Um povo de gritos

A senhora que aparece na imagem, em protesto veemente e de gritos, contra a ministra da Educação e a política do governo socialista, é mulher de António Costa, antigo ministro do mesmo governo, putativo nº 2 do partido e candidato futuro a um cargo de relevo em executivos de pendor socialista. Aí a vemos a protestar contra a política que supostamente o próprio marido, ajudou a aplicar.
António Costa fez parte da equipa que elaborou o programa do Governo, incluindo o da Educação que agora a própria mulher contesta.
Que se pode dizer disto? Que António Costa e a mulher não aceitam a política de Educação deste governo? Que aquele aceita e esta não? Ainda há uma terceira hipótese:
A de que... se nem em casa, o antigo ministro Costa, consegue convencer a própria mulher da bondade e acerto destas políticas educativas, poderão vir todos os ministros e mais o primeiro deles, para a tv, tentar explicar ao povo a excelência da avaliação proposta para os professores, o estatuto da carreira e a modificação operada que será tudo em vão. Como de facto, parece ser.
Aliás, não foi a própria ministra, Maria de Lurdes, quem declarou publicamente que compreendia as razões dos protestos dos professores?
Um dia destes, ainda a veremos numa manifestação contra as suas próprias políticas...de estatísticas e quadros sinópticos, com matriz ISCTE.

Publicado por josé 11:37:00  

9 comentários:

At 1:51 PM, Março 11, 2008 Laoconte said...

Melhor, a incoerência e a indisciplina são o que nos destacam em tudo.

 
At 8:31 PM, Março 11, 2008 Em defesa da Escola Publica said...

Certamente a Senhora é comunista (ou pior...) e tem de se dizer isto em público...

 
At 2:08 AM, Março 12, 2008 Petra said...

Senhor José: qual é o espanto?

 
At 10:24 AM, Março 12, 2008 Carlos Medina Ribeiro said...

A ex-mulher do Sarkosy não era publicamente contra ele em termos políticos?

Não vejo por que motivo, num assunto específico, as mulheres têm de estar de acordo com os maridos - só faltava essa!

 
At 10:43 AM, Março 12, 2008 josé said...

A então mulher do Sarko, manifestou-se alguma vez publicamente e aos gritos contra alguma política concreta do marido, enquanto político?

E o que sucedeu afinal, à então mulher, do então marido?

Apaixonou-se por outro, segundo consta...

Mas compreendo e até prefiro assim. A hipocrisia é sempre um recurso de conveniência.

Prefiro a frontalidade. Que costuma ter consequências, porque não se pode estar de bem com deus e o diabo, ao mesmo tempo.
Embora haja alguns mestres dessa arte zen de estar na política.

 
At 1:53 PM, Março 12, 2008 KILAS said...

INFELIZMENTE ESTAMOS NO TEMPO DOS POLÍTICOS COMO O SARCOZY, BERLUSCONI, SANTANA, SÓCRATES, ETC...

Falando aqui de Portugal, como tenho saudades de um Salgado Zenha, Sá Carneiro, Amaro da Costa e outros....

Se calhar estou a ficar velho...

 
At 1:22 AM, Março 14, 2008 antonioscampos said...

José, este seu post parece uma capa do 24 Horas!
A mulher de António Costa tem a opinião que bem entende e o direito de a exprimir livremente.
O matrimónio não diminui direitos de cidadania.

 
At 2:30 PM, Março 14, 2008 zazie said...

Lá vem o politicamente correcto...

Estas alminhas ficaram papagaias todas iguais

E então? qual é a descoberta? que as mulheres têm direitos iguais?

E se, em vez do ministro ser homem fosse mulher e o marido é que fosse para a manif?
também era o problema de género, seus totós?

 
At 2:33 PM, Março 14, 2008 zazie said...

Anda para aí meio mundo da "blogosfera no feminino e outro tanto de homens soja com essa boutade. Que é tudo direitos.
Os palonços nem percebem que a questão não é de direitos- é de entendimento da bondade de uma reforma.

Ora se nem aos próprios se consegue vendê-la, vai-se dizer que é tudo por oportunismo e por serem calões?

E acaso as figuras públicas não costumam ter cuidados extra nestas exposições?

É que não se tratou de pensar ou discordar teoricamente- veio para a rua para demitir uma ministra, par do marido

":O))))

 

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