Queixas, há muitas!

Do Correio da Manhã de ontem e para que conste:

Publicado por josé 01:24:00  

9 Comments:

  1. Edimar Suely said...
    Olá,

    Passando para conhecer seu interessante espaço e desejar uma linda semaninha e paz. Voltarei outras vezes.

    Smack!

    Edimar Suely
    jesusminharocha.blig.ig.com.br
    zazie said...
    Boa!
    Embrulhem.
    Dr. Assur said...
    Caro José

    O seu amigo Marinho aparentemente está a perder o pé.

    Exemplo:

    Segundo o Bastonário "o país aplica as maiores penas de prisão efectiva da Europa” e existem “jovens na casa dos 20 anos de idade condenados a 15 e 20 anos unicamente por furto (mais aqui)”

    Diz o Código Penal:

    CAPÍTULO II
    Dos crimes contra a propriedade

    Artigo 203º
    Furto

    1 - Quem, com ilegítima intenção de apropriação para si ou para outra pessoa, subtrair coisa móvel alheia, é punido com pena de prisão até 3 anos ou com pena de multa.
    Dr. Assur said...
    Se calhar, como ele diz, foram defendidos por um advogado estagiário, o que lhes aumentou ainda mais as penas :)
    josé said...
    O Marinho passou-se.

    As penas são ridículas, em Portugal, relativamente aos factos conhecidos e por vezes comprovados.

    Mas esse ridículo, ainda assume foros de maior escândalo com as decisões dos tribunais de execução de penas e principalmente as decisões sobre os regimes abertos para o exterior (RAVE) que sãod ecididos exclusivamente pelos directores das cadeias.

    Esse é que é o escândalo!

    Aliás, V. no blog, tem feito um trabalho exemplar de recolha diária de casos, desde há uns anos para cá.

    Se eu estivesse no MAI ou no MJustiça, recolhia toda a ingformação que lá tem publicada, para analisar os factos conhecidos, em vez de andar a consultar estatísticas enganadoras.

    O que lá tem publicado é o melhor estudo sociológico destes últimos anos, sobre a criminalidade em Portugal.
    Empírico, mas factual que é o que importa.
    Ha do que said...
    Não estou a perceber: o Marinho "está a perder o pé", "passou-se" ou "tem razão no que diz"?
    Ou as três?
    josé said...
    Às vezes, passa-se no modo como enuncia o discurso que é sempre o mesmo. A forma, num Bastonário, também conta.

    Uma linguagem panfletária, em que se traz a Pide à colação, para lembrar o comportamente de juízes, não é aceitável como discurso corrente, porque semioticamente remete para as profundezas da repressão política. Desajustado, portanto.
    Melhor seria mencionar o velho ditado português, "se queres ver o vilão, dá-lhe a vara para a mão", que se ajusta muito melhor ao comportamente de certos juízes e magistrados de quem Marinho e Pinto terá queixa.

    Este discurso do bastonário, no entanto, não é novo e tem algum sentido, na medida em que há efectivamente alguns juízes que abusam do poder de direcção de audiência, tratando menos bem as pessoas. Conheço casos concretos também e poderia citá-los com exemplos concretos.
    O Conselho Superior da Magistratura, nestes casos e mesmo alertado, nada faz. Desvaloriza, relativiza e ainda pôe em dúvida a pertinência das participações.
    Uma vergonha e se é isso que Marinho e Pinto pretende dizer ( e é) tem razão e o meu apoio total, menos na forma como o diz.

    No entanto, o verdadeiro vespeiro onde ele acaba de se meter, é na própria Ordem dos Advogados.

    As quotas dos associados, e apoios diversos, parece que dão para pagar a certos/as funcionários/as, balúrdios da ordem dos mais de 10 mil euros mensais...

    isto vai estourar, por aqui, é evidente.
    Dr. Assur said...
    Caro José

    Não conhecemos pessoalmente o visado mas as pontas que emergem das suas intervenções revelam um “guerrilheiro” que recorre à confrontação fácil para atingir um fim obscuro, por certo muito mais pessoal ao contrário do que pretende fazer passar. O certo é que as suas generalizações, longe de serem solução, são perigosas e infundadas. Evidentemente que esse populismo fácil cai bem no vulgar cidadão desconhecedor dos meandros da justiça e carente de ouvir dizer mal de certa gente.

    Embora algumas das contradições sejam notórias até para os mais leigos, essa necessidade esconde e perdoa as evidentes contradições. Exemplos concretos das suas palavras são poucos ou nenhum. E, convém lembrar, a um Bastonário são exigidas mais responsabilidades que a um simples vereador do Bloco de Esquerda.

    E quando as coisas correrem mal, tem a vantagem de tornar-se num novo Vale e Azevedo aos olhos dos seus apoiantes mais acérrimos.
    josé said...
    O Marinho e Pinto, há anos que desanda neste discurso de panfleto.

    Não adequou a linguagem ao modo de ecercer a magistratura de influência que o bastonato na Ordem dos Advogados significa.

    Julga-se ainda investido do poder de opinião pessoal, demarcando-se da classe profissional que representa.

    Para mim, é óbvio que sempre que fala destas coisas, com o destempero que temos visto, está a falar a título pessoal e só se apresenta e representa a si mesmo.
    De modo um pouco ridículo, no outro dia, no Prós & Contras, vituperou publicamente o prof. Artur Anselmo, um pouco mais culto que ele, pelo facto de este ter dito que a primeira República tinha sido uma república das bananas. Ficou possesso de ira objurgatória, apelidando o contendeo de "indigno", porque o local nada mais lhe permitiu. Se fosse por escrito, tinha dito cobras e lagartos a rabiar do dito.

    O prof. argumentou-lhe que o ápodo à Primeira República nem era dele, mas de outros que há décadas se debruçaram sobre o fenómeno e até lhe citou O Tempo e o Modo.
    No entanto, o Marinho só conhecerá o TEmpo e o Modo que apareceu em 1974, a seguir ao 25 de Abril, da extrema esquerda a que pertenceu.

    Pobre Marinho que vai ser trucidado em lume brando, por ser desbocado, simplesmente.

    É burro, ao não perceber que poderia passar a mesma mensagem,às vezes com algum sentido, se fosse mais comedido e discreto nos adjectivos.


    Marinho! Aprende que ainda vais a tempo!
    Não deites fora o menino com a água do banho!

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