"Se Depois de Eu Morrer..."
quarta-feira, fevereiro 09, 2005
Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples
Tem só duas datas — a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra cousa todos os dias são meus.
Sou fácil de definir.
Vi como um danado.
Amei as cousas sem sentimentalidade nenhuma.
Nunca tive um desejo que não pudesse realizar, porque nunca ceguei.
Mesmo ouvir nunca foi para mim senão um acompanhamento de ver.
Compreendi que as cousas são reais e todas diferentes umas das outras;
Compreendi isto com os olhos, nunca com o pensamento.
Compreender isto corri o pensamento seria achá-las todas iguais.
Um dia deu-me o sono como a qualquer criança.
Fechei os olhos e dormi.
Além disso, fui o único poeta da Natureza.
Alberto Caeiro
Publicado por Manuel 02:28:00 0 comentários
Uma boa proposta...
terça-feira, fevereiro 08, 2005
... do PCP.
Publicado por Manuel 22:57:00 4 comentários
que venham os idos de Março
O Dr. Pacheco anda preocupado. Acha que as declarações de Alberto João Jardim contra o "Sr. Silva" revelam o risco real de divisão do PSD que Santana Lopes trouxe para o partido. Mais, diz que isso de há muito lhe parece um perigo evidente mas que se tem menosprezado. Ele está preocupado e eu não, pelo menos com isso. Sejamos francos, se houver uma ruptura esta não se dará por motivos de unicidade opinativa na medida que não esteve nem está em causa a diversidade inerente à matriz ideológica do PSD, se houver ruptura a linha divisória dar-se-à naquilo que é o entendimento último do que é um partido político, e daquilo que é a sua práxis e o seu modus operandi. Ora, uma das coisas que tem que ser assumida, com seriedade, quer no PSD, quer em qualquer partido, é que a vitória, o acesso ao poder, não é o objectivo último em política. O Objectivo último deve ser o bem público, Ponto final, não estamos no futebol. Assim, da mesma forma que fico feliz por Fátima Felgueiras não ser do PSD, passem - há uns anos - as tentativas do Dr. Menezes para - então - a recrutar, lamento que o Dr. Jardim seja militante do Partido Social Democrata. É certo que ganha eleições, mas, e depois ?, não deixa de meter, sistematicamente, nojo, além de que há dúvidas fundadas sobre se há de facto democracia na Madeira... Se há gente no seio do PSD que acha que vale tudo em política, que acha que os fins (a perpetuação no poder) justificam todo o tipo de meios, de "compromissos" e de silêncios, e se há gente que não hesita em usar todos os meios para se manter à tona, em nome do PSD, então que vão, e não voltem. No imediato o PSD pode perder umas câmaras, e daí ? O Projecto político do PSD sempre foi nacional e não pode ficar sistematicamente refém dos interesses localizados de meia dúzia de caciques locais, que fora das suas capelas não valem um voto, um único voto, mais, com esta despoluição, todos tinham a ganhar, o PSD, a credibilidade do sistema político, Portugal. Por cada Marco António que saísse, por cada João Jardim, quantos é que, cidadãos anónimos, não estariam dispostos a entrar, a dar a cara pela renovação do tecido político e a lutar por Portugal? Essa é a verdadeira questão, a única questão. Quanto aos notáveis citado spelo Dr. Pacheco, dos quais poucos se aproveitam, são todos maiores e vacinados, logo, e no caso da tal ruptura se afigurar, só têm de decidir em que companhias querem andar, e, em bom rigor, a maioria já decidiu. Que venham pois os idos de Março!
Publicado por Manuel 21:52:00 4 comentários
INDIGNIDADES Miguel Sousa Tavares disse há pouco na TVI que esta campanha era feita de banalidades. Eu acrescento: de banalidades e de indignidades. Há alguém particularmente interessado em deitar lama para a ventoínha. Começou em Sócrates e já vamos em Cavaco. E a campanha só começou há três dias. Isto promete.
in Portugal dos Pequeninos
Publicado por Manuel 21:06:00 0 comentários
contagem decrescente... faltam 12 dias.
O Prof. Cavaco está de novo na ordem do dia, não por causa das sondagens, mas da manchete de hoje do Público. Ao que parece elfos e gnomos, que se terão cruzado com o Professor em eventos sociais, confidenciaram ao Público, que precisou aliás de 8 mãos (!) para escrever a notícia em questão, que o ex-primeiro-ministro apostaria (a expressão é do Público) numa maioria absoluta do Partido Socialista. Cavaco já desmentiu, mas,isso agora não interessa ,porque o que interessava, e foi conseguido, era arranjar um pretexto para o trazer a lume. O Dr. Lopes, com aquela subtileza que se lhe reconhece, veio dizer numa atarantada (é ver as imagens...) troca de impressões informal com jornalistas nos jardins da sua residência oficial que não, não senhor, não acreditava que fosse verdade, mas não sem, sarcasticamente, trazer à liça o nome do Prof. Freitas, querendo comparar pulgas com elefantes. Regressado ao Carnaval da Madeira, também Alberto João Jardim fez questão de falar, afirmando que não ficaria surpreendido que tal fosse verdade (apesar do desmentido) e que, mais, tal seria motivo até de expulsão, isto da boca do militante do PSD que mais envergonha o Partido. No mesmo registo do Dr. Lopes, afirmou ainda que "O professor Cavaco e o professor Freitas são duas faces da mesma moeda e essa moeda pertence ao Portugal velho, pertence à brigada do reumático desta III República e o que eles temem, no fundo, é uma mudança". O pequeno detalhe de ele, Jardim, estar há mais tempo ininterruptamente na política que o próprio Prof. Cavaco é obviamente um detalhe que não conta para nada. Jardim rematou, desafiando sarcasticamente o PSD a apoiar a candidatura presidencial de Anibal Cavaco Silva. A motivação imediata deste factóide político é óbvia, e já foi amplamente dissecada aqui, aqui e aqui mas talvez seja oportuno dissertar um pouco sobre outras motivações não tão imediatas. Por força das circunstâncias, Aníbal Cavaco Silva é hoje a maior ameaça ao status quo político português, e é só isso, aliás, que motiva as ruminações violentas do Dr. Jardim. Num sistema político asfixiado, autofágico, endógeno, o Professor não precisa de claques, de aparelhos, de lobbies ou spinners para fazer ouvir a sua voz. Fala do que apetece quando lhe apetece. Pior, é ouvido e respeitado por todos. Mais, ao contrário do que por aí se julga, o Professor fala, pensa e age sozinho; o Cavaquismo, enquanto corte de fiéis, claque organizada, força de pressão, pura e simplesmente nunca existiu. Há, por aí, um ou outro que, de quando em vez, lá puxa dos galões e recorda ter andado à tona nos tempos idos do cavaquismo, mas o facto, e basta comparar com a influência do Dr. Soares no PS, é que o Prof. Cavaco nunca patrocinou facções, nunca alimentou putativos herdeiros ou guerras internas, muito menos alguma vez interferiu na vida interna do Partido Social Democrata. Com o epitáfio do barrosismo e a sua transmutação no santanismo, muitos são os que peroram sobre o estado actual do Partido Social Democrata e, voilà, atiram culpas a Cavaco Silva. É verdade, nos dez anos em que esteve no poder cometeu muitos erros, mas foi também por causa desses erros que se foi embora, pelo seu pé, e mesmo assim cometeu menos erros que todos os outros juntos. Parece, contudo, que o erro maior de Cavaco Silva foi afinal não ter interferido, ter deixado ao livre arbítrio de quem continuou activo no PSD a gestão das coisas, e logo ter deixado que as coisas chegassem onde chegaram, isto por um lado, e por outro, já que as coisas estão agora como estão, tinha é que comer e calar, senão leva na cara com uma de narcisista, pois deve muito ao PSD. Acontece que Aníbal Cavaco Silva não deve rigorosamente nada ao Partido Social Democrata! Nada. Este, e o País, devem-lhe muito, alguns tudo. Sejamos claros, dia 20 há eleições, e, com ou sem maioria absoluta, o Eng. Sócrates vai vencê-las. Eu não sei se o Eng. Sócrates estará à altura dos desafios que vai enfrentar, tenho muitas e fundadas dúvidas, tenho a certeza de que o programa do PS não é suficientemente realista, mas, infelizmente, também tenho a certeza de que o Dr. Lopes não serve, não presta. Como escrevia desapaixonadamente o Vasco Pulido Valente este domingo no Público [não disponível online] o Eng. Sócrates é uma espécie de mal menor, um interlúdio que permite ao país livrar-se de Santana Lopes, mas, a menos que um milagre ocorra, não é a solução do problema. Voltando ao Prof. Cavaco, e às presidenciais, um número esmagador de portugueses revêem-se nele, e não consta, apesar dos delírios do Dr. Jardim, que sejam todos de esquerda, são antes a base de apoio tradicional do PSD. Ora é a esta base de apoio, que não é o actual PSD/Partido mas devia, que deve ser devolvido o PSD. O facto de Cavaco poder ser candidato presidencial sem constrangimentos, sem compromissos, sem acordos por debaixo da mesa, é o melhor caminho para refundar o Partido Social Democrata, e de permeio a democracia portuguesa, não porque daí resulte um partido mirífico à imagem e semelhança de Cavaco (o Cavaquismo, já se disse, de facto não existe, nem nunca existiu a não ser nos devaneios de uns quantos), mas porque objectiva e realisticamente Aníbal Cavaco Silva é o único que, no curto prazo, tem condições de devolver o PSD, e a política, aos portugueses. O PSD, tal como os outros partidos aliás, é hoje uma espécie de clube privado, com demasiados vícios, não contam as ideias, conta muito o brand. Ora, só por má fé se pode antever um Prof. Cavaco, Presidente, a comandar o Partido de Belém, tal não foi feito no passado, não será feito no futuro, só por muita má fé se pode insinuar que para Cavaco, qual Nero (!), quanto pior melhor; só por pura perfídia se pode escrever que a ideia, mal se chegue a Belém, é correr com quem quer que esteja em São Bento, como se Cavaco não tivesse sido, ele próprio, sempre um adepto incondicional da estabilidade, mesmo sabendo que esta não é um valor absoluto. É tudo muito mais simples, assustadoramente mais simples, por não depender de directórios partidários, apenas e só do voto directo dos Portugueses, Cavaco Silva assusta, atemoriza, horroriza, e não só o PSD, todo o sistema. Quer se goste quer não, Aníbal Cavaco Silva é hoje a pessoa mais bem colocada para apresentar e explicar aos portugueses as reformas que se impõem - do sistema político, do sistema administrativo, da administração pública, da educação. Não se trata de as executar, mas tão só de as apresentar, porque às vezes o que falta é a coragem, e a credibilidade, para falar nelas, porque o facto é que quando fala todos, sem excepção, ouvem. Quanto ao PSD, por muite que custe a alguns que confundem política com futebol, é tão nobre estar no poder como na oposição. O PSD tem tão somente de se renovar, de apresentar propostas construtivas, exequíveis e reformistas com base na sua matriz social-democrata de sempre, e quanto voltar a chegar a vez de ir a votos de novo, apresentar-se com um programa e uma equipa credíveis, para que os portugueses votem e confiem nele, não por ser a sua vez, não por serem o mal menor, não por se chamar PSD, mas tão somente porque acreditem de novo que o PSD é apenas e só, outra vez, o melhor para Portugal. Por muito que custe a alguns, Aníbal Cavaco Silva já não é hoje património exclusivo do PSD, é, isso sim, património de Portugal, de todos os portugueses. A lealdade, palavra tão gasta e tão abusada por estes dias, foi, é, e será, sempre, a Portugal e aos portugueses, não numa qualquer lógica clubística, ou estritamente partidária, aos Albertos Joões deste mundo. A dúvida que se põe é saber se o PSD quer aproveitar estes ventos de mudança ou continuar "contra ventos e marés", porque o regresso de Aníbal Cavaco Silva à vida política activa será uma lufada de ar fresco para todo, repito, todo o sistema político português e, por maioria de razão, também para o PSD, num PSD onde há muitos que ainda não perceberam que enquanto eles falam uns dos outros, e uns com os outros, um outro, Aníbal Cavaco Silva, também fala, mas directamente com os portugueses sobre matérias que interessam aos portugueses. Uma chatice, é o que é.
P.S. Já que se falou em factos políticos, o Prof. Marcelo vai finalmente regressar ao comentário político na RTP/1. O ilustre comentarista fez saber espalhafatosamente que só (!) ia ganhar tanto como António Barreto e que tal verba era muito inferior ao que auferiria na TVI. Acontece que António Barreto é um ilustre membro da sociedade civil que, por uma vez, há muitos anos, fez uma perninha na política; já Marcelo Rebelo de Sousa é um político profissional, e no activo, registe-se. O Prof. Marcelo é livre de comentar o que quiser, onde quiser. Fosse a RTP/1 privada e nada haveria a obstar; sendo uma empresa pública é de questionar se dar corda às maquinações do Presidente da Assembleia Municipal de Celorico de Basto é, sob qualquer óptica, algo que tem que ser pago por todos os que pagam impostos...
Publicado por Manuel 19:31:00 10 comentários
"O óbvio"
Recebido de "Olho Crítico", aqui fica o seguinte postal...
Falar e exprimir opiniões é uma coisa tão óbvia que, ao que me parece, poucas pessoas questionam na nossa comunidade dos anos 2000.
Mesmo os novos censores, quando exercem a sua censura, nunca assumem esse exercício como tal. Invocam razões de estado, razões de interesse dos serviços, e até a agressão ao que dizem de contraditório.
Nesta sociedade livre, ao menos para falar, vigoram regras de direito internacional e interno que, muitas vezes, são revogadas pela circular, pelo ofício, pelo telefonema, pela conversa a sós, onde está implícita a ameaça àquele direito.
Diria eu que, se não temos mais direitos, que nos deixem, pelo menos, falar e ficamos com a sensação enganosa de que já participamos na democracia, até no processo eleitoral que vai culminar em certo dia, a partir do qual já nada somos porque o poder, que está no Povo, passa a ser propriedade de quem é eleito por nós.
Em tempos, que não estão muito distantes, houve quem decretasse por despacho que os magistrados têm direito à liberdade de expressão, com as restrições do seu estatuto e da lei que se aplica a qualquer cidadão.
Houve quem logo aplaudisse. Não entendi, nem o decreto, nem o aplauso.
O decreto porque para mim sempre fora óbvio que os magistrados também são cidadãos, antes de serem magistrados. Aliás, nunca percebi, nem percebo, como se pode ser magistrado não tendo noções arreigadas de cidadania. Nunca percebi que magistrados defendam, no foro próprio, os direitos dos seus concidadãos, sem que eles próprios se atribuam os mesmos direitos. Se atribuam e os exerçam. Aí inclusa a liberdade de expressão. Com as condicionantes legais, como é também óbvio.
Daí que me disse que tal despacho vinha afirmar o óbvio. Afirmava o óbvio e era até perigoso, pois dava a entender, embora de modo oculto, que poderia haver outro entendimento qual seja o de que os magistrados estariam, até ao despacho, sujeitos à lei da censura vigorante até certa data do país e de que ora já é quase proibido falar.
Mas se “à concessão, por despacho, de um direito fundamental” ainda se poderia dar algum longínquo sentido pleonástico, o aplauso demonstra que, em certas áreas das magistraturas, reina ainda o espírito de submissão à hierarquia, a falta de consciência cívica e política que a Constituição e o estatuto dos magistrados evidentemente consagram.
Reina uma coisa muito pior: o medo.
Ora, magistrados medrosos não podem, com isenção, independência e imparcialidade, fazer, ou colaborar na administração da Justiça. Tais pressupostos têm de estar sempre presentes em quem julga, ou ajuda a julgar, os cidadãos. Magistrados timoratos podem ser muito certinhos na técnica jurídica, mas nunca serão os magistrados que o cidadão espera, com todo o direito, que os julgue.
Até certa altura, por exemplo, as circulares da Procuradoria-Geral da República eram instruções ou directivas secretas que ninguém conhecia.
Alguns objectivos se conseguiam com essa penumbra circulatória. Em primeiro lugar, quem as emitia, escondia-se atrás da opacidade do oculto, sem assumir as responsabilidades inerentes à ordem transmitida. Em segundo lugar, os destinatários directos, os magistrados, deveriam começar por aí a sua acção, e não por leis discutidas publicamente, como compete a uma democracia. Uma espécie de direito administrativo de caserna, ou de penitenciária.
Hoje, muitas das directivas e ordens da PGR são publicadas para o mundo conhecer no Diário da República.
Contudo, mesmo em democracia, continua a penumbra, ora mascarada de “interesse do serviço”, “lealdade às chefias”, o que, ao resto e ao cabo, só faz esconder o que deveria ser público: o mau funcionamento dos serviços e afasta o cidadão dos interesses que deveria ter pela res pública.
A tudo devendo acrescentar-se um outro dever, o chamado “de reserva”.
Reserva de quê? De pronúncia, de liberdade de expressão, de manifestação pública sobre o que se pensa de determinado procedimento.
Esse dever serve de rolha aos magistrados e de espada de Dâmocles sobre os mesmos, sobremodo quando não são do agrado das hierarquias conjunturais no poder.
É uma proibição que afronta a Constituição e Tratados Internacionais que o país subscreveu e serve para que sempre se possa, de modo mais ou menos eficaz, manter a opacidade da justiça, as suas dificuldades internas, a incompetência de quem governa e a impunidade de quem gere. E também sabem gerir os processo instaurados, fazendo com que durem meses e anos, assim amedrontando e mostrando aos magistrados “ quem manda”.
ATÉ QUANDO?
Olho Crítico
Publicado por josé 13:35:00 8 comentários
O recordista Lopes em pose de Executivo
O que parece hoje a minha pergunta de ontem - "E tu PS, Ficaste?" - ao pé do Falcon de emergência, em Montereal, de hoje, de Santana Lopes? Conversa de putos como é evidente.
Ah, como é bom termos um Lopes destes para nos facilitar os problemas de consciência. Questões de consciência política, com este tipo como oponente, são um luxo que qualquer bom cidadão terá de dispensar.
Dúvidas em quem votar? Acaba por ser impossível ter.
Publicado por Rui MCB 01:28:00 1 comentários
zapping...
segunda-feira, fevereiro 07, 2005
O Dr. Lopes, na pele de primeiro-ministro, foi à base aérea de Montereal, com falcon à mistura, fazer não sei bem o quê... Diz quem sabe que o happening só foi anunciado e marcado ontem ao fim do dia. No entanto, o que me chamou verdadeiramente a atenção foi ver na comitiva, passou nas TVs, a vereadora do urbanismo da Câmara Municipal de Lisboa, Eduarda Napoleão. Ora, a senhora estava na comitiva a fazer o quê, e a que título? É que a tal base aérea fica em Leiria...
Publicado por Manuel 20:36:00 1 comentários
o tio do homem do táxi dos milhões na suíça...
O "tio" Isaltino regressou, não da Suíça, mas à ribalta. Ele é o homem que quer ser presidente outra vez de Oeiras, ele é o homem a ser mais santanista que Santana, ele é a dar uma entrevista, hoje, à "A Capital". Num momento em que quase que já estava para segundo plano do debate político a discussão sobre a boataria em torno das preferências sexuais do Eng. Sócrates, Isaltino Morais, com aquele acerto táctico e estratégico que se lhe reconhece, veio dizer,para quem o quis ouvir, que não, que Sócrates fez mal, que «O eng. Sócrates deveria ter dito: "Eu não sou homossexual"». Obviamente que não vou dissertar sobre as preferências de alcova do Eng. Sócrates, mas não posso deixar de me referir à extraordinária ética, e lata, revelada pelo tio Isaltino. Quem é afinal esse homem para exigir, sugerir, ou dar palpites, a quem quer que seja explicações sobre boatos quando até hoje nunca esclareceu cabalmente outros boatos, chamemos-lhe assim, que se referem à sua pessoa, que motivam investigações judiciais, e que são infinitamente mais graves, porque podem ser crime e mexem com a coisa pública ?
Publicado por Manuel 15:26:00 1 comentários
É o carácter, pá!
Sondagens recentes apontam Cavaco Silva como candidato imbatível para presidente da nossa República, por uma maioria esmagadora de preferências. À frente de todos os putativos contendores, incluindo António Guterres.
Porque será?
Arriscando uma análise simplista e eminentemente opiniática, tal só poderá explicar-se pelo Carácter.
Pessoas de muitas latitudes, apreciam o carácter dos indivíduos que mandam e que aparecem em posição de líderes.
Na América, as discussões sobre essa parcela da personalidade dos indivíduos que mandam, estão muitas vezes na ordem do dia dos artigos de opinião, revelando um interesse inusitado pela psicologia aplicada e pela filosofia de sempre.
Por cá, é raro lermos algo sobre o assunto da parte de quem o entende melhor: os filósofos, particularmente os dedicados à análise política. É pena que eles não peguem na pena e esmiucem o problema.
Assim, abre-se a porta aos diletantes, para perorar sobre esse assunto candente, com base no empirismo original e na impressão , muitas vezes desbotada e superficial. Aqui fica o contributo de mais um...
Seguindo Aristóteles, parece que o carácter será aquilo que revela o nosso fundamento moral, onde ficam à vista as escolhas que se fazem, de opção ou rejeição, nas circunstâncias em que se fazem, principalmente quando essas opções não são claras. Um bom carácter transporta consigo a capacidade de tornar algo mais credível.
Para além disso, também o mesmo filósofo diria que o nosso carácter é o resultado da nossa conduta.
Em Aristóteles – na Retórica – o carácter não será a personalidade moral do orador, mas a impressão que, pelo seu discurso, este causa no público. Em Cícero a posição já será diferente:
Carácter são as virtudes éticas ou competências morais, ou seja, desenvolvem-se através do hábito, da educação e da prática. Aí cabem a honestidade, a moderação, a coragem, a justiça, o amor, a fidelidade, o humor… tudo virtudes!
Para Maquiavel a palavra virtude podia ter vários sentidos, combinados até: capacidade, perícia, energia, determinação, força, brio, coragem ou proeza.
Bem, bastará esta pequena amostra, para perceber que esta busca do significado exacto do conceito, pela vertente filosófica, é um caminho de perdição intelectual e mais vale já receber a extrema-unção da condescendência, pois morrerá aqui mesmo, a esperança de tal alcançar.
Assim, resta escrever em palimpsesto e reproduzir o que outros já disseram, adiantando opinião implícita.
Parece-me que nas escolhas eleitorais que se avizinham, estará em jogo a personalidade e o carácter dos actores mais visíveis da peça em exibição: a conquista do poder político!
Quem opta por Cavaco, escolhe o quê? A seriedade e a competência. Real ou presumida.
A capacidade de mandar bem e a habilidade em fazer escolhas acertadas, encontra em Cavaco o eco dos desejos de muitos que sentem carência de qualidades que julgam residir em permanência, no antigo governante. Parece evidente.
O denominador comum a estes tempos de análise política em painéis de televisão, inquéritos de esquina de rua ou sondagens avulsas em conversa de café, prende-se invariavelmente com a falta de qualidade dos políticos: “são todos iguais”; “ medíocres”; “ há falta de qualidade na democracia” (Marques Mendes dixit...) . Estamos, por isso, perante um problema de falta de Carácter, em sentido amplo. Faltam virtudes aos políticos conhecidos.
O problema, porém, surge mais agudo quando se começa a pensar que tipo de carácter é preciso para o cargo. Que qualidades se exigem ao político militante que dirige o orienta?! As da seriedade, honradez, competência técnica e intelectual? As inerentes ao espírito empreendedor, com a visão intrépida e temerária dos exploradores do ignoto? As da coragem, próprias do lutador inato? A lucidez do sábio e a prudência do cogitante?
Uma mistura de todas elas, num cadinho de personalidade? E como se detectam as qualidades? A olho nu da observação televisiva e mediatizada ou só pelo contacto pessoal e intransmissível?
É esse o problema do votante comum: não sabe exactamente, porque não conhece os termos da escolha!
E é por isso que a imagem corrente conta muito. Substitui a essência do conhecimento pessoal e transforma uma pessoa sem qualidades primorosas, num candidato de públicas virtudes, feito de promessas. E à primeira quem quer cai. À segunda ainda se vai lá espreitar e alguns acabam no logro inicial, por quererem, num wishful thinking esforçado, ver doses melhoradas onde só há pratos requentados e acabam por colocar a cruz de votante, num aldrabão militante.
Na América, uma senhora chamada Peggy Noone, na área dos neo-conservadores e que escreveu discursos para Ronald Reagan disse algo sobre o caracter que merece atenção...
In a president, character is everything. A president doesn't have to be brilliant... He doesn't have to be clever; you can hire clever... You can hire pragmatic, and you can buy and bring in policy wonks. But you can't buy courage and decency, you can't rent a strong moral sense. A president must bring those things with him... He needs to have, in that much maligned word, but a good one nonetheless, a "vision" of the future he wishes to create.. But a vision is worth little if a president doesn't have the character-- the courage and heart-- to see it through.
Todavia, há quem discorde um pouco desta visão simplista e ponha o dedo numa ferida aberta de relativismo moral e mostre a hipocrisia social num esplendor de poleiro...
Professor James Davison Hunter is co-author of a report that found Americans recognize a need for strong moral character but display confusion and contradictory views about it. The report, “The Politics of Character,” found that the moral character of candidates “is trumpeted, but more as the absence of corruption than as the display of particular virtues.”A situação piora ainda se a análise desliza para o período da reeleição de Clinton, em que estas questões assumiram interesse nacional...
“It seems as though Americans don’t have the capacity to look beyond the rhetoric of character,” Hunter said in an interview Tuesday. “I’m not sure that voters care so much about the issues of character, about a principled public life, that they are capable of being motivated to seek it,” he said.
Hunter said the report “seems to suggest that image-making is more important than the substance of genuine leadership.” The report should encourage political consultants by reassuring them that their talents are still very much needed in American political life, he said.
Better people then Clinton have seen their careers ruined over ethics. Nonetheless, the public is prepared to finally issue a mandate that ethics are independent of politics. Eventually, lack of character in politics will adversely affect the public’s wallet; whereupon they will finally realize that character and politics will forever be intertwined.Em que ficamos? Escolhemos então os nossos líderes de partido e de governo em função da ética e do carácter de cada um? Ou apenas nos fiamos nas aparências das virtudes para lhes dar um valor putativo?
Queremos um Cavaco pela suposta preservação de valores que reclamamos ou apenas pretendemos a aparências das virtudes como reclame moral?
E Santana, Sócrates e Portas, como se portam, neste panorama? Que ideia fazem os portugueses em geral da particular personalidade de cada um que se reflecte nas escolhas públicas que fazem? E será consistente com a realidade, ou seja, conhecêmo-los suficientemente para os julgar nesse plano da moral e da ética?
Será pelo aparente carácter que são julgados e a escolha releva dessas impressões? E se assim for, quem nos ajuda a determinar o contorno da personalidade de cada um? Os seus actos mais recentes ou os antigos?
Questões e mais questões não respondidas - e que merecem reflexão , parece-me.
Publicado por josé 12:35:00 3 comentários
Alimento para o cérebro
"Never bullshit a bullshiter..." e nada a acrescentar senão esta imagem mais clarinha ainda, se possível:
Dados fonte da OCDE, disponíveis aqui.
Sem comentários.
Publicado por irreflexoes 04:57:00 31 comentários
e outra facada...
... ouço na TSF, é o que dá a insónia, que o Dr. Portas quer que votem nele para primeiro-ministro, sente-se preparado. Em bom português nesse pedido insólito e inusitado, do Dr. Portas está o verdadeiro certificado de [in]competência do... Dr. Lopes. Um certificado passado e autenticado pelo seu ainda parceiro de coligação.
Publicado por Manuel 01:57:00 1 comentários
outra sondagem, outra facada...
É mais uma facada espetada no peito do Dr. Lopes, mais uma sondagem, ainda por cima sobre as presidenciais, e logo no DN. Parece que aquele simpático avozinho, recém reformado do Banco de Portugal e docente na Católica, que ainda há pouco o Dr. Jardim, entre outros, queria expulsar do PSD, é o favorito dos portugueses. Os números são avassaladore e o Prof. Cavaco só não será eleito PR se não quiser, com ou sem apoio formal do PSD, sendo ou não o único candidato à direita. Na véspera das eleições com mais indecisos, de sempre estes números deviam fazer pensar, da esquerda à direita, e não é por se tratar do Prof. Cavaco, mas para tentar perceber porque é que os mesmos que tem tantas certezas (gostando ou desgostando) sobre ele tem tantas dúvidas sobre o Eng. Sócrates e/ou o Dr. Lopes.
Publicado por Manuel 01:37:00 0 comentários
Uma soma negativa
domingo, fevereiro 06, 2005
Nos partidos há uma mania particularmente nefasta que passa pela concepção de que as eleições são um momento de absolvição total dos pecados passados. Cavaco saiu, o PSD foi derrotado? Então jamais alguém nos poderá recordar os erros do passado porque já pagámos por eles. Guterres saiu, o PS foi derrotado? Ah! Já perdemos as eleições para Durão Barroso logo, já pagámos os nossos pecados. Ferro Rodrigues disse-o; Sócrates parece acreditá-lo ao dar provas de companheirismo imaculado com a exaltação do mais-velho-Guterres, seu amigo.
Este era o pior sinal possível que eu esperaria ver na campanha do PS e digo esforçando-me por ser coerente com o que aqui venho escrevendo há largos meses.
Se na "boca" diária do discurso político é admissível recusar discutir o que se fez há 20 anos quando o que deve ser preferencialmente julgado é a legislatura que fecha, não deixa de ser fundamental para atribuir credibilidade à parte positiva da mensagem - a proposta política construtiva - que o eleitorado perceba exactamente que pecados passados se estará na disposição de evitar com maior afinco.
Nunca fiquei satisfeito com o mea culpa do PS no pós António Guterres. Nunca percebi muito bem o que é que o PS e os seus dirigentes acham que falhou e hoje, essa difusa admissão de culpa que houve, revela-se demasiado frágil para afastar o fantasma que outros sabiamente agitam sempre que António Guterres surge num ecrã.
Guterres fez uma travessia do deserto, talvez até queira ser Presidente da República, talvez isso até fosse possível mas o silêncio que houve no tempo certo para ele ser quebrado, face à "pesada herança" socialista, agora paga-se com juros. E nem eu que já me dispus a votar PS me escuso de o cobrar. Não é assim que votarei pela positiva caro José Sócrates.
Se não é agora a altura de assumir culpas do passado de forma explícita, e convenhamos esse tempo não é em plena campanha, deveria ser ao menos altura para implicitamente se perceber o que se fará de forma diferente. Apresentar António Guterres como cabeça de cartaz no início da campanha com toda a simbologia que tem, é destruir a própria possibilidade de se limitar avarias por via dessas eventuais pistas sobre o que marcará a diferença face ao PS do passado. A menos que verdadeiramente estejamos a caminhar alegremente para reproduzir o passado.
Uma coisa é avaliar-se o desempenho do governo cessante e trazer essa discussão para a campanha - e isso é justíssimo - outra coisa é ACREDITAR que há sempre uma absolvição futura que nos permitirá partir do zero e repetir onde já praticámos o zero.
E para que conste, não querendo recuar mais no tempo, já a 10 de Outubro escrevia...
Uma das piores sensações que senti com o Governo de Guterres foi o pedinchar universal e as sub-sequentes tentativas de apaziguamento dos governantes.
Particularmente no segundo governo parecia estarmos perante a lei da melhor carpideira ou do chorão-mamão.
Recordo-me também que José Sócrates foi um dos raros casos de governantes a quem ouvi dizer "não" e se viu a bater o pé por alguma coisa. Curiosamente esse é o principal capital de Sócrates hoje, particularmente relevante enquanto não se ouvirem outras causas com definição detalhada sobre aquilo que considere digno de que se bata o pé. Preocupa-me cada vez mais que não tenha de se comprometer antes de se apresentar a votos... (...)
in 15 de Outubro, Adufe.
Publicado por Rui MCB 23:21:00 11 comentários
A SIC não ter passado o homilia do Eng. Guterres foi um grande favor ao Eng. Sócrates... Oh, se foi.
Publicado por Manuel 22:42:00 1 comentários
E tu PS, ficas-te?
A SIC afirmou, preto no branco, que uma Câmara do PS recrutou um dos prestadores de serviços avençados (um grupo folclórico) para abrilhantar o comício de campanha do PS. O canal de TV "confirmou" este facto com uma entrevista, algo ambígua, a um representante do grupo. Este afirmava que era verdade, sim senhor, que tinham um contrato anual com a Câmara. Não disse exactamente que estava ali a mando da Câmara. Mas foi o que pareceu pela notícia da SIC.
Será só um detalhe, um empurrão na grande área que nenhum árbitro pune com penalti, mas este que vos lê fica curioso em saber... E tu PS, ficas-te? É isto verdade e há já liberdade para se assumir assim às claras, sem desmentido ou retratação?
Não tinha nada esta ideia do presidente da Câmara de Castelo Branco.
Tenho aqui um "Isto é inadmissível", só não sei a quem o entregar, à SIC ou ao PS?
P.S.: O Canzoada informa que a SIC hoje deu o comício do PSD na íntegra tendo passado pouco mais do que um minuto do do PS. Outra curiosidade a ter em conta...
Publicado por Rui MCB 22:09:00 7 comentários
Viver em Portugal, por estes dias, e assistir à nossa cena política assemelha-se a uma experiência quase mística, por assim dizer...
É ouvir o, ressuscitado, Eng. Guterres , o tal que se pirou, a prometer, de novo, amanhãs que cantam, é ouvir o Eng. Eurico de Melo, também ressuscitado, prometer transformar o contenente numa nova Madeira e o dr. Lopes num novo Alberto João Jardim, e é, ver e ouvir este último, aos beijos e abraços ao actual titular da pasta da justiça, algo que, confesso nunca esperei, em tempos, ver em vida. É a vida.
Publicado por Manuel 19:12:00 1 comentários
Guterres
António Guterres, presidente da Internacional Socialista e antigo primeiro-ministro, vai aparecer na campanha do PS em Castelo Branco. Consta que é uma "mais-valia" para a maioria absoluta. Julgo que ninguém se esqueceu facilmente de Guterres e que muitos o lembram por razões completamentamente distintas. Existem, pois, "dois" Guterres. O "primeiro" é aquele que deu os melhores resultados de sempre ao PS em eleições legislativas e que formou um bom governo em 1995. O "segundo Guterres" é outro. É o homem que, a partir de 1999, ficou ressentido com "as portuguesas e os portugueses" que não lhe deram a maioria absoluta. É o homem que, por isso, praticamente deixou de governar. É o homem que, depois de se entregar de corpo e alma ao semestre da presidência portuguesa da UE, em 2000, não mais largou as "vistas" internacionais. Sem nada de excitante ou de particularmente elevado para apresentar ao país, Guterres afundou as expectativas dos "Estados Gerais" e de um primeiro bom mandato governativo naquilo a que Manuel Maria Carrilho chamou na altura "a apoteose do vazio". Chegou a Dezembro de 2001 inevitavelmente exangue e sem uma sombra da chama dos primeiros anos da década de 90. Murmurou o "pântano" para justificar a interrupção da sua governação politicamente debilitada. E inaugurou, na vida política portuguesa, o célebre lance da fuga, retomado três anos mais tarde, noutros moldes, por Durão Barroso. Com isto, não deixou no entanto de ser quem fundamentalmente é: um especialista em "táctica", com inegáveis dotes oratórios e movido por uma inquebrantável retórica, agora confortavelmente "globalizada". Serão estas "qualidades" suficientes para levar o eleitorado do "centro" a esquecer o "último" Guterres? Será de certeza esta a "melhor ajuda" para conquistar o "centro" para a maioria absoluta? Será mesmo?
(editado no Portugal dos Pequeninos)
Publicado por João Gonçalves 13:31:00 3 comentários
OS ROSTOS DA DESILUSÃO Durão Barroso e Santana Lopes encontram-se hoje em Lisboa. O primeiro, envolto na capa de presidente da Comissão Europeia, "mostra-se" ao lado do seu sucessor calculado. Este encontro simbólico, destinado a abrilhantar a campanha de Lopes, tem um lado negro. Estas duas figuras, a quem deve juntar-se Paulo Portas, agora entretido ora a "fazer de morto", ora a lançar olhares lúbricos a uma qualquer perspectiva de poder, são os maiores responsáveis pelo estado de desalento instalado no país e no eleitorado do PSD.Os indecisos e os abstencionistas que tanto preocupam o dr. Lopes são uma criação perversa dele próprio e do dr. Barroso. A fria ambição de Barroso permitiu Santana Lopes. Santana Lopes permitiu o caos. Ambos deram azo ao afastamento natural de milhares de pessoas que confiaram em Barroso, em 2002, contra o "porreirismo" vazio de António Guterres. A maior parte dessas pessoas está agora em casa a ruminar no que há-de fazer no dia 20. É quase obsceno Santana Lopes pensar que ainda pode contar com elas para alguma coisa. Portas não interessa. Barroso e Santana deixam como herança um grande partido ferido na sua dignidade histórica e política. Para milhares de portugueses como eu, eles são verdadeiramente os rostos da desilusão.
in Portugal dos Pequeninos
Publicado por Manuel 15:31:00 0 comentários
A 10-week-old cheetah cub shelters under its mother Tumai, as a new litter of four were shown for the first time at Washington National Zoo, February 4, 2005. Two male and two females are the first litter of cheetahs born at the National Zoo during its 115-year history and will go on public exhibit February 5. Photo by Jason Reed/Reuters
Publicado por Manuel 11:58:00 0 comentários
Vasco Pulido Valente
"Mentira"
A certa altura, Santana Lopes resolveu dizer que a "imprensa não o levava ao colo" (como levava Sócrates, suponho). Muito mais tarde, incluí essa queixinha numa longa lista, que tentava ilustrar o desequilíbrio do homem. Calhou que nesse mesmo dia (ou na véspera à noite), no fim do famoso "comício das mil mulheres", Santana voltou a falar em "colos": os que ele preferia e os que ele insinuava que Sócrates preferia. Só soube do caso na manhã seguinte pelo PÚBLICO, que trazia a minha coluna (escrita como de costume na tarde anterior) com a história do "colo da imprensa". Para quem a lesse, não havia confusão possível entre "colos". De resto, até para quem não a tivesse lido, misturar o "colo da imprensa" com o "colos" do comício era um acto de má-fé. Mas nada disso impediu Santana de me citar no debate com Sócrates, para fingir que se referira ao "colo da imprensa" no "comício das mulheres". Surpreendentemente, apareceu logo quem acreditasse nesta habilidade pueril. E não é a primeira vez que isto acontece. Em balanço, a mentira cria a dúvida ou a confusão e acaba por favorecer Santana. Existe no mundo político português, e também nos "media", uma certa relutância a chamar os bois pelos nomes, que nunca se viu tão claramente como hoje. A pretexto de que não se deve discutir a vida privada de cada um, não se discute a vida pública de ninguém. Além disso, a vida pública e a privada não são inteiramente separáveis. Não se muda de carácter porque de repente se entrou num partido ou no governo (ou numa televisão ou num jornal). Um aventureiro, um arrivista, um falsário, um irresponsável e um mentiroso contumaz não deixa de o ser quando atravessa a linha (de resto, indefinida e convencional) para o domínio público. Fica ele próprio - e cedo ou tarde mostra o que verdadeiramente é. As pessoas de Santana e Sócrates podem e devem ser discutidas. Não discutir a sexualidade de cada um, não significa conceder um privilégio de silêncio para tudo o resto. Se, por exemplo, Santana mente, convém escrever letra a letra que m-e-n-t-i-u e não disfarçar a coisa com um eufemismo qualquer. Permitir que a "moral" política (ou a latitude "moral" concedida aos políticos) se afaste excessivamente da "moral" comum equivale a declarar a política uma actividade meio criminosa, a que alguns malandros se dedicam por inconfessáveis razões. Claro que o país já não anda longe dessa ideia, mas talvez seja bom não a confirmar.
in Público
Entretanto, hoje, temos, depois de ontem ter sido a vez do filho de Francisco Sá Carneiro, também David Justino a barafustar contra as verdades do Dr. Lopes. Minudências. Para quê deixar que a Verdade estrague uma "boa" história. Para finalizar, e depois de muitas insistências fui ver, ao site oficial do PSD, o video-clip do Dr. Lopes, ao som do "menino-guerreiro". Inenarrável.
Publicado por Manuel 10:29:00 0 comentários
É tudo uma questão de timings. Sabe-se hoje que o comentador político, e Presidente da Assembleia Municipal de Celorico de Basto, Marcelo Rebelo de Sousa aceitou o convite da Direcção de Informação da RTP para um espaço de comentário semanal no Canal 1. Com o nome «As escolhas de Marcelo Rebelo de Sousa», o espaço deverá ir para o ar todos os domingos, depois do Telejornal, com uma duração de 20 minutos. As emissões começam a 27 de Fevereiro. As eleições são a 20, e o Dr. Pacheco anda com demasiado espaço...
Publicado por Manuel 22:40:00 2 comentários
À ESPERA Santana Lopes, em entrevista a Judite de Sousa, tirou Miguel Cadilhe "da cartola". Apresentou-o como eventual ministro ou mesmo vice-primeiro-ministro para a competitividade, caso continue chefe do governo. Temos de aguardar uns dias para perceber se isto é verosímil ou se Cadilhe, alguém conhecido pelo seu bom feitio, vai desmentir a "revelação". Santana, que tem andado sozinho, vai seguramente aparecer mais acompanhado. A qualidade da companhia é um bom barómetro para se entender as reais expectativas do PSD. Santana, cuja intuição já lhe deve ter sussurrado quão díficil é ganhar agora, aposta no "namoro" dos indecisos/abstencionistas. Em duas vertentes. A mais óbvia, a mais natural e a mais complicada, consiste em os conquistar para o voto. A outra, mais dissimulada, pretende "assustá-los" com a hipótese PS/BE e, no mínimo, mantê-los pelo menos em casa no dia 20. Procurar não perder demasiado eleitorado e evitar que o PS tenha maioria absoluta, é o "rendimento mínimo garantido" para Santana Lopes afrontar os que, dentro do PSD, "andam a fazer contas", como ele disse. Se o PSD perder as eleições - e perder é objectivamente não as ganhar -, há que arrepiar caminho. E, malgré tout, eu acho que Santana Lopes vai querer continuar no meio do caminho, tipo "empata". Só mesmo uma humilhação eleitoral o obrigaria a recuar. Como eu tenho sérias dúvidas que isso aconteça, parece-me sensato começar a pensar no que fazer. Até porque Cavaco está à espera.
in Portugal dos Pequeninos
Publicado por Manuel 21:35:00 0 comentários
ligações perigosas...
(...) O adjunto do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais que negociou o «Totonegócio» foi depois nomeado administrador da sociedade que geriu o Euro-2004. Aparece agora como advogado da Federação Portuguesa de Futebol a questionar a posição do Estado no «Totonegócio». Será a pulga que está ver fantasmas onde não há?
in Pula Pula Pulga
Publicado por Manuel 20:14:00 0 comentários
Sobre a macdonaldização da política portuguesa
Concordo que houve um quase empate. Concordo que se empatou 0-0, em vez de se empatar a 7-7 ou coisa do género. O mínimo denominador comum imperou mais uma vez.
O formato do debate é que me pareceu penalizador. Ainda para mais quando, e este é um aspecto que não vejo ninguém a questionar, me parece que as questões - ou pelo menos os temas - foram previamente comunicados aos candidatos.
É que se não foram, parece.
As respostas, de um e de outro (especialmente as iniciais de 2,5 minutos, não tanto as réplicas) estavam, por um lado, demasiado recheadas de informação detalhada e, por outro, demasiado bem medidas.
Eu diria mesmo plásticas. Pré-feitas, pré-fritas, congeladas e depois servidas à pressa, mornas, ensonsas, incapazes de alimentar o intelecto. De plástico, portanto.
Alguém acredita que, sem ensaio, se consiga mais ou menos rigorosamente responder a todo o tipo de perguntas em 2 minutos e meio? Ou estes dois homens são notáveis e só eu é que nunca tinha reparado ou aquilo foi tudo ensaiadinho. Desminta quem puder.
Quem já me leu uma vez ou mais (neste último caso a necessidade de uma visita ao psiquiatra não é de excluir liminarmente) sabe que sou de esquerda. Votarei PS. Mas tenho as maiores reservas.
Não o farei por acreditar em Sócrates, não o farei (apenas) porque tenho horror sequer a pensar o que seriam mais quatro anos disto, depois de eleições, atendendo ao que se passou em 4 meses sem legitimação popular.
Votarei assim porque sou um optimista inveterado e penso sempre que existem razões para esperança.
Posso estar a enganar-me a mim próprio mas olho para António Vitorino, para Guilherme de Oliveira Martins, para Maria João Rodrigues, para Vitalino Canas, para António Costa. Para figuras de segunda linha pouco mediáticas mas capazes de trabalho sério. E também para jovens valores como Pedro Adão e Silva, Mark Kirkby (estes dois Relativos) e João Tiago Silveira e no que eles têm a dar ao país. E tenho esperança.
Tento esquecer-me, obviamente, de outras pessoas: de Pina Moura, de Fernando Gomes, de Jorge Coelho. De muitos outros. Uma lista demasiado grande, confesso. Que me angustia.
Mas, repito, sou um optimista inveterado. Votarei PS. Se preciso for, se no momento y me falhar a fé olharei para o lado, se preciso for, mas ponho lá a cruz.
Com convicção.
Publicado por irreflexoes 18:13:00 10 comentários
O debate de ontem...O (des)governo de amanhã
Grande maioria dos portugueses, da comunicação social e ao que parece de alguns membros das máquinas partidárias, parecem estar realmente interessadas em quem ganhou o debate de ontem, em vez de pensarem que daqueles dois candidatos, um será o próximo primeiro-ministro de Portugal.
E isso sim é preocupante.
Preocupante a quantidade de inverdades que foram ontem jogadas para a praça pública, sem o mínimo de coerência e consistência, fazendo lembrar o barro que se joga à parede . E aqui verdade seja dita, Sócrates ganhou por maioria absoluta.
Inverdade, a questão da co-inceneração. Hoje existem na Europa e no Mundo, sistemas de eliminação de resíduos orgânicos, muito mais eficazes do que a co-inceneração e o modelo que hoje temos em vigor.
Inverdade, o facto da recessão da economia portuguesa ter começado, com o governo do PSD, liderado à época por Durão Barroso, e pelas suas medidas contraccionistas. Já no longíquo ano de 2001, Pedro Solbes, à altura comissário europeu, afirmava o seguinte...
From 1999 to 2001, according to the revised data, the government deficit increased from 2.4% to 4.1% of GDP.It can therefore be concluded that the deficit in 2001 did not result from an unusual event outside the control of Portugal, nor did it result from a severe economic downturn
E ontem assistimos ao renascimento do pior do guterrismo. A tentativa demonstrada em "chutar" para a dívida pública, tudo aquilo que não for possível pagar. E José Sócrates, afirmou que afinal aquilo dos cartazes, não são promessas são objectivos, no fundo, é uma questão de semântica. Mas foi mais longe, ao afirmar aquilo que por aqui já escrevi em tempos, e que acontecerá.
Aliás, nós já o fizemos no passado. Basta olhar para os governos do Partido Socialista e nós, em menos tempo, já recuperámos mais do que 150 mil postos de trabalho.Na função pública, faltou obviamente dize-lo.
Inverdade, o facto do PS afirmar que se vão reformar 150.000 funcionários públicos nos próximos 4 anos. Os dados oficiais apontam para números na ordem dos 10.000 de reformas na função pública nos próximos 4 anos. Ora para os 150.000, faltam 110.000 que ninguém explica como serão obtidos para o tal objectivo/promessa.
Não sou adepto de heranças. O Governo do agora sério Durão Barroso, e na pessoa da Dra. Manuela Ferreira Leite, consolidou e apertou, porque de facto, tinha que o ser feito. Durante 6 anos de governação socialista, em que o país viveu momentos de crescimento económico e níveis de emprego eufóricos, não foram tomadas medidas de contra ciclo, capazes de suster o défice. E isto é um facto indesmentível.
Da mesma forma que é indesmentível que o Governo de Barroso, e os 4 meses de Santana Lopes produziram erros, alguns bem graves. E aqui perdoem-me aqueles que hoje cantam vitória dos dois lados da trincheira, mas a missão de um governo, é não cometer erros, e o país não se compadece com discursos de plástico, e com frases feitas de necessidade de estudos para reestruturar a segurança social, pois se o líder da oposição tem dúvidas sobre o Estado da Segurança Social, então está a leste de tudo.
Preocupante o renascimento do guterrismo em toda a sua extensão que assistimos ontem. Preocupante sabermos que a Petrocer já negoceia com o PS a permanência na Galp Energia, quem sabe nos mesmos moldes que a Petrocontrol saiu.
Preocupante, a escassa alternativa que o PPD/PSD nos mostra, e que com outro discurso, outras pessoas rodeando outro líder poderia ganhar facilmente as eleições.
Preocupante não termos ouvido falar da forma como se pretende pagar a dívida das fármacias, ou de que forma funcionarão as parcerias público-privadas. De como se pretende impor um sistema SCUT que custará no quadriénio 2011-2015 mais 750 milhões de euros aos cofres do Estado, ou na mesma linha de quanto custará entre indemnizações e expropriações para praças de portagem, colocar novamente portagens.
Preocupante, não termos ouvido uma palavra sobre educação. Gastamos o mesmo - em percentagem do rendimento per capita - que os países da OCDE, mas somos aquele que possuí níveis de iliteracia e taxas de abandono escolar mais altas dentro da mesma OCDE. Precisaremos então de mais dinheiro ou de melhor dinheiro? E o cheque-ensino como forma alternativa de financiamento do ensino, invertendo a lógica de despesa fiscal do contribuinte, para mais receita fiscal no Estado ?
Depois, caro Rui, o problema não é ser difícil a Sócrates fazer melhor que Barroso ou Pedro Santana Lopes.
O problema ou melhor a sua obrigação é fazer, e bem. E isso pelo discurso de ontem, não se vislumbra que seja possível.
Publicado por António Duarte 17:52:00 7 comentários
É só uma observação!
Agora, com o Estado a financiar o funcionamento da estrutura, assegurando uma grande fatia do cachet destes artistas, pergunto se não haverá aqui um problema de concorrência desleal.
Interessante será conhecer a posição do próximo Presidente da Casa da Música – José António Barros, sabendo-se que a sua actual casa vive da exploração do segmento mais comercial das actividades de entretenimento, incluindo-se neste a música.
Publicado por contra-baixo 17:09:00 0 comentários
Uma questão de princípio(s)...
A notícia vem hoje no Jornal de Negócios e parece estar a passar desapercebida, afinal o Dr. Pacheco ainda não perorou sobre o assunto. Não devia, diz tudo da estirpe moral da actual liderança do PSD. Tudo. Quando a realidade não se adapta aos interesses do momento, não há crise - mente-se.
«Outdoor» eleitoral
Família de Sá Carneiro também não autorizou cartaz do PSD
Afinal, o polémico cartaz que o PSD quis utilizar na campanha com as imagens de todos os primeiros-ministros do partido também não teve o aval da família de Sá Carneiro. O PSD tinha dito que sim.
O Jornal de Negócios revela hoje que a família de Francisco Sá Carneiro não foi sequer consultada pelo PSD quanto à utilização da imagem do ex-primeiro-ministro no cartaz que Santana Lopes quis utilizar na campanha eleitoral.E se o tivesse sido, «não autorizaria», afirmou ao Jornal de Negócios o filho e homónimo do ex-primeiro-ministro, Francisco Sá Carneiro.
Nessa altura, vários jornais e televisões disseram, citando fontes do PSD, que Durão Barroso, Pinto Balsemão e a família de Sá Carneiro tinham sido contactados por Miguel Relvas e autorizado o cartaz.
A agência «Lusa», por exemplo, citava fonte social-democrata dizendo que «a família de Sá Carneiro, Durão Barroso, assim como Pinto Balsemão autorizaram, apenas Cavaco Silva recusou.»
Mas Francisco Sá Carneiro, filho do ex-primeiro-ministro, diz que nunca foi consultado – e nem sequer informado – pelo PSD quanto à utilização da imagem no «outdoor» – onde, aliás, Sá Carneiro é a figura central.
«Depois de ter conhecimento do cartaz nos jornais, contactei o PSD e a resposta foi de que não tinham sequer de pedir autorização à família», alegando que a imagem de Sá Carneiro «é património do partido.» «Não é», diz o filho do fundador do Partido Social Democrata. Mais: «Eu não autorizaria a utilização da imagem.»
Miguel Relvas, secretário-geral do PSD, não quis comentar o assunto.
Publicado por Manuel 15:31:00 0 comentários
Demagogia barata, ou a anatomia de um debate.
Está postulado. Infelizmente, ou talvez não, o mundo não é tão monocromático e maniqueísta como João Miranda o teima sistematicamente em pintar. Para começar é forçoso ter em conta algo chamado contexto, se o debate de ontem tivesse ocorrido no verão passado, logo a seguir à fuga do Dr. Barroso, i.e. se tivesse havido logo convocação de eleições antecipadas, muitos mais seriam os que diriam que o Dr. Santana ganhou. Só que, goste-se ou não, o Dr. Lopes de ontem não é o Dr. Lopes do verão passado, carrega agora consigo o penoso fardo de quatro meses como primeiro ministro que, no mínimo, foram atribulados. Foi esse Dr. Lopes que as pessoas viram na televisão, não a eterna promessa mas o primeiro-ministro, demitido, e é esse que vai a votos. Depois, a competência não se mede aos palmos muito menos pela oratória, o Dr. Lopes é desde há muito um razoável tribuno, mas também o são o Dr. Louçã ou o Dr. Portas, a título de exemplo, ora querer resumir um combate político a um concurso para ver quem palra melhor é no minimo de gosto duvidoso e de honestidade intelectual discutivel, é porém uma triste emanação da nossa democracia, dita de mediática. Muitos viram na capacidade que o Dr. Lopes demonstrou para debitar números e mais números, alguns bem errados como o peso dos IVA/IRS/IRC no PIB, uma agradável surpresa, mas ironicamente essa foi a maior fragilidade do ainda primeiro ministro. Mal, alguém aconselhou o Dr. Lopes a parecer credível, fazendo-o passar por um profundo conhecedor de dossiers. O problema é que se convém que um primeiro-ministro conheça os dossiers e os saiba analisar adequadamente, o mais fundamental, o essencial, é que um primeiro-ministro seja líder, saiba fazer escolhas e responder por elas, as certas e as erradas. O Dr. Lopes foi incapaz de explicar as trapalhadas dos últimos meses (há explicação?) e sobretudo não foi capaz de garantir que essas trapalhadas não se repetiam jamais. É verdade que foram feitas coisas bem feitas, mas faltou ao Dr. Lopes a humildade, a modéstia, de admitir algo tão simples como afirmar que tinha cometido erros e que tinha aprendido com eles, logo que esses erros não se repetiriam. E isso, era, essencialmente, o que estava em causa. Quanto ao Eng. Sócrates, faltou-lhe a coragem de se demarcar da prática, e da tralha, guterrista, como lhe faltou explicar tintim, por tintim, como pretende fazer as reformas de que o país precisa. Mas, e é um grande mas, foi o único a dizer que iam ser precisos sacríficios, isto perante um Dr. Lopes, que ainda há bem pouco decretou o fim das medidas de contenção da Dr.a Ferreira Leite, assim como o fim (!) da crise. Não me vou alongar sobre a apaixonada defesa que o Dr. Lopes fez da introdução na campanha de temas ditos fracturantes só porque estão na ordem do dia noutros países, há prioridades..., até porque se verificou que ao contrário do que seria de supor o Dr. Lopes não tem posições definidas sobre nenhum deles, será talvez a favor da eutanásia?, o que diz bem da motivação da sua introdução. Lamento que não se tenha falado a sério da justiça, área onde depois de se ver livre da Dr.a Celeste este governo parecia estar a querer apostar, e onde, até por via de precalços recentes seria importante saber o que vai fazer o PS, como lamento que muitos outros temas, como a revisão, ou não, do PEC, a política de Saúde, (grandes) Obras Públicas tenham ficado de fora. Mas as coisas são o que são, e sendo o Dr. Lopes quem é, sendo do meu partido, prefiro que a serem feitas coisas mal feitas, essas o sejam pelo partido dos outros. Por uma questão de higiene. É que a grande vantagem do Eng. Sócrates não é não ser o Dr. Lopes, a sua grande vantagem é não ser do PSD, não envergonha a herança do Dr. Sá Carneiro e do Prof. Cavaco...Sócrates ganha o debate porque perdeu por poucos
É a última inovação argumentativa. Sócrates ganhou o debate porque perdeu por poucos.
O ódio a Santana Lopes é mesmo ilimitado. Mas então se Santana Lopes é assim tão incompetente, como é que se explica que Sócrates não o tenha esmagado?
Publicado por Manuel 13:38:00 6 comentários