Alegre é a lebre acidental de Louçã

Na edição escrita do Público, Francisco Louçã, enquanto reitera congruentemente a intenção de retirar Portugal da NATO, comunga surpreendentemente com a direita o diagnóstico de falência do multiculturalismo, mas alvitra para o problema mais do mesmo camuflado, aquilo que previdentemente designa por "cosmopolitismo", numa clara manobra de apropriação e deturpação pela extrema-esquerda de uma palavra cara às ideologias democratas e liberais, um subtil piscar de olho ao eleitorado socialista que não se revê em Mário Soares, mas em Manuel Alegre, o poeta do país azul que se candidata "por uma sociedade cosmopolita de inclusão, que saiba conjugar diversidade e cidadania, prevenindo a segmentação social e a discriminação racial”, cujos louros de um previsível bom resultado, na ausência de inscrição (fundando por exemplo um novo partido), ficarão com Louçã...

Publicado por Nino 19:03:00  

1 Comment:

  1. Luis M. Jorge said...
    Cheira-me é que o Louçã falou em cosmopolitismo porque o Alegre falou em pátria.

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