notas soltas

a primeira, para anotar que Constança Cunha e Sá disse aqui o que havia para ser dito sobre a peregrinação de Fátima Felgueiras a Fátima, só lhe tendo escapado que o evento foi feito com as 'sobras' da última campanha autárquica... a outra, para notar que o João Morgado Fernandes continua sem grande jeito para a (análise) política internacional. Comparar, como comparou, os casos do Irão e da Coreia do Norte, e ainda por cima insinuar uma qualquer cabala, é um exercício de pura demagogia. A Coreia do Norte é um tigre de papel, que só existe porque convém à política externa chinesa, ponto. Já o Irão é algo de completamente diferente. Não perceber isto, é não perceber nada. Ainda sobre política internacional anda por aí uma série de gente a meter no mesmo saco Lisboa, Paris e Moscovo, a propósito do Hamas. Sobre as duas primeiras capitais não comento, os factos não o recomendam, sobre Moscovo convinha recordar uma singela questão doméstica - a Tchechénia. Esse pequeníssimo detalhe, que por estes dias já não merece honras de primeira página, garante, por si só, alguma lucidez aos russos. Entretanto, e no meio da espuma, o Brasil continua a não dar muito que pensar à nossa inteligentzia, incluindo a jornalística. Devia. Às vezes, a distância mais curta entre dois pontos , passa por ir lá e voltar...

Publicado por Manuel 23:31:00  

1 Comment:

  1. Fernando Oliveira Martins said...
    Permita-me que discorde - tigre de papel com bomba(s) nucleares, um maluco como presidente e com milhões de esfomeados a morrerem ciclicamente...

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