Vá directamente para a magistratura sem passar pelo CEJ

Obrigado, José Pacheco Pereira. A sério.

Três apontamentos apenas:

  • 1) A questão do anonimato ressurge de vez em quando, mais concretamente quando convém chamuscar certas pessoas. A hipocrisia grassa. A Grande Loja "servia" ao grande timoneiro da blogosfera quando teve um papel importante na "campanha" da Ota, mas agora já não. Logo, o anonimato que anteriormente não incomodava nada agora já incomóda. Sintomático.
  • 2) Gostava que me esclarecesse quando é que, pessoalmente, fiz"insinuações sobre tudo e todos, alimentando uma atitude policial de desconfiança, sem respeito algum pelas liberdades.". Pode contactar-me para o e-mail irreflexoes@gmail.com (identificação completa disponível a pedido);
  • 3) A imputação a uma pessoa, "mesmo sob a forma de suspeita, [de] um facto, ou formular sobre ela um juízo, ofensivos da sua honra ou consideração" tem um nome: difamação. Esteja descansado, que não vou entupir os tribunais com uma questão que, em bom rigor, devia estar na esfera da honra e verticalidade morais e não da do Direito e da Justiça. Ora eu nunca difamei ninguém. Já José Pacheco Pereira fê-lo. Difamou todos e cada um dos que aqui escrevem. Os actos ficam com quem os pratica.

    E admitir um erro, e fazê-lo publicamente, é algo que só fica bem, especialmente a homens de bem. Cá aguardo. Sentado.

Publicado por irreflexoes 14:59:00  

2 Comments:

  1. Three-Of-Five said...
    De facto, a figura da difamação tem sido amplamente utilizada no nosso país sempre que se pretende silenciar alguém. O que está aqui em jogo não é a verdade mas apenas uma demonstração de poder. Claro está, que nestes casos ganha sempre quem tiver maior capacidade financeira para suportar os custos intermináveis com processos,recursos e advogados. No final vence sempre o suposto difamado, não por ter razão, mas por ser financeiramente abastado, e num país onde a justiça é a dos ricos.... E enquanto os tribunais "perdem" tempo, (e vão ganhando o seu), com estes processos de "treta", vão libertando assaltantes, assassinos, ladrões, corruptos, traficantes e toda a espécie de criminosos que realmente tem impacto nos cidadãos comuns.
    Gomez said...
    Andei por fora e não
    pude acompanhar esta pseudo-causa lançada por JPP.
    Não querendo gastar espaço na Loja com um tema que não merece ser repescado, venho aqui, por imperativos de honra e de consciência, subscrever, na íntegra e nos seus precisos termos, este post do n/ venerável Irreflexões.
    Os esclarecimentos devidos por JPP podem ser enviados para o meu mail:
    causidicus@mail.pt
    Se JPP tiver a bondade de me indicar um só escrito meu que repute violador dos seus direitos, receberá, na volta do correio, a m/ identificação completa.
    Sobre o anonimato já disse que não volto a dar. Mas não posso deixar de estranhar que JPP, que me habituei a admirar, venha defender, afinal, que os argumentos não têm uma valia intrínseca, carecendo de ser complementados com o conhecimento da identidade e eventuais ligações "corporativas" de quem os emite (com a possível excepção do escrutínio feito por Grandes Educadores da Blogosfera, cuja clarividência tudo alcança?). No meu modesto entendimento, a questão põe-se exactamente ao contrário: muitos posts publicados por bloggers que são figuras públicas, seriam lidos ou citados se tivessem sido publicados anonimamente, atenta a sua valia intrínseca?

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