Mais um erro administrativo


A história de um documento emitido em 1996, cuja ficha técnica apresenta os números de telefone com o indicativo 21 e não 01. Como é muito cedo, o melhor é conferir tudo Aqui.

Publicado por Carlos 11:42:00  

18 Comments:

  1. acilina said...
    Falsificação de documentos => prisâo!
    DeeEss said...
    Isto é fantástico mesmo, cada dia se descobre algo novo... e dizem eles que está morto o assunto.

    http://www.icp.pt/template20.jsp?categoryId=2783&contentId=13096
    lv said...
    Que palermice. Nao ve que o documento foi pedido já muito mais tarde e nao em 1996 data da assinatura?!?!

    Que paranoia.
    lv said...
    E que o rodapé com os dados é do papel de impressao?!

    E já agora nao vos parece que o erro das datas num terminou em 8-9-1996 e no outro a 8-8-1996, se pode dever ao simples facto de os dados terem sido digitalizados entretanto e erraram na digitalizaçao.

    Fazem cada paranoia com as coisas.
    Joshua said...
    A bola de neve rola e cresce, venha quem vier.
    acilina said...
    erros de digitalização, erros de funcionários desconhecidos, lapsos de memória... não serão erros a mais???

    Os erros do currículo que estava arquivado no Parlamento, escrito pelo punho de Sócrates e que foi depois rasurado também é erro de digitalização???

    Quem desviou o original rasurado do curriculo de Sócrates do Parlamento?

    Quem nos garante que as medidas que Sócrates está a tomar e os resultados que apresenta sobre a economia, também não padecem de "erros de digitalização"?
    acilina said...
    Afinal a palavra "rigor" que a maioria dos portugueses votou quando elegeu Sócrates, tem um significado diferente do que nós julgávamos...
    lv said...
    Deixem cá ver se entendo.

    Suspeitam que alguém tenha em 2001 por exemplo falsificado um documento assinando 1996 e enviado para a Covilha em 1996 ou 1997 ou por aí.

    A máquina do Spielberg funciona!
    acilina said...
    ou então, alguém em 1996, também com a máquina do Spielberg a funcionar, adivinhou que futuramente haveria nos documentos oficiais endereços de e-mail e de sites e ... zás! começa desde logo a usá-los! Fantástica precocidade!
    Carlos Medina Ribeiro said...
    Acilina,

    Atenção, que em 1996 até eu (!) já tinha e-mail, e já havia milhões de páginas na Internet.

    No caso concreto da UNI, um amigo meu investigou e concluiu o seguinte:

    --

    «Inacreditavelmente, o domínio www.uni.pt foi registado poucos meses antes da alegada emissão deste certificado.

    Podem encontrar esta informação em http://www.dominios.pt/whois.aspx
    introduzindo no campo respectivo "uni.pt" havendo um outro site que nos informa destes mesmos dados. http://www.who.is/

    Nome de domínio / Domain Name: uni.pt Data de registo / Record created on (dd/mm/yyyy): 23/05/1996 Data de expiração / Record expires on (dd/mm/yyyy): 21/10/2011 Titular / Registrant SIDES - Sociedade Independente para o Desenvolvimento do Ensino Superior SA Av. Marechal Gomes da Costa, Lote 9 LISBOA 1800-255 PT Email: direccao@uni.pt»
    acilina said...
    Tem razão Medina Carreira. Eu já tinha verificado isso.
    Entretanto a UnI disse (http://www.tvi.iol.pt/informacao/noticia.php?id=797690) que os certificados são falsos e qeu vai abrir um inquérito…
    Por outro lado, segundo o Expresso (http://expresso.clix.pt/Lusa/Interior.aspx?content_id=3863)
    “fonte do gabinete do primeiro-ministro disse que o certificado foi solicitado por José Sócrates em 2000 e enviado à Câmara da Covilhã no mesmo ano, remetendo para a UnI explicações sobre o facto de existir uma data de 1996 num documento passado em 2000.
    Também o presidente da Câmara da Covilhã, que já o era em 2000, Carlos Pinto (PSD), confirmou à agência Lusa que a Câmara recebeu um certificado de habilitações de José Sócrates em Setembro de 2000.
    No entanto, afirmou Carlos Pinto "o certificado tinha um erro, tinha menos um algarismo no ano", ou seja, em vez de ter "08/08/96" tinha como data de conclusão de curso "08/08/9".

    Ou seja, se o certificado foi enviado em 2000, não haveria problema com os códigos postal e do tel. . Mas a data de emissão do certificado é 1996! Como é que só chegou à Covilhã em 2000?

    Além disso, já cá faltava alegarem mais um “lapso”, o do algarismo que faltava.

    É tudo lapsos. Está resolvido!
    acilina said...
    Peço desculpa!!!. Agora fui eu!!!
    É Ribeiro em vez de Carreira.
    Também fui vítima dos lapsos ! :(
    Jam said...
    Perfeito, o título, pois aí não está referida nenhuma data de emissão, ao contrário do 2º documento, que convenientemente não postou.

    Um "erro" também muito seu, como constato. :)
    Carlos Medina Ribeiro said...
    Trata-se, segundo parece, de uma "2ª VIA", como se lê numa curiosa explicação publicada no «JN» de hoje:

    http://jn.sapo.pt/2007/04/15/nacional/covilha_recebeu_dois_certificados.html
    __________________

    «A Universidade Independente (UnI) emitiu, afinal, pelo menos três certificados de habilitações a José Sócrates e não dois, como dizia o seu gabinete. Essa é a explicação avançada por São Bento, e confirmada pelo presidente da Câmara da Covilhã, para justificar o facto de o certificado entregue na autarquia, datado de 26 de Agosto de 1996, ter no rodapé elementos de identificação da UnI - código postal e número telefónico - que entraram em vigor apenas em 1998 e 1999.

    Confirmando a veracidade do documento em causa, o gabinete do primeiro-ministro esclarece que, ao contrário do que admitiu ao JN na quinta-feira, esse certificado só foi emitido e enviado em 2000 para a Covilhã. Aliás, ele rectificava um erro de datação de um primeiro certificado, esse sim, solicitado por Sócrates logo que terminou a licenciatura e entregue pela UnI a 26 de Agosto.

    Carlos Pinto, presidente da autarquia da Covilhã, garantiu ontem, em declarações ao JN, a "conduta irrepreensível" do primeiro-ministro (funcionário requisitado à Câmara). Segundo explicou, os serviços camarários receberam o primeiro certificado de habilitações, juntamente com o requerimento de reclassificação profissional, em data não especificada de 2000.

    "O certificado, que tenho à minha frente, tinha um erro na data de conclusão da licenciatura", afirma o autarca, salientando que faltava um algarismo no ano (constando a inscrição 08/08/9). "Logo que detectaram a gralha, os serviços pediram ao engenheiro José Sócrates que corrigisse a data". Essa é, acrescenta, a explicação para que a UnI tenha emitido um (segundo) documento, datado de 96 mas já com elementos de identificação actualizados no rodapé. "Sendo uma correcção do certificado original, é natural que fosse mantida a data", afirmou.

    O terceiro certificado emitido - primeiro tornado público e que, recorde-se, apresenta como data de conclusão da licenciatura 8 de Setembro de 1996, um domingo - tem, em contrapartida, data actualizada de emissão 17 de Junho de 2003».
    acilina said...
    Mas ainda está por explicar muita coisa.
    O gabinete do primeiro ministro disse que a data de conclusão do curso certa é a do 1º e 2º certificados (8/8/96), mas as cadeiras feitas e as equivalências certas são as que estão no 3º certificado, o emitido em 2003!!!
    Para essa discrepância ainda não arranjaram justificação.
    Arrebenta said...
    Nova BOMBA é que já anda a pairar no "Braganza Mothers": parece que alguém descobriu que o Cavalheiro andou 4 anos, em Coimbra, para fazer... 3 cadeiras. Espera-se confirmação.
    Aí, ele acaba!...
    Agradeço que nos vistem e deixem, aqui, ou lá, quaisquer informações de que disponham.
    Bem dizia alguém aqui: "Comecem por investigar Coimbra..."
    Carlos Medina Ribeiro said...
    Como se sabe, a explicação já foi dada:
    Embora tal não seja indicado, trata-se de uma «2ª VIA», passada em 2000 mas mantendo a data inicial - o que, segundo dizem, é a coisa mais natural do mundo.

    E essa «2ª VIA» foi feita porque, no primeiro documento, a data que lá constava era 8-8-9 - o que, segundo dizem, também é a coisa mais natural do mundo.

    Pelo que se percebe, a ideia era, a seguir ao "9", alguém (mas quem?), meter o algarismo "6" (para o caso de "96"); ou outro qualquer, ao gosto do freguês?!

    -

    Pois bem, a "coisa" parece estranha, mas é usada noutros lugares e circunstâncias. Veja-se, por exemplo, como são os AVISOS que a Câmara Municipal de Lagos afixa nos carros abandonados na via pública:

    http://sorumbatico.blogspot.com/2007/04/sugesto-para-uni.html
    Roy Bean said...
    Não admira que em Coimbra só tenha feito 3 cadeiras. Devia passar o tempo a colar cartazes do partido e a dar apoio a comícios...
    Não tenho qualquer interesse especial em ter um primeiro-ministro que é engenheiro, ou doutor. Podia simplesmente ser o Senhor Sócrates, e ser um bom primeiro-ministro.
    Assim é apenas mais um mentiroso.
    Demissão! Já!

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