os bikinis do PGR

O Sr. Procurador Geral da República, imparável na sua inesperada e involuntária demanda de reabilitação da imagem do antecessor, balbuciou este fim de semana, a propósito da onda de crimes violentos, que a insegurança não estava a aumentar, simplesmente a tipologia de crime tinha 'evoluído' não havendo pois motivo para alarme. Azar dos Távoras, horas depois mais um desgraçado abatido era tiro, à porta de casa, a sexta morte por tiros, em apenas quatro meses, na zona do Porto. Sem alarmismos, claro está, apetece recordar a Pinto Monteiro as palavras sensatas de um professor de Estatística, nos bancos da Universidade, há muitos anos atrás - as estatísticas, às vezes, são como uma mulher em bikini - mostram tudo, menos o o essencial. Ora, o essencial é que desde os tempos loucos das FPs que não se via nada assim.

Publicado por Manuel 15:56:00  

11 Comments:

  1. Dr. Assur said...
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    Dr. Assur said...
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    Dr. Assur said...
    Este comentário foi removido pelo autor.
    Dr. Assur said...
    Acresce que o "director Nacional da Polícia Judiciária manifestou-se hoje convicto de que a situação de crimes violentos no Porto "vai parar" e que as investigações estão "bem encaminhadas "...
    Carlos Medina Ribeiro said...
    OS MINIMIZA... DORES

    Na tropa, existe uma coisa utilíssima chamada RDM (Regulamento de Disciplina Militar), que tem a grande vantagem de ajudar as hierarquias a desenrascarem-se quando não sabem lidar com os problemas.

    E lembro-me sempre dele quando vejo governantes que, confrontados com realidades desagradáveis, recorrem aos três verbos

    Relativizar,
    Desvalorizar,
    Minimizar...
    Luís Negroni said...
    Esta mania dos lisboeteiros, de tentar a todo o transe, fazer passar a ideia "da violência natural dos "indígenas" do Porto e arredores", já começa a fazer-me perder a pachorra a mim e a muita gente. Mas não morrem pessoas abatidas a tiro e até em explosões de automóvel em Lisboa, em maior número que no Porto? Vão lá ver as estatísticas do ministério da administração interna. Não foram há poucas semanas alvejados 2 seguranças à porta de uma discoteca em Lisboa, que ficaram entre a vida e a morte e só não morreram por mero acaso? Não morreu há poucos dias o dono de uma discoteca/bar em Lisboa na explosão do seu automóvel? Mas porque é que a violência da noite lisboeta (que é pior em quantidade e qualidade que a do Porto) nunca merece destaque nos posts deste blog? E porque é que é sempre tratada como uma banalidade típica de uma grande metrópole (que Lisboa nem sequer é) pela comunicação social, enquanto a ocorrida no Porto lhe é dado um ênfase não sei quantas vezes superior? Gostava de ver Lisboa afogada em violência ao nível de Joanesburgo ou Medellín, aí a comunicação social portuguesa/lisboeta ia ter de forçosamente dar grande destaque a essa enorme violência e iam deixar o Porto e as suas gentes em paz definitivamente.
    josé said...
    luis:

    Essa guerra Lisboa-Porto, não interessa nada de nada. Lisboa fica a 3 horas do Porto, de carro e em andamento médio, a respeitar todos os limites de velocidade.

    Isso chega para dizer que Lisboa é a nossa capital. Uma cidade muito bonita que quem vive no Norte deveria visitar mais vezes.

    O Porto, agora, tem este problema específico e não devia ter, se as polícias tivessem feito o seu trabalho e o SIS em vez de andar a ver terroristas da Alqaida e da Eta se preocupasse em saber quem atentava verdadeiramente contra a segurança nacional.
    Luís Negroni said...
    josé:

    Interessa, a pessoas como você e alguns outros membros deste blog interessa. Só assim se explica que ignorem completamente a violência que tem ocorrido e está a ocorrer em Lisboa, e dêem uma ênfase desmesurada a qualquer acto de violência ocorrido no Porto. A natureza e as origens da violência são precisamente as mesmas, nas duas cidades, e vocês fazem de conta que não são, só para terem um pretexto para "demonizar" algumas pessoas e instituições da cidade do Porto, de uma forma sórdida e absolutamente especulativa. Já acenaram com o "futebol", num dos posts sobre a violência da "noite" portuense. Está-se mesmo a ver qual é o vosso próximo passo. Aliás, já o deram há uns meses atrás, agora é o 2º episódio dessa vossa fixação. Se querem "armar" em isentos sejam isentos primeiro.
    Rui Freitas said...
    Ora, nem mais!
    A onda de crimes violentos que assola as "noites" portuguesas... "vai parar"!
    Quando e como, é que não se sabe!
    Tudo começou com um "roubo por esticão". Será? Seria?
    Somos um "povo de brandos costumes"
    Até quando?
    Paulo Lopes said...
    Quando é que esses grupos organizados deixam de se preocupar com quezílias pessoais e começam a pensar na Pátria e a fazer uma limpeza geral do peixe graúdo?
    Aí certamente os políticos já não deviam achar tanta graça. O cidadão comum então é que ficava mesmo descansado.
    A Bem da Nação!
    josé said...
    luis:

    A SIC acaba de transmitir um programa sobre este assunto.

    Precisamente, sobre Lisboa, todos foram unânimes em dizer que ainda não têm este problema que se verifica no Porto.

    O bairrismo é bonito, mas funciona como um toldo na objectividade.

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