Portugal dos três "emes": morangos com açúcar, mms e mateus rosé

Se os nossos níveis de escolaridade continuam a roçar o sub-desenvolvimento, não é por incompetência, mas por visão estratégica dos sucessivos governos instalados no terreiro do paço desde 1928. O conhecimento é subversivo. As sociedades totalmente alfabetizadas são profundamente exigentes, reivindicativas, disciplinadas e intolerantes para com a burla, o peculato, o abuso de poder, a censura, o mau trato de crianças e o abandono de idosos em lares imundos e hospitais sobrelotados.

Publicado por Nino 14:42:00  

5 Comments:

  1. Guida do Pino said...
    Clap clap clap!!!

    Muito bem!!!
    Arrebenta said...
    Não vi, não vou ver... e não gostei

    Parece que na estética "trash", e na cegueira política, humana e social, que levou ao Fim de Ravena, de Constantinopla e da República de Weimar, entre outras, estreeou por aí um filme, onde se ouvem as razões íntimas daqueles benfeitores da espécie humana, que costumam usar cintos de explosivos.

    Eu sou a favor dos cintos de explosivos, mas usados nos locais adequados, nas Conferências de Imprensa do Bush, da Condoleezza, do Blair, dos Ayatollahs, dos tiranos da Birmânia, dos Assassinos da Guatemala, dos Caciques Africanos, até... mas isto já é um toquezinho pessoal, nas solenes aparições do Vítor Constâncio.

    Acontece que estes gajos -- anjos..., premiados com não sei quantos leões de merda pela Europa, e não sei quantos globos foscos, pela "Inteligenzia" não escolhem como alvos Bushs, Blairs, ayatollahs ou outros caciques: têm, em contrapartida, uma tendência mórbida para entrar em transportes, onde vão empregadas domésticas, crianças para a escola e trabalhadores, daqueles que pegam a horas insuportáveis para mim. A paga, consta, é um passe L123, para umas nuvens, onde já está uma enorme legião de gajas, de perna aberta, à espera destes heróis.

    Há aqui dois erros: o primeiro, é o do egoísmo, porque essas gajas de perna aberta só o estão para eles, os criminosos bombistas, e para mais nenhum dos utentes do autocarro; o segundo, é a célebre barba de três dias, que dá tesão num homem, e, por isso, prospera nas discotecas, entre o álcool e as pastilhas. Foi por isso que Roma caiu, quando começou a foder com o Inimigo.

    A Europa, e a Europa somos todos nós os que estamos a ler este texto, decidiu que havia razões estéticas, humanas e culturais para premiar esse filme, ou seja, para validar os estados de alma, e consequentes comportamentos homicidas. Quanto a mim, e para que a coisa merecesse ser validada, esses gajos deviam juntar-se em grupos, combinavam uma "rave", alugavam um autocarro, levavam as mulheres, as mães, as filhas, os irmãos: uns sentavam-se nos bancos, e faziam de passageiros; outros, de bombistas, e, quando aquilo explodisse tudo, com bocados de carne e irremediáveis mutilações, por todo o lado, eles iam direitinhos para o Céu das gajas de perna aberta (não sei se para bombistas-fêmea haverá um Paraíso de Caralhos, espero que o Profeta tenha contemplado essa hipótese, para evitar que se transforme tudo num inenarrável acto de promiscuidade e fressura...)

    Ora, eu não pertenço a essa Europa que premeia a Cobardia, e o que vai suceder, mais uma vez, é que, eu, que execro Bush e tudo o o que Bush representa, mais uma vez, quando soar uma sineta semelhante à do 11 de Setembro, vou ter de olhar para o Símio e pensar: estranhas alianças a que a Decadência Cultural do meu Tempo nos vai obrigar. É a Vida: aí vamos.

    Os meus parabéns aos coveiros do Ocidente.
    naoseiquenome usar said...
    Meu caro: faalta de viosão estratégica, ou, incompetência, são, sinónimos!
    Alex said...
    Os portugueses toleram a corrupção porque são tão mal formados quantos os corruptos deste país. No fundo, o "povo" só tem pena de não poder fazer o mesmo. Daí a desculpabilização destes fenómenos.

    Já chateia bater-se sempre na mesma tecla de que o "povo" é bom, o problema está nas "elites" que não prestam. Este discurso é completamente idiota, típico de quem não sabe nada de História. Por mim, e por muitos defeitos que tenham tido a Monarquia ou o Estado Novo, não quero que alguma vez se repitam as ditaduras de massas da I República ou do PREC, que fizeram Portugal regredir décadas.

    E os nossos níveis de escolaridade decorrem da situação periférica do país. A modernidade do momento chega cá sempre com atraso e é sempre mal adaptada à realidade do país.

    Não vale a pena insistir (e eu sou atlantista) na ideia de que o país é "central" por ser a porta para o Atlântico, ou a entrada para a Europa, porque a verdade é que o Atlântico é cada vez mais um oceano "morto". A Europa está cada vez mais continentalizada por causa das políticas comuns da UE, e os EUA interessam-se cada vez menos pelo velho continente. Uma vez que os outros não precisam de nós para nada (nem sequer o Brasil ou Angola), Portugal não consegue valorizar a sua posição estratégica. Como consequência, não é capaz de sair da estagnação económica e de dar o salto de desenvolvimento que fez a Irlanda, por exemplo, e juntar-se aos mais ricos da Europa.

    Nada que seja novo. Portugal nunca foi um país rico. Nem sequer no auge do Império, porque quem era rico era o Estado, não o país no seu todo.
    Alexandre Mota said...
    Não é mais um 'm', mas acrescento o futebol. Estupidificação em massa.

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