da “utilidade pública”
terça-feira, setembro 05, 2006
Através do debate no P&C de ontem ficou-se a saber que o seleccionador Filipe Scolari exigiu à FPF a introdução no seu contrato de uma cláusula em que, no caso de substituição do seu actual presidente, lhe é permitido rescindir o contrato de treinador de futebol. Por mim o sr. Scolari pode exigir o que entender, agora o que considero inaceitável é que o presidente de uma instituição que supostamente tem utilidade pública atribuída pelo Estado tenha alinhado na exigência. Caso Gilberto Madaíl não saiba, resulta do exercício da própria democracia que, para além dos previstos na lei, não são permitidos obstáculos à capacidade de eleger e de ser eleito, ainda que de forma indirecta. Verdadeiramente é disso que trata a tal cláusula que consta do contrato assinado e que mais não é do que uma forma de condicionar à partida o voto em candidatos que não tenham a confiança do, diga-se, assalariado da Federação.
Publicado por contra-baixo 12:05:00
7 Comments:
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O presidente da FPF o que quis dizer foi, eu queria-me ir embora, mas se pedirem muito eu até fico ...
Não é "supostamente", infelizmente é um facto.
Que nos custa balúrdios dos nossos impostos.
Quando questionado pala jornalista FCF, que se sentisse vaga de fundo se recandidataria, GM responde +/- que por vezes os visados afundam-se na vaga de fundo.
Cá para mim GM não fica e será substituido por Marcelo Rebelo de Sousa, que sem ser referido directamente foi de forma indirecta.
Por mim, e como me dizia hoje um empregado de café, punha-os todos a semear batatas no campo.