Se os filhos são a maior riqueza à face da terra, devem ser taxados como artigos de luxo

O Governo estimula a natalidade em Portugal. Enquanto alija o preço de produtos afrodisíacos como o vinho e o livro do Kamasutra com uma taxa mínima de IVA de 5%, penaliza os pais que abandonam os filhos nos infantários pela bitola máxima de 21%. Bem, alguns merecem uma atenção especial.

Publicado por Nino 21:10:00  

4 Comments:

  1. Anónimo said...
    Uma sondagem da EUROSONDAGEM mostra que o PS de Sócrates continua com grande apoio do povo português.
    Nessa sondagem o PS aparece com 42,4% das intenções de voto. Desceu ligeiramente relativamente a idêntica sondagem feita um mês antes pela mesm empresa e segundo os mesmos critérios.
    O PSD aparece com 33% das intenções de voto, embora o seu líder ainda continue com nota negativa. O PSD subiu também ligeiramente.
    Houve uma descida do BE e uma subida do CDS, que ultrapassou o BE.

    Ora sabemos bem que uma grande parte do eleitorado que vota no PSD concorda com todas as reformas de fundo que Sócrates está a levar a cabo. Concorda mas já se sabe também que quando no poder não teve coragem para as fazer. Compreende-se se virmos que a base social de apoio do PSD não conseguiria impor estas reformas de fundo de Sócrates.

    Portanto, além dos 42,4% do PS nesta sondagem pode-se somar à vontade mais 10 ou 20% do eleitorado do PSD e quase todo o eleitorado do CDS, no apoio às reformas de Sócrates, com excepção na questão do aborto. Este eleitorado é fiel ao PSD e ao CDS, mas claramente apoia as reformas de Sócrates. Quem não apoia de certeza são os eleitores do PCP e BE.

    Pode-se dizer portanto que, face ao ruído sobre as reformas de fundo de Sócrates, uma confortável maioria do povo português o apoia.

    Isto é de uma lógica cristalina.
    Anónimo said...
    Ora deixemo-nos de propaganda panfletária limiana contra o governo e falemos do que interessa aos portugueses:

    Pedidos de aborto atendidos no prazo de duas semanas

    Se hospitais disserem não ter capacidade, intervenção será paga pelo Estado no privado.

    Legalidade. Ministro Correia de Campos quer que a lei do aborto seja cumprida de modo "célere e imediato"

    O ministério da saúde decidiu integrar as interrupções de gravidez na lista das cirurgias prioritárias, determinando que a resposta a qualquer pedido seja efectivada no prazo máximo de duas semanas. "Se o hospital disser que não tem condições para fazer o aborto, a mulher é enviada para o sector convencionado", explica o ministro Correia e Campos, que reserva aos médicos de família e aos centros de Saúde um papel fundamental.

    Para o ministro, os médicos dos centros de Saúde podem e devem ser o ponto de partida deste processo, contribuindo para que "tudo se passe em tempo útil, dentro do período legalmente previsto para a intervenção". Assim, competirá a estes clínicos "atestar a necessidade ou não do recurso a uma interrupção da gravidez", referenciando a paciente para os hospitais.

    Tendo reconhecido ao DN, em Junho, que "o incumprimento da lei da interrupção da gravidez assume sérias proporções no país", a opção do ministro, escudado em "estudos técnicos encomendados há mais de quatro meses" e numa resolução parlamentar aprovada pela maioria de direita, foi "utilizar aquilo de que já dispomos, ou seja, o sistema de gestão da actividade cirúrgica do Serviço Nacional de Saúde (SNS)". Este sistema permite "a regulação da procura e oferta de cuidados de saúde na área da cirurgia e, nos casos de incapacidade da rede pública, recorrer ao sector privado convencionado".

    Consciente do momento político, o ministro admite que "pode haver quem diga que estamos a perturbar o debate sobre o referendo surgindo com uma solução socialmente menos complicada", mas garante "O nosso calendário é independente. Tenho um mandato que a lei e a resolução 28/2004 da Assembleia da República me conferem para tratar dentro ou fora do SNS as interrupções de gravidez previstas na lei. É do que se trata."
    chuta pro tecto said...
    Este anónimo é mesmo um mimo.

    Enquanto os camaradas LHO enfiam por ali acima ele vai assobiando para o ar!

    PS:Este anónimo dava uma boa caricatura
    Fernando Martins said...
    Agora percebo porque é que o Carrilho não "dá uma p'ra caixa" no que diz respeito à C. M. Lisboa...

    Ainda não pensou que, caso fosse eleito Presidente da CML, poia criar uma creche-modelo para quem de direito...!

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