uma questão de nível
segunda-feira, dezembro 26, 2005

A razão invocada pela Ministra da Cultura para não dar cavaco ao presidente do conselho de administração do Centro Cultural de Belém, Fraústo da Silva, sobre o acolhimento da colecção Joe Berardo pelo CCB, foi que “a tutela entendeu que devia desenvolver estas negociações ao mais alto nível, incluindo o primeiro-ministro, o coleccionador e o Ministério da Cultura” (Público, 24/11). Aparte da desconsideração a alguém que, à partida, tem idade, currículo e estatuto para não ser publicamente tratado como um qualquer chefe de secção de um estaminé do ministério e do facto de a ministra ter metido a viola ao saco depois de ter, tal como em relação à Casa da Música, andado a empatar e a remar em sentido contrário, estas declarações reforçam uma constatação há muito verificada e que apontam no sentido de, sempre que o Primeiro-Ministro não intervém, as decisões serem tomadas no Ministério da Cultura ao mais baixo nível.
Publicado por contra-baixo 19:41:00
7 Comments:
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Depois de andarem anos no empata, finalmente houve uma ministra e um governo que resolveram e decidiram sobre a colecção Berardo. E decidiram bem.
ufff!!!!!..., já não era sem tempo. OTA, TGV, Resort de Troia, nova refinaria de Sines, barragem no Sabor, centrais solares e eólicas, tudo o que esteve parado passou a andar. Assim é que é.
Finalmente temos um governo e um rumo para Portugal.
Porque é que esta senhora não vai brincar à cultura para a rua dela?
Só mais uma pequena achega sobre o nível (muito baixo), a que chegou o ministério da cultura:
"O Ministério da Cultura refuta, assim, todas as referidas acusações, CUJA BAIXEZA DE TEOR E FALTA DE SENTIDO ÉTICO não merecem mais comentários"
Nota:último parágrafo da resposta da ministra da cultura Isabel Pires de Lima a Augusto M.Seabra no jornal Público de 21.12.2005.
Quando uma Ministra da Cultura responde desta maneira a um artigo que lhe é, justamente, desfavorável, fica tudo mais claro, certo ?
Agora, funcionários de merda armados em engraçadinhos, o lugar deles é no desemprego de onde nunca deveriam ter saído.
- Deve o funcionário público defender a decisão do decisor político eleito se tal implique gestão danosa / crime?
Uma das obrigações de um funcionário público é a da "lealdade". E eu pergunto:
Lealdade a quem?
Ao eleito?
Ou ao público?
Os outros? Trabalhem e deixem-se de destruir valor.