um retrato

A Assembleia Geral do BCP que ontem decorreu, deu uma boa amostra do estado geral do País. Jardim Gonçalves que, do nada, e a pulso, construiu o maior banco privado português, foi mais ou menos humilhado, e enxovalhado, com um tal de Joe Berardo a sair por cima e a cantar de galo. Quanto ao resto, e a Paulo Teixeira Pinto, pela pequena amostra que são as campanhas publicitárias, cada qual a mais pindérica, do BCP, terá um grande futuro à frente - pragmatismo não lhe falta. Ou muito me engano, ou o BCP não dura em mãos portuguesas mais que 18/24 meses. As coisas são o que são.

Publicado por Manuel 12:40:00  

3 Comments:

  1. ; -) said...
    "que, do nada, e a pulso, construiu o maior banco privado português"

    É uma questão de perspectiva.
    Há quem veja do outro lado: vindo do nada, viaja hoje de jacto particular, e fez-se à conta do maior banco privado português...
    Nhécas said...
    Ou muito me engano, ou o BCP não dura em mãos portuguesas mais que 18/24 meses.

    Talvez, mas a possibilidade mais real a curto prazo é o BPI virar o bico ao prego e tirar o banco das mãos de Jardim Gonçalves. E a intenção deste era proteger-se disso mesmo.

    Mais lhe digo, os reaccionários em relação ao mercado livre são tolos desfasados. Essa conversa das grandes empresas a caírem em mãos estrangeiras já enjoa, nalguns casos só tínhamos a ganhar. Metiam na rua os interesses instalados e púnhamos as coisas a funcionar. A minha sugestão, vendam já a TAP a CP e a PT.
    ; -) said...
    Ou muito me engano, ou o BCP não dura em mãos portuguesas mais que 18/24 meses

    Conhece a composição accionista do BCP?
    Que percentagem está "em mãos portuguesas"?

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