao Grande Oriente Lusitano, de que é grão mestre António Arnaut (PS) e grão mestre adjunto Luís Fontoura (figura grada do PSD)? Ou outra? Porque referem apenas o Arnaut? Não seria de olhar a segunda figura nesta conjuntura de balbúrdia?

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