As cópias rasteiras

Mesmo algumas pessoas que nada percebem de música, como os Gato Fedorento, entendem que a música rock, bebeu uma boa parte da sua inspiração primordial, na música negra dos blues. Os artistas brancos dos 50´s copiaram os acordes dos negros dos 40´s e elevaram a música popular a novas alturas sonoras, com proveitos para todos. Alguns, ainda assim, não gostaram, porque o seu deve ter o seu dono e a cópia sem referência, tem um nome: plágio.

Em 1999, o grupo americano de rock, ZZ Top, accionou judicialmente, a fábrica de carros Chrysler Corp. Num dos vídeos de promoção de um novo modelo de carro, o Plymouth Prowler, a música que acompanhava as imagens frenéticas de movimento, vinha do tablier, bem ritmada, mas sem nome audível. Era precisamente o LaGrange, dos “plaintiff” e que se acharam legitimados a pedir responsabilidades em sede judicial por violação de direitos de autor da música que lhes pertencia. Só a música e que se ouvia num fundo de vertigem rotativa.
A defesa da Chrysler, foi ainda mais interessante: sim, a música era o LaGrange, dos ZZTop, mas também eles a copiaram de um outro artista negro dos anos cinquenta: John Lee Hooker, um dos grandes do blues e que compôs Boogie Children com os mesmos riffs de guitarra que os ZZTop copiaram. E ainda citaram outro artista copiado nessa mesma canção: Norman Greenbaum e Spirit in the Sky.
A argumentação jurídica era simples: como o direito de autor pressupõe o requisito de originalidade, na ausência desta e perante a cópia…nicles deveria ser a resposta do tribunal.
Mas não foi. O juiz entendeu que a composição dos ZZTop, embora parecida, tinha elementos de originalidade e assim decidiu não atender à filosofia agora em voga, de extenso relativismo moral de que “ladrão que rouba a ladrão, tem cem anos de perdão”. E vai daí, decidiu que a questão tinha rodas para rolar.
A história original que agora copiei, vem aqui e até se pode ver o vídeo e escutar o LaGrange.

As imagens foram vergonhosamente copiadas de sítios na net.

Publicado por josé 23:23:00  

3 Comments:

  1. João Rato said...
    Companheiro, este é um movimento novo! Há poucas horas está a ser posto um movimento em marcha que visa paralisar a blogosfera.
    Existe uma certa blogosfera que quer, também ela, participar na GREVE GERAL, só que não sabe como.

    É simples, basta colocar esta imagem no teu blog:

    http://img409.imageshack.us/img409/9072/grevegeralvz7.jpg

    Porque tu tens um amigo que tem um blog, porque alguém do teu livro de endereços tem outro amigo que tem um blog, é importante que contribuas para o movimento "assim não!".

    Antes de reenviares a todos os constantes do teu livro de endereços, apaga por favor o remetente (from): estamos num estado de pré-ditadura
    Dr. Assur said...
    Caro Jose. Uma boa malha essa dos ZZtop.
    rb said...
    Caro José,

    Esta coisa do plágio musical tem de facto muito que se lhe diga. Eu até sou daqueles que defende que a música não tem dono e na verdade, hoje é cada vez mais assim, é inelutável.
    E os exemplos estão em todo o lado, estou a lembrar-me por exemplo do Paco Bandeira que também uma vez se inspirou numa melodia clássica qualquer. E como ele muitos o fizeram. No rock há inúmeros exemplos.
    É óbvio que há casos demasiado evidentes, como é o do GF, e que devem ser protegidos pelos direitos de autor mas a fronteira entre a criação original e o plágio é muito pouco nítida e difícil de traçar. Aliás, para mim, hoje, na música, já nada é original. Mas a intenção também conta.

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