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O dr. Júdice, por aí a mostrar que está vivo, veio dizer numa entrevista ao DN que o caso do envelope 9 é um "escândalo absoluto". É a opinião dele,talvez um pouco menos sustentável que a minha de que os honorários milionários que a sua sociedadade de advogados recebeu para tratar (e mal) do dossier energético (e que deram os resultado que deram) são isso sim, um escândalo... quase absoluto. Enfim, e tudo uma questão de perspectiva.

Publicado por Manuel 15:09:00  

8 Comments:

  1. rb said...
    É bem verdade, o caso do envelope 9 é um verdadeiro escândalo! Ontem, ainda vi um bocado do programa prós e contras sobre este assunto e fiquei ainda mais chocado! Até o juiz do STJ, encomendado para o frete de defender as trapalhadas do MP, acabou o programa, com um ar meio envorgonhado, a reconhecer que a hoje justiça não vivia os melhores dias. AJT demonstrou com uma clareza impressionante, porque é que este caso é deveras preocupante. No,meadamente, como o comuniocado da PT, dizendo que aquela foi a primeira vez que aquele tipo de informação foi pedida em ficheiro informático, levanta sérias suspeitas de que pode ter havido crime do outro lado. E o tal juiz fretado, ainda dizia, com um ar cândido insuportável, que não via onde estava o crime. A PGR vai-se entretendo com o 24H à esopera que tudo caia no esquecimento, mas ainda bem que vão havendo debates como o prós e contras mostrando que nem todos estamos distraídos Aqui o Manuel pelos vistos continua a preferir assobiar para o lado ...
    Valmoster said...
    O pedido deste tipo de informações em suporte informático tem barbas.
    Zé-da-Esquina said...
    Aqui estão dois belos exemplos de como se formam as verdades: uma partindo do pressuposto de que, sendo pedidos alhos seriam fornecidos alhos mais bugalhos. Trocando por miúdos: quem pediu os dados, na hipótese atrás formulada, pensou para os seus botões: deixa-me cá pedir os elementos referentes a sicrano, mas vou pedir que os dados sejam fornecidos em ficheiro informático, porqeu assim vão-me fornecer os de sicrano, mais os de não sei quantos beltranos.

    A outra forma de se adquirir "a verdade" é o conhecido métod "Dupont et Dupont": "eu diria mais, o pedido deste tipo de informações em suporte informático tem muitas barbas".
    Zé-da-Esquina said...
    Aqui estão dois belos exemplos de como se formam as verdades: uma partindo do pressuposto de que, sendo pedidos alhos seriam fornecidos alhos mais bugalhos. Trocando por miúdos: quem pediu os dados, na hipótese atrás formulada, pensou para os seus botões: deixa-me cá pedir os elementos referentes a sicrano, mas vou pedir que os dados sejam fornecidos em ficheiro informático, porqeu assim vão-me fornecer os de sicrano, mais os de não sei quantos beltranos.

    A outra forma de se adquirir "a verdade" é o conhecido métod "Dupont et Dupont": "eu diria mais, o pedido deste tipo de informações em suporte informático tem muitas barbas".
    ze maria said...
    doi-te alguma coisa para te estares a queixar desta sociedade de advogados em concreto?
    ze maria said...
    doi-te alguma coisa para te estares a queixar desta sociedade de advogados em concreto?
    josé said...
    Caro ze maria:

    Mesmo sem ser o autor do postal, parece-me que deveria doer a todos nós que não fazemos parte da distinta sociedade, ainda há pouco tempo distinguida internacionalmente como uma das melhores, a falta de resposta a algumas questões colocadas em tempo oportuno e nunca respondidas devidamente.
    O questionário é de um deputado do PS e a notícia é do Público:

    "PRIVATIZAÇÃO DA GALP: ANTÓNIO GALAMBA QUESTIONA GOVERNO SOBRE HONORÁRIOS DE 160 MILHÕES DE EUROS EM CONSULTADORIA
    Requerimento nº
    de 24 de Junho de 2004
    Assunto: Estado já gastou 160 milhões de euros em consultadoria para privatizar a GALP?

    Apresentado por : Deputado António Galamba (PS)
    Segundo o jornal Público , “ A Parpública está a pagar ao escritório de advogados de José Miguel Júdice um milhão de euros de honorários por cada duas semanas de serviços prestados à "holding" estatal nesta fase de intermediação da venda de, pelo menos, 33,34 por cento do capital da Galpenergia. Este não é, no entanto, o único custo de consultoria para o erário público para fazer com que a Galpenergia volte para as mãos de accionistas privados. Nos últimos quatro anos, segundo cálculos recolhidos pelo PÚBLICO, o Estado despendeu cerca de 160 milhões de euros para, em primeiro lugar, manter um núcleo privado de referência na Galpenergia, com decisões algumas delas controversas e, agora, para o transferir para outras mãos privadas.

    O valor contratado com o Estado para a assessoria jurídica pelo escritório liderado pelo actual bastonário da Ordem dos Advogados (cuja designação é A. M. Pereira, Saragga Leal, Oliveira Martins, Júdice e Associados) é um dos últimos a serem conhecidos. As últimas semanas de negociações com os dois concorrentes que passaram à fase final do concurso, a Petrocer e o grupo Mello, têm incluído a participação activa de uma representante deste escritório nas reuniões que decorrem na Parpública. A "holding" está instalada no novo edifício do Ministério da Economia, em Lisboa.

    Embora os honorários de um milhão de euros por cada 15 dias sejam os actualmente vigentes, não foi possível confirmar desde quando estão a ser aplicados. O escritório de José Miguel Júdice presta assessoria jurídica ao Governo para este processo de venda da Galpenergia há mais de um ano, embora o tipo de serviço tenha variado ao longo dos meses, havendo agora, por exemplo, uma intervenção activa num momento decisivo do processo - fase final de negociações -, o que não acontecia, por exemplo, há um ano. Para os especialistas, um cálculo que pecará por defeito e não por excesso será considerar que esta "tabela" de honorários se refere apenas a esta fase negocial e que se prolonga por dois meses, para o que são, assim, contabilizados quatro milhões de euros.

    A este montante há ainda a adicionar mais 56 milhões de euros de serviços prestados por outras áreas de consultoria associados à entrada da ENI na Galp e à sua saída, desde que o Governo decidiu, no final de 2002, reestruturar o sector da energia em Portugal. O Crédit Suisse foi, há quatro anos, a instituição financeira contratada para assessorar a entrada da ENI na Galpenergia, um trabalho que, a valores de mercado, terá rondado os seis milhões de euros. Por sua vez, o trabalho dos advogados para a entrada dos italianos foi orçada em seis milhões de euros. A McKinsey foi chamada para assessorar a reestruturação do sector energético, enquanto consultor estratégico, trabalho que é calculado em três milhões de euros. Quanto à Goldman Sachs, que o Governo contratou, pelo menos, desde Março passado, como consultor técnico para a área da energia e que coordenou várias fases do processo da Galp, até à sua passagem para o comité de sábios, tem uma prestação de serviços que o mercado avalia em 40 milhões de euros.

    A este montante há ainda a somar os históricos 100 milhões de euros de mais-valias que o Estado prescindiu de receber, ao isentar do respectivo pagamento os privados reunidos na Petrocontrol que venderam, em 2000, a sua participação à ENI.

    Face ao exposto, considerando a conjuntura económica de particular dificuldade para as famílias portuguesas que estamos a atravessar, nos termos regimentais e constitucionais, requere-se ao PRIMEIRO MINISTRO as seguintes informações:

    1)está o XV Governo Constitucional em condições de confirmar que a Parpública está a pagar ao escritório de advogados de José Miguel Júdice um milhão de euros de honorários por cada duas semanas de serviços prestados à "holding" estatal nesta fase de intermediação da venda de, pelo menos, 33,34 por cento do capital da Galpenergia ?

    2)em caso afirmativo, desde quando está o Estado a pagar esses honorários ?

    3)está o Governo em condições de confirmar já ter gasto 160 milhões de euros em consultadoria para privatizar a Galp, conforme noticia a comunicação social?

    António Galamba
    2004-06-24 "
    rb said...
    Pois, pois, José, mas isso já não é de agora. O que nós queremos é esclarecer o caso do envelope 9 e o porquê da busca à redacção dos jornais e não assobiar para o lado.

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