A força policial

Do Diário de Notícias de hoje:
"Os directores da Polícia Judiciária (PJ) ameaçam demitir-se em bloco se o Governo insistir em retirar da alçada desta força policial a actividade da Interpol e da Europol. Afastando a Judiciária da intervenção e competências que actualmente detém em matéria de cooperação (…) "

Do Diário de Digital, também de hoje:
"Depois da intenção do Executivo ter sido divulgada, na quarta-feira, pela agência Lusa, a TSF apurou, esta quinta-feira, junto de fontes não-identificadas da PJ, que o Governo decidiu recuar na intenção de mexer nas competências futuras da Judiciária e, em concreto, entregando os contactos com a Europol e a Interpol ao Gabinete de Coordenação de Segurança, organismo dependente do Ministério da Administração Interna."

A corporação governamental, pretendia alterar uma competência da corporação policial e esta opôs-se, firmemente.

Ganhou a polícia( e nós também?) ! Assim se nota, a força da PJ!

Quem sai, da corporação governamental?! O autor da ideia? O responsável pelo ministério?!

Publicado por josé 14:50:00  

11 Comments:

  1. Shrew said...
    Ok. Mas o orçamento continua deficitário. Sem meios não se produzem resultados. No fim oas objectivos claros/escuros vão ser atingidos
    rb said...
    O que me pareceu foi haver uma guerra de atribuição de competências das corporações governamentais: MJ vs MAI. Que eu saiba a competência para atribuir competências à PJ continua a ser da responsabilidade do Governo, que é como quem diz, da AR.
    josé said...
    Se assim foi, a desgraça ainda é maior!

    Mas então, como justificar a posição de força da direcção nacional da PJ?!
    Shrew said...
    Notícia do PD "a saída da Interpol e da Europol da dependência da PP é uma recomendação da União Europeia data de 2004"

    Porque este alarido agora??
    Casa onde não há pão todos ralham ...
    É muito fácil gerir em tempos de vacas gordas. Quando existem dificuldades é que se veem os grandes dirigentes.
    rb said...
    "Quanto às dificuldades financeiras da PJ, Alberto Costa assegurou que o Governo está a tratar do assunto, adiantando que Ministério das Finanças já acordou em transferir para a PJ uma verba de um milhão de euros." Público on line.
    Pronto, a corporação já pode dormir descansada ...
    rb said...
    José: foi o que eu ouvi a Ana Drago (a da "virança")hoje de manhã a dizer na TSF ... Mas, pelas notícias que vieram entretanto a público parece que o problema é mais o que disse o Shrew e já tá resolvido.
    deGaudis said...
    Para melhores esclarecimentos, leia-se a edição de hoje do jornal Público, página 24. As fontes são capzes de não ser más...
    António Gomes said...
    A Direcção Geral da Administração da Justiça remeteu a todos os tribunais o Ofício-Circular n.º 22/2006 onde lembra ser o serviço responsável pelo apoio ao funcionamento dos tribunais em caso de ocorrência de anomalias (assaltos, inundações, incêndios), determinando o seguinte:
    - os senhores secretários de justiça não poderão autorizar a tomada de imagens no interior do tribunal; e
    - os pedidos de tomada de declarações a funcionários de justiça sobre matérias de serviço deverão ser reencaminhados, por fax, para o Secretariado da Direcção da Direcção Geral da Administração da Justiça.

    Comentário:
    - voltou a lei da rolha. De qualquer forma, parece-me que nada obsta a que o juiz presidente do tribunal autorize a tomada de imagens no interior do tribunal.
    - a lógica subjacente a este ofício-circular parece ser a de ESCONDER! ESCONDER! ESCONDER! porque longe da vista …
    Manuel Neves said...
    "Quem sai, da corporação governamental?!"

    Bela vírgula! Ah, ah, ah! Mais depressa se apanha um analfabeto... (A não ser que o O'Neill também fizesse destas!)
    josé said...
    Nada topei do O´Neill, para adubar o meu escrito e lhe responder à letra. Mas quem escreveu “É o que é, é o café”, também poderia plantar vírgulas, onde muito bem lhe aprouvesse.

    Assim, tomo-o de ponta para lhe farejar o sentido da nova reprimenda e digo-lhe com o mestre: “Respondo de perfil a quem de frente me imagina”.

    Por isso, aí vão mais duas ou quatro:
    Digam-me os ricos, quem foi este rico?- P.e António Vieira, Sermões( Parábola).
    E os pobres, quem foi este Lázaro? –ibidem.

    Os que amei, onde estão?-Antero de Quental, (soneto Com os Mortos)
    “Há-de fugir-me, como a ingrato filho?” Idem ( soneto Salmo)

    Depois disto, largo-lhe a corda, para que leia coisas sobre as construções enfáticas e as ênfases sintáticas.

    Por mim, vou trabalhar.
    sniper said...
    António Gomes, apesar de ter chegado "tarde" a este post, só lhe quero dizer que são os meus mais sinceros votos que este ou outro governo faça muitas circulares iguais ou ainda mais restritivas do aquela que mencionou. O regabofe e a indisciplina tem que acabar. Os seus comentários são lamentáveis, mesquinhos e provincianos. São o espelho deste país. Os agentes e respectiva cadeia de comando das polícias é que têm muito a esconder.

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