palavras solitárias

Costumo ler o Jornal de Notícias num instante que leva o pequeno intervalo de um café. Por isso, nunca prescindo de ler integralmente a crónica de Manuel A. Pina na última página.
A de hoje, suscitou-me uma gargalhada contida.
Aqui fica- a crónica, entenda-se:

"Segundo o "Correio da Manhã" (CM), Humberto Delgado teria ontem feito 100 anos "se não tivesse sido morto pelo regime que apoiou e mais tarde tentou derrubar". Também decerto Assurbanípal haveria de fazer um dia destes 2633 anos se não tivesse sido envenenado.
Não sei de que fiáveis informações disporá o CM acerca da secular expectativa de vida do general, mas temo que não sejam mais do que as do autor da notícia acerca da volatilidade da língua e do detestável hábito que as palavras têm de pôr-se a falar sozinhas, arrastando divertidamente pelo nariz aqueles incapazes de se fazer respeitar por elas. Os jornais abundam hoje em frases descasadas e em erros de ortografia (dos de sintaxe melhor é nem falar). Os velhos revisores foram-se e as redacções encheram-se de jovens produtos do sistema de ensino. O resultado foi catastrófico. Dêem-me um jornal onde se use hoje uma voz perifrástica ou tão-só um tempo composto e onde o mais-que-perfeito não tenha sido soterrado sob pau para toda a obra do perfeito simples. Curiosamente, é às vezes gente que tem por profissão escrever em português e escreve incompetentemente em português quem mais exige políticos competentes, médicos competentes, magistrados conhecedores e competentes"

Publicado por josé 18:07:00  

26 Comments:

  1. maloud said...
    Como compreendo a gargalhada! Só que a minha nunca é contida.
    Politikos said...
    É isso, josé. E não é só o JN ou o Manuel António Pina que afinal, atendendo à condição, até tinha obrigação de não escrever uma frase «à la Américo Tomás», isto para não ofender o La Palisse. Vejo que tb escreve num blogue e não apenas nos comentários do AspB?! Já experimentou ler o JL? Ou mesmo o Expresso (exceptuo o Cartaz? É mais do mesmo, não é melhor. Então o JL é confrangedor: a quantidade de erros grosseiros que apresenta. E o Expresso, com toda a prosápia, até ostenta um corpo de copidesques?!?!?!
    Bart Simpson said...
    Esta é de Pina. El Pina
    maloud said...
    Acho que os dois comentadores, Politikos e Bart Simpson leram em diagonal o post do José, não foi?
    xatoo said...
    pois.
    o português, claro.
    e o assunto para que a lingua serve de expressão?, qual é?

    Um dia destes encontrei um jovem casal e o acompanhante apresentou-se como Jornalista - eu, que nunca tinha ouvido falar no fulano, retorqui: jornalista ou empregado de uma empresa de comunicação social?
    (correu o pano e acabou a cena)
    josé said...
    maloud:

    Não sei se leram, mas já que dá o ensejo, permita que adiante a razão da gargalhada abafada ( por ser em público...):

    O escritor Manuel Pina, nesta crónica em que escreve sobre jornalês, acaba por cair na velha e estafada piada do L´arroseur arrosé.

    O que me levou ao riso, foi a frase- "detestável hábito que as palavras têm de pôr-se a falar sozinhas, arrastando divertidamente pelo nariz aqueles incapazes de se fazer respeitar por elas".
    É uma frase humor impagável, mas que funciona como uma daqueles "devices" no Missão Impossível que se auto-destroem, em segundos...

    Ao escrever em "detestável hábito que as palavras têm de pôr-se a falar sozinhas", o Manuel Pina suscita o estancamento do riso e o afluxo do siso.

    Deverá escrever-se "têm de pôr-se"?
    Qual o sujeito nesta frase?
    Perguntando ao verbo, como dantes se fazia: quem é que tem o detestável hábito de se pôr a falar?
    É uma entidade plural- as palavras.

    Logo, parece-me que a ortografia do verbo, deveria seguir essa pluralidade de sujeitos.

    Em vez de "pôr-se a falar", deveria antes escrever-se " de se porem a falar".

    Estou certo ou estou errado, caríssimo e estimadíssimo Manuel Pina?
    maloud said...
    José
    Ainda bem que usufruí do ensejo que lhe proporcionei. Claro que não me tinha dado conta. Fiquei a rir imaginando o Gen. Delgado obrigado a viver até aos 100 anos, se a PIDE não lhe tivesse tratado da saúde.
    Agora eu, mesmo que esteja sózinha e em público, nunca fui capaz de conter o riso. Aliás já deixei de ler o Inimigo Público no Velasquez, porque frequentemente me olhavam de soslaio, como se eu fosse uma taradinha.
    Politikos said...
    Confirmo, Maloud, sobre a leitura em diagonal, direi apressada - mal dos blogues e da «leitura de ecrã», que não do texto do josé ;-) - e fico mais descansado com isso... Apesar de tudo, sempre é preferível ser o CM a dizer aquilo do que o MAPina...
    A explicação adicional do josé alertou-me para o que tb não tinha visto (fiquei sobretudo centrado no Delgado e no Assurbanípal)...
    Sempre vos digo, porém, que a «virgulação» é um mal geral... Olhe bem, caro josé, se nestes nossos textos e comentários andássemos sempre a perguntar ao verbo... Ia ver que encontrávamos por aqui muita coisa...
    josé said...
    Ah, caríssimo Politikos!

    Se andássemos por aqui a triangular vírgulas, teríamos que podar verbos e advérbios e concordâncias diversas.Isso para não falar no cotejo de sintaxes com prontuários ao lado.

    Um blog, como decerto concordará, é um meio de comunicação mais informal, desde logo porque permite a correcção de gatos, mesmo à paulada e o desbaste de gralhas, a tiro de chumbeiro ou de pistola de água.

    O divertimento num blog, não se adstringe apenas à escrita escorreita, embora seja um regalo provar um bom vintage declinado em português legítimo.

    Agora, a escrita em papel de jornal é outra coisa, meu caro Politikos, como muito bem sabe.
    A escrita em letra de forma, precisa de apuro da forma e de cozedura certa. Não se tolera de igual modo uma gralha num texto impresso, do modo que se ignora por aqui.
    Além do mais, a obrigação para o leitor que paga o jornal é diferente. E também é diferente o dever de brio.
    Parece-me.
    maloud said...
    Politizos
    Sempre beneficiei de uma grande tolerância do José, e espero poder também usufruir a sua.
    Politikos said...
    Bem, concordo genericamente consigo, caro josé, embora para «cotejar sintaxes» seja preferível uma boa gramática aos prontuários de que fala, mesmo que em metáforas... ;-)
    A escrita num blogue é por natureza alterável, o que não se passa no papel em que a «coisa» fica para todo o sempre, ámen...
    Não sei se o que diz não é um preconceito dos nados e criados na cultura pré-digital... Se pensar bem, verá que os leitores de blogues - falo de forma impressiva e não apoiada em evidências - é até mais exigente do que os leitores dos jornais, de onde deveria ser melhor tratado...
    O argumento económico é, de facto, imbatível... mas aí, parece-me, o respeito é mais com a entidade patronal e menos com o público-leitor.
    Continuo a achar, porém, que é eminentemente uma questão de preconceito dos pré-digitais - que somos nós... Veremos o que sobre isto nos dirão no futuro os historiadores do livro e os sociólogos da leitura...
    Politikos said...
    Fique descansada, maloud, a minha tolerância para com a humanidade é bastante grande e para com as mulheres em particular, então, é absoluta...
    P.S. - Pode-me chamar «marialva machista» e até queimar o soutien, se quiser; «porco machista» é que não gostaria que me chamasse, mas só porque prefiro as carnes brancas... ;-)
    maloud said...
    Politikos
    Não pertenço a esse grupo. Na minha idade seria caricato.
    MAP said...
    Caro José:
    Sou um frequentador assíduo, praticamente diário, da “Grande Loja”, e particularmente dos seus sempre oportunos “posts” (que, infelizmente, se têm tornado cada vez mais raros), mas é a primeira vez que entro na blogosfera. Faço-o para responder à questão que directamente me põe acerca da correcção de uma frase da minha crónica “O ‘jornalês’/ que escrevemos”, a seguinte: “o detestável hábito que as palavras têm de pôr-se a falar sozinhas”. Diz o José: “Em vez de “pôr-se a falar”, deveria antes escrever-se “de se porem a falar”. E pergunta-me: “Estou certo ou estou errado (…)?”
    Infelizmente está errado, caro José. No entanto, a sua dúvida justifica-se inteiramente. Porque, como dizem Celso Cunha e Lindley Cintra na sua Nova Gramática do Português Contemporâneo, Ed. João Sá da Costa, Lisboa, 6ª edição, Maio de 1989 (bolds meus), “o emprego das formas flexionadas e não flexionadas do infinitivo é umas das questões mais controvertidas da sintaxe portuguesa. Numerosas têm sido as regras propostas pelos gramáticos para orientar (nota minha, en passant: repare “orientar” e não “orientarem”) com precisão o uso selectivo das duas formas. Quase todas, porém, submetidas a um exame mais acurado, revelaram-se insuficientes ou irreais. Em verdade, os escritores das diversas fases da língua portuguesa nunca se pautaram, no caso, por exclusivas razões de ordem gramatical, mas viram-se sempre, no acto da escolha, influenciados por ponderáveis motivos de ordem estilística, tais como o ritmo da frase, a ênfase do enunciado, a clareza da expressão. Por tudo isto, parece-nos mais acertado falar não de regras, mas de tendências que se observam no emprego de uma e de outra forma do infinitivo”. Considerações que, aliás, valem particularmente para o uso de vírgulas (questão suscitada num dos comentários ao seu “post”): há as obrigatórias e há as inadmissíveis, sobrando depois uma margem relativamente grande para o uso ou não uso delas “por ponderáveis motivos de ordem estilística”…
    Seguidamente, os mesmos autores dão indicação de algumas de tais tendências. Uma delas, no uso do infinitivo não flexionado (mas há muitas mais, e a precedência da preposição “de” é, em certas circunstâncias, uma delas) é a das locuções verbais. “Pôr-se a falar” é, na economia sintáctica da frase em causa, uma expressão de natureza locucional, para o que contribui também a circunstância de ser precedida da forma “têm de”.
    Imagine a frase “o hábito que os seres humanos têm de vestir-se”. Soar-lhe-ia bem “o hábito que os seres humanos têm de vestirem-se”? Embora se pudesse dizer “o hábito que os seres humanos têm de se vestir” (nunca, de qualquer modo, “de se vestirem”). Também aqui a forma não flexionada do infinitivo é inteiramente correcta.
    Mas, e já agora, mesmo o uso do “se” antes ou depois do verbo é perfeitamente tolerável no português contemporâneo e não se pode colocar, em relação a esse uso, o problema da correcção ou incorrecção. Em termos puristas, o português de Portugal imporia, de facto, o “se” antes, em virtude daquele “que”. Atrevo-me, porém, a recomendar-lhe o que dizem Celso Cunha e Lindley Cintra acerca do conceito do controverso tema da correcção idiomática. Citando Eugénio Coseriu, “o lúcido mestre de Tuebingen”, escrevem: “Se ‘é um sistema de realizações obrigatórias, consagradas social e culturalmente, a norma não corresponde, como pensam certos gramáticos, ao que se pode ou deve dizer, mas ‘ao que já se disse e tradicionalmente se diz na comunidade considerada”. Sendo que “a norma pode variar no seio de uma mesma comunidade linguística, seja de um ponto de vista diatópico (português de Portugal/ português do Brasil/ português de Angola), seja de um ponto de vista diastrático (linguagem culta/ linguagem média/ linguagem popular (…)”, haverá que determinar “o que, no domínio da nossa língua ou de uma área dela, é de emprego obrigatório, o que é facultativo, o que é tolerável, o que é grosseiro, o que é inadmissível; ou, em termos radicais, o que é e o que não é correcto”.
    Escrever “pôr-se” em vez de “se pôr” resulta provavelmente, como a abundância do gerúndio no actual português de Portugal (embora já fosse prática comum no português do Alentejo), de contaminação, geralmente aceite, do português do Brasil. E, neste caso, convirá convocar aqui ainda a lição de Gonçalves Dias (aliás convocada também por Celso Cunha e Lindley Cintra): “Por cima de todos os critérios de correcção – aplicáveis nuns casos, inaplicáveis noutros – paira o da aceitabilidade social, a consuetudo de Varrão, o único válido em qualquer circunstância”. Sem que, obviamente, tal consuetudo possa eventualmente servir para justificar o conceito dito histórico-natural, que Jespersen (cito de novo os dois mestres), tem por “anárquico”, segundo o qual “a linguagem é um organismo que se desenvolve muito melhor em estado de completa liberdade, sem entraves”, não podendo haver, em princípio, “nada correcto ou incorrecto na língua”.
    Por tudo isto, não teria, pois, caro José, que ter estancado o riso. Não há qualquer incorrecção na frase que escrevi nem “l’arroseur” foi, no concreto caso, “arrosé”. Repare, porém, que, no título da minha escassa prosa, usei o plural: “O “jornalês”/ que escrevemos”. Não me ponho de parte da comunidade dos que, nos jornais, escrevem incorrectamente em português, e muitas vezes, publicada uma crónica, tenho arrepelado os poucos cabelos que me restam ao dar conta de certas incorrecções. Por isso, e para poupar a cabeleira, deixei já de ler as minhas crónicas publicadas… Só que, no caso da crónica a que se refere, e vista a matéria em causa, tive, como deve imaginar, os maiores cuidados (cheguei a telefonar para o JN para a pouparem aos tantas vezes questionáveis critérios de algum eventual revisor). Pelos vistos, nem mesmo assim a pobre crónica escapou a dúvidas. Parece-me, neste caso, e por tudo o que antes deixei exposto, que sem razão.
    Aceite, com o pedido que nos faça a todos o favor de escrever mais vezes na “Grande Loja”, os mais cordiais cumprimentos do
    MAP
    MAP said...
    Caro José:

    Descubro, relendo o meu anterior comentário, que, afinal, os "bolds" não sairam (nem os itálicos, nem alguns dos parágrafos...). Sou, como lhe disse, absolutamente novato nisto e conto com a sua complacência para isso. Que diabo!, até tive que me inscrever como "blogger", e criar um "blog" (que nem sequer penso em usar, já me basta o "blog" diário do JN!), para aqui poder chegar!
    Politikos said...
    Ah, o MAP respondeu à chamada? Mas que influências tem, caro josé?
    Quanto a si, cara Maloud, reduzem-se, então, as faixas etárias onde a integro, que era, no fundo, o que eu queria saber, sem me atrever a perguntar ;-)
    MAP said...
    Só uma última achega ao estranho caso do infinitivo:

    Conhece, José, a polémica de Camilo com o brasileiro Carlos de Laet acerca de uma tais "falenas a esvoaçarem-se"? Vem nas "Obras Selectas de Carlos de Let", Vol. II/ Polémicas (Ed.Fundação casa de Rui Barbosa/Livraria Agir, Rio de Janeiro, 1984. Se o inifinitivo lhe interessa, leia, que é instrutivo. E, para além do mais, divertido.
    josé said...
    Caro MAP:

    Há um disco de finais dos setenta em que o cantor, Thomas Dolby, aflausina cantigas de pop electrónico, e numa delas, dirigindo-se a uma amada do momento, diz "she blinded me with science". Mas o magano olhava para outros lados que pouco ou nada tinham a ver com equações matemáticas e tudo com poesia dos sentidos.
    Com as proporções devidas ( o obviamente são muitas) , será o caso.
    Fico esmagado pela erudição e nem sei que ripostar em defesa- porque defesa me parece haver, apesar de tudo.
    Assim, aceito que as palavras e a língua e mobile, tal como le donne.
    Mas daí a passarem a mobiles pendentes de exposição , ainda vai um passo que um simples prontuário me não autoriza a dar.

    Pareceu-me ler no seu escrito a apologia de que "a linguagem é um organismo que se desenvolve muito melhor em estado de completa liberdade, sem entraves", o que me parece algo contraditório com a preocupação do perfeccionismo textual de que dá mostras a seguir, ao dizer que cuida dos textos que publica e os dá também a cuidar...
    Por mim, não cuido tanto assim e lamento por vezes, ter de dar a mão à palmatória, por causa dos gatos com rabo felpudo que se escapam entre frases e linhas de escrita.
    O que resta de importante, assim, parece-me que será a análise da convergência de opiniões acerca da justeza do emprego do infinito do verbo.
    Nada melhor do que leiloar as frases em exposição!

    Quem alinha por esta forma de escrita,-"o detestável hábito que as palavras têm de pôr-se a falar sozinhas" - dispondo-se a rematá-la?!

    E por esta - " o detestável hábito que as palavras têm de se porem a falar sozinhas"- quanto é que estão dispostos a oferecer?

    Haverá licitadores?

    Um abraço pela atenção e simpatia.
    rb said...
    Então estão as duas frases correctas, não é. Vai-me desculpar José mas licitaria antes a primeira, porque soa-me melhor e por ser genuina. Aliás, antes da muito douta explicação do autor, já ela não me soava mal. É que nestas coisas da gramática, embora me considere leigo, ou quase, às vezes, o ouvido dá-me jeito.
    zazie said...
    pois dá. O ouvido dá jeito e para o meu, mesmo falando sempre foi "de se porem"
    iemanjá said...
    Pois também eu estive quase a criar um "blog" e acabei com este "nick" de ocasião só para poder vir aqui transmitir os meus parabéns a MAP.
    Brilhante
    josé said...
    Parece-me ter lido por aí um indivíduo que aparece por aqui a espreitar regularmente, a dizer que a minha linguagem foi "pesporrenta".

    Se dissesse respeito só a mim, ficaria calado, como tenho ficado de outras vezes, pois a resposta definitiva já lha dei uma vez e não me apetece repetir.

    Assim, não fico, porque o Manuel Pina merece muito mais consideração pelo que é e pelo que escreve e pelo gozo que me dá ao lê-lo todos os dias no JN.

    Retomando o assunto do infinitivo, consultei agora uns manuais - Prontuário - Erros corrigidos de Português, de D´Silvas FIlho e Dicionário Prático para o Estudo do Português, de Olívia Maria Figueiredo e outro e ainda o COmpêndio de Gramática Portuguesa, de A. GOmes Ferreira.

    A conclusão a que chego, é que o uso do infinitivo depende essencialmente do estilo de quem escreve.

    Logo, para bom entendedor...
    E confesso: já me tinham acusado de algumas coisas, mas de pesporrência na escrita, não me lembro.
    Enfim.
    josé said...
    Para que não haja qualquer mal entendido, o sítio que refiro é este
    zazie said...
    c'um caraças, estes gajos são tarados e doentios.
    MAP said...
    Caro José:

    Acabo de descobrir que, na minha crónica da "Visão" de 09/02/06, escrevi: “(…) as palavras têm uma perigosa tendência para se porem a falar sozinhas e dizer o que lhes vem à cabeça.” Já sabia que estou frequentemente em desacordo comigo mesmo, mas desta vez fico feliz com a descoberta de que esse desacordo significou acordo consigo. Na altura, de facto, a expressão "se porem" não me soou mal. E, no entanto, já usava então a mesma gramática que uso hoje... Reparo também que, na mesma frase, escrevo a seguir: "e dizer" e não "e dizerem". Como se tivesse previsto esta nossa irrelevante controvérsia futura a decidido repartir salomicamente as razões gramaticais de um e outro... Isto é, pela crónica morre o cronista...
    josé said...
    Ça va, comme ça.

    Cá nos entendemos, afinal. Afinal, não! A final. Assim, sim. Sim, assim.

    Cumprimentos.

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