A golpada, ou porque o que é que o não serve para Portugal não pode servir para a Europa...

Com um país anestesiado pelo Euro'2004 há cada vez mais sinais de que poderemos estar prestes a assistir a uma autêntica golpada. Seguindo a lógica do máximo denominador comum (i.e. o mais mau possível) - segundo parece - de facto condições para que Durão Barroso possa ser o próximo presidente da Comissão Europeia. Mais, Barroso já começou a preparar o terreno - com a aquiescência irresponsável de Sampaio - e se tiver espaço fugirá.

Eu que não sou exactamente um Europeista puro e duro não desejo tão mal à Europa para a querer liderada por alguém tão medíocre como José Manuel Durão Barroso. Se Barroso não serve para governar Portugal - e não serve - muito menos serve para ser a face da Europa.

De nada valem os argumentos ditos patrióticos - já ensaiados n' O Independente desta semana - Barroso é mediocre seja no PSD, no Governo ou na Comissão Europeia e ponto final.

A fuga - porque é disso mesmo que se trata - de Barroso para a frente é inadmíssivel por todas as razões e mais uma - Barroso, que foi eleito para consertar as guterradas do seu antecessor, tem que prestar contas! Prestar contas pelo que fez, pelo que não fez e pelo que deixa fazer. Barroso já reabilitou a imagem de Guterres q.b. e conseguiu o quase impossível que era pantanizar ainda mais este País.

Deixar que Barroso fuja é corroborar que em Portugal o "crime" compensa. Mais, e se fugir mesmo só há um cenário realista e que mantém a legitimidade democrática do Governo - eleições antecipadas (com um Congresso a sério do PSD de permeio). Todos sabemos o que seria e como seria uma passagem de testemunho informal...

Pelo acima (d)escrito, e pelo que não se pode escrever, por Portugal e pela Europa - Barroso na Comissão Europeia nunca!

Publicado por Manuel 04:48:00  

1 Comment:

  1. PMG said...
    Pronto! A "Grande Loja..." que já considerei uma referência blogosférica, vinha resvalando. Agora já não tem pruridos: assumiu a veia panfletária. E aos panfletos, como medida higiénica, dá-se-lhes o destino óbvio. O lixo.

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