A força policial
Quinta-feira, Março 30, 2006
Do Diário de Notícias de hoje:
"Os directores da Polícia Judiciária (PJ) ameaçam demitir-se em bloco se o Governo insistir em retirar da alçada desta força policial a actividade da Interpol e da Europol. Afastando a Judiciária da intervenção e competências que actualmente detém em matéria de cooperação (…) "
Do Diário de Digital, também de hoje:
"Depois da intenção do Executivo ter sido divulgada, na quarta-feira, pela agência Lusa, a TSF apurou, esta quinta-feira, junto de fontes não-identificadas da PJ, que o Governo decidiu recuar na intenção de mexer nas competências futuras da Judiciária e, em concreto, entregando os contactos com a Europol e a Interpol ao Gabinete de Coordenação de Segurança, organismo dependente do Ministério da Administração Interna."
A corporação governamental, pretendia alterar uma competência da corporação policial e esta opôs-se, firmemente.
Ganhou a polícia( e nós também?) ! Assim se nota, a força da PJ!
Quem sai, da corporação governamental?! O autor da ideia? O responsável pelo ministério?!
Publicado por josé 14:50:00
Mas então, como justificar a posição de força da direcção nacional da PJ?!
Porque este alarido agora??
Casa onde não há pão todos ralham ...
É muito fácil gerir em tempos de vacas gordas. Quando existem dificuldades é que se veem os grandes dirigentes.
Pronto, a corporação já pode dormir descansada ...
- os senhores secretários de justiça não poderão autorizar a tomada de imagens no interior do tribunal; e
- os pedidos de tomada de declarações a funcionários de justiça sobre matérias de serviço deverão ser reencaminhados, por fax, para o Secretariado da Direcção da Direcção Geral da Administração da Justiça.
Comentário:
- voltou a lei da rolha. De qualquer forma, parece-me que nada obsta a que o juiz presidente do tribunal autorize a tomada de imagens no interior do tribunal.
- a lógica subjacente a este ofício-circular parece ser a de ESCONDER! ESCONDER! ESCONDER! porque longe da vista …
Bela vírgula! Ah, ah, ah! Mais depressa se apanha um analfabeto... (A não ser que o O'Neill também fizesse destas!)
Assim, tomo-o de ponta para lhe farejar o sentido da nova reprimenda e digo-lhe com o mestre: “Respondo de perfil a quem de frente me imagina”.
Por isso, aí vão mais duas ou quatro:
Digam-me os ricos, quem foi este rico?- P.e António Vieira, Sermões( Parábola).
E os pobres, quem foi este Lázaro? –ibidem.
Os que amei, onde estão?-Antero de Quental, (soneto Com os Mortos)
“Há-de fugir-me, como a ingrato filho?” Idem ( soneto Salmo)
Depois disto, largo-lhe a corda, para que leia coisas sobre as construções enfáticas e as ênfases sintáticas.
Por mim, vou trabalhar.