Um paiol dentro da cidade

Os residentes do empreendimento imobiliário da Alta de Lisboa, construído na zona do Lumiar e patrocinado por Stanley Ho, estão apavorados com a criminalidade que varreu a zona nos últimos meses. (...) na madrugada do dia 15 de Agosto, às 00h50. Mesmo à porta do Bloco D, um homem de 50 anos, empresário, foi baleado na cabeça, dentro do carro, quando se preparava para regressar a sua casa, em Cascais, depois de visitar a namorada. (...) Sem adiantar pormenores sobre a origem dos suspeitos, o mesmo polícia comenta que as pessoas que compraram ali casas "estão cercadas por "índios", da Musgueira, do bairro da Cruz Vermelha, da Ameixoeira e de outros". (...) Alguns residentes já decidiram mesmo pôr à venda as suas casas. Uma proprietária fê-lo logo no dia a seguir ao incidente e outros se seguiram (...) Um agente da PSP que patrulha a Alta de Lisboa não tem dúvidas em afirmar: "Isto é um barril de pólvora", assevera. Confrontado com os crimes que abalaram o bairro, encolhe os ombros, sinal de uma resignação dramática: "Tiros, aqui, é todas as noites. Há muitas armas de fogo. Você fala-me deste caso, do outro... Eu não sei, são tantos que a gente já nem os conta".

Público

Publicado por Nino 09:56:00  

4 Comments:

  1. Pedro M said...
    Também me parece que o problema poderá não estar no número de armas mas nas mãos de quem as usa.
    É o que acontece quando a polícia não é suficiente, os cidadãos abdicam do seu direito à autodefesa e um regime legal desfavorável à posse legal de armas por cidadãos responsáveis.

    Se não há estruturas capazes, os cidadãos devem ter a obrigação de garantir a sua segurança e da sua comunidade.
    daniel tecelão said...
    Esta sociedade está perigosamente a abrasileirar-se,se não se ataca de forma decidida as origens do mal,de pouco valerá apelarmos para as policias!!!
    Anónimo said...
    Um problema grave na cidade de Lisboa e uma excelente reportagem do PÚBLICO
    Anónimo said...
    Se em vez de ser num condomíio da classe média alta fosse em Xabregas ou em Chelas nem sequer era notícia.

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