condenado

O Paulo Gorjão pretende agora lançar-se numa cruzada romântica acerca da 'accountability' noticiosa do jornal Público. Infelizmente, escolheu como mote uma questão menor, dificilmente confirmável ou (in)desmentível, relativa a uma matéria em que todos, ou quase, romancearam, e bastante, e na qual o 'cenário' apresentado pelo Público se afigura pelo menos como estritamente lógico, e espectável, conhecendo os personagens envolvidos. O problema do Público não é o de desmentir, ou apresentar provas, (se fossem eles... e o Expresso, noutras frentes ? ) dessa matéria em concreto, mas um de identidade. E o Público neste momento não tem identidade, é uma amálgama simplesmente. Em suma, não tem alma, nem classe. Tem-se safado porque, de facto, não tem tido concorrência, com um DN a arrastar-se penosamente há anos, conformou-se no papel de 'único' jornal de referência. Este Público 'conformado' mas ao mesmo tempo autista e (intelectualmente) arrogante é o espelho possível de um certo regime, de umas certas castas, e do apimbalhamento de um país. Está, naturalmente, condenado... a mudar.

Publicado por Manuel 14:48:00  

3 Comments:

  1. Anónimo said...
    O Público anda com falta de leitores, de modo que tenta certas telenovelas para vender jornais.

    Aquela de dizer que o PS andou a tramar o regresso da Fátima Felgueiras não lembra ao diabo. Ora, o PS com a vinda dela só tem a perder, porque os votantes socialistas de Felgueiras, em vez de votarem no candidato do PS, vão votar na Fátima Felgueiras.

    Coisa inventada mais mal alinhavada nunca vimos.
    Pobre jornal que tão fracos ficcionistas tem...
    Anónimo said...
    Sim claro agora que o Polvo tomou conta da Direcção do DN a concorrência vai aumentar pelo menos a nível da ficção como seja o titulo de hoje a explicar que o poder de compra em 2006 vai aumentar. Deve ser mais uma "inside information" do OE2005 que só sai lá para depois das autárquicas.
    José Moreno said...
    Num país sem causas, qualquer causa vale a pena. Subcrevo esta como subscrevo outra. E não gasto tinta...

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