Macau, Alberto Costa, os magistrados, o povo e a Justiça que (não) temos (II)

Sejamos claros, mais uma vez - ao português comum não interessa o que se passou em Macau, que nunca lhes disse muito (ao contrário das colónias) na década de 80, mas isso não quer dizer que o assunto não seja relevante nem deva ser discutido, embora não necessariamente nos moldes em que o tema está a ser reintroduzido. É que o relevante não serão tanto os eventuais pecadilhos 'juvenis' de uma série de gente, ocorridos em Macau, mas o relevo e, 'efeitos secundários', que esses eventos, e esses pecados, ainda tem nos dias que correm. É que se criminalmente os factos serão irrelevantes porque prescritos, politicamente podem servir para explicar muita coisa, desde nomeações, a promoções, a negócios, passando por silêncios activos e passivos. E uma democracia adulta e madura, não se pode dar ao 'luxo' de este tipo de fantasmas, que os há, que contam e pesam mais, e estão muito mais próximos, no espaço e no tempo, do que parecerá à primeira vista. Dito isto, em todo o dossier Macau, Alberto Costa não passa, tal como neste governo, de uma nota de rodapé. Coelho e Vitorino , por exemplo, é que já não.

Publicado por Manuel 19:58:00  

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