polícia privativa

Por merecer atenção, subscreve-se este postal, publicado por aqui.

Bandidos
Sempre me causou alguma perplexidade a leviandade (muito
própria do nosso «nacional-porreirismo») com que se encara a inobservância de
deveres - quando não a sua violação - por parte de (ex)funcionários da
administração pública.A verdade é que muitos deles, obtido o merecido (mais para
uns do que para outros) estatuto da aposentação, dedicam-se a actividades
profissionais e empresariais (muito lucrativas) incompatíveis com tal
estatuto.Fazem-no, algumas vezes, em concorrência com os serviços donde provêem.
Quase sempre rentabilizando as competências técnicas, científicas e informativas
adquiridas durante a sua vida activa, a expensas do Estado (de todos os cidadãos
contribuintes). E fazem-no em benefício próprio ou de entidades empresariais que
deles se aproveitam.Estas práticas são correntes nos ex-militares e ex-agentes
policiais, que se dedicam a actividades de segurança privada (regular ou
irregularmente). Muitos deles não se encontram superiormente autorizados a
exercê-las, o que só por si, viola o dever de lealdade.
Não tenho dúvida que
estas actividades podem fazer incorrer os respectivos agentes em
incompatibilidade de deveres. É que um ex-funcionário aposentado continua
sujeito ao estauto do funcionalismo público, nomeadamente aos deveres dele
decorrentes.
Isto vem a propósito das notícias de que a comunicação social de
hoje faz eco, respeitantes a supostas actividades de devassa da vida privada de
magistrados e agentes da Polícia Judiciária envolvidos no processo «Apito
dourado», levadas a cabo, precisamente, por indivíduos referenciados como
ex-agentes da DINFO e da própria Polícia Judiciária (aposentados) que, a mando
de "vá-se lá saber quem", durante os anos 2004 e 2005, tentaram insidiosamente
recolher dados pessoais comprometedores daqueles e ameaçá-los (directa ou
indirectamente) com vista a paralisar e/ou descredibilizar a
investigação.
Sem sucesso, ao que tudo leva a crer.
Porém, o grave é que,
a confirmar-se essa informação, as estruturas da administração pública
responsáveis pela situação da aposentação daqueles permaneça inerte.
Há que
extrair daí conclusões e instaurar os respectivos procedimentos disciplinares e
criminais a todos os envolvidos em tais actividades, com todas as
consequências.
Dizia-se que tais indivíduos seriam "ex-militares da DINFO e
ex-agentes e inspectores da PJ".
Eu cá tenho outro nome: BANDIDOS.
posted by guy @ 3:26 AM


Publicado por josé 12:51:00  

1 Comment:

  1. Coutinho Ribeiro said...
    Sobre isto não posso falar. OU, melhor: posso, mas não quero.

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