A criatividade da PLMJ no processo GALP

Na edição de hoje do Diário Económico, somos confrontados, com um dos habituais pequenos-almoços com a advocacia, que o jornal já nos habituou. A convidada de hoje é, Gabriela Rodrigues Martins, advogada da PLMJ que ficou famosa (!?) pelo recurso ao Tribunal de Justiça da União Europeia no caso da Sociedade Hispânica dos Automóveis.

A meio da entrevista, e com direito a manchete e tudo, a distinta advogada afirma em alto e bom som que
Processo Galp obrigou-nos a ser criativos na negociação

A aplicação de demasiada criatividade deu no chumbo pela Comissão Europeia à operação.


Nota do Gran Mestrado

Ao Venerável Irmão António escapou o essencial da entrevista/pequeno-almoço. O que "deu, está a dar e espero que continue a dar um gozo especial"(sic) à PLMJ são os honorários de 595 contos/hora, com chumbo e sem chumbo... M.


Publicado por António Duarte 18:35:00  

1 Comment:

  1. josé said...
    A melhor tirada da ilustre causídica é esta:

    "Das operações em que esteve envolvida qual é que lhe deu mais gozo?

    - Não podendo revelar intervenções que não sejam do conhecimento público posso, porque é pública, mencionar a intervenção no processo de reorganização do sector energético (Galp), que me deu, está a dar e espero que continue a dar um gozo especial. Porque é um processo que envolve múltiplas partes e múltiplos interesses o que nos obriga a sermos criativos e a um esforço de negociação e consenso em várias frentes e em diversos patamares de interesse e porque envolve vários ramos do direito. É o tipo de assunto de que eu gosto particularmente. Há um conjunto de entidades interessadas no processo de concertação, mas com interesses muito diferentes. Todo o esforço de construção de uma solução que seja aceitável para todos é difícil, mas é estimulante, obriga a um trabalho e envolvimento permanentes

    Há quanto tempo estão no processo?

    -A minha intervenção começou com a definição do modelo de reorganização do sector energético, que o XV Governo veio perfilhar. O início do processo negocial, entre os vários accionistas da Galp, começou em final de 2003."

    Ora ficamos a saber que desde 2003, a PLMJ dá cartas, no processo negocial da GALP!
    Porém o que eu tinha lido era mais com a Parpública...

    Seria interessante saber quantos juristas há na GALP Energia e na...Parpública.
    O que fazem; que atribuiçóes lhes deram quando entraram para lá; se foram ouvidos e achados neste processo e se não o foram porque razão, incluindo a respectiva competência em direito comercial, civil e direito europeu da concorrência.

    E fazer-lhes uma simples pergunta que todos os advogados que sabem deste assunto já fizeram de si para si:
    Será que este dinheiro a rodos e aparentmente em segredo de Estado se justifica?!
    e ainda outra:
    Isto é um contrato de prestaçáo de serviço ou uma simples avença temporária e limitada?!

    E mais uma ainda:
    Acham que o GOverno deve divulgar o montante dos honorários já gasto?!

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