José Manuel Fernandes

O director do Público aproveitou uma ida ao 'Clube de Jornalistas' para contextualizar a cobertura jornalística daquele jornal no 'caso' Fátima Felgueiras, no que foi entendido como uma reação ao movimento blogosférico, de leitores do Público, organizado pelo Paulo Gorjão que exigia esclarecimentos cabais. Com o rigoroso à vontade de quem não alinhou naquela 'cruzada' concreta confesso que não percebo a alegria, e euforias, que aí andam em torno das 'respostas' de José Manuel Fernandes, que a esta hora deve estar a rir-se pelo sucesso da forma airosa que arranjou de ludibriar os que o acossavam.

Em primeiro lugar, a forma, e o espaço. Dada a inexistente interactividade existente entre o Público e a sua base de leitores, aquele jornal nem sequer se digna a ter um provedor destes, os leitores do Público viram-se na necessidade de questionar aquele jornal, fora das fronteiras deste, na blogosfera. Após umas semanas a assobiar para o ar, que faz o director do Público ? Bom, não escreve sobre o tema nem no seu jornal, nem num qualquer blog, relativiza-o e menoriza-o, num programa de TV mais ou menos obscuro, dedicado a temas jornalisticos, (como se a questão fosse meramente académica ou corporativa e não uma acerca do relacionamento dos leitores com o 'seu' jornal) e sem nunca referenciar himself o impacto que o tema teve na 'tal' blogosfera, tal que levou a questão lhe fosse (finalmente) colocada... isto é, para o leitor comum do Público, que não leia blogs, a polémica (justificada ou não, pertinente ou nem por isso) nunca existiu. Bravo.

Em segundo lugar, e sobre a questão concreta, José Manuel Fernandes disse algumas coisas interessantes e que mereciam outra reflexão, que não a de cantar vitória. Não só reafirmou os contactos entre Fátima Felgueiras e altas patentes do PS, facto que baseou em 'fontes' que ao longo de vários anos nunca (des)iludiram o Público, como referenciou a 'delicadeza' da situação aludindo a timings. Prometeu que tudo ficaria mais claro, com o aproximar do julgamento, mas não se percebendo muito bem se esta clareza advirá de os factos aludidos se tornarem progressivamente mais verossimeis, ou se simplesmente serão todos expostos, pese a tal 'delicadeza'. E é na 'delicadeza' que está o cerne da questão. Que podem ter os factos de tão delicados que impedissem a sua divulgação em plena campanha autárquica, mas não necessariamente depois ? Será, e isso lamentavelmente José Manuel Fernandes não esclareceu, que o Público, seguro do que estava a publicar, não quis ir, logo ali, até às últimas consequências porque teve 'medo', ou não quis, publicar algo que sabia poder influenciar toda a campanha eleitoral, não tanto em Felgueiras mas em todo o país ? Algo que exporia inapelavelmente o jogo de cintura de Sócrates e do seu Frank Nitti - Jorge Coelho ? A dúvida permanece, o tempo o esclarecerá.

Uma última nota para as espantosas declarações de Ricardo Costa, director de Informação da SIC, ao comparar Felgueiras... com Londres, capital. Explicou muito.

Publicado por Manuel 17:19:00  

9 Comments:

  1. Anónimo said...
    Um juiz português estava farto da vida!

    Um dia resolveu enforcar-se numa árvore. Esta, estava tão seca, que o ramo quebrou.

    Depois, esse juiz atirou-se para a frente de um camião. Nada. O camião travou a tempo!

    Tentou com uma pistola. Encravou.

    Pediu ajuda a um amigo. Este recusou.

    Experimentou com veneno. Estava fora do prazo, ganhou uma valente dor de barriga.

    Estava desesperado! Tinha de encontrar uma solução infalível.

    Ligou a televisão, estava a começar o noticiário. Foi aí que viu a escuridão ao fim do túnel. Era isso! Não ia falhar!


    Saiu, entrou no automóvel, e conduziu em direcção a Lisboa. Ao fim de algum tempo, chegou ao seu destino final. No sindicato dos juizes ia uma agitação geral. O juiz foi-se entranhando no meio dos colegas.

    Quando estava bem no centro da sala, gritou com toda a força que lhe restava:

    Viva o ministro da Justiça!

    O enterro é amanhã, às 15H30, no cemitério da sua terra natal.
    Anónimo said...
    Há uma coisa que não dá para perceber.
    Como é que o PS de Jorge Coelho, Sócrates e Assis iria facilitar a vinda de Fátima Felgueiras se o PS tinha outro candidato em Felgueiras?
    Se o PS de Jorge Coelho, de Sócrates e de Assis romperam publica e notoriamente com Fátima Felgueiras (até houve cenas de violência em Felgueiras contra Assis), que raio de conluios poderia haver entre esse PS e Fátima Felgueiras durante a sua estadia no Brasil?

    Não dá para entender. É o mesmo que dizer que o PSD de Marques Mendes andou a fingir ao pôr de lado Isaltino Morais e Valentim Loureiro, que houve entre eles um conluio para evitarem a vitória nas eleições dos candidatos oficiais do PSD.

    Alguém engole isto?
    Anónimo said...
    O anónimo antecedente, das duas uma... Ou é o Frank Nitti "himself" ou fica a dever muito a quem distribuiu a inteligência.
    Anónimo said...
    Mensaje para los Srs. Administradores Limianos: vean en el Blog Nova Floresta comentario de Ultima Hora sobre el post Pauleta/Eusebio.
    alf said...
    Concordo... em parte (claro que concordo comas micro causas...)
    O JMF não explicou nada!
    Então lança a atoarda (até prova em contrário, que o Público tem obrigação de fazer..., é apenas uma atoarda) e depois diz que não quer preturbar as eleições?
    E o resto? a veracidade da notícia (notem que já nem pergunto pela verdade...).
    Haja vergonha
    alf said...
    o meu comentário ficou perturbado de indignação... à Língua Portuguesa, as minhas desculpas
    sabine said...
    A insatizfação também pode ser um modo de vida. É isso que demonstra este post.
    André Carvalho said...
    Atordoadas é o primeiro nome de JMF.

    JMF utilizou esta semana no Público a expressão "putanização", para quem não tem conhecimento deste texto e do contexto, vale mesmo a pena ler:
    http://bde.weblog.com.pt/arquivo/137257.html#comments

    Acho que o Manuel não fica chateado por eu estar a colocar aqui um link para o BdE. :)


    http://geracao-rasca.blogspot.com
    Teófilo M. said...
    JMF foi igual a si mesmo.

    Não explicou nada, não justificou nada, não respondeu a nada.

    Prometeu, quando muito, mais notícias para a altura do julgamento!

    Ficou sem se saber se as fontes são credíveis, se o JMF é credível, se o Público continua credível.

Post a Comment