Educação tipo ISCTE

"(...) 0 sistema educativo público está em vias de destruição total. Esta destruição é resultado de todas as políticas e todas as reformas levadas a cabo desde o final dos anos 60. Estas políticas foram concebidas e impostas por todas as instâncias da Educação Nacional, de inspectores e administradores às comissões de programas, pedagogos e outros especialistas das chamadas "Ciências da Educação" (aspas de Lafforgue); em suma, a Nomenklatura da Educação Nacional. "

Esta breve passagem de um texto assinado por Jorge Buescu e publicado na revista Ingenium, da Ordem dos Engenheiros, de Janeiro/Fevereiro de 2006, citando um académico francês de alto gabarito, de nome Laurent Lafforgue, foi retirada do blog ramiromarques.

Publicado por josé 20:02:00  

9 Comments:

  1. TN said...
    Dizer que isso são as "Ciências da Educação" e o famoso "eduquês" é tão redutor e demonstrativo de ignorância (ou má vontade) como reduzir, por exemplo, a "Economia" e o "economês" àquela conversa oca que todos os dias ouvimos nas rádios e televisões por parte dos analistas da bolsa que (quase) só acertam nas previsões a posteriori: "a bolsa esteve hoje pressionada", "os pesos-pesados", "a recepção pelos analistas dos resultados da empresa", "reviram em baixa o preço-alvo"...
    josé said...
    Também acho. E aqui, neste sítio que indico, ainda mais acham.

    ora veja, sff, o sítio do ISCTE
    homoclinica said...
    Concordo inteiramente com o meu ex-colega Jorge Buescu. Quem está na área da matemática mais sente o efeito do "eduquês" e destas "ciências de educação" nos alunos que chegam ao 1º ano das universidades.
    homoclinica said...
    Este comentário foi removido pelo autor.
    homoclinica said...
    Este comentário foi removido pelo autor.
    homoclinica said...
    O sítio do ISCTE que indica, não abre!
    homoclinica said...
    já abriu
    zazie said...
    O problema é que toda esta banha da cobra, seguida daquelas acções de formação (que são folclore do mais patusco) também já fez a cabeça de milhares de professores, a quem isso agrada.

    E, é por isso que, ao contrário do José, não tenho nada uma boa imagem dos professores (enquanto classe, ou grupo corporativo).

    Bem pelo contrário. Para esta questão ficar com maior imparcialidade até acho que essas acções de formação deviam ser referidas. Porque nem tudo o que importa por reactiva política é assim tão honesto.
    josé said...
    zazie:

    Não é uma questão de ter boa imagem dos professores, enquanto classe ou grupo corporativo. Neste aspecto, até tenho uma boa imagem, mas o problema reside algures naquilo que VPV escreve hoje no Público:

    No ethos, nop background que nos trouxe até aqui, onde agora estamos.

    A formação dos professores, quanto a mim, é verdadeiramente o ponto mais importante.

    O sistema educativo, para se reformar verdadeiramente, tem de começar por aí, pela formação de professores.

    Isso toda nas universidades que temos, e nos Institutos politécnicos que vamos tendo cada vez mais.

    A qualidade do saber, nesses lugares, degradou-se dramaticamente, quando a mim, nas últimas décadas. Não digo isto por andar lá a perguntar ou a ver. Digo de modo empírico, ao ler o que os universitários escrevem, o que ensinam a quem conheço e o grau de cultura geral que vemos nos jornais.

    Às vezes leio um tal Fiolhais, eminência parda da Ciência físico-química de Coimbra e fico varado com o que leio. Varado!

    A equação colocada pelo francês Lafforgue, parece-me muito bem estruturada, porque responde a várias questões que tenho vindo a colocar a mim próprio como dúvidas.

    A maior é sobre a Ideia de ensino e quem a transmite em Portugal. De onde vêm as ideias para o Ensino, em Portugal?


    É aí que reside o problema. Não nos professores que cumprem conforme sabem e podem, o que lhes pedem, para cumprir.

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