Cabalística

Vital Moreira, uma pessoa que ensina Direito na Universidade de Coimbra, escreveu no blog :

“sempre considerei manifestamente injustificada e arbitrária a prisão preventiva infligida a Paulo Pedroso, quer por falta de indícios credíveis de envolvimento nos crimes em causa (dos quais veio a ser definitivamente ilibado), quer por não se verificarem os demais pressupostos da prisão preventiva, como "medida de coacção" de última instância.”

Vital ensina Direito e escreve, “definitivamente ilibado”, acerca de uma não pronúncia .

Sobre a acção cível, o mesmo professor de Direito escreve:

O Estado foi agora condenado a pagar ao lesado uma indemnização pelos danos causados pelo "erro grosseiro" dos agentes do Ministério Público que propuseram a prisão preventiva e do juiz que a decretou e manteve, contra toda a mais elementar justiça.”

Sobre estas pérolas escritas, nem vale a pena argumentar em modo jurídico, ao professor de Direito. Alguém tenha a caridade de o fazer, lá pelas bandas do Instituto Jurídico. Antes de arruinar definitivamente a reputação académica.

A sua colega de blog, Ana Gomes, insiste na tese da cabala, montada em urdidura, incentivando mesmo o Estado a uma acção de força para:

(...) fazer tudo para desenterrar a verdade e para identificar, expor e julgar os canalhas que instrumentalizaram jovens da Casa Pia, vítimas de abusos pedófilos, para acusarem falsamente Paulo Pedroso, Ferro Rodrigues e Jaime Gama (está em causa a segunda figura mais alta do Estado, o Presidente da Assembleia da República)." (...) ” Uma urdidura montada para desviar atenções da investigação criminal sobre os frequentadores dos meninos da Casa Pia e do Parque, processos que não podiam deixar de ser articulados para a investigação ser competente e credível. Mas, aparentemente, não foram -recordo que o patético PGR da época recusou investigar quem eram os dois ministros de Durão Barroso que frequentavam o Parque, segundo a revista francesa Le Point.
Uma urdidura montada para também, de caminho, decapitar políticamente o PS de uma direcção que inquietava o “centrão” traficante de favores e negociatas à custa do Estado.”


Portanto, temos uma cabala política e judiciária. Montada em urdidura. Como explicou na Sic, o advogado Celso Cruzeiro, autor original da designação especiosa, uma urdidura transcende a mera cabala, porque mais elaborada, mais matreira e complexa.
Ainda adiantou que do processo Casa Pia, saem pistas de luz que mostram o caminho da bicha. Ana Gomes, mostra agora a pista helmíntica.

O artigo da Le Point, esse, foi atribuido a Rui Araújo, jornalista na reserva.

E a tese da urdidura, afinal, já fora montada à época. Pelo "Muito Mentiroso".

Pretenderão, de algum modo, Ana Gomes e Celso Cruzeiro, passar por avatares desta figura misteriosa e de contorno sinistro?

Quem não quer ser lobo, não lhe veste a pele.

Publicado por josé 01:49:00  

8 Comments:

  1. zazie said...
    Mas estes maluquinhos nao se enxergam?
    ainda se fosse coisa politica, agora uma trampa destas, perfeitamente pessoal, e acerca da qual nenhum se apresenta como confidente do dito cujo para saber da sua vida privada...

    E reagem como se o partido 'e que fosse ped'ofilo?
    zazie said...
    Os avatares muito mentirosos 'e que ficam bacanos

    ":O)))
    lusitânea said...
    De facto é estranho todo o PS, inclusivé os reservistas e reformados se empenharem de forma tão desesperada.Estou á espera que alguém denuncie tudo num jornal inglês que como se sabe é um ponto de partida para grandes vôos...
    Tino said...
    Vendo noutro prisma, o destaque que a Cosa Nostra dedica a Paulo Pedroso acaba por iluminar a verdadeira natureza dos seus dois principais e quase únicos autores.

    Bem hajam!
    josé said...
    "a verdadeira natureza dos seus dois principais e quase únicos autores": sinistra.
    josé said...
    "a verdadeira natureza dos seus dois principais e quase únicos autores": interesse pessoal e político-partidário.
    A said...
    Este comentário foi removido pelo autor.
    JPRibeiro said...
    O nojento nisto tudo é a mentalidade estalinista que estes Gomes e Moreiras revelam a defenderem o seu covil, a sua ninhada, e a esquecerem definitivamente as vitimas. Porque até parece que não há vitimas, ou que estas são irrelevantes, e podem ser apagadas, tal é a grandiosidade dos acontecimentos que estes marmanjos estão a escrever para a História de Portugal.

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