Detroit, nova sede da república dos juízes

Por aqui, do Informática do direito, até aqui, ao New York TImes, onde se pode ler o seguinte:

"WASHINGTON, Aug. 17 — A federal judge in Detroit ruled today that the Bush administration’s eavesdropping program is illegal and unconstitutional, and she ordered that it cease at once."
"District Judge Anna Diggs Taylor found that President Bush exceeded his proper authority and that the eavesdropping without warrants violated the First and Fourth Amendment protections of free speech and privacy."

Espera-se a todo o momento a reacção do pessoal do costume e que tarda em gritar em editorial que a república dos juízes já chegou à America. E até com a oposição do Attorney General!
Porca miseria! Depois da Itália e de idêntica tentativa, em Portugal, felizmente abortada pelos vigilantes dos jornais, vemos a America a cair no mesmo lodaçal.
Não há direito!

Publicado por josé 00:33:00  

53 Comments:

  1. senhor antónio said...
    Cá por mim, nenhum problema em que haja uma república de juízes, desde que sejam de confiança.
    sniper said...
    José, são incontáveis as vezes em um qualquer juíz, de um qualquer estado ou cidade dessa grande nação que são os EUA, vai contra decisões políticas do governo dos EUA. São também incontáveis as vezes que os governos reagem, contestando nos mais diversos níveis essas mesmas decisões. São também incontáveis as vezes em que qualquer juíz de uma qualquer cidade, ou estado dos EUA, colocam multinacionais cujo o poder não se consegue medir com clareza, em péssimos lençóis, etc, etc,. É óbvio que não há "justiças" perfeitas, mas no que concerne tanto nível político ou institucional, empresarial ou mesmo individual, comparando por exemplo com Portugal, só tenho que dar um grande VIVA à República dos Juízes da América, tal como ela é neste momento.
    Ao senhor antónio só gostaria de perguntar se confia nos juízes portugueses, ou melhor na justiça portuguesa?
    P.S.- O José sabe muito bem que é impossível qualquer tipo de república de juízes na América, ou qualquer tentativa para implementar tal disparate. Penso que seria muito mais interessante explicar aos clientes da GLQL como é que o sistema americano funciona e permite que uma juíza de Detroit cause tantos embaraços à administração Bush, situação práticamente sem paralelo no mundo. Era muito bom em Portugal que tal acontecesse da forma eficaz e rápida, como acontece nos EUA e Inglaterra, por exemplo.
    jack, o estripador said...
    "José":

    Escusava de efectuar mais um dos seus habituais exercícios de manipulação - os juízes nos EUA são todos ex-advogados ou juristas de prestígio (a nível estadual ou federal), não há formação específica tipo CEJ, nem o "direito de casta corporativa" que aqui se instalou.
    Quanto aos Attorneys, embora julgue que exista uma carreira, o topo (como na magistratura judicial) é atingido via eleições, não por promoção hirárquica, e há grande circulação entre o sector público e privado.

    O nosso sistema judicial está a anos-luz do norte-americano, ao nível da estrutura de carreira, pelo que não é comparável.
    Eu até diria que é um sistema melhor - mas há o problema dos tribunais de júri, que o tornam completamente inaceitável...
    josé said...
    Bem...não era para ser levado a sério. Isto era só por causa daquela rábula a propósito das providências cautelares sobre as decisões do Governo para fechar maternidades.

    Há repúblicas e repúblicas e também as há de bananas, mesmo em sentido figurado.
    Luis said...
    "Bem...não era para ser levado a sério. Isto era só por causa daquela rábula a propósito das providências cautelares sobre as decisões do Governo para fechar maternidades."

    Por acaso tem piada que o que me veio à cabeça quando li o post não foi isso foi a controvérsia em torno das escutas telefónicas.
    senhor antónio said...
    Que quer, José, afinal? que o levemos a sério, ou não?
    jack, o estripador said...
    Os magistrados são assim - quando metem água como gente grande, trata-se apenas de "declarações não-sérias"...
    Estamos esclarecidos quanto à respectiva credibilidade...
    zazie said...
    mas não sabem o que é ironia?
    chouriçomouro said...
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    chouriçomouro said...
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    chouriçomouro said...
    Não sei quem é o sr. Jack o Estripador. Só seu que cada vez que se fala de Justiça, o sr. aparece furibundo do nada blogosférico e desata a pontapear indiscriminadamente a justiça pátria, mesmo que a propósito de decisões que não são dela. Agora foi decisão de juiza norte-americana, que negou constitucionalidade a escutas sem mandado judicial. A coisa merece apluso, efectivamente. Mas merece-o, também, porque foi prolatada num país em que a pena de morte não é inconstitucional (não obstante a Constituição proibir as penas "cruéis", entre outras), nem é a execução de doentes mentais, e onde só no séc. XXI a justiça achou por bem declarar inconstitucional a sodomia consentida entre adultos e em privado. E poderia (se o tempo, o espaço e a paciência não me demovessem) multiplicar por 70X7 os exemplos. É essa gloriosa justiça que fará corar a indolente e ineficiente (a questão da celeridade também não seria favas contadas, mas estamos em pleno Verão)justiça portuguesa e muitas outras?
    Depois, o sr. estripador supõe q
    josé said...
    A capacidade de perceber a ironia diminui à medida que aumenta o sectarismo e a obsessão com determinadas profissões, como por exemplo a dos magistrados.

    Sempre que essa patente obsessão atinge o seu grau mais elevado, em vez da ironia como figura de estilo temos a antonomásia, geralmente em tom sarcástico.
    E nessa altura, a capacidade de entender o discurso irónico ressente-se imediatamente.

    Creio que será por isso, sendo essa a interpretação mais benigna.
    Há outra, mas não a vou expor, porque não gosto de substimar ninguém nas suas capacidades intelectuais.
    chouriçomouro said...
    Lamento as repetições, mas as minhas capacidades bloguísticas são pouco menos que medíocres. Mas continuemos.
    O Attorney General é eleito? O Federal não, os estatais alguns. Mas suponha o sr. estripador que os Ministros da Justiça (que é o que são) fossem providos por concurso público?
    O prestígio. São todos pessoas prestigiadas. E depois? Isso é garantia de rectidão de carácter? Um exemplo: o Sr. Ashcroft, AG antes do Sr. Gonzalez, congeminava (junto com outras pessoas prestigiadas) reduzir o conceito de tortura internacionalmente (e pelos EUA) aceite de modo a fazê-lo coincidir, por exemplo, com o sofrimento equivalente à ablação de um membro. O resto deixaria de sê-lo, para efeitos de interrogatório de suspeitos...
    PS: eles têm efectivamente um "CEJ", o Federal Judicial Center (acessível pela net). Se é melhor do que o nosso, não sei. Suponho que sim, se não for dirigido por gente excessivamente prestigiada. Em qualquer caso, dou-lhe o benefício da dúvida.
    Antes de estripar convém estudar um pouco.
    sniper said...
    chouriçomouro, não vou discutir o sistema judicial português ou americano consigo, ou com qualquer outro distinto comentarista deste blog, mas o José, "bem ou mal", teve a coragem e o bom senso de se explicar, situação que sempre aprecio. Não posso deixar passar em claro foi a sua "alfinetada" ao Sr. Ashcroft, porque e outra vez "bem ou mal", o mundo assiste após séculos de trevas no que se refere aos direitos humanos, a uma super potência ter a coragem e o bom senso de discutir assuntos tão delicados como estes. chouriçomouro estou certo que não estou a ensinar o padre nosso ao vigário , mas com certeza que já reparou que no mundo em que vivemos alguém tem que fazer o "trabalho sujo", e francamente prefiro, e porque nada é perfeito, que ao menos os americanos falem sobre isto, façam normas, convenções, discutam, etc, para que possamos também assistir mais vezes a situações inéditas em teatros de guerra, como a do Iraque, as quais levaram à prisão imediata de elementos das forças armadas norte americanas acusadas dos mais diversos crimes por abusos nas prisões, e em certas operações. Há mais "transparência", e pelo menos os americanos já estão "aprender" que hoje tudo se sabe, mais cedo ou mais tarde. Sabe chouriçomouro, a guerra é uma coisa indecente e inevitável, mas alguma decência pode ser acrescentada, e o que me preocupa é que se fale do Sr. Ashcroft, mas ninguém questiona ou fala do seu equivalente russo, sobre o que se passa na Tchéchenia e na Georgia, que é no mínimo de bradar aos céus, e onde qualquer tipo de decência morreu há muitos anos.Sabe, enquanto a europa estiver a viver neste estado de letargia e frouxidão absolutas, e com muitos líricos a mandarem postas de pescada, os americanos vão-se marimbando para certos assuntos para os nossos vizinhos russos, porque até lhes dá jeito, mas não deixe de assistir à barraca que os franceses vão dar no Líbano. Num dos telejornais desta noite já se falou em muita "frouxidão" francesa na abordagem do "affaire" Líbano no terreno, "on site"......A seguir com muito interesse.....
    Bruder said...
    Para quando um Juiz Baltasar Garzón Real para a Madeira?

    Foi este o Homem que na era dos noventa, quando a Espanha estava infestada de canalhas politiqueiros, que usavam a abusavam do Estado de Direito em proveito próprio, e tão só armado com o rigor da Lei, na imparcialidade de um Juiz descomprometido com o Poder, mandou para a cadeia um Secretário de Estado do Interior, um foragido Comandante Geral da Guardia Civil, entre muitos outros que pretendiam abocanhar todo um Povo, com os mais diversos pretextos. Foi ele, Baltasar Garzón, e mais meia dúzia de Juízes que, desafiando o terror e as suas bombas, as ameaças e maledicências, surgiram como garantes de uma Democracia Pluralista, e da igualdade da Lei para todos os cidadãos. Tarde ou cedo, lá, como aqui, se acabará por demonstrar que ninguém está acima das Leis da República, e que somos Madeirenses por natureza, e Portugueses por opção.
    senhor antónio said...
    Respondendo: não tenho a certeza se se pode confiar nos juízes. E, vc, José, acredita?
    josé said...
    Se eu acredito nos juízes?
    Que adianta aquilo em que acredito ou não?
    Eu acredito em valores como a honestidade que se opõe à desonestidade; a honra individual que se opõe à venalidade estrutural; a correcção moral que se opõe à relativização de princípios de rectidão de carácter.

    Nenhum destes valores se ensinam em faculdades ou cursos de direito, mesmo em CEJ.

    Depois destes valores essenciais e imprescindíveis a quem decide sobre a vida alheia, mesmo com as regras jurídicas, aparecem outros também importantes, mas que eu troco facilmente por aqueles:

    A competência técnica, por exemplo.
    Não me interessa um virtuoso de Direito a julgar, se náo tiver aquelas qualidades. Usará esse virtuosismo para ser injusto, justificando-se tecnicamente de modo inatacável.
    A capacidade de trabalho e o brio profissional, é outro valor.
    Sendo apreciado por inspectores e advogados, é um valor a cultivar e que merece atenção, pois contribui para o funcionamente de qualquer sistema.

    Agora, à pergunta concreta, tenho a dizer que provavelmente na profissão de magistrado deve haver de tudo um pouco, no que se refere aos valores primordiais.
    Os juíses que conheço, tenho-os como pessoas com preocupações de rectidão e com princípios morais que me sossegam.

    Mas...mesmo assim, temo muito mais pela deformaçáo profissional decorrente da rotina instalada; da incapacidade em passar além do direito positivado e principalmente aquele que considero o maior defeito nesses profissionais: a resistência em julgar procurando descobrir a verdade dos factos.

    Muitos dos juízes que conheço ao fim de poucos anos, decidem as questões com padróes de apreciação formatados.
    As regras processuais capam muitas veleidades de esperança na Justiça.
    Os juízes deixam-se levar muitas vezes pela facilidade e fogem da dificuldade como o diabo da cruz.
    São raros os que o fazem e são esses a quem reconheço o estatuto de Juiz como deve ser:
    Ter qualidades de carácter; conhecimentos e capacidade de trabalho suficientes e ainda vontade de descobrir a verdade.
    Esta característica, para mim, distingue o bom juiz do medíocre.

    E reconheço que há muitos e muitos juízes medíocres.
    Muitos.

    Respondi?
    jack, o estripador said...
    Uma criatura semi-alfabetizada, que se identifica como "chouriçomouro", na sua vontade de defender o indefensável - um post semi-piadético do "José", onde a falta de jeito para as comparações se transformou, por magia, em "ironia" - vem despejar uma série de baboseiras, não compreendendo o que escrevi, talvez por o texto não ser suficientemente irónico...
    Os EUA são o pior país para se fazer um estudo comparativo com a justiça em Portugal (e na maior parte da Europa), dado coexistirem sistemas jurídicos estaduais e o federal.
    Nos sistemas jurídicos estaduais, os juízes são normalmente ex-advogados ou juristas, e são eleitos. Os District Attorneys estaduais também são eleitos, e normalmente provém da sociedade civil.
    Ao nível federal, a maioria dos juízes também são eleitos.
    Assim sendo, qualquer tipo de formação que possam vir a ter é apenas para actualização de conhecimentos, não surge na sequência de um processo de selecção, como no caso do CEJ.

    Logo, ir utilizar os EUA para extrapolações para Portugal, Itália e afins não é ironia, é simples burrice - ou, mais grave, atirar com areia para os olhos da opinião pública, o que até me parece ser o caso...
    Caro "José", continue na sua senda de obsfucação, porque pelos vistos tem para aqui pressurosos defensores... pobre país este...
    josé said...
    Jack:

    Relax.Os burros também precisam de parar para comer palha.
    Não estou a chamar-lhe burro. Estou apenas a tentar fazê-lo entender que antes de dar com eles na água, deve parar para pensar. Escreva depois disso.

    O sistema americano é o que é e aqui ninguém precisa dos seus ensinamente para saber que é diferente do europeu.

    A ironia com a "república dos juízes" advém da mania em que por cá, tal como aconteceu na Itália, entende-se toda e qualquer manifestação do poder judicial que é um poder independente dos demais ( ou devia ser) que contenda com o poder executivo ou alguns dos seus representantes escolhidos democraticamente ( e que são quase sempre os mesmos, nos últimos anos, tal como acontecia na Itália), entende-se toda e qualquer manifestaçáo do poder judicial, como dizia, de um modo atentatório do princípio da divisão de poderes.
    E isso mesmo que as leis que fizeram o admitam, como agora acontece com as leis Administrativas.

    O poder executivo reage, através dos seus apaniguados, jacks ou joes, como se o poder que detém fosse o único legítimo e quem o contesta um usurpador.
    Daí à república de juízes é um pequeno passo semântico.

    Temo que mesmo desta vez lhe escape a ironia, mas nada mais posso fazer...
    senhor antónio said...
    Respondeu, José, e muito bem, reconheço.
    Tonibler said...
    O juiz de Detroit foi eleito, não foi?
    Então, que comparação é essa com Itália ou Portugal? Lá o juiz tem o poder dado pelo povo, não é um amanuense contratado armado em carapau de corrida.
    josé said...
    Os ministros, secretários de Estado, e respectivos gabinetes( ou seja, o poder executivo) foram eleitos directamente para exercer os cargos que exercem?

    Como é que descalça a bota que não diz com a perdigota?
    jack, o estripador said...
    Caro "José":

    Continue com a tese da ironia, que vai bem...
    Se quem critica o corporativismo patético das magistraturas padece de "ausência de ironia", se calhar terei de ser receitado.
    Que isso me transforme num apaniguado/avençado do Governo, como as suas respostas parecem sempre implicar, demonstra falta de poder de encaixe da sua parte... ou mania da perseguição... pelo que o aconselho vivamente a procurar a respectiva cura.
    Tonibler said...
    A bota do poder executivo (o primeiro ministro e o presidente que são deles os carapaus) é colada directamente pelos representantes do povo. A perdigota dos juízes, sabe-se lá de onde vem....
    zazie said...
    este jack que só vem aqui por reacções pavlovianas em relação aos magistrados há-de ser uma pessoa muito livre.

    ehehehe

    para o Toni o exemplo máximo de liberdade e isenção só existe no poleiro

    ":O)))))
    zazie said...
    de preferência um poleiro cor-de-rosa, claro.
    Nisso o toni e o estripador dos bifes estão em sintonia
    Tonibler said...
    Não, zazie.

    Responsabilidade, essa, existe no poleiro e, por lei, está ausente da prática do juiz. Logo, espera-se que a democracia seja gerida por quem tem a responsabilidade. Aquilo que apontei ao camarada josé é que o juiz de Detroit tem responsabildade sobre os seus eleitores. Um juiz em Portugal não tem responsabilidade nenhuma, por lei e, logo, não lhe podem (devem) ser dadas tarefas fora do mero juízo.

    Liberdade, isenção?? Isso é com cada um.
    jack, o estripador said...
    Á "Zazie":

    A conversa ainda não chegou à cozinha...
    Julgo que, caso o "José" estivesse necessitado de advogados de defesa, escolheria outro género de criatura... poupe-me às suas inanidades,por favor.
    zazie said...
    Pensava eu que a cozinha era toda sua. Para quem estripa chouriçadas destas é bom que se entretenha por lá sozinho

    ahahah

    Que convencimento mais grotesco. V. não se enxerga e isso acaba por fazer de si um humorista involuntário
    Juntamente com as patacoadas do toni santos sempre fiel ao partido

    ":O)))
    zazie said...
    o que é v.s fizeram ao papagaio nónó?
    Não me digam que passou à reserva...

    Esse dizia o mesmo com a vantagem de já ser bicho de estimação da casa
    zazie said...
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    zazie said...
    nem lhe vou perguntar o motivo de colocar aspas em Zazie ou no José...

    Essa cabecinha pensadora não chegava lá. Imagine-se se lhe perguntavam porque não fazia o mesmo a um jack a quem estriparam a abóbora...
    A. Bramão e H. Ramos said...
    Caro Jack:

    Vá de férias. Aproveite a estação para refrescar as ideias - repare que até o CC está quase em stand-bye...

    Vai ver que, depois de umas noites bem dormidas e uns bons refrescos a coisa melhora e os Juízes passam a ser uns porreiraços...
    naoseiquenome usar said...
    Sem qualquer pretensão, apraz-me dizer, que, doormir, faz bem :)

    O exemplo do post irónico e crítico e reflexivo, não é mais do que isso. Um exemplo. Exemplo, que pode ser estendido a qualquer profissão. Neste caso, o "José" até se expôs.
    ("Em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão")
    doubliubush said...
    O sr. estripador sofre, claramente, de uma monomania: magistrafobia. A própria alcunha que usa é elucidativa: Jack, o Estripador (o verdadeiro) "caçava" prostitutas as quais (julgava ele) encarnavam as imoralidades da sociedade de então. O nosso estripador caça juízes e mps (claro está, equanto não forem eleitos, pois só assim obedecerão ao chefe), os quais julga inquinarem o mundo que o rapaz vê a cor-de-rosa.
    Já sabia que entre ele e as questões da Justiça, sobre as quais tão contumaz e inanemente (agora louva-se em que os magistrados, na América, provêm da sociedade civil; os nossos, claro, são seleccionados das fileiras da tropa) discorre, existe uma espécie de muralha da China. O que não sabia era da susceptibilidade do homem. Toca-se-lhe no sítio certo (veja-se as leves chouriçadas que sofreu) e é como se se desse um soco num fígado cirrótico (sofre por isso, também, de alguma disforia). Dispõe-se logo ao pugilato e até ao pancrácio, não renegando, sequer, à descortesia para com uma senhora.
    Além disso, a atitude dele no que importa a comparações é curiosa: quando se trata de zurzir na justiça desta paróquia (o que é, a muitos títulos, legítimo) compara-a logo à justiça "made in USA" (a muitos títulos louvável); quando se trata de criticar a justiça americana (a muitos títulos criticável), são todos burros os que pretendam contrapô-la à nossa...
    Também não sei quem é esse tal de estripador. No entanto, pelo perfil bloguístico enquadrá-lo-ia numa agremiação semi-secreta que dá pelo nome de Câmara Corporativa. O lugar é uma pocilga e, por isso, não se recomenda. Já o sr. estripador é um bacano.
    jack, o estripador said...
    Meu Deus, tantos amigos que o "José" tem... todos com algumas semelhanças, basicamente resumida numa ligeira cretinice.
    Quanto às aspas, apenas as coloco porque os nicks não correspondem a nada de especial... algumas cabecinhas pensadoras acham que se alguém assina "anónimo" se é anónimo, e se tiver um nick já não é. Tal revela uma estupidez brutal, que nem vale a pena aprofundar... vejo que as aspas irritam alguns imbecis, portanto vou continuar a colocá-las!!!

    O último comentador realmente abusa da burrice congénita. Não só se atreve a encontrar um fundamento para determinados crimes praticados na Londres Vitoriana por alguém que é desconhecido (se não se conhece o criminosos, como se podem identificar as respectivas motivações? Só um rematado imbecil... espero que esta figurinha não seja um magistado, o que não me admirava, tal a sua fixação com o famoso Câmara Corporativa...), como acaba a defender uma carroceira que por aqui passa a vomitar as suas fragilidades, uma tal "zazie". Não vislumbro qualquer senhora por estas paragens.
    Enfim, números de circo proporcionados pelos "suspeitos do costume", aliás cada vez menos, o que certamente terá a ver com o facto de isto ser originariamente um blog colectivo e agora não passar de um exercício de onanismo do "José"...
    josé said...
    Jack:

    Não tem nada de melhor para fazer, do que insultar, no anonimato de um nick, outros anónimos que lhe acertam no calcanhar? Aquilo de que o acusam, não merecia outra defesa?

    Vê-se que não gozou férias como deve ser. Aproveite que ainda vai a tempo. Os relatórios podem esperar...
    e-konoklasta said...
    Triste espetáculo.
    Há problemas júridicos e judiciais que mereceriam toda a nossa atenção e assiste-se a peixeiradas destas...
    Qual é o problema dos que têm nicks, dos que não têm nicks e das senhoras que têm ou que não têm nicks ?
    Discuta-se da realidade portuguesa e não mandem as mulheres para a cozinha, é anticonstitucional, como é anticonstitucional insultar ou mal tratar uma mulher. "Blogosferas" de machões onde se descriminam os blogs femininos. Basta !
    zazie said...
    ahahahahah esta agora é que me deu vontade de rir. A e-conoclasta deu cá uma ideia. Já sei o argumento certo para me esquivar a fazer o jantar- é anticonstitucional

    ":O)))))

    beijocas

    e limpar o pó? é que eu até gosto de cozinhar mas detesto essa parte das limpezas

    ehehehehe
    e-konoklasta said...
    Ri-te, ri-te Zazie,

    Quem é que te manda limpar o pó ? ou cozinhar ? é o machão com quem cohabitas ou os machões que frequentas na blogosfera ? E, para terminar, a indescrição é, ainda mais do que as peixeiradas, uma coisa muito feia... mais, profundamente, grave que a violação do segredo de justiça. Pensa, antes de rir... porque rirá melhor o que rirá por fim !

    ahahahahahaha !
    zazie said...
    machão... essa palavra não há-de faltar muito para se tornar anacrónica. Quem ainda os tem fica de bico calado

    ";O)

    É uma historieta muito tonta. Alguém tem de fazer as coisas e quem não gosta de serralho divide-as com os seus.

    Decididamente sou alérgica a serralhos de criadagem. Sempre achei que é das mordomias mais bacocas. Qualquer animal sabe limpar e cuidar da toca
    jack, o estripador said...
    Não é "anticonstitucional" (palavra cuja existência me parece dúbia...), é "inconstitucional" - a ignorância, pelos vistos, não escolhe sexos...

    By the way, inconstitucional é dar tratamento de favor ao sexo feminino. O princípio da igualdade serve nos dois sentidos - não se descrimina a mulher, mas também não se favorece...
    Nessas coisas, sou bastante igualitário - imbecil e ignorante, sem "a" ou "o"... e aparecem por aqui algumas aves...

    PS: "José", depois diga lá que relatórios são esses que eu deveria estar a fazer... não há nada mais patético que dar tiros no escuro... nós já sabemos o que o "José" diz que faz - e, certamente,não será adivinho, porque insiste em chutar totalmente ao lado...
    josé said...
    Jack:

    Não costumo ligar muito a lapsos de escrita, mas consigo é diferente, porque sei que é adepto do preciosismo em letra de forma.

    Assim, tome nota que só lhe faz bem ao ego e talvez o faça pensar da próxima vez que quiser dar lições ortográficas:

    "Descriminar", no sentido que lhe deu, não existe.
    Agora, como castigo, vá escrever dez vezes no seu blog, "discriminar". Pode ser o verbo na primeira pessoa do singular, do presente do indicativo.
    Afinal, é o que V. faz sempre e fica habituado, assim.
    e-konoklasta said...
    Jack,

    Sabe, a minha ignorância quanto à ortografia correcta quanto ao que não é constitucional, provém do facto de ser trilingue e, mais uma vez, empreguei a grafia mais próxima da língua de Molière. Acontece-me frequentemente. É, de facto, ignorância ser trilingue, visto pelo seu ponto de vista.

    Só creio que os seus pontos de vista são muito vesgos, se acha que favorecer e não discriminar a mulher é continuar a sugeitá-la a maus tratamentos porque na maioria dos casos as mulheres são fisicamente mais fracas. Leia as estastísticas, depois de ter feito o exercício sugerido por José, mesmo que não tenha nenhum blog...
    e-konoklasta said...
    Zazie,

    Fique na cozinha da toca, se lhe dá prazer, mas não se esqueça que também deve limpar o pó e, sobretudo, o das suas ideias se acha que quem tem machões que as tratam mal se devem calar... a minha amiga tem uma mentalidade de Estado Novo e de alcoviteira.
    zazie said...
    oh...

    estamos todos tontinhos hoje...

    qual machismo qual carapuça! estava a dizer que já não há homens e quem os tem que os guarde.

    Sei lá o que são machões. Sei o que é um homem e o que é uma borboleta. Essas prefiro vê-las a voar ao lado das abelhinhas e coisas assim de jardinagem. E não gosto de serralho. É verdade.

    Mas tem piada dizer que eu é que tenho mentalidade de alcoviteira qando foi v. quem fez perguntas pessoais. Como sei que as respostas é que podem ser indiscretas nem respondi.

    Mandei boca ao lado para ser simpática e não lhe fazer uma desfeita.

    Mas não gosto desse paleio de inversão de papéis.
    A esse propósito lembro-me sempre da chanson:
    elle sais pas faire la cuisine, elle sais pas faire le ménage, mais elle fais si bien l'amour qui...

    etc, etc... etc...
    zazie said...
    E essa história de se catalogar machismo ou submissão feminina por saber cozinhar é outro disparate.

    È o mesmo que mulheres a dizerem que não percebem nada de máquinas. Cá para mim se não é deficiência motora é nabice e mainada
    rb said...
    É curioso ver que, entre a magistratura, há um pouco esta ideia: quem apoia as medidas deste governo ou simplesmente crítica a magistratura por isto ou por aquilo, é porque é lacaio do governo ou coisa parecida.
    Se calhar estão enganados e há muita gente dessa a pensar pela sua cabeça.
    Pois, seria bom que deixassem de usar a táctica da avestruz ...
    senhor antónio said...
    O José é, claramente, um dos melhores postadores da blogosfera lusa. Lê, pensa, escreve bem. Mas tem um defeito enorme: quando se trata de questões justiça (sobretudo quando atingem o MP), perde a clarividência. O mesmo acontece quando se trata dos inimigos de estimação (leia-se JPP e VM e jornalistas em geral). O que é uma pena.
    jack, o estripador said...
    "José":

    Obrigado pela correcção. Espero agora que também corrija um pouco a sua obsessão comigo... ainda estou à espera de saber que relatórios é que devia andar a fazer...

    By the way, não tenho qualquer blogue... mais uma vez, tiro na água...
    e-konoklasta said...
    Jack,

    Essa do tiro na água não pega. Se fosse, realmente, um tiro na água, o meu caro amigo nem sequer teria reagido...
    jack, o estripador said...
    Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
    jack, o estripador said...
    Realmente, só uma pessoa débil mental é que se dá ao trabalho de contestar uma falsidade... a que ponto chegámos, quando cretina(o)s acham que essa é a atitude normal...
    Não, infelizmente não tenho um blogue. Não poderei, assim, proporcionar alguma iluminação às mentes opacas da cretinagem que popula na blogosfera...

    PS: Deveria, aliás, ser a primeira pessoa no mundo que tinha um blogue e não fazia gala no facto... santa estupidez...

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