Envergonhado?

Este blog de prelaturas e nunciaturas republicanas laicas, entrou em hibernação, aparentemente prolongada, o que só honra o seu autor.
A última nota oficiosa, data de há oito dias e encomia a prestação notável do ministro da ciência, Gago de apelido, acerca da exemplaridade na actuação com sentido de Estado a propósito daquilo que o próprio autor classificou como "diz que é uma espécie de universidade".
Apesar de o tempo andar muito depressa, ainda nos lembramos muito bem da rigorosa apreciação efectuada sobre as fantásticas universidades por onde passou o nosso Primeiro Ministro, na busca do diploma final.
Vital Moreira! Você é um professor de mérito e categoria. Porque é que ainda alinha com esta gente?!! Você que sabe de universidades e percebe de rigor e qualidade de ensino, já viu por onde andou o Primeiro Ministro? Já viu bem as figuras que o mesmo anda a fazer?

Publicado por josé 19:36:00  

3 Comments:

  1. Fernando Martins said...
    Não se chama a isso qualquer coisa como nojo ou luto a isso...?
    graça said...
    Parece que de envergonhado passou a intrigado.
    TAF said...
    O Causa Nossa está com um problema "a la Abrupto"... ;-)

    Aqui ficam os posts desaparecidos no blog mas que me chegaram via RSS:

    -----------


    Intrigante

    By vital moreira

    Desde 30 de Março que os posts que publicamos no Causa Nossa continuam a desaparecer ao fim de algum tempo, sem deixar rasto...
    Alternativas:
    a) Esperar que alguém proporcione uma solução?
    b) Iniciar nova versão do blogue com novo endereço?
    c) Deixar o blogger?

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    * Posted on: Sat, Apr 14 2007 12:23 AM
    * Updated: Sat, Apr 14 2007 12:41 AM
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    Ota (12) - A mina de ouro

    By vital moreira

    A localização do novo aeroporto de Lisboa movimenta compreensivelmente poderosos grupos de interesse, e só isso pode justificar a súbita campanha contra a Ota.
    Mas o principal interessado numa localização a sul do Tejo é naturalmente a Lusoponte, concessionária das pontes sobre o Tejo. Basta fazer contas: imaginando uns modestos 10 milhões de passageiros por ano (descontadosos passageirosem trânsito), dos quais cerca de 3/4 residem a norte do Tejo, teríamos mais de 15 milhões de travessias do Rio (ida e volta), a maior parte delas por via rodoviária, o que daria outras tantas portagens, a pagar pelos utentes do aeroporto.
    Uma mina de ouro, não é?! Quem se admira se a empresa dedicar uma migalha dessa quantia a lutar pelo eldorado?

    * 1 Reference

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    * Posted on: Sun, Apr 8 2007 7:01 PM
    * Updated: Sun, Apr 8 2007 7:15 PM
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    Resulta sempre

    By vital moreira

    «Em Portugal ninguém passa incólume de ataques, mesmo que sejam injustos» - diz um especialista em sondagens de opinião.
    Os orquestradores da campanha contra Sócrates sabem-no bem...

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    * Posted on: Sun, Apr 8 2007 6:54 PM
    * Updated: Sun, Apr 8 2007 6:57 PM
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    Pressão

    By vital moreira

    Parece-me que chegou a altura de Sócrates sacudir a pressão que os media continuam a alimentar por causa do controverso processo da sua licenciatura na Universidade Independente, cujo agendamento público coincidiu "por acaso" com a manifestação do caos institucional dessa mesma universidade privada. O silêncio já não constitui a resposta adequada às especulações jornalísticas e às desconfianças instiladas na opinião pública.

    * 1 Reference

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    * Posted on: Sat, Apr 7 2007 12:08 AM
    * Updated: Sat, Apr 7 2007 1:07 AM
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    Pressão

    By vital moreira

    O assessor de um ministro ou do primeiro-ministro não pode telefonar a um jornalista para corrigir uma informação errada ou para mostrar desagrado por uma interpretação ofensiva? E será uma prática inédita, iniciada pelo actual Governo?
    Penso que esses telefonemas não são recomendáveis (até por poderem ser aproveitados como estão a ser...). Porém, o clamor de alguns media e alguns jornalistas contra uma alegada tentativa de "controlo dos media" pelo Governo parece-me francamente injustificado e artificial. Afinal, que meios é que o Governo tem para "pressionar" ou "controlar" os media e os jornalistas?

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    * Posted on: Fri, Apr 6 2007 11:57 PM
    * Updated: Sat, Apr 7 2007 12:07 AM
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    Quem dá uma dica?(2)

    By vital moreira

    Resolvido o problema do "encoding" do texto (continuo sem saber por que é que desformatou...), resta saber como é que posso recuperar os posts misteriosamente desaparecidos. Alguém já teve essa má surpresa?

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    * Posted on: Fri, Apr 6 2007 10:28 PM
    * Updated: Fri, Apr 6 2007 10:42 PM
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    Quem dá uma dica?

    By vital moreira

    Como se pode ver na coluna ao lado (Contactos, etc.) os caracteres com acentos e cedilhas foram substituídos, não sei porquê, por quadradinhos. Pior do que isso (que posso corrigir facilmente no template, embora gostasse de saber porquê) é o facto de terem desaparecido misteriosamente todos os posts dos últimos dias!
    Quem tem uma explicação... e uma solução?

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    * Posted on: Fri, Apr 6 2007 12:41 AM
    * Updated: Fri, Apr 6 2007 12:45 AM
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    Mais uma "medida liberal e de direita"...

    By vital moreira

    «Governo aprova benefícios adicionais para idosos».

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    * Posted on: Fri, Apr 6 2007 12:19 AM
    * Updated: Fri, Apr 6 2007 12:20 AM
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    Desmentido no terreno

    By vital moreira

    «Genéricos atingem maior quota de mercado de sempre».
    Há apenas um ano, o PSD denunciava um caviloso projecto do Governo para estrangular o mercado dos genéricos...

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    * Posted on: Wed, Apr 4 2007 4:01 AM
    * Updated: Wed, Apr 4 2007 4:04 AM
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    Nancy Pelosi na Síria

    By AG

    «Diplomacia paralela», berrariam eles aqui, escandalizados.
    Lá estão sobretudo atordoados com a desfaçatez. Ninguém cuidou sequer de fazer o guignol chefe ensaiar o que dizer....
    "Vade retro Satanás", excomunga o «neo-con» John Bolton, furibundo por ela se afoitar a descer a um dos vértices do "Eixo do mal".
    Mas a Nancyzinha não se intimida: o poder é para exercer, as competências são para usar, os «old boys» ainda vão ter muito mais com que se arrepiar, que isto de ter uma mulher como "speaker" na Câmara dos Representantes tem de significar valente varredela.
    Com calma olímpica e um sorriso de quem está a gozar cada vassourada, ela já explicou que ao ir a Damasco se limita a pôr em prática o que o «Baker-Hamilton Study Group» recomendou ao Presidente...
    Não vai à toa, nem sozinha. Vai numa missão de "fact finding" por todo o Médio Oriente. À ilharga, significativamente, leva Tom Lantos, o Presidente da Comissão de Relações Externas da Câmara, um veterano a garantir apoio de importantes sectores do «lobby» judeu.
    Vai Nancy, vai! Mostra que sabes abrir caminho e começar a arredar o entulho que eles não fizeram senão semear.

    * 1 Reference

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    * Posted on: Tue, Apr 3 2007 9:25 PM
    * Updated: Wed, Apr 4 2007 1:21 AM
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    Reparação de um lapso

    By AG

    No meu post de 24 de Março "Europa - a falta que Delors faz..." cometi o lapso de chamar Raquel à Rebecca Abecassis. Freud poderia explicar. Já corrigi, mas aqui fica o meu pedido de desculpas à autora da magnífica entrevista da SIC-Notícias.

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    * Posted on: Tue, Apr 3 2007 9:18 PM
    * Updated: Tue, Apr 3 2007 9:25 PM
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    Zimbabwe - à espera da solidariedade africana

    By AG

    Começa hoje no Zimbabwe uma greve de protesto contra a gravíssima crise económica num país que há uns anos era celeiro em África e onde hoje mais de 80% da população sobrevive na pobreza, com a mais alta taxa de inflação do mundo – uns para nós inimagináveis 1,700%!
    Na semana passada os media revelaram que Angola está a enviar 2.500 a 3.000 agentes da Polícia de Intervenção Rápida para ajudar a controlar a violência que agita Harare. Como se a polícia do regime de Mugabe não bastasse para reprimir e atirar para os hospitais os oposicionistas (ver post de 15.03.07). Incluindo membros do parlamento, impedidos, assim, de participar na Assembleia Parlamentar Paritária ACP-UE que teve lugar há dias em Bruxelas.
    Entretanto, o líder da oposição, Morgan Tsvangirai, voltou a ser preso na semana passada. A polícia negou a detenção, mas ela ocorreu durante algumas horas. Com um objectivo preciso: impedir uma conferência de imprensa em que se revelariam detalhes sobre a violência das últimas semanas.
    O cada dia mais inefável Presidente da África do Sul, Thabo Mbeki, encarregue de mediar entre Mugabe e Tsvangirai, já veio dizer que não irá fazer pressão pela mudança de regime, ao mesmo tempo que o velho Mugabe anunciou a intenção de se recandidatar. Outros dirigentes africanos assobiam para o ar... Tudo gente a pedir que a diplomacia portuguesa se esmifre por os ter em Lisboa numa Cimeira UE-Africa !...

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    * Posted on: Tue, Apr 3 2007 9:13 PM
    * Updated: Tue, Apr 3 2007 9:14 PM
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    Um pouco mais de rigor, pf.

    By vital moreira

    A frequência com que os media tiram conclusões erradas, por pura ignorância ou negligência, é inquietante. Por exemplo, esta notícia de que "Hipers vão vender medicamentos com receita" é falsa (e só podia ser falsa, dada a reserva legal das farmácias e dos farmacêuticos para o fornecimento dos medicamentos sujeitos a prescrição médica). O que foi anunciado foi o alargamento da lista de medicamentos que podem ser fornecidos sem receita médica, incluindo alguns que têm hoje direito a comparticipação do Estado (o que até agora não sucede), perdendo porém direito a essa participação se não forem adquiridos nas farmácias.
    [revisto]

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    * Posted on: Tue, Apr 3 2007 12:09 PM
    * Updated: Tue, Apr 3 2007 3:16 PM
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    Um pouco mais de seriedade, pf.

    By vital moreira

    Principal argumento de Miguel Frasquilho para a descida imediata de IRC: o imposto sobre os lucros das empresas é muito mais baixo nos países do Leste Europeu (média de 19%) do que em Portugal (25%), o que está a provocar deslocações de empresas de Portugal para esses países.
    Ora: (i) os contratos de investimento estrangeiro em Portugal incluem por via de regra uma isenção total ou quase total de IRC, pelo que ninguém deixa de investir em Portugal por causa disso; (ii) a maior competividade do Leste resulta, sim, de mão-de-obra mais barata e com melhores qualificações, o que significa factura de pessoal mais baixa e maior produtividade; (iii) outra vantagem do Leste é a sua maior proximidade do centro da UE, o que significa menos custos de transportes e melhor acesso aos mercados; (iv) a melhor prova de que um IRC mais baixo não dá, só por si, vantagens competitivas está aqui ao lado, na Espanha, que, apesar de um imposto muito superior ao nosso, atrai muito mais investimento estrangeiro.

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    * Posted on: Tue, Apr 3 2007 12:04 AM
    * Updated: Tue, Apr 3 2007 12:05 AM
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    Iniquidade

    By vital moreira

    Vamos mais uma vez pagar, todos, os trasnportes colectivos de Lisboa, além de pagarmos os das nossas próprias cidades. Desta vez, só quanto à Carris, em relação ao ano de 2006, são mais 50 milhões de prejuízos, a somar aos 40 milhões de subsídios que a empresa recebeu do Estado.
    A que propósito é que o Estado continua a ser responsável por uma tarefa de natureza essencialmente local (como, aliás, é no resto do País, salvo o Porto)? Para quando transformação da Carris e do Metropolitano de Lisboa em empresas metropolitanas ou intermunicipais, descentralizando também o financiamento dos respectivos encargos?

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    * Posted on: Mon, Apr 2 2007 7:53 PM
    * Updated: Mon, Apr 2 2007 8:03 PM
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    Gostaria de ter escrito isto (15)

    By vital moreira

    «Quando as elites intelectuais do País acham que o povo desse País é um bocado estúpido até que ponto podem elas próprias ser, digamos, sinceramente democráticas?» (Pedro Magalhães, Público de hoje)

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    * Posted on: Mon, Apr 2 2007 5:02 PM
    * Updated: Mon, Apr 2 2007 5:10 PM
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    Ota (11)

    By vital moreira

    No título de uma notícia, o Público afirma que «Quercus não tem "posição definitiva" sobre alternativas à Ota». Ora, lida a notícia, o título também poderia (ou deveria?) ser este: «Alternativas à Ota "mantêm muitos dos problemas que se colocaram em Rio Frio"».
    Como se vê, o título toma posição. Preferências....

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    * Posted on: Mon, Apr 2 2007 4:20 PM
    * Updated: Mon, Apr 2 2007 4:26 PM
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    Ota (10)

    By vital moreira

    O destaque de hoje do Público -- «Governo conhece estudos que permitiriam tirar ao custo do novo aeroporto 2,5 mil milhões de euros» --, tomando claramente partido na questão (política) da localização do aeroporto da Ota, suscita as seguintes comentários:
    1º - Não são conhecidos os tais estudos alternativos aos da Ota (nem as credenciais dos seus autores nesta área), sendo designadamente desconhecidos os alegados dados sobre os custos;
    2º - Estudos destes, para terem algum crédito, não se podem fazer em alguns dias ou semanas, sendo desejável saber quem é que financiou ou está disponível para financiar os seus elevados custos, e as suas motivações;
    3º - É absurdo imputar como custos da Ota acessibilidades que já lá estão, como a as auto-estradas, ou que serão construídas independentemente dela, como o TGV, e não imputar às novas hipóteses de localização os custos das mesmas acessibilidades, que ainda não existem, até porque se trata de localizações mais distantes de Lisboa do que a Ota;
    5º - Nos investimento de infra-estruturas de longa duração, não faz sentido comparar somente os custos de construção, sem entrar em linha de conta com os custos da sua utilização para os utentes: ora, sabendo-se que a esmagadora maioria dos utentes do aeroporto de Lisboa reside a norte do Tejo, que custos acumulados não teria uma localização a sul do Tejo?
    6º - O critério essencial para a localização do aeroporto de Lisboa não pode ser apenas o seu custo de construção (ficaria ainda mais barato em Vendas Novas, por exemplo...), mas sim a sua racionalidade em termos de ordenamento territorial, de vantagens económicas e de proximidade em relação aos seus utentes;
    7º - Um aeroporto territorialmente periférico como o que agora se propõe aproveitaria sobretudo à Lusoponte, obrigando a mais uns milhões de travessias do Tejo (uma mina de portagens!...), e aos grandes interesses económicos implantados a sul do Tejo, cuja identificação é mais do que conhecida.

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    * Posted on: Mon, Apr 2 2007 3:32 PM
    * Updated: Mon, Apr 2 2007 4:29 PM
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    nazionalistas

    By AG

    PNR - o tal, do cartaz abjecto, xenófobo, anti-emigrante (e há-os portugueses, aos milhões).
    PNR= partido nazionalista racista.

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    * Posted on: Sun, Apr 1 2007 9:30 PM
    * Updated: Sun, Apr 1 2007 9:35 PM
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    Antologia do dislate

    By vital moreira

    «O que está a acontecer [com o referendo e a lei de despenalzação do aborto] só tem comparação com o que aconteceu no tempo de Salazar com a Constituição de 33. Aqueles que não votaram foram considerados votos 'sim'." Isilda Pegado usava este paralelo tão forte ao lembrar que o resultado da consulta popular não foi vinculativo e, por isso, considerou que a "lei que saiu da AR é nula".» (Diário de Notícias de hoje).
    O Diário de Notícias veiculou a tolice sem reparos...

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    * Posted on: Sun, Apr 1 2007 12:34 PM
    * Updated: Sun, Apr 1 2007 12:38 PM
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    Frete Expresso (2)

    By vital moreira

    Em mais uma peça especulativa sobre o novo aeroporto de Lisboa, o Expresso titula que «Poceirão corta custos [da Ota] para metade». Assim, sem aspas, como sucede, a notícia do semanário sugere que se trata de uma informação objectiva ou pelo menos baseada em dados credíveis. Ora, lida a notícia, verifica-se que se trata apenas da opinião subjectiva de um dos conhecidos adversários da Ota, cuja competência em matéria de infra-estruturas aeronáuticas é desconhecida e baseada não se sabe em que estudos e, sobretudo, sem a mínima verosimilhança, pois os estudos oficiais (estes de verdadeiros especialistas) indicam que os famosos sobrecustos de terraplenagem da Ota oneram somente em 13% o respectivo orçamento.
    Além disso, a peça do Expresso menciona a opinião de outros especialistas em favor da Ota, tendo o semanário optado ostensivamente por uma das partes, sem qualquer critério. Isto não é jornalismo sério.

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    * Posted on: Sun, Apr 1 2007 11:53 AM
    * Updated: Sun, Apr 1 2007 12:08 PM
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    Frete Expresso

    By vital moreira

    Numa notícia encaixada à força na 1ª página do Expresso -- cada vez mais transformado em "folha" do PSD --, Marques Mendes anuncia a proposta de redução do número de deputados para 181 (menos 49 do que actualmente), acrescentando, em palavras do próprio, que a redução do número de deputados é «um ponto inegociável».
    Mais valia dizer desde já que não quer nenhuma reforma do sistema eleitoral, pois uma tal redução é inaceitável, quer porque afectaria substancialmente a proporcionalidade da representação política dos diversos partidos (em prejuízo dos mais pequenos), quer porque tiraria sentido à ideia de círculos uninominais, cujo número ficaria abaixo de um mínimo relevante.
    E se a referida perda da proporcionalidade poderia ser recuperada com a criação de um círculo nacional e com a agregação dos alguns dos actuais círculos eleitorais plurinominais (com base nos quais se opera a repartição dos deputados que cabem a cada partido), já o número excessivamente reduzido de círculos eleitorais uninominais se afigura irreparávelmente nefasta. Por isso, a proposta do PSD não é para tomar a sério.

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    * Posted on: Sun, Apr 1 2007 11:44 AM
    * Updated: Sun, Apr 1 2007 12:13 PM
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    Ota (8)

    By vital moreira

    «"A boa localização do novo aeroporto é a que vai ao encontro do centro de gravidade das dinâmicas económicas e demográficas”, defende o geógrafo e investigador Jorge Gaspar. Para o director do Departamento de Geografia da Faculdade de Letras, a zona ideal a nível nacional está a Norte do Tejo – eixo Lisboa-Porto. O novo aeroporto terá também que "aproximar-se do centro de gravidade da Área Metropolitana de Lisboa, que tem 2,5 milhões de habitantes a norte do Tejo e 750 mil a sul"». (Expresso, ed. de hoje).

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    * Posted on: Sat, Mar 31 2007 12:50 AM
    * Updated: Fri, Mar 30 2007 11:54 PM
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    A propósito de...

    By vital moreira

    ...algumas exaltadas reacções contra um cartaz de um grupo de extrema-direita "nacionalista", convém lembrar que a Constituição só proíbe as "organizações" fascistas e racistas, o que não é a mesma coisa que proibir a manifestação de ideias ou propostas políticas dessa índole, salvo quando lesem a dignidade humana ou a honra e o bom nome de pessoas ou grupos sociais ou quando suscitem o ódio ou instiguem à desordem.
    Respeitados esses limites, a proibição é a maneira menos eficaz e mais contraproducente de combater o extremismo político. A informação e o combate político e ideológico, sim.

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    * Posted on: Sat, Mar 31 2007 12:40 AM
    * Updated: Fri, Mar 30 2007 11:41 PM
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    Eficiência no sector público

    By vital moreira

    Devido em grande parte à redução de custos, os CTT obtiveram excelentes resultados em 2006, o que é tanto mais importante quanto o negócio dos correios já está em boa parte aberto ao mercado e à concorência, estando prevista para breve a liberalização geral.
    Quem não gosta nada destes resultados são naturalmente os que sustentam que as empresas públicas são por natureza ineficientes e que vivem à custa do orçamento do Estado e do dinheiro dos contribuintes. Esta, ao invés (tal como várias outras, aliás) contribui para o orçamento e poupa dinheiro aos contribuintes.
    Parabéns ao nosso Luís Nazaré!

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    * Posted on: Fri, Mar 30 2007 10:38 PM
    * Updated: Fri, Mar 30 2007 10:43 PM
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    Preferia...

    By vital moreira

    .. que o Presidente da Repúblia tivesse enviado a lei da despenalização do aborto para fiscalização preventiva do Tribunal Constitucional, como queriam os adversários desta, julgando estes, sem nenhum fundamento, que o Tribunal poderia "chumbar" a lei. Penso, ao invés, que a lei passaria no Tribunal mais folgadamente do que o referendo, visto que ela acautelou devidamente as preocupações dos que, sendo em princípio favoráveis à despenalização do aborto, exigiam porém mecanismos que garantissem uma decisão informada e ponderada antes da decisão de interrupção da gravidez. Ora, é isso justamente que a lei assegura de forma plenamente satisfatória.
    É evidente que o Presidente ainda pode marcar a sua oposição política à lei, com um veto político, destinado somente a dar uma consolação aos movimentos do "não" (entre os quais se encontram muitos dos seus apoiantes, que continuam a pressioná-lo nesse sentido. Trata-se, porém, de uma opção relativamente gratuita, dada a ampla maioria com que a lei foi aprovada, que assegura a sua confirmação.

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