Tabloidização geral


A capa do jornal basta como comentário a esta situação: a um jornalismo em formato tablóide, simplificado, simplório às vezes, nada melhor do que uma imagem a condizer... Apetecia responder: vejam nos bolsos da consciência; nos armários da ética jornalística;nas arrecadações da deontologia profissional! Mas não adiante, porque todos esses conceitos, soam a vazio quando se podem ler os factos, na versão do próprio jornal...

  • "Como foi feita a busca"

    a lei processual penal é muito directa e clara neste aspecto: não podem nem devem ser relatado actos processuais, nos termos em que o jornal o faz. A proibição decorre do artigo 86º nº 2 do C.P.P. Para além disso, o 24 Horas escreve que a diligência começou assim: "Isto é uma rusga!" Soa muito a cliché cinematográfio tirado de banda desenhada ("Isto é um assalto"...). O Público, noticia antes que afinal a diligência terá começado assim:..."Tirem as mãos dos teclados e desliguem os telefones"! Afinal, onde está a "verdade, verdade, verdade" a que se referia o director do jornal, como primeira preocupação do jornal, ontem no Clube de Jornalistas?!
  • "O que é esta investigação"

    O jornal não sabe ainda exactamente o que é "esta investigação", por isso especula, inventa e desinforma. Ontem, na RTP2 o director do jornal disse que "a primeira coisa que um jornalista deve fazer num jornal é criticar a fonte- a informação interessa sempre a alguém". Precisamente, neste caso, interessa ao próprio jornal e por isso a fonte é a que está á vista.
  • "Crónicas dos suspeitos"

    lê-se a crónica de um suspeito a contar que a polícia Judiciária foi a duas casas...
  • "Dezenas de opiniões"

    para além de dúzia e meia de notáveis do comentarismo, com frases aparentemente truncadas, constam sete declarações de leitores e meia dúzia de anónimos...
  • "As vozes do 24 Horas"

    Não são apenas as vozes, mas as imagens da diligência efectuada.

    Isso, apesar de o jornal ter esclarecido os seus leitores que "No fim da operação, os magistrados fizeram questão de assinalar no auto de busca e apreensão que a recolha de imagens não foi autorizada por nenhum dos elementos da equipa de investigação e que a trasnsmissão dessas imagens pode implicar um crime de desobediência".

    Hoje, o 24 Horas publica uma dúzia de fotos dessa diligência. A publicação dssas fotos, como é evidente, constituem a prova material de um crime de desobediência. É um crime previsto e punido no artº 348 do Código Penal Português, aprovado democraticamente. A pena aplicável é de prisão até um ano ou multa até 12o dias. A diligência efectuada pelas autoridades judiciária, destina-se a recolher provas indiciárias da prática de um crime. De outro ou outros. Um jornal, como qualquer outro lugar ou cidadão, só pelo facto de o serem, não estão acima da lei se a lei permitir uma determinada diligência e ela foi realizada de acordo com a lei.


O crime de desobediência é um crime contra a autoridade pública. A reportagem do 24 Horas de hoje é uma provocação a essa autoridade. Não é exagero escrevê-lo. Agora, das duas uma... ou prevalece o populismo e a justiça sumária, contra a entidade que detém a titularidade da investigação criminal em Portugal, ou o Estado de Direito é afirmado por quem tem o dever de o fazer.

Menos que isto, é tergiversar.

Publicado por josé 13:12:00  

31 Comments:

  1. Anónimo said...
    O seu texto revela a sua verdadeira face. Um pobre coitado, às ordens do dono que lhe dá poder. Resumindo e em bom português: um bom patife filho da puta.
    Anónimo said...
    Está o máximo a capa do 24 horas. Com tanta trapalhada na redacçao, é de génio. lol
    ´
    espera-se que descubram alguma coisa de relevante no jornal. É porque divulgar o crime, nao quer dizer que tenham cometido o crime, nem que nao tenha havido crime. Afinal o crime qual é? divulgar ou ter disquetes que podem ser dadas a quem pedir com coisas que nao deviam lá estar?
    carlos alberto said...
    Neste País, no meu País, os politicos e jornalistas julgam-se acima da Lei.Mas, pelo menos para já, "Dura Lex, Sed Lex"!!!
    tina said...
    O PGR está a mostrar coragem rara. Qualquer outro já teria tentado deitar água na fervura.
    esgoto said...
    convem lembrar que o que está em causa não é o facto de o jornal possuir determinada informação: é saber quem deu essa informação ao jornal e até que ponto toda a informação contida nos computadores dos jornalistas não seja ela própria objecto de fuga de informação.
    tina said...
    E realmente a primeira página do jornal demonstra logo como o jornalismo que ali se faz é do tipo barato, de mau gosto, e para chamar a atenção. Ali de braços para o ar, fazendo-se de vítimas, quando é evidente o jogo sujo que fazem. Tenho tanta pena deles!....
    Anónimo said...
    Um jornalismo abaixo de cão só podia produzir esta vergonha.
    Vamos lá ver onde chegam os tomates do Ministério Público.
    Mr. D said...
    Não simpatizo muito com este Procurador-Geral. Mas tenho de reconhecer que não é leal nem justa o tipo de guerra que o 24horas faz ao Procurador. Pela visibilidade e pelos meios usados, a luta é desigual. Até porque a luta é unilateral: o Procurador não está em guerra com o 24 horas. Está a fazer oq eu tem de fazer. Verdade é que foi a sua inépcia que levou a coisa a este ponto.
    Anónimo said...
    Muito bem, josé. Aponte os holofotes para o tablóide. Pode ser que assim os leitores se esqueçam do verdadeiro problema que é:

    QUEM DEU A INFORMAÇAO AO 24 HORAS?

    QUEM PEDIU A INFORMAÇÃO À PT?

    COM QUE FINALIDADE?

    PORQUE É QUE A INFORMAÇÃO AINDA ESTAVA DISPONÍVEL NO PROCESSO?
    rb said...
    O meu caro José é incansável a defender a sua dama. Parece impossível que não veja, ou que não queira ver, aquilo entra pelos olhos a dentro de toda a gente. Então a investigação pedida pelo Sampaio e prometida pelo PGR não era para o país saber como é que as facturas detalhadas das mais altas figuras de estado foram parar ao processo casa pia? E isso não é o mais grave de toda esta miserável trapalhada? E que essa investigação era urgente e devia ser concluida em três penadas, como disse, com coragem, o juiz conselheiro do TR de Lisboa? E porque razão, sendo isso tão simples, estamos há um mês à espera? E que melhor não será esperarmos sentados pois está bom de ver que um auto-inquérito nada concluirá? Não. O que interessa é saber como é que os malvados do jornal 24H, esses grandes trafulhas, se apanharam com esse material. E então para mostrar serviço, toca de fazer uma busca ao jornal, à boa maneira pidesca de intimidação do poder jornalístico, para de surpresa, embora passado um mês - o que é secundário, claro - apanhar os incautos dos jornalistas com a mão na botija, ou melhor, no teclado.
    rb said...
    E mais uma coisa, obviamente, abomino o tipo de jornalismo praticado pelo 24H, mas que esta capa está bem conseguida, e com piada, lá isso está.
    tina said...
    "O meu caro José é incansável a defender a sua dama. Parece impossível que não veja, ou que não queira ver, aquilo entra pelos olhos a dentro de toda a gente."

    Fale por si caro Atento. Quanto à maioria, aquilo que entra pelos olhos dentro é a tentativa de descredibilização do PGR e do MP. O caso do 24 Horas é óbvio. Porque irião então publicar uma notícia dessas? Para fazer crer que o MP anda atrás de altas figuras do país, "apanhá-las na rede". Enquanto que a explicação que foi dada pelo MP é muito plausível quanto aos números que apareceram juntamente com o de Paulo Pedroso.

    O 24 Horas atingiu os seus objectivos, que era virar os políticos contra o PGR. Estes agora querem impedir escutas telefónicas e sendo assim casos como o de Valentim Loureiro nunca seriam apanhados. Você é que anda pouco atento em relação ao nível de corrupção que anda por aí e que o PGR tem posto a descoberto. Há alguns como o Atento que não querem ver isto, mas felizmente é muita pouca gente ao contrário do que disse.
    josé said...
    Ao primeiro anónimo, de coragem assumida:

    A ira é má conselheira. Por isso, apareça por cá com um pseudónimo qualquer, se não quiser assumir o nome e depois falamos.

    Até lá, é mais uma voz de burro: não chega o céu! Neste caso, ao diálogo construtivo.
    Anónimo said...
    O que é absolutamente extarordinário é que neste blogue, e principalmente no josé, haja algum incómodo por se falar com anónimos ....

    Aliás faz-se questão de sublinhar de forma negativa o anonimato dos comentadores.

    Estamos nos limites da esquizofrenia!
    rb said...
    Tina: O maior cego é aquele que não quer ver. Ainda bem que há 24H destes, que têm a coragem de publicar estas notícias, pelo menos para isso servem. É bom que as pessoas saibam alguma coisa, muito pouco certamente, sobre o modo como actua da nossa investigação - não toda, evidentemente. É porque ouvem-se muitas histórias de abusos de autoridade, mas são só histórias que se contam por aí, não são evidências como estas. Quanto a proibir as escutas, sei que são um meio de prova indispensável em certos casos, mas se essa for a única maneira de conter os abusos, então mais vale. Eu também quero o comabate à corrupção e combate a sério, mas sem abusos de poder, nem caça às bruxas. (PS: qual foi a explicação pláusível da PGR, que me passou ao lado?)
    tina said...
    Atento,
    ... não quer ver o quê? Então diga-me lá especificamente qual é a sua acusação, o que é que nós não queremos ver.
    tina said...
    A explicação plausível é que a lista incluia todos os números do estado mas só aquele de Paulo Pedroso é que estava acessível. José já explicou num post atrás.
    rb said...
    Tina: não quer ver que este PGR já devia ter saido de cena há muito tempo, pois há muito que caiu no descrédito da população, incluindo não só politicos como até magistrados, para não dizer no ridículo absoluto. Não é preciso dar exemplos pois não? Essa explicação que deu o José só mesmo sendo muito anjinho, com umas grande asinhas, se pode acreditar nisso. Tivessem os arguidos da casa pia, por exemplo, essa comlacência e nunca teriam sido acusados. A informação estava acessível a um simples clique, Tina, e quem a mandou sabia, concerteza, o que estava a fazer. E depois não é só isso, é que depois de tantas trapalhadas já ninguém lhe dá o benefício da dúvida. É como a história do pastor e do lobo. Oxalá esteja errado, a bem da credibilidade da nossa justiça, mas, sinceramente, não me parece mesmo nada.
    rb said...
    E repare que o José nem sequer me deu a honra de responder ao meu comentário, quando costuma fazê-lo habitualmente. Não porque eu o mereça mas apenas porque ele tem pachorra para me aturar. E certamente não o fez porque, lá no seu intimo, pensará da mesma forma que eu, mas não lhe convém dizê-lo. Aliás, alguma vez aqui na Loja o MP foi sequer beliscado pelo José? Que eu saiba nunca.
    tina said...
    Atento,
    A explicação que José deu , foi dada também por outros do MP. E você pode não achar plausível mas eu garanto-lhe que a maioria deve acreditar que esse seja o procedimento normal da PT. Não querer acreditar nisso é que é indício de má fé. Assim como também é má fé falar pela boca dos outros em detrimento do PGR. Por isso não me admira que José não lhe responda.
    preocupado said...
    Ó josé, responda lá ao atento senão ele fica infeliz. Ou então dê uma alegria à Tina e ostracize-o...
    Ai, tanta indigência mental...
    tina said...
    Ó preocupado,
    Vá à fava.
    Eu cá vou dormir.
    Boa-noite.
    Zé-da-Esquina said...
    Caro atento,

    O José talvez não tenha paciência para opiniões feitas sobre verdades apanhadas no ar.
    Como andam pelo ar, respiram-se e, depois, é um sarilho desenriçar o novelo que se cria por dentro. Não há nada a fazer.
    Como muitos não sabem como se chega a essa verdade e os que a ela chegaram também não explicam como o fizeram, o problema é que continuam com dúvidas.
    Permita, então, que também pergunte:
    1. Ainda não o satisfez a explicação sobre o modo como apareceram as tais listas?
    2. Então, qual é a verdade?
    4. Por que é que a investigação poderia ser concluída em 3 penadas? Porque um Juiz conselheiro o disse? Se sim, então é uma questão de fé? E, sobretudo, que disse ele que convencesse de que tinha razão(não interessa a "boca", interessa o argumento, aquilo que possa levar a que concordemos)
    5. O juiz convenceu-o porque já lhe viu uma intervenção notável (só uma) ou, mesmo, assim-assim?
    6. Que coragem teve o juiz? Coragem porquê? Correu algum risco? Alguém lhe iria às palminhas, independentemente do que dissesse? Não será mais avisado dizer que procurou a ribalta que, de vez em quando, lhe dão, vá lá saber-se porquê)?

    Se se der ao trabalho de responder, já agora, por favor, explique-se, para que o compreendamos. É que - é uma chatice - há quem não passe sem a demonstração para ficar convencido?
    Zé-da-Esquina said...
    Caro atento,

    O José talvez não tenha paciência para opiniões feitas sobre verdades apanhadas no ar.
    Como andam pelo ar, respiram-se e, depois, é um sarilho desenriçar o novelo que se cria por dentro. Não há nada a fazer.
    Como muitos não sabem como se chega a essa verdade e os que a ela chegaram também não explicam como o fizeram, o problema é que continuam com dúvidas.
    Permita, então, que também pergunte:
    1. Ainda não o satisfez a explicação sobre o modo como apareceram as tais listas?
    2. Então, qual é a verdade?
    4. Por que é que a investigação poderia ser concluída em 3 penadas? Porque um Juiz conselheiro o disse? Se sim, então é uma questão de fé? E, sobretudo, que disse ele que convencesse de que tinha razão(não interessa a "boca", interessa o argumento, aquilo que possa levar a que concordemos)
    5. O juiz convenceu-o porque já lhe viu uma intervenção notável (só uma) ou, mesmo, assim-assim?
    6. Que coragem teve o juiz? Coragem porquê? Correu algum risco? Alguém lhe iria às palminhas, independentemente do que dissesse? Não será mais avisado dizer que procurou a ribalta que, de vez em quando, lhe dão, vá lá saber-se porquê)?

    Se se der ao trabalho de responder, já agora, por favor, explique-se, para que o compreendamos. É que - é uma chatice - há quem não passe sem a demonstração para ficar convencido?

    11:35 PM, Fevereiro 16, 2006
    rb said...
    Então esperemos que o Belmiro venha a corrijir tal procedimento, Tina, que isso não lembra nem ao diabo.
    rb said...
    "1. Ainda não o satisfez a explicação sobre o modo como apareceram as tais listas? "
    Não. Já agora ao Zé da Esquina satisfez? Se eu possuir um documento que me permita conhecer a sua vida privada e o Zé Esquina me perguntar como é que eu o tenho, se eu lhe disser que não o pedi e que não o vi e que quem mo deu também não, você fica satisfeito?!
    "2. Então, qual é a verdade?"
    Isso gostava eu de saber, se fosse bruxo...
    4. Por que é que a investigação poderia ser concluída em 3 penadas? Porque um Juiz conselheiro o disse? Se sim, então é uma questão de fé? E, sobretudo, que disse ele que convencesse de que tinha razão(não interessa a "boca", interessa o argumento, aquilo que possa levar a que concordemos). Então o PGR não ficou de dar um esclarecimento ao PR
    5. O juiz convenceu-o porque já lhe viu uma intervenção notável (só uma) ou, mesmo, assim-assim?
    6. Que coragem teve o juiz? Coragem porquê? Correu algum risco? Alguém lhe iria às palminhas, independentemente do que dissesse? Não será mais avisado dizer que procurou a ribalta que, de vez em quando, lhe dão, vá lá saber-se porquê)?
    Sé dei o exemplo do magistrado para mostrar como é geral a consciência de que as explicações da PGR não satisfazem e que isto já devia ter sido esclarecido. Agora, também sei que não será a PGR que vai esclarecer aquilo que estamos todos a pensar. Isso então era o fim da picada.
    para mim said...
    Para mim, que tanto faz, só tenho uma dúvida Zé... O 24 é o mensageiro ou a mensagem? Não sei se percebes a pergunta, mas depois terei parazer em explicar-te um dia mais coisas da Casa Pia que o 24 nunca disse... mas, pessoalmente. A mim já me conheces. Eu também estava no mesmo programa na RTP 2 e não era o professor de sociologia...
    Anónimo said...
    O josé nunca responde quando isso pode obrigá-lo a reconhecer a sua verdadeira identidade e profissão.
    josé said...
    Meu caro atento:

    Não leve à conta de desconsideração esta resposta tão tardia. Foi desatenção minha, mas se fizer o favor, fique então atento, agora:
    "esta investigação pedida pel Smapaio"? COmo assim?
    O MP tem obrigação de investigar todos os crimes que lhe são comunicados, sem cunhas, seja do Smapaio seja de quem for. Até este simples facto ficar bem compreendido, terei alguma dificuldade em continuar a fazer-me entender. Ainda está atento?!
    Então, prossigamos:
    COmo é que sabe o que se está mesmoa invesgigar? Pelas notícias do 24 Horas?! Então, vai mesmo ficar sem saber, porque o tablóide não informa bem; comunica coisas- algumas delas que lhe interessam.
    A duração de uma investigação criminal dura o tempo que tem de durar . E não é o PR ou a AR ou o Governo ou um qualquer jornal de meia tijela que define estratégias, prazos, objectivos etc. Se estivesse mesmo atento ao que escrevi, teria lido a parte do Código Processo Penal que transcrevi e linkei. Está lá tudo ao alcance de um clic para quem saiba ler.


    Se não soubermos como se faz investigação real, não poderemos criticar com razões de peso. Apenas pesarão as razões que a razão desconhece. Também serão válidas, mas não convencem. São os chamados argumentos afectivos. Como há quem não goste deste PGR, fogo nele e a quem o apoiar! Táctica maoista-leninista.

    Quanto à capa do 24 Horas: também acho que é uma boa capa e com piada. Digna do Inimigo Público. Digna de um blog humorístico. Digna de quem não consegue levar-se a sério naquilo que faz...
    Mais Notas Soltas said...
    Vamor erigir um busto ao Pedro Tadeu? Ao lado da Capelinha das Aparições...
    Anónimo said...
    Miss Tina, essa explicação dos números do estado é esfarrapada!
    Pelo menos, de acordo com o ficheiro que cegou à Sábado, havia lá numeros privados. Um dos meus números fixos estava lá, e nunca antes pertencera ao estado. Um jornalista de lá confirmou-me que havia mais números privados.
    Depois, aquilo é um ficheiro de excel. Todos os números estão perfeitamente acessíveis.

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