Chilean dancers perform the 'Cuerpos Pintados' (Painted Bodies) multimedia presentation in Vina del Mar, 112 km (69 miles) west of Santiago, June 4, 2005. The presentation is inspired by Pablo Neruda's Art of Birds novel and performed by dancers from the National Ballet of Santiago with their bodies painted by different Latin American artists. This presentation in Vina del Mar is the world premiere for the show, which will tour Latin America and will participate in the next Biennial of Art in Venice. REUTERS/Eliseo Fernandez
Publicado por Manuel 14:49:00 0 comentários
o filho bastardo dos contribuintes portugueses
Os deputados do PSD no Parlamento da Madeira aplaudiram hoje de pé as declarações de Alberto João Jardim, que no sábado passado afirmou estar a ser alvo de uma campanha liderada por "alguns bastardos" e "filhos da puta" do continente.
público - última hora
Ainda sobre o sr. Alberto e a sua famosa pensão, que acumula com o ordenado do Governo Regional, há algo que ainda não vi devidamente explicado - Normalmente - e num país normal - e sejam quais forem as regras desconta-se - mais ao menos - para ter uma pensão ? certo ? Se sim, e atendendo ao tempo a que o sr. Alberto é presidente do governo regional - consecutivamente - e atendendo a que não exerceu os dois cargos em paralelo, como é que ele pode receber uma reforma por um cargo que praticamente nunca exerceu, e para o qual praticamente nunca descontou ? E ainda por cima acumulá-la ? As regras da lógica não ditariam, já que estando em "comissão de serviço" no governo regional, que recebesse apenas uma das pensões, a melhor das duas, ou aquela porque faz descontos ?
Publicado por Manuel 14:33:00 3 comentários
medidas fracturantes...
Ontem, o João Gonçalves no Despesa Pública e a propósito de uma notícia do Correio da Manhã propunha implicitamente a legalização dos negócios do sexo e consequente taxação da coisa, o Estado obteria a olhómetro uma receita anual de cerca de 650 milhões de €uros. Não vou agora perorar sobre moralidades ou sobre qual o limite do papel do Estado, apenas lembro que na minha óptica um dos papeis do Estado é, não podendo acabar com o "Mal" - entenda-se ele como entender, regulá-lo, e compartimentá-lo. Parece-me pois absolutamente sensata a estrita legalização e consequente regimentação de todo esse tipo de "negócio", como na Alemanha, por exemplo.
Acontece porém que as verbas movimentadas por este tipo de negócios são - apesar de tudo - infímas quando comparadas com as que circulam noutras modalidades da chamada economia paralela, alternativa e subterrânea, como por exemplo as movimentadas pelos circuitos de tráfico de droga. A não ser que se enveredassem por políticas extremamente musculadas, à boa maneira do Dubai, parece-me por demais evidente que a luta (?) contra o grande tráfico de droga é - por definição e nos moldes em que vem sendo travada, uma luta perdida.
É uma luta perdida porque a quem está no topo - os meta traficantes, os que lavam e fazem regenerar o dinheiro, os de que nunca se fala nem nunca são apanhados - é extremamente lucrativo, quase infinitamente, investir no negócio. Só cai, sempre, a raia miúda, o dinheiro não fala, e o retorno por cada vítima que se vícia, face ao investimento, é quasí ilimitado. Por outro lado, há a acrescentar os danos sociais quase sempre não derivados do consumo de droga per si mas mais do que se faz desesperadamente para ter dinheiro para a compar.
Muitos acharão que a legalização, regulamentação e fiscalização do comércio de drogas, por parte do Estado - sejam quais forem - dentro de limites razoáveis é absolutamente imoral e uma absoluta capitulação. Deveriam por uns momentos parar para pensar, porque isso é exactamente o que os grandes traficantes querem que o povão pense.
Ao tomar as rédeas do jogo o Estado regula os preços, reduzindo drasticamente o incentivo que actualmente existe - por parte das máquinas dos traficantes estabelecidos - em angariar novos viciados, reduz drasticamente a criminalidade derivada da falta de liquidez para suportar o vício, e finalmente regula a qualidade do producto reduzindo o número de mortes causadas pela inexistência de controlo de qualidade.
Além do mais ao reduzir drasticamente o dinheiro circulante na dita economia alternativa não só se arrecadam substancialmente mais receitas fiscais - diminuindo globalmente a incidência fiscal efectiva sobre os contribuintes - como se seca à cabeça uma série de subsistemas criminosos que vão desde a lavagem de dinheiro, ao tráfico de armas, pessoas e orgãos, os quais usam as verbas resultantes dos lucros do narco-tráfico como fonte primária de financiamento.
Se há medida fracturante, esta é certamente uma delas. Seria aliás curioso ver as curiosas coligações de interesses que se arregimentariam caso alguém tivesse os tuberculos suficientemente no sítio para avançar com ela, desde moralistas de pacotilha até colarinhos brancos de topo passando por grandes advogados da nosso praça...
Infelizmente não parece haver qualquer intenção de secar de vez a economia subterrânea, cada vez maior, pelo que cada vez os impostos sobre a "oficial", e que cada vez representa uma parte menos da economia, os banqueiros que o digam, terão de ser maiores...
Ah, e depois temos os príncipios, e os valores... Neste caso concreto, quais ?
Publicado por Manuel 12:32:00 6 comentários
ah... Paris, ou a história não contada de um reverse takeover
Ainda sobre as recentes evoluções no GOL um dia talvez se venha a perceber porque razão é que a distância mais curta entre a Loja Convergência, em Cascais, e o Palácio Maçónico, quartel do Grande Oriente Lusitano em Lisboa, passou impreterivelmente por ... Paris. Portugal, também é assim.
Publicado por Manuel 12:27:00 1 comentários
what you see is what you get
Os Administradores do banco de Portugal também apertam o Cinto
60 Viaturas novinhas - Faz deste povinho Estúpido
Estando nós habituados a ver o Dr. Vitor Constâncio a defender, dia sim dia não, a contenção da massa salarial, em especial a dos funcionários públicos, e tendo sido que o Governo decidiu que os assalariados que auferem de salário mínimo só podem ter aumentos equivalentes a uma bica por dia de trabalho efectivo, não deixou de ser uma feliz coincidência saber que os administradores do Banco de Portugal também apertam o cinto.
Pois, apertam o cinto de viaturas novinhas em folha: o governador, Vítor Constâncio, teve direito a um BMW 530 D, no valor de 67400 euros (13400 contos). Para dois administradores foram um Saab Sport Sedam 2.2, no valor de 37 mil euros (7400 contos) e um Volvo V40 1.9D, de 36730 euros (7363 contos).
E para que o motorista do Dr. Vitor Constâncio não se sentisse diminuído também levou um Peugeot 206 color line.
No Banco de Portugal existem 56 viaturas atribuídas para 1794 funcionários, o que dá um carrinho por cada 32 almas. O mesmo rácio aplicado à DGCI implicaria que esta disporia de um parque com nada menos que com 406 viaturas, o que agora dava um jeitão para cumprir as últimas ordens do senhor ministro a, e ir a correr atrás de todos os que devem impostos a ver se davam um
remendinho no buraco orçamental. E se aplicado aos 700.000 funcionários públicos isso implicaria que o Estado deveria ter qualquer coisa como 21.875 viaturas, o que dava ocupação à Ford Europa por uns tempinhos.
Ao que parece, o Banco de Portugal dá o exemplo de uma forma original: quem parte e reparte e não fica com a melhor parte ou é estúpido ou não tem arte. E o Dr. Vitor Constâncio que há uns tempos aumentou o seu próprio vencimento, de estúpido não parece ter mesmo nada, podia era andar um pouco mais calado.
Parabéns Dr. Vitor Constâncio!
recebido por email.
Publicado por Manuel 12:20:00 2 comentários
Carrilho não quer que eu vote nele
Pegando na deixa de Fernando Alves hoje na TSF: ver no noticiário da TV a cena do filho a berrar papá, empinado no colo da mãe Bárbara, num spot publicitário, promovendo a candidatura do "futuro presidente da Câmara de Lisboa", Manuel Maria Carrilho, foi como se nos obrigassem, a todos, a ser leitores da Caras.
Fique-se com os leitores da Caras e faça deles eleitores, caro "futuro presidente da Câmara de Lisboa" que por mim vou ver se arranjo candidato noutra freguesia.
Quais são mesmo as suas propostas políticas para a capital? Papá, papá...
Publicado por Rui MCB 11:15:00 8 comentários
musculadamente e com vigor
terça-feira, junho 07, 2005
Por uma vez, e não interpretem isto como um efeito secundário, não vou crucificar o José Wanuel Fernandes, director do Público, antes pelo contrário. Ontem, num editorial, anormalmente sóbrio, e socorrendo-se, é certo, de leituras externas, J W Fernandes começou a elencar o óbvio, que se está a acabar o tempo das falinhas mansas, dos compromissos balofos, dos eternos adiares, vem aí, outra vez e já é tempo, o tempo das causas, grandes causas, defendidas musculadamente e com vigor. Não tenho grande consideração por Sarkhozi, talvez por ser francês, e por eu não ter a mínima pachora para estes franceses embora registe o seu lento processo de desgaulização e deschiraquização mas já aposto substantivamente na futura chancler alemã.
A Europa não precisa mais de meros gestores - se o são - navegantes à vista por via de estratégias de marketing e métricas de sondagens, precisa, isso sim, de visões, projectos e ambições, de fundo.
Publicado por Manuel 22:28:00 2 comentários
Grunham o que grunhirem alguns o actual projecto de Constituição Europeia está morto e enterrado. E está-o não por uma peculiar eficácia dos movimentos do Não mas só e apenas graças a notável imbecilidade dos apoiantes do Sim. Nós por cá até temos marmanjos, deputados da nação, a dizerem embevecidos que cá são a favor mas que se estivessem em França talvez fossem do Não. Lendo-se boutades do calibre desta - da autoria de um tal Bourbon, em tempos celebrizado por ter dito que se fosse espanhol era monárquico, e considerado muito próximo do Dr. Portas, percebe-se rapidamente o drama desta Europa. Às vezes recomeçar de novo não é mau, particularmente se se evitarem de novo os mesmos erros.
Já que citei rapaziada d' O Acidental deixem-me confessar a minha cada vez maior perplexidade para a veneração cega que que alguns de entre eles nutrem pela - alegada - nova cabeça pensante da direita indígena, Rui Ramos. Estranho e perturbador, tanto mais que O Acidental tem contado nos últimos tempos com a colaboração de alguém infinitamente mais inteligente - Henrique Raposo - que mesmo quando se estampa gloriosamente, defendendo o indefensável, o faz com pertinência, graça e classe. A sério que não se percebe.
Publicado por Manuel 21:51:00 0 comentários
Luis Rosa, um passarão do jornalismo português, sibilino q.b. desafia-nos para um exercício de memória...
Hoje fiquei a saber que o porta-voz da Associação Nacional de Farmácias (ANF) dá pelo nome de Luís Paixão Martins. Conhecido spin-doctor cá do burgo, foi também o responsável pela campanha do PS de José Sócrates nas últimas eleições legislativas.
"E...?", perguntam vocês. Nada de especial, digo eu. Apenas que as farmácias foram a primeira "vítima" do febril e contagiante estilo anti-lobbies do nosso primeiro-ministro, com a liberalização do preço dos medicamentos que não necessitem de receita médica e o fim da sua comercialização exclusiva por parte das farmácias.
E sabem o que aconteceu depois do discurso de Sócrates na tomada de posse como líder do XVI Governo Constitucional? A 26 de Maio, o Parlamento autorizou o Governo a legislar sobre a matéria, aguardando-se agora a aprovação e publicação da lei. Mas a ANF não ficou parada e, segundo o Público, já conseguiu comprar 49 por cento da filial portuguesa da maior empresa grossista da Europa, a Alliance UniChem. Com mais dois por cento do Grupo Mello, a ANF, que detém mais a quase totalidade das 2800 farmácias portuguesas, passa a controlar o mercado de distribuição de medicamentos. Desta forma, as farmácias vão poder lutar com os hipermercados, garantindo, antecipadamente, as suas margens de lucro de 20 por cento.
"E o que é que o Paxão Martins tem a ver com o caso?". Aparentemente, nada. Salvo erro, a sua empresa já detinha a conta da ANF antes das eleições legislativas.
Ao ler a notícia do Público, recordei-me só do "grande" escândalo provocado por alguma comunicação social sobre a tenebrosa influência da agência de João Libano Monteiro junto do poder executivo. Lembram-se?
Publicado por Manuel 21:46:00 3 comentários
GOLpadas
Um simpático cavalheiro de seu nome António Reis, iniciado nem há meia dúzia de anos é o novo Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, tendo sido eleito logo à primeira volta. Se dúvidas houvessem ainda sobre a verdadeira natureza da coisa elas estão agora todas desfeitas.
Ninguém se apura, e atinge o pico da perfeição, subitando tantos degraus e completando tantas pranchas, em tão pouco tempo, pelo que é perfeitamente legítimo, já o era antes, perguntar quais são afinal os critérios de progressão no Grande Oriente Lusitano, e na maçonaria em geral.
Reza a lenda que aquando do caso pio o juiz Rui "Valentina" Teixeira não validou muitas escutas sociologicamente assaz curiosas mas que ele entendeu terem tecnicamente pouco a ver com o caso, agora que se sabe que há tanta gente eriçada com o teor das gravações eventualmente interceptadas ao financeiro do novo grão mestre do GOL - Abel Pinheiro - veremos se a história se repete ou não.
Nos entretantos, uma coisa é certa - eles - os irmãos - aperfeiçoam-se, até um dia, em que alguém perca definitivamente a paciência, e se faça o que tem que ser feito. Em Itália a P2 também foi ao fundo...
Publicado por Manuel 21:33:00 1 comentários
Operação triunfo
Um grupelho de radicais de extrema-esquerda conluiado com a ETA, o Hamas e outros quejandos terroristas, que não teve pejo em festejar efusivamente o 11 de Setembro, é levado ao colo pela imprensa portuguesa desde a sua associação em torno do eufemistica e cirurgicamente designado Bloco de Esquerda.
Publicado por Nino 21:21:00 2 comentários
Casa da Música III
Em Portugal existe uma prática mais ou menos comum que me causa alguma perplexidade, a de os administradores liquidatários, não praticarem apenas os actos relativos à sua função de liquidação, mas a pugnarem ora por manter a actividade regular da empresa, praticando actos de gestão corrente que não fazem parte da função que lhes está destinada, ora por lançar as bases da entidade que lhe irá suceder, como se de uma comissão instaladora se tratassem, mas sem os limites que a lei impõe à actuação desta figura. No nosso modesto entender, para além de não ser de bom tom fazê-lo, não é da competência de um administrador liquidatário decidir contratar, nomear, despedir, adquirir ou assumir encargos futuros e permanentes em nome de uma sociedade em liquidação e que, já se sabe, vão onerar a herança dos quem lhe irão suceder na posse formal dos activos para exploração, o que não pode deixar de ser observado como uma situação que poderá vir a reduzir a margem de manobra de gestão da nova pessoa colectiva, seja ela de que natureza for, obrigando-a, mais tarde, a dispor de elevadas verbas para operações de reestruturação. Obviamente que haverá sempre quem ache que se está a controlar o processo, esquecendo-se que são os pequenos detalhes que, escapando normalmente à vigilância das tutelas, vão acabar por condicionar, determinar ou influenciar o futuro de uma organização em gestação. Toda a posta pode parecer demasiado teórica, acontece que é o que parece estar a verificar-se actualmente na e com a Casa da Música do Porto.
(cont)
Publicado por contra-baixo 14:32:00 2 comentários
"A maçonaria e a opus dei...
...dominam o poder judicial"!
Calma! Não é afirmação daqui, desta Loja...mas sim da primeira página do O Diabo de hoje.
A desembargadora jubilada ( reformada, em termos gerais, e que em particular significa que continua a receber actualizações da pensão em conformidade com as actualizações salariais), Ruth Garcês, dixit.
E dixit mais coisas que merecem destaque de postal.
Disse que...
O CSM ( Conselho Superior da Magistratura) sofre de uma tremenda e perniciosa influência política" e que "é preciso denunciar o lado oculto do sistema"!
Tudo em grande e a ribombar parangonas!
Nas duas páginas centrais, a entrevista estende as explicações sobre o domínio daquelas forças a caminho do Bem, dizendo que...
Não me incomodava que estas forças dominassem no sentido de credibilizarem a justiça, mas por aquilo que se vê o sistema judicial está cada vez mais descredibilizado. Constato que juizes com mérito que se alheiam desta complexa teia de interesses, estão a ficar completamente desencantados com aquilo que os rodeia e preferem jubilar-se. Quem perde é a justiça que está enredada em realidades particularmente obscuras.
A maçonaria e a opus dei dominam os poderes todos e não apenas o judicial. Estas influências viciam e tornam mais permeáveis a Justiça e favorecem os interesses destas organizações e dos seus apaniguados. Quando são as graduações para o Supremo a maioria dos juizes desembargadores são preteridos porque não estão metidos nos esquemas.
Um juiz tem que ser independente, não pode ter cor. Mas o que eles querem é yes man e yes woman.
O poder judicial tem que ser completamente independente e o que se assiste é à intromissão permanente da clase política na sua esfera de acção. Posso dizê-lo porque um dos recentes nomeados para o CSM pela AR é um advogado de Leiria, chama-se (...) e participou activamente na campanha eleitoral do PS.
Sobre o caso do afamado e maroto cachecol, enrolado e esquecido no pescoço frio do conselheiro Bernardino, também se pronuncia para dizer...
(...) Se acontecesse algum amigo meu ter um êxito político numa campanha eu tentaria resguardar-me e evitaria ir cumprimentá-lo à sede do partido. Talvez fosse a casa. Era o que faria na minha qualidade de juiz.
E... last but not the least, pronuncia-se também sobre a crise da Justiça! para dizer que...
(...) na base deste estado de coisas está o facto de existirem leis feitas ao serviço de determinados interesses e do excesso de garantismo.Ecco!
Publicado por josé 13:40:00 15 comentários
roleta rosa
segunda-feira, junho 06, 2005
O rally para ver quem é o verdadeiro número dois do governo continua. Vamos ver quem será o primeiro a cair, se o cada vez mais MAI e menos Ministro de Estado, António Costa se Jorge Coelho, agora a contar com a preciosa ajuda dos incêndios. O contra-ataque de Costa, brevemente num pasquim perto de si, promete, isto se miraculosamente ou talvez não as polícias não resolverem entrar em greve primeiro..
Publicado por Manuel 22:54:00 0 comentários
Eu percebo que o Dr. Mendes não queira deixar de dar relevo à espuma trazida à superfície pelos amigos do Eng. Sócrates mas, há a táctica e a estratégia. Por muito conveniente que seja deixar estar na agenda o caso (?) do Dr. Campos e Cunha o facto é que a coisa não tem ponta por onde se pegue. Já a notícia trazida à estampa este fim de semana pelo Público de uns certos upgrades na carreira e no vencimento de uma série de membros dos Tribunais Administrativos tem muito que se lhe diga. Em primeiro lugar pela retroactividade da coisa, e em segundo lugar porque podendo não ser o que parece é que o Ministro Alberto Costa, pensando no futuro e antevendo a sua inevitável remodelação, fez foi um jeitinho a um seu secretário de Estado tratando-lhe da vidinha futura, juntando mais uns tantos, para disfarçar. Num país normal dava demissão automática, no mínimo pela estupidez da decisão. Estamos naturalmente em Portugal.
Ainda sobre o Dr. Mendes regista-se com agrado o facto de ser o primeiro líder do PSD pós 95 a por o Sr. Alberto, o filho pródigo dos contribuintes do continente, in su sítio.
Publicado por Manuel 21:27:00 6 comentários
O Prof. Freitas já tinha dado um ar de sua graça ao inaugurar, logo no início da sua performance como MNE, o conceito de diplomacia on e off the record. Hoje ficamos a conhecer mais uma curiosa inovação - a das posições oficiais e a das posições pessoais, defendidas pelo mesmo e diametralmente opostas. Um destes dias o mesmo Prof. Freitas ainda vai escrever umas memórias e revelar que o seu grande trauma foi é não ter sido MNE do Dr. Lopes...
Publicado por Manuel 20:20:00 2 comentários
ácido e alcalino.
- A silly season chegou mais cedo. Há uns dias, no deserto, bradei contra esta pseudo vaga moralizadora que visa tirar regalias aos titulares de cargos políticos. Infelizmente a moda veio para ficar. É triste, para não dizer patético, ver e ouvir José Sócrates afirmar querer equiparar o regime e a filosofia de remuneração da classe política aos dos funcionários públicos. Sejamos francos - a classe política, em Portugal é formalmente, mal paga. E tanto o é, que por o ser se criaram todo o tipo de esquemas para, à portuguesa, dar a volta à coisa. O drama maior - e isso ninguém o diz - não é o que se ganha - quando no universo da política - à custa do Estado, é antes o que se ganha no/do sector privado, por se ter estado na política. É verdade que a maioria dos políticos é má, é verdade que é incompetente, mas os poucos incentivos que poderiam ainda existir para seduzir a boa moeda a ir para a política, nomeadamente para a política de topo, estão todos, um a um, a ser destruídos, em nome da mais soez demagogia. Pretender confundir moralidade com vencimentos em cargos públicos de responsabilidade extrema ao mesmo tempo em que não se soletra uma sílaba que seja sobre uma verdadeira política de imoralidades (será moral um autarca poder acumular o seu vencimento base com as mordomias de N empresas para-municipais ?), dos luxos estratosféricos que começam nos parques automóveis, de (in)compatibilidades, ao mesmo tempo que se nomeiam hordas de boys e super-boys, seria curioso dissertar sobre muitos regimes remuneratórios..., é no mínimo uma refinada hipocrisia.
Infelizmente a indigência não vem apenas do lado do Governo, do lado da Oposição. o Dr. Borges resolveu por-se em bicos de pés, mostrando que continua vivo, aproveitando aquilo que julgou ser uma boa ocasião para falar. Infelizmente, não teve tempo para pensar. É que ao contrário do que ele afirmou o problema não é os ricos não poderem estar na política, o problema é exactamente o contrário. Ou se é rico, Lorde como antigamente na Inglaterra, ou se tem a sorte de nascer com um avô propietário de minas de volfrámio, como o Eng. Sócrates, ou então não há qualquer hipótese de se poder estar a sério na política, e isto Borges não percebeu. Bem, ou mal, Campos e Cunha tinha direito à pensão do Banco de Portugal, provavelmente apenas esteve no BP porque não ganhando lá particularmente bem sabia que quando saísse contava com ela (alguns do que por aí ululam tem noção de quanto ganham altos quadros da banca privada e de como é díficil ao Banco de Portugal captar e reter bons quadros ?), afirmar que o usufruto de tal pensão é incompatível com o vencimento de ministro é tão idiota como afirmar que José Sócrates não pode usufruir da célebre herança do avô e enquanto for Primeiro-Ministro, apenas deve viver com o orddenado enquanto tal.
Estão-se em suma a criar condições objectivas para uma ainda maior funcionalização da política com os mais que evidentes, só não vê quem não quer, danos que isso tem na qualidade global do sistema político. - Tudo à paulada no PS. Seguro a ajustar contas e a exigir - na prática - um cargo (de preferência internacional) compativel com o seu alegado estatuto de ex (proto) adversário de Sócrates, Costa a lavar as mãos e a ser obrigado por Sócrates a ir ao terrenos sujar as mãos e comprometer-se também ele com esta política, e por fim Coelho a gastar os seus últimso cartuchos, em breve será história.
Com um bocado de azar (?), ainda vamos - nesta legislatura - ver uma cisão no grupo parlamentar do PS e um governo minoritário do PS a precisar do apoio do PSD... é a vida. - Sobre a Europa resisti até ao fim a meter-me na novela dos referendos apesar dos múltiplos e pertinentes desafios lançados pelo João Gonçalves mas depois da performance do Professor Marcelo, ontem, não resisto a falar. A orgia argumentativa de Marcelo é a prova provada daquilo que está mal na Europa e no presente modelo de Constituição Europeia, de que serve afinal apelar à participação dos cidadãos, ainda por cima em referendo, quando ao mesmo tempo se admite um e um só resultado ? É isso democracia ? Também as críticas à alegada falta de sensatez do Prof. Cavaco são de uma estupidez atroz. Julgará por ventura Marcelo que com a mais que certa vitória da CDU/CSU na Alemanha no Outono, vai ficar tudo na mesma? ou julgará apenas que nessa altura já ninguém se lembrará do que disse agora ? Uma última nota para o sítio do sim, versão Marcelo - Um exercício onanístico e egocêntrico de um iluminado que se julga - agora - predestinado a ser presidente da República. A europa - por estes dias - é apenas um pretexto.
- Pedro Adão e Silva, um dos intelectuais da ala Ferrista do PS, há uma, surpreendeu um destes dias, numa prosa comovente publicada n' A Capital e citada por cá pelo Venerável Irreflexões. A prosa é comovente porque um ataque daquele teor a Cavaco apenas o credibiliza aos olhos das massas. Sejamos francos - Cavaco falhou em muitas frentes, podemos questionar muitas opções como a aposta nas grandes infraestruturas, e ao invés da Irlanda que apostou primeiro na educação e formação, etc, mas o facto é que foi um periodo de desenvolvimento imeiro sustentado impar na nossa história. A análise, e a história mostram, que face a Espanha, por exemplo, e os gráficos não mentem, nessa época estivemos bem. O descambanço, e a comparação natural é com Espanha, começa com o Eng. Guterres, onde perdemos fatalmente o comboio. Não ver isto é de tal modo grosseiro que dispensa mais comentários. De mais a mais as declarações patéticas de Pedro Adão e Silva tem que ser contextualizadas, mais que um ataque a Cavaco não passam de um ulular de alegria por não ter que gramar Guterres como candidato presidencial.
Publicado por Manuel 18:40:00 14 comentários
Casa da Música II
Publicado por contra-baixo 16:46:00 12 comentários
As estatísticas, sempre as estatísticas...
Lê-se na última página do Jornal de Negócios de hoje:
O BMW Group, importador oficial das marcas BMW e Mini para Portugal, anunciou sexta-feira em comunicado que o mês de Maio foi o melhor de sempre das duas marcas em Portugal. Com 906 unidades vendidas e uma variação positiva de 86,4% relativamente a Maio do ano passado, a BMW foi a 8ª marca mais vendida no mercado nacional. (...)"
Destacar esta notícia será blogologia demagógica?
Publicado por Rui MCB 14:46:00 5 comentários
PEC(II)
A Caixa Geral de Aposentações – CGA – passará a ser um subsistema “fechado” no final de 2005, isto é, não admitirá novas inscrições, e processar-se-á gradualmente a convergência para as condições do regime geral.
A idade legal de reforma dos funcionários públicos será aumentada de forma gradual os 60 anos para 65 anos, seis meses por cada ano, durante o período de 2006 a 2015 (o que significa que idade de reforma será 60 anos e seis meses de idade durante 2006, 61 anos de idade durante 2007, e assim sucessivamente.
Publicado por António Duarte 13:28:00 2 comentários
PEC (I)
Um olhar atento ao Programa de Estabilidade e Crescimento para o quadriénio 2005-2009, permite finalmente perceber o que se vai passar nos próximos 4 anos :
Este Programa de Estabilidade e Crescimento prevê a subida de 19 para 21% da taxa normal do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), a ser aplicada a partir de 1 de Julho de 2005, afectando-se a receita fiscal deste aumento à Segurança Social e à Caixa Geral de Aposentações.
É verdade que em plena campanha, ouvimos Sócrates dizer que eram precisos mais estudos para aferir o estado das finanças da segurança social.
Publicado por António Duarte 13:15:00 0 comentários
Boa gestão
É transformar ameaças em oportunidades.
Publicado por irreflexoes 12:17:00 2 comentários
Uma sugestão mais
Quanto custa a Prossegur e a Securitas?
E quantos motoristas andam há anos a coçar a micose por falta de trabalhos nos respectivos ministérios, direcções e institutos?
As medidas anunciadas pelo Governo para conter a despesa na função pública são as indicadas?
Com o actual estatuto do funcionalismo, acho que não se consegue ir muito mais longe. Mas há uma série de gastos absurdos que podem ser reduzidos, a começar pelo outsourcing (contratação de serviços externos). Criaram-se uma série de institutos paralelos às direcções-gerais (supostamente para ganhar flexibilidade de gestão e contratar pessoal mais qualificado) e, não contentes com isso, são os próprios institutos a contratar serviços externos. Isto acontece na informática, nos serviços de vigilância, na manutenção de edifícios, na formação. Tudo isto pode ser feito com os recursos humanos da função pública. Pode criar-se uma central de serviços de vigilância, por exemplo, dando formação a pessoal como contínuos, por exemplo, e motoristas em excesso.
Entrevista no Diário de Notícias a Carlos Pereira da Silva
Também no Despesa Pública
Publicado por Rui MCB 10:51:00 5 comentários
A ser verdade esta notícia...
A ser verdade esta notícia, a "demagogia" do governo continua a seguir no bom caminho.
"(...) O Governo vai avançar com uma revolução na administração da Saúde. Até 2006, as 18 sub-regiões de saúde vão ser extintas. Hospitais e centros de saúde deixam de funcionar de forma autónoma e passam a ter uma gestão integrada. O objectivo é melhorar a eficiência dos cuidados prestados aos utentes e diminuir os custos do sector. O modelo passa por criar Unidades Locais de Saúde (ULS) que unam, na mesma gestão, todos os cuidados necessários para servir a população daquela zona. Castelo Branco e Viana do Castelo serão as primeiras a estrear o novo modelo. (...)"
Diário de Notícias
Para se desenredar de uma falha, não há nada como mostrar serviço. Há tanto por fazer e onde agilizar o Estado que se agradece mais esta forma de "pedir desculpas".
Publicado por Rui MCB 10:20:00 0 comentários
Um enorme recurso
A ter sempre por perto: http://print.google.com/
Publicado por irreflexoes 10:09:00 0 comentários
O triste fado do municipalismo português
domingo, junho 05, 2005
O candidato apoiado pelo PSD à presidência da Câmara Municipal de Vila Viçosa é o novo presidente do Partido Popular Monárquico.
Publicado por Nino 22:30:00 1 comentários
Os filhos de Deus
A política, essa profissão de risco elevado e desgaste rápido. Doze anos de mortificação no parlamento são compulsórios para uma módica pensão vitalícia. Mas o populismo não dá tréguas. Arraia-miúda, com uma reles licenciatura na mão, desbarata a dar eco, por tudo quanto é blogue e jornaleco, da sua ressabiada incapacidade de singrar na política, reclamando da contínua perda de poder de compra, da desvalorização do seu estatuto profissional e do assalto à sua reforma. A área da inveja nacional é igual aos filhos da PI vezes o quadrado do raio que os parta.
Publicado por Nino 17:59:00 2 comentários
"O figo pródigo"
A vedeta resolveu regressar à selecção de todos vós. O país comove-se com a boa vontade do herói emigrante que retorna a casa, cheio de sentimentos confusos. Parece que, depois de cansar da selecção e querer dar lugar aos mais novos, se cansou agora do descanso do banco de suplentes do Real Madrid. É mau para a sua imagem. O homem que não gosta sequer de ser substituído (lembram-se da sua saída no Portugal-Inglaterra, durante o Euro?) não pode ficar no banco.
Entretanto, o Real Madrid cansou-se dele e o pesetero precisa de se vender para arranjar novo contrato com outro clube. Na verdade, vender-se (a sua força de trabalho, a sua imagem) é o que Luís Figo faz melhor na vida. Aquele que, em tempos, foi o melhor flanqueador de jogo do mundo nunca se cansou do auto-marketing: para a Coca-Cola, a Pepsi-Cola, a Delta Cafés, a Galp Energia, o Banco Português de Negócios, os relógios Tag Heuer, a Nike, os hipermercados Continente e até para as batatas fritas Lays. Figo precisa de se mostrar. Nem que, para isso, se veja obrigado a jogar à bola.
CC
in A Quinta Coluna
Publicado por Nino 16:16:00 6 comentários
Três palavrinhas apenas
A anunciada medida (que poucos perceberam, excepção feita a A Capital) de limitação, para o futuro, de acumulação de outros rendimentos, especialmente pensões, com os cargos ministeriais é pouco, tarde e demagogia pura.
Publicado por irreflexoes 13:54:00 7 comentários
o filho bastardo da democracia portuguesa
sábado, junho 04, 2005
Serve o presente post para manifestar, a propósito das últimas boutades do sujeito pondo em causa a honorabilidade das mãezinhas dos jornalistas do contenente, a minha solidariedade para com a mãe do Sr. Alberto, Presidente da Governo Regional da Madeira...
Bom fim de semana. [está um tempo bom demais para blogar]
Publicado por Manuel 18:00:00 17 comentários