A 4 dias da decisão: Hillary regressa à estratégia do medo...



... que, geralmente, não resulta.

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A 4 dias da decisão: Hillary, a «lutadora» «vs» Obama, o «inspirador»






Os dados estão lançados e, a menos que algo de dramático ocorra até terça-feira, Barack Obama vai mesmo obter a nomeação democrata.

Publicado por André 14:54:00 0 comentários Links para este post  



A 4 dias da decisão: Obama à frente no Texas e quase, quase a apanhar Hillary no Ohio

TEXAS
-- Barack Obama 48
-- Hillary Clinton 42
(fonte: Reuters/zogby)

OHIO
-- Hillary 44
-- Obama 42
(fonte: Reuters/Zogby)

Publicado por André 14:50:00 2 comentários Links para este post  



Os sapatos de Pinho

O ministro Manuel Pinho, foi à feira de calçado de Milão, Itália, supostamente, ajudar cerca de 80 empresários portugueses que o convidaram a estar presente, para mostrar ao mundo, o valor do calçado nacional.
Na terra da moda e do design industrial e de modas, num sítio que nesta área de calcantes, tem produtos de luxo raro, a dar por nomes como Salvatore Ferragamo ou Fratelli Rossetti, todos não são de mais.
Manuel Pinho, minsitro deste Governo fantástico, entrevistado pela tv nacional, não encontrou nada de melhor para dizer, desta iniciativa e convite, do que isto:

"Eu vinha cá comprar sapatos italianos, mas fiquei tão impressionado com a qualidade dos sapatos portugueses que vou levar sapatos portugueses. Vinha comprar sapatos italianos porque têm um óptimo nome em termos de design".
Diz a notícia que “os empresários portugueses presentes na feira preferiram não comentar as declarações do ministro.” Pudera!
Se eu fosse aos industriais portugueses de Felgueiras ou de S. João da Madeira que produzem algum do melhor calçado do mundo, por exemplo, da marca Mariano, oferecia ao ministro um par de chancas.
Ficavam-lhe muito bem, com toda a certeza. E não parece merecer mais, depois daquela entrada auspiciosa, precisamente de chancas, no mundo da moda do calçado, em Milão.

Publicado por josé 14:32:00 6 comentários Links para este post  

Em silêncio em relação ao momento que vive a Educação, tema no qual costumava dar cartas no Assembleia da República – e provavelmente à babugem das listas deputados do Partido (dito) Socialista já nas próximas eleições, anda a antiga deputada do PCP, Luísa Mesquita. Nada como esperar pelo à posteriori para confirmar o percurso de um(a) comunista arrependido(a). Fez bem o PCP em ver-se livre da dita Senhora. Lamenta-se é pela democracia que fica cada vez mais pobre!

Publicado por contra-baixo 21:58:00 7 comentários Links para este post  



A última da ASAE

Já tinha lido no Público, li agora no JN e a notícia é da Lusa. Reza assim:

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) "aconselhou" a centenária fábrica das amêndoas de Portalegre a encerrar as portas, por falta de espaço, disse a proprietária, Joaquina Vintém, à Agência Lusa.
"A ASAE exigiu que a fábrica tivesse mais espaço para poder laborar e nós não temos para já essas condições. Por isso, aconselhou-nos a encerrar", declarou.

Para não fazer como certos jornalistas que escrevem segundo o que lhes parece, escrevi no Google, três palavras “amêndoas Portalegre Asae” e surgiu isto.

Numa das entradas, dá-se conta que o deputado Pedro Mota Soares, do CDS, já se pronunciou sobre o... “excesso de zelo”.
Mesmo sem procurar saber muito mais, o excesso aqui já nem é de zelo: é de ridículo.
E parece que não se pode exterminar…
Depois do que se passou no salão do Casino Estoril com a cigarrilha do Inspector-geral, não há ridículo que mate seja o que for.
Diz o povo que a quem perde a vergonha, todo o mundo é seu. Por isso, o caso é perdido.
Mas não será assunto perdido, formular algumas perguntas:
Quem é que forma os fiscais da ASAE? Que lhes ensinam? Onde aprendem e por que manuais? Quanto tempo tem o curso? Quem é que na prática os estimula a acções deste tipo?
E uma última: depois do que se passou no Casino Estoril, o Inspector Geral, o que é que ainda está lá a fazer?

Publicado por josé 15:52:00 9 comentários Links para este post  



"I'm in heaven, And my heart beats so that I can hardly speak..."



Marujo em forma

Publicado por Carlos 23:34:00 3 comentários Links para este post  



As regras do jogo

Há notoriamente um problema de comunicação entre os jornalistas e os profissionais de outras áreas, mais específicas, da actividade humana. Os jornalistas lidam com as notícias veiculadas por agências, ou as recolhidas directamente pelos mesmos. São mensageiros.

Os jornalistas dão a conhecer realidades diversas de outros tantos campos de actividade e conhecimento. Os jornalistas são repórteres de casos vividos; de ideias documentadas e de acontecimentos que modificam vidas, costumes e atitudes políticas.

O jornalismo, nessa actividade, é fascinante para quem depara todos os dias, com a vida que vai correndo, ao ritmo acelerado da necessidade de dar a conhecer aos outros, factos e realidades, para assim levar a vida.

No que se refere a determinadas actividades específicas da vivência em comunidade há, da parte desses profissionais da notícia e do relato de acontecimentos, uma atitude , muito bem espelhada num comentário de um leitor- henrique- ao postal sobre jornalismo e justiça, sobre esse assunto específico. Diz assim o comentador,sobre o comentarista que escreveu o postal:

Segundo o 'comentarista' José, até a mais óbvia constatação sobre matéria de Direito está reservada ao pedestal da classe. Logo, só ao alcance da opinião pública quando os iluminados descerem aos jornais para dar brilhante, isento e rigoroso parecer. Recordo-lhe que o sensacionalista em causa, não sendo doutorado em Direito e consequentemente na sua humilde ignorância, se limitou a fazer uso do pouco que sabe: ler e escrever.

Sendo uma evidência que um henrique, mesmo sem pretender ser sensacionalista, pode muito bem sê-lo, malgré lui, ao usar e escolher palavras e conceitos que apanha en vol d´oiseau, pela leitura de um documento técnico que pretende explicar uma realidade, será interessante reflectir brevemente nesse fenómeno.

Um jornalista que pretenda relatar um acontecimento sobre futebol, mormente um jogo, bastar-lhe-á observar o jogo em si, sem lhe conhecer as as regras mínimas?

Seria razoável esperar um bom relato de um jogo de futebol americano, feito por um jornalista europeu que nunca viu um melão a saltar num campo marcado por linhas e traços semelhantes, mas completamente diferenciados dos do futebol?

Passando da comparação futeboleira e lúdica, para os assuntos da Justiça que lidam com realidades comezinhas, da vida do cidadão mais comum, será de esperar um bom relato jornalístico de uma decisão judicial, que se seguiu a um processo de Inquérito, formal, com regas processuais específicas e muitas vezes difíceis de entender e interpretar para os próprios profissionais da área, sem que o jornalista perceba minimamente como se enunciam essas regras?

Será suficiente, a um jornalista que não pretenda sensações estrepidantes de primeira página, conhecer os factos naturais, adaptando o juizo comum que deles fará, às decisões judiciais que tomam esses factos como factos jurídicos e lhes emprestam um valor próprio?

Ao escrever sobre assuntos judiciários que lidam com aspectos da vida corrente, como sejam um acidente de viação, um homicídio, assalto ou corrupção,fenómenos que toda a gente entende na sua singela ocorrência naturalística, bastará ao jornalista essa simples gnosiologia, esse entendimento corrente de que qualquer pessoa média é capaz, para julgar, aplicando a lei vigente , com a propriedade exigível aos tribunais e agentes judiciários?

É esse o problema que a resposta do comentador coloca. O jornalista corrente, tal como o comentador henrique, acha-se capaz de aquilatar o acontecimento , muitas vezes sem os factos integrais, e ainda julgar os julgadores, desconhecendo ao mesmo tempo os critérios que conduzem esses mesmos julgadores, às decisões concretas.

Esta atitude jornalística, espalhada e corrente, significa o mesmo, retomando o exemplo anterior, que um relato de futebol americano efectuado por um relatador de futebol europeu.

Há duas equipas; há disputa de uma bola; há correrias e faltas; há golos ou marcações de pontos; há regras comuns. Há observadores que entendem um e outro e todos entendem o essencial: quem ganha ou perde. E no entanto, os relatos são necessariamente diferenciados.

Para um bom relato, é necessário conhecer as regas básicas e algumas específicas.

Do mesmo modo, um jornalista pode comentar um acórdão, como o apresentado sobre um acidente de viação, com referências factuais que todos entendem, excepto as que são específicas da profissão de jurista e que existem para servir a verdade material, em primeiro lugar, mas por vezes não servem . Algumas dessas regras necessitam de descodificação por profissionais. E isso acontece na Justiça como noutras áreas.

Como essa verdade pode ser cognoscível pelo apresentação e relato naturalístico dos factos, o jornalista cria a ilusão de que domina os factores de argumento e passa a conhecer toda a realidade aparente, ao ler um acórdão em que a mesma, por vezes, está oculta em jogos de argumentação juridicamente específica.

Esta realidade, em muitas ocasiões, não dispensa intérprete. É por isso que reafirmo que nos jornais, os assuntos judiciários deveriam ser acompanhados por especialistas que entendam bem as regras, algumas delas difíceis, que se aplicam nos processos, aos casos aparentemente simples.

Enquanto tal não suceder, continuaremos a ler cachas altas em que se proclama sem qualquer rebuço deontológico que “Birra na justiça deixa morte sem castigo”.

A primeira vítima desta guerra de cachas para vender papel, tal como na guerra a sério, costuma ser a...verdade. Neste caso, é mais do que isso: é a presunção de inocência, em prol daquilo que alguns apelidam, impropriamente, de... "justicialismo".

Publicado por josé 23:26:00 3 comentários Links para este post  



Está a chegar

Publicado por Carlos 23:08:00 0 comentários Links para este post  



A 6 dias da decisão: já começou o ataque dos conservadores

Publicado por André 20:39:00 1 comentários Links para este post  



A 6 dias da decisão: Obama tenta conquistar os latinos, que são um terço dos votantes no Texas

Publicado por André 20:27:00 0 comentários Links para este post  



A 6 dias da decisão: Obama à frente no Texas

SONDAGENS fresquinhas...

TEXAS
-- Obama 49
-- Hillary 45

(fonte: Insider Advantage)


OHIO
-- Hillary 48
-- Obama 43

(fonte: Rasmussen Reports)

Análise aos últimos acontecimentos do duelo Hillary/Obama em breve na Grande Loja...

Publicado por André 19:43:00 0 comentários Links para este post  



Ensino à distância

O editorial do Público de hoje, da autoria de Manuel Carvalho, sobre a educação e a sua tensa ministra, apetece comentar, porque parece colocar o ponto chave da questão educativa, em Portugal, no lugar da sala dos professores.

Em resumo, a ideia é esta: as reformas educativas em curso, “vegetam há décadas no limbo do conservadorismo e da indecisão”. Deinde, o louvor pela “coragem pelo empenho” com que a ministra as defende. E no entanto, as reformas continuam a deixar muito a desejar e revelam-se um profundo logro. Em quê, afinal, se serão tão urgentes que já tardam há décadas?

No modo de execução das mesmas, no paradoxo que em si transportam, ao afirmarem princípios e valores proclamados mas que não são executados, porque não fazem parte da sua essência. A perplexidade agora manifestada publicamente por milhares de professores, resume o estado geral de estupefacção, perante um autismo notório da ministra que os proclama.

A figura de professor titular, revela-se agora, com inúmeros exemplos, que é uma reforma falhada porque a selecção engendrada pela ministra atrabiliária e seu staff de Valter Lemos e outros, provoca injustiças flagrantes que se contam aos milhares.

Os professores, aliás, já perceberam a essência do problema: poupar dinnheiro no Orçamento do Estado, simplesmente, reduzindo milhares de progressões na carreira e aposentações subsequentes.

O Estado português, gasta milhões na Educação, tanto ou mais que os parceiros europeus e não há meio de descolar da mediocridade, sempre a aumentar de ano para ano. Este governo, julgou encontrar a chave para resolver o problema: atacar uma classe de milhares que depende do Estado, para viver condignamente. Tal como outras, aliás, numa matriz simbólica de contornos algo psicóticos.

Assim, não se trata de uma verdadeira reforma, mas um modo de juntar o útil ao agradável que rapidamente descambou em manifestações muito desagradáveis.

Depois vêm, naturalmente, os problemas de explicação de políticas que naturalmente não podem ser explicadas. Tal como na Saúde. Tal como noutras áreas que envolvem cortes drásticos de recursos financeiros.

A seguir, outra reforma de vulto: a avaliação de professores. Um princípio inatacável, proclamado como incontornável. Surge, porém a questão fundamental e de forma: os professores são avaliados por quem? A ministra que não ri, explicou publica e candidamente que o vão ser ...pelos pares. Antes isso do que pelos superiores intelectos dos universitários ou ainda pelos elevados quocientes que vicejam no ISCTE e outros lugares de culto, manifestou a seráfica ministra.

Ora aqui é que a porca torce o rabo todo enroscadinho. Os avaliadores, afinal, são pares escolhidos pela selecção natural da progressão para a titularidade. E isso , os professores em paridade, não aceitam de bom grado, porque não lhes reconhecem autoridade suficiente para tal, tanto mais que muitos dos avaliadores são de competência duvidosa perante os critérios de aferição básica. Uma medida deste jaez, para ser aceite genericamente, tem de implicar uma credibilidade acrescida. Senão, torna-se evidente motivo de escárnio, mal -dizer e desconforto justificado.

Os problemas da ministra que acabou de entrar no seu labirinto, são por isso de ordem mística: de crença na bondade de medidas políticas erráticas, entendidas como sagradas pela equipa que dirige e julgadas blasfemas pelos alvos a quem se aplicam.

A análise empírica dos problemas, permite ainda lançar algumas dúvidas metódicas:

Como se formam os professores hoje em dia, para as escolas do ensino básico e secundário? Nas Escolas Superiores de Educação, muitos deles.

Pergunte-se a um qualquer professor um pouco mais antigo e com um grau médio de inteligência crítica, o que pensa da qualidade de ensino nessas ESE´s . Vá-se saber quem as criou, alimentou, acalentou e promoveu e depois, vão a um Prós & Contras falar desse problema básico: a formação de professores. Antes de se falar em qualquer avaliação pelos pares.

O mote do programa poderia ser este: o estado do ensino em Portugal, é o espelho do Estado que governa.

Publicado por josé 18:15:00 9 comentários Links para este post  



Jornalismo e Justiça

Do jornal Diário do Minho, uma notícia de relato judiciário, citada pela revista digital InVerbis:

O Juiz Desembargador António da Silva Gonçalves foi empossado, ontem, no cargo de presidente do Tribunal da Relação de Guimarães (...) e dedicou boa parte da sua primeira intervenção à comunicação social, para a acusar de se substituir aos tribunais no julgamento de casos mais mediáticos. «Os média passaram, com a maior ligeireza, a abordar, a apreciar, a discutir e, substituindo-se aos tribunais,a julgar as ocorrências submetidas a apreciação jurisdicional, sem a necessária prudência e recorrendo, exclusivamente, a meras directivas de conveniência social», arguiu.

Prosseguindo em tom crítico, o novo presidente da Relação de Guimarães advertiu para a gravidade dos boatos e das notícias falsas, acusando a imprensa de dar «mais relevo a uma novidade isenta de seriedade alguma do que a uma comum certificação que se impõe pela sua verticalidade». Colocando a vida privada e a verdade como valores sublimes na abordagem informativa, António Gonçalves considerou que «o embuste passou a ser manifestação de talento; a mera hipótese passou a ser a exteriorização da veracidade; o equivoco alcança maior fortuna do que a exactidão».

Tudo numa altura em que «particularizadas de cisões dos nossos tribunais têm ultimamente sido mal dadas a conhecer, incompreensivelmente encaminhadas de forma defeituosa para o público anónimo», sentenciou.


Querem um exemplo, concreto, de hoje mesmo, do que fica escrito?

A capa do Correio da Manhã, expõe para todos lerem, uma “birra na justiça deixa morte sem castigo”. E em subtítulo:

Jovem de 15 anos foi atropelada mas condutor escapou por causa de magistrados.”

No miolo da notícia, assinada por Henrique Machado, dá-se conta de que a “birra na justiça”, consistiu numa divergência de opiniões jurídicas, entre o MP e o JIC, ainda na fase de instrução, preliminar a um eventual julgamento.

O jornalista escreve que o MP, deduziu acusação contra o automobilista atropelante, por homicídio negligente, imputando-lhe o crime com base nos factos seguintes: “ o condutor omitiu deveres de cuidado que devia ter respeitado(...)conhecia o local, sabia estar próximo de uma escola, apercebeu-se da presença do peão mas, apesar disso, animava o veículo com velocidade desapropriada(...), o que não lhe permitiu pará-lo(...) por forma a evitar(...), a violência do embate.”

Perantes estes factos e segundo o jornalista, o juiz de instrução achou que tal não chegava para levar o caso a julgamento. Argumento? Faltava a indicação concreta da velocidade. O MP insistiu no entanto que os factos eram suficientes para admissão a julgamento, e o JIC manteve a decisão que foi objecto de recurso, segundo o jornal, interposto pelo “pai da vítima”.

Onde a birra judicial, então?

Segundo o jornalista, na decisão da Relação de Lisboa, que critica abertamente o MP, apontando-lhe um “incompreensível desprezo pelos interesses em jogo-a morte de uma menor”.

E ficamos assim, a desejar mais informação.

Por exemplo: qual o fundamento do recurso; qual a resposta do MP; qual o entendimento da Relação sobre os factos da acusação e a rejeição da mesma pelo JIC; qual o entendimento jurídico, sobre factos baseados em presunções ( a velocidade do veículo, impossível de medir instantaneamente, só pode presumir-se com um grau de falibilidade imensa que não pode admitir imputações objectivas) etc etc.

Fica, para o público ler, a cacha gorda que enche o cofre. Sobram, para a Justiça, as orelhas de burro e o labéu da lavra do jornalista: “ Tribunal superior acusa magistrado de estragar investigação em guerra com juiz”. "Morte sem castigo por `birra´ judicial"

Guerra? Alguém falou em guerra? Estamos em estado de sítio, de facto, mas no que se refere à informação sobre assuntos judiciais.

No entanto, o estado de sítio, deriva, como refere o presidente da Relação de Guimarães, de um fenómeno crescente e imparável:
um profundo desconhecimento jornalístico e ao mesmo tempo uma permanente arrogância em sobrepor o senso comum, apanhado com dados dispersos, ao conhecimento exacto, preciso e rigoroso das regras e procedimentos com que a justiça se cose, em processos de garantia de direitos e liberdades.


Publicado por josé 12:57:00 24 comentários Links para este post  



O desporto nacional

Leiam isto que bota fogo pelos olhos e está bem escrito. Fica só um cheirinho:
Depois, existe aquela minoria de pseudo-portugueses, geralmente arvorada em elite, mas que não são mais que delegados de propaganda mérdica do estrangeiro. Esses, compreensivelmente, não dizem mal: têm a língua ocupada com outras ginásticas mais gratificantes, a boca cheia de mastigarem o erário público e entufam bolsas à maneira dos esquilos e doutros roedores armazenistas da república. Tudo junto, dá um monturo considerável, senão mesmo um himalaia de bosta, mas também um excelente combustível para o fogo posto e ateado da malfalância.
Finalmente, existe aquela outra razão capital para o luso-maledichote galopante que eu prometi detalhar. Consiste num indivíduo que açambarca e megafoneia de tal ordem todo o bem que se poderia dizer do país, que mesmo todos os outros juntos a debitarem mal não são suficientes para equilibrarem minimamente balança - e a maior chatice é que acumula com as funções de primeiro-ministro.

Publicado por josé 9:51:00 1 comentários Links para este post  



Velhas tácticas: propaganda para iniciados.


1. Promessas

Promessa, enquanto substantivo, é uma afirmativa, dirigida a outrém ou ao próprio, no sentido de se cumprir algo. O verbo prometer, significa, por outro lado, obrigar-se verbalmente ou por escrito, a fazer ou dar alguma coisa.

Por exemplo, neste caso concreto, relatado e documentado, de Janeiro de 2005:

José Sócrates prometeu, esta segunda-feira, recuperar no período de uma legislatura os 150 mil empregos perdidos nos últimos três anos pelos governos PSD/CDS-PP, caso os socialistas vençam as eleições legislativas de 20 de Fevereiro.


2. Cartaz de propaganda.

Cartaz é um suporte, geralmente em papel grande, contendo um anúncio, afixado em lugar público.
Já propaganda, é um substantivo que refere o acto ou efeito de propagar. Pode ser uma doutrina ou uma ideia qualquer. Uma mentira também. Um desejo inalcançável. Uma aldrabice, por suposto.
Por exemplo, fazer passar a ideia de que um partido político, em véspera de eleições, tem como objectivo concreto e realizável, recuperar 150 mil empregos perdidos pelo partido rival.
Mensagem subliminar: os 150 mil, estão no papo de todos, se votarem em nós, em vez dos outros que os deitaram a perder.

3. Aldrabice política.

Aldrabice, em bom português, é uma patranha. Uma trapaça. Política, se referida a um objectivo político.
O exemplo anterior serve perfeitamente, como modelo:

Num cartaz de propaganda política, um partido fixa um objectivo que o dirigente máximo desse partido, apresentou publicamente como uma promessa.

Não conseguindo o objectivo, uma vez tomado o poder de os recuperar, e por incompetência política, a aldrabice ressalta à vista de todos, como uma promessa incumprida.

E nem é preciso ter feito a quarta classe antiga. Basta ter frequentado qualquer curso das Novas Oportunidades...ou ler certos blogs de propaganda.
Nota: a imagem foi pirateada. De onde? Vá-se lá saber...

Publicado por josé 16:13:00 10 comentários Links para este post  



Perder o Norte

O passeio da fama, anda pelas ruas da amargura. Depois do caso Bexiga, arquivado ingloriamente, por não se terem recolhido indícios suficientes, da agressão perpretada a um, então anónimo, vereador de autarquia e agora, famoso co-gerente da CP, surge mais um caso notório de alarme público, para o perigo de agressões a famosos.
Desta vez, foi em Lisboa, às portas de uma televisão, onde o famoso costuma gastar horas de palavras soltas, a comentar jogos de futebol e assuntos de bastidores.
Segundo dão conta os jornais de hoje, Rui Santos, saía do programa, já noite dentro, acompanhado do pivot e em direcção ao carro estacionado no parque. De repente, vultos encapuçados, rodeam-no, com vontade de lhe chegar a roupa ao pelo. Não consegiram, segundo o relato jornalístico, devido à bravura do famosos e circunstâncias ocasionais, nomeadamente um carro fechado oportunamente. Pelos vistos, nem houve ferimentos e a façanha encapuzada, não passou dos actos preparatórios.

Secundando observações judiciosas, no índex, "não se admite, nem remotamente, que neste momento não tenham confluído já para o local o piquete da PSP e, quiçá, o procurador-adjunto de turno e que não tenham já feito o reconhecimento do local, recolhido todos os vestígios de cristas papilares e buscas dos barrotes utilizados na agressão."
O que aliás, como todos sabem, é norma corrente, nos milhares de casos similares que envolvem os anónimos dos passeios comuns. Basta perguntar a um qualquer polícia de bairro. Ou então ao Jorge Coelho que foi ministro destas coisas.

Publicado por josé 14:54:00 2 comentários Links para este post  



A profissão de fé.


Vital Moreira assina hoje no Público, um artigo de meia página, com duas colunas e meia, em que declara a sua fé inabalável no virtuosismo da esquerda. Para tal, menciona a palavra “esquerda”, vinte uma vezes, incluindo as dos títulos do artigo.
Vinte e uma vezes, para afirmar a ideia de esquerda, em parágrafos como este:

“a esquerda não pode sacrificar a sua perspectiva própria a uma visão tecnocrática, alheia aos seus valores políticos, culturais, ambientais, etc” .

E dá exemplos seguidos, da ideia de esquerda:

A modernização de infra-estruturas, deve levar em conta a ideia de esquerda de defesa do ambiente e coesão territorial; a modernização da economia, para além do aumento da produtividade, tem de levar em conta a ideia de esquerda de “luta pelo emprego e pela sua qualidade e justiça nas relações laborais”; outrossim pela ideia de esquerda de “ obrigações de serviços públicos” nos “serviços de interesse económico geral”.
A modernização da administração pública, tem de assegurar a ideia de esquerda, de melhoria dos serviços públicos para toda a gente. A modernização do sistema político não pode “perder de vista” a ideia de esquerda, “de renovação da democracia, o incentivo a uma maior participação, o aumento da transparência e da responsabilidade política e a descentralização territorial”.
Mas, quanto a esta ideia de esquerda, a pedra de toque continua a ser a “modernização do Estado Social”. Aí sim! A Esquerda esplendorosa, manifesta-se em toda a sua magnificência, para se distinguir da direita vil e apagada que de tão triste, só mostra a cara no “neoliberalismo”. Por isso, a luta da esquerda contra a direita, continua a ser o caminho certo do politicamente correcto.
Com uso da linguagem adequada. Neste caso, vinte vezes, em poucas palavras.
É esta a concepção que Vital Moreira tem da ideologia política, da Esquerda e da Direita.
Tal como os antifascistas só vivem da luta contra o fascismo, também a esquerda vitalícia não prescinde de mitos e lutas contra moinhos de vento.
Com uma pequena correcção, agora introduzida por Vital: entre a esquerda, há também a chamada “ tradicional”. Não a define, só lhe chama tradicional, apontando-lhe o vício do conservadorismo (!) por se opor às reformas profundas, encetadas por esta esquerda moderna que defende os serviços sociais do Estado como uma obrigação pública de “satisfação de direitos sociais de todos, aliás constitucionalmente garantidos” e que garantem o “bem.-estar, a coesão social e a igualdade de oportunidades.”

Eis, aqui, brevemente explanadas, as ideias da esquerda moderna em pouco mais de vinte palavras resumidas.
Ficamos todos mais inteirados, sobre a ideia de esquerda e do que significa tal conceito.
É por isso que devemos considerar a Alemanha, a França, a Espanha, a Itália e mesmo os países nórdicos, como sendo países de esquerda.
Ou, numa designação antiga que agora parece nada convir a esta esquerda moderna, simplesmente social-democratas.
Mas essa subtileza ideológica, agora, interessa nada. O que agora interessa, mesmo, são designações úteis para captar incautos, em alturas de perigo eleitoral. Ideia de esquerda, contraposta a ideia de direita. Toda a gente percebe; simplifica os termos de qualquer discussão e arranja votos para quem é amigo do estado social, num país pobre e desamparado de ideias politicamente válidas, com sucesso sustentado. Há anos que por cá se vive destes mitos e lêndias, como praga que tarda em desaparecer.
O conceito de social-democracia, porém, já existe há muito e abrange diversas correntes políticas. Aparentemete, está fora de moda; ou simplesmente, não entra nas categorias ideológicas de Vital Moreira.
O corolário lógico deste sectarismo de Estado, é simples de enunciar:
Em Portugal, só há um partido de esquerda moderna, e já se sabe qual é. Os outros, ou são da esquerda conservadora, tradicional, incluindo por isso, os dissensos internos no partido da esquerda moderna, coisa ultrapassada portanto, ou são simplesmente de...direita. Tramontana. De fugir a sete pés.

Que figura!

Publicado por josé 10:58:00 3 comentários Links para este post  

No "prós & contras" defende-se a "promoção automática" dos alunos (whatever it means). definitivamente ...

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Incentivos transplantados


Um médico cirurgião, Eduardo Barroso, recebeu durante o ano de 2007, cerca de 277 mil euros, provenientes de uma percentagem, de 21%, relativa a transportes hepáticos e renais, realizados num hospital público, e como prémio pago pelo Estado, como "incentivo" a este tipo de operações cirúrgicas.
Não obstante, essa importância, foi recebida pelo médico cirurgião, como benefício marginal, derivado da circunstância de continuar como médico dirigente, do hospital Curry Cabral, e não por qualquer intervenção prática ou teórica em operações efectuadas. Esteve alhures, durante esses transplantes, sem espiga alguma, no entanto, porque assim ficara definido.

Este sistema de "benefícios" relativos aos transplantes, foi instituido em meados dos anos oitenta e são obviamente uma mina para os médicos, a cargo do Estado. São "dados aos hospitais", explica Maria de Belém, a roseira socialista que foi ministra da saúde. No caso do Curry Cabral, o conselho de administração, generoso, entrega às equipas, 48% dos incentivos vindos do Orçamento do Estado. Que acrescem às generosas remunerações do trabalho prestado, mesmo em horas quase sempre extraordinárias.

Esta história foi contada na revista Visão de 7.2.2008. Assinada por J.Plácido Júnior e motivada por alguém que Eduardo Barroso, acaba de apelidar "badameco encomendado" ( uma espécie de mabeco, como é timbre dos insultos cor de rosa).

Eduardo Barroso até nem queria tanto. Chegou a dizer ao badameco da reportagem que os prémios, eram de facto, "exagerados". E era preciso rever a lei dos "incentivos" que a roseira tem deixado intocável, desde os tempos de Maldonado Gonelha.
Mesmo assim, na entrevista que deu hoje a uma televisão, Eduardo Barroso, emocionadamente indignado, comentou que se demitira das funções de presidente da Autoridade para os serviços de Sangue e Transplantações ( Irá ter coragem para assumir o cargo de direcção no Curry Cabral? ), apresentado um razão demasiado prosaica:
"Não estou disposto a ser enxovalhado por um qualquer badameco encomendado".
E teceu depois, considerações esparsas sobre as calúnias que o primeiro dos ministros anda a sofrer, coitado, e que nem sabe como aguenta. Ele, porém, é que não aguenta tal coisa- e deu um murro na mesa.

O cirurgião Manuel Antunes e a sua equipa de Coimbra, relativamente a "incentivos", para transplantes renais e de coração, nada recebem. Sente-se credor, no entanto, de 2,3 milhões de euros, pelos incentivos de cem transplantes de coração, realizados, desde 2003.

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O país das maravilhas...

...é este, aqui retratado. Um país de um certo grupo, contentinho de si e dos seus extraordinários feitos que, tudo o indica, tirará o país do atraso endémico em que foi mergulhado e finalmente o levará para o pelotão da frente, sempre prometido, nunca alcançado. No Sábado, reuniu no Centro de Congressos de Lisboa, com o seu líder, primeiro-ministro, em mais uma edição do Fórum Novas Fronteiras. O nome, é emprestado. O símbolo, vazio de sentido.


Entre os seus lídimos representantes, estão estas duas figuras. Exemplares. Desde 1995, pelo menos, que porfiam em melhorar o estado geral do país. Desgraçadamente, o país está pior. Mas não desarmam, sendo das influências marcantes deste governo e do que há-de vir. Sempre na linha da frente.


Imagens: Correio da Manhã de ontem.

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A caminho da decisão: Obama e Hillary empatados no Texas

SONDAGENS fresquinhas para as primárias de 4 de Março:

TEXAS
-- Hillary 46
-- Obama 45

OHIO
-- Hillary 47
-- Obama 39

VERMONT
-- Obama 57
-- Hillay 33

RHODE ISLAND
-- Hillary 53
-- Obama 38

(fonte: Ramsussen Reports)

Publicado por André 19:37:00 0 comentários Links para este post  



Um legislador na pele de sujeito passivo

Esta, tem a sua piada.

Paulo Pitta e Cunha, um catedrático de gema do nosso sistema jurídico-político-administrativo-universitário-conferencístico, e outras comendas que o extenso currículo atesta, teve um pequeno desaguisado com o Fisco nacional.
Paulo Pitta e Cunha, é um eminente especialista na matéria e o Público de hoje até lhe atribui a paternidade da própria legislação que agora o tramou.
Por coisa pequena e relacionada com desentendimentos sobre matéria colectável em sede de IRS e que gerou uma dívida de juros de mora. E tudo originado, numa recepção falhada de correspondência...
Paulo Pitta e Cunha, indignou-se com o Fisco e com a lei que ele mesmo gizou, apesar de inspirada nos modelos europeus.
Em matéria de notificação de dívidas de impostos, o Fisco, tem recursos insuspeitos, presunções capciosas e artimanhas legais de meter inveja a Kafka. Pitta e Cunha até o invoca…mas na altura em que apresentou o magnífico projecto, não previu esses efeitos fantásticos que aliás, já atingiram milhares de pessoas, anónimas e que não têm qualquer responsabilidade na paternidade de um aborto legal, nessa parte que fixa responsabilidades inexoráveis aos “contribuintes”, “sujeitos passivos”.

O Público conta assim a história, na primeira pessoa e que é de proveito e exemplo:

A nota de liquidação de IRS tinha, de facto, sido enviada em Agosto de 2006, mas como o contribuinte estava de férias, não se encontrando ninguém em casa, foi devolvida pelos correios à DGCI.
"Logicamente, pedi que fosse anulada a cobrança coerciva e a correspondente contagem de juros de mora e despesas", explica o fiscalista, sublinhando que "ao longo de todo este período nunca ninguém me contactou da repartição de Finanças da minha área (...) para me informar de que a nota de liquidação do IRS do ano 2006 fora devolvida à procedência, nem para me avisar de que ia ser intentado um processo de execução, nem depois, no âmbito deste, que já se estava a proceder a penhora de bens!".
Ou seja, Pitta e Cunha apenas soube da nota da liquidação quando já decorria um processo de execução fiscal.
Foi nessa mesma altura que solicitou a nota de liquidação de IRS e a mesma lhe foi entregue em mão.
Ainda assim, explica o fiscalista, apesar de não concordar com "a justeza de aplicação de juros de mora em relação a uma execução furtivamente promovida sem qualquer aviso, para mais com estranha celeridade, procedi, em 19 de Novembro de 2007, ao pagamento do imposto".
Mas a história ainda não tinha acabado. "Com surpresa, recebi, com data de 6 de Janeiro de 2008, uma notificação da administração informando que já se encontravam em curso diligências de penhora, visando o pagamento de 341,69 euros, valor relativo a juros de mora e despesas, diligências que seriam canceladas de imediato se o pagamento dessa importância se efectuasse até 31 de Janeiro de 2008".
Mais uma vez, "embora não concordando, procedi ao respectivo pagamento, como forma de pôr termo ao assunto, atento, aliás, o reduzido valor em causa, e na expectativa de o recuperar quando viesse a ser anulada a execução.
Fiz esse pagamento por multibanco, em 21 de Janeiro de 2008, conservando comigo o talão de pagamento".
Mas, mais uma vez, a história não estava terminada. Pitta e Cunha foi informado por carta do seu banco, "estranhamente endereçada não a mim, mas à minha mulher, segunda titular na conta bancária e na declaração de imposto, de que a nossa conta se encontrava imobilizada por ordem da administração fiscal, para efeitos de penhora de bens!".
Perante estes factos, Paulo Pitta e Cunha voltou a escrever ao secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, lugar agora ocupado por Carlos Lobo, tendo a penhora sido levantada.

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Jogos de poder informar

O essencial da notícia de ontem do Correio da Manhã, sobre o novo director da PJ do Porto, Almeida Pereira, é falsa.
Segundo o Público de hoje, pelas teclas de A.Arnaldo Mesquita, a PGR não está a investigar viagens de magistrados a convite e por conta do F.C.Porto e particularmente, do visado directamente pela notícia do Correio da Manhã.
Aliás, esta notícia, que no mínimo deveria ser tida como duvidosa, antes de se obter a necessária confirmação, continua a ser proclamada como verdadeira, pelo Correio da Manhã de hoje. Jornalistas ? Eduardo Dâmaso e Tânia Laranjo. Esta, uma nossa conhecida jornalista, vinda do Jornal de Notícias, com notícias erradas ( estão comentadas algures por aqui, nesta Loja, até com comentários da própria) e ainda no Público, com notícias erradas também, ( idem, aspas) .
Pelos vistos esta escola de jornalismo, tipo Laranjo, pegou de estaca em certos jornais de grande tiragem. Este tipo de notícias, vende. O quê, exactamente?
Não é a verdade, pela certa.
Numa coisa, porém, o jornal parece ter razão: a polémica entre a PGR e a PJ, com um ministro de permeio, está longe de terminar. Mas isso, nem é de agora. Já tem meses.

Publicado por josé 10:14:00 11 comentários Links para este post  



O legislador singular

Sobre o modo como se legisla em Portugal, mormente o papel do chamado poder legislativo, mesmo o delegado, nada melhor do que a leitura da entrevista de Joaquim Caldeira, ex-inspector geral de Jogos, ao jornal Sol desta semana, sobre o Casino de Lisboa e a génese da polémica que atinge o governo de Durão Barroso, quando Santana Lopes, era presidente da Câmara.

Joaquim Caldeira que foi inspector de Jogos durante 20 anos, narra com pormenor de historiador, o percurso de uma lei peregrina que acabou por entregar a um privado, o edifíco do Casino de Lisboa, gerido por um outro privado, no caso a Estoril Sol, representada então e agora, por Mário Assis Ferreira, segundo Caldeira.

Segundo Caldeira, José Luis Arnaut avocou o processo desde o início e as negociações decorreram sempre entre ele e Assis Ferreira. “Eles é que acordaram as condições que deviam presidir à instalação do novo casino.”

E agora repare-se como é que nasce uma lei, em Portugal:

[Tomei conhecimente dessas condições] “Quando me chegou a primeira minuta do ante-projecto, para a Inspecção de Jogos (IPG) fazer a redacção final do diploma que criava o casino. Aí estavam apenas as condições que foram estabelecidas e acordadas nessa negociação. E estava expressamente dito que o casino não era reversível para o Estado e seria propriedade plena da Estoril Sol.”

Fica esclarecida, com esta passagem, de quem é a verdadeira responsabilidade pelas negociações tenderem a conceder a um privado o que era então público.

Mas, no diploma não ficou isso explícito, porque Caldeira, afinal, cometeu um lapso, assumido pelo próprio. Que lapso?

Nessa altura eu tinha a convicção de que só quando os bens fossem reversíveis para o Estado é que havia necessidade de a lei o dizer expressamente. Não o dizendo, significava que não eram reversíveis. Fui eu, então, por minha iniciativa que retirei do texto do projecto-lei a expressão : “...pelo que o mesmo Casino não é reversível para o Estado, no final da concessão. Foi um lapso de que, aliás, só me apercebi mais tarde, quando a lei (15/2003) já estava publicada."

E explicando melhor o lapso:

Analisei o anteprojecto à luz da lei do jogo de 1989 ( e que já não estava em vigor)na qual se determinava que os casinos só revertiam para o Estado se os respectivos diplomas o dissessem expressamente. Considerei, por isso, que era uma redundância escrever no diploma que o edifício do Casino de Lisboa seria reversível para a Estoril-Sol. E eliminei a frase do projecto.”

E para que não restem dúvidas, põe o ponto final onde deve ficar: “ O dr. Arnaut é a peça fundamental neste processo: se o contrato é bom para o Estado, devemos agradecer-lhe; se não é, muito mal dr. Arnaut.”

E fica deste modo explicada a alteração à lei do jogo, operada em 2005, pelo governo de Santana Lopes, pela mão de Telmo Correia. Mas esta, é outra história.

A que importa aqui reter, é apenas este assunto da maior importância: há leis em Portugal, com influência na vida de milhares ou milhões de pessoas, que sendo aprovadas pela Assembleia da República, depois de terem sido Propostas de Lei, Projectos de Lei e até projectos de Propostas de lei, apresentadas pelo Governo ou gizadas na própria A.R afinal, se revelam leis de uma pessoa só.

Como afinal, foi o caso da lei do jogo de 2003, alterada em 2005.

Muita gente pode observar que não há nada de especial nesta maneira de legislar. Pois não. O problema é que os envolvidos, às dezenas, em boa parte dos casos, aceitam de bom grado e sem grande escrutínio, o que uma pessoa apenas, afinal...legislou.

Publicado por josé 23:20:00 3 comentários Links para este post  



A caminho da decisão: Hillary, já em desespero, critica Obama em termos nunca vistos até agora no duelo democrata




e a reacção, bem mais serena, de Barack Obama:

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Jogos de poder


A luta continua...resta saber quem vai ganhar a guerra. Eduardo Dâmaso, no Correio de Manhã, apresenta o caso como um "xeque-mate ao PGR". Veremos se é. Há mais no quadro do que aquilo que a vista jornalística alcança.
A questão essencial, permanece: o DIAP do Porto, portou-se bem, de acordo com a lei e os princípios da isenção?
Segundo a conferência de segunda-feira, parece que sim, mas a exiguidade de explicações, não permite aquilatar, à generalidade da opinião pública e até aos jornalistas, o que realmente se passou.
O Ministério Público, continua com um défice de comunicação eficaz, o que redunda em equívocos e desinformação para o público que tem o direito de saber o que se faz e como se faz, na investigação criminal. Até porque, como se dizia dantes, só a verdade liberta.
Parece que há medo de comunicar e percebe-se esse medo, quando qualquer passo em falso, redunda em procedimentos de natureza disciplinar e prejuízos para a carreira dos visados. Quer dizer, no exercício da liberdade de expressão, os magistrados , ainda têm muito para desejar.
E nos tempos que correm, de matriz italiana, a prudência parece ser o menor dos males.

Publicado por josé 13:43:00 22 comentários Links para este post  



Observatório 2008: o debate do Texas

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Observatório 2008: Hillary responde a Meredith Vieira

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Metáforas e parábolas

Este vídeo do YouTube, é uma lição do reino animal. É do parque Kruger, na África do Sul e mostra uma disputa, entre búfalos, leões, crocodilos e...vale a pena ver até ao fim. São apenas oito minutos que definem o carácter e a coragem no reino animal.
O video circula por mail e na mensagem, alguém escreveu:

Um vídeo amador chamado "Battle at Kruger", inserido em 3 de maio de 2007
no YouTube, transformou-se num dos grandes fenómenos do portal, atraindo
até ao momento mais de 10 milhões de visualizações.
O vídeo enviado pelo usuário Jason275 e filmado pelo turista David
Budzinski mostra a batalha de um grupo de búfalos contra leões em plena
savana, na reserva de Kruger, na África do Sul.

Sem os recursos técnicos de um documentário real, Budzinski filmou durante
oito minutos, com sua câmera tremida, uma cena que documentaristas não
tiveram a sorte de capturar, conforme noticiou o Guardian Unlimited.

No início do vídeo, um grupo pequeno de búfalos passeia tranqüilamente, com
um filhote entre eles. Mas, quatro leões se esgueiram e armam uma emboscada,
capturando o filhote e jogando-o na água.

Em uma rápida investida, crocodilos tentam ficar com o pequeno búfalo,
contudo os leões conseguem tomar a presa de volta. Os búfalos, que
aparentemente tinham ido embora, retornam depois de alguns segundos com
toda a manada, prontos para resgatar o filhote, que surpreendentemente se
levanta e caminha para a proteção.
Na seqüência as presas se tornam os caçadores. Os leões são postos para
correr.

A cena é tão inusitada que o vídeo é um grande sucesso e já atrai a atenção
da televisão. O vídeo também sendo declarado como o vídeo favorito de um
dos fundadores do YouTube
A popularidade do vídeo está crescendo dada a grande veiculação do link na
mídia internacional: dia 9 de agosto a BBC noticiava 9,5 milhões de
acessos,e hoje, dia 23 de agosto, o vídeo já foi visto quase 15
milhões de vezes.

Publicado por josé 14:39:00 5 comentários Links para este post  



O poder na informação


Sobre Ricardo Costa, recentemente nomeado director de informação da Sic, já aqui foi escrito que é um enlaçado ao poder do momento.
Só desse modo se entende a pífia entrevista que fez ao primeiro-ministro, com outro enlaçado da nomenklatura da informação, a saber, Nicolau Santos. Este, define as notícias que têm interesse para o público, no Expresso.
Na informação em geral, pouca coisa há, mais triste, do que verificar quem são os aparatchicks do status quo. Jornalistas que se prestam a obliterar informação, em favor do poder, porque se identificam com os interessados. Nem precisam de recados, porque são eles quem amavelmente se presta ao serviço, sem necessidade de intervenção central.
São eles, em relação ao poder que agora manda, os actuais Dutras Farias, ou João Coitos, de outros tempos, embora sem a categoria intelectual ou até o carácter destes últimos. São a antítese do jornalismo, porque são tarefeiros da ortodoxia do poder político que desvirtua a informação em favor da propaganda.
Agora, até o 24 Horas, de Pedro Tadeu, descobriu os laços e deu conta dos nós.
Coitados de nós.

Publicado por josé 14:06:00 6 comentários Links para este post  



JOSÉ

E agora, José ?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José ?
e agora, você ?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama protesta,
e agora, José ?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José ?

E agora, José ?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio e agora ?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora ?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José !

Sozinho no escuro
qual bicho do mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José !
José, para onde ?

Carlos Drummond de Andrade

Publicado por contra-baixo 22:45:00 5 comentários Links para este post  



Pareceres a esmo; dinheiro a rodos

Sobre os pareceres solicitados pela Câmara Municipal de Lisboa, de António Costa, aos três jurisconsultos mediáticos- Jorge Miranda, Marcelo Rebelo de Sousa e Vital Moreira-andei a pensar durante a tarde o que poderia escrever agora.

Afinal, está tudo escrito, já. E por autoridades na matéria: precisamente aqui, num local insuspeito, subscrito por um advogado- Carlos Antunes- de uma sociedade de advogados-a Simmons & Simmons Rebelo de Sousa ( soa uma campainha, não soa?).

Então fica aqui, integralmente, o retrato da nossa miséria. Que é moral, intelectual, de carácter, de qualidade e de competência. Somos um país de opereta, que elegemos perfeitos diletantes que não pescam um boi daquilo que supostamente deveriam perceber.

Só uma indicação: o site da CML, não tem indicação precisa do número de assessores, juristas, e entendidos nestas matérias. Porventura, são às dezenas; porventura custam milhares. Ainda assim, a parecerística de encomenda, tem futuro assegurado, nesta delapidação de recursos públicos, a cargo de diletantes que usam e abusam da paciência do povo que os elege, com base em promessas. Torna-se claro que esta história dos pareceres encomendados às luminárias do costume, é um escândalo. A. Costa, segue, aliás, a rotina inaugurada pelo governo a que pertenceu: não se sabe o que fazer? Pede-se um ( vários, melhor dizendo) parecer. Pago a peso de ouro, aos do costume. É portanto, um escândalo, que nunca veremos denunciado em qualquer causa nossa. Et pour cause...

Fique porém, uma certeza: esta gente ganha balúrdios, com estas brincadeiras de diletantes. E quem paga é o contribuinte. Todos nós. E outra dúvida ainda: até quando, continuará esta debanda de valores, esta tripa-forra, à custa de todos e em proveito de alguns, muito poucos?

O mercado dos pareceres e dos estudos e a corrupção

No Orçamento de Estado para 2008, se a regra ao nível da despesa com o pessoal é de alguma contenção, já o montante previsto para a prestação de serviços de consultadoria provenientes do exterior dispara, revelando uma subida surpreendente.

Efectivamente, para o ano de 2008, no subsector Estado e nos serviços e fundos autónomos o governo decidiu reservar 190,3 milhões de euros para a rubrica «estudos, pareceres, projectos e consultadoria» ou «outros trabalhos especializados», valor que representa um acréscimo face ao orçamentado em 2007 de 63,5%, aumento que se eleva para 76,1% se nos ativermos apenas aos serviços sem autonomia financeira.

A este propósito, será conveniente relembrar a recente notícia de que o governo remeteu nada menos do que cinco (!) pareceres subscritos por professores de Direito Económico/ Fiscal ao Tribunal Constitucional, que tinha sido chamado a pronunciar-se sobre a constitucionalidade da Lei de Finanças Locais, aprovada pelo Parlamento e que o presidente da República; submeteu à apreciação do Tribunal Constitucional antes da sua promulgação, vindo posteriormente a saber-se que cada um desses pareceres custou 30.000,00 euros ao erário público (isto é, aos cidadãos contribuintes), sendo que numa das últimas edições da revista «Visão» esta realçava quão profícua é a actividade dos pareceres jurídicos, cuja remuneração unitária se situa entre 10.000 e os 75.000 euros, ao ponto de um ilustre fiscalista (Saldanha Sanches) ser acusado de que o seu chumbo nas provas para professor catedrático da Faculdade de Direito da Universidade Clássica de Lisboa se devia ao interesse de alguns membros do júri de, por essa via, tentarem impedir o seu acesso ao «mercado dos pareceres».

Afinal, o que são e para que servem os pareceres e os estudos?

A localização do novo aeroporto serve de exemplo perfeito para ilustrar a irrelevância dos mesmos – discute-se a necessidade de uma nova infra-estrutura aeroportuária há mais de 30 anos, mas é nas vésperas da «decisão política» que os estudos de universitários e técnicos, antes calados vá-se lá saber por quê, encontraram novo fôlego e dinheiro para, num par de meses, descobrirem e aparecerem a defender milagrosas soluções que em mais de três décadas nunca ninguém descortinou. O que nos ensinaram estes novos estudos sobre a localização do novo aeroporto? Estamos mais bem informados? Claramente que não. Em vez de darem respostas, enchem-nos de dúvidas, tentando em primeiro lugar destruir os outros estudos, impossibilitando que a decisão final seja tomada de forma minimamente racional e consensual.

A importância de tais estudos e pareceres resulta, assim, apenas de terem conseguido gerar um «mercado original, não de criação de valor, mas de mera troca de dinheiros públicos» que influencia decisivamente as relações entre governantes e dos autores de tais estudos, funcionando num primeiro momento como defesa das tomadas de decisão dos políticos no exercício de funções governamentais e, por outro, na respectiva derresponsabilização quando as opções se revelem erradas.

Ou seja, a decisão governamental que se tem por eminentemente «política» e não é, por isso mesmo, «neutra» (por alguma razão a legitimidade dos governantes assenta no voto em eleições) passa a subordinar-se a meros critérios de pretensas tecnicidade, imparcialidade e independência.

Sabe-se como tudo isto funciona – o governante, porque tem total liberdade de escolha (não é certamente por acaso que o novo bastonário da Ordem dos Advogados, António Marinho Pinto, veio defender «a realização de concursos públicos para a contratação pelo Estado de serviços de advocacia» como forma de pôr cobro a «situações de promiscuidade entre o poder político e alguns escritórios de advogados» – entrevista ao «Público» de 09.12.07), começa por comprar a imparcialidade, a independência e a tecnicidade de um ou mais «juristas, economistas ou engenheiros ilustres» (sim, tudo isto, tecnicidade, imparcialidade e independência também estão à venda, como se pode comprovar pelo estudo da Confederação da Indústria Portuguesa, CIP, sobre a localização do novo aeroporto, que defende que toda a população de Cascais, de Sintra, de Lisboa e da margem direita do Tejo atravesse o rio para chegar ao aeroporto, ter tido como um dos financiadores a empresa que detém o monopólio das pontes sobre esse rio). Esses «juristas, economistas ou engenheiros ilustres», a troco dos elevados montantes auferidos, predispõem-se a receber os recados daqueles e a estudar e a apresentar a solução formatada à decisão já pré-determinada (paradigmático do que acabo de afirmar é o caso do estudo de sustentabilidade do Sistema Nacional de Saúde, SNS, encomendado pelo actual titular da pasta da Saúde que, entre outras medidas, propôs o fim da ADSE, e cujo presidente da comissão de peritos autora do referido estudo, quando questionado sobre o fim da ADSE trazer para o SNS 1,3 milhões de portugueses, o que deixaria debilitado o sector privado dependente de convenções, e sobre se o SNS teria capacidade para dar resposta ao acréscimo destes utentes, teve a suprema lata de responder «nós não estudamos até ao fim todas as consequências das medidas, nomeadamente das implicações financeiras, que sugerimos»).

Por fim, o último elo da cadeia deste mercado funciona quando os governantes deixam o exercício das respectivas funções, ao encontrarem de imediato emprego nas sociedades de advogados, gabinetes de engenharia e empresas a quem anteriormente adjudicaram tais estudos e pareceres.

Os governantes começam por ser eleitos pelo voto dos cidadãos em eleições suportadas financeiramente por estes, posteriormente os mesmos cidadãos enquanto contribuintes pagam os estudos e pareceres que sustentam a decisão política dos ditos governantes, para finalmente estes, através do «abuso de poder», do «compadrio» e do «tráfico de influências» transferirem, por via desse mercado, dinheiros públicos para a órbita dos privados, sem qualquer poder de escrutínio por parte dos cidadãos-contribuintes.

Se isto não é «corrupção no sentido de subtracção de dinheiros do Estado em favor de privados», então já não sei o que é corrupção.

A questão é que em Portugal não existe um Estado independente do bloco central da governação (PS e PSD) e muito menos dos negócios que o apoiam e sustentam: da banca, da energia e da construção civil às grandes empresas de consultoria e gestão, de engenharia e projectos, e às sociedades de advogados.


Nota de correcção:

Induzido em erro pelo banner destacado no sítio onde pesquei a crónica do jurista Carlos Antunes, apontei-o como membro da ilustre sociedade de advogados Simmons & Simmons Rebelo de Sousa. Ora, isso não é assim, tal e qual.

O sítio de pesca, é um lugar de publicitação de recursos humanos, com uma revista digital que publica crónicas avulsas, como é o caso da do jurista Carlos Antunes.
Não desmerece nada, no entanto.
Seria, apesar disso, curioso, saber o que pensa realmente uma sociedade de advogados como a Simmons & Simmons, prestigiada internacionalmente e com currículo de muitos anos, do caso concreto.
Não poderia alguém da dita cuja, dar um parecer sobre o assunto, em modo de crónica de jornal?

É que tirando o caso único de Marinho e Pinto, bastonário dos advogados, não se lêem outros advogados, a assumir o problema do modo apresentado: um escândalo nacional.

Publicado por josé 21:53:00 6 comentários Links para este post  



Observatório 2008: Obama vence primárias fora dos EUA

Já há resultados definitivos das primárias globais entre os democratas que residem fora dos EUA. Obama volta a vencer, ganhando ainda mais balanço para o Texas e Ohio, a 4 de Março:

FORA DOS EUA (22 delegados)
-- Barack Obama 65% (15 delegados)
-- Hillary Clinton 32% (7 delegados)

-- John Edwards 2%
-- Outros 1%

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Observatório 2008: o discurso de Obama após a vitória no Wisconsin - e já com o Texas no horizonte

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Observatório 2008: Jon Stewart faz a análise mais divertida e, também, a mais certeira sobre os falhanços de Giuliani e Clinton

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Parecerística de blog

Como é sabido, o Tribunal de Contas, chumbou com a recusa do Visto obrigatório, um pedido de empréstimo bancário, decidido pela Câmara Municipal de Lisboa, para fazer face a dívidas de montante exorbitante e que estão em aberto.
O presidente da edilidade, o esclarecido A. Costa, em tempos, numa ideia de profunda peregrinação, demonstrou o contra-senso dos transportes automóveis citadinos, nas vias rodoviárias lisboetas, comparando os tempos de percurso, entre um veloz Ferrari e um animal de estimação, no caso um burro, galhardamente seguro pela rédea do futuro edil.

Desta vez, apoucado na decisão do fiscal das Contas públicas, já promete recurso da fiscalização. Para quem? Isso é o que se vai ver. No entretanto, já deu de barato que a coisa não fica assim. Pode lá ser, um tribunal de nomeados políticos, chumbar assim, uma decisão política e ainda por cima, por estritos critérios técnicos!

Para já, segundo noticia o Público, já consultou juristas. Ontem. Os maiores dos media tradicionais e mesmo dos informais: Jorge Miranda, Marcelo Rebelo de Sousa e o incontornável Vital Moreira, do blog da causa.

A todos terá pedido parecer jurídico, sobre a viabilidade de fugir a este controlo do T.Contas, já decidido de modo desfavorável.

Ainda que seja deconhecido o parecer dos dois juristas sobrantes, a saber, os da faculdade de Direito de Lisboa, especialistas em direito constitucional, quanto ao jurista da causa, já sabemos de antemão, o teor do parecer, porque o mesmo já o exarou sumariamente, na causa sempre em aberto:

"Resta saber se uma tal apreciação sobre o mérito do plano municipal, que se traduz num escrutínio jurisdicional sobre as escolhas orçamentais do município, cabe no poder do TC de verificação prévia da legalidade dos empréstimos."

Resta saber?! Mas então... se não sabe, por que pergunta?

Para ganhar algum?
A Câmara de Lisboa, segundo se conta, deve as penas aos pássaros, mas ainda tem dinheiro, certamente a crédito, para pagar pareceres milionários ( não fazem por menos, os jurisconsultos apontados, certamente) a indivíduos, cuja opinião é sabida de antemão: contra e sempre a favor de quem lhe encomenda o parecer.

Para isso, - para dar pareceres- , é que servem os juristas, assessores inúmeros e reputados advogados que se deambulam pelos corredores da autarquia.
O próprio António Costa, licenciado por universidade a sério, jurista pós-graduado em estudos europeus, advogado, não sabe nada destas coisas?

Isto é sempre a mesma pândega. Ao menos no caso do Vital Moreira, ainda podiam poupar uns cobres: já sabemos o que pensa e o que vai dizer no parecer. Para quê pagar, o que podemos aproveitar de borla?
Aliás, na sua lógica, uma decisão discricionária deste teor, de pedido avulso de parecer, se gerar enriquecimento, será sempre sem justa causa.
Há dúvidas? Então...não será melhor pedir um parecer?

Publicado por josé 12:39:00 4 comentários Links para este post  



Observatório 2008: Hillary em queda livre

DUELOS NACIONAIS:

Obama-McCain: 47/40

Hillary-McCain: 38/50

(fonte: Reuters/Zogby Poll)


É simples: se a «elegibilidade» for a chave no campo democrata -- como foi, sem dúvida, no lado republicano, Barack Obama será o nomeado.

Definitivamente, o último mês está a correr muito mal a Hillary Clinton.

Publicado por André 1:02:00 2 comentários Links para este post  



Três anos de novas oportunidades. Perdidas....

Mais uma vez, o humor ácido do Dragão:

Escandalinhos da Porcalhota

Quero declarar aqui, solenemente, o seguinte:

Que haja por aí blogadores a oficiarem a soldo ou pela trela do actual governo da nacinha é fenómeno decerto plausível, mas que, desculpem lá, não me escandaliza minimamente. Nem me preocupa, tão pouco. Moço de fretes ou biscateiro, mais que uma tradição, sempre foi uma vocação endémica neste país. Agora chamam-lhes tarefeiros, mas vai dar ao mesmo.
De resto, fosse eu de escândalo fácil e mais depressa encontraria motivos para isso na vasta e estrídula horda de blogadores que, visível e sistematicamente, debita por aí a soldo de governos estrangeiros.
Se bem que, por outro lado e vendo bem a coisa, entre uns e outros acaba por nem sobressair diferença de monta. Na medida em que o governo português trabalha a soldo e pela trela de interesses estrangeiros, quer os que blogam para o aparente governo português, quer os que digitam directamente para as potências alienígenas, todos puxam para a mesma banda e cumprem os preceitos de cocheiro comum, peados que troteiam e arreatados que vão na quadriga de serviço à mesma carroça.
Direi até mais: Que o dinheiro dos nossos impostos e contribuições sirva para gratificar estas alimárias de estrebaria também não me apoquenta. Nem um bocadinho. Até porque creio que, em grande parte dos casos, nem seja isso que aconteça. A maior parte dessas bestas resfolega e esfalfa-se toda na esperança de sórdidos favorzecos. Nem é paga em dinheiro, mas em trem de cozinha. Derretem-se por "contactos". Untam-se todos com vaselina, viram puta gratuita de alto a baixo na pura mira de facilidades ou promoções agilizadas. Outros ainda, mais que as mães, montam bicha e colocam-se em bicos de patas à procura de oportunidade, de vez, de lugarzinho na baia. Aquilo fervilha em cascata: há os lacaios pagos (uma elite pomposa) e, depois, por ali abaixo, os sabujos dos lacaios, os lacaios dos sabujos e, finalmente, na subcave do monturo, os manteigueiros noviços, capachos entusiastas da inteira confraria. Acreditem, com meio dúzia de pacacos e dois ou três berlindes coloridos faz-se girar todo um escarrocel destes! Portanto, não há-se ser por aí que perigará todo o vosso belo erário público e púbico. É pois escandalinho da treta, uma queixumice dessas.
Não; escandaloso, escandaloso mesmo, se é escândalo sério que procurais, é o tilim sonante da vossa atávica carneirice servir para pagar principescamente à chusma que nos desgoverna. E mais escandaloso ainda -escândalo de bradar aos céus que até a mim me faz corar! - é o desplante cumulado da impertinência que persiste em chamar governo a uma comissão liquidatária destas!...
Sim, sou sincero: o que escandaliza é haver ainda quem diga que eles blogam para o governo. Governo... Qual governo?!!

Publicado por josé 18:41:00 3 comentários Links para este post  



Os mitos também se abatem

Ferreira Fernandes, um dos comentaristas que leio, escreveu em tempos que no dia em que acontecesse alguma coisa a Fidel Castro, nenhum director de jornal lhe perdoaria que não escrevesse uma linhas sobre o assunto. Escreveu assim, hoje,no D.N.:

A verdade costuma vir da boca dos simples. É o caso.
Sobre o Fidel Castro que vamos deixar de ter, o presidente brasileiro Lula da Silva disse ontem o essencial: "O grande mito continua. Fidel é o único mito vivo da história da humanidade." Depois da mitologia grega (Atena, Hermes...), romana (Minerva, Juno...),
viking (Odin, Valquírias...), temos a mitologia cubana. Com os seus mitos mortos (a liberdade, o trabalho...) e o seu único mito vivo: Fidel Castro.
Os mitos vivos são seres todo-poderosos. Umas vezes sopram as vagas dos oceanos (Neptuno), outras vezes riscam os céus com o trovão (Zeus). O mito Fidel discursava durante oito horas e mandava calar os cubanos no resto do tempo.
Os mitos são péssimos vizinhos de patamar. Quanto mais próximo um mito está de nós mais nos damos conta de um facto terra-a-terra: os mitos existem.
E quanto mais vivo é um mito mais asfixia os humanos e lhes dá vontade de partir. Azar, o mito não deixa. |

Espero pela verdadeira crónica, sobre o desaparecimento da figura mítica e do seu contexto, mesmo por cá.

Publicado por josé 15:56:00 2 comentários Links para este post  



Observatório 2008: começa a «cheirar» a Obama «vs» McCain

Barack Obama voltou a ter uma grande noite e somou mais dois triunfos, no Wisconsin e no Hawaii. São já dez vitórias seguidas após a Super Terça-Feira que o tornam, claramente, o favorito do campo democrata para a nomeação.

Hillary está a perder terreno e ontem não conseguia, até, evitar um certo olhar de derrota, apesar do discurso de negação. A senadora aposta, agora, tudo no Ohio e, sobretudo, no Texas. O Texas é um estado com quase um terço de voto hispânico, segmento onde Hillary se tem revelado particularmente forte.

Mas Obama está a conseguir, estado a estado, retirar as vantagens da senadora. No Wisconsin, obteve uma enorme vitória, conquistando segmentos como quem se preocupa mais com a Economia, os homens brancos e mesmo as mulheres até aos 45 anos – tudo bastiões de Hillary até agora.

Começa a ficar muito estreito o caminho da recuperação para a senadora, como facilmente se depreende da contagem de delegados, que abaixo apresentamos. Obama já tem 22 vitórias por estado, ganhou em todas as regiões: em estados ricos, em estados pobres, em estados com maioria de negros (Carolina do Sul, Louisiana), mas também em estados com percentagens de brancos na ordem dos 97%.

Barack mostra-se o candidato mais forte para derrotar McCain e esse factor poderá garantir-lhe a nomeação. Se vencer um dos dois grandes estados que vão a votos a 4 de Março, tem a nomeação garantida.

WISCONSIN
-- Obama 58%
(38 delegados)
-- Hillary 41% (27 delegados)

HAWAI
 Obama 76%
(21 delegados)
 Hillary 24% (8 delegados)

CONTAGEM DOS DELEGADOS
-- Obama 1301 (1140 eleitos+ 161 Super Delegados)
-- Hillary 1239 (1005 eleitos+ 234 Super Delegados)

Publicado por André 14:40:00 3 comentários Links para este post  



Emendas

Do Jornal de Notícias, citado nesta incursão:

"Nos sucessivos depoimentos de Ana Maria, foram relatados factos susceptíveis de descredibilizar a versão de Carolina, ligando-a ao líder do Benfica, Luís Filipe Vieira, e denunciando uma suposta ligação próxima com Maria José Morgado e um inspector da PJ, que a teria induzido a moldar os seus depoimentos contra o dirigente do F. C. P.
Este testemunho de Ana Salgado criou uma ideia de descrédito sobre a investigação do processo Apito Dourado, sob a alçada da equipa especial, razão pela qual o procurador-geral da República ordenou uma investigação ao "teor e circunstâncias" do depoimento, ainda a correr a cargo do magistrado Agostinho Homem. "
Se estes factos relatados forem verdadeiros, alguém, com muita responsabilidade no funcionamento da Justiça, cometeu um erro grave de avaliação. Mesmo que o não sejam de todo, é muita gente a dizer o contrário. Logo, o que parece, vai sendo.
Porém, o autor do erro, ainda está a tempo de o remendar: tirando do jogo, na primeira oportunidade, o/a pivot destas histórias que se acumulam há vários meses, sem necessidade ou proveito algum, seja para quem for e muito menos para a instituição que dirige e que ainda merece alguma credibilidade ( para muitos, nem isso, sequer).
Os mitos e lêndias já deram o que tinham a dar, é triste dizê-lo.

Publicado por josé 14:14:00 26 comentários Links para este post  



Observatório 2008: será que «ele» pode ajudar à recuperação «dela»?

Publicado por André 1:03:00 0 comentários Links para este post  



Observatório 2008: será que as palavras de Obama têm mesmo um poder transformador?

Publicado por André 1:02:00 0 comentários Links para este post  



A caminho do Wisconsin: Obama cinco pontos à frente

Esta terça-feira, há primárias democratas no Wisconsin. Estão em causa mais 96 delegados.

Obama deverá confirmar o «momentum» que ganhou após a Super Terça-Feira e prepara-se para arrecadar o 12.º estado consecutivo. A menos que Hillary consiga repetir o «sprint» do New Hampshire...

WISCONSIN
-- Obama 47
-- Hillary 42

-- Indecisos 11
(Fonte: Rechearch 2000)

CONTAGEM DOS DELEGADOS:
-- Obama 1302
(1134 eleitos + 168 Super Delegados)
-- Hillary 1235 (996 eleitos + 239 Super Delegados)
(2025 necessários para a nomeação)

Publicado por André 0:50:00 0 comentários Links para este post  



Enlaçados

O primeiro-ministro José Sócrates, acabou de ser entrevistado na Sic-Notícias, por uma dupla de laços. Um deles, trazia-o de atavio, no pescoço; o outro, tolhido no bestunto jornalístico, enlaçou as perguntas num ramo de rosas que foi oferecendo ao entrevistado.

Em tempos, na RTP1, outra dupla idêntica, deslassada, já o presenteara com perguntas branqueadas, para fazer brilhar um diploma esconso.

Actualmente, são estes laçarotes, quem manda na informação televisiva, nesses dois canais. Coincidências.

Publicado por josé 0:02:00 6 comentários Links para este post  



project-finance...





Há anos e anos que observamos o fenómeno: as obras públicas custam os olhos da cara e ainda levam o couro e o cabelo. Durante anos, os comentadores maledicentes, apontaram o dedo acusador das crónicas de jornal, aos empreiteiros de obras públicas. Nenhum se acusou e o sistema funciona como sempre: na mais completa omertà mafiosa. A JAE já lá vai, mas ficaram outras que sugam a seiva do Estado, como crias esfaimadas de um monstro invisível.

É mais do que evidente que aqui, há gato. E não está nada constipado...pois até o presidente do Tribunal de Contas afirma com toda a solenidade do cargo que "não aceito fatalismos de que há sempre erros."
E que erros são esses? Estão identificados: falta de qualidade do projecto; alterações e deficiências de fiscalização. E não vai ser a nova legislação que vai alterar este estado de coisas. Pudera!

Um engenheiro com vontade de se doutorar, publicou uma tese académica, onde aborda o assunto. Segundo conta o Jornal de Notícias:

Foi a percepção de que raramente as empreitadas não derrapam e a vontade de criar um modelo que permita calcular com maior exactidão os custos reais que levou o engenheiro António Flor a fazer incidir a sua tese de doutoramento sobre esta matéria. Para o seu trabalho, socorreu-se de auditorias do Tribunal de Contas a 73 obras públicas - desde o Metropolitano de Lisboa aos estádios do Euro/2004. Do conjunto de empreitadas estudadas, verificou-se que 69 custaram mais do que o previsto, sendo que a dimensão do desvio varia entre 7% e 243%. Ou seja, em média, as obras públicas custam mais 102% do que o previsto. A ordem de grandeza é relevante, se se tiver em conta que os contratos públicos (empreitadas e aquisições de bens e serviços) representam cerca de 14% do Produto Interno Bruto (indicador da riqueza produzida pelo país).

Pergunta: e se em vez de se andar a dourar apitos, já enferrujados, as entidades que investigam criminalmente estes assuntos ( DCIAP e PJ), fossem directamente à fonte desta corrupção evidente? Ainda por cima, os estádios só foram inaugurados há pouco mais de três anos e as obras do Metro parece que nem sequer acabaram...

Como se faz? Há um ditado popular que ajuda muito: quem cabritos vende e cabras não tem, de algum lado lhe vêm. Sinais exteriores de riqueza, em relação aos mandantes das obras, executantes, etc. podem ser recolhidos com facilidade, se vontade existir. Mesmo com este processo penal do inimigo.
Se estiverem à espera da quebra da omertà, então podem esperar deitados porque, afinal, já andam a dormir.

Publicado por josé 19:25:00 13 comentários Links para este post  



sem sombra de vergonha

A inteligência nata de Telmo Correia tem falado por si ao longo dos tempos (afinal não é qualquer um que consegue perder um Congresso do PP como ele perdeu para Ribeiro e Castro) mas, mesmo assim há limites...

No DN de hoje pode ler-se...

Insistindo que não tomou qualquer decisão, Telmo Correia deixou ontem a sua posição sobre o assunto - a propriedade do casino "é da Estoril-Sol": "Pagou 17,6 milhões de euros pelo edifício à Parque Expo, mais 60 milhões de euros para o reconstruir. O Estado exigiu à cabeça 30 milhões em contrapartidas para vários investimentos a realizar em Lisboa, e já recebeu 70 milhões desde 2006, pelo funcionamento do Casino."
Areia, pura areia para os olhos. As concessionárias das pontes e auto-estrada, da Brisa à LusoPonte, investem muito mais que a Estoril-Sol e jamais lhes passou pela cabeça quererem ficar com a propriedade do que construiram (de raíz) após o fim do período de concessão que lhes é concedido.

Este pequeno detalhe chegaria para demonstrar à exaustão o que está em causa... Mas não chega. Porque o que está em causa é o regime, o 'regime' deles. Um regime na qual ninguém escapa ileso... Atente-se neste detalhe da notícia do DN que releva uma nada súbtil chamada de atenção do Dr. Lopes..
No seu site, o agora líder parlamentar do PSD, escreveu ontem que "Pedro Almeida, actualmente assessor do Presidente da República e secretário de Estado do Turismo do Governo de Durão Barroso, não mente nas suas declarações". Ora, Pedro de Almeida é precisamente o ex-governante que afirma ter existido um acordo entre o governo de Durão e a Estoril-Sol, para que a empresa ficasse com o edifício.

É o pantâno, é o que é.

P.S. - O Dr, Lopes vai à SIC daqui a pouco - por ele, ou não cai ninguém, ou caem todos. Já sabemos como isto vai acabar...

Publicado por Manuel 19:38:00 3 comentários Links para este post  



Oposições

Entrevista de Cecília Supico Pinto, antiga presidente do Movimento Nacional Feminino, do tempo de Salazar e da guerra no Ultramar, na revista Única (Expresso) de hoje. Só uma passagem:
Única-Viu o documentário "A Guerra" da autoria do jornalista Joaquim Furtado?
C.S.P.- Nunca vejo esses programas porque, no geral, metem sempre uma aldrabice.
Tirando a eventual incoerência, parece-me um juizo acertado.
E outra, ainda:
"Depois do 25 de Abril fizeram-me uma entrevista e descreveram o meu escritório com tanto exagero que parecia um palácio. O meu querido Tareco ( Francisco Sousa Tavares) furioso, telefonou-me: "sabes que eu não penso como tu, mas não há o direito. Queres que vá partir a cara aos Ruella Ramos? "
(...) Cada vez que o Tareco era preso, ela [ Sophia de Mello Breyner,mulher de Sousa Tavares e de quem Cecília era muito amiga] vinha ter comigo. E eu ia para o Salazar e dizia-lhe: "O que é isto?' Estão a prender o rapaz e ele nem tem culpa formada!"
- E libertavam-no?
- Com certeza. Fazia sempre barulho. Por que é que ele havia de estar preso? Por ser do contra?

Publicado por josé 17:04:00 1 comentários Links para este post  



A ministra que ri

A senhora que aparece em baixo, é a ministra da Educação, deste nosso país. Em entrevistas, de rua, ou de estúdio, não ri. Então, agora, ri de quê?

Por estar acompanhada, deste?


É evidente.
Ambas as imagens, são do Expresso de hoje, separadas apenas por duas páginas de publicidade.

Publicado por josé 14:59:00 4 comentários Links para este post  



os perseguidos

Da crónica do crónico Miguel Sousa Tavares, destaco hoje uma passagem deveras judiciosa:
"Ora, o que António Costa vem agora dizer [sobre o facto, apontado por Costa, de Público andar numa cruzada pessoalizada, contra o excelso primeiro-Ministro, por causa da Opa frustrada da Sonae] desmente tudo isso e reduz as juras do Governo ( de que ele era então o nº2) a um exercício de conveniente hipocrisia. Se ele admite que Belmiro de Azevedo teria razões para se querer vingar do Governo por causa da Opa é porque confessa que o Governo teve papel decisivo no desfecho do caso."
Nunca tive grandes dúvidas sobre as capacidades intelectuais de António Costa, para chefiar partidos ou governos. Mas esta observação judiciosa de Sousa Tavares, confirma-o: um bluff. Outro bluff, aliás.
A propósito desta novela, no editorial do Público, citado pelo Expresso na página ao lado da crónica daquele MST, vem o seguinte bocado: " António Costa proferiu afirmações que ultrapassam a grosseria e rivalizam com o teor soez dos blogues anónimos animados por assessores do Governo."
Ora bem. Essa dos "blogues anónimos animados por assessores do Governo" assenta que nem luva no blog do Abrantes e estou convencido que é para aí que se dirige a boutade. Não linko o blog em causa ( que não é nossa, mas é outra, particular, de apaniguado), porque não é preciso . Ele vem cá espreitar ( e eu farei o mesmo...).´
Acontece que acredito piamente que o Abrantes é apenas o Abrantes, assessorado por eventuais assessores. Ou seja, o Abrantes não passará nesse caso, de um testa de ferro, o que empresta um ar cómico a esta situação: um blogue pretensamente anónimo, em prol desta governança errática, animado por um indivíduo que apesar de ser real, é tomado por avatar...
Tragi-cómico, nesta pequenina mesquinhice politiqueira.
Abrantes! Já sabes: se precisares de alguma coisinha em prol da defesa da tua liberdade de expressão, tens aqui um d.quijote, um d´artagnan de pacotilha, um paladino da dama que defendes e que é a possibilidade de continuares a debitar disparates!

Publicado por josé 14:23:00 8 comentários Links para este post  



Arreganhar o dente

O que é preciso é gente
gente com dente
gente que tenha dente
que mostre o dente

Gente que seja decente
nem docente
nem docemente
nem delicodocemente

Gente com mente
com sã mente
que sinta que não mente
que sinta o dente são e a mente

Gente que enterre o dente
que fira de unhas e dente
e mostre o dente potente
ao prepotente

O que é preciso é gente
que atire fora com essa gente

Ana Hatherly

Publicado por contra-baixo 21:36:00 3 comentários Links para este post  



SoBs1

O Expresso colocou online - na integra - uma missiva da Estoril Sol enviada em Agosto de 2004 pela Estoril-Sol ao então ministro do Turismo Telmo Correia, no qual foi defendida uma alteração cirúrgica ao artigo 27 da Lei do Jogo. Segundo a concessionária do jogo, a mudança seria "totalmente imperceptível" e "insusceptível de ser interpretada como relacionável com a clarificação da situação" do Casino de Lisboa . Sobre estas actividades dos seus amigos de Macau é que eu gostava de ouvir Jorge Coelho falar, ou o PGR , ou no Prós e Contras... Quanto a Telmo Correia & Associados, se tivessem um mínimo de dignidade, desapareciam DE VEZ de circulação. Só não se lhes sugere que vão para o Bangladesh porque lá já há catástrofes que cheguem.


N.A. O título é do mais puro inglês técnico...

Publicado por Manuel 18:35:00 7 comentários Links para este post  



Observatório 2008: Obama, o novo favorito, no «60 minutes»

Publicado por André 15:01:00 1 comentários Links para este post  



Observatório 2008: Hillary insiste na experiência

Publicado por André 14:59:00 0 comentários Links para este post  



Observatório 2008: enormes vitórias para Obama

Obama agarra o «momentum» e vence, de forma clara, a mini Terça-Feira de anteontem.

O senador pelo Illinois ganhou, com grandes vantagens, os estados de Virgínia, Maryland e Washington D.C. e já está à frente de Hillary, não só nos delegados eleitos directamente, mas também no voto popular e, mesmo, no somatório total de delegados, apesar de Clinton manter uma pequena vantagem nos SuperDelegados.

Segue-se o estado do Wisconsin, onde Hillary tem uma pequena vantagem nas sondagens – falta saber se Obama conseguirá, nos dias que faltam, ultrapassar Hillary mais uma vez.

Tudo começa a apontar para uma decisão a 4 de Março, quando das primárias no Texas e no Ohio. Se Obama vencer esses dois estados, será, certamente, o nomeado.

Se for Hillary… tudo ficará adiado para Abril, na Pensylvannia.


RESULTADOS

MARYLAND
-- Obama 60% (28 delegados)

-- Hillary 37% (18 delegados)

VIRGÍNIA
-- Obama 64% (54 delegados)

-- Hillary 35% (29 delegados)

WASHINGTON D.C.
-- Obama 75% (11 delegados)

-- Hillary 24% (3 delegados)

CONTAGEM DOS DELEGADOS
-- Obama 1276
-- Hillary 1233

Publicado por André 14:53:00 0 comentários Links para este post  



A confissão

Pronto, pessoal! Está confirmado, outra vez. É tudo do engenheiro técnico! Tudo isto que aí jaz, são algumas das obras do génio de engenharia especializada, sem assinatura de favor. Algumas, porém, até foram de graça: aqueles que coincidem com a acumulação de funções públicas exclusivas, claro. Alguns donos das obras nunca conheceram nem viram mais gordo o engenheiro técnico.
Mas, quem disser o contrário, é um reles caluniador, porque a verdade é esta:

"É uma arquitectura medíocre". "Estão abaixo de qualquer crítica"- arquitecto Alcino Soutinho, in 24 Horas de 4.2.2008.
Pois sim, arquitecto. Vá dizer isso ao engenheiro...técnico! E prepara-se para o que virá a seguir, não demora nada.


Publicado por josé 18:23:00 11 comentários Links para este post  



As iludências aparudem

José António Barreiros coloca a questão, no sítio certo: deverão os comentadores de jornal, rádio e tv, pronunciarem-se sobre assuntos cujo alcance e dimensão exactas, desconhecem ?

Esperemos então pelos esclarecimentos da gente do DIAP do Porto. Já sabemos que o PGR autorizou. Vamos lá a isso. Em conferência de imprensa, se for possível, porque é o mais desejável.

Antes disso:

Acabo de ouvir na Sic, uma antecipação do programa Quadratura do Círculo, de logo mais à noitinha. Apontei o que Jorge Coelho vai dizer ( já disse e está gravado), sobre o caso do advogado Bexiga , ofendido injustiçado:

Um caso destes…em que as provas são evidentes! Se um caso destes é arquivado, então caso algum chega a lado algum!”

Pacheco Pereira, também informado como sempre, nestas matérias de política geral, acrescenta que estranha que se passe um ano…quase dois anos, para fazer uma perícia!

Apetece perguntar, se estes comentadores fazem uma pequena ideia do que é um Inquérito por ofensas á integridade física, como começa, como se desenvolve e como se instrói, pelos órgãos de polícia criminal ou pelas autoridades judiciárias.

Mas, adiantando razões, causa maior perplexidade que um indivíduo que foi ministro das polícias ( GNR e PSP) nem saiba como é que estas entidades procedem em casos destes. Então, quando esteve lá no ministério e mudou chefias e sub-chefias, não houve nenhum nomeado ou apaniguado que lhe explicasse como é que a PSP ou a GNR actua em casos como este? Jorge Coelho é um pândego! Só pode ser assim…

Recordemos os factos, sumariamente, contados na altura pelo próprio:

Saí do escritório e quando cheguei junto do meu carro fui surpreendido por dois indivíduos. Um deles bateu-me violentamente com um barrote de madeira e o outro pontapeou-me. Não caí nem fugi, enfrentei-os, apesar de estar ferido”, contou ao CM Ricardo Bexiga.

O segurança do parque de estacionamento, que observou a cena, correu em seu auxílio, mas não conseguiu apanhar os meliantes. Alertou a Polícia e o INEM, que socorreu Ricardo Bexiga no local, transportando-o ao Hospital de Santo António, onde recebeu tratamento.

Ricardo Bexiga ficou com o braço esquerdo partido e foi suturado com 15 pontos na cabeça. À saída da unidade hospitalar, o vereador socialista era aguardado por vários militantes da concelhia e da distrital do PS, nomeadamente, Carlos Lage, Manuel Pizarro, Joaquim Couto, Nunes Martins e Rio Fernandes.

Assim, em Janeiro de 2005, o ofendido que agora é vogal do conselho de gerência da CP, foi agredido “à falsa fé”, por dois encapuçados no parque de estacionamento de carros, na antiga Alfãndega do Porto, na Ribeira, às 7 e meia da tarde, no Inverno. Não viu os agressores que lhe bateram, um deles com um bastão que não foi encontrado. Ficou ferido na cabeça e foi suturado com pontos, no Hospital locar que com certeza preencheu uma ficha clínica com os ferimentos. Desconfiou dos autores, mas não os reconheceu- nem depois disso.

Pacheco Pereira espanta-se com o facto de o exame médico ocorrer mais de um ano depois…mas que exame médico? Saberá PP distinguir um exame médico directo, de um de sanidade? Não importa, porque o importante é a mensagem que veicula ignorância do assunto: dois anos depois, ó gente! Estão a ver, estes incompetentes? Estamos como estamos por causa desta cambada, ó gente!

E esta a mensagem destes comentadores. Adiante, então, para as evidências de Jorge Coelho.

Para este ilustre político, ministro antigo da Administração Interna, precisamente e depois de equipamentos sociais, dirigente de partido, antigo funcionário da Carris, alcandorado a voos altíssimos de várias iniciativas privadas que lhe trouxeram um conforto material que já assinalou em reportagens de revista ( Sábado, por exemplo), as evidências sobre a autoria da agressão ao ofendido correligionário, são de tal modo que se este caso passa assim ao arquivamento por falta de provas, então, segundo o perito, nenhum outro tem hipóteses de sucesso judicial. É este o argumento especializado de Jorge Coelho, vindo sabe-se lá de onde!

Base do argumento: provavelmente, o livro da Carolina. Ó i ò ai! Juridicamente, o argumento é outro, mas esse, não interessa nada a Jorge Coelho, Pacheco Pereira ou até mesmo ao ofendido Bexiga. O facto de um co-arguido não poder ser testemunha de um facto em que terá participado ou de o respectivo depoimento ter uma validade reduzida, para esses comentadores, vale o que vale a ignorância: zero. Mas vale ainda assim, a arrogância do convencimento sobre as evidências. Mas Jorge Coelho pode sempre perguntar ao seu correligionário Rui Pereira que pode sempre perguntar a Fernanda Palma, professora de Direito Penal, como é que esta coisa do processo penal funciona. Que provas é que afinal são válidas, mesmo quando a evidência salta pelos olhos dentro...Ou então- melhor ainda!- perguntar ao inefável deputado Ricardo Rodrigues, também seu correligionário, como é que estas leis penais se aprovam assim!

Só me apetece dizer, comentando no mesmo tom de evidência, que se fôssemos pelos critérios processuais, próprios e particulares, de Jorge Coelho, o caso estranho do tabuleiro de xadrez, provavelmente teria outro desfecho.

Publicado por josé 15:54:00 22 comentários Links para este post  



O passarinho do ministro

Lido aqui:

«Tenho indicações que o curso superior do processo não foi afectado por este momento», afirmou Alberto Costa, em resposta ao deputado do CDS-PP Nuno Melo, que pediu a presença do ministro perante a Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, para explicar a afirmação de Alípio Ribeiro sobre a alegada precipitação na constituição de arguidos dos pais de Madeleine Mcann, desaparecida no Algarve em Maio de 2007.

Mas...tem indicações de quem, afinal? De um passarinho que passou e lhe disse? De um infiltrado anónimo? De um contacto ocasional? De um delegado da informação judicial?

Este ministro da Justiça, não tem emenda.
Primeiro, é a observação que esta República não é de procuradores gerais-adjuntos. Ontem, o PGR em pessoa, na AR, criticou abertamente a lei de combate ao branqueamento, apodando-a directamente de inconstitucional. Antes, já criticara a reforma penal, o que mereceu comentários no mínimo desagradáveis, do mesmo ministro, sobre a ingerência na área que lhe está afecta e que julga acima de quaisquer críticas, principalmente as vindas de quem lida directamente com as brilhantes soluções que engendrou.
Sobre o PGR e as suas mais recentes declarações, o ministro, desta vez, calou-se. Amochou, como se costuma dizer.
Agora, sai-se com esta. Mas quem raio é que lhe foi dizer, em relação a um processo que está em segredo de justiça e do qual o poder executivo, de que faz parte, não pode saber mais do que o que lhe é pedido, no âmbito da cooperação judiciária internacional, que " o curso superior do processo não foi afectado por este momento"?
Mas pode alguma vez um ministro, pronunciar-se publicamente sobre um processo de rapto de uma menor, dando a entender que está por dentro do assunto? Em que país vivemos? Que separação de poderes é que temos?

No meu modesto entender, estas declarações do ministro é que deveriam ser alvo de inquérito na AR. Alguém lhe fez notar isso?
Não. No pasa nada. O tipo julga-se mesmo a sombra tutelar dos assuntos de Justiça. Todos.

Que país, este!

Publicado por josé 14:56:00 3 comentários Links para este post  



A política das motivações

O queixoso Bexiga, advogado, injustiçado, ontem no Prós, contra a Justiça, afirmou sem grande rebuço que no seu caso pessoal, em processo arquivado por falta de provas válidas, houve "manipulação política". A acusação, dirigida a magistrados em funções, é grave. Mas de alguma forma, entende-se.
A lógica, neste caso, pode muito bem ser esta:

Nos termos do artigo 10.º dos Estatutos da CP - Caminhos de Ferro Portugueses, E. P., aprovados pelo Decreto-Lei n.º 109/77, de 25 de Março, conjugado com o n.º 4 do artigo 27.º do Decreto-Lei n.º 558/99, 17 de Dezembro, os membros do respectivo conselho de gerência são nomeados e exonerados por resolução do conselho de ministros, sob proposta do membro do Governo responsável pela área dos transportes.
Considerando que os actuais membros do conselho de gerência foram nomeados nos termos da Resolução do Conselho de Ministros n.º 103/2004 (2.ª Série), de 27 de Outubro, da Resolução do Conselho de Ministros n.º 73/2005 (2.ª Série), de 9 de Dezembro, e da Resolução do Conselho de Ministros n.º 75/2006, de 4 de Agosto, terminaram o seu mandato em 23 de Setembro de 2007, torna-se necessários proceder à nomeação de um novo conselho de gerência.
Foi ouvida a comissão de trabalhadores da CP - Caminhos de Ferro Portugueses, E. P.
Assim:
Ao abrigo do disposto no n.º 4 do artigo 27.º do Decreto-Lei n.º 558/99, 17 de Dezembro, conjugado com o artigo 10.º dos Estatutos da CP - Caminhos de Ferro Portugueses, E. P., e nos termos das alíneas d) e g) do artigo 199.º da Constituição, o Conselho de Ministros resolve:
1 - Nomear, sob proposta do Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, o licenciado Francisco José Cardoso dos Reis, o Mestre José Salomão Coelho Benoliel, o licenciado Paulo José da Silva Magina, o Prof. Doutor Nuno Alexandre Baltazar de Sousa Moreira e o licenciado Ricardo Manuel da Silva Monteiro Bexiga, respectivamente para os cargos de presidente e vogais do conselho de gerência da CP - Caminhos de Ferro Portugueses, E. P.
2 - Estabelecer que a presente resolução produz efeitos a partir da data da sua aprovação.
10 de Janeiro de 2008. - O Primeiro-Ministro, José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa.

As remunerações atribuídas ao Conselho de gerência, em 2005 ( último resultado publicado) aproximam-se do meio milhão de euros...o passivo, esse, nem vale a pena falar. É um buraco sem fundo.

Publicado por josé 23:30:00 11 comentários Links para este post  



Grandes capas

Publicado por Carlos 22:59:00 2 comentários Links para este post  



cá se fazem, cá se pagam!

Isabel Pires de Lima já não é a ministra da cultura nem nada. É provavel até que regresse ao Porto, quiça para a sua casa mãe - a UP. Onde tenho a certeza que não irá tão cedo é à Casa da Música.

Publicado por contra-baixo 22:43:00 2 comentários Links para este post  



Justiça à portuguesa (III)



Procuradores do DIAP Porto querem vir a público contar a sua versão sobre o arquivamento do processo de Ricaro Bexiga: Requerimento a Pinto Monteiro está no SOL



EX.MO SENHOR
CONSELHEIRO PROCURADOR GERAL DA REPÚBLICA PROCURADORIA GERAL DA REPÚBLICA
LISBOA




EXCELÊNCIA

A Directora do DIAP do Porto e os Magistrados do Ministério Público, em serviço neste Departamento, abaixo identificados, vêm solicitar, nos termos do disposto 84º, n.º 1 do Estatuto do Ministério Público, se digne autorizá-los a emitir uma comunicação para a Imprensa, para defesa da sua honra e reposição da verdade dos factos, face às últimas notícias veiculadas nos diversos órgãos de comunicação social, quer escrita quer falada, e pelas declarações prestadas a tais órgãos pelo DR. RICARDO MANUEL DA SILVA MONTEIRO BEXIGA.

Esta solicitação é efectuada após um ano de insistentes afrontas à dignidade e honra profissional de todos estes Magistrados, propaladas pelos diversos órgãos de comunicação social, a respeito de vários inquéritos que correram termos neste Departamento e que, pelo dever de reserva, que deve ser apanágio dos Magistrados, os têm forçado ao silêncio que, neste momento, se tornou intolerável.

Cientes da compreensão de V.EX.ª, esperam deferimento.

Publicado por Carlos 22:35:00 8 comentários Links para este post  



Na rede

Paulo Morais, acusa do legislador abertamente de concussão. Genericamente. Acusa alguns escritórios de advogados, de ajudarem os legisladores e de propósito, deixarem alçapões na lei para depois darem pareceres e ajudarem os particulares, seus clientes, contra o Estado.

Na AR, actualmente, há 51 advogados. Alguns vêm de bons escritórios. No Porto e em Lisboa. No Porto, são conhecidos. Em Lisboa, idem.

Paulo Morais acaba de os acusar de corrupção. Assim mesmo. Paulo Morais, está plenamente de acordo com Marinho e Pinto, neste aspecto.
Que pensará disto, Jorge Neto? António Vitorino? E já agora, para que o espectro político se alargue um pouco mais, que pensará Pina Moura, citado como tendo referido que " a ética republicana era a lei"? E Vital Moreira? E outros que sustentam este governo?

O Prof. Hespanha, aplaude o depoimento explosivo. E até acrescenta mais: uma destruição sistemática de noções de ética, boa-fé, boas práticas, tudo em nome do "salve-se quem puder". Tudo em prol do espertalhão que se vai safando.
A destruição da noção do Estado e em nome do empreendedorismo, contribui para este estado deletério, acaba por significar o prof. Hespanha.
É a vitória do chico-espertismo, diz Hespanha.

Gostava que a moderadora lhe perguntasse agora mesmo o que pensa do diploma de Sócrates...aposto que ficava entalado.

Publicado por josé 0:51:00 10 comentários Links para este post  



Paulo Morais (muda o serviço)

Acho que nem tudo o que Paulo Morais contou se circunscreve ao DCIAP. Aliás, os casos concretos, pelo que já foi publicado, dizem respeito ao Porto. Portanto, "temos que ter paciência"

Publicado por Carlos 0:44:00 1 comentários Links para este post  



Agora sou eu a servir

Ai quer ping pong? Então, apanhe lá este serviço:


Os casos que Paulo Morais, refere, de corrupção de grande calibre, são da competência do DCIAP.

Que meios, pessoas, rotinas, hábitos, experiências, resultados, tem apresentado o DCIAP?

Como é que se pode mudar este estado de coisas?

Não sei. "Temos que ter paciência?". Do modo como as coisas estão, é tudo o que resta fazer, para além de desabafos em blogs. O caso do diploma socrático, foi o toque de finados. Dlim, dlão.

Publicado por josé 0:38:00 1 comentários Links para este post  



Prós e Contra - José, agora é que é bom (penso eu de que)!

"Temos que ter paciência", José

Publicado por Carlos 0:35:00 0 comentários Links para este post  



Prós e Contras, a frase da noite (até agora)

"Temos que ter paciência", Paulo Morais, ex-vereador da Câmara do Porto, depois de afirmar que anda há três anos a carrear informações para o Ministério Público sobre casos concretos de corrupção. Até hoje, ainda não viu qualquer desenvolvimento.

Publicado por Carlos 0:26:00 0 comentários Links para este post  



Prós e Contras

Agora vem a corrupção

Publicado por Carlos 0:25:00 2 comentários Links para este post  



Até agora, o Prós e Contras só me faz lembrar este debate do Gato Fedorento

Publicado por Carlos 23:37:00 1 comentários Links para este post  



Segunda parte do Prós

Ricardo Bexiga, o ofendido num caso de ofensas corporais graves. Ofensas à integridade física. Comenta que "na altura", falhou algo na investigação. Foi agredido em Janeiro de 2005 e em Janeiro de 2006 ( só com MJMorgado), nada terá acontecido no processo, em termos de investigação. Estranho, de facto, se for assim. Desconfio que não será. Refere que escreveu ao então PGR Souto Moura que lhe isse iria comunicar ao PGA do Porto ( Alípio Ribeiro na altura).
Morgado sobre isto, diz uma coisa simples: não disse aquilo que a imprensa disse que tinha dito. São especulações. A Drª Glória Alves ( procuradora que investigou e fez o despacho final), pelos vistos escreveu um despacho final em que explicou que os indícios nestes casos são falíveis. "E o caso tinha todas as características que levavam ao insucesso..."
Diz Morgado: o processo é público. O despacho é público. A indagação dos investigadores foi "total". Exploraram todas as possibilidades, todos os indícios. Mesmo assim...nada.

Morgado, nada mais adianta de substancial. O processo está lá e pode ser consultado por quem entender, diz ainda. Esclarece ainda que declarações de arguidos estão sujeitas a um inexigibilidade e ninguém pode ser condenado por declarações de um co-arguido ( refere-se evidentemente às declarações de Carolina Salgado). Está explicado o arquivamento.
Ricardo Bexiga, refere que o processo foi reaberto por causa do livro da Carolina e realça o facto de antes nada ter sido feito e com Morgado, tudo ter sido feito...
Morgado, sobre isto, nada esclareceu de especial. Bexiga tem uma ideia das razões por que o processo falhou e acha que é preciso avaliar porque é que não funcionou até certa altura.

Morgado sobre isto, continua sem esclarecer nada de especial- e podia e devia fazê-lo, aqui e agora.
Cita outra vez a magistrada Glória Alves, para enaltecer a capacidade de análise objectiva e de acordo com as regras. Acha que um MP assim, dá garantias ao cidadão. Pois...acho que está mal, cara PGA MJM. Isso que acaba de dizer não chega.
E até incita o Ricardo Bexiga a reagir contra o despacho. Pois, outra vez. Sobre isto, fico por aqui, envergonhado com esta farsa. Farsa, porque não se diz uma coisa bem simples: em todos os casos semelhantes por esse país fora, incluindo no DIAP de Lisboa é assim que as coisas acontecem! Ou não?! Morgado não quer discutir o caso concreto mas já o fez no essencial: deixa suposto que houve negligência de alguém, mas não da drª Glória...

O professor Hespanha sobre isto, diz que já chefiou serviços públicos e nos serviços há procedimentos e esses devem ser cumpridos. Acha que na PJ também deve ser assim. Procedimentos. Se não forem cumpridos, deve haver procedimento...disciplinar.
Agora, sem saber, todos se deitam a adivinhar quem é o responsável: um procurador? Polícia Judiciária? Fica no ar a suspeita.
O prof. Hespanha agarra-se aos procedimentos, e a saber se foram ou não seguidos.
Saberá o prof. Hespanha como é que a polícia portuguesa, a PSP, age no concreto e nos casos? Alguém lhes ensinou em concreto a recolher indícios de prova? Aliás, alguém sabe quem foram os polícias que estiveram no local e a que horas se passou o caso?

O prof. Hespanha acha que os barbeiros fazem a barba uns aos outros, para insinuar que há espirito corporativo que pode explicar o que se passou. A suspeita e a insinuação é grave, porque o prof. Hespanha é inteligente.

Alguém sabe como é que o caso no concreto se passou? O Ricardo Bexiga sabe, exactamente como foi, ou atira para o ar a atoarda de que houve manipulação política? Haja senso!

Orlando Afonso, fala agora sobre a responsabilidade dos magistrados. E da sua experiência no CSM. Pois. Sobre isso, pouca gente fala. Quem faz os inquéritos derivados das queixas contra magistrados, como se fazem, e o espírito de barbeiro que efectivamente existe. Orlando Afonso, diz que o CSM não é composto só de juízes. Pois não. Mas quem faz os inquéritos são exclusivamente juízes que conhecem os que vão inspeccionar e os tratam como "colegas". Haja honestidade,caro Orlando Afonso! E alguns inspectores, não sabem efectivamente ser isentos. Ponto. Não sabem e tenho exemplo concretos. Essa falta de isenção traduz-se no modo como se fazem os inquéritos, tipo sistema inquisitorial, com um instrutor que ouve os visados e intervenientes, dá o seu parecer final que apresenta ao CSM e o "denunciante" nem sequer é ouvido sobre o resultado, não está presente na deliberação nem sabe como foi tratado o assunto. Obviamente o CSM, sem contraditório, analisa o parecer do inspector-relator, no que se refere aos factos recolhidos e ao parecer pessoal do mesmo. E decide em colectivo. E ratifica o parecer.

Orlando Afonso fala agora do mais grave problema do processo penal: os entraves formais que obrigam a um cuidade que nem permite a justiça material.
Orlando Afonso fala do problema das testemunhas que podem ser apresentadas ( tantas quantas quiserem).
Morgado insiste outra vez no facto de o processo estar lá, poder ser consultado e as pessoas poderem ver o que se passa. E volta a dizer ao Ricardo Bexiga que deve agir...

Orlando Afonso, refere que já não faz investigação criminal, mas lembra-se de os institudos de medicina legal actuarem com muitos atrasos. Pois, então, caro Orlando Afonso, deixe lá este assunto. As coisas mudaram um bocadinho.

Rocardo Bexiga diz agora uma coisa importante: se estes casos, continuarem a dar em nada, isso significa a falência do sistema e com graves repercussões na sociedade em geral.
Subscrevo. Agora, o que seria preciso, era mesmo perceber por que não funciona o sistema.
E como todos os sistemas, tem várias componentes. Uns dependem dos outros. E como cada cadeia é tão forte quanto o for o seu elo mais fraco, estamos entendidos.
Polícias competentes? Aqui em Portugal, como lá fora, por exemplo em Espanha, para não ir mais longe? Alguém já foi a uma esquadra apresentar queixa por furto do carro, por exemplo? Alguém pretende que o sistema funcione bem quando as coisas começam logo mal, no início?
É esse o problema, agravado pelas leis demasiado formalistas, de um rigor estupendo para ajudar suspeitos a safarem-se de encrencas. Com possibilidade de recursos e mais recursos, nulidades e mais nulidades.

Enter Paulo Morais, para falar na corrupção no urbanismo. Pois, tenho visto. Fico por aqui.

Publicado por josé 23:33:00 0 comentários Links para este post  



O prós de hoje é sobre a Justiça...

Prós e Contras. Mais um programa sobre a Justiça. Um tema inesgotável.

Neste momento fala, Orlando Afonso, um juiz que respeito e que ouço com atenção. O que diz Afonso?
Que a constituição como arguido, "tem um pau de dois ou três bicos". Ora isto já foi escrito por aqui...

Orlando fala nos direitos dos arguidos, a defender com a constituição como tal; mas também subsiste o labéu, a par da protecção daqueles direitos...

Pois bem. Isto é ( era ) assim, durante vinte anos. Figueiredo Dias, Germano Marques da Silva e tutti quanti, foram os autores dessa solução que vigorou durante duas décadas.
Agora, descobre-se que a constituição de arguido, afinal, é mais um estigma do que um meio de defesa de direitos...

Quem é que alguma vez escreveu isto ou até falou nisto, nos media, a propósito do assunto Maddie?
Até o Laborinho botou faladura, para criticar o director nacional da PJ. Em vez de esclarecer, optou por deitar álcool no lume...
...
O senhor Hespanha, que não conheço, e que se reclama jurista, ( e professor de Direito) comenta o assunto e a frase do dr. Alípio. Sobre este, não sabe se há pressupostos políticos na frase fatal, mas admite que sim. Dá o palpite que talvez... à menção da intervenção de Marcelo Rebelo de Sousa, faz um gesto mais do que significativo com as mãos...e acaba por reconhecer validade nas declarações de Alípio. Bem, parece que não serei o único...

Perora agora sobre a dificuldade da linguagem jurídica e atribui a crise da Justiça, entre outras, à mediatização. Diz que 70% dos portugueses não percebem o Direito. Ora grande novidade! 70%, dr. Hespanha? 90%, pelo menos! Jornalistas incluidos. Principalmente jornalistas!
Cita Gil Vicente, com a menção aos "sacerdotes" da Justiça que afinal servem mais para esconder a divindade do que para a mostrar.
Dr. Hespanha! É isso! Também concordo. Os "sacerdotes" ainda oficiam no múnus da Justiça. Mas quem é que não o faz? Os políticos não o fazem também?

Agora entra Marques Vidal que quer despir três peles: a de cidadão, a de magistrado e a de político! Ena!
Está tudo dito. Este não comento.

Vem agora o juiz Rangel. Não percebo por que continuam a convidar este indivíduo para comentar na tv. Nunda ouvi nada que me fizesse pensar que tem coisas para dizer.
Neste caso, defende o director da PJ e o argumento é: a PJ não pode ficar refém de uma frase do seu director. O balha-me Deus! Então e o Gonçalo Amaral sumariamente despedido, por causa de uma frase, juiz Rangel? O Amaral não é de clubes secretos? Ah, então...percebo!
Agora fala do estigma da condição de arguido, mas cum grano salis, tal como se disse acima. Lembra-me que há uns anos, alguém que lhe foi muito próximo foi constituido arguida. Nessa altura, ele e o irmão da Sic, não falavam assim...enfim, este tipo enerva-me e por isso nada mais comento sobre este personagem e o que diz.

Agora, a Morgado. Os tempos mediáticos e os tempos processuais estão cada vez mais diferentes, diz ela. Um cliché, para começar que nada diz de especial.
A "voragem mediática" dos casos é uma ilusão, diz a Morgado. Pois...com o momento do Inquérito e o julgamento há um lapso grande que alimenta os factos mediáticos que atropelam a verdade.
A culpa, é de quem , pergunta moderadora? É de todos. Pois...o julgamento na praça pública, é um problema. Até os americanos já falavam nisso, por causa dos trial by paper...
" E tudo isto acontece, por pressão mediática", diz a Morgado. Mas... isso é a evidência, cara PGA! Queremos ouvir mais e melhor!

Sobre o assunto, o professor Hespanha, elabora um pouco mais: diz que na tv, a excessiva simplificação estraga o esclarecimento. E neste caso concreto ( Maddie) cita o caso das análises ( DNA) que demoraram tempo demais para os media...
Agora, Morgado, sobre Alípio Ribeiro:
A moderadora insiste no aspecto político do caso. Como é que lida com isso? Morgado diz que é preciso lidar com muita calma e distanciamento. Pois...só isso?
"O MP não pode deixar-se encandear por raciocínios políticos". Outra evidência. Definitivamente Morgado, nada adianta, hoje. "A Justiça lida com a culpa e não se pode apreciar em três segundos," reforça. Claro.

Hespanha, faz o paralelo com os enganos e precipitações dos políticos e cita o caso do Blair, do Barroso, sobre o caso do Iraque. Enganaram-se e...aconteceu alguma coisa? E então, neste caso do Alípio, mesmo que se enganasse, há algum problema sério nisso?
Pois, também concordo.
Hespanha, refere que as pessoas da Judiciária se não ficaram satisfeitas com as declarações, será porque são arrogantes. Ora, muito bem caro professor! Alguém o diz!

Domingos Lopes, também já se enganou duas vezes. É outro que prefiro não comentar.

Orlando Afonso, repisa a questão dos timings da Justiça, diferenciados de outros, mormente dos media. À frente!
Sobre a linguagem jurídica, um assunto que me interessa muitissimo, diz Afonso: também há na Justiça o simbolismo, para além da liguagem. Bom...simbolismo, simbolismo tudo bem. Mas, calma aí! E cita um exemplo de alguém que não sabia que tinha sido julgado, porque tinha sido julgado "por um barbeiro qualquer". Explica Afonso que tinha sido o presidente da Câmara que tinha julgado porque nessa altura substituia o magistrado...risadas na plateia. Enfim.
A moderadora cita Marinho e Pinto para dizer que os juízes são privilegiados e as pessoas se dirigem a eles como se fossem servos. Afonso diz que no seu caso isso não acontece. E é verdade, no caso de Afonso, mas não é verdade em relação a muitos, muitos outros...em casos que são graves e as Inspecções do CSM liga nada de nada. Conheço casos desses...

Intervalo. Continua a seguir noutro postal que este já vai longo.

Publicado por josé 22:48:00 3 comentários Links para este post  



Prós e Contras

Hoje há Prós e Contra sobre a Justiça. A que horas é a novela "Duas Caras"? Juvenal Antena ainda está internado.

Publicado por Carlos 22:32:00 1 comentários Links para este post  



Miguelito(s)

Parece que o Miguelito(s) anda preocupado com alguma coisa.... hum...hum.... Santa convergência....perdão...paciência...esta tosse dá cabo de mim

Publicado por Carlos 21:59:00 2 comentários Links para este post  



Observatório 2008: Obama aposta na «elegibilidade» e lança-se para a nomeação

Publicado por André 19:45:00 0 comentários Links para este post  



Observatório 2008: Obama agarra o «momentum»

Barack Obama teve um fim-de-semana em grande, ao arrebatar (é mesmo o termo) os três estados em disputa nos últimos dias: Washington, Nebraska e Louisiana.

O senador do Illinois começa a ganhar o estatuto de favorito do campo democrata -- mas atenção: Hillary tem fortes hipóteses de vencer, a 4 de Março, no Texas, estado que confere muitos delegados e onde há 31 por cento de hispânicos, o segmento onde Clinton tem sido mais forte.

RESULTADOS:

WASHINGTON
-- Obama 68%
(35 delegados)
-- Hillary 31% (15 delegados)


NEBRASKA
-- Obama 68%
(16 delegados)
-- Hillary 32% (8 delegados)


LOUISIANA
-- Obama 57%
(33 DELEGADOS)
-- Hillary 36% (22 delegados)


CONTAGEM ACTUAL DO TOTAL DE DELEGADOS:
-- Hillary 1148
-- Obama 1121
(são necessários 2025 para a nomeação)

Publicado por André 19:32:00 0 comentários Links para este post  



O poder das nódoas

Vale a pena ler o que se escreve no Blog ouve-se, a propósito das notícias do Público, sobre o portfolio de José Sócrates, enquanto engenheiro técnico, numa autarquia da Beira.

Pelos vistos, a investigação jornalística de José António Cerejo, (na elegante definição do primeiro-ministro, um "bem conhecido jornalista"), um dos poucos jornalistas portugueses que se dá a essa maçada, fez-se in loco, como teria que ser, através da consulta de projectos arquivados na autarquia da Guarda, na década de oitenta. Dos cerca de mil, numa década, seleccionou os vergonhosos 27, do engenheiro técnico. E falou com alguns dos donos das obras. E escreveu mais uma página para o anedotário nacional, já enriquecido por este primeiro-ministro que teima em não se enxergar.

O pedido para consulta dos documentos arquivados, foi através de carta endereçada ao presidente da autarquia, mencionada naquele blog pelo próprio autor ( em comentário ao respectivo postal) , nos seguintes termos:

José Mendes, jornalista do PÚBLICO, para efeitos relacionados com a preparação de um trbalho comparativo sobre as práticas urbanísticas em vigor em várias regiões do país na década de 80, e ao abrigo da Lei de Acesso aos Documentos Administrativos (Lei 65/93), solicita a V. Exª que lhe seja indicado, nos prazos legais, o local, dia e hora em que poderá ter acesso, para efeitos de início de consulta, à totalidade dos processos de licenciamento de obras particulares entrados nos serviços dessa câmara no período compreendido entre Janeiro de 1980 e Dezembro de 1989.Com os meus cumprimentos,José Mendes, Jornal PÚBLICO(...)".

Na mesma caixa de comentários, um anónimo suficentemente identificado como conhecedor dos meandros da autarquia da Guarda, escreve:

Sabe que a carta não mencionava o Público. Sabe que só no fim da consulta revelou a sua verdadeira identidade aos funcionários que o assistiram, «por consideração à gentileza.

A esta informação anónima, o próprio JAC responde, afirmando a sua falsidade, realçando o facto de o presidente da Câmara ser figura próxima, como antigo colega e amigo de José Sócrates e portanto, justificando as cautelas, desconfiar da colaboração que poderia esperar da autarquia, mesmo num caso em que qualquer pessoa tem o direito de consultar os arquivos, sem justificação, nos termos da lei de acesso a documentos.

Tudo isto , é agora apontado como pecado de mensageiro, pelos apaniguados do costume, alguns deles jornalistas, com comentário no blog e tresanda a intriga para tramar o jornalista que investigou. Alega-se falta deontológica, até! E que exige, sabe-se lá o quê, mas de certeza retira credibilidade ao "bem conhecido jornalista"!
Os inquisidores de JAC, em comentários anónimos, como convém à coragem de apaniguados, bem demonstrada, aparentemente também são jornalistas.
Se calhar também fazem investigação, no local, por convite e com recepção no fim. Não cospem na sopa que lhes dão e compreende-se. O meio é pequeno, não dá para todos e encomiar, louvaminhando o poder, sempre foi a fonte mais limpa de ganhar boas graças e vidinha porreira - pá!
E por isso, toca a aviltar os que não lhes seguem a ração comum, de cantina de luxo, preferindo petiscar em tascas de comida caseira, mas com maior autenticidade.
Pode lá ser, um jornalista em pessoa, apresentar-se com o seu nome não habitual, destinado obviamente a afastar reservas imediatas, apanhar os assuntos em rama ainda verdejante, documentar-se sem mácula e solidamente consultar parecer técnico-jurídico!
Pode lá ser, um jornalista atrever-se a vasculhar o passado profissional de um político já em vias de profissionalização e que acabou por tornar-se primeiro-ministro, depois de se ter licenciado na UnI, do modo escorreito que toda a gente sabe!
Pode lá ser, um jornalista dar-se ao desplante de colocar em crise, novamente, o caracter pessoal e político de um primeiro-ministro já com medas de palha, na credibilidade pessoal!

Claro que não pode ser! Isso é assassínio de carácter. De um belíssimo carácter, como todos podem observar e apreciar nas medidas e decisões públicas que o magnífico chefe aprova.

Por isso mesmo, distinguem-se os assassínios de carácter de dois modos: os que visam os políticos que mandam nas pessoas, através do seu poder executivo obtido para impor medidas e os outros, aqueles que visam essencialmente os que não concordam com elas e acham que um político deve ser sério, honrado, competente e com um mínimo de valores comuns.
Há apenas uma diferença, nesta escolha de alvos: os políticos, geralmente contam com os apaniguados profissionalizados que vivem à sombra de prebendas e tachos, mesmo de carreira; os outros, contam com eles mesmos, sozinhos e isolados ou em grupo disperso.
Normalmente, nestas coisas, a verdade vem sempre ao de cima, como o azeite.
Os apaniguados, enterrados até ao pescoço, na mistela dos interesses, são os que apanham, em primeiro lugar, com as nódoas. De gordura.

Publicado por josé 11:58:00 8 comentários Links para este post  



A magnificência reformista

Os fogueteiros das reformas deste governo ( e anteriores) , andam numa roda de giroflé, a cantar a excelência das mesmas, em ladainhas laicas de invocações esperançosas. Na Educação, na Saúde, na Habitação, na Justiça, na Administração simplex - é tudo rosas, Senhores!

Daqui a pouco tempo, quando se verificar o logro que outros anunciam, com base na experiência do exemplo alheio, ainda os vamos encontrar a vituperar os reaccionários que nunca acreditam nas maravilhas do estudo atamancado, das medidas mal enjorcadas e das reformas incompetentes e deletérias.

Na Educação, o mal intrínseco ao sistema que redunda sempre em pior formação académica e cultura, vai continuar a agravar-se, com este primeiro-ministro como símbolo máximo do rigor académico independente.

Na Saúde, a sangria dos dinheiros públicos, continuará a alimentar prémios obscenos de produtividade e horas de extraordinário cansaço, para prescrever medicamentos avulsos e exames em barda.

Na Habitação, a construção civil e obras públicas, continuará a ser a principal fonte de corrupção, sem estanque à vista.

Na Justiça, as magníficas reformas legais e institucionais, serão sempre o suporte de cada vez maiores injustiças e na Administração simplex, o logro nem precisa de se anunciar: atingiu já o paroxismo autista.

Publicado por josé 11:52:00 0 comentários Links para este post  



Silêncio

Publicado por Carlos 1:17:00 0 comentários Links para este post  



Justiça à portuguesa (II)


As datas tramaram Pinto da Costa. O presidente portista requereu ao Ministério Público (MP) que Paulo Lemos, co-autor do crime de incêndio ao seu escritório, não fosse acusado (pediu a suspensão do processo), no mesmo dia em que aquele mudava as declarações e confessava que afinal agira a mando de Carolina Salgado.

Pinto da Costa também requereu que o MP considerasse ter sido cometido apenas um crime de dano, enquanto os mesmos factos, no caso de Carolina, valeram uma acusação de ofensas corporais graves e outra da prática do crime de incêndio.

As coincidências irritaram Amália Morgado, a então juíza do Tribunal de Instrução Criminal do Porto (Pinto da Costa não podia saber o que Paulo Lemos ia depor), que além de negar a pretensão do MP participou o caso à Procuradoria-Geral da República


Continua aqui (Correio da Manhã)

Publicado por Carlos 1:03:00 0 comentários Links para este post  



Observatório 2008: sondagens

SONDAGEM NACIONAL NEWSWEEK:

-- Barack Obama 42
-- Hillary Clinton 41
-- Indecisos 17

PRIMÁRIAS:

Virgínia: Obama, 55-Hillary, 37

Maryland: Obama 57-Hillary, 31

Publicado por André 15:00:00 0 comentários Links para este post  



Observatório 2008: campo Clinton a olhar para o passado, Obama a apontar para o futuro

Aqui...



e aqui

Publicado por André 1:23:00 0 comentários Links para este post  



Justiça à portuguesa


O caso das agressões ao ex-vereador Ricardo Bexiga (agredido em Janeiro de 2005, no Porto) foi arquivado. No despacho final, a procuradora Glória Matos, entre outras coisas, declarou:

1. Só dois meses após a agressão é que Bexiga foi chamado para fazer um reconhecimento fotográfico dos agressores

2. A recolha de indícios no local do crime,como impressões digitais, não foi feita

3. Não foi feita uma busca de forma a tentar encontrar a arma do crime (um barrote de madeira)

4. Em resumo, para a magistrada tais diligências teriam sido determinantes para a identificação dos agressores

O Sindicato dos Magistrados do MP já veio dizer que a culpa não foi do Ministério Público do Porto, e que os procuradores não poderiam ser responsabilizados por «eventuais omissões por parte da força policial que compareceu no local da agressão». Leia-se PSP.

Um Sindicato da PSP diz, por sua vez, que esta polícia fez todas as diligências. E que “apenas em Abril de 2005” o processo foi enviado para a PSP para que esta investigasse, sob a orientação do Ministério Público.

Conclusão: a culpa é de Ricardo Bexiga. O homem, apesar de ter levado com um barrote de madeira na testa, e mais uns, como diria o outro, patarrões de força no lombo, deveria ter protegido a cena do crime. Se fosse um cidadão cumpridor, com certeza que levaria no bolso do casaco um frasquinho daquele pó que realça as impressões digitais. Ao mesmo tempo que, no outro bolso do casaco, deveria ter consigo um bloco de apontamento e uma caneta para apontar a marca e a matrícula do carro dos agressores, assim como deveria tirar notas sobre a côr da roupa dos indíviduos. Bexiga também deveria ter um telemóvel com capacidade para tirar fotografias aos agressores. Isto facilitaria o posterior reconhecimento fotográfico.

Publicado por Carlos 22:31:00 8 comentários Links para este post  



Haute Cuisine


Um dos contentinhos deste regime deletério em que vivemos, é, sem dúvida, José Miguel Júdice, o advogado, sócio de capital da PLMJ, por diversas vezes aqui citada, por causa do contrato com o Estado-Galp-Parpública, celebrado quando um dos sócios, Nuno Morais Sarmento, era membro de um governo. Antes disso, sócio de indústria da PLMJ, depois disso sócio de capital de pleno direito ( foi Júdice quem o esclareceu numa entrevista).
Tal contrato, motivou requerimento na AR, formulado ao governo de então por um deputado do PS, António Galamba que ainda lá anda na AR e que apoia o governo de agora. Saberá já, entretanto, a resposta ao solicitado então? Se sabe, não disse a ninguém publicamente. E o que se pretendia saber, era bem simples- quanto é que o Estado pagou efectivamente à sociedade de advogados em causa, por conta do serviço prestado de acompanhamento da privatização da GALP que afinal nunca se realizou? Esperemos, sentados, pela resposta.


Para nos entretermos, entretanto, poderemos sempre ler o que Júdice escreve no Público de hoje, num artigo no espaço público do mesmo jornal que denunciou a situação do contrato referido e que motivou o requerimento de Galamba.
Júdice escreve sobre a grande “calúnia” levantada por José Sá Fernandes, acerca da renda de 500 euros que os onze sócios do Eleven, ficaram obrigados a cumprir, por conta do contrato de propriedade resolúvel que o município de Lisboa celebrou com alguém, no caso uma sociedade de que se conhece um sócio. E apresenta o assunto, com a mesma desenvoltura com que anunciou ao país, a grande vantagem para o Estado, em obter a consulta obrigatória dos três maiores escritórios de advocacia, sempre que negócios de vulto se apresentam.

Os factos em primeiro lugar”, escreve Júdice. Então vamos a eles, segundo a versão indignada do autor:

O então presidente João Soares abriu um concurso público para um restaurante no alto do Parque Eduardo VII, um concorrente ganhou, e assumiu em tal vitória – pois creio que até resultava do tal caderno de encargos do concurso- o compromisso de construir um edifício de qualidade arquitectónica que, no final da concessão de 20 anos, reverte para a câmara.”
E continua Júdice a rebater a “calúnia”:
“ Não soube do resultado de tal concurso. Meses depois, através de um amigo, o meu filho mais velho soube que o accionista que controlava a empresa vencedora do concurso estava interessado em ceder as acções da sociedade, desde que fosse ele- que é arquitecto- a fazer o projecto. Juntei um grupo de amigos dispostos a dar a Lisboa um restaurante de grande qualidade ( e realmente um ano depois de abrir ganhou uma estrela Michelin, ainda hoje a única de Lisboa), que aceitaram investir e correr o risco ( que mais de três anos depois não receberam um euro de resultados, apesar do sucesso financeiro que também felizmente tem tido, pois foi elevado o endividamento para a construção), e comprámos a posição do accionista da sociedade que fora vencedora do concurso. Com isso investimos quase dois milhões de euros num edifício que reverterá para o município no final da concessão.”

Quem ler isto, seguindo o fio de raciocínio de Júdice, publicamente apresentado, mas com reservas de lógica do senso comum, fica indignado com a prosápia de José Sá Fernandes e Teresa Caeiro ( vituperada por Júdice como insinuadora reles de putativa desonestidade), ao apresentarem publicamente as suas perplexidades, com o negócio estampado no edifício do Parque.

Este artigo de Júdice é, parece-me, exemplar da estultícia na argumentação de virgem pudica que sempre apresenta em público, relativamente a fenómenos socialmente disruptivos.
No outro dia na tv, até jurou, como antes o fizera Jorge Coelho que a corrupção é o cancro fatal que mina as sociedades, fazendo coro de fundo com Marinho e Pinto, mas desbastando-no logo a seguir, na forma, apelidando-o de “gordo” com “voz de cana rachada”. Um dos sócios do escritório, o fiscalista Mota de Campos, em tempos, disse em voz alta na tv que não conhecia nenhum caso de corrupção no país e que o assunto era empolado em modo de exagero.

Bem. Sabendo que foi a Câmara de João Soares ( até ao ano de 2001) quem decidiu a construção de um restaurante no local ( inaugurado em 2005), afastando a ideia peregrina de uma Basílica ou outra mais prosaica, de um hotel, prevendo já a ocupação do espaço seguinte pelo Corte Inglês, já temos a história do concurso e do restaurante, contada na primeira pessoa, pelo vencedor do leilão, ocorrido cinco anos atrás:

«Concorri com o projecto de arquitectura, e ganhei», disse então João Correia, aparente ganhador singular, do concurso ganho afinal por uma sociedade .

E terá sido o mesmo quem começou a procurar sócios: «Não apenas pelo financiamento, porque se tratou de um investimento grande, mas especialmente por causa do know-how ; queria alguém que me pudesse ajudar a pôr em funcionamento um grande restaurante».

Desse modo, segundo a notícia linkada, "cruzou-se com a família Júdice, da Quinta das Lágrimas. Diz-nos Miguel Júdice, filho de José Miguel, e administrador do negócio hoteleiro do pai: «Estávamos nessa altura a pensar criar em Lisboa um restaurante gourmet, que fosse também um espaço agradável do ponto de vista do ambiente. E eu andava a ver espaços, vi imensos, quando um amigo me pôs em contacto com o arquitecto João Correia». Quando soube que havia já um concurso da Câmara ganho, apressou-se a ir ver o local com o pai: «Ficámos apaixonados pelo sítio, e fizemos um acordo com o arquitecto João Correia».

Antes porém, já o mesmo arquitecto, ainda nos seus quarentas, declarava que
“Quando elaborei o projecto de arquitectura do restaurante [Eleven, no Alto do Parque Eduardo VII] não pude deixar de lembrar-me da catedral que fora prevista para o local. Havia uma ideia de grandiosidade associada. O esboço que aqui apresento traduz, de alguma maneira, a reacção a esse conceito. E assim, tomando em linha de conta o desafio que me foi lançado, pensei em reconverter o espaço ‘Eleven’ e transformá-lo não numa catedral mas numa simples casa. Naturalmente, esta é uma casa com vistas excepcionais, mas também com preocupação de sustentabilidade e de futuro. Sem fundamentalismos, mesmo porque arquitectura sustentável é sinónimo de conforto e qualidade.”

Assim, perante estas histórias sobre o Eleven, ficam aqui onze perguntas, tantas quantas as referências simbólicas do local de prândia:

O concurso que “João Soares”, em nome da Câmara de Lisboa, abriu, teve publicidade suficiente e apareceram mais concorrentes ao negócio?

Quem eram esses concorrentes, que propostas apresentaram e como é que afinal veio a ganhar uma sociedade, com um sócio conhecido, arquitecto e que depois acaba sócio de mais dez, amigos e conhecidos, perfazendo os onze beneméritos do alto do Parque?

Como se chama a sociedade vencedora do concurso e quantos e quais sócios e que tem?

Como era o caderno de encargos desse concurso público e onde foi publicado?

Quanto e quando é que João Correia ou a sociedade do mesmo, pagou ao município, durante os anos que mediaram entre o concurso e a realização do projecto?

Foram sempre os 500 euros da renda fundiária?

Afinal, quando é que Júdice tomou conhecimento do resultado do concurso: “meses depois” como indica no artigo, ou “anos depois”, como deixa entrever o depoimento de João Correia?

Júdice ou algum associado ao negócio, já conhecia João Correia, antes do concurso?

Quando e como, exactamente, surgiu a ideia “Eleven”?

Foi ideia de João Correia, como deixa entrever na entrevista ao Correio da Manhã?

E se foi, como é que se justifica a história contada por Júdice, acerca da ideia dos Onze magníficos e simbologia associada?

As perguntas poderiam continuar. Afinal, o negócio pode ser transparente, porque houve um concurso e depois um edifício e um restaurante, financiado por onze sócios privados. O terreno, sendo público, paga-se com uma renda, mesmo simbólica, o respectivo uso do direito de superfície num local privilegiado de Lisboa. O imóvel tem propriedade resolúvel, daqui a uma dúzia e meia de anos.
E toda a gente fica a ganhar: o público de Lisboa que fica com mais uma mamarrachito, então já degradado e notoriamente valorizado, como é do mais elementar senso comum; os sócios que entretanto, atingiram a curva serena da estabilidade, enriquecendo a especial sensibilidade de gourmets e, finalmente, o povo em geral, que vai lendo estas histórias de encantar.
Mas faltam pormenores na história. E é nos pormenores que o diabo se esconde. Ou, segundo Júdice, as calúnias.
Portanto, enquanto não forem esclarecidos, as dúvidas continuam- que não as calúnias.
Quanto a estas, mesmo putativas, honni soit qui mal y pense.

Publicado por josé 16:01:00 4 comentários Links para este post  



Observatório 2008: poderá McCain travar a onda dos democratas

Publicado por André 14:51:00 0 comentários Links para este post  



Os beneméritos

Em Janeiro de 2005, nesta loja, dava-se conta do aparecimento do “Eleven (onze em inglês). É o número de sócios, será o número da porta, foi o dia que se estreou só para os amigos, no mês de Novembro (11.º do ano). Os responsáveis querem também que os algarismos se identifiquem com as célebres duas colunas que Keil do Amaral projectou e que simbolizam todo o parque.E quem são os «onze»? José Miguel Júdice, José Bento dos Santos, Américo Amorim, o arquitecto João Correia (responsável pelo projecto do edifício, construído de raiz), Stefano Saviotti, Joachim Koerper ( chefe alemão de 51 anos, duas estrelas Michelin no seu restaurante Girasol, em Alicante), o banqueiro João Rendeiro e os empresários Nabil Aouad, José Marques da Silva, Hipólito Pires e Tiago Câmara Pestana.«É bastante exagerado falar de milionários. É antes um grupo de amigos interessados em gastronomia», esclarece Miguel Júdice (filho do actual [ então, em 2005] bastonário da Ordem dos Advogados). «Depois da Quinta das Lágrimas, em Coimbra, tínhamos interesse num projecto de qualidade em Lisboa. Havia este terreno, que a câmara tinha posto a concurso e cuja concessão foi ganha pelo arq. João Correia, e vimos que precisávamos de sócios que nos ajudassem no investimento».

Depois da Quinta das Lágrimas e não só. Também há que referir o hotel Vila Monte no Algarve e o restaurante Terreiro do Paço, em Lisboa.

Conforme escrevia a Sábado, em 21 Janeiro 2005 ( de onde saiu a foto, cujo clique a aumenta), “Júdice foi o pivot do negócio no qual os 11 investiram mais de dois milhões de euros. Todos os sócios têm 9% do restaurante. Só o cozinheiro Joachim Koerper detém 10%".

O terreno pertence à Câmara Municipal de Lisboa, para quem reverterá ao fim de 20 anos de celebrações prandiais. Por enquanto, e segundo revelações recentes, os 11 magníficos pagam de renda, à mesma Câmara, a quantia de…500 euros por mês. Pelo terreno, onde foi implantado o edifício.
Uma espécie de contraprestação pelo uso do direito de superfície…onde está construído o edifício, de propriedade imobiliária, resolúvel...

Há quem garanta, ainda hoje, que a obra foi de benemerência e que a Câmara e a cidade só ficaram a ganhar. E ninguém se riu.


Publicado por josé 23:19:00 3 comentários Links para este post  



Observatório 2008: empate absoluta na corrida democrata

Sondagem RASMUSSEN REPORTS:

-- Hillary Clinton 44
-- Barack Obama 44

-- Indecisos 12

Publicado por André 20:03:00 0 comentários Links para este post  



Observatório 2008: Mitt Romney desiste



Já era um dado adquirido, agora foi mesmo a confirmação oficial: John McCain será mesmo o candidato republicano.

Mitt Romney, que era segundo, desistiu esta tarde.

Publicado por André 20:00:00 0 comentários Links para este post  



R de RIGOR 'Técnico'

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Publicado por Manuel 17:37:00 2 comentários Links para este post  



H de Hipocrisia

Meio mundo finge-se chocado com as declarações deste fim de semana de Alípio Tibúrcio, director nacional da Polícia Judiciária. De Santana, que ficou surpreendido, a Cavaco que acha que 'não deve comentar publicamente' o assunto, até ao PS, que as acha infelizes, passando por esse referencial do regime que é Jorge Coelho. Pura pulhice. Não porque as declarações não mereçam reparo, mas porque em tempo útil (I e II e III) estiveram todos muito convenientemente calados. Poucos ou quase nenhuns se indignaram com a exploração mediática e política, poucos ou nenhuns se indignaram - à época - com o nacionalismo patrioteiro que uns tantos deixaram passar, antes o alimentaram. Agora, quando o director nacional mostra (tardiamente) que ainda lhe resta um mínimo de lucidez, e bom senso, andam todos aos pulos.

Comentam não a essência das declarações, mas o facto daquelas terem sido feitas. No fundo, para eles, o problema só passou a existir, porque Alípio falou nele, Não falasse¸e coitadinhos, não se tinha passado nada. Sim, é verdade que a forma como a investigação ao MaddieGATE tem decorrido revelou muitas e enormes fragilidades no nosso sistema judicial e policial, mas reduzir todos esses problemas às declarações de Alípio Tibúrcio é simplista, pífio e hipócrita. E é precisamente isso que está a ser feito. E depois todas as patacas têm duas faces - para eles deixarem cair Alípio, Pinto Monteiro tem que cair também... Não perceberam ? Não faz mal, o futuro encarregar-se-á de lhes fazer um desenho...

Publicado por Manuel 15:24:00 1 comentários Links para este post  



Os pecados velhos deixam grandes sombras

"Se pega a moda de ir vasculhar o passado pessoal e profissional dos políticos antes de o serem"... escreve o núncio habitual na sua causa própria de defesa de lugar de eleição.
Mas está enganado. Redondamente enganado. A defesa à outrance, por vezes tem destas coisas: obnubila a atenção.
Os factos agora em causa, nestas recentes trapalhadas com José Sócrates, ocorreram na altura em que ele era já responsável político, na distrital do PS de Castelo Branco. Não são do tempo da infância, nem sequer da idade adulta em prolongamento da adolescência. Mas que parecem, lá isso, parecem...

Publicado por josé 12:18:00 0 comentários Links para este post  



Fim de dia

Publicado por Carlos 18:25:00 3 comentários Links para este post  



Polícias e ministros

Segundo a Sic-online:

O ministro da Justiça manifestou hoje confiança no director-nacional da PJ, que se envolveu em polémica na semana passada por ter declarado que houve "precipitação" ao atribuir o estatuto de arguido ao casal McCann. "O facto de o director nacional da PJ continuar em funções significa tudo o que penso sobre esssa matéria", disse hoje Alberto Costa ao ser questionado sobre as declarações do director-nacional da Judiciária, Alípio Ribeiro.
Pelo que se lê, o ministro da Justiça, subscreve as declarações do director nacional da PJ. Este criticou, em certo modo ( já em baixo escrevi sobre o assunto para dizer que não foi uma crítica contundente, mas apenas uma observação contextual), a decisão da própria polícia em constituir como arguidos, os McCann.
O problema agora, surge assim:
O ministro da Justiça está em sintonia com o director da PJ. Porém, o ministro da Justiça não sabe nem pode saber o que se passa no processo de Maddie. O director da PJ, pode e deve saber e não pode dizer ao ministro da Justiça o que sabe.
Como é que o ministro da Justiça pode então subscrever a apoiar as declarações do director da PJ se não sabe do que está exactamente a falar? Julgará o ministro da Justiça que é assim a modos de um garante da independência da polícia e seu tutor no governo?
Mais ainda:
Sendo positivo que um ministro da Justiça esteja em sintonia de princípos, com o director da principal polícia de investigação de um país, tanto mais que depende da sua tutela, como é que se pode assegurar uma independência verdadeira, relativamente a um qualquer Governo, de uma polícia cujo director não é independente, nem sequer da amizade pessoal? E se se der o caso de um governo, mormente até o próprio ministério da Justiça, poder ser alvo de um Inquérito em que a polícia tenha que intervir, como é que se vai manter a independência real e a isenção aparente?
Como é que se vai manter essa sintonia de princípios, um dia que o Governo vá à sua vida democrática que é a de ser substituido? Substitui-se o director da polícia, como tem acontecido, algumas vezes com o fragor da queda de recentes direcções?
Este problema, só tem uma solução, de resto já aventada algures, por alguém:
O director da PJ deveria ser escolhido no Parlamento, pelos representantes do povo.

Publicado por josé 14:36:00 2 comentários Links para este post  



P de Prada

O José, abaixo, chama a atenção para uma prosa extra-terrestre do Mário Crespo, que relativiza o 'passado' profissional do 'engenheiro' faxeado José Sócrates. O raciocínio colorido de Crespo não é novo e pode ser encontrado - levado ao extremo - aqui, defendido arduamente pelas floribelas blogueiras do regime... Acontece que passa ao lado do essencial da questão.

É que ao mesmo tempo que as práticas imputadas a Sócrates eram praticadas ministro após ministro de Cavaco era crucificado, no bom velho Indy, por questões muitas vezes bem mais menores, para gáudio da oposição, onde Sócrates começava a ser uma estrela em ascenção. Não consta que à época Sócrates tenha criticado os 'excessos' do Independente. Só isto chega(va) para se falar - sem dó nem piedade - de refinada hipocrisia.

Dito isto, a verdadeira questão é outra, bem mais grave, e - essa sim - revela a indigência profunda - do regime. Sócrates, o mesmo que ao El Pais, qual parolo novo rico, proclamou ao mundo o seu carinho por calçado Prada - o único que os seus pézinhos toleram - profissionalmente o melhor que tem a apresentar é uma mão cheia de mamarachos, dignos de demolição imediata por ferirem a vista. Obviamente que a culpa não é dele, é de um regime, e de um sistema, que forma 'engenheiros' que o melhor que sabem fazer é '(d)aquilo'.

Para terminar, àqueles que digam que Sócrates fez o melhor que podia e sabia, e a mais não era obrigado, eu digo apenas - também a indústria portuguesa de calçado faz o melhor que pode e sabe e... Sócrates só quer calçar Prada... Se ele só quer o 'melhor', porque havemos nós de nos contentar com menos ?

Publicado por Manuel 12:20:00 11 comentários Links para este post  



O relativismo do desvalor

O que segue, é de Mário Crespo, numa crónica do JN:

“O que era legítimo e aceitável fazer-se na altura seria impensável hoje. Por isto acho imoral estar-se a fazer juízos em 2008 e a procurar consequências políticas de comportamentos absolutamente generalizados há um quarto de século. Tanto mais que, pelo que li até agora, esses comportamentos não configuraram qualquer espécie de ilícito criminal. Eram tempos diferentes com leis diferentes e práticas diferentes.”

“Claro que é engraçado este jornalismo de ASAE numa eterna busca de um Watergate com migas à moda da Guarda. É engraçado mas não tem piada. Por tudo isto começam a repugnar-me estes autos de fé ruidosos, deslocados no tempo, cruéis e sobretudo inconsequentes.”

Se há jornalista que ultimamente tem dado destaque noticioso e televisivo a determinados “autos de fé” , apresentados por ele mesmo na praça pública televisiva, onde aplica sambenitos , devidamente credenciados de interesse público, a quem quer que apareça citado por Marinho e Pinto, Saldanha Sanches ou Maria José Morgado, é precisamente Mário Crespo.

Pegar nesta quase tragi-comédia do modo se ser português, avençando a qualidade do desenrasca como um valor intrínseco e a chico-espertice como modo de ser normal, é repescar as aventuras de Tintin e a figura do Oliveira da Figueira, agravada pela pinderiquice de um primeiro-ministro que não se enxerga.

Salientar, ainda por cima erradamente, que as leis são diferentes e os costumes mudaram é, além do mais, não entender o país em que se vive e perpetuar o desvalor de actos, ética e legalmente errados. Em duas palavras: relativismo suspeito.

Publicado por josé 11:31:00 1 comentários Links para este post  



P.e António Vieira

Nos anos setenta, em Portugal, o sistema educativo, na disciplina de Português, tinha um livro de leituras, chamado Selecta Literária, para o então 2º ciclo ( abrangendo os actuais 8ºe 9º anos) e que se intitulava Alma Pátria-Pátria Alma.
O livro, era da autoria de dois professores de Liceu; um de Lisboa, outro de Coimbra. Permitia a alunos ainda na prè-adolescência, a leitura de textos clássicos da nossa literatura. E hoje? Entre a play-station e os programas musicados da Hanna Montana, o que resta para ensinar aos miúdos de hoje, a língua e cultura portuguesas de sempre?

As leituras abrangiam diversos textos do séc. XV até aos autores contemporâneos ( Miguel Torga e António Gedeão).

Sobre o P.e António Vieira, cujo nascimento ocorreu há 400 anos, a Selecta, tinha 9 páginas de textos. Assim:


Publicado por josé 1:56:00 6 comentários Links para este post  



A caminho da Super Terça-Feira: Maria Shriver é apoio de peso para Barack Obama na California

Maria Shriver é a «primeira dama» do maior estado dos EUA e é, também, sobrinha de John Kennedy (filha de Eunice Kennedy, a criadora dos «SpecialOlympics)

... o marido, Arnold Schwarzenegger, está com John McCain

Publicado por André 1:01:00 0 comentários Links para este post  



A caminho da Super Terça-Feira: Obama ultrapassa Hillary

Pela primeira vez em quase dois anos de sondagens já feitas no campo democrata, Barack Obama está à frente a nível nacional, ultrapassando Hillary Clinton, que há cerca de um mês tinha quase 20 pontos de avanço.

CNN
-- Barack Obama 49
-- Hillary Clinton 46
-- Indecisos 7
(dados recolhidos entre 2 e 3 de Fevereiro)

Publicado por André 0:19:00 1 comentários Links para este post  



A caminho da Super Terça-Feira: Obama antecipa a grande noite das primárias

Publicado por André 0:16:00 0 comentários Links para este post  



A caminho da Super Terça-Feira: as ideias de Hillary

Publicado por André 0:13:00 0 comentários Links para este post  



E porque é Carnaval

Publicado por Carlos 23:36:00 1 comentários Links para este post  



O dia de Dóris

Já foi notícia, ontem, no Correio da Manhã. Com o título garrafal: "Fui censurada pelo Expresso".

No desenvolvimento da notícia, ficava a saber-se que a crítica literária Dóris Graça Dias, acusava o Expresso e o seu director, Henrique Monteiro, de lhe censurar um artigo, a publicar pela revisa Actual, sobre o magnum opus de Miguel Sousa Tavares, Rio das Flores.
A história não é entusiástica, mas permite aquilatar uma coisa simples: o director do Expresso, Henrique Monteiro, não gostou da crítica e não deixou publicar. Censura? Claro. Amigos, são para as ocasiões.
Aliás, quem é a Dóris, para criticar e escrever mal, sobre um romance histórico, com a autoridade literária já suficientemente encomiada, por Vasco Pulido Valente?

Hoje, o jornal 24 Horas, comuma edição superior à do Público, publica uma página sobre o assunto. Vejamos então, as razões, concretas, com a publicação do texto intitulado A Redacção, e ainda a reacção do visado, o sempre emproado Sousa Tavares, auto-proclamado "escritor" de romances históricos.
A crítica, acha que os redactores das Selecções do Reader´s Digest, escrevem melhor. Basta fazer clique nas imagens, para ampliar e ler.




Publicado por josé 13:55:00 16 comentários Links para este post  



A inquisição dos media

Alípio Ribeiro, director nacional da PJ, em declarações ao programa Diga lá Excelência, ( RR e Público), comentou o caso "Maddie", pendente de Inquérito dirigido pelo MP e disse algo que não é constume ouvir em autoridades policiais ou judiciárias: que houve uma certa precipitação, em constituir o casal, como arguidos, no processo.
Esclareceu até que "com a experiência que tenho como magistrado do MP, acho que talvez devesse ter tido outra avaliação".
Marcelo Rebelo de Sousa que agora também comenta estas coisas dos Inquéritos e da acção penal de investigação, considerou ontem que estas declarações são "gravíssimas e mataram a investigação da PJ". Bem gostaria de saber porquê, mas o comentador não explicou mais. Desobrigou-se de tal incumbência, apoiando-se no habitual argumentum baculinum que deriva naturalmente da sua qualidade de professor de Direito Constitucional e Ciência política, além, claro, da de jornalista. E assim acabou por debitar mais um disparate. A meu ver, grave, também.
A declaração do director nacional da PJ, porém, encerra mais do que uma crítica directa aos magistrados que decidiram constituir arguidos aqueles então suspeitos, por motivos conhecidos amplamente na comunicação social: vestígios biológicos encontrados na mala do carro em que se faziam transportar e outros que se desconhecem ao todo A este propósito, o presidente do Sindicato do MP, já veio criticar também, a facilidade em certas autoridades públicas se pronunciarem sobre casos pendentes ( esquecendo-se da obrigação de informação que este caso singular a torna obrigatória, até nos termos legais).
Não obstante, será preciso lembrar que o casal foi constituido arguido, numa altura em que o novo Código de Processo Penal já estava em vigor e determina a melhor ponderação acerca de quem deva ser constituido como tal. É aliás, uma das inovações positivas da reforma penal.
Mas ao mesmo tempo, é uma arma de dois gumes. Um suspeito pode não ser constituido arguido se não houver indícios relevantes para tal, por ainda serem desconhecidos, mas se o fosse, permitir-se-ia, com esse estatuto, uma melhor defesa dos seus interesses. Basta lembrar que um arguido pode calar-se ou até mentir e noutra qualidade, mormente testemunha, tem de dizer a verdade, sob pena de falsas declarações; se o não quiser fazer, terá de pedir precisamente a constituição como arguido, no próprio acto.
Na ponderação desses dois factores- melhor defesa e possibilidade de uma maior pressão sobre os suspeitos, acerca de factos eventualmente comprometedores- que deve fazer o MP?
Parece óbvio: é sempre preferível, no campo dos princípios gerais, mesmo em detrimento da eficácia da investigação, a constituição como arguido.
Sendo certo que isso comporta uma carga negativa, ampliada desproporcionadamente, neste caso, pelos media, o dilema foi resolvido, neste caso de um modo que o próprio director nacional da PJ, em tempos e a propósito deste caso referiu: os indícios sempre foram quase nulos e a PJ e entidades de investigação, andaram quase sempre com uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma.
Mas reconhecer isso, abertamente, causa dano à imagem da polícia. Mas não causa dano nenhum à Verdade. E agora é que se nota, como isso é evidente.
Alípio Ribeiro, aliás, acaba de reconhecer isso mesmo, implicitamente, mais uma vez.
É pena que os media não tenham sabido interpretar as declarações sempre cautelosas do director nacional da PJ e tenham aberto uma caça aos arguidos, com laivos de inquisição.
Não leram o Nome da Rosa, do Umberto Eco...

ADITAMENTO, às 18h 50m:

Entretanto, o presidente da Associação sindical dos juízes, assobia para o lado, como se o interrogatório judicial para aplicação de medidas de coacção, evitasse aos juízes de instrução, terem de se pronunciar sobre os indícios acerca da qualidade de arguidos...
Mera burocracia, segundo António Martins.

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A caminho da Super Terça-Feira: será que Barack vai lá chegar?

Publicado por André 1:15:00 1 comentários Links para este post  



Observatório 2008: Obama à frente na California!

Há pouco mais de uma semana, Hillary Clinton tinha entre 20 a 30 pontos de avanço no maior estado americano, o principal dos 22 que vão a votos no lado democrata na Super Terça-Feira.

Mas Obama, nesta recta final decisiva antes do dia mais importante das primárias, está a provar que é um animal de campanha e ganha, dia após dia, muitos pontos percentuais: já está à frente na Califórnia, lidera de forma esmagadora no Illinois e perspectiva-se que vença os estados do Sul.

Vejamos:

CALIFORNIA
-- Obama 45
-- Hillary 41
(Reuters/Zogby)

ILLINOIS
-- Obama 60
-- Hillary 24
(Rasmussen Reports)

NOVA IORQUE
-- Hillary 51
-- Obama 30
(Reuters/Zogby)

NOVA JÉRSIA
-- Hillary 43
-- Obama 42
(Reuters/Zogby)


Do lado republicano, não há grande assunto: John McCain vai ganhar os principais estados, com larga margem. Romney poderá obter um ou outro estado menor.

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Ser e parecer

Paulo Otero, o prestimoso jurisconsulto catedrático que cedeu graciosamente o seu parecer ao primeiro-ministro, nesta provação, por causa das calúnias do Público, defendendo que a acumulação das funções de deputado, com as de engenheiro técnico camarário, é perfeitamente possível e legal, é o mesmo que defendeu recentemente, em parecer pedido pelo governo, que :

"A opção do legislador de incluir os juízes no conceito de "trabalhadores que exercem funções públicas" é "constitucionalmente admissível", considera Paulo Otero, professor catedrático de Direito Constitucional, num parecer sobre a possibilidade de aplicação aos magistrados judiciais do diploma relativo ao regime de vínculos, carreiras e remunerações da função pública.
Para Paulo Otero, os magistrados judiciais, "ao invés de todos os restantes titulares de órgãos de soberania, são dotados de um estatuto constitucional que os faz exercer tais funções a título profissional, razão pela qual nunca podem deixar de ser tratados como ‘trabalhadores que exercem funções públicas’.

A ética destes universitários, é esta que se pode ver.

Paulo Otero, aliás, é um dos especialistas regularmente convocado pelo Governo para "dar" pareceres sobre algumas matérias que dantes eram da competência dos gabinetes jurídicos e de assessoria dos mesmos governos e/ou de outras entidades como o Conselho Consultivo do MP.
Por exemplo, logo em Setembro de 2005, o ministro da Administração Interna, quis saber se os militares poderiam convocar manifestações. Em 100 páginas, o catedrático, informou o Governo do seu superior entendimento sobre a matéria. Neste caso, um modesto cidadão, contrapôs ao subido professor uma opinião arrasadora, mas ... no pasa nada. Aí o temos novamente, a defender sempre garbosamente, a dama do Governo!

Seria interessante, agora que o acesso aos documentos administrativos do governo sobre esta "parecerística" encomendada, parece indiscutível, saber quanto é que o Estado- Governo-Administração, paga a estas pessoas, para lhes dizer o que o mesmo Governo supostamente já deveria saber, directa ou indirectamente, nos próprios ministérios que comandam.

Publicado por josé 22:47:00 0 comentários Links para este post  



A caminho da Super Terça-Feira: Michelle Obama fala sobre a questão racial

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A caminho da Super Terça-Feira: Hillary já tem o seu Kennedy

Depois do apoio de Ted Kennedy e Caroline Kennedy, filha de JFK, a Barack Obama, Hillary Clinton tenta travar a ideia de que o clã Kennedy está todo com o senador do Illinois e conseguiu o «endorsment» de Robert F. Kennedy Jr., filho de Bobby Kennedy:

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A caminho da Super Terça-Feira: McCain, o «verdadeiro conservador» de quem os democratas gostam

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É Carnaval, ninguém leva a mal

Claro, no sítio do costume, já se fala em "character assassination", assim mesmo em inglês, para não haver dúvidas de onde vem a expressão.

Por exemplo, as imagens que seguem, para o blog da causa, que já deu o mote a alguns comentadores de pacotilha que amanhã ampliarão a mensagem, tem nada a ver com o ataque ad hominem. O que se segue é, simplesmente...humor.






















Mas, se por acaso, alguém se lembrasse de publicar uma coisa destas, em relação ao nosso primeiro do ministros, qual seria a reacção do visado? "character assassination", por certo...
Há pessoas que fazem por vezes, a figura de caricaturas delas mesmas.

Publicado por josé 0:06:00 2 comentários Links para este post  



Jerónimo relativo

O PCP, hoje, pela voz autorizada de Jerónimo de Sousa, disse que não alinhava em estratégias de descredibilização do primeiro-ministros, baseadas em ataques pessoais.

Jerónimo de Sousa por onde andava, em 1980, quando o seu partido e o jornal O Diário ( a verdade a que temos direito), se lembraram de atacar pessoalmente o então primeiro-ministro, Sá Carneiro, por causa de uma dívida pessoal eventualmente contraída, para com a banca e não paga?
Lembra-se o Jerónimo desse ataque pessoal como arma política?
Então, pode também ir dar uma volta ao bilhar grande....

Publicado por josé 23:44:00 4 comentários Links para este post  



A ética relativa

Já há dois professores de cátedra, mesmo virtual, a assegurar que o primeiro-ministro, enquanto engenheiro técnico ( até ver), podia perfeitamente acumular funções, na Câmara municipal da terra e noutras adjacentes, assinando projectos próprios e eventualmente de outros, com as funções de deputado à Assembleia.
Paulo Otero, de Lisboa, é um deles e assegura, com parecer em riste, que ofereceu ao nosso primeiro, que não existe qualquer ilegalidade, nem sequer violação de normas éticas ou de outra ordem. Tudo bem, na consciência académica dos tempos que correm.
Outro, o da causa de sempre, continua a argumentar com as leis e a sua progressão contínua e sem efeitos retroactivos, o costume, com a particular sabedoria constitucional, para provar o seguinte:

Um deputado, podia perfeitamente acumular fosse o que fosse, desde que não recebesse tusto por isso. E se recebesse em géneros, tipo agradecimentos específicos com recomendação? Ah! Isso, não conta. O dinheiro não fala-mas vê-se...

Esta gente de academias, parece não entender o básico desta questão:

José Sócrates, há vinte e cinco anos e conforme as notícias vão saindo, terá feito o que quase todos fazem, ó entendidos! Nada mais e também nada menos. Vocês não sabem o que isso é, pois não?

Então, tomem nota se quiserem ler o que um insignificante blogger vos diz diz: A QUESTÃO É DE ÉTICA POLÍTICA! É essa a essência da questão, até agora e sem adiantar mais. E por isso, argumentar com regras, leis, constituições, adianta nada de nada.
O que José Sócrates não entende nem parece capaz de entender, é que a Ética na política ainda conta para certos efeitos. Mormente, para se confrontar com procedimentos em que ele mesmo, enquanto primeiro ministro, tem que fazer passar, como mensagem essencial , essa mesma ética enquanto valor. E já o tem feito. Por exemplo, ao proclamar a excelência do MIT, assumiu como modo de excelência de procedimento ético, a regularidade e normalidade da demissão de uma responsável, por ter falsificado um currículo académico, há 28 anos atrás.
O primeiro dos ministros tem que dar um exemplo de ética a toda a gente, porque senão, os discursos que anda por aí a fazer em escolas e em lugares públicos, valem zero em credibilidade. E essa ética revela-se quando confrontado com pecadilhos passados, reage como reage, com acrimónia, negando evidências, desmentindo factos e tomando os outros por parvos.

Quando o chefe de um Governo, é apanhado em certas coisas que aparentam uma forte carga negativa e segundo Costa Andrade (que é outro dos vossos pares e com uma credibilidade um pouco mais sólida do que a vossa, mesmo sendo de um partido que está na oposição), é de "inquestionável carga ética negativa", o problema deixa de ser de legalidade estrita e passa a ser de apreciação acerca daquilo que é valor ou anti-valor, na sociedade portuguesa.

Se entenderem que estes procedimentos de Sócrates, mormente com estas negações peremptórias e catedráticas de responsabilidade ética, são perfeitamente aceitáveis na sociedade e no tempo em que estamos, podem ficar sossegados. Mas um dia destes, vão reparar noutros...e nessa altura, aposto que repetirão o que agora denegam.

Publicado por josé 22:49:00 3 comentários Links para este post  



Explicações, precisam-se.

José Sócrates, agastado com as notícias do Público, acusa os seus directores de perseguição pessoal, até caluniosa. E esclareceu:

Eu disse ao Público que nunca tive outra remuneração, para além da minha vida de político, desde 1989.”

Então explique lá isto que segue, senhor Primeiro-Ministro e não o tome à conta de campanhas de calúnias ou perseguição pessoal.

Como deveria saber e muitos o lembraram já, um político eleito, e por maioria de razão, um primeiro-ministro, tem responsabilidades diferenciadas dos restantes cidadãos. Uma delas é prestar contas, mesmo pessoais, daquilo que faz, do que recebe pelo que faz e que tem a ver com a natureza do cargo que ocupa :

Então, vamos a isto que é público e foi publicado pelo Correio da Manhã.

EVOLUÇÃO DO RENDIMENTO ANUAL BRUTO DE JOSÉ SÓCRATES COMO GOVERNANTE E DEPUTADO

ANO: 1995

CARGO: Secretário de Estado adjunto do Ambiente

RENDIMENTO ANUAL: 8 082 700$00 (40 413 e)

PATRIMÓNIO IMOBILIÁRIO: Casa na Calçada Eng. Miguel Pais, em Lisboa

VIATURA: Não há registo

DÉBITO: 15 347 065$00 (76 735 325 e) ao MG, por 20 anos

ANO: 1996

CARGO: Secretário de Estado adjunto do Ambiente

RENDIMENTO ANUAL: 12 914 083$00 (64 570 e)

PATRIMÓNIO IMOBILIÁRIO: Na Rua Braamcamp, uma casa no Edifício Castilho. Casa de 95 foi vendida

VIATURA: Rover 111 SL

DÉBITO: Empréstimo do MG foi liquidado no dia 27 de Fevereiro de 1996

ANO: 1997

CARGO: Ministro adjunto do primeiro-ministro

RENDIMENTO ANUAL: 13 531 740$00 (67 658 e)

PATRIMÓNIO IMOBILIÁRIO: Apartamento no 3.º piso do Edifício Castilho, na Rua Braamcamp, em pleno centro de Lisboa

VIATURA: Rover 111 SL

DÉBITOS: Empréstimo de 15 000 000$00 (75 000 e) da Caixa Geral de Depósitos (CGD), em Janeiro de 1998, para compra de habitação, com a duração de 12 anos

ANO: 1998

CARGO: Ministro adjunto do primeiro-ministro

RENDIMENTO BRUTO: 15 021 200$00 (75 106 e)

PATRIMÓNIO IMOBILIÁRIO: Apartamento no 3.º piso do Edifício Castilho, na Rua Braamcamp, em pleno centro de Lisboa.

VIATURA: Mercedes C 180

DÉBITOS: Empréstimo de 15 000 000$00 (75 000 e) da Caixa Geral de Depósitos, em Janeiro de 1998, para compra de habitação, própria com a duração de 12 anos

ANO: 1999

CARGO: Ministro adjunto do primeiro-ministro

RENDIMENTO ANUAL: 15 021 200$00 (75 106 e)

PATRIMÓNIO IMOBILIÁRIO: Casa no Edifício Castilho, na Rua Braamcamp

VIATURA: Mercedes C 180

DÉBITOS: Crédito na CGD de 15 000 000$00 (75 000 e) para comprar casa

ANO: 2000

CARGO: Ministro do Ambiente (desde 25/10/1999)

RENDIMENTO ANUAL: Não há registo

PATRIMÓNIO IMOBILIÁRIO: Casa no Edifício Castilho, em Lisboa. Contrato de promessa de compra e venda da fracção autónoma ‘CJ’ - 7.º G, Bloco 2, em Lisboa, R. Francisco Stromp, n.º 5A, 5B, 5C e 7, Rua Cipriano Dourado nº24

VIATURA: Mercedes C 180 e SL 230

DÉBITO: Empréstimo da CGD para comprar casa

ANO: 2001

CARGO: Ministro do Ambiente

RENDIMENTO ANUAL: 82 045,21 €

PATRIMÓNIO IMOBILIÁRIO: Apartamento no Edifício Castilho, na Rua Braamcamp, no coração urbano de Lisboa

VIATURA: Mercedes 230 SL

DÉBITOS: empréstimo de 15 000 000$00 (75 000 e) da Caixa Geral de Depósitos (CGD), em Janeiro de 1998, para compra de habitação, com a duração de 12 anos

ANO: 2002 (?)

CARGO: Deputado

RENDIMENTO ANUAL: Não há registo

PATRIMÓNIO IMOBILIÁRIO: Apartamento no Edifício Castilho, em Lisboa. Fracção no 7.º andar G, Bloco 2, R. Francisco Stromp, n.º 5, 5B, 5C, 5 e 7 e Rua Cipriano Dourado n.º 24, em Lisboa, em comum com a mulher

VIATURA: Mercedes C 180, e 230 SL

DÉBITOS: Empréstimo de 15 000 000$00 (75 000 e) da CGD

ANO: 2003

CARGO: Secretário-geral do PS/Deputado

RENDIMENTO ANUAL: 54 493,78 €

PATRIMÓNIO IMOBILIÁRIO: Apartamento no Edifício Castilho, na Rua Braamcamp, no coração urbano de Lisboa

VIATURA: Mercedes 230 SL e Peugeot 607.2.21 HDS

DÉBITOS: Empréstimo de 15 000 000$00 (75 000 e) da CGD, em Janeiro de 1998, para compra de habitação, com a duração de 12 anos

ANO: 2004

CARGO: Secretário-geral do PS/Deputado

RENDIMENTO DE TRABALHO DEPENDENTE: 49 837 e

RENDIMENTO DE TRABALHO INDEPENDENTE: 6000 e

PATRIMÓNIO IMOBILIÁRIO: Casa no Edifício Castilho, em Lisboa.

OBRIGAÇÕES: 2500 e na SAD do Benfica

VIATURA: Mercedes SL 230

DÉBITO: empréstimo de 15 000 000$00 (75 000 e) da CGD, em Janeiro de 1998, para compra de habitação, por 12 anos

ANO: 2005

CARGO: Primeiro-ministro

RENDIMENTO ANUAL: 89 637,01 €

PATRIMÓNIO IMOBILIÁRIO: Casa no Edifício Castilho, em Lisboa.

OBRIGAÇÕES: 2500 e na SAD do Benfica

VIATURA: Mercedes 230 SL

DÉBITOS: Crédito na CGD de 15 000 000$00 (75 000 e)

ANO: 2006

CARGO: Primeiro-ministro

RENDIMENTO ANUAL: 100 511,04 €

PATRIMÓNIO IMOBILIÁRIO: Casa no Edifício Castilho, na Rua Braamcamp, em Lisboa.

OBRIGAÇÕES: 2500 € no capital da SAD do Benfica

VIATURA: Mercedes 230 SL

DÉBITOS: empréstimo de 15 000 000$00 (75 000 €) da CGD, em Janeiro de 1998, para compra de habitação própria, com a duração temporária.

Explique lá como é que um político que não recebe mais nada do que aquilo que ganha das funções públicas, consegue adquirir o que aqui fica exposto. E , - lembre-se!- a explicação é devida a partir do momento em que declarou, hoje de manhã, aquilo que declarou, ou seja que nunca recebeu mais nada do que o que ganha como político, desde 1989.

Publicado por josé 20:24:00 8 comentários Links para este post  



Observatório 2008: os duelos nacionais

Agora que já é certo que os possíveis nomeados são apenas 4 -- Hillary Clinton e Barack Obama pelos democratas, John McCain e Mitt Romney, pelos republicanos -- interessa ver, a dois dias da Super Terça-Feira, como poderão ser os quatro duelos para a eleição geral.

Aqui vão eles:

OBAMA - McCAIN : 44/43
McCAIN - HILLARY: 45/44


OBAMA - ROMNEY: 51/33
HILLARY - ROMNEY: 50/36

(fonte: Fox News Poll)

Conclusões: McCain garante uma disputa renhida, seja com Hillary, seja com Obama. Romney será derrotado por larga margem. Obama parece estar ligeiramente mais forte do que Hillary no duelo com os republicanos, embora a diferença não seja clara

Publicado por André 17:46:00 0 comentários Links para este post  



A nossa causa

O jornal Sol, conseguiu ganho de causa, numa acção que deveria ser de todos nós: aceder a informação do Governo acerca de contratos do Estado-administração-governo, com advogados.

O jornal, pretendia aceder a essa informação e o governo não lha dava, mesmo depois de a CADA ( entidade que arbitra o acesso aos documentos administrativos) entender que tinha direito à mesma.

O STA, um viveiro de juízes constitucionais, decidiu desta vez, a favor do jornalismo e da transparência, contra o secretismo e a reserva executiva de privilégio na recusa de informação acerca do dinheiro de todos. O STA considerou a atitude de recusa do Governo, "inaceitável". Categoricamente. Não obstante, o Governo, através de advogado ( já agora, quem?) requereu a aclaração do acórdão. Recorde-se que isto acontece quando as decisões dos tribunais, contém obscuridades ou insuficiências de fundamentação. É caso para dizer: é preciso ter lata. Este governo julga-se uma ilha, no sector do Estado. Mais um escândalo.

Seja como for, será desta que ficamos a conhecer o valor do contrato e do dinheiro efectivamente pago á sociedade de advogados de José Miguel Júdice, por causa da privatização da GALP? E também ao escritório onde estava António Vitorino?

Isto promete.

Publicado por josé 13:33:00 1 comentários Links para este post  



Ofensas à inteligência

O jornal Público de hoje, apresenta uma "nova ofensiva" contra o primeiro-ministro José Sócrates, apresentando uma reportagem do tempo em que era "engenheiro técnico", ( até ver) e ao mesmo tempo deputado no Parlamento, acumulando réditos. O primeiro-ministro já veio desmentir "categoricamente", mais esta ofensa que considera pessoal. Agora mesmo na SIC , considera a notícia como integrando a campanha difamatória, que mostra ressentimento ( porquê?!) e vontade de ataque pessoal, sendo uma mera "insinuação sem o mínimo fundamento". Pelos vistos da direcção editorial do Público...
O problema para José Sócrates, é agora um outro, como já era ontem:
Ao prosseguir nos desmentidos categóricos, arrisca-se a ser desmentido pelas realidades. Ou seja, a mostrar um carácter nada recomendável para quem dirige o executivo de um país. Sócrates ainda não percebeu muito bem o significado disto nem a dimensão da sua atitude. Esperemos então, até mais ver.

A expressão "nova ofensiva", foi usada ontem, na RTP, ao minuto 18 do Jornal da Tarde, segundo escreve a direcção editorial do jornal, hoje mesmo, em editorial sobre este caso.

A direcção de informação da RTP, actualmente, tem como responsável o pivot José Alberto Carvalho, cuja adequação ao cargo, já foi questionada em termos desabridos por Manuel Moura Guedes que lhe chamou abertamente, "burro".
Não querendo chegar a tanto, até porque só lhe conheço a fronha de talking head, pretendo no entanto chegar a um outro ponto, mais sensível: demita-se do cargo, já!

Um jornalista, ainda por cima de uma empresa pública e que deve a nomeação a interessados politicamente comprometidos, não acusa outros, de "ofensivas " para o governo, assim como quem debita palavras a partir do "ponto" electrónico.

Publicado por josé 12:50:00 3 comentários Links para este post  



A caminho da Super Terça-Feira: Hillary e Obama em debate elevado

O debate dos democratas desta madrugada no Teatro Kodak, em Los Angeles, foi um dos momentos mais altos desta longa campanha.

No primeiro «one-on-one» de Hillary e Obama, pôde ver-se, durante hora e meia, um duelo elevado e com substância.

Aqui ficam alguns dos melhores momentos de Clinton...



e de Obama



Sondagem para a Califórnia, o maior estado da Super Terça-Feira:
-- Hillary 43
-- Obama 40

-- Edwards 9
(fonte: Rasmussen Reports, dados referentes a 29 de Janeiro)

Falta saber, claro, quem ganhará a maioria dos votos de John Edwards, que já desistiu, mas ainda não declarou apoio a qualquer dos candidatos

Publicado por André 17:00:00 0 comentários Links para este post  



O portfolio


José Sócrates já se pronunciou sobre as três páginas do Público, vitimizando-se mais uma vez. Desta vez, não é uma calúnia ignóbil. "É uma pretensa notícia. É basicamente um ataque pessoal e político". Pois, de facto, encómio é que não é. E quanto a ataques pessoais e políticos, ainda no outro dia o vi a regurgitar uns tantos, na casa da Assembleia. Sem espinhas.

Assim, alguém diria mesmo mais e ele disse-o: ´"é um insulto". Isso, agora, é que já não sei bem se será tanto assim.

Tomando nota das fotos do portfolio que segue, e que o Público teve o bom gosto de catalogar, o insulto neste caso, será mais ao bom gosto, à paciência de todos nós que aguentamos as medidas e esperamos pelas Novas Oportunidades, cada vez mais adiadas.

Vindo de um primeiro-ministro, antigo ministro do Ambiente, o mínimo que se pode dizer é que a paisagem urbanística portuguesa, teve sempre os seus defensores de classe alta: a engenharia técnica, neste caso, é um marco na arquitectura que fica bem nos anais daquele estilo que dantes se chamava o da Maison, com janelas tipo fenêtre.

Vendo bem as imagens, isto são obras de deixar um qualquer engenheiro técnico, garboso dos seus projectos. Dignos de se mostrarem a um qualquer engenheiro civil , com curso da UnI. E de fazer embatucar os próprios correligionários...


Publicado por josé 14:01:00 7 comentários Links para este post  



Um retrato de Sócrates em azulejo com marquise de alumínio


"Portugal...país engravatado todo o ano que se assoa à gravata por engano"- Alexandre O´Neill.


O Público de hoje, seringa José Sócrates, com uma reportagem de três páginas, com chamada na primeira e abertura de notícias de rádio, logo pela madrugada. O motivo, são as velhas oportunidades de arranjos técnicos em projectos alheios, em câmaras de província, em época de vacas magras de empregos remediados.



Anos oitenta, de 81 a 87, numa qualquer câmara das Beiras ou até deste Portugal inteiro, mas no caso concreto na Covilhã, um jovem engenheiro técnico ( bacharel até ver), chamado José Sócrates, trabalhava nos quadros camarários, enquanto exercia em regime de profissão liberal, “por fora”, dentro da forma da lei. Nos tempos livres, era responsável pela “distrital “ do PS de Castelo Branco.
Que fazia o engenheiro técnico José Sócrates, na Câmara e fora dela? Analisava e assinava projectos de construção civil, memórias descritivas, cálculos de betão, fazendo estimativas de custos, para munícipes públicos e clientes privados.
Alguns desses clientes privados, ao que parece e o Público assinala, nem o conheciam e eram de municípios vizinhos, no caso, da Guarda, onde outros engenheiros técnicos, elaboravam mas não podiam assinar os "projectos". O vizinho mais próximo, ajudava então, num porreirismo ambiente.
A aldrabice exarada no artigo do Público, tem mais de vinte anos, não constitui qualquer crime ( Costa Andrade, acrescenta apenas que revela uma “inquestionável carga ética negativa”) e revela também a natureza do poder autárquico que temos e que – note-se bem!- não sofreu qualquer mudança significativa, desde então.

Onde reside então o problema, desta vez?
Nisto que se ponta como exemplo ético e que toda a gente aplaude, mas nem todos seguem, na prática:

No ano passado, foi notícia mundial que Marilee Jones, responsável das admissões no prestigiado M.I.T.americano, demitiu-se das suas funções porque se descobriu, ao fim de 28 anos que tinha então falsificado, aldrabado, as suas qualificações académicas, quando se candidatou a um lugar no prestigiado MIT. O lugar era de baixo e quando se encontrava em cima, Marilee, pediu desculpa pelo erro, assumiu-o e abandonou as funções.

O MIT, recorde-se, era o paradigma da excelência, na altura da parolice das Novas Fronteiras, seringado em modo serôdio, já se sabe por quem.

Depois das comprovadas aldrabices na UnI, atribuídas aos responsáveis desta unidade de ensino superior entretanto encerrada por motivos óbvios, José Sócrates é apanhado outra vez, com as calças na mão, nestas moscambilhices velhas de mais de vinte anos, mas com recorte de “inquestionável carga ética negativa”.
O problema, neste como no outro caso da licenciatura, não era flagrantemente criminal. É antes, um problema grave, mas de âmbito ético-político e que serviu para testar os limites da complacência política dos órgãos de Estado, em Portugal e da opinião pública que se manifesta por causa das urgências da Saúde, mas encolhe os ombros a estas carências bem mais sérias, porque determinantes das outras.


Ficou provado à saciedade, como eventualmente vai voltar a suceder, que Portugal não tem, nem sequer oficiosamente, os padrões éticos de outros países, de outros lados civilizados. Abandonou-os, se é que alguma vez os teve, algures no final do século passado. De repente, um ministro pode-o ser, mesmo com um processo judicial às costas, por responsabilidade civil para com o Estado. Pode-o ser, mesmo com suspeitas de ter em tempos passados, pressionado ilegitimamente e de forma grave, um outro poder do Estado. Os limites éticos alargaram-se a novas oportunidades.
Assim, no caso do ciploma, o presidente da República, desvalorizou. Vinha ali a Cimeira, já a seguir e Portugal não podia ficar mal visto.


A Assembleia da República desdramatizou e tamborilou o assunto para a trica do costume e até há suspeitas de que se conluiou na aldrabice do certificado duplicado e apócrifo.


A PGR desvalorizou outra vez e arquivou, sem se saber o que investigou ao certo.


A opinião pública dividiu-se: os apoiantes de partido e adjacentes cargos de Estado, assobiaram para o lado ou invectivaram os invejosos e maledicentes, politizando logo a questão e levando-a para o campo da luta política, onde as regras são outras.
Os outros, resignaram-se a aceitar um Estado que aceita e acoita alegremente, estes espécimes políticos que só contribuem para um maior descrédito da democracia, dos verdadeiros valores democráticos e que se alaparam à sombra do Estado, de há muitos anos a esta parte.
Mas isso, quem é que o não sabia, já há muito tempo?

A melhor alegoria disto tudo? A imagem que aí fica, tirada da Rede, de sítio Público : uma das obras do futuro ministro do Ambiente , de Guterres...

Publicado por josé 10:57:00 15 comentários Links para este post  



GIP

Não vale a pena falar muito sobre a coisa, está tudo no Público de hoje para quem souber (e tiver a coragem) de ler. Com o PS transformado num imenso lamaçal, com o PSD transformado num autêntico... bananal, começa a ser tempo de quem de direito assumir as suas responsabilidades. Falo - em concreto - do Presidente da República. O cenário de um Governo de iniciativa presidencial não pode ser apenas teórico. A crise - a sério - vem mesmo ai, e não se compadece nem coma inércia, muito menos com calendários ou estratégias de reeleição...

Publicado por Manuel 9:26:00 4 comentários Links para este post