eurominas
não deixe que a Verdade estrague uma boa história

Se eu fosse de conspirações, se eu fosse de cabalas, se eu fosse do PS e... se soubesse da eminente publicação da 'história' da Eurominas que o Público desbaratou ontem , sexta-feira (destaque de 5 páginas com uma mísera chamada à capa), e se também soubesse que Fátima Felgueiras quereria 'voltar', e que estava disposta a 'conversar', naturalmente que pedir-lhe-ia para vir na mesma altura em que a bomba do Público (envolvendo vários elementos destacados do PS, como Alberto Costa, José Lamego, Junqueiro, António Vitorino, Narciso Miranda, o actual chefe de gabinete de Sócrates, etc) poderia rebentar para a 'aconchegar' abafando-a devidamente. Por outro lado, se eu fosse da direcção do Público e tivesse uma história que - numa situação normal - poderia iniciar um verdadeiro terramoto político - de proporções não 'estancáveis' - e fosse pressionado a publicá-la, e não quisesse ficar muito mal com o poder instalado nem com o ónus de 'deitar a casa a baixo', então publicá-la-ia no momento em que sabia que menos gente lhe ia ligar - num momento em que o país, e arredores, estavam entretidos com o reality show - em directo e ao vivo - de Felgueiras. Como eu não sou nem dirigente do PS, nem da direcção do Público, podemos todos dormir mais descansados.

Publicado por Manuel 02:58:00  

12 Comments:

  1. Lisbondude said...
    Não deixa de ser uma hipótese credível. No jargão dos spin doctors de Blair chama-se a isso to bury bad news. Ficou célebre um e-mail enviado por uma assessora de um ministro de Blair, onde, pouco mais de uma hora depois da queda das Twin Towers no 9/11, aconselhava os seus colegas noutros gabinetes mais ou menos nestes termos: "this is the right time to bury bad news". Começou por ser protegida e depois despedida pelo chefe, bem à inglesa. Mas se calhar acabou por fazer doutrina.
    estupefacto said...
    Olhe lá mas afinal qual é o crime que relata o público? O de haver bons advogados que conseguem umas boas indemnizaçoes?
    Anónimo said...
    A notícia do PUBLICO não adianta nada mais que não se tenha falado na altura em que Fátima Felgueiras começou a ser investigada. Aliás até fica bastante aquém do que se disse na altura.

    O PUBLICO anda com crise de leitores. Por isso finge que descobre coisas (já descobertas ou mais que faladas ou inventadas). É um mal congénito dos nossos media, blogs incluídos. Inventam um enredo e depois vão-no contando por capítulos em edições sucessivas. Tal como no caso da Casa Pia.

    De facto há uma grande crise nos nossos media, porque formaram muita gente em jornalimo e agora dão-se conta que não há pão para todos nem novelas que cheguem.

    Quanto ao PS, PSD, etc. e às intriguices e fofoquices do nosso impagável limiano manuel, estou como diz o outro: bloggers só há meia dúzia, o resto são simpatizantes.

    Conclusão final: vai grande crise nos media portugueses.

    Como dizia há tempos um especialista em comunicação social: «os escândalos nas manchetes dos media são directamente proporcionais à crise que vai nesses mesmos media».

    Ou como dizia um vereador da Câmara Municipal de Lisboa há muitos anos: «quanto mais buracos financeiros na gestão da Câmara, mais fundas são as fundações dos prédios».
    FORMIGA BARGANTE said...
    Estupefacto das 8.27 e anônimo das 9.38

    O que tambêm é crime é vocês andarem a ser pagos provávelmente com dinheiro dos impostos.

    E ainda por cima a fazerem mau trabalho.

    Então o anônimo das 9.38 até mete dó, a repetir frases completas de textos para textos.

    Então o vosso trabalho não é um bocadinho melhor que "corta e cola"?
    estupefacto said...
    Estou estupefacto à 6ª potencia! Ó formiga barbante, pago?!!!

    Mas isso agora é assim. Se calhar a formiga é paga e quem tem opiniao que lhe desagrade s senhora desvaloriza dizindo que se pensa assim é porque é pago!?

    Tenha juízo! E nao me ofenda.. arre que esta blogosfera está mesmo a ficar intragável, cheia de parvoíces.

    Espero que passe depois das eliçoes. Que é só besuntos.
    FORMIGA BARGANTE said...
    estupefacto

    Isso dos "besuntos" é do cansaço de muitas horas de serviço?

    Calma, o fim de semana está à vista.

    Proveite para descançar e relaxar o stress das horas de trabalho.

    Bom fim de semana
    Anónimo said...
    A mim parece-me que o Público fez o seu trabalho. Publicou a história nas suas primeiras páginas, ouviu todos os protagonistas (as reacções são extraordinárias) e colocou um alerta na capa do jornal, embora o tema do dia fosse o regresso da senhora Felgueiras e, por isso, me parece que, de facto, merecia maior destaque. Agora o que fizeram os partidos da oposição? E os senadores da república sempre prontos a falar sobre tudo e nada? E os muitos comentadores? E todos os outros órgãos de comunicação social? E o que fizeram também os jornalistas que colaboram nesta ilustre loja? Nada. Zero. Niente. Antão e agora é o Público que está feito com os socialistas? Meu caro limiano, a sua análise até é interessante só que me parece que desta vez erra o alvo.

    PS: uma saudação especial a alguns membros desta limiana loja que foram os únicos que não se calaram e parecem ter percebido, tal como muitos de nós cidadãos sem acesso aos jornais, a importância do que está escrito no jornal.
    Clara Martins said...
    Concordo com o Estupfacto. Primeiro, resta saber se a história contada pelo Público é verdadeira ou se é mais uma das invenções do JMF. Segundo, admitindo que possa ser verdadeira, total ou parcialmente, qual é o problema? É que já estou como o outro (O Cavaco),estupfacta! O que tem a história de extraordinário? Que há bons advogados, que conseguem boas indemnizações para os seus clientes? A direita não tem mesmo mais nada com que se entreter...Olhem, eu posso dar uma sugestão: entretenham-se (e preocupem-se) com as bojardas do Professor Cavaco, que ontem, na SICNotícias, quando abordou assuntos que não tinham a ver com Economia, disse coisas incríveia para quem quer ser candidato à Presidência, como, por exemplo, que estava "estupfacto" com a libertação de FF! Então o candidato não distingue o poder judicial do poder político?!? Rico candidato, não haja dúvidA!
    José Silva said...
    Mais escandalos made in Lisbon...
    jamudei said...
    Para quem acompanhar (não pelos jornais) aqui na GLQL o assunto Fatima Felgueiras já deve ter chegado à conclusão que o regresso da autarca foi negociado com as altas esferas do partido socialista (socialeiro como lhes chama Batista Bastos) ameaçar meter a boca no trombone? só pela ameaça se fosse no Paìs onde diz ter nascido já tinha virado "presunto"! e a esta hora estava com a boca cheia de formigas. Duvidam!!?
    josé said...
    A estupefacção de Cavaco é estapafúrdia!
    Se fosse um taxista, com um, ontem em Lisboa, discorria sobre o assunto com os seus conhecimentos de cátedra de taxímetro, ainda percebia.

    Mas estamos a falar de um putativo candidato a Presidente da República! Que foi primeiro ministro de um governo que teve indivíduos como Dias Loureiro, Mira Amaral, José Oliveira e Costa, Leonor Beleza e uns tantos mais.

    Estupefacto fico eu!
    Anónimo said...
    Deixemo-nos de fofoquices limianas e vamos ao que interessa ao povo português.

    Foi oportunista ver há dias na AR a deputada Apolónia de "Os Verdes" perguntar ao nosso PM se iria para a frente com a coincineração na cimenteira do Outão, perto de Setúbal. Apolónia fez esta pergunta para ver se angariava uns votitos em Setúbal...

    Pois bem, o nosso PM disse claramente, alto e em bom som que sim, que a coincineração de resíduos industriais perigosos fazia parte do programa eleitoral do PS e que portanto era para cumprir e para benefício das populações, de acordo com o parecer da Comissão Científica Independente, pedida esta pelo PSD e depois rejeitada por essa Comissão ter dado um parecer contrário às pretensões politiqueiras do PSD e restantes partidos. E não é que o PS ganhou as eleições legislativas em Setúbal e Coimbra?

    A isto chama-se CORAGEM E COERÊNCIA.

    Portugal tem finalmente um rumo e um PM que não anda ao sabor de sondagens ou de populismo bacoco.

    E tudo isto dito e feito com a prata da casa, sem recurso a consultorias milionárias dadas aos amigalhaços.

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