Retratos do trabalho no Abrupto

Uma ilustre comentadora que usa o pseudónimo Maloud, foi ontem apoucada, enquanto tal, no jornal Público e depois no blog Abrupto, juntamente com outros comentadores anónimos ( apenas quanto à identidade completa, pois usam pseudónimos) na blogosfera e que para o autor de tal blog, não passam de uma fauna especializada na produção de insultos a esmo, maledicentes por natureza, que não poupam nada nem ninguém, na sua frustração de não conseguirem a fama e o proveito de que a elite revista em tal blog disfruta. Ressabiados da fama, portanto, e cuja ambição seria almejarem o estatuto de pequenos abruptos, para o que lhes falha a arte e o engenho.

Esse foi o mimo mais suave, pois outros foram produzidos pela excelsa inteligência que anima tal lugar, incluindo uma subtil analogia com alguns bloggers onde a tragédia e a morte rondam por perto...

Para aquilatar melhor da ética que se respeita por lá, e que sustentará a capacidade de inspecção de condutas blogosféricas, poderemos apreciar o que sucedeu com a comentadora Maloud, após a remessa de um e-mail a protestar contra o despautério, e que foi publicado.
Não obstante essa remessa, logo a seguir e após ter lido o artigo em causa, a mesma comentadora remeteu outro e-mail, para o mesmo endereço do Abrupto. Não teve a mesma sorte e não foi publicado.
Tendo aqui reproduzido esse mesmo e-mail, na caixa de comentários, deixa-se o mesmo, para verificação dos critérios de publicação no blog em causa.

Dr. Pacheco Pereira
O e-mail que lhe enviei há horas, foi como lhe disse, antea de ler o seu artigo no Público. Escrevi-o com a mesma boa fé com que vivo. Agora, que já li o artigo, porque o meu filho já o tinha comprado, sabendo que a mãe era citada, não o faria com a mesma candura. Apesar do parágrafo, o senhor insulta-me não me conhecendo. Não sou populista, nem proleta da Rede, nem represento o povo, nem invejo mesquinhamente o poder. Sou muito simplesmente uma cidadã livre, num país livre, que tem um PC e que tem o supremo luxo de não dar contas a ninguém do uso do seu tempo. Este luxo levou alguns a considerarem-me snob e elitista e leva-o a si a catalogar-me psicologicamente. Não vale a pena dar-se ao trabalho, porque eu, se precisar da ajuda de psiquiatra ou de psicólogo, procuro-os e pago. Não vivo à custa do Estado, nem à sombra das suas benesses.
Cumprimentos
Assinatura devidamente identificativa.

Como se pode verificar e aliás também é referido por um outro comentador anónimo maldito e visado- e-konoklasta- os critérios de selecção de publicação variam.
O que não varia, é o estilo do trabalho que agora se mostra em todo o esplendor.

Publicado por josé 14:18:00  

44 Comments:

  1. Pedro Luna said...
    Dada a referência no texto ao "José" (e à "Zazie", cliente fiel dos comentários desta Loja...) isto também não será uma ataque, versão 1.2, à GLQL...?
    xatoo said...
    enviei este email ao Pacheco, e na altura fiz a observação à Maloud - Sempre quero ver se ele o publica:

    "Era expectável que JPP pretendesse reduzir a participação de uma ampla diversidade de comentadores em blogues a um saco de gatos anónimos - resulta da compreensão dos spin-doctors quando se apercebem estar perante um novo meio de comunicação dificil de controlar como até aqui o foram os jornais de referência, ou muito mais importante, a televisão, ambas ferramentas de manipulação detidas pelas corporações da desinformação.
    Óbviamente fui referido no artigo publicado como "postador de comentários", enquanto se omitiu deligentemente que eu próprio sou autor de um Blogue. Como se cada um de nós não tivesse nada a dizer, ou pior do que isso, como se essa opinião não interessasse verdadeiramente para nada".
    Francisco Pereira
    (www.xatoo.blogspot.com)

    depois o que aconteceu foi isto:

    1 - afinal JPP transcreveu-me o email, inclusivé com um link na assinatura para o blogue - só que, subtilmente o link dirige-se para um blogue "não encontrado". Confirma-se. JPP quer apagar as opiniões divergentes do mapa
    2 - e ainda mais refinadamente,,, confrontado com um segundo email, JPP retirou o link para o "blogue não encontrado", permanecendo apenas a assinatura.
    concluindo: JPP passeia a sua ociosidade pelo mundo virtual, e reage no espaço de minutos aos impulsos que lhe induzimos"
    sniper said...
    José, muito bom dia. A minha actividade como comentador em blogs tem andado muito em discreta, ou seja práticamente inexistente. Penso aliás que a última vez que comentei foi aqui, na GLQL, ou no e-konoklasta, e já à bastantes semanas se não me falha a memória. Quem me conheça, sabe perfeitamente que sou conservador, ( até no knick name, o qual mantenho e manterei, apesar de certas pessoas o usarem para me conotar com "certas situações e actos" do passado ), de direita, e acredito na supermacia da civilização e da democracia. A minha direita não se identifica com nem de longe nem de perto com aquilo que se convencionou chamar de direita em Portugal. A direita em Portugal é uma fraude, principlamente quando a chamam ou a conotam com a democracia cristã. Li atentamente o que o JPP escreveu no Público, mas não vou alterar uma vírgula sobre aquilo que já escrevi sobre o JPP e sobre os blogs, com particular incidência nesse fenómeno chamado "O Espectro". O JPP é na minha opinião uma pessoa de uma cultura e inteligência muito acima da média, disciplinada e com uma grande capacidade de trabalho. Penso José que já lhe fiz um "elogio semelhante", mas numa vertente mais voltada para a sua excelente capacidade técnica relacionada com a sua actividade profissional. Também mantenho esta opinião como é óbvio, mas suspeito que só no campo musical é que teremos maiores afinidades, situação que não vai diminuir a minha consideração e estima por si. JPP nunca escreveria o artigo no Público da forma como o fez, e com o tempo que já passou sobre o fim do "Espectro", se não ainda não estivesse perturbado ou mesmo chocado e preocupado, com os assuntos, e a forma como lá foram debatidos. A prova disso, é o perfil que faço do JPP, e é o facto dele ter ainda em "carteira" os nomes dos comentadores e provávelmente os comentários, dos que mais se "evidenciaram" durante a curta existência do "Espectro". Isto só é possível quando é feita uma análise cuidadosa e sistemática aos conteúdos dos posts e comentários. É perturbador e semi aterrador, mas ele está no direito de o fazer. Não sou contra. O "jogo" é assim. Os blogs são por norma públicos. Aliás, o JPP demonstrou até à saciedade as suas capacidades de observador atento, participativo e com grande capacidade de trabalho quando lançou logo após as eleições presidênciais o livro ou diário sobre as mesmas. Não me espantaria nada que o próximo livro ou "tratado" de JPP, fosse sobre os blogs. Como JPP não dá ponto sem nó, tenho que ter muito cuidado a avaliar certas afirmações dele no artigo do Público, porque em parte ele tem razão em certos aspectos, mas noutros resvala na mais pura especulação de caracteristicas absolutamente redutoras e comparáveis ás avaliações feitas pelo "Bando dos Quatro" na China, para "equalizar e estupidificar" a sociedade chinesa nos padrões definidos por este grupo, evidenciando também uma aparente ignorância sobre as caracteristicas da vida moderna da nossa sociedade, onde por exemplo, mentes brilhantes são "reprimidas" ou auto-reprimem-se pelos mais diversos motivos, os quais são normalmente e fácilmente imputáveis ás condicionantes de uma vida "moderna", onde a solidão e certas fobias se vão desenvolvendo como factores de protecção, ás agressões diversas dessa mesma sociedade. Não os vou chamar de inadaptados, porque considero em primeiro lugar a sociedade moderna inadaptada à condição humana, situação que só pode ser imputável ao poder político e ás falsas elites que nos governam. Neste particular , JPP é responsável por esta situação, e nem o seu aparente afastamento da cena política o desresponsabiliza, e muito menos quando produz juízos de valor como o fez no Público, tratando os comentadores de blogs, de básicamente esquizofrénicos com tendências maníaco-depressivas. Aliás, o JPP com o precurso político que teve e está a ter, deveria ser mais cuidadoso coma as opiniões que produz, principalmente com esta cultura e forma de comunicar que são os blogs, a qual é abusivamente conotada com a subversão e o "underground" no pior sentido. Para começar a "terminar" este já longo comentário, penso que JPP terá algo na "manga", porque me recuso a acreditar que certas passagens do seu artigo tenham sido escritas no seu perfeito "juízo", e se foram recomendo a JPP que se vá tratar, porque ele está de certeza completamente a voar, fruto de qualquer medicação que está a tomar, ou então entrou naquilo que eu chamo a "Andropausa Africana" que afecta alguns dirigentes políticos daquele continente, os quais se desligam totalmente da realidade, fazendo e dizendo as coisas mais mirambolantes, como o por exemplo o Sam Njoma da Namíbia, o Robert Mugabe do Zimbábué, e o pior de todos pelo nível de sofisticação, impunidade e aceitação global que atingiu, o José Eduardo dos Santos de Angola, o qual ainda o vou ver a fazer com a filha, uma fuga ainda mais recambolesca que a do Mobutu Seko. Como é óbvio, não vou escrever nem para o Público nem para o Abrupto, mas vou estar o mais atento possível ao desenvolvimento desta "novela", porque algo está errado naquele artigo do Público. Aproveito também para cumprimentar com saudades, todos aqueles que foram, e os que não foram mencionados no Público, com uma atenção especial à maloud que acompanhei e incentivei desde o primeiro dia, ao anónimo Niet, e ao lavador, aos quais também perdi infelizmente o "rasto", salvo à maloud que de vez em quando vejo alguns comentários neste blog e no e-konoklasta. Confesso que por vezes sinto uma certa nostalgia ou saudades do Espectro, e dos bons e maus momentos ali vividos, mas cada vez está mais firme nas minhas intenções e propósitos fazer um blog, e material não me falta, bastando por exemplo publicar com a respectiva autorização dos autores, muitos dos e-mails que recebi, quando num acto de uma certa "inconsciência", mencionei o meu e-mail particular no Espectro. Recebi de tudo. Do mais profundo ódio, ressabiamento, insultos, etc, mas a maioria, felizmente, de grande, grande qualidade. Foi e é, uma boa amostra da nossa blogosfera. Até sempre.
    zazie said...
    pela minha parte já disse o que tinha a dizer e acerca do JPP a opinião que tenho é bem mais antiga. Não era agora por estas cusquices que se ia alterar grandemente. Servem apenas para confirmar e acentuar o que já pensava.

    Apenas quero dizer que o sniper deve ser novato na blogosfera. Porque, se não fosse, tinha percebido que os nicks não foram todos tirados do Espectro.

    1- o anti-comuna nunca comentou lá. É um comentador de longa data do Blasfémias. Foi espiando as janelinhas do Blasfémias que o JPP deu com ele.

    A Sabine é pessoa recente nestas andanças e também não foi a espiar o Espectro que deu com ela.

    Pode muito bem ter dado com ela espiolhando as caves da Aspirina B ou ainda outro de outro parceiro mais "vedeta", espreitando os comentários (apagados e censurados na maior parte dos casos) do FJV das "Espécies". Foi aliás aí que ela possibilitou ao senhor judeu e ao outro da Rua da Judiaria atirarem com a ideia de que estavam a ser intimados a explicarem-se no tal utópico velório das 4 mil velas.
    Na verdade, quem o fizera havia sido o Lutz mas com esta intromissão da Sabine, deu para se fazerem desentendidos e inventarem ódios anónimos à solta.

    Quanto ao "josé", que nem é nome de banda desenhada nem estrangeiro, nem nick... dá ideia que foi metido "a martelo"... não sei... nem se percebe o critério.

    Há muita Maria e Muito António com apelido que comenta e nem apresenta blogue ou mail para se saber se é genuíno o nome.

    Do meu, garanto-lhe que ele sabe o nome próprio porque já lho tinha enviado quando lhe ofereci por mail o texto da Janela Indiscreta.
    zazie said...
    e até lhe dizia mais: pelos nicks que ele andou à cata dá para perceber que tem muita coisa debaixo de olho. E há muito tempo.

    O sniper é que apareceu agora e praticamente só conheceu o Espectro. Em 3 anos de blogosfera os comentadores e bloguistas não nasceram daí nem sequer o que se passou no Espectro é típico. Eu até diria que foi fenómeno único. Aquelas invasões e aqueles mesmos "piratas" a alternarem de nicks ou agora no fim a ir lá sempre o mesmo e escrever 000000 ao infinito é novidade.

    O Piscoiso, por exemplo, anda nisto há séculos e sempre teve poiso preferencial nos Marretas e outros exemplos se poderiam retirar para perceber que a "orelha" do JPP é bem mais comprida. Possivelmente em desacordo imagético com a tal imagem de inteligência superior e grande obra legada à humanidade.
    maloud said...
    Li, como sempre atentamente, o que o Sniper escreveu. Discordando muitas vezes dele, porque sou daquilo a que chamo uma esquerda moderada, e a nova geração cá de casa apelida de centro-esquerda pragmático,é uma das pessoas mais interessantes que "conheci", desde que ando nestas andanças. Digo-o, não porque em momentos difíceis me tenha incentivado, e por isso lhe estou grata, mas porque fundamentava sempre de forma muito clara tudo o que escrevia. Eu podia não concordar com o seu ponto de vista, mas nunca fiquei sem perceber o raciocínio que o levava a emitir uma opinião. Além do mais, sempre foi de uma educação irrepreensível com todos, e eu tenho um grande apreço, talvez até exagerado para os nossos dias, pelas boas maneiras.
    Agora quanto à sua análise do artigo do JPP, eu não ponho em questão o direito dele escalpelizar a caixa de comentários do Espectro, e o Espectro pelos vistos perturbou-o, mas acho que podia ter dito tudo aquilo com a mesma acutilância, sem usar os nomes que tinha em carteira. Aliás o Sniper sabe que eu, por razões que se prendem com o meu temperamento, conheço, até pessoalmente, gente que lá comentava com algum destaque, e que não foi citada. Num dos casos, o único que apoiaria uma das afirmações do JPP, fazendo obviamente um processo de intenções que seria imperdoável revelar, porque estaria a trair a confiança que essa pessoa depositou em mim, julgo saber porquê. O JPP meteu no mesmo saco, os tais amiguinhos que se reconhecem, cumprimentam e desejam boas-férias, gente que, como já anteriormente afirmei, nunca me passaria pela cabeça juntar num jantar, a não ser que estivesse sedenta de sangue. Não, porque os conheça pessoalmente, mas avaliando-os pelo que escrevem. O JPP fez um saco de gatos. Quanto aos epítetos com que nos mimoseou, acho que revelou fraco poder de observação, não percebendo que o tal grupinho não encaixava naqueles qualificativos. Mas, depois de passado o choque inicial, resta a grande questão da parasitação. O Abrupto não tem caixa de comentários e eu não questiono a opção do JPP, embora tenha percebido, pelo recente episódio, que o que é publicado é cirurgicamente escolhido. Agora se o blog tem caixa de comentários, não é para ser usada? Só meia dúzia de iluminados têm o direito de expressar opinião? E de levantar questões? Porquê? Confesso que esta concepção do JPP me parece algo enviesada.
    Para terminar, gostaria que o Sniper me avisasse, quando "abrisse" um blog. Teria o maior interesse em ler. Se tiver caixa de comentários, farei o que sempre fiz. Mandarei o meu e-mail, para ser usado, caso deseje que eu não comente. Sempre gostei de situações claras.
    maloud said...
    A Zazie sabe que só conheci o Espectro e só me eram estranhos a Cris, a Sabine e o Anticomuna. Tudo o resto aparecia com bastante frequência. E os que espaçavam temporalmente as aparições, quando comentavam faziam-no várias vezes.
    Agora quem é que inventou aqueles piratas todos? e porquê? E não me diga que eram motivados pela sanha contra a burguesa do Porto, porque nunca me convenceu. Isso era o pretexto. E aquele estertor de 0000 infinito, para acabar em 494 intervenções. Porquê?
    Quanto ao nome, como sabe, comecei com o meu, MªLurdes Delgado e, apesar de não ter blog, não foi tirado da lista telefónica. Durou infinitamente mais que o Dasantas, só que não convinha para a tese pachequiana, pois não?
    e-konoklasta said...
    Acabei de ler os vossos comentários. Devo ser a personagem mais discreta e secreta que o JPP qualifica como fauna da blogosfera. Não vou poder continuar este comentário porque devo encontrar alguém, real, asseguro-vos, tenho uma vida para além da "teia". Volto logo mais para a noite. Quero lembrar-vos e agradecer-vos, as gargalhadas que me provocaram muitos dos vossos comentários no Espectro. @+ ( como abreviam os franceses e que quer dizer até mais).
    maloud said...
    Por este andar, o clube vem todo cá parar. Vou ver se chamo o Niet. Ontem, com a confusão, nem li o e-mail dele.
    sabine said...
    O meu nome real é Fátima Cordeiro. Mas pouco tempo depois de começar a escrever no meu blogue (Insustentavel Leveza), decidi optar pelo pseudónimo de SABINE.
    Entre os meus livros favoritos há dois que se destacam: A Insustentável Leveza do Ser, de Milan Kundera. É uma mistura ficção e reflexão acerca da vida e das pessoas de uma forma que para mim é quase mágica. E a Sabine é a personagem que mais me põe em causa enquanto pessoa. Daí o pseudónimo.
    sabine said...
    "A Sabine é pessoa recente nestas andanças e também não foi a espiar o Espectro que deu com ela", diz Zazie:
    Comecei o meu blogue em Abril 2004. Inicialmente visitava sobretudo blogues na area de comunicação. Em Novembro de 2005 comecei como colaboradora no blogue "Geração Rasca" (http://geracao-rasca.blogspot.com/) e o meui interesse por politica aumentou, comelando a frequentar mais assiduamente blogues politicos. Fui ao Espectro umas quantas vezes, mas só lá comentei duas vezes. Na minha opiniao o que JPP fez foi ir às caixas de comentarios do Aspirina B e dos Blasfemias e copiar nomes. Provavelmente nem leu o que as pessoas escreveram, limitou-se a apontar o nome, o que foi de uma desonestidade intelectal risivel.
    Eu gosto de JPP enquanto historiador (já o elogiei no "Geração Rasca") mas acho-o execrável enquanto comentador. Este caso só vem confirmar o que eu pensava nesse campo.
    sabine said...
    Tenho pena das pessoas que sao fãs incondicionais dele (porque as há!) mas como nao posso fazer nada para lhes abrir os olhos limito-me a aceita-las e a respeita-las.
    Eu procuro ser simpatica em todos os meus comentarios mas, obviamente, não peço que me dêem nenhum atestado de bom comportamento! Fiquei, no entanto, muiton FELIZ e AGRADECIDA às pessoas que fazem os vários blogues e que reconheceram que eu nao era como JPP me descreveu!
    sabine said...
    Zazie:
    " Foi aliás aí que ela possibilitou ao senhor judeu e ao outro da Rua da Judiaria atirarem com a ideia de que estavam a ser intimados a explicarem-se no tal utópico velório das 4 mil velas.
    Na verdade, quem o fizera havia sido o Lutz mas com esta intromissão da Sabine, deu para se fazerem desentendidos e inventarem ódios anónimos à solta"
    Pois., esta historia nao percebo! Eu compreendi que sendo FJV amigo do autor da Rua da Judiaria ele tomasse as dores do outro. Também tenho amigos e compreendo certo tipo de reacções. compreendi e pronto!
    Dizes que ha censura no Origem das Especies, mas eu acho q ha em todos os blogues, sem excepçao!
    sabine said...
    "Conheço" a Zazie do "Quase em Português". Da Maloud já li no "Armadilha para Ursos Conformistas" e no "Tugir". Fui a primeira vez ao blogue do Xatoo por causa de uma pesquisa e voltei a le-lo no Aspirina B e no Blasfemias, tal como muitos outros que o JPP citou!
    musaranho coxo said...
    a Zazie está fora. Agora se alguém quiser alguma coisinha ou o senhor comentador enviar nomes para os jornais vai ter de me incluir a mim.

    melhores cumprimentos a todos
    rb said...
    Também enviei este e-mail ao dr. Pacheco, mas ele não me deu honras de publicação. Aqui o deixo aproveitando este espaço de liberdade opinativa. Obrigado José! Obrigado GLQL!


    A fauna das caixas dos comentários

    Era leitor esporádico de blogs. De repente, como quem começa a fumar, tornei-me um comentador assíduo, procurando estar Atento. Concordo que se vê muito lixo nas caixas de comentários. A blogsfera apesar de virtual ainda é humana. Faz parte da rede. Há-de tudo portanto. Não vejo mal algum em comentar, desde que seja num registo mínimo de elevação e se procure debater ideias. Porque não? Se o blog é aberto a comentários, concerteza que o autor os tem como bemvindos. Alguns bem interessante e só propícios neste contexto. Se os comentadores vão "à boleia" dos blogs também é verdade que, estes deles benefeciam. O que é "O Abrupto feito pelos seus leitores"?... O que eu critico é meter-se tudo dentro do saco do lixo blogsfério, como se os comentadores fossem uma praga que contamina o nivel inteligente, literado, pensador e intelectual da blogsfera. Absolutamente, não concordo. As caixas de comentários, devidamente filtradas, e as cumplicidades que lá se vivem, são naturais efazem parte deste blogofenómeno e são até um dos seus encantos. O anonimato também o é. Pergunto: como é que um cidadão anónimo se identifica na blogsfera? Por último, devo dizer que não me revejo no retrato feito aos comentadores, anónimos, sem ou com nick. Leva-me a citar: "assenta na tradição nacional de maledicência".
    maloud said...
    Pois é! O Atento é outro exemplar da fauna, que não pode estragar a linha editorial do Abrupto. Só serve como elemento decorativo dos dislates do comentador-mor.
    Tonibler said...
    Acho que vocês dão uma importância ao Sr. Pereira que ele não tem, nunca teve e, se vocês pararem de falar nele, nunca vai ter.
    piscoiso said...
    Caramba. Isto parece um confessionário.
    Ainda que tenha sido um dos visados na verborreia pacheca, considero-a como uma gota de água no oceano do ciberespaço.
    Atingido um cume de audiências, com a sua sede de fama e capacidade de manipulação, o Abrupto viu que num curto espaço de tempo poderia ser ultrapassado (Espectro). Curioso que os actuais tops, sejam os blogues sexy.
    O incómodo do Pacheco, será a constatação da sua incapacidade para dominar a blogosfera.
    Era o que faltava.
    Arrebenta said...
    http://braganza-mothers.blogspot.com/

    Nota Edibloguetorial: ainda o Pacheco Pereira

    Andam por aí a espicaçar-me para responder a um texto publicado por Pacheco Pereira, no "Público". Ora, antes de mais, devo dizer que, emocionalmente, tenho, relativamente ao referido senhor, a mesma reacção que com a Bárbara Guimarães: sempre que ele emerge por um dos meios de comunicação tradicionais, eu mudo de canal, ou seja, não faz parte nem do meu imaginário nem das pessoas sobre as quais tenha qualquer opinião, para além de um breve epitáfio mental, que não irei reproduzir aqui. Quanto ao "Público", apenas lhe conheço os cabeçalhos, e faz-me ele sempre lembrar uma estante de letras que caiu e se espalhou pelo chão, ilegível, e a pedir uma boa vassourada...

    Portanto, foi já a contragosto que passei pelo tal "Abrupto", sítio que também não me motiva, entre outras razões, porque, como laborador da língua portuguesa, metade daquelas páginas se encontram escritas em inglês, idioma que não tenho paciência para ler ali, e, quanto à outra metade, mais valera que também nele estivesse escrito...

    Passei, pois, por alto, os olhos pelo texto, longo, chato, e, como sempre, falho de capacidade sintética. Apenas retive o seguinte parágrafo, que passarei a citar aqui: "No caso português, os comentadores não parecem ser muitos, embora a profusão de pseudónimos e nick names, dê uma imagem de multiplicidade. São, na sua esmagadora maioria, anónimos, mas o sistema de nick names permite o reconhecimento mútuo de blogue para blogue. Estão a meio caminho entre um nome que não desejam revelar e uma identidade pela qual desejam ser identificados. Querem e não querem ser reconhecidos."

    Esclareça-se o tal Pacheco do seguinte: antes de o Espaço Público de Expressão Português ter sido invadido pela presente máquina, castradora e infernal, de coacção, censura, compadrio, nepotismo, capelismo e prostituição, extensível a tudo o que é televisão, rádio, jornal, revista, editora e outros meios, que me poderão agora falhar, nesse tempo, que era, por exemplo, o tempo da "Outra Senhora", que suponho que o Pacheco terá bem conhecido, nesse tempo, como em tantos outros tempos, algumas das melhores vozes já eram remetidas à chamada edição com... "pseudónimo".
    Eram tempos sufocantes, e as pessoas escolhiam ligeiras máscaras que as protegessem da poluição e dos riscos da situação reinante; infelizmente, nunca se poderia pensar que essa poluição e a sensação de sufoco se pudessem, de tal modo, alargar, que até a publicação, através de pseudónimo, se tornasse impossível. Pois, esse tempo chegou, e, ao chegar, remeteu para o "no-man's-land" do Virtual a derradeira possibilidade de expressar o que, realmente, ainda é escrito contra o obsessivo bloqueio do Sistema.

    Tempos virão, em que, como sempre aconteceu na História, os recordados acabarão por ser os que escreveram nessa Terra de Desolação, "malgré" os esforços dos pachecos pereiras de todos os tempos para, por cima deles, granjearem a Eternidade.

    Corrija, pois, o cavalheiro, o seu léxico e os seus referenciais: os "anónimos" da Blogosfera, não são hoje mais do que os "pseudónimos", e, mesmo, os "heterónimos" de antanho, antes de ele, e os seus pares, terem conseguido chacinar a Liberdade de Expressão e os derradeiros espaços de combatentes da Esfera Real.

    Acontece.
    ja said...
    Quem é o Pacheco Pereira?
    Gomez said...
    Lúcido, este post, no novo blog de Paulo Cunha Porto.
    rb said...
    O dr.Pacheco dá-se ao luxo de violar as regras que o próprio cria, concebendo uma blogsfera à sua imagem e semelhança. Sinto-me vítima dum ataque AD NICKEM. Estou inconsolável.
    e-konoklasta said...
    Deixo-vos este coment (copiar/colar) que ainda consegui escrever, já hoje, depois duma noitada:






    e-konoklasta a dit…
    Só agora aqui cheguei e até parece que a procissão já deixou o adro. Isto já está a arrefecer... depois, só a vingança é que se come fria.
    Pois, caro cãorafeiro, tenho pena da sua pena, mas deixe lá, fica para a próxima... oportunidades destas, descobri isso desde que para cá voltei, repetem-se, o meio é muito pequenino e a mesquinhez muito grande. Acabei de comprar o livro do falecido José Gil, "Portugal, Hoje / O Medo de Existir", e parece-me que vou ter com que me rir, não pela má qualidade livro, mas da cumplicidade que vou estabelecer com o Gil, já morto (esse não se aguentou por cá muito tempo, viveu longos anos em França). Isso acontece-me com frequência com o Beckett ou com o Kafka... estão a ver... pequena passagem do dito livro: "...refiro-me ao medo, à passividade, à aceitação sem revolta do que o poder propõe ao povo.Como se, tal como antigamente, a força da indignação, a reacção ao que tantas vezes aparece como intolerável, escandaloso, infame na sociedade portuguesa(......) se voltasse para dentro num queixume infindável quanto à «república das bananas» ou a «trampa» que decididamente constituiria a essência eterna de Portugal, em vez de se exteriorizar em acção." e ainda... "...no saber, na hierarquia do poder-saber que Salazar promoveu, cultivou e utilizou em proveito directo do poder autocrático que instaurou. O efeito desse medo hierárquico faz-se ainda hoje sentir." . Estamos, a ver, deste modo, de onde vêm os JPP todos deste país, mesmo se logo após o 25 de abril andaram metidos com maoistas ou outros istas de esquerda, era o que estava a dar... depois viram-se as casacas e venha para cá o nosso... Luta de classes, dizia ele, sim luta de classes...ou "tout le monde est beau, tout le monde est gentil ?" como dizem os franceses, mas, não e não. E democracia é democracia e não é esta gente, metida em todo o lado, que não deixa ninguém aproximar-se da possibilidade de expressar as suas opiniões que vai impedir os cidadãos de formarem as suas opiniões fora dos seus círculos ou quadraturas.
    E se a outra senhora já foi desta para melhor, há muito, estes JPP têm, daquele traste, a música no sangue e cantam de galo, porque, é bem conhecido, que os galos conhecem a música de cor... e assim querem que se permaneça para a eternidade. Só tenho pena de não estar noutro país europeu, para poder expremir-me de forma mais crua... estou, desde que para aqui voltei, a policiar-me, para continuar a estar dentro do politicamente correcto... compreendem o que quero dizer ?
    Vou ler o Gil, boa noite a todos.

    23/4/06 03:16
    maloud said...
    José
    Gostaria de lhe agradecer a publicação do meu segundo e-mail. Foi uma gentileza que não esquecerei.
    Maria de Lurdes Delgado
    Sliver said...
    http://www.observatoriodajihad.blogspot.com/
    cãorafeiro said...
    quero mais uma vez expressar o meu veemente protesto por não ter sido incluido na lista de anónimos a abater.

    o mais engraçado é que muitos destes anónimos não são anónimos, são pessoas que usam pseudónimos, mas que deixam o contacto via email. já ocorreu trocar correspondência electrónica com alguns, que sempre responderam com o respectivo nome é apelido.
    ser anónimo é outra coisa.

    passam-se coisas muito graves na net, por exemplo, através do programa hi-5, que é um viveiro para adolescentes e gente com intenções pouco claras.

    mas os anónimos dos blogs, sinceramente...ridículo.

    com esta pequena vingança contra o espectro, pacheco pereira revelou-se completamente, isto para quem o respeitava e o lia, o que por acaso não é o meu caso.

    saudações caninas a todos.
    cão
    Moura Pires said...
    O Pacheco Pereira acha que os covardes anónimos não podem ir à televisão nem escrever crónicas para os jornais...
    e-konoklasta said...
    Ao que parece, pois estava em noitada prolongada e não dei por isso, tomei um Gil pelo outro. É preciso ter azar, num país onde matemáticos e filósofos é mercadoria rara, logo esses dois tinham de se apelidar Gil.
    Agora, o Pacheku Peneiru, pode ir à televisão as vezes que quiser, enquanto os portugueses quiserem, como o Portas ou os outros políticos que fazem comentários, porque vejo pouco televisão nacional e, se não me agrada, zapo.
    rb said...
    Cão R.,
    Totalmente de acordo. Como se pode ignorar que atrás dos nicks estão pessoas e servir-se dessa circunstância (prefeitamente legítima) para mais facilmente as diminuir e apoucar. Será o facto destas escreverem sob um pseudónimo que, só por si, as torna numa qualquer "fauna"?! Cheia de complexos, recalcamentos, ressentimentos e outros pecados odiáveis?! Só se for mesmo no planeta onde sonha o dr. Pacheco ...
    E qual o fundamento concreto citado para este ataque? Os blogs também citados? Onde aqueles bloggers nem sequer lá comentam?
    E com que fins? Promover o Abrupto, que se farta de gabar não ter comentários mas depois é feito pelos comentadores ... Só os que interessam, bem entendido.
    E tudo isto a cheirar a um cobarde ataque ao Espectro, sem olhar a meios, utilizando tudo e todos, e pondo a nu a verdadeira face do conehecido blogger e comentador televesivo.
    Sugiro que os bloggers citados no artigo do Público, o que ainda é bem mais grave do que o ser no Abrupto, e outros solidáros com esta causa, se unam numa voz de protesto. O "povo moralizador" tem de sair à rua.
    rb said...
    (im)perfeitamente ...
    zazie said...
    a única ideia macaca que eu tive foi passar tudo a assinar JPP

    ":O)))

    não me digam que não era divertido. Mudavam-se os nºs. Assim talvez saísse uma crónica na Atlântico sobre o Jêpêpê34

    "Ó JPP34, o gajo não sabe que tu és muita porreiro, pá! E és tão boa pessoa. Toda a gente sabe disso, meu." No trabalho, é apoiado com pancadinhas nas costas: "Ó JPP34, não há direito os gajos andarem a falar de ti na blogosfera. Então, mas fala-se assim das pessoas? Não se pode falar assim das pessoas, nem chamar nomes"!

    ehehe
    zazie said...
    "Quem é que essa malta pensa que é? Deixa, ouve, eles não sabem que tu és boa pessoa, pá."
    Isabel Magalhães said...
    Venho apenas dizer que se deixarem de fazer o blogue do JPP e deixarem de lhe accionar o contador de visitas ele fica reduzido à sua expressão mais simples.

    Enviei-lhe um e-mail, o único que lhe escrevi, a perguntar se não conhece pintores contemporâneos, principalmente portugueses.

    Nunca tive resposta!
    RPM said...
    Por acaso apreciei deveras este comentário tão oportuno quanto inteligente de Isabel Magalhães.É de se tirar o chapéu.

    Eu, por acaso sou contra comentários anónimos. Mas há anónimos e anónimos.

    Mas uma leitura no macroscopio talvez não faça mal a ninguém, digo eu...


    Bons posts e a única maneira de não darmos razão ao petit ditador Pacheco é fazermos mais e melhor, o que implica algum trabalho de pensamento, análise e reflexão. Tudo para quê??? senão para atingir a tal Verdade em que acreditamos, sermos mais Justos, Bons e também óbviamente mais LIVRES

    Bom dia de LIberdade para todos
    Liberdade com responsabilidade
    RPM
    maloud said...
    Isabel Magalhães
    Sei que sou uma gota de água, sem importância, mas nunca mais contribuí para o contador do Abrupto. Não visito desonestos intelectuais. Também tenho as minhas exigências.
    e-konoklasta said...
    Viva a liberdade! viva a liberdade de dizer não a ditadores de bolso e aos contadores de frequência de visitantes. Também já não conto para o audimat. Mas tenho uma proposta a fazer-vos, a todos os visados pelos apupos de que fomos vítimas no Público, e, em especial o José, é que escreves bem e parece-me que conheces, melhor do que eu, os meandros da selva e das feras dos médias. Mas volto mais logo.
    ahmaro said...
    Ah Bru(p)to, parece que esta mal chega para ti...
    ahmaro said...
    Queria dizer malta...
    Santa Cita said...
    Eu acho graça é a caramelos que chegam e dizem "eu até nem concordo com comentários anónimos" e a gente fica pasmos porque de lado nenhum os conhecemos.

    Oh Rui Paula de Matos, qual a diferença para "Santa Cita"?

    Rui Mendes Ferreira
    zazie said...
    Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
    zazie said...
    (esqueci-me da pontuação)

    acerca dessa ideia dos mais verídicos porque apresentam nomes viáveis contra o chiquinho34, aproveito para fazer uma breve pergunta:

    Qual a diferença legal, para quem em um blogue registado com um nick e quem o possui registado com um nome próprio, em termos de deveres e direitos de cidadania ou de direitos sobre os seus textos?

    Isto não é nada de pessoal porque o que escrevou é oferta. Mas ocorreu-me que quem segue essa lógica cai num erro.

    1- Imagine-se que amanhã algum xico-esperto pegava na excelente literatura que o Dragão posta (cruzes canhoto que isso nunca aconteça) e a publicava como sendo ele o autor.
    De que modo podia o Dragão processar ou provar que essa pessoa não era o autor dos textos?

    Segunda hipótese que vai dar ao mesmo.

    2- E se o Dragão assinasse o seu blogue com um nome próprio, que até era o verdadeiro?

    De que modo podia provar que os textos do seu blogue eram dele e não do pirata que lhos roubara e publicara o livro?

    Ia jurar que em termos técnicos e verifacações de provas estavam os 2 em total plano de igualdade.

    Estou errada?
    zazie said...
    é claro que dei o exemplo do Dragão pela exclusiva razão de ser a melhor prosa da blogosfera.

    Não tem nada a ver com "injustiças" de publicações porque nem imagino se ele está interessado. Já se sabe que em falando destas coisas é capaz de aparecer logo a "brigada anti- inveja" ";O))
    日月神教-向左使 said...

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