Enlaçados

O primeiro-ministro José Sócrates, acabou de ser entrevistado na Sic-Notícias, por uma dupla de laços. Um deles, trazia-o de atavio, no pescoço; o outro, tolhido no bestunto jornalístico, enlaçou as perguntas num ramo de rosas que foi oferecendo ao entrevistado.

Em tempos, na RTP1, outra dupla idêntica, deslassada, já o presenteara com perguntas branqueadas, para fazer brilhar um diploma esconso.

Actualmente, são estes laçarotes, quem manda na informação televisiva, nesses dois canais. Coincidências.

Publicado por josé 00:02:00  

6 Comments:

  1. Viriato pastor said...
    Eu não diria melhor!...
    OSCAR ALHINHOS said...
    100% de acordo...

    Aquilo mais parecia uma sessão de campanha eleitoral...

    As perguntas eram feitas à medida...

    Um dos entrevistadores, supostamente especialista na área económica, não confrontou o PM com o facto de neste país das 1001 maravilhas, existirem ricos cada vez mais ricos e pobres cada vez mais pobres... tipo américa latina...

    O outro, supostamente sabedor de política, pelo menos é irmão dum político profissional, perguntou ao PM " olhe o sr. levou o armando vara da CGD para o BCP? " Certametne estava à espera que o PM lhe dissesse que sim...

    Valha-nos Deus!!!!

    Com esta comunicação serviçal....
    Carlos Medina Ribeiro said...
    NÃO ERA POR ACASO que os contos tradicionais referiam, com muita frequência, a figura do rei (ou do sultão, no caso d' «As 1001 Noites») que se disfarçava - de pedinte, viajante ou mercador - para, misturando-se com o povo nas ruas e mercados, saber a verdade e o que pensavam dele e da sua governação.

    E essa saudável prática, mesmo que não passe de ficção, bem falta faz a muitas pessoas da nossa praça (nomeadamente políticos), que demonstram uma total incapacidade de se verem de fora, de se aperceberem de como os outros os vêem - o que sucede, porventura, por viverem em redomas ou torres-de-marfim, isolados do mundo-real por uma caterva de assessores, bezuntas, familiares, yes-men, amigos e correlegionários.
    josé said...
    O rei ou o príncipe desses tempos era um soberano a sério, porque a soberania residia nele mesmo, vinda directamente do Divino.

    Agora, estes soberanos de pacotilha, reizinhos de fancaria, julgando-se os titulares de todo o poder democrático, portam-se assim.
    Em países mais civilizados nunca teriam saído dos gabinetes esconsos onde aprenderam a intrigar politicamente.

    Mas há uma desgraça escondida: há pior do que este espécimen.

    O do PSD, for instance. E os do CDS estamos vistos. Os do PCP já vimos e os do BE não existem de todo.

    Alegre? Deixem-me rir.
    Unknown said...
    Brilhante!
    "Entrevista",aquilo? Foi,isso sim,uma descarada sessão de propaganda à criatura...
    Ricardo said...
    Portugal made in Brazil.

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