Coerência judicial
quarta-feira, novembro 14, 2007
Publicado por josé 14:46:00 0 comentários
A falácia
A autonomia institucional do Ministério Público -- que está constitucionalmente garantida em termos orgânicos e funcionais -- não tem nada a ver com autonomia dos respectivos agentes. Pelo contrário, a Cosntituição é clara ao estabelecer a natureza hierarquicamente subordinada e responsável das suas funções (diferentemente do que sucede com os juízes, que, esses sim, são funcionalmente independentes e irresponsáveis). (...) Basta que não exista nenhuma ingerência externa na gestão da relação de emprego dos respectivos agentes- Vital Moreira, causa nossa.
O argumento parece-me especioso. Como tal, poderia aplicar-se igualmente aos juízes. A sua independência funcional, também não tem nada a ver com a independência dos respectivos agentes, enquanto desligados directamente da função. Se assim fosse, um juiz não poderia exercer cargos de outra natureza que não os jurisdicionais- e todos sabemos o quanto isso está longe da realidade! Por isso, também, é que os juízes dependem do Estado para receberem o ordenado e devem obediência às leis que o poder legislativo ( e executivo, indirectamente) lhes destinam, na sua organização profissional. Por isso mesmo é que Vital Moreira anotou em tempos ( na CRP) que os juízes exercem cargos com carácter profissional e permanente e defende que por isso beneficiem também, de reconhecimento de direitos dos trabalhadores da função pública em geral, reconhecidos constitucionalmente, incluindo o direito de associação sindical.
Pelos vistos, agora, mudou de entendimento. Mas não sendo coerente, suscita interrogações sobre a lógica do seu raciocínio, porque os juízes, devendo ser efectivamente independentes no exercício da função jurisdicional, não o são completa e integralmente, noutras funções, designadamente as que não contendem com essa.
Além disso, a hierarquia do Ministério Público e responsabilidade das suas funções, não são argumentos suficientes, para a distinção . Há países onde os juízes são responsáveis ( e em Portugal anda a discutir-se essa responsabilidade) e a hierarquia do MP não é exactamente o que Vital pretende nem sequer tem o alcance que lhe dá. Logo mais, os argumentos seguem, daloja.
Publicado por josé 11:47:00 0 comentários
Os brandos costumes do pântano
Publicado por josé 09:59:00 3 comentários
Um pouco mais de pudor, sff
terça-feira, novembro 13, 2007
Na verdade, a vergonha, mesmo pessoal, perante escritos destes, comparados com os de agora, não atinge quem aparentemente já perdeu totalmente essa qualidade que leva ao recato, à humildade e ao afastamento das oportunidades do poder. Resta por isso, o poder. Que parece ser tudo e tudo valer, mesmo mudar de opinião radicalmente, aplicando ao novo poder o mesmo fervor neófito da crença de antigamente. Dantes, chamava-se a isto falta de pudor. Agora, chama-se talvez, pragmatismo.
Somente uma passagem para se recordar e que vem na página 110, de um livro intitulado O Renovamento de Marx, de 1979, da autoria do nosso Vital:
"O capitalismo não é hoje o mesmo de há cem anos. Mas, por mais transformações que tenha sofrido- e foram muitas- elas não implicam que o capitalismo tenha deixado de ser...capitalismo; que tenha deixado de haver apropriação e utilização privada do sobreproduto social por uma classe;que tenha deixado de existir o controlo da sociedade através de um estade de classe; que as ideologias das classes dominantes tenham deixado de ser as ideologias socialmente dominantes. Sob o ponto de vista marxista, afirmar isso seria negar os princípios fundamentais da teoria".
Outra ainda, da pág. 109:
"Para mim [Vital Moreira], a teoria marxista da revolução socialista integra-se coerentemente na teoria marxista do capitalismo, que, por sua vez é uma aplicação particular da teoria geral das formações sociais."
Publicado por josé 23:51:00 0 comentários
Os interesses ocultos
Vital Moreira, anotador da Constituição e professor de assuntos administrativos em associação privada a funcionar dentro de universidade pública, escreve hoje no Público sobre juízes e magistrados do MP. Acha que estes podem muito bem ser funcionários públicos de pleno direito e regalias. Os juízes, não. Agora, porque dantes até podiam. Em 1993, escreveu que até lhes seria permitida a associação sindical, com o respectivo direito básico, naturalmente, como os restantes trabalhadores. Está escrito na CRP anotada e pode ser consultado por quem o quiser. Vital, porém, não se dá por achado e lá vai mudando, conforme o ar do tempo.
Para Vital, o MP, assim e agora, apesar da "tendencial equiparação do estatudo das duas magistraturas que vem desde há muito, há boas razões ( quais?!) para reequacionar a questão e para defender uma diferente perspectiva".
A quem interessa saber que o que hoje escreve Vital Moreira, é substancialmente diferente do que escreveu há vários anos a esta parte e consta ainda de anotação à Constituição?
A quem interessa a funcionalização completa do ministério público? Ao poder político em geral, simplesmente.
A quem interessa a hostilidade entre os magistrados do ministério público e os juízes? Ao poder político, definitivamente.
Para entender melhor o assunto, talvez possa ler-se o que fica ao lado, no sítio DaLoja.
Publicado por josé 23:00:00 0 comentários
Malabarismos
"O Ministério Público é uma magistratura de representação do Estado, cabendo-lhe especialmente exercer a acção penal, de acordo com a administração pública prioridades da política criminal definidas pelo poder político. Diferentemente dos juízes, trata-se aqui de uma magistratura hierarquizada na sua organização e subordinada e responsável no exercício das suas funções, sob comando do Procurador-geral da República, livremente nomeado e exonerado pelo poder político.
Por consequência, não relevam para o Ministério Público as razões constitucionais e políticas que no caso dos magistrados judiciais afastam a sua qualificação como funcionários públicos. Ainda que com algumas especificidades, nada há de incompatível entre o regime da função pública e as funções dos magistrados do Ministério Público». VITAL MOREIRA, no Público de hoje.
Depois, no escrito publicado na co-anotação da Constituição, ao artº 221º, versão de 1992, publicada em CRP anotada por Gomes Canotilho e Vital Moreira, em 1993:
VITAL MOREIRA, em co-anotação ao artº 221º da CRP ( versão primitiva e que em nada difere, de substancial e para o caso, da actual versão do artº219º).
Vital Moreira, esquece porém, no seu escrito actual do Público, como compatibilizar o que escreve agora, com a garantia constitucional de que o Ministério Público goza , de estatuto próprio e de autonomia, nos termos da lei.
Quer dizer, Vital sabe muito bem. Tanto sabe, que na sua causa, escreve hoje que está muito admirado com a demora na "implementação", ainda no corrente ano, da revisão dos estatutos das magistraturas, incluindo naturalmente a do MP.
Perante estes escritos, é por demais evidente que Vital Moreira defende uma revisão constitucional acelerada, ainda este ano, claro. Para retirar a autonomia ao MP, também resulta claríssimo.
E o SMMP que diz a isto?
Publicado por josé 16:04:00 1 comentários
um pretexto como outro qualquer
A história é velha, a solução também. Podiam também pensar em coisas simples,como fechar os museus sem poder de atracão de visitantes (e há uns quantos assim) e concentrar os recursos disponíveis naqueles que têm público, mas enfim as coisas e os intervenientes são o que são e mais não é de esperar. Na verdade, este foi apenas o pretexto para postar uma bela foto.
Publicado por contra-baixo 15:15:00 1 comentários
Isto vai de carrinho

Depois, porque como já dizia Brecht, é muito difícil governar, e por isso, em atenção à modéstia dos cargos, mais quatro, umas simples Volkswagen Passat Limousine 2.0TDI e destinadas a subalternos. Uma, para o gabinete do próprio Alberto Costa; outra, para o secretário de Estado João Tiago Silveira, outra para Conde Rodrigues, o Secretário que autorizou a aquisição das viaturas de serviço e a última para a secretaria geral.



Publicado por josé 10:24:00 9 comentários
Octópodes
segunda-feira, novembro 12, 2007
Publicado por josé 12:53:00 4 comentários
por cá 'eles' vão cantando e rindo...
After what Los Angeles money manager Arnold Silver called "a brutal three days," the question is: What now for the market? A Wall Street superstar this year who runs Balestra Capital Partners, Jim Melcher, says he's "worried about a recession. Not a normal one, but a very bad one. The worst since the 1930s. I expect we'll see clear signs of it in six months with a dramatic slowdown in the gross domestic product." [continua aqui]
Publicado por Manuel 11:52:00 1 comentários
Os manipuladores
O alarido na opinião pública e as críticas de entendidos, fizeram recuar o retórico “jamais”, para a zona pantanosa de saltos em pocinhas e num ápice que durou o tempo de alguns estudos, com prós e contras de permeio, estacionou no espaço, antes inóspito, do “peut-être”.
Há tempos, a CIP entregou um estudo, defendendo o aeroporto na zona, antes desértica, de Alcochete. Os adeptos do “jamais”, ficaram à espera, enquanto se deitavam foguetes meridionais.
Saíram agora à praça pública, disparando na direcção da oposição e armados de um estudo da RAVE, “a instituição pública para a alta-velocidade”, que supostamente “arrasa”, o estudo da CIP.
O estudo da RAVE, encomendado pelo ministro Lino, das obras, publicitado no Expresso de Sábado, teve continuidade no Público de Domingo.
Hoje, o director do Público, em editorial, vem aclarar o sentido e alcance do tal estudo putativamente arrasador da credibilidade da CIP. Diz que afinal, o estudo é apenas uma série de notícias, sem documentos de sustentação e ainda por cima suspeito de funcionar como manobra de spin, para desacreditar a CIP, em matérias de pormenor. E dá exemplos concretos, acerca da má-fé e incorrecção objectiva, nos dados estatísticos e factuais.
JMF afirma mesmo que a “instituição pública” não actuou de modo transparente como o fez a CIP e apenas transmitiu notícias aos jornais, destinadas a manobrar a opinião pública.
Publicado por josé 10:22:00 1 comentários
escrever para quê...
domingo, novembro 11, 2007
Um político, ex líder partidário, ex governante, e agora de novo líder partidário (e a saca rolhas, Ribeiro e Castro que o diga) é apanhado numa escuta a dizer com as letras todas que só não abandona(va) o Parlamento por causa da... imunidade parlamentar. O país político não se indigna, nem sequer estranha. Entranha simplesmente. Portugal também é assim.
Publicado por Manuel 15:52:00 3 comentários
Greve não afecta a série o Sexo e os Tribunais
sexta-feira, novembro 09, 2007
Os argumentistas da série O Sexo e os Tribunais não aderiram à greve que está a provocar baixas nas séries norte-americanas. O novo episódio pode ser consultado AQUI
Publicado por Carlos 16:28:00 3 comentários
Série Anos 80: «Smooth Operator», Sade Adu
quinta-feira, novembro 08, 2007
Publicado por André 13:36:00 0 comentários
Observatório 2008 - Edwards perdeu o comboio
quarta-feira, novembro 07, 2007
A vida política tem, por vezes, destas ironias: John Edwards, 54 anos -- ex-senador pela Carolina do Sul, segundo classificado nas primárias do Partido Democrata em 2004, e candidato a vice-presidente (com John Kerry), nas eleições gerais do mesmo ano -- tinha tudo para ser uma escolha certa dos democratas. Mas é já um dado adquirido, a dois meses do início das primárias, que vai perder a corrida para 2008.
Publicado por André 00:13:00 3 comentários
Tintoretto em Singeverga
terça-feira, novembro 06, 2007
O Diário de Notícias de ontem e hoje, dá conta da descoberta, em Portugal, de uma tela de grandes dimensões, atribuida ao pintor veneziano do séc. XVI, Tintoretto.
A história tem alguns anos e a tela que pertenceu a uma família do Porto, o casal Ana e Jaime Pinho, já falecidos, foi deixada por testamento, aos monges beneditinos de Singeverga, ( Roriz, Santo Tirso) com história contada por aqui, na Valeta Comum. E de modo mais erudito, por aqui.
As imagens que seguem, tiradas do DN de ontem e hoje, mostram a tela e contam alguma da história a ela ligada.


Publicado por josé 22:21:00 3 comentários
Série Anos 80: Human League - «Human»
Publicado por André 02:04:00 0 comentários
José Sócrates, Luís Filipe Menezes, Paulo Portas, Tribunais, Economia, Educação, Saúde, Louçã, Jerónimo, Jornais, Estradas, Corrupção, Pedofilia
segunda-feira, novembro 05, 2007
Publicado por Carlos 22:58:00 1 comentários
juiz em causa nossa
Diz que "há duas maneiras de reagir aos despautérios ofensivos da nossa pessoa ou da nossa condição. Uma é ignorá-los e desprezá-los, outra é denunciá-los e condená-los. Pessoalmente, costumo optar pela primeira".
O problema surge quando as críticas que se fazem ao que escreve não são despautérios, nem ofensivos da honra pessoal. E agravam-se quando o blogger Vital Moreira não consegue distinguir a crítica, de um despautério de qualquer mabeco...
Como se sabe, não há bons juízes em causa nossa...
Publicado por josé 22:15:00 1 comentários
palavras para quê ?
Publicado por Manuel 20:31:00 1 comentários
A ética da Lei
Do editorial do Público de hoje, assinado por Manuel Carvalho, sobre o montante astronómico ( mais de 180 milhões de euros), reservado no Orçamento de Estado , para pagamentos de estudos, pareceres e consultadorias diversas :
“ (…) sobra a inevitável suspeita: que a encomenda de pareceres a escritórios de advogados, a empresas de engenharia ou empresas especializadas em consultoria, se tornou um negócio florescente patrocinado pelo Estado. E se assim é, não faz sentido que esse negócio continue a processar-se sem a total garantia de transparência. Quer ao nível da contratação, que em muitos casos se faz pelo simples método do ajuste directo, quer ao nível da sua justificação técnica. Neste particular, o Governo tem o dever de explicar que competências existem no exterior que os seus serviços sejam incapazes de providenciar.”
Esta alusão clara ao esquema de atribuição de subsídios encapotados de estudos e pareceres, aos diversos dependentes de profissão liberal, para solidificar escritórios de advocacia, economia e similares, em decadência ou em renascença, suscita uma viva apreensão a quem dedicar uns minutos ou até uns breves segundos, a ponderar o assunto. O editorialista do Público e outros, deram conta da perplexidade legítima e questionam, também legitimamente, o que tem de ser questionado- e respondido.
O Estado, na vertente administrativa, governamental, ao longo dos anos, dotou-se de gabinetes, assessorias, conselhos consultivos e outros gabinetes de burocracia legal, para ajudar os decisores políticos naquilo que é matéria tecnicista, reservada aos conhecedores das leis e regulamentos.
Pelos vistos, não chegam para as encomendas e do ano transacto para o actual, aumentou exponencialmente a necessidade de recurso sistemático a consultores externos à governação e ao Estado, para cumprir as tarefas que só a este deviam competir. Pelos vistos há objectivamente, incompetência. Então, que estão lá a fazer os consultores, assessores e conselhos vários?
É óbvio que aqui há gato- que não está constipado, antes pelo contrário, anda de boa saúde- escondido também e, legalmente, com o rabo vistoso, de fora.
Em 2005, no auge da polémica, suscitada na própria AR, a propósito da compatibilidade dos deputados com o exercício da profissão liberal de advogado, a Comissão de Ética, chamada a pronunciar-se acerca de António Vitorino, deputado do PS e advogado na sociedade GPCB&Associados, considerou-as perfeita e legalmente compatíveis.
O problema colocava-se então por causa da sua dupla qualidade de deputado e negociador em nome da Galp, e pelo facto de receber a dois carrinhos do Estado: o do Parlamento e o do Governo. Um dia, deputado; outro, advogado-negociador da Galp. Ou então, uma manhã como deputado e uma tarde como advogado; ou vice-versa. Neste assunto, porém, o presidente da Comissão de Ética, também advogado de profissão, entendeu abster-se de participar na votação- por uma questão de ética…
A Comissão de Ética, porém, a este propósito, nenhum entrave ético lhe encontrou. Qual o argumento de peso? Pois, este: os advogados são sócios de sociedades civis. Não são sociedades comerciais, percebem?
Questionado a propósito deste estranho conceito de ética, o também deputado e multitalentoso, Pina Moura, declarou sem peias que “a ética da República, é a ética da lei” . Que ele e os outros, em maioria absoluta, aprovaram.
Sendo assim, como é, a eventual polémica sobre os estudos e pareceres destinados ao outsourcing liberal, está amplamente justificado: o Orçamento tomou a forma de Lei… do Estado a que chegamos.
Publicado por josé 19:04:00 3 comentários
Série Anos 80: Mike Oldfield - «Moonlight Shadow»
domingo, novembro 04, 2007
Publicado por André 17:24:00 1 comentários
Reclamos da Pública
Hoje, na revista Pública, dirigida por JMF e editada por Ana Gomes Ferreira, entre outros, aparece na página 28 de quem folheia, a imagem seguinte:
Depois de ler o texto de quatro páginas, assinado e superiormente ilustrado e informado, nestas matérias, por Carlos Pessoa, o leitor, até aí desprevenido de todo, depara com estas duas páginas finais:

O texto de Carlos Pessoa, um pequeno resumo da saga de Corto, fala em Pratt, autor do personagem mítico, como dizendo: " Corto Maltese desaparecerá porque num mundo onde tudo é electrónico, onde tudo é calculado e industrializado, não há lugar para uma criatura como Corto Maltese".
Suprema ironia, não é? O que pensará disto o Provedor do leitor do jornal?
Publicado por josé 14:58:00 9 comentários
Corrupção (antestreia)
sexta-feira, novembro 02, 2007

VIPs na antestreia do filme «Corrupção» - Legenda da responsabilidade do site IOL/Cinema
Publicado por Carlos 18:30:00 5 comentários
Diz que é uma espécie de esquerda caviar
"Vermelho Redundante"
(Carlos Tê / Jorge Palma)
Eu só quero ver o instante
em que chegas à manif
no teu Armani flamejante
qual vermelha passadeira
em vermelho redundante
que empalidece a bandeira
Vou ficar a ver-te mudo
gritando slogans na rua
pela divisão da riqueza
enquanto nos gabinetes de veludo
o poder treme e recua
com medo da tua beleza
Então dou-te uma toilette
soneto de alta costura
a mais chique maravilha
para me sentir perdoado
por não poder estar a teu lado
quando tomares a Bastilha.
Jorge Palma, CD Voo Nocturno, 2007.
Publicado por Gomez 17:00:00 1 comentários
Observatório 2008 - Obama obtém a nomeação... de melhor dançarino
Publicado por André 16:01:00 1 comentários
A desconectada
Para além de estarem em vantagem no plano social os mais ricos conseguem hoje uma vantagem adicional proporcionada por um sistema de ensino profundamente dualista, onde para uns se procura a excelência e para muitos outros apenas se ambiciona que concluam a escolaridade obrigatória. Os mais pobres andam em escolas onde o objectivo é não chumbar, os mais ricos andam em escolas onde o objectivo é obter melhores classificações. Os mais pobres, quando podem, pagam explicações para não chumbarem, os mais ricos pagam explicações para terem notas ainda mais altas.
O actual modelo de ensino público está a aprofundar as desigualdades, consolidando-as. Os resultados são evidentes, os licenciados em gestão nos cursos para pobres vão para balconistas da banca enquanto os licenciados nas universidades para riscos dão acesso aos MBA, ao doutoramento e a cargos de gestão. Na medicina esta divisão nem sequer existe, os mais pobres foram banidos das universidades.
Não basta assegurar a igualdade no acesso ao ensino importa também que esse ensino proporcione igualdade.
Publicado por josé 11:30:00 6 comentários
Série Anos 80: «Take on Me», A-Ha
Publicado por André 01:03:00 0 comentários
Campanha do Instituto da Droga e Toxicodependência
quinta-feira, novembro 01, 2007
Publicado por Carlos 22:05:00 0 comentários
Filipa Pais
Publicado por André 14:34:00 0 comentários




