verdades descaradas

Falta de informação sobre Ota e TGV é mentira descarada.

Mário Lino, Diário Económico, 11-8-2005


O maior castigo para o mentiroso é não ser acreditado, nem quando fala a verdade.

Aristóteles

A construção do novo aeroporto da região de Lisboa, na Ota, "terá impactos negativos significativos, fundamentalmente devido à destruição de habitats". A Ota "implicará a destruição de corredores ecológicos existentes" e "acarretará ruído além do legal". A "acessibilidade da procura lisboeta de transporte aéreo irá piorar" e "o município de Lisboa poderá perder receitas em consequência da quebra populacional e da relocalização de empresas para outros concelhos da região". Estes e outros conceitos não são retirados de nenhum relatório mandado realizar pela oposição à localização do novo aeroporto preferida pelo actual Governo. Consta, isso sim, do estudo preliminar de impacto ambiental elaborado pelo NAER (Novo Aeroporto) e ontem referido pelo ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino, na defesa que expôs da localização referida. (...) Os relatórios aconselhavam a "desenvolver as instalações existentes até ao limite da sua capacidade" e afirmavam a "operacionalidade garantida até 2020". Não consideravam necessária a construção de outra pista e diziam que quer a Ota quer Rio Frio eram hipóteses mais caras que a ampliação da Portela.

in DN

Publicado por Manuel 00:39:00  

9 Comments:

  1. Anónimo said...
    Há que chamar os bois pelo nome.
    Nesta altura do campeonato já se viu que este arremedo de keynesianismo, pretendendo-se o relançamento da economia por via da despesa pública, mais não é do que uma forma encapotada de satisfazer a clientela financiadora dos partidos políticos, designadamente, no caso, do PS, travestindo "a coisa" de interesse público.
    è verdade que "isto" é suposto ser uma democracia. Tem até aparentres sinais de democracia.
    Mas será verdadeiramente uma democracia?
    Quando uma parte dos cidadãos e dos entes jurídicos consequem manipular e controlar os titulares das estruturas partidárias ao ponto de estes, uma vez instalados no poder, corresponderem à vontade daquela minoria, governando em favor dos seus interesses, e em desfavor do interesse público, poder-se-á afirmar que é ainda democrático este sistema?
    Mesmo que não queiramos ir tão longe, e se se entender que os grupos de interesse financiadores dos partidos políticos, autenticos cobradores do fraque, é coisa que não existe no nosso país, então, ainda assim, é de pura incompetência e leviandade o que este Governo (mas também os anteriores) tem feito, especialmente nas suas "grandes medidas" como a Ota ou o TGV, como também nas pequeninas medidas ridículas, como por exemplo no âmbito da justiça.
    Não basta à democracia portugesa substituir estes governantes por outros.
    A rotatividade já é insuficiente face à colonização dos partidos politicos pelos cobradores do fraque financiadres dos partidos.
    É uma autêntica MÁFIA de alto nível. O Governo paga (adoptando medidas favoráveis aos interesses da MÁFIA, pela protecção-financiamento que esta lhe dispensou a seu tempo.
    Anónimo said...
    E a mediaática Quercus não lança um comunicado, de certeza, indignado? Estarão de fim-de-semana prolongado? Não apetece?

    Rui Carmo
    Pedro M said...
    A Quercus é outra dessas máfias. Bem lembrado, Rui.
    Não são eles que fazem barulho que depois é silenciado quando se lhe são encomendados estudos de impacte ambiental, ou outros?
    Anónimo said...
    Este Xavier é um ponto :) !
    Anónimo said...
    Se esse estudo diz que com a ampliação da Portela, que custará cerca de mil milhões de euros, o aeroporto no local actual garante uma capacidade de 21 milhões de passageiros até 2020, então há que arrancar com as obras do novo aeroporto já, para evitar de se gastarem mil milhões de euros no actual aeroporto que daqui a dez ou quinze anos irão ser desperdiçados, já que a previsão de tráfego aponta para cerca de 22 milhões de passageiros em 2015. Isto para evitar duas despesas, uma delas destinada a ser desperdiçada ao fim de dez anos.
    Se a solução apontada pelo estudo tivesse sido adoptada e realizada na altura em que foi feito ou logo após, ainda poderia ter alguma razão de ser, pois ainda haveria uns vinte anos de folga, agora não, apenas comprova que a decisão do governo, se baseada nesse estudo, está correcta.
    Afinal o Governo tem esperto na cabeça...

    Se quem publicou esse estudo, ou parte dele, era para dar porrada no governo, saiu-lhe o tiro completamente pela culatra e atingiu-lhe a própria cabeça. É mais um, no meio de muitos que fazem propaganda anti-governo a propósito do novo aeroporto... hahahahahahahahahaha!!!!!!!!!!!....

    Pobre Portugal que tais alimárias tem!
    Pedro M said...
    Pelo estilo este anónimo deve ser um jotinha...
    ADR said...
    A memória dos portugueses é curta.
    Refinem essa memória e digam-me onde estão ou o que fazem os "chefes", de há uns anos a esta parte, desses movimentos ambientalistas
    Anónimo said...
    Estão á bocha como o Trigoso agora está por lhe terem tirado a chupeta PRP.
    Anónimo said...
    Pergunto: Armando Vara é licenciado em quê? Há quanto tempo? Era Director na CGD?
    Trigoso era PR da PRP? O que fazia a PRP? Como fazia? Este Governo correu com ele?

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