nome de código - nónó

É uma honra para este Loja, modesto espaço de reflexão, que a nossa secção de comentários seja um balão de ensaio para alguns aprendizes de spinners governamentais, mesmo das mais mirabolantes teorias. Atentem nesta...

Jorge Coelho, o PS e Sócrates perderam onde havia grande concentração de funcionários públicos, e ganharam posições onde essa concentração não existe.

Se Carmona Rodrigues fosse apoiado pelo PS, perdia na mesma como perdeu Carrilho. Se Rui Rio fosse o candidato do PS no Porto, perdia na mesma como perdeu Francisco Assis. Se o Seara fosse o candidato do PS em Sintra perdia como perdeu João Soares. São concelhos onde residem muitos funcionários públicos dos regimes especiais e que foram penalizados pelas reformas de fundo do Sócrates. O PS, ainda que o partido mais votado nestas eleições, perdeu centenas de milhares de votos relativamente às legislativas de Fevereiro. A maioria dessas perdas foi no funcionalismo público. Isto é sinal de que agora as reformas de Sócrates são mesmo para valer.

Nada de estranho aconteceu. Apenas o previsível para quem sabe o peso que o FP tem no país. Isso quer dizer que Sócrates vai no caminho da recuperação do país.

Publicado por Manuel 15:41:00  

12 Comments:

  1. josé said...
    Momento histórico na Grande Loja!

    Um comentário do nosso nonó ( contracção de anonymous...)elevado à honra de postal!

    O papagaio amestrou-se?!
    Teófilo M. said...
    Isso é o quê?
    josé said...
    São rosas, senhor!
    Anónimo said...
    Clara, a única pessoa que aqui sabe do que fala.
    Anónimo said...
    mas essa pequena contrariedade poderá ser facilmente reduzida, retirando aos funcionário públicos o direito ao voto ou então restringir o acesso á FP aos partidários do Governo (OK. Esta ideia copiei-a do Sócrates)
    josé said...
    Brilhante teoria anómica qb!

    O Guterres quando perdeu as autárquicas e se pôs ao fresco no Príncipe Real, à espera de godot, também foi por causa...dos funcionários públicos?!!

    Estes funcionários públicos têm mesmo as costas largas...
    é que se for mesmo assim, então a estupidez governativa atinge paroxismos! E o ministro Alberto o autismo maior!

    Isto das eleições é como a morte: há sempre um pretexto para a explicar.
    Anónimo said...
    Há sondagens paralelas que mostram que dentro do FP houve grande debandada de votantes anteriores no PS. É compreensível, ninguém gosta de ver regalias tiradas. Assim como já muitos FP tinham votado contra o PSD/PP nas legislativas por lhes terem congelado os salários. É da vida...
    Anónimo said...
    Se é do nono ou não é indiferente. O que é certo é que faz algum sentido. Sérgio Figueiredo diz o mesmo hoje no Jornal de Negócios.
    zazie said...
    grande nónó! ":O))))
    josé said...
    Coloco aqui um postal vindo directamente do Palheiro e assinado pelo jerico de serviço que não é nada burro...embora goste de publicar no Jumento:


    MANUAL DA DERROTA ELEITORAL

    Para o caso de algum líder político estar interessado em perder eleições, situação que apesar de caricata parecer real, aqui ficam algumas sugestões para prosseguir tão nobre objectivo:

    Regra 1: Escolher um coordenador eleitoral de quem os eleitores não gostam e até desconfiam; a presença constante desse coordenador na comunicação social e, se for possível, a presença em todos os actos eleitorais como se fosse líder partidário, é meio caminho andado para uma boa derrota eleitoral.

    Regra 2: Escolher os candidatos tendo como principal critério os negócios do aparelho, e dando prioridade aos que se sabe que não identificam com os eleitores, em particular aqueles em relação aos quais os eleitores dão mostras de enjoo.

    Regra 3: Fazer uma má campanha, descoordenada e sem objectivos claros, recorrendo a outdoors idiotas.

    No caso de se ser governo será ainda mais fácil alcançar a difícil meta da derrota eleitoral:

    Regra 4: Mentir aos eleitores com políticas que não constavam no programa eleitoral e sem as explicar de forma cabal.

    Regra 5: Nomear os amigos inúteis e obsoletos para cargos bem remunerados em empresas de capitais públicas, de preferência na mesma ocasião em que se exigem sacrifícios aos portugueses.

    Regra 6: Comunicar com os cidadãos através de piadas laterais em resposta a perguntas da comunicação social.
    Regra 7: Transformar políticas estratégicas em anedotas nacionais escolhendo ministros com ar idiota; por exemplo, propor um choque tecnológico e nomear para ministro da economia uma pilha alcalina. "


    Dedica-se esta análise à Clara e ao nonó se não forem uma e a mesma pessoa, claro...
    Anónimo said...
    Nickname nonó escucha: Ferro Rodrigues no era vociferante activista callejero "No a la Guerra" como el "Pancartero" Zapatero.....Mario Soares era amigo de Ronald Reagan, cuando Felipe Gonzalez decia "Otan no, bases fuera". El Portugal de Salazar estaba en la Nato, y la España (de orden y trabajo) de Franco, no.
    Anónimo said...
    Durao Barroso.....¿Cambia de Bando?

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