O canto e o assobio


Alertado por outros, fui até à última página da revista Sábado. Ferreira Fernandes aí costuma cantar e assobiar. E faz bem as duas coisas, geralmente. Mas não ao mesmo tempo, como hoje se tenta.
Ferreira Fernandes é um dos jornalistas-comentadores da “velha guarda” que terá muito que ensinar às novas gerações, porque aprendeu no bom tempo e praticou num tempo melhor ainda. Leio-o sempre que posso e guardo sempre que merece, as suas crónicas de trocadilhos, calembours e humor acidificado com bom tempero de senso comum.
Hoje, dedica a terceira coluna do texto de três, a um “josé” que é este que se assina. Diz que o gajo é magistrado do MP e que é este que escreve aqui neste blog, tendo-lhe topado um “talento insuspeito”, sendo ao mesmo tempo, um mau exemplo para blogonautas. Uma “má razão” , para a blogosfera nacional.
Diz que o josé é anónimo, para cujo peditório ou “debate rançoso”, não dá qualquer vintém,ou acrescenta ponto, mas assegura-lhe um estatuto na magistratura portuguesa, num curioso sentido do anonimato. Quadra o círculo, portanto, na descoberta de um segredo esotérico digno de um José Rodrigues dos Santos.
E vai mais longe ainda:canta e assobia, nesse pequeno excerto do texto, em sinfonia singela e num tour de force mais adequado a praticantes de pífaro virtuoso.
Assim, para o jornalista F.F., o “magistrado josé” , “talento insuspeito”, é um mau exemplo, porque já “deve ter levado algum director de jornal a julgamento por difamação”. E se não levou, podia ter levado. Ou outros que ele conhece, levaram! Não tendo sido ele, pode muito bem ter sido seja quem for. O pai, se magistrado fosse, por exemplo. E…zás! Assim se explica a célebre fábula de Jean de La Fontaine.
Ora, o motivo de “josé” que escreve aqui, ser um mau magistrado, ou o magistrado “josé” ser um mau escriba, deve-se a um facto singelo, nesta sinfonia desconcertante:
ter permitido um comentário de um tal “Arrebenta” a um postal que escreveu em tempos e que- leia-se o desaforo!- ainda por cá estará!
O tal comentário do Arrebenta, parece-lhe abjectamente insultuoso e indiciador da necessidade de limpeza da blogosfera.
Ora, ao contrário de Ferreira Fernandes que tenta quadrar círculos e desafiar as leis da física, este josé que aqui nos blogs só assobia, porque nunca poderia cantar como magistrado, acha que o Arrebenta da blogosfera, tem direito à existência sem censura.
Censurar os Arrebentas, é capar a libertinagem da blogosfera. E ela parece tão necessária, para funcionar como válvula de escape, como os “Periscópios” d´O Jornal de antigamente, os “Privados “ do Tal & Qual ou a “Gente” do Expresso, para não falar das coscuvilhices em cricuito fechado das redacções. A atitude certa de quem lê, é fazer a triagem ou não ler. E quem se sentir que seja gente e avance para os lugares certos: pauladas ou tribunal, como alvitrava o outro.
E acredite o Ferreira Fernandes que muito prezo em ler, e que sem dificuldade subscrevo as considerações relativas a outros blogs que também apontou como exemplos bons, que a mim também me custa ler o que outos arrebentas escrevem. Até sobre os josés que não cantam aqui. Por exemplo, neste. E noutros, que os exemplos não faltam. Para mim, o que os “arrebentas” escrevem podem ser e são-no certamente por vezes, um abuso flagrante da liberdade de expressão, mas são ainda mais o barómetro da extensão dessa mesma liberdade. Por mim, não defendo a sua restrição. Defendo o desprezo quando não nos agrada o que escrevem. Ou a acção directa e penal se necessária.
E mais ainda um argumento que julgo de peso específico: a revista que alberga Ferreira Fernandes, em relação a certos assuntos e pessoas, com destaque para o caso Casa Pia , tem prestado um pessimo serviço ao público leitor. Os seuss comentadores de escol, quase sem excepção, seguiram a linha clara da ofensa à honra e consideração profissional e até pessoal, do antigo procurador-geral, Souto Moura, como em tempos aqui escrevi. Será esse o jornalismo tipo que F.F. defende como modelo?
Os blogs de arrebentas dificilmente destroem a reputação seja de quem for. De uma revista como a Sábado, já não será fácil dizer a mesma coisa.
E a isto que me diz Ferreira Fernandes? Assobia para o lado? Canta em coro?
Para terminar, vou deixar dois bons exemplos da boa música de Ferreira Fernandes.
Um, para assobiar, segundo a partitura que FF segue no seu artigo de hoje. Outro, para as loas da praxe. Felizmente, destes últimos, há cem- para um daqueles. Um concerto, portanto, para F.F.

Publicado por josé 18:15:00  

67 Comments:

  1. Kane said...
    Pois é, magistrado José, o seu pecadilho foi não ter censurado o comentário do tal Arrebenta…
    Por acaso também leio os artigos do senhor Fernandes, quando calha parar no café da esquina. Uma figura ímpar dum certo jornalismo que se faz neste simpático rectângulo. Simplesmente sem rodeios, zurzindo direitinho. Um senão para o meu gosto: as botas de elástico.

    Com tantas catedrais de consumo, porque será que as pequenas “ lojas “ incomodam tanta gente?
    zazie said...
    Que diabo... ainda no outro dia falávamos nisto e eu nem acreditava...
    Não acreditava que isto por cá continuasse assim, tão possidónio, tão preocupado com o respeitinho.

    C'um caraças, que tristeza.
    Até custa a crer.

    ":O/
    josé said...
    "Isto" pouco mudou.

    Tirando os blogs de "esquerda" tipo Arrastão e o anterior, da Esquerda propriamente dita, nada de substancial se alterou.
    Ao menos, nesses dois, os animadores não se preocupavam ( preocupam) com os insultos soezes de que são vítimas frequentes. Alguns desses insultos anónimos, pelo que cheguei a ler, são mesmo hard-core na capacidade de penetração no ego.
    E mesmo assim, ficam por lá.

    Será que o Ferreira Fernandes não os lê? E porquê? Alguns postais dos ditos estão até muito bem esgalhados e escorreitos...e merecem tanto destaque como os melhores que se podem ler.

    E Ferreira Fernandes não leu o Pipi e a Cagada ( o grande blog escatológico da blogosfera, sem competição à altura)?

    E no Blasfémias? Alguém já reparou no teor de alguns comentaristas anónimos e sem controlo directo da identidade?

    Quanto ao blog do Arrebenta situa-se num nível de irrisão misturado com algum génio.
    Acabar com o Arrebenta, seria um golpe na liberdade de expressão, é o que penso, independentemente de aceitar tudo o que lá vem escrito.
    Aliás, eu mesmo me incomodo quando leio comentários aos comentários do Eurolibral, identificando-o com "o juiz josé", numa assimilação que quem não percebe confunde com o que eu escrevo.
    Mas isso, enfim, são ossos do ofício de andar aqui a defender causas perdidas.
    tina said...
    Esta gente é tão ridícula, em que século é que eles vivem? Sentem-se tão incomodados com coisas tão pequenas, ou é porque alguém não diz como se chama, ou então é porque um chama nomes a outro... Um homem tão grande a fazer queixinhas, realmente!.... Bem respondido José.
    Coutinho Ribeiro said...
    José:
    Nesta matéria - a do anonimato-, não temos mesmo hipótese nenhuma de nos entendermos e já nem sequer vale a pena discutirmos isso.
    Mas repare: no mesmo dia - creio que foi - colocou o dito comentário aqui na GLQL, colocou um de idêntico teor - envolvendo os mesmos visados - no Incursões, onde eu estava investido da qualidade de administrador. Pedi desculpa ao autor do comentário e, mesmo sem perguntar nada a nenhum dos outros administradores - os nossos comuns amigos Kamikase e JCP - removi o comentário. Ok, acusem-me de censor. Passo.
    O José pode ter a postura que tem em relação aos insultos que lhe fizerem na blogosfera sob anonimato. Tem o direito de não lhes dar relevância. Mas acho que deve também dar o direito a outras pessoas de terem uma postura diferente em relação ao problema, pessoas que não gostam de se sentir insultadas, seja num blog, seja através de uma carta. seja pessoalmente, seja através de um jornal. Não somos todos iguais, meu caro.
    Por outro lado, imagine o seguinte: e se alguém decidir enviar uma carta anónima ao PGR a dizer que V. é corrupto. E se essa carta circular pela net? Por muito tranquilo que possa sentir-se em relação ao fundo da acusação, será que o acto não lhe provoca mossa? Será que o facto de as pessoas - colegas e outras pessoas - poderem olhá-lo de esguelha, não o perturba? A si, sobre quem recai o dever de ser de uma probidade acima da média?
    Há já muito que, como sabe, defendo o máximo de transparência no que se escreve nos blogues. Porque só assim poderá haver responsabilidade. E só assim se poderá responsabilizar quem extravase os limites. Porque há limites. No dia em que deixar de os haver, já ninguém se entende...
    Com a estima de sempre (e contente porque FF reconhece, tal como eu, que é um dos melhores membros da blogosfera lusa), um abraço do Coutinho Ribeiro
    Coutinho Ribeiro said...
    O início do segundo parágrafo do meu comentário anterior apareceu truncado: eu queria dizer no mesmo dia em que O Arrebenta colocou aqui o comentário... e por aí adiante.
    zazie said...
    O Arrebenta é a "Contra Informação" do mundo virtual.

    Faz todo o sentido. A única coisa que não faz sentido é esta gente ainda não se ter apercebido de um detalhe elementar:
    A blogosfera é internet. Ponto final.
    É um dos nomes que lhe dão. Podiam dar outro. O único "local" que a pode ligar com o país é o facto de algumas dessas páginas online serem escritas em português.

    Bastava meterem isto na cabeça para deixarem de escrever coisas tão ridículas e possidónias.
    josé said...
    Meu caro COutinho Ribeiro:

    No link que deixei no postal, está um blog de um safado que diz exactamente isso:

    Que sou um corrupto, malandro, incompetente etc etc...

    Fui lá ao blog, directamente e desafiei o pulha a identificar-se e a escrever-me para o meu mail...

    Acha que escreveu?!
    josé said...
    Mais:

    Quanto à Fernanda Câncio, cheguei a trocar impressões com a mesma, num blog.

    Fiquei com a melhor das impressões e ainda as guardo. No fim, referi em jeito de brincadeira uma coisa inofensiva sobre um "animal feroz".
    Apagou-me o comentário e deixou de me dar troco.

    Que fazer a isto?!
    zazie said...
    coutinho ribeiro:

    prove-me que é o coutinho ribeiro e não é o Arrebenta a escrever com o seu nome.

    A sério. É um desafio. Prove a sua identidade no mundo virtual.

    Explique aqui, a toda a gente, como é que podemos saber que foi mesmo o coutinho ribeiro quem acabou de escrever esse comentário e não o tal meliante anónimo que dá pelo nome de Arrebenta.

    Força!

    É que é difícil mas é possível.

    E sabe qual é a maneira?

    Sabe qual é a única maneira de distinguir um "anónimo" de um "identificado" na internet?
    josé said...
    No outro dia, os gatos fedorentos, no programa de Domingo no Isto é uma espécie de magazine, enxovalharam o Alberto João Jardim e o Pinto da Costa.

    ENXOVALHARAM mesmo.

    Alguém se atreve a dizer que os gajos estavam nus e a meter dó, nesses dois casos?

    Não porque o sentido de humor geral, anda por ondas. Tal como o som.
    Coutinho Ribeiro said...
    Caro José:
    E não vai identificar-se, obviamente. E se lhe escrever, será certamente para insistir no insulto.
    Mas sabe que uma coisa é insultar-se um tal josé, aqui, na blogosfera, onde alguns sabem de quem se trata. Outra coisa é escreverem que o J. concreto, aquele que desempenha determinada função, é isso. E veja como rege: Nem V. gosta! Agora imagine que começam a enviar cartas anónimas com acusações supostamente concretas para determinadas entidades?
    Coutinho Ribeiro said...
    Zazie: pergunte ao José, ele sabe responder-lhe.
    Coutinho Ribeiro said...
    José:
    Já uma vez discutimos a diferença entre sátira e opinião. A primeira tem um espectro mais largo. Mas nem por isso ilimitado. Não vi o programa.
    josé said...
    Meu caro:

    O difamador sabe quem eu sou! Sabe onde trabalho o que faço e como faço, através de pormenores como sejam os de estar ali há muito tempo etc etc.

    Eu penso saber quem ele é e até o apelidei pelo nome próprio.
    Mas...e daí?

    Tenho seis meses para me queixar, eu sei. Mas prefiro que o difamador se me dirija e me diga directamente o que tem a dizer.
    Não diz, claro que não diz. Mas, ao não dizer, fica estabelecido o que é e o que significa.
    zazie said...
    Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
    zazie said...
    E estou-me a referir a este tipo de caixas que obrigam a inscrição no blogger. Já nem vou para os outras onde qualquer pessoa pode usar o nome de outrem que não há hipótese de se saber a diferença.

    A sério: sabe qual é a diferença entre um anónimo e um identificado?

    O JPP passou o Verão a querer saber para caçar o tal usurpador do blogue.

    Foi pena nunca ter explicado como se resolveu a questão.

    Tinha sido útil. E tinha valido a pena compará-la. A essa tarefa ciclópica com a rapidez com o que o MST conseguiu saber quem era o autor do tal blogue onde se mostravam as passagens copiadas do Equador.

    Essa identificação é que é verdadeiro mistério técnico. Acredite.
    As outras são as que funcionam de forma igual para milhões de pessoas, encontrem-se elas onde quer que seja- de Lisboa a Pequim.
    josé said...
    Zazie: eu conheço pessoalmente o COutinho Ribeiro, mas julgo perceber que não é isso que aqui fica em causa.

    O que está em causa é a extrema facilidade com que na internet nos poderemos esconder se o quiséssemos verdadeiramente.
    Mas esconder é uma coisa. Outra é não poder ser descoberto.
    Na net, aprecio além do mais, a diversidade e a liberdade total de expressão.
    Mesmo com riscos como os que apontei e já me atingiram a mim.
    Coutinho Ribeiro said...
    José: e basta-se com isso? Eu sei que quem anda no mundo do direito tende a desvalorizar as coisas próprias. Casa de ferreiro... Mas há alturas em que não se pode deixar passar em claro. Porque até pode acontecer que não seja o josé que escreve em blogs que está em jogo - pode ser mais do que isso, pode ser uma coisa direccionada por alguém que o conhece e visa mesmo prejudicá-lo.
    Já uma vez lhe dei um exemplo: num fórum de uma terra pequena, que por acaso é a minha, acusaram-me de traficar droga. Mesmo eu que já levei tanta tareia não gostei. E se os responsáveis pelo fórum não tivessem removido aquele lixo depois de um mail que lhes enviei, garanto-lhe que não ficava quieto.
    zazie said...
    O José sabe responder-me tanto como qualquer pessoa que não seja "infonaba".

    É isto. Não existe anonimato na blogosfera. Só existe verdade estabelecida pelo próprio.

    A verdade está em quem está por trás do nome ou do nick. Não é passível de ser aferida nem detectada por mais ninguém a não ser por processo técnico.


    Mais, qualquer blogger está em posição de ser alvo de idêntica devassa por outrem. Seja por parte de blogger ou não.

    Não há o mundo de "dentro" e do "fora".
    zazie said...
    Eu percebi que o assunto era esse. Mas também me faz confusão tanta preocupaçãozinha com o "bom tom".

    Há o vício do "editor" do "director". Como se cada blogger fosse responsável pelos cruzamentos que se passam nas caves- nos comentários.
    Coutinho Ribeiro said...
    José: eu já uma vez lhe disse que aceito plenamente que haja pessoas que opinam como anónimos ou com pseudónimos, por causa das posições que ocupam e essa coisas. Como também já distingui entre quem anda assim e se comporta como deve ser e aqueles que são anónimos apenas porque acham que isso lhes confere um estatuto de inpunidade quew lhes permite insultar tudo e todos.
    Como é evidente, a sua posição é diferente: quem quiser saber quem é, tem o seu mail. E, por lá, creio que qualquer jeitoso em coisa de informática pode descobrir quem é, se entender que a sua escrita foi ofensiva.
    Esta é a minha postura, em síntese: quem escreve deve assumir a responsabilidade do que escreve, sobretudo quando usa essa liberdade para fustigar os outros de forma ofensiva.
    josé said...
    Caro Coutinho RIbeiro:

    Uma acusação ignóbil e sem qualquer razão de ser, nunca me incomodou por aí além.

    O que me incomoda, e isso já aconteceu uma ou outra vez, são denúncias não anónimas, mas ainda assim falsas.

    Denúncias de quem não gosta de determinadas atitudes, por exemplo e acha-se no direito de fazer queixa directa a quem V. saberá.

    Nunca me incomodaram com isso, mas a verdade é que ninguém está livre dessas coisas.
    Basta fazer inimigos, por isto ou por aquilo.

    E ninguém o pode evitar. O que espero é poder ter possibilidades de defesa ou mesmo de ataque.
    Armas iguais, no caso.
    Coutinho Ribeiro said...
    Ah, e como também não me canso de dizer, acho que quem tem responsabilidade de administrar um blog tem o dever de eliminar os comentários insultuosos para terceiros que nada têm a ver com o assunto. Claro que pode acontecer que alguém coloque um comentário anónimo e o administrador não o veja e, aí, nada a fazer. Mas a partir do momento em que sabe e não o retira, deve ser responsabilizado. Aliás, como também deve recordar-se, numa das nossas boas discussões no INC, eu defendi que os blogues e coisas parecidas deviam estar sujeitas a registo, nos precios termos em que estão os órgãos de comunicação social e sujeitos às mesmas regras que regem os OCS.
    josé said...
    Meu caro:

    Eu respondo por aquilo que escrevo. Sempre. Pedirei desculpa em caso de excesso e se entender que o é.

    Mas estou à espera de quem me diga um único escrito em que passei a marca e atingi a honra ou consideraçáo de alguém, para além daquilo que considero admissível num blog, tendo em conta a liberdade de expressão e a tonalidade que se pode esperar, comparativamente.
    Coutinho Ribeiro said...
    José: isso que diz no seu último comentário está absolutamente fora de questão! V. é educadíssimo, mesmo quando é corrosivo. E também sei que nunca deixaria de assumir a autoria do que quer que fosse, caso alguém se sentisse atingido.
    zazie said...
    A liberdade diz respeito a tudo- incluindo o lixo.

    Não consigo entender essa preocupação de dona-de-casa com a limpeza das catacumbas.

    Que diabo. Somos responsáveis pelo que escrevemos na primeira página. Não temos obrigação de contratar fachineiras.

    A dimensão disto é caricata. Se um maluquinho no meu bairro desatar a dizer que eu sou traficante de armas que crédito é que se vai dar a isso?

    Que é que conta? onde está o poder destes megafones?

    Querem-nos comparar à abertura de telejornal?
    josé said...
    Quanto aos comentários anónimos, não concordo inteiramente consigo.

    Concordo se o comentário for de gravidade extrema, ou seja atingir a raia de um crime público muito grave.

    Porém, em casos de atentados à honra e consideração, sendo tais factos crimes de natureza particular, náo concordo consigo.
    Quem se sentir ofendido, que responda.

    Por mim, não censuro esses comentários.
    Para isso, existe a moderaçáo de comentários, para permitir identificação.
    josé said...
    E penso que nenhum tribunal deste país irá considerar que um colaborador de um blog ( nem sou administrador) ou então todos os colaboradores, são solidariamente responsáveis pelo crime de difamação, numa espécie de responsabilidade em comandita.

    Não penso que haja um único juiz neste país que embarque nessa, mas na verdade já não direi o mesmo do MP...ahahah!
    Coutinho Ribeiro said...
    Caro José:
    Uma denúncia anónima hoje, uma assinada amanhã, e depois outra e outra, causam sempre mossa. E há quem seja especialista nesse tipo de coisas. Mas deixe lá: acho que um dia em que tivermos tempo de conversar sem ser em eventos (ou por esta via), vamos acabar por ficar de acordo nesta matéria.
    Até porque eu não sei se estou a conversar com o José e V. não sabe se está a falar com o CR :-)
    Um abraço
    Assur said...
    Caros amigos

    O que se dizer de alguém que escreve “mas não sou o autor porque, apesar de invejoso, não sou um canalha mentiroso. Não sou canalha porque não espicaço a honra de alguém no anonimato e não sou mentiroso porque não chamo plagiador a MST com provas deliberadamente falsa, umas, e sem jeito, outras”?

    E, repare-se, mais à frente “quando no Equador aparecem rajás … é porque MST está a copiar a realidade, uma legítima fonte de inspiração. MST, provavelmente, leu essas informações em Cette Nuit la Liberte”.

    Atendendo-se a este último parágrafo, não era mais correcto afirmar que “as consultas devem ser referenciadas ou citadas entre aspas" mas que, "face a um romance histórico, há outra abertura” do que chamar canalha invejoso ao acusador?
    zazie said...
    acho que quem tem responsabilidade de administrar um blog tem o dever de eliminar os comentários insultuosos para terceiros que nada têm a ver com o assunto.

    Eu não penso assim. Os comentários são as catacumbas. Só considero necessária alguma ordem quando o ruído impede um bom debate.

    Mais nada. Há sempre formas de terapia para afugentar o lixo.
    Agora se alguém manda uma bocarra a outrem que é que eu tenho com isso?

    Absolutamente nada. Nem faria sentido. Tínhamos de estar para aqui de plantão a fazer de porteiras. É um autêntico disparate.

    Já se perde demasiado tempo com estas lides. Não vamos agora contratar porteiros; mulheres-da-limpeza; limpa-chaminés e canalizadores.

    Não acha?
    Assur said...
    Ops. Esquecemo-nos de mencionar que se trata de uma crónica de F.F. publicada na Sábado de 26 de Outubro.
    Assur said...
    Na parte que nos toca, só limpamos comentários que nada tenham a ver com o assunto em discussão e sejam ofensivos ao bom nome e aos costumes.
    Coutinho Ribeiro said...
    Claro que um colaborador não pode ser responsabilizado. Mas um administrador deve. Por isso é que é administrador.

    Ninguém tem o direito de insultar ninguém. Mas quando insulta, deve ter cara para assumir as consequências do quye afirma. Eu pelo menos sempre agi assim.

    E permitir-se que um administrador de um blog não seja responsável, é permitir que, à sombra da sua impunidade, haja caluniadores sem cara que insultam tudo e todos sem que daí decorra qualquer responsabilidade.

    Mas, como lhe digo José, um dia posso dar-lhe inúmeros exemplos de como se pode artilhar uma campanha contra alguém e ficar a rir... E já não tem a ver com a internet, que disso sei pouco mais do que nada.
    zazie said...
    Aliás, o disparate disto tudo é mesmo a infonabice.

    Cartas anónimas e mexericos sempre os houve. A diferença é que, no tempo das cartas ou dos boatos que se espalhavam em certos meios não havia hipótese de se seguir o fio à meada.

    Eram mesmo boatos; calúnias e difamações anónimas. Lembro-me de alguns que atingiram figuras públicas e nunca vi ninguém assim preocupado com eles, como agora estão com a internet.

    A diferença é que neste meio virtual, ainda que não se saiba em que parte do mundo viva o autor do boato, é possível apanhar-lhe o traço. É possível chegar-se a esse autor. Coisa que nunca foi possível fazer-se no tempo do boca-a-boca e das cartas anónimas.

    O que acontece é que se está a dar demasiada importância à blogosfera. Não falta muito e ainda se incluem os blogues no currículo académico.

    Como este pais sempre foi dado a salamaleques e respeitinhos possidónios, o resultado caricato está à vista.
    josé said...
    É preciso não esquecer, como indicou o Manuel neste blog que os comentários deste ou daquele e particularmente o que foi mencionado pelo FF, também foi colocado noutros blogs e até no site do Expresso.

    Não julgo que seja relevante e que neste caso FFernandes tenha razão para me atingir.

    Mas compreendo que o faça.
    Só lamento que venha por aqui ler estas coisas , nestas caixas, assim como quem espreita e não deixe a sua opinião directa.

    Vá lá, Ferreira Fernandes! O que é que tem a perder com a troca de impressões?

    Aliás, o mesmo se aplica a outros conhecidos dos media, que por cá aparecem e noutros blogs mas parece que têm um medo que se pelam de comentar...

    Sinceramente, não entendo porquê.
    No caso de JPP entendo: deve andar a remoer uma tese qualquer sobre as leis da blogsofera...ahahah.
    Coutinho Ribeiro said...
    Assur, pois é mesmo disso que se trata. Se alguém coloca um comentário anónimo que não ofende, não vejo mal nenhum. O pior é quando ofende. E, aí, é preciso estabelecer regras. E, para tanto, não é preciso canalizadores e outras coisas de que fala a zazie. É preciso que quem tem um blog se esforçe para que ele seja um espaço limpo. Olhe: num blog local que impulsionei, cheguei a colocar comentários anónimos pouco simpáticos para mim. Mas nunca coloquei nenhum que fosse ofensivo para terceiros, que nada tinham a ver com o facto de eu ter um blog.
    josé said...
    No que a mim diz respeito, não é a notoriedade que busco ou ser conhecido ou merdices desse género.
    O que me interessa é o debate de ideias e troca de opiniões originais.

    E escrever quase como um furioso, quando me apetece.
    Será terapia? Precisarei de terapia?
    Quem sabe?

    A melhor, porém, ainda é um sono bem dormido.
    Até amanhã a todos e obrigado.
    zazie said...
    Essas hieraquias, essa paranóia toda do administrador feito homem do lixo a apagar um palavrãozito que alguém tenha dito a outrem no diabo de uma micro caixa de comentários que a maior parte da população nem sabe que existe é mesmo uma coisa maluca.

    Parece que temos sempre tendência e replicar os mesmos tiques profissonais para onde quer que vamos.

    Nem que fosse no carnaval. Há sempre alguém muito preocupado com a "moralidadezinha" e o bom aspecto em tudo.
    É pena que não seja mesmo em tudo. Porque aquilo que conta e continua impune não vive nas caixinhas de comentários da blogosfera de Portugal...
    Coutinho Ribeiro said...
    Quer quer, homem? V. tornou-se uma figura incontornável da blogosfera! E não se preocupe: bem no fundo, há por aí muito colunista que anda preocupado com o facto de ver o seu espaço de cátedra ameaçado por bons bloguistas. De qualquer modo, importa salientar que, mesmo não o lendo frequentemente - leio pouco a Sábado - o FF é dos melhores colunistas portugueses
    zazie said...
    bem, vou chonar que também é o melhor.
    As regras é pedi-las ao Grande Educador. Afinal isto é como a Arca de Nóe. Tanto entra o louco como o timoneiro e canalizador.

    Da minha parte, já sabe, se precisar de uma mãozinha em problemas técnicos, basta assobiar.

    Agora limpezas não faz a minha cara

    ";O)

    boa noite, Coutinho Ribeiro
    Coutinho Ribeiro said...
    Boa noite, zazie. Eu também vou sair, mas para comprar cigarros (e não é porque na minha lojeca se pode fumar, é mesmo porque estou estourado).
    Coutinho Ribeiro said...
    Boa noite, JOsé. Vemo-nos por aí...
    Abraço
    zazie said...
    no que toca ao "bom nome e aos costumes": digo nada!

    ";O)))

    Isto é que dava um bom estudo sociológico, ai se dava. Esta síndrome do "respeitnho" lusitano...

    Pena que nos faltem os O'Neils.
    josé said...
    Reproduzo aqui um comentário que deixei no Anónimo do Coutinho Ribeiro:

    Ah, meu caro. Já estou de serviço e sobre este peditório sobre o anonimato relativo, ainda há muito a dar, apesar de ser um "debate rançoso", como escreveu o cronista.
    Não tive tempo de o dizer ontem, mas também considero o FF um dos melhores cronistas do burgo, da estirpe de um Manuel Pina ou de um Ricardo França Jardim que já não é.

    Aliás, o Público dos primeiros anos da década de 90 tinha um naipe de cronistas de um luxo raro e que nunca mais se viu.
    Estes que agora andam por lá, são bem a imagem do director que está e que sendo bons não são e nunca chegarão ao óptimo de antanho.

    Sobre os anónimos, há um ponto interessante que ainda ninguém falou.
    Uma pessoa que escreva bem e com grande estilo na net, não precisa de ter nome feito para nada. Porém, se ainda o não tiver reconhecido nos circuitos habituais dos jornais, o relativo anonimato traz-lhe um acrescento de mistério que pode nem ser mistério nenhum, mas apenas consequência do voyeurismo natural de todos quererem saber "quem é o/a gajo/a".
    Esse apimentado de curiosidade, pode trazer ao anónimo um relativo conforto do ego.
    Dito de outro modo, pode haver quem se esconda para melhor se mostrar...

    Para mim, repare bem, nem isso pretendo.

    Considero mesmo assim que as maiores surpresas que encontrei na net, na escrita e em opiniões, foi com pessoas que não conhecia e algumas continuo a não conhecer.
    A minha maior descoberta em termos de escrita pura e graça na apresentação, foi um indivíduo que escreve no jornal Auto Sport, salvo erro: Rui Pelejão.
    Conhece? É um portento na escrita.

    Outro que não lhe fica nada atrás nessas andanças, acompanhando até a iconoclastia, é o Dragão, do blog com o mesmo nome. Ninguém o supera no uso do verbo conjugado e do adjectivo ajustado.

    Quanto a opiniães, são mesmo como as maçães: cada um come do que gosta.
    Por mim, como já sabe, prefiro as da porta da loja: pequenas, redondas, saborosoas. Como as mulheres ( esta era escusada, mas fica).

    E acrescento ao que a zazie disse, o seguinte:

    O O´Neill tinha a sua graça corrosiva e acidificada. Muitas vezes as fronteiras entre a sátira e a opinião, como escreveu o Coutinho Ribeiro, são ténues e indefiníveis, sendo aquela mais lata e permitindo por isso uma lata maior.

    O programa dos Fedorentos de Domingo, coloca duas "putas" a acompanhar em permanência os contactos de Pinto da Costa, insinuando( e mais do que isso) tudo o que se soube através de investigações policiais.
    Quem vir o programa não fica com qualquer dúvida de que a sátira acompanha a realidade conhecida, de um modo que pode ser difamatório.
    A imagem do dirigente do Porto, pode não ser a melhor depois do que se escutou pelo telefone, mas daí a assossiar o mesmo a um chulozeco qualquer, como de facto se fez, vai uma distância grande.

    Quanto ao João Jardim, a graça é diversa, e bem achada, mas enxovalhante na mesma.

    O mesmo tipo de piada num blog com nomes conhecidos, assim de repente, poderia suscitar os mesmos comentários que suscitam aqueles onde presuntivamente se fazem ofensas à honra de alguém.

    Aliás, o comentário do Arrebenta em causa, parece-me não vai para além daquilo que se comenta em surdina, em redacções...
    Desmintam!

    Enfim, o grau e o nível de possibilidade satírica sobre determinado assunto, varia, como as ondas.

    No Inimigo Público estranhei que ninguém aludisse aos alegados plágios de Sousa Tavares.
    Não é caso de risota?! Será caso sério?
    Anónimo nominado said...
    Mas o que é mais intrigante é a preocupação de FF em censurar o comentário do Arrebenta... Não é provável que corresponda à verdade aquilo que ele diz? Parece que pode muito bem ser a realidade... Parece-me, aliás, alguém que sabe do que fala...
    zazie said...
    O que é cretino nesse artigo é o tom retorcido e hipócrita com que se guardou uma “porteirice” para denegrir os textos do José. Percebe-se perfeitamente que os motivos são outros mas, como lhe faltava por onde pegar, foi buscar um comentário de terceiro.

    Isto é cretino e só serve para aldrabar os leitores.
    Primeiro: o José não é administrador do blogue. Só o administrador é que pode apagar comentários de terceiros.

    Segundo: essas bocas do Arrebenta correram por todo o lado. Bastava fazer uma pesquisa no Blasfémias ou noutro blogue com muitos visitantes para o encontrar.

    Mas nem precisava de ir mais longe. Bastava-lhe ficar pelos fóruns dos jornais.
    A boca ainda por lá anda.

    Ora confirme-se aqui, no Expresso:

    Expresso

    e mais aqui- no Sol
    Sol .

    O FF deu um tiro no pé.
    Fernando Martins said...
    Mas não foi este boato discutido no debate entre Sócrates e Santana Lopes, antes das últimas legislativas? Aliás o PSL divertiu-se imenso ao dizer, nesse debate, que sabia que JS era divorciado e pai de filhos, como ele... O boato era bastante antigo e faz lembrar aquelas estórias americanas de certa imprensa homo que tenta obrigar algumas personalidades a assumir publicamente qual a sua orientação sexual.

    Mas, concordo com a Zazie, o voltar ao assunto por parte de FF tem os efeitos opostos aos pretendidos (ou será que era esse o objectivo...?).
    Bajoulo said...
    “A Esquerda necessita de farsantes, mentirosos, lambe-botas, vigaristas e toda a espécie de merda que odiamos”. – João Gordo deputado da R.I.A.P.A.

    www.riapa.pt.to
    oldvitima said...
    Vejo quantas pessoas a falarem aqui,
    que de util fazem o quê,
    que falam de si mesmos
    mas mais vistas as vitimas
    são
    naoseiquenome usar said...
    Bem, a este propósito da "liberdade de expressão" dos blogs, confesso que me incomodam alguns excessos de linguagem, algumas referências e adjectivações a pessoas em concreto, as quais, obviamente não têm que estar a par dos "n" blogs que aí proliferam e que, por isso, mesmo que queiram exercer o seu direito de queixa, dificilmente o poderão fazer, ora porque não sabem (embora na pele possam perceber rumores), ora porque não o souberam em tempo.
    Depois vêm as queixas contra as instituições e as ameaças veladas.
    Como ele está "aí" para quem quiser ler, deixo-vos este exemplo de um médico que vocifera contra a administração de um hospital, dizendo que foi ameaçado, mas não diz de quê, ou de que forma, e passa a ameaçador: http://hospitalamatolusitano.blogspot.com/2006/11/lulas-minhas-queridas-manas.html.
    Agora imagine-se a subversão que não seria vir a Administração do Hospital responder-lhe em forma de postal no blog, ... naquele ou noutro, ou num criado poara o efeito.
    Chamem-me o que quiserem. Eu acho que nada pode ser tão livre assim.
    zazie said...
    Então vamos lá fazer um exerciciozinho:

    isto
    é um blogue?
    e
    isto ?
    e
    este ?
    e
    este ?

    As leis aplicam-se:
    a todos?
    Só a alguns?
    Quais?
    Porquê?
    Por quem?
    zazie said...
    Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
    zazie said...
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    zazie said...
    E esqueci-me do outro de uma prostituta que tem o negócio online. Também no blogger.

    E nem sei qual a razão para excluir do rol toda a pornorafia infantil que existe online.

    Como é que um utilizador da net distingue pelo browser o "responsável editorial" do site onde vai parar?

    Se conseguirem responder, vão chegar a uma conclusão muito patusca...
    zazie said...
    E
    aqui

    também chegam as leis Abruptas?
    zazie said...
    Quanto ao exemplo do médico, não percebi.

    Ele assina e até é o director demissionário do Hospital.

    Onde é que está o problema?

    Já foi citado por uma série de blogues e toda a gente sabe quem é.

    Basta fazer um busca no Google para se saber.

    aqui por exemplo.

    Em que é que um director de um hospital é um anónimo perigoso a lançar calúnias sobre "pessoas" que não se podem defender?

    Não entendi o exemplo...
    naoseiquenome usar said...
    Viva Zazie, Boa Noite.
    Começo por dizer que sou "infonaba", expressão engraçada de sua autoria e não sei pôr um "aqui" ou "este" ou outra coisa qualquer para redireccionar o que pretendo dizer.
    De todos os exemplos que citou, só 2 deles abriram no meu computador que está protegido, já que se encontram crianças em casa. Imagino pois como serão.Daí que comee por dizere que está a quere comp'arar o incomparável, o que só reverte em desfavor de espaços como este que, julgo, ambas consideramos bons.
    Abriu um de carácter político (?) e outro que é o do "Médico Explica".
    Devo dizer que quanto a este último, pertence a uma pessoa que pessoalmente conheço e por quem tenho grande admiração e estima.
    Nunca me coibi no entanto de discordar frontalmente com os excessos de linguagem tantas vezes ali utilizados de forma impetuosa e irreflectida a maioria das vezes, a não corresponder própriamente ao homem que produz os escritos.
    Por isso quando um tal jornalista "FE" lhe chamou "merda de homem" me insurgi tanto.
    Quanto ao exemplo do médico citado, também no espaço do médico explica, a minha reacção foi de dizer de imediato "espero que o CA actue".
    Agora vejamos, o que aquele Sr, Director Demissionário (demitido, leia-se) fez, foi confundir a ética profissional com a Ética (?) política e lançar ameaças veladas atrvés de um blog a um órgão colegial. Claro que as pessoas que compõem o órgão, poderão ler blogs. Ou não. Por certo não terão muito tempo para o fazer, nem as tais buscas no google a que se refere, pois para isso precisaria estar alertado.
    E caso aconteça não ler, o que ocorrerá com grande probabilidade, o que vai acontecer é uma espécie de "tortura psicológica", por parte de alguns, poucos, que sabem o que se escreveu.
    Isto a mim parece-me lamentável.
    Há foruns próprios para dirimir e4stas matérias e parece-me muito pouco ético vir expô-los em espaços, onde naturalmente os atingidos se não podem defender. Esta era a lógica de que eu falava. Está a Zazie a imaginar o CA vir dar resposta num Blog? Ou um Tribunal? Ou uma Inspecção? - Julgo que ainda não chegámos a tanto.
    Defendo que a auto-censura é pois fundamental.
    Nos nossos dias, tudo é levado ao limite, não podemos ser bons, temos de ser óptimos, as coisas não são más, são terríveis ou o máximo.
    Defendia Orlando de Carvalho nos meus tempos de Faculdade que os valores se criam a partir de contra-valores que vão sendo assimilados como valores em determinada sociedade, num determinado tempo.
    Por mim, há contra-valores que ainda não foram assimilados, nem o serão certamente.
    Para vivermos com um mínimo de equilíbrio e paz social temos não de ser políticamente correctos, mas sim e sempre éticamente correctos.

    Perdoem-me então, esta minha "liberdade de expressão"

    Boa noite.
    zazie said...
    "Daí que comee por dizere que está a quere comp'arar o incomparável, o que só reverte em desfavor de espaços como este que, julgo, ambas consideramos bons.

    Porquê?

    porque é que estou a comparar o incomparável?

    Então não é de leis que andam para aí a falar?

    Acaso as regras e as leis só se aplicam por subjectivismo de "irmandades"?

    Pois os meus exemplos ficam aí. E quem for capaz de responder que responda.

    Depois vão-se dar conta do tremendo disparate que andam para aí a dizer...

    Quanto ao caso do médico, passo.

    Estamos a falar de quê? de gostos, de desabafos, de receitas de culinária? de "a mim não me agrada"?

    Se nem se sabe do que estão a falar, não vale a pena.

    A única pessoa que sistematizou bem a questão foi o Paulo Ramos de Faria
    aqui.

    Isto sim, são boas razões para se entender do que falamos quando referimos a blogosfera. Que nada tem a ver com uma qualquer publicação mediática.
    A questão foi muitíssimo bem explicada nestes comentários. E eu ainda lhe acrescentava um ponto: nem sequer se pode comparar com um forum ao vivo, por onde podem passar as mais variadas pessoas.

    A blogosfera não tem limites geográficos ou temporais. Não se entender isto é não entender nada e entrar na síndrome de Moisés” à JPP.
    zazie said...
    Já agora, como é que se legisla a auto-censura?
    naoseiquenome usar said...
    Que pergunta Zazie!
    Havia de ser bonito se tivessemos de legislar também o nosso bom-senso...

    adiante.

    (já agora, sei bem do que falo)

    Mas adiante, mesmo, que a Zazie tem uma tremenda tendência para apelidar tudo de "culinária" e de facto não tenho nenhuma vontade de cozinhar consigo.
    zazie said...
    Pelas bizantinices em questão, o que a blogosfera está a precisar é de um manual da Paula Bobone que destrone as tábuas do Grande Timoneiro

    ahahahaha
    zazie said...
    Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
    zazie said...
    V. não entendeu a questão. Se não abriu os links nem percebeu o que eu coloquei em causa.

    Como o tema do post foi levado para a necessidade de regras e existem milhões de internautas, creio que o seu programa de "educação das massas" e aprendizagem de "auto-censura" virtual, é capaz de ser um tanto impraticável.

    Não acha?
    a culinária veio daí. Foi uma figura de estilo. Podia ter-lhe chamado "lirismo" mas tudo bem.
    Se passássemos a ter regras de acordo com os tiques de cada um, era lindo- havia de ser preciso um planeta para cada blogger...


    E a questão não é de todo disparatada de se falar neste post.

    A verdade é que houve um jornalista bastante digno, mas muito fora destas coisas, que fez escreveu um texto simpático a elogiar os postes do José mas, à mistura, deixou ficar no ar uma suposta complacência com calúnias virtuais.

    Isto é que me parece merecer resposta de quem por cá anda. Pela minha parte deixei os Links do Expresso e do Sol para que ele faça a mesma pergunta: Porque é que até hoje (12/11) não foram apagados?

    Afinal onde está o “crime” do José (para além de ser anónimo de quem se sabe a profissão e até os supostos casos que terá julgado) que não esteja em toda a parte?
    zazie said...
    ele nem lhe chamou calúnias. E, a verdade é que o caso é de tal modo vox populli que nem tem ponta por onde se pegar.

    Como se os portugueses precisassem de ter computador e conhecer o blogue da Grande loja do Queijo Limiano e um remoto comentário esquecido no limbo, para saberem essa história...

    Era a mesma coisa que se acreditar que sem blogosfera só havia boato por pombo correio ou sinais de fumo...
    josé said...
    O tipo de comentário que se fez relativamente à vida privada do nosso PM e de uma jornalista apresentada como sua namorada,já passou à esfera pública sem necessidade de qualquer Arrebenta.

    Toda a gente comentou, aquando da campanha legislativa uma anedota envolvendo um actor que seria, como hei-de dizer, "companheiro" do candidato a PM. De tal modo a anedota em forma de boato de expandiu que o dito actor( Infante) se pronunciou numa recente entrevista.

    Isto coloca outro problema: como é que se lançam e propagam boatos? Será a internet um meio propício a tal e mais adequado à maledicência do que qualquer outro lugar onde se reunam mais de duas pessoas?
    Não me parece que a internet, tire esse lugar de honra às barbearias, aos cabeleireiros, aos cafés e esplanadas, às chacotas privadas, ás redacções de jornais e a outros lugares selectos onde se pratica e difundem coscuvilhices e boatos.

    É por isso que acho que FF escolheu mal o exemplo das más razões para denegrir os blogs.

    Como paradigma do paralelismo na má-língua universal e sem poiso certo, aponto o que se passou no último Domingo com a emissão do Isto é uma espécie de magazine dos Fedorentos.
    Enxovalharam Pinto da Costa com uma pinta inaudita em televisão.
    Expuseram-no cono um chulozeco de terceira categoria, e afinal que razões teriam para tal?
    O diz que diz dos boatos apanhados com a divulgação das escutas telefónicas em que se fala de "fruta" como eufemismo de "puta", com todas as letras.
    No programa de Domingo, Pinto da Costa foi apresentado como um indivíduo que corrompia árbitros através de expedientes, como o recurso à contratação de putas para aliciar os mesmos e pagar favores.

    Se isto não é difamar, vou ali e já venho.
    E se quiserem comparar, imagine-se que neste blog um josé, carlos, manuel ou antónio escreviam isso preto no branco, afirmando-o através das "provas" das escutas ( que até podem vir a ser anuladas)...

    Era ver a seguir o Abrupto a insurgir-se e um qualquer blasfemante a zurzir os embuçados caluniadores.

    Para mim isto é tão evidente que convido Ferreira Fernandes a reflectir seriamente no que quis dizer.
    E a dar maior liberdade a quem escreve. Mesmo que sejam disparates.

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