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Ruidosa conspiração de silêncio

Impressionante foi silêncio geral sobre a declaração do Presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, de que os titulares de "cargos de responsabilidade" deveriam revelar a sua vinculação a associações como a maçonaria. Como explicar esta estranha "conspiração de silêncio", a começar pelas próprias organizações maçónicas?

Vital Moreira

Publicado por Manuel 12:33:00  

7 Comments:

  1. Anónimo said...
    Pois é. Mas a partir do momento em que o estado português é LAICO não me parece que esse mesmo estado tenha o direito de meter o nariz naquilo que os seus cidadãos fazem na sua esfera privada.

    Além de que outras questões surgiriam. Como descobrir aqueles que escolhessem não revelar a sua condição de maçons ou de numerários? Como saber QUEM é membro do quê? Como é que o Estado poderia controlar a condição de qualquer cidadão?

    Acabaria por se cair naquilo que é a situação actual: depende do arbitrio de cada um a opção de revelar a pertença, ou não, a qualquer associação. Julgo que o Estado não tem nada de meter o nariz naquilo que é uma opção de consciência.

    FIAT LUX
    Anónimo said...
    O estado português é laico??? Em que artigo da constituição está isso escrito? Valha-vos S. Januário...
    Anónimo said...
    Hum... revelação pública de todos os factos da vida privada...
    Não é a primeira vez que aqui na GLQL se fala disso...
    Já agora podia ser obrigatório divulgar com quantas pessoas já fomos para a cama, quantas vezes desrespeitámos um stop, se já urinámos na água da praia, etc. etc. ...
    A vida em sociedade democrática é translúcida, não pode ser transparente.
    A vida em sociedades totalitárias, essa sim, é transparente...
    Anónimo said...
    Hum? Ai não é laico? Então deve ser confessional, não? Pobre S. Januário, invocado em vão...
    Adélio Pinho said...
    Na América a Maçonaria "exibe" com orgulho os seus Presidentes... Em Portugal a Maçonaria "esconde" e aproveita com o orgulho os seus membros políticos...!
    Quando há eleições presidenciais todos os candidatos são adeptos da Académica, mas nunca ouvi nenhum jornalista perguntar pelas Associações a que pertence,para além do facto serem, ou não, membros da Santa Igreja Católica e Apostólica Romana...

    Porque será - será do GUARANÁ (viva o Jardel...)...!?!
    Anónimo said...
    Ficamos a saber que o contrário de confessinal é laico! Grande anónimo, rapaz inteligentíssimo da estirpe daquele Januário.
    Anónimo said...
    Ó Haja Pachorra! Atiro-te com o Sampaio Bruno:

    «O Estado também não pode ser ateu, deísta, livre-pensador; e não o pode ser, pelo mesmo motivo porque não tem o direito de ser católico, protestante, budista. O Estado tem de ser céptico, ou melhor dizendo indiferentista.»
    Sampaio Bruno, in «A Questão Religiosa» (1907)

    E agora com o Vital Moreira:

    "Com efeito, só num Estado quase-confessional, com uma religião para-oficial, é que se poderiam passar as coisas que se verificam em Portugal."

    Chega? Ou quer mais?

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