Spice people
segunda-feira, dezembro 03, 2007
Edição impressa do Público de hoje:
Edição online do Público de hoje:
Os título do Público, por vezes, têm um teor ligeiramente discrepante que irritam o mais fleumático dos leitores. Hoje, mas ontem à noite, um responsável no jornal, escreveu que a Venezuela teria dito "sim" no referendo proposto por Chávez, para revolucionar o regime político do país.
Hoje, escrito também no Público, já com resultados conhecidos, já se sabe que a Venezuela disse "não".
O Público, amanhã, deve escrever na primeira página: "desculpem". E explique como é e quem é, que faz estes e outros títulos, de igual modo, enganadoramente irritantes.
A Atlantic deste mês, tem um pequeno artigo assinado por Michael Hirschorn, em que trata o problema do jornalismo que está a ficar sem leitores, por causa das novidades que se conhecem de antemão, em vários lugares, com destaque para a Rede. E acrescenta que não adianta nada, os jornais impressos, porem-se a competir, com a velocidade das notícias que circulam na Rede.
De facto, nunca ganharão a corrida, porque é o mesmo que pôr um caracol, ao lado de uma lebre na corrida dos cem metros. E a fábula aqui, nem conta.
Hirschorn, aponta ainda a vantagem competitiva dos jornais impressos: dar aos leitores temas de interesse, baseados nos interesses dos leitores e não exclusivamente no interesse dos editores que pressupõem o putativo interesse daqueles.
E aponta o caminho: o valor acrescentado às notícias, com reportagem de fundo, narrativas sólidas, pontos de vista distintos e análise apurada.
É nisso, porventura que o Público deveria apostar.
Se tivesse tempo para fazer um cartoon, era assim que mostraria a situação: a edição online do Público, a rir-se da impressa...
Hoje, escrito também no Público, já com resultados conhecidos, já se sabe que a Venezuela disse "não".
O Público, amanhã, deve escrever na primeira página: "desculpem". E explique como é e quem é, que faz estes e outros títulos, de igual modo, enganadoramente irritantes.
A Atlantic deste mês, tem um pequeno artigo assinado por Michael Hirschorn, em que trata o problema do jornalismo que está a ficar sem leitores, por causa das novidades que se conhecem de antemão, em vários lugares, com destaque para a Rede. E acrescenta que não adianta nada, os jornais impressos, porem-se a competir, com a velocidade das notícias que circulam na Rede.
De facto, nunca ganharão a corrida, porque é o mesmo que pôr um caracol, ao lado de uma lebre na corrida dos cem metros. E a fábula aqui, nem conta.
Hirschorn, aponta ainda a vantagem competitiva dos jornais impressos: dar aos leitores temas de interesse, baseados nos interesses dos leitores e não exclusivamente no interesse dos editores que pressupõem o putativo interesse daqueles.
E aponta o caminho: o valor acrescentado às notícias, com reportagem de fundo, narrativas sólidas, pontos de vista distintos e análise apurada.
É nisso, porventura que o Público deveria apostar.
Se tivesse tempo para fazer um cartoon, era assim que mostraria a situação: a edição online do Público, a rir-se da impressa...
ADITAMENTO, em 4.12.2007:
Uma entidade colectiva no Público, A Direcção Editorial, assina hoje, na edição impressa do jornal, um pedido de desculpas aos leitores, pelo erro do título de ontem. A Nota da Direcção, não tergiversa e vai ao ponto certo: o título deveria ter atribuído o "sim", às sondagens.
Por mim, aceito as desculpas. Mas sabe-me a pouco. Gostaria de ter lido uma explicação um pouco mais detalhada sobre o modo como se compõem certos títulos e se de facto, vão a sufrágio colectivo da tal direcção, ou se serão como certos acórdãos dos tribunais, em que um juiz relata e os outros assinam...de cruz.
Por outro lado, percorrendo as páginas do jornal, não se vislumbra indicação da tal "direcção editorial", a não ser a quem vem no fronstespício do título do jornal. Aí, figuram três nomes: José Manuel Fernandes, Nuno Pacheco e Manuel Carvalho. São estes os nomes da tal direcção editorial?
Publicado por josé 18:33:00
1 Comment:
-
- Hazel Wills said...
11:35 p.m., abril 13, 2026Balancing studies and personal responsibilities made it difficult to focus on my assignments. The workload was overwhelming. In the middle of this pressure, marketing assignment help made things easier for me. The assignment was well-organized, plagiarism-free, and delivered on time, reducing my stress significantly.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)