A urdidura afinal é uma farsa

Ainda segundo o Sol:

"O DIAP (Departamento de Investigação e Acção Penal) de Lisboa, coordenado por Maria José Morgado, considera que não há factos ou indícios mínimos que justifiquem um inquérito à alegada ‘cabala’ contra o PS no processo Casa Pia, que esta semana voltou a ser invocada por figuras socialistas."

O pedido de investigação tinha sido feito pelos advogados das vítimas da Casa Pia, no início deste ano, tendo o DIAP decidido pelo arquivamento.

Recorde-se que já em 2005, o então procurador-geral da República (PGR), Souto de Moura, afirmou que nunca lhe foi apresentado qualquer facto que permitisse concluir pela existência de uma ‘cabala’ e que viabilizasse uma investigação. Agora foi o DIAP de Lisboa que concluiu no mesmo sentido.

Isto é grave. Gravíssimo. Porque é um reflexo de uma loucura que assume aspectos de loucura colectiva, de grupo. De um partido político de poder que assume atitudes insensatas e de completa perda de pudor. De um grupo de indivíduos que se servem do poder político para alcançarem lugares de poder de mandar.

Mudaram as leis penais por causa disto. Mudaram pessoas de lugares de relevo por causa disto. Perseguiram pessoas ( Souto Moura e outros) por causa disto e preparam-se para continuar esta farsa.
Porque de farsa se trata, como resulta do inquérito agora arquivado.
E Saldanha Sanches, o que pensará desta tramóia? E dos farsantes em cena?

E se o presidente da República pensasse em intervir, para acabar com a farsa?

Publicado por josé 20:35:00  

21 Comments:

  1. Tino said...
    Caro José

    A urdidura existe!

    A urdidura consiste exactamente em fazer crer à populaça que o envolvimento de certas figuras no Processo da Casa Pia é uma "urdidura".

    Os urdidores desta urdidura conhecem-se! Além dos próprios - Paulo Pedroso, Ferro Rodrigues e Jaime Gama - são mestres urdidores a Ana Gomes (que era abortadeira até que venceram os abortadeiros e agora virou urdideira), Vital Moreira e toda a corja de espadeleiros, cardadores, fiadores e tecelões que completam a industriosa arte da fabricação de tecituras fantasiosas...
    zazie said...
    'e um facto que isto 'e demais e o Cavaco tinha obrigacao de acabar com esta farsa.
    S. T. said...
    Pedroso será recebido «de braços abertos , pelo PS»

    Vitalino Canas , citado pelo Portugal Diário , 05-09-2008

    Digo eu que se o Ferro levar os pregos e o Gama um martelo , temos aí outra paixão !

    PS : Por falar em Ferro , alguém sabe o andamento do julgamento «à porta fechada» do Professor João Ferreira de Sousa ?
    georgiaonmymind said...
    A urdidura sempre existiu de facto como referem os comentários anteriores.E continua...Atente-se nas condições do regresso de Paulo P. à Assembleia.P.P.foi eleito por Setubal em 10 lugar.Para entrar agora alguém eleito por Setubal tinha de sair.Providencialmente o ilustre soarista e deputado por Setubal Vitor Ramalho estava nomeado novo presidente do Inatel e sai.Nomeado por quem?Por Vieira da Silva,nada mais nada menos do que um dos membros da troika infernal Ferro-Pedroso-Silva e não menos providencialmente Ministro do Trabalho de quem depende o Inatel.Ministro cujo chefe de gabinete se tinha apoderado de documentos de Catalina Pestana logo diligentemente entregues a Celso Cruzeiro e exibidos por este despudoradamente em Tribunal.Claro, a porta já tinha sido entretanto convenientemente fechada pela empenhada juiza.De tudo isto se conclui que todos os urdidores tinham ido à bruxa e já sabiam com grande antecedência o teor da sentença a tempo de prepararem todas as movimentações e show mediático preparatório do trinfal regresso do "inocente" ao seio da famiglia.Sugere-se assim que o Ministério Público abra um processo para descobrir a bruxa.É ela que controla toda a urdidura e ,muito provávelmente,quem inspirou o teor da sentença e a sua divulgação fora de tempo.
    josé said...
    Vítor Ramalho?

    Há uma foto desse indivíduo, sentado nos Restauradores, com o esfíngico Soares, numa esplanada, no dia do desfile contra a pedofilia!

    Vítor Ramalho, tem aparecido muito na tv, ultimamente.

    Outro sinistro.
    josé said...
    Suponho que é do dia do desfile da "marcha branca",mas não quero arriscar, porque vi essa foto no blog do Frederico Duarte de Carvalho.

    Se não é desse dia, é de outra manifestação qualquer, com um sentido inequívoco: cumplicidade entre essas figuras sinistras.
    JM Correia Pinto said...
    O PR NÃO TEM NADA COM ESTE ASSUNTO. QUANTO AO RESTO, JUNTO O MEU POST
    http://politeiablogspotcom.blogspot.com/2008/09/indemniazao-concedida-paulo-pedroso.html
    JMCP
    josé said...
    Este comentário foi removido pelo autor.
    josé said...
    Por outro lado, se fosse quem julgo ser, aplaudo com grande entusiasmo os artigos que escreveu sobre dois artigos de Vital Moreira, sobre o controlo da Administração, pelos tribunais.

    Brilhantes! Se não estiver enganado, claro.
    JM Correia Pinto said...
    Ó JOSÉ.
    vERGONHOSA A TRANSCRIÇÃO ACIMA CITADA? POR FAVOR, APELO À SUA ARGÚCIA...
    CP
    josé said...
    Mas lendo melhor o seu postal, verifico que tresli e que afinal não quis dizer aquilo que à pressa entendi.

    As minhas desculpas, pela tresleitura.
    E o comentário de uma "eva", adensa as minhas abduções.
    josé said...
    Não fui a tempo de evitar o seu comentário.

    Mas repito o pedido de desculpas.

    De leituras apressadas, saem comentários tortos...
    JM Correia Pinto said...
    JOSÉ

    DESCULPE NÃO TER RESPONDIDO ÀS SUAS PERGUNTAS. A RESPOSTA ÀS DUAS É SIM. E, POR FAVOR, LEIA O MEU POST COM ATENÇÃO
    cp
    josé said...
    Já li e concordo com a subtileza.

    Mas...para abrir um procedimento criminal contra um juiz, por mor de erros grosseiros, enquanto conceitos de direito, parece-me demasiado temerário. Para dizer o menos.

    Em Outreau, por mais que isso, não se abriram procedimentos criminais, que eu saiba. Apenas administrativos.

    E nesse caso, os erros mostraram-se manifestos, principalmente porque uma das acusadoras confessou a falsidade da imputação.

    Por cá, no caso em questão, tal nunca sucedeu.Antes pelo contrário- continuam a reafirmar tudo como antes...

    Mas gostaria de o ver escrever sobre um assunto conexo: a responsabilidade política , derivada da dúvida insanável decorrente de uma não pronúncia!

    Estou em crer que cilindrava essa figura maior do establishment que se atreve a escrever que o dito Pedroso ficou "definitivamente ilibado"!

    Ahahahah!

    Aceite os meus cumprimentos respeitosos.
    josé said...
    Apaguei um dos meus comentários por razões que entendo dever respeitar.

    Mesmo assim, os restantes fazem sentido.

    No comentário apagado referia um parte que entendia como vergonhosa do postal escrito por jm Correia Pinto- a que se referia ao procedimento criminal a instaurar ao juiz Rui Teixeira.

    Entendi mal e por isso já expliquei.
    JM Correia Pinto said...
    Vou tentar responder ao seu pedido. Já estive para pegar no assunto. Às vezes o problema é haver tantos motivos de crítica que a gente até esmorece...
    dutilleul said...
    Nas tentativas que foram feitas para entrevistar o Sr. Juiz Rui Teixeira, ouve ensejo de ver a figura de um homem que ao ser interpelado acerca de um “erro grosseiro” parecia fazer um esforço sobre-humano para conter o pranto de uma indizível raiva. Nesse esforço - que lhe permitiu, com manifesta dificuldade, virar costas às interpelações – viu-se um homem que fazia questão de manter a cabeça erguida, tão erguida que era impossível não reparar que se recusava a olhar abaixo dos seus ombros.
    Pôde ver-se também que eram maiúsculas as letras com que disse reiteradamente a palavra “COLEGAS”; qualquer coisa como “recuso-me a tecer considerações sobre os meus COLEGAS”
    A solução para aquele obstinado silêncio e para a ferida que o roía - pensei eu, que nada entendo de jurisprudência - era precisamente a de lhe instaurar um processo-crime por, em virtude de “erro grosseiro”, privar um inocente da sua liberdade durante cinco meses.
    Tino said...
    No CM vem um bom texto de João Marques dos Santos, Advogado, sobre a decisão da grande Amélia.

    Já tive uma empregada da limpeza chamada Amélia. Abandonou o serviço há 3 anos, tantos quantos leva a governação socratina.

    Não sei se terá tirado um curso nas Novas Oportunidades do enginheiro e chegado a juíza.
    Euroliberal said...
    A miserável mafia pró-pedófila anda a imtimidar a magistratura. O único complot é o deles e não há outro. Até porque no processo estão também envolvidos arguidos de outros partidos. Se há mais do PS isso é juridicamente irrelevante. São eles que devem ter medo do seu descaramento e do vigor do Estado de direito. Porque isto não vai ficar assim… estamos mal na justiça, mas não tanto.

    O que digo é que os indícios que vieram a público (identificações credíveis e não contraditadas) em relação aos arguidos do processo Casa Pia são mais que suficientes para que haja pronuncias e para que os processos vão a julgamento. Só isso. Claro que, até à condenação, os arguidos se presumem sempre inocentes… mas com fortes indícios de culpabilidade, cujo fundamento cumpre apreciar precisamente no julgamento. O que exclui desde logo, a existência de erro e a fortiori a de erro grosseiro, unico caso em que haveria direito a indemnização segundo a lei.

    A leitura da “sentença” de uma juíza novata e facilmente intimidável, em que não há fundamentação nenhuma nem se referem as provas em cuja apreciação haveria erro, é suficiente para falar de escândalo. Toda a comunidade jurídica está escandalizada por essa pseudo-sentença. Um hold-up jurídico. É intolerável que a democracia portuguesa, depois de deixar abafar durante 30 anos os abusos sexuais da Casa Pia, sucessivamente denunciados, acabasse por aceitar manipulação judicial para os abafar definitivamente. Isso não acontecerá. Até porque as “razões” que ditariam tal desfecho neste caso (”falta de credibilidade” dos depoimentos das vítimas, face à importância social dos senhores acusados), levariam também à absolvição dos acusados no processo principal. É a dignidade da Justiça e do estado de direito que estão em causa. Aguardemos o desfecho do recurso… Era só o que faltava 130.000 euros dos impostos assim desbaratados para pagar inexistentes erros judiciais, ou melhor, para recompensar ainda mais erros judiciais selectivos !

    Qualquer juiz honesto, perante tais indícios, só poderia enviar o processo a julgamento…seja qual for a posição profissional ou social dos arguidos, como é de lei. Erro grosseiro seria a decisão contrária. E a única indemnização legal e merecida é aquela a que os abusados da Casa Pia têm direito, para além do principal, de que lhes seja feita Justiça.

    Uma palavra ainda para um herói nacional, o juiz Rui Teixeira. Se todos os juízes tivessem a sua coragem e isenção, o País estaria bem melhor. E é no mínimo chocante a decisão do Conselho de Magistratura que o impediu de vir ao processo defender a correcção jurídica da sua decisão e a inexistência de erro. A Dignidade profissional de um juíz já não vale nada. Pode ser impunemente enxovalhado numa sentença juridicamente indigente, sem sequer se poder defender, por imposição de “colegas” seus, a ele e ao bolso dos contribuintes portugueses. Justiça sem contraditório não é Justiça e o dever de reserva deve ceder perante valores mais altos, como o da verdade, Justiça e o bom nome de um juiz impoluto, acossado pelo cães da máfia pró-pedófila. O Conselho Superior da Magistratura, onde muitas nomeações são políticas, também estará manietado por essa mafia ? Urge tomar medidas drásticas…
    josé said...
    Euroliberal:

    Take it easy. Confiemos na Justiça, como essa gente diz confiar...

    Contudo, o problema saiu da área da Justiça há muito tempo. Desde o momento em que o António Costa, mai-lo Júdice, mai-lo Ferro, e mais uns tantos, tentaram por influências comprovadas em telefonemas públicos, condicionar o exercídio da Justiça.

    Vejamos então, o que sucedeu:

    O António Costa é presidente da CML; o Júdice fez obra...privada; o Ferro arranjou uma chupeta internacional e outros andam por aí, em lugares de relevo.

    É isto o nosso Estado de Direito?
    É. Actualmente, é.
    Neo said...
    Euroliberal:

    O José diz take it easy, mas creio que todos os demais dirão go ahead lion!!!
    O que diz não se lê,infelizmente, nos jornais.

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