Think? Thank you.

Ao ler o artigo de Pedro Lomba para o DN de Sábado, espequei numas passagens verdadeiramente siderantes.
Julgo saber que o articulista será jurista. Aprendeu direito constitucional, penal, civil, administrativo e processual. Ao ler que se refere a “escutas telefónicas sem controlo” arrebitei as orelhas, para ver se entendia mais alguma coisa. Não entendi, a não ser que um jurista não é obrigado a saber tudo, menos ainda se for processo penal e organização judiciária.

Porém, no seu articulado sumariado, escreve sobre a apatia do Liberalismo e diz que “ a justiça é um alibi retórico” para significar não se percebe bem o quê. Manifesta preocupação, logo a seguir a esta boutade, com a imprensa de escândalos que “desatou a espiolhar a priacidade das figuras públicas incluindo, coisa inédita, alguns políticos”, afirmando que esse fenómeno é trend de inversão de valores que apreciam agora “a devassa e o onanismo social”.
Pedro Lomba que entrou em blogs e se inclui numa geração aparecida ao mundo nos anos setenta, sustenta a seguir, algumas ideias feitas por quem já nasceu antes.
Acha que em Portugal “o poder político está ainda demasiado refém do clientelismo, do corporativismo, de grupos organizados, de redes de interesses. Nos arranjinhos que por aí se fazem os indivíduos contam pouco.João Cravinho anda a dizer o mesmo, quase, há anos e repetiu-o esta semana.
Acha ainda que Portugal está maduro para que vença a tecnocracia, em detrimento dos “políticos”.
Ora , o conceito também vem de trás, dos liberais da Ala que vingou em 73 e continuou nos meses que seguiram ao 25 de Abril, fenecendo pouco tempo depois. Os nomes de Oliveira Martins (o outro), João Salgueiro e Rogério Martins dir-lhe-ão alguma coisa? Este último, também foi cronista do Público,nos anos noventa. E dos melhores que pode haver.
No entanto, Pedro Lomba entende que nestas alterações climáticas na sociedade nacional e com o advento até do “império da técnica”, a monção fica a dever-se à liberdade de expressão, liberdade de crítica , liberdade de imprensa, liberdade de voto, privacidade. E desejaria um Portugal mais liberal do que é, embora reconheça que “há por aí lunáticos que encaram o liberalismo como uma experiência mística.
Quer referir-se a quem, exactamente? A um Pedro Arroja que agora escreve em blogs e até comenta nas caixas totalmente livres, onde aliás é insultado, amiúde?

A geração do Think?-Thank you, que se alimentou da cultura anglo saxónica, estará a acordar para a dúvida? Quem dera.

Publicado por josé 23:45:00  

4 Comments:

  1. tina said...
    P Arroja só é insultado quando os seus posts são provocadores ao ponto de roçarem no insulto. Ele finge que não percebe e faz-se de vítima. Está completamente ultrapassado, a blogoesfera não é para ele.

    Concordo com Pedro Lomba, que graças ao advento da tecnologia o mundo caminha mais rapidamente para uma maior liberdade de expressão, crítica, etc. As tentativas anteriores nesta direcção eram mais facilmente abafadas. Além disso, agora com a Internet, também desconhecidos e gente mais nova se podem fazer ouvidos, não são só os poderes estabelecidos da imprensa convencional. Na Europa continental, velha e conservadora, há muita ganância pelo poder, e os velhos empurram sempre os mais novos para o lado. Agora, quer queiram quer não, o caminho está apontado na direcção mais justa e liberal dos seus vizinhos anglo-saxónicos.
    JV said...
    O Pedro Lomba é bom rapaz. Aliás o José também.
    Acontece que tanto um como outro, de vez em quando, dizem uns disparates.
    Nada de grave.
    josé said...
    A diferença residirá em que costumo dizer que tal é inerente ao diletante que sou.

    Porém, para juiz de tais diletâncias, só reconheço quem apresente argumentos.
    Para opiniães avulsas,assim como quem dá maçães a recos, bastam as de um qualquer jasevasco.
    JV said...
    José não fiques ofendido com as opiniães avulsas de um tipo anónimo como eu. Enquanto anónimo as minhas opiniães valem zero.

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