Doutoras Amélias


Quando num pé de conversa uma senhora pretensamente culta, emancipada e com responsabilidade social resvala numa crítica indolente ao apego de certos homens pelos seus filhos, inferimos que algumas mulheres perambulam, volvidos trinta anos de pretensa evolução, reféns do machismo e algozes da sua própria opressão, encoberta pelo propugnáculo do acessório, tal como a liberalização do aborto (que beneficia essencialmente o homem irresponsável) ou a imposição de quotas femininas.

Publicado por Nino 20:53:00  

16 Comments:

  1. Pedro Sá said...
    Não. A questão é que (tristemente) o que a grande maioria das mulheres quer é manter os privilégios que tinha antes para umas coisas com a igualdade para outras, ou mesmo superioridade.

    Ou ainda não reparou na atitude de total arrogância que as mulheres têm para com os homens ?
    provavelmente talisca said...
    Triste Post, caro Ninno e triste comentario, caro Pedro Sa.

    O primeiro é de um machismo muito mal escondido e resolvido e o segundo chega a cheirar a chauvinismo.

    Durante a maior parte da historia da humanidade as mulheres foram tratadas como pouco mais do que propriedade pelos homens, o ùnico grupo que verdadeiramente foi escravizado num todo, e apenas à muito menos do que um século, começaram a ter direitos (ainda não) iguais ao dos homens e vocês estão com essa conversa?

    "(...) atitude de total arrogância que as mulheres têm para com os homens?" Arrogância? Poucas foram as mulheres que alguma vez foram arrogantes comigo quanto mais totalmente arrogantes. Muito pelo contràrio, sempre foram de grande doçura. A vossa conversa é que é muito arrogante e compreendo bem que com atitudes dessas as mulheres pareçam ser arrogantes convosco. Se não forem, é porque são boas demais.

    Quanto ao à sua conversa de preconceituoso em relação ao aborto, o aborto mais do que tudo deve ser um direito da mulher. O direito de ser dona do seu corpo e de não ser escrava dele e dos homens por causa de condicionantes biologicas. "How I love the smell of hipocrisia in the morning!"
    Isobel said...
    Sobretudo, vejo aqui uma grande dose de Homem-centrismo exacerbado: a noção de que tudo o que a mulher diz ou faz está intrínseca ou extrinsecamente ligado ao homem.
    As quotas são hipocrisia, a penalização e não liberalização do aborto também.
    zazie said...
    Este post ficava melhor enquadrado se o título se chamasse_ “O homem que não gostava de mulheres”

    É que quem gosta não fala assim

    E nem há qualquer questão política que o disfarce, como demonstrou o primeiro comentário
    anti-tudo said...
    Estão a ver esta Zazie?

    Se não lhe servires de tapete... és rabeta!
    zazie said...
    o contrário, o contrário, se o fizer é duplamente "isso" mesmo.

    Quem gosta de mulheres percebe perfeitamente a diferença.

    Quem não gosta não percebe e tem prazer em achincalhar o género feminino. Nada disto tem a ver com machismo e muito menos com política.

    É mesmo isso que você disse. E se não é, parece.

    O que ainda é pior.
    zazie said...
    Alguém percebeu a história da doutora pretensamente culta que critica os pais que gostam dos filhos e depois é representada naquela figura de sopeira em capa de revista pink?

    E que é que isto tem a ver com o aborto ou com as famigeradas quotas?

    Eu não percebi. Muito basicamente só vi o tal quadro caricatural do “homem que não gosta de mulheres”.

    Sorry mas perante uma treta destas não vou perder tempo em “machismos” ou desvios políticos como o fizerem as outras intervenientes.
    zazie said...
    e a sorte, a grande sorte do nosso Ninno que até é muito engraçado, foi ter retirado aquele ursinho com que costumava representar-se no avatar...

    ";O))
    zazie said...
    ursinho de peluche, é claro...
    maloud said...
    Não, Zazie. Só o Pedro Sá compreendeu a história. Mas perceber porquê, deve ser matéria para psicanalista.
    Haja paciência!
    zazie said...
    não exageremos maloud, isto assim até tem mais piada. Verdade que só tenho pena da retirada do ursinho de peluche acompanhado daquela marcha militar tão típica...

    era mesmo muito giro. Uma pessoa lia um post todo machão da cascar no mulherio e depois clicava no nick e saltava um teddy bear muito fofo, de fatinho de marujo e ar de abandono e soava música militar em off...

    era tão giro que cheguei a fazer post sobre o assunto mas depois apaguei para não ferir susceptiblidades....

    ehehehe era das coisas mais kitchs da blogosfera.

    E acho mesmo muita piada ao Ninno, não estou só a brincar. Até era capaz de assinar petição para ele repor o ursinho

    ":O)))
    Pedro M said...
    Ninno,

    Não és capaz de formulares um raciocínio que seja verdadeiro (crú e feio) e aceite pelo mulherio.
    Nunca lhes vais ganhar. É impossível.
    Recomendo por isso doses suficientes de "sim"; "pois"; "tens razão" etc.
    E fazer o que tem que ser feito.
    Para o bem de todos.

    Já agora, passem os olhos em
    http://www.city-journal.org/html/12_3_the_end_of.html
    Nino said...
    Zazie,

    Afinal de contas: rabeta ou machista?
    zazie said...
    Ninno, teddy bear! teddy bear!

    ":O)))

    verdade que não me chateia nada essa história do machismo. O Caguinhas do Dragão, por exemplo, é um personagem espantoso e tudo aquilo tem muita piada. A dificuldade nestas coisas é encontrar o tom certo.

    Você mistura a boca com a indignação e anda sempre com essa historieta do aborto e isso é que estraga tudo. Há coisas que não têm nada a ver com o sexo das pessoas e que podem ser sociais. E há outras que são palermas e têm mesmo a ver com "correio do coração" e aí pode-se e deve-se gozar.

    Se o Ninno criasse uma personagem com o ursinho de peluche, a marcha militar fascista (ou lá como era, que não me lembro bem mas era muito gira) e depois dava uma de machão em revista Gina, até que sim, tinha piada e podia funcionar como sátira.

    Ora tente que eu estou cá para apreciar.

    Mas não misture o sério com o avacalhamento. Não funciona e dá mesmo ar rabeta.

    Até podia ser uma cena rabeto-kinky-machona mas para isso é preciso unhas
    ";O)))


    mas volte lá a botar o ursinho noa avatar que era uma delícia
    ahahaha
    zazie said...
    Mas por acaso, já que pergunta, nunca achei o tom machão. Mesmo hoje quando li esses comentários o que me pareceu é que nem era machismo, era lamúria de gajo dominado por mulheres-macho. E o primeiro comentário também foi nesse sentido. Acho que é isto que não “entusiasma” nada as hetero. E então quando a coisa fica assim a dar para o bota-de-elástico choroso por causa deste mundo de amazonas que lhes tirou o lugar e em quem nem se pode confiar a procriação pois podem-na mandar “ás malvas”, isso é que é “boring” até dizer chega.

    Por isso é que ficava giro o ursinho para trocar as voltas à coisa e dar um ar de nonsense
    “;O))
    Patrão said...
    Estou de acordo com o mulherio.
    Machista, é dizer-lhes que o melhor de um blowjob, são os cinco minutos de silêncio. Isso é que é uma boca machista e insultuosa.
    O resto são tretas abichanadas e traumas de quem não as sabe levar.
    :)))))

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