Paulo P

Paulo Pedroso, daqui para a frente, Paulo P., accionou criminalmente o autor do blog Do Portugal Profundo, imputando-lhe a prática de uma caterva de crimes de difamação, por causa de escritos no blog, a propósito dos desenvolvimentos processuais, no caso Casa Pia.


Já tinha, aliás, accionado criminalmente este blog, mas as coisas sairam-lhe mal, por causas que a si mesmo deve imputar.


Escritos, como disse o autor, em contestação e declaração de aceitação de desistência, que se limitaram a comentar notícias publicadas.


O julgamento, ao fim de algumas sessões, e após arrolamento para a acusação, de uma série de testemunhas notáveis, de um partido político, findou, por desistência de queixa de Paulo P. e consequente aceitação da mesma, pelo autor do blog, formalmente obrigatória em processo penal.


Em jeito de justificação da desistência de queixa, de sua iniciativa, que se supõe sempre livre, após o arrolamento dos notáveis e a iminência da sua audição pública, sobre o assunto Casa Pia, Paulo P. escreveu num seu blog, no submundo da blogosfera, algo que merece resposta porque vem do bas-fond.


Insulta o autor do blog Do Portugal Profundo, chamando-lhe directamente mitómano e irresponsável.

E para sustentar a mitomania, aponta-lhe a condição de marioneta.


É este indivíduo que regressado à política, apoiado num grupelho mais vasto, que o acha imprescindível, após uma aberta provisória, se destina a si mesmo, um futuro na política portuguesa.


Não satisfeito com o adereço pessoalizado, endereça a este blog, uns mimos de costume urdido no processo intencional mais soez e um espelho daquilo de que se queixa.


Afinal, os escritos do autor Do Portugal Profundo, sobre o assunto, não provieram da sua lavra directa, do seu empenho na causa que tem defendido, da sua pessoa publicamente exposta e despudoradamente perseguida, criminalmente, por exprimir o que entende seu dever.


Não. Para Paulo P. , provém apenas do incitamento, cobarde, dos anónimos deste blog e doutros lados, que acometem aquele e o manipulam, “mexendo os cordelinhos” da insídia que o consome .


Para mitomania, não está nada mal. Como processo intencional, sobra ainda a vertente da urdidura, única resposta que Paulo P. e amigos, apresentam para os problemas lógicos das imputações repetidas e sem retractação.


Que não haja dúvidas, de Paulo P. ou de quem quer que seja, sobre uma coisa bem simples: se algum dia, um só dos acusadores conhecidos, se retractar publicamente e explicar que se enganou, se deixou manipular ou apresentar outra explicação plausível para uma ignomínia, nesse caso inominável, trarei aqui à colação o exemplo de Outreau.


Não preciso de pedir desculpa, porque não imputei a Paulo P. ( ao contrário do mesmo, nesse escrito) qualquer crime. Apenas dei conta do que se passava publicamente com o processo. E analisei juridicamente como sabia e podia.


Até lá, continuarei a defender que Paulo P. e outros na sua situação, deveriam afastar-se do exercício de cargos políticos de relevo,incluindo o de deputado.


É uma opinião que já expliquei várias vezes e para isso nada adiantam os insultos ou ameaças veladas de Paulo P. ou dos seus amigos bem colocados.


Quanto ao anonimato, apontado como exercício vicioso, é simples a resposta a Paulo P. e aos que o apoiam: anónimos, há muitos. Até amigos do sr. Paulo que escrevem em blogs a defender a sua causa que é verdadeiramente corporativa e de grupo restrito. E que têm neste momento, todo o poder executivo. E que estão dispostos a exercê-lo com revindicta. Fizeram-no já com diversas leis penais, como já foi denunciado por outros.

Quanto à cobardia, estou farto de escrever o mail pessoal, desafiando quem quiser a apresentar as suas queixas e razões. Logo, desafiando, mais uma vez, Paulo P. ou seja quem for, a escrever ou a comentar nos postais. Nesta loja, também há endereço de mail.


Portanto, sobre mitomanias, cobardias e outras aleivosias, estamos conversados.


ADITAMENTO, em 12.10.08:


Após uma breve visita a um certo submundo da blogosfera, reparei que o Paulo P. aqui referido, no seu lugar recolhido, persiste na senda da aleivosia e do insulto barato, pessoalizando agora no josé que isto escreve, apodando-o de cobarde e, principalmente, realçando a "gravidade" do que tenho escrito aqui e que putativamente assume como lhe dizendo respeito, com o desafio à assunção de responsabilidades, através da colocação de nome reconhecido.


É escusado bater nessa tecla, porque não tenho duas caras. Já disse que aqui, assumo assim o que escrevo. E não adianta desafiar para mais. Se quiser outra forma de confronto, não fugirei, desde que justificada.


Para além disso, o desafio em modo de bravata, responde-se da mesma maneira. Já desafiei outros, pelo que o Paulo P. é mais um: aponte exactamente quais são essas gravidades, em concreto e com precisão. Aponte, nos comentários e na caixa de mail. Ou no seu lugar de recolhimento no tal submundo que o seu correligionário enquadrou.


Não se faça de ignorante , para esconder defeitos que aponta a outros.

Responda no lugar certo, apenas e que é aqui ou aí.


Diga onde resulta, dos escritos, a responsabilidade objectivável. Não a que gostaria de objectivar, para perseguir por gosto de o fazer, com os apoios de que dispõe, mas a que resulta dos escritos concretos. Não a que resulta apenas, do seu desgosto de ler aqui quem não aceita as suas razões para regressar à política e para se defender como defende.


Escuso de me repetir: não lhe imputo como nunca lhe imputei algum crime, ao contrario do que muitos terão feito por esse submundo fora.

Apenas lhe digo que as suas razões não convencem, para lhe permitir ocupar o lugar que ocupa. E tenho o direito de lho dizer, sem que se sinta ofendido, porque quem ocupa um lugar electivo, público, tem o dever de ouvir estas críticas, sem as julgar ofensivas, sem mais.


Responda às mesmas, apenas.


É só isso. Comprove os insultos que acaba de proferir, apontando as razões concretas que lhe permitem escrever o que escreveu.

Porque enquanto os não comprovar, dovolvo-lhos integralmente, e com juros de demora na resposta.

É natural que não goste do que escrevo. Também não gosto do que faz, em nome do povo que o elegeu.


Publicado por josé 23:25:00  

4 Comments:

  1. Tino said...
    Caro José

    O Juiz Rangel voltou a atacar:

    http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?channelID=00000093-0000-0000-0000-000000000093&contentID=10821AF0-5097-4AC7-B181-47F8A5F06955
    Karocha said...
    Pois voltou

    Este Pais está podre e como já não me podem fazer pior, eu não sou anónima!...
    S. T. said...
    http://www.verbojuridico.net/legisl/outros/estat_deputados.html

    http://www.cga.pt/Legislacao/Subvencao_mensal_vitalicia.pdf


    Tenho pelo José uma acrescida simpatia quando se indigna com o retorno de um ou outro «imprescindível» ao hemiciclo de S. Bento.Talvez que ao contrário dele eu tenha lido Platão a menos e me seja por isso vedado ver a bondade escondida em tão alta «profissão» .
    Cumprimentos.
    Laoconte said...
    Admiro a ressureição desse senhor no mundo político português.
    Essa ressureição é devida à confiança do seu partido na sua "milagrosa santidade"? ou no cinismo/ignorância do povo português?
    De qualquer modo, tenho muitas dúvidas se isto seria possível num país sério.

Post a Comment