A ESTRATÉGIA DE AGRESSÃO

O que faz um candidato ir visitar um bairro hostil e onde há uma grande probabilidade de ocorrerem incidentes? Só isso mesmo, a ocorrência de incidentes, foi isso que Rui Rio fez, adoptou a estratégia da agressão, um golpe baixo em política.

O Jumento


Era previsível que mais cedo ou mais tarde uma cena como a de ontem iria acontecer. É óbvio que Rui Rio não tem de se esconder, nem deixar de fazer campanha por causa de previsibilidade dos incidentes, para isso existem forças policiais e pelo que me pude aperceber estavam lá em força (viu-se na TV um carro da polícia de intervenção a seguir a comitiva) e evitaram que acontecesse o pior. O que não lhe é lícito fazer é precisamente imputar a responsabilidade dos acontecimentos à outra força política, no caso concreto o PS que só teria a perder se fosse o causador de incidentes como os que aconteceram.



Adenda: O valor político das bofetadas

Publicado por contra-baixo 15:21:00  

14 Comments:

  1. Ras al ghul (NS) said...
    Foi a colagem de muitos anos do PS Porto ao FCP de Pinto da Costa que gerou esta antipatia para com RR.
    E, curiosamente, uns certos panfletos anti RR que foram ontem distribuídos no Dragão, também não ajudam muito.
    RR não necessita de estratégias de vitimização.
    Por outro lado, o FA foi logo a correr para as saias do FCP quando as sondagens estavam por baixo.
    O-Naufrago said...
    O (mau) hábito de correr para baixo das saias dos Srs do futebol não é de agora.
    Lembrem-de de Barroso, Portas e Arnaut de baixo das saias da selecção no euro 2004
    Anónimo said...
    Deixemo-nos de fofoquices limianas e vamos ao que verdadeiramente interessa aos portugueses.

    Depois de muito se ter dito e palpitado sobre negociatas das nossas empresas energéticas (Galp, EDP, Transgás, ENI, REN, etc.), o nosso sector energético tem finalmente uma plataforma estratégica bem definida e correcta.

    É uma plataforma que tem como objectivos principais os seguintes:

    a) Diversificação dos recursos energéticos e aumento da eficiência energética.

    b) Maior concorrência entre os players, de modo a proporcionar melhores preços e serviços aos consumidores.

    c) Preferência por energias limpas, de modo a cumprirmos os compromissos internacionais derivados do protocolo de Quioto e de directivas comunitárias.

    A virtude desta estratégia agora definida pelo governo é o facto de se estabelecerem regras básicas do jogo, e não andar o Governo a jogar como se fosse uma empresa.

    Aguarda-se agora que as empresas joguem, já que segundo esta estratégia nenhuma está impedidada fazer o que entender, seja no petróleo, seja no gás, seja na produção de electricidade por qualquer processo (hídrica, térmica, eólica, biomassa, etc.). Com uma única condição, respeitar as regras da concorrência e tenderem gradualmente para uma menor dependêncoa dos combustíveis fósseis e dos emissores de CO2.

    Um mercado energético livre, seja português, ibérico ou europeu é isto mesmo. O Estado regula, as empresas produzem e associam-se como entenderem.

    Para já, muito bem sr. ministro da economia!
    Anónimo said...
    super-dragões o nome diz alguma coisa?
    Alface said...
    Não, são mesmo Bimbos..
    Anónimo said...
    Desde que a mulher corneou o anónimo das 5:17, o gajo ensadeceu
    Anónimo said...
    Nãp eram do PS mas se você leva nos cornos com um pau de bandeira cujo farrapo faz lembrar uma mãozinha, o que pensa?
    Anónimo said...
    Los limianos son mas profundos y sagaces que los matosinheiros y los vilancondenses.
    Anónimo said...
    El de las fofoquices limianos es mas pesado que una vaca en brazos.
    Anónimo said...
    A verdade é que os individuos levavam bandeiras e camisolas do PS. O "caldinho" parece ter sido preparado pelos super-dragões.

    Alter Ego
    Anónimo said...
    Não sendo eu apoiado ou suportado por qualquer partido, sinto imensa vontade, se estiverem à mão, enfiar um par de murros nas trombas do pr e/ou do pm.
    Posso...?
    MDG said...
    Amigo contra-baixo,
    gosto muito das suas crónicas e aceito que á distância o atribuir de culpas ao PS-Porto, possa parecer excessivo.
    Mas digo-lhe que presenciei em Aldoar (próximo do meu trajecto para o trabalho) dois carros do PS a distribuir propaganda no bairro... até aqui tudo normal...
    O que não é normal é que cerca de meia hora depois, esteja a ouvir na TSF que uma comitiva do PSD tenha sido agredida...
    Mas pode sempre alegar-se coincidência.
    No mesmo dia, no Estádio do Dragão, recebo um folheto do PS a dizer qualquer coisa como: Se fosse pelo Rui Rio, este estádio não existia...

    É incrivel, não é?! Mas é verdade...

    P.S. Como deve imaginar, á estalada ou não, ontem decidi o meu voto.
    contra-baixo said...
    Meu caro MDG,

    Agradeço-lhe a deferência do comentário, o que lhe posso dizer é que não estou a serviço de nenhuma candidatura, não tendo por isso qualquer pretensão de influenciar orientações de voto.
    Acerca da campanha do PS no Dragão, considero-a uma (+ 1ª) forma de baixa política, algo a que, na cidade do Porto, se assiste em ambas as candidaturas.
    MDG said...
    Caro contra-baixo, não se preocupe! A minha intenção de voto deriva do facto de ter uma concepção de vida pública que há muito que abandonou o Fado, Futebol e Fátima. Não teria qualquer pudor em votar no Dr. Assis. Dentro das limitações de qualquer político, parece ser honesto (qb) e interessante quer na retórica e quer na praxis.
    Mas estes episódios trouxeram-me á memoria o PS do Dr. Gaspar, F. Gomes, Narciso, Cardoso, Pinto da Costa, Soares da Costa e restante quadrilha.
    Sem querer elencar as razões do apelido "quadrilha", por mais interessantes que sejam, eu digo simplesmente, que não vou por aí...
    Daí ter decidido o meu voto, em Aldoar!

    P.S. Honestamente, acredito que o Dr. Assis nada teve com os desacatos, mas infelizmente o mesmo não posso dizer do PS-Porto.

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