Importa-se de repetir?

«As pessoas acreditam que podem vencer e que vale a pena lutar, não partem já derrotadas como antigamente. Há outro ânimo. Em 1985, dizia-se que as nossas empresas iam ser esmagadas pelas empresas espanholas. Não foram. Isso contribuiu muito para mudar a atitude dos empresários. Os jovens empresários e os jovens agricultores estão mais abertos a enfrentar uma concorrência muito difícil. Mas não desistem. Querem ganhar e acham que de facto vão ganhar».

ANÍBAL CAVACO SILVA, à revista «Kapa», Setembro de 1991, quando era primeiro-ministro há seis anos

Publicado por André 22:45:00  

3 Comments:

  1. Anónimo said...
    Ao cuidado do José e em nome das nossas discussões sobre plágios: leia, se puder, um texto que coloquei agora na minha lojeca. «Saraiva arrasa Veiga».
    Abraço cr
    Paulo said...
    Os politícos só podem alcançar a verdade se a razão, encerrada nos seus discuros, pudesse ter uma intuição do absoluto. Embora, por vezes, à boca das urnas , o povo seja "levado" pela ideia do absoluto...
    Foi sempre assim!
    Quando eu estava no último anos da faculdade tive um professor (juíz) que me marcou com meia-duzia de palavras, dizia ele: "Quando o juiz pune, uma só emoção deve vibrar na sua voz: o desgosto que sente de se ver obrigado a recorrer a esta extremidade".
    Excelente blogue o "Queijo Limiano", obrigado.
    Paulo
    josé said...
    Paulo Sempre:

    Esse juiz que assim falou, falou mal, no meui modesto entendimento.

    Um juiz, ao aplicar penas, ( quando "pune), fá-lo em nome da sociedade que insituiu as leis que se devem respeitar e as sanções para quem o não fizer.

    O que se pede a um juiz, é apenas que seja equilibrado no senso comum, sabedor da lei que aplica, correcto e honesto e que faça o trabalho que a sociedade dele espera: aplicar a justiça e o direito.

    Se um juiz desvia dessa linha e passa ao convencimento de que é uma espécie de deus a quem lhe é permitido escolher entre punir ou não punir, por arbítrio pessoal, sem atender a outro critério que não sejam os indicados, deixa de ser juiz e passa a justiceiro.
    Parecendo que não, é muito vulgar aparederem juízes assim.
    As leis processuais permitem-no e alguns aproveitam bem essas oportunidades.
    Daí que haja alguns juízes que se julgam mesmo pequenos deuses.
    Por exemplo, em decisões que não admitam recurso.

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